17 maio, 2023

ABOIM, David -
NO RESCALDO DA GRANDE GUERRA
. Lisboa, [s.n. - Composto e Impresso na Tipografia da Liga dos Combatentes da Grande Guerra - Lisboa], 1951. In-4.º (23,5 cm) de 63, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Colectânea de artigos escritos pelo autor n'A Voz dos Combatentes : porta-voz dos combatentes Portugueses na Grande Guerra, semanário da Liga dos Combatentes, cujo projecto teve duração de apenas 7 anos.
Obra rara, com significado para a bibliografia WW1.
"Três grandes objectivos estratégicos orientaram as operações alemãs na frente ocidental: a tomada de Paris; dividir em dois os exércitos aliados, separando os franceses dos ingleses; alcançar os portos de Boulogne e de Calais.
O primeiro, tentado por duas vezes, no princípio e no fim da guerra, conduz de ambas elas às vitórias do Marne; para conseguir o segundo desencadeiam os alemães a ofensiva a ofensiva do Somme; finalmente o terceiro é tentado com a série de operações iniciadas no dia 9 de Abril de 1918, e que passaram a figurar nos livros dos escritores militares que da Guerra Mundial se têm ocupado, sob a designação de Batalha do Lys segundo uns, de Batalha do Norte segundo outros.
São evidentes os resultados desastrosos que teria para a causa dos aliados o alcance de qualquer destes objectivos. [...]
Foi para conseguir este último objectivo que os alemães desencadearam sobre a 2.ª Divisão Portuguesa e as duas Divisões Inglesas situadas nos seus flancos, a grande ofensiva que havia de passar à história com o nome de Batalha do Lys. O general Mordacq não hesita em classificá-la, no seu livro Le Ministère Clémenceau, de «manobra estratégica de grande envergadura», a contestar a opinião de certos críticos militares que a colocam na categoria dos «ataques secundários» ou «ataques de ordem táctica». [...]
Fosse, porém, uma simples diversão ou ofensiva de objectivos estratégicos, o que é fora de dúvida é que a Batalha do Lys pertence ao número das três ou quatro grandes arremetidas dos alemães sobre a frente ocidental, classificando W. Churchill o dia 12, dia em que as tropas de Ludendorff foram detidas no seu avanço, como o ponto culminante de toda a guerra, depois do Marne.
A ofensiva do dia 9 de Abril veio encontrar as tropas portuguesas sem condições de resistência. O desfalque dos efectivos, junto à exaustação resultante duma prolongada permanência na frente e os factores de ordem moral, que não era por certo o que menos contava neste somatório de circunstâncias aniquiladoras, faziam com que o C. E. P. não estivesse em condições de suportar um choque do inimigo. [...]
Apesar da desproporção do número, as nossas tropas bateram-se, porém, com notável valentia, havendo actos isolados de bravura dignos duma página de epopeia. Começando o bombardeamento às 4 horas - um bombardeamento horroroso, insustentável - por volta  das 8 inicia o inimigo o assalto à nossa desmantelada 1.º linha, protegido por um nutrido fogo de barragem e pela espessura do nevoeiro. Esta é tomada sem resistência, caindo logo após a 2.ª linha, com igual facilidade. Mas agora começa a defesa desesperada, homérica, dos fragmentos das unidades, que não haviam sido aniquilados no ataque inicial. Protegidos pelas dobras do terreno, metidos em crateras de granadas e em farrapos de trincheira, restos dos batalhões destroçados fazem moderar a aceleração do avanço..."
(Excerto de A acção dos portugueses na batalha do Lys)
Índice:
Explicação prévia | O nosso dever | A F. I. D. A. C. [Federação Interaliada dos Antigos Combatentes] e a Paz | Um novo livros de Wells | Aniversário da F. I. D. A. C. | Emigração | Cuidemos dos vivos | A Conferência do Desarmamento | A acção dos portugueses na batalha do Lys | A «Fidac» estuda o problema da Paz | Paul Domer | Um grande amigo  dos Combatentes Portugueses | Faria Afonso | Exigências alemãs sobre a igualdade de armamentos | Fecho de contas | Uma Homenagem [ao Dr. Alberto Mac Bride] | Hora Difícil I | Hora Difícil II | Hora Difícil III | O Valor duma Cruz de Guerra | Os combatentes e os problemas internacionais | Portugal e a Fidac | O armistício | 9 de Abril.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas manchadas, com vinco e assinatura de posse. Mesma assinatura de posse na f. ante-rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
Indisponível

16 maio, 2023

RECORDAÇÕES -
Á MEMORIA DO NOSSO QUERIDO FILHO ANTONIO CORRÊA MEXIA DE MATTOS
Nascido em Loulé no dia 5 de junho de 1891 e fallecido em Lisboa no dia 5 de novembro de 1911. Fallecido quasi á mesma hora em que tinha nascido com muito poucos minutos de differença. Dedicam Seus inconsolaveis paes. [S.l.], [s.n. - Typ. «A Editora Limitada» - Lisboa], [1912]. In-8.º (19,5 cm) de XIII, [1], 190, [2] p. ; [1] f. il. ; E.
1.ª edição.
In memoriam do jovem louletano António Correia Mexia de Matos patrocinado por seus pais, com a colaboração de amigos e admiradores do malogrado escritor.
Obra fora de mercado, para oferta, por certo com tiragem reduzidíssima, ilustrada em separado com um retrato de António de Matos. Trata-se do repositório de crónicas e artigos dispersos do jovem prosador sobre os mais diversos assuntos - sobretudo relacionados com o "seu" Algarve - com uma verve e desassombramento incomuns para a idade. Destaque para o "sentimento" posto no retrato do Fado - a canção nacional -, e na descrição da Coimbra estudantil.
Exemplar autografado pelo pai do escritor com dedicatória pungente a Carlos Cândido Pereira, condiscípulo de seu filho.
"Foi tão cruciante a dôr que sentimos ao ver evolar-se para sempre de ti o sopro da vida que te animava; foi tão rude o golpe vibrado ao nosso coração de paes, que tanto te idolatravam, que por algum tempo ficámos aturdidos e alheios a tudo o que que nos cercava... [...]
 Porque é que, contando apenas vinte annos, havias de desaparecer para sempre d'este  mundo d'enganos, sendo, como eras, um carinhoso filho, um irmão extremoso e um dedicado amigo?! [...]
Como piedosa homenagem á tua memoria, as produções litterarias que deixaste dispersas em varios jornaes e outras ineditas, colligimos neste livro, que não é destinado á venda publica, mas sim para ser offerecido aos teus e nossos amigos e, por isso, estes desculparão quaisquer incorrecções que nelle encontrem, porque têem que atender a que foram escritas, uma grande parte, em tenra edade e quando os teus conhecimentos litterarios oficiaes não iam alem do terceiro anno do lyceu e todas ellas dos quatorze aos vinte annos e do primeiro ao sexto anno do curso do lyceu.
Reunimos tambem a opinião da imprensa e de alguns amigos, a teu respeito. [...]
Nas regiões misteriosas para onde tão permaturamente partiste recebe esta singela homenagem e com ella as muitas lagrimas e saudades de teus desditosos paes."
(Excerto de Carta ao nosso filho)
"Se ha musicas que fazem vibrar na noss alma todos os sentimentos que possuimos, o fado é incontestavelmente uma d'ellas.
A italia com as suas affamadas operas; a Hespanha com as suas caracteristicas zarzuelas não interpretam melhor a psychologia dos seus povos, do que Portugal com o Fado.
Porque o fado, essa canção caracteristicamente portugueza, é acolhida com impetos de entusiasmo onde quer que se oiça e n'esses impetos parece que vae toda a alma dum portuguez, desfeita em pedaços, pelas vibrações mobidas do tanger duma guitarra. Sim, o fado é ouvido em toda a parte com os mesmos estuosos arrebatamentos, desde o mais sumptuoso palacio, onde, nas rumorosas abobadas, ecôam as suas notas, até á mais humilde mansarda, onde ellas se espalham, deixando no ar uma sonancia dolencia.
O fado tem o poder magico de interpretar os sentimentos da dôr, ou da alegria, que enlaceiam uma alma, pois que elle tangido languidamente numa guitarra faz percorrer no nosso corpo fremitos de estonteamento e produz-nos nevroses que, desaparecendo, deixam-nos emergidos numa doce e suave lethargia.
Elle, umas vezes, vem acompanhado d'alegria e vivacidade, outras vem envolvido em tristeza e melancolia; mas, quer venha duma maneira, quer doutra, o fado arranca-nos sempre expressões de enthusiasmo e sabe incutir-se na alma, ora arrebatadora, ora melancolicamente. [...]
Eu nunca me hei-de esquecer do conjuncto de linhas phisionomicas que apresentava o rosto dum misero cego que n uma feira tocava o fado numa guitarra velha. Cada desferimento dos seus dedos sobre as cordas, parecia vir acompanhado dum rajo de luz, soltos desses olhos, onde pairava para sempre o espesso nevoeiro da desgraça..."
(Excerto de O Fado)
Encadernação inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada. Conserva a capa de brochura, que foi colocada depois da f. ante-rosto, precedendo a f. rosto.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Manuseado.
Raro.
35€

15 maio, 2023

SILVA, Agostinho da -
O PLANETA MARTE. Iniciação : Cadernos de Informação Cultural. [S.l.], [Edição do Autor - Imp. Grandes Oficinas Gráficas «Minerva» - Vila Nova de Famalicão], 1940. In-4.º (23 cm) de 20, [4] p. ; (inc. capas) ; il. ; B.
1.ª edição.
Número da apreciada Colecção "Iniciação", monografia de divulgação dedicada ao 'planeta vermelho', numa época em que os conhecimentos técnicos e científicos sobre a matéria eram limitados.
Opúsculo ilustrado no texto com um desenho esquemático - Movimentos de Marte - e uma fotogravura - Planisfério de Marte.
"Se numa noite límpida de verão, sem luar, contemplarmos o céu, veremos uma quantidade inumerável de astros cintilantes tremeluzirem, relampejarem de momento a momento; nos que nos parecem mais pequenos o ponto de luz quási desaparece por vezes aos nossos olhos; nos maiores, a variação de luminosidade faz-se sempre a partir de um certo número bem visível e os relâmpagos atingem de quando em quando um brilho admirável... [...]
Ora notaram êses nossos avós que, ao passo que quási todos os astros mantêm entre si as mesmas distâncias, pelo menos nos tempos de que os homens se podem lembrar, outros há que parecem deslocar-se no céu, afastando-se de um grupo de estrêlas para se aproximarem de outro, numa carreira incessante e caprichosa... Não lhes passou também despercebido que os astros errantes não cintilavam como os outros, ou melhor, que, dum modo geral, não cintilavam, porque, em certos momentos, tinham visto que a luz dêles também tremia."
(Excerto do texto)
George Agostinho Baptista da Silva GCSE (Porto, 1906 - Lisboa, 1994). "Foi um filósofo, poeta, ensaísta, professor, filólogo, pedagogo e tradutor português. O seu pensamento combina elementos de panteísmo, milenarismo e ética da renúncia, afirmando a Liberdade como a mais importante qualidade do ser humano. Agostinho da Silva pode ser considerado um filósofo prático empenhado, através da sua vida e obra, na mudança da sociedade. Passou considerável tempo de sua vida no Brasil.
Realizando um percurso académico notável, de 1924 a 1928, Agostinho da Silva fez Filologia Clássica, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo concluído a licenciatura com 20 valores. Em 1929, somente um ano depois de se licenciar, e quando contava apenas 23 anos, defendeu a sua dissertação de doutoramento a que deu o título O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas, doutorando-se com louvor.
Depois disso começou a escrever para a revista Seara Nova, colaboração que manteve até 1938.
Criou o Núcleo Pedagógico Antero de Quental em 1939, e em 1940 publicou Iniciação: cadernos de informação cultural. Foi preso pela polícia política em 1943, abandonando o país no ano seguinte (1944) em direção à América do Sul, passando pelo Brasil, Uruguai e Argentina, no seguimento da sua oposição ao Estado Novo.
Regressou a Portugal em 1969, após a doença e morte de Salazar e a sua substituição por Marcello Caetano, facto que deu origem a alguma abertura política e cultural no regime. Desde então continuou a escrever e a lecionar em diversas universidades portuguesas, dirigindo o Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Técnica de Lisboa, e no papel de consultor do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (atual Instituto Camões)."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
10€

14 maio, 2023

MESQUITA, Marcellino - OS QUATRO REIS IMPOSTORES.
(Romance da historia). Lisboa, Antiga Casa Bertrand : José Bastos & C.ª, 1908. In-8.º (21 cm) de 554, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Capa de Moraes - Alfredo de Morais (1872-1971).
Romance histórico subordinado ao tema do regresso do "Encoberto", empreendimento de alguns impostores que se fizeram passar por D. Sebastião para reclamar o trono português após o desaparecimento do rei na batalha de Alcácer Quibir.
"Era a manhã de 29 de julho quando o exercito se poz em marcha, artilheria á frente, aos lados a cavallaria em esquadrões, um a cuja frente ia o rei, e outro o duque de Aveiro.
O calôr do sol e o calôr reflectido pelas areias em breve começa a quebrar os corpos dos homens e dos animaes.
Levaram-se viveres e agua para cinco dias, mas o calôr era asphyxiante, a transpiração excessiva fazia apparecer a sêde, e ao fim do primeiro dia de marcha, tinha-se bebido quasi toda a agua.
A marcha era lenta, difficil, para a infanteria. Os soldados começavam a deixar-se ficar para traz, uns asphyxiados pelo calôr, outros extenuados pela marcha sobre a areia quente e movediça.
De vem em quando a cavallaria fazia alto, para deixar aproximar os atrazados, e, um pouco mais agrupados, lá começavam de novo a arrastar-se mais do que andar pelas areias."
(Excerto de A batalha)
Marcelino António da Silva Mesquita (1856-1919). Foi um escritor e jornalista português. Frequentou por 4 anos o Seminário de Santarém, a Escola Politécnica e a Escola Médico-Cirúrgica, tendo-se formado em Medicina em 1884. Notabilizou-se como poeta, jornalista, escritor, dramaturgo, político e deputado pelo Círculo Eleitoral do Cartaxo. Foi diretor da revista A Comédia Portuguesa (1888-1889), e diretor literário da Parodia: comedia portugueza (1903- 1907). Marcelino Mesquita colaborou ainda em diversas publicações periódicas, nomeadamente: Ribaltas e gambiarras (1881), Jornal do domingo (1881-1883), Branco e Negro (1885-1891), Serões (1901-1911), e Revista do Conservatório Real de Lisboa (1902).
Encadernação em percalina com ferros gravados a ouro na lombada . Conserva a capa de brochura anterior.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Três últimas folhas do livro alvo de restauro, no entanto, sem prejuízo da leitura.
Invulgar.
Com interesse histórico.
25€

13 maio, 2023

BOSSI
(Milesbo), Emilio - JESUS CHRISTO NUNCA EXISTIU. Traducção de Augusto de Castro. Lisboa, Livraria do Povo : Silva & Carneiro, [1909]. In-8.º (19x14 cm) de 233, [7] p. ; E.
1.ª edição.
Edição original portuguesa de Jesus Christo nunca existiu, ensaio negacionista da existência de Cristo.
Trabalho publicado por Bossi em 1904, simultaneamente em Bellinzona (Suiça) e Milão (Itália), sob o pseudónimo Milesbo, editado entre nós volvidos poucos anos. Raro e muito curioso.
"Emilio Bossi desfaz peça por peça, com competência e meticulosidade, (330 referências bibliográficas) qualquer conceito abstrato que nossa cultura possa ter desenvolvido em torno de um personagem chamado Jesus Cristo, demonstrando que ele é uma figura totalmente mítica, como outras divindades como Apolo ou Mitra, porque aqueles que escreveram sobre Jesus nunca o conheceram senão por ouvir dizer, portanto, Jesus não era uma pessoa real, mas um conto mitológico e nasceu de uma criação coletiva, passada de boca em boca. A obra de Emilio Bossi, vulgo Milesbo, apesar de ter sido divulgada pela primeira vez em 1905, é quase inédita na Itália e faz parte dos estudos sobre o cristianismo arcaico em defesa da teoria da contemplação da divindade, bem como da inexistência de Jesus Cristo. Ele era um filho de Deus? Este não é um tópico de pesquisa histórica e, portanto, nem deste teste. Ele realmente viveu, ainda é uma pessoa física? Bossi declara com um Não categórico que demonstra com provas e evidências, que Não, não há nenhum traço de evidência ou sombra de suspeita sobre a possível existência deste homem chamado Jesus Cristo. Por outro lado, a ciência mitológica, auxiliada pela filosofia, arqueologia e pelas descobertas dos viajantes, declarou que as lendas, mitos, narrativas e preceitos do Antigo e do Novo Testamento não passam de variações feitas antes do cristianismo, especialmente na China, Judéia, Pérsia, Mesopotâmia e Egito."
(Fonte: https://www.ibs.it/gesu-cristo-non-mai-esistito-ebook-emilio-bossi/e/9788829522293)
"Uma primavera nova agita a vida humana; é a primavera da edade positiva que se inaugura sob um duplo aspecto: por um lado, ou seja no campo moral, este jáz sob espessa camada de gelo e trevas invernaes, e as novas idéas, fecundadas pelo saber positivo, encontram obstaculo fatal ao seu desenvolvimento na vetusta bagagem tradiccional das falsas idéas formadas pela educação religiosa que sobrevive em virtude da força da inercia... [...]
Já é tempo de restabelecer a unidade do mundo moral e do mundo material, do pensamento e da acção, do ideal e da realidade, porque a vida é una e identicas são as leis que regem o mundo physico e o mundo moral.
Basta para isso, applicar á sciencia moral, ainda na infancia, os methodos que fizeram triumphar a sciencia positiva, isto é, a liberdade na investigação, o experimentalismo como instrumento e o racionalismo como systema.
É preciso fazer taboa raza de todas as crenças tradiccionaes para conservar apenas os materiaes que resistam á critica, e abandonar os restantes ao seu destino, utilisando sómente aquelles, reunindo-os ao que a experiencia e o exame vão elaborando, na construcção do novo edificio moral, que deve coroar o soberbo, explendido e immortal edificio dos descobrimentos positivos e de util applicação, que a sciencia vem levantando ha tempo com actividade cada vez mais intensa e febril, para que da união de ambos os monumentos nasça o novo templo: o Templo da Humanidade.
Animados por esta ordem de idéas, applicámos a nossa modestissima obra ao exame da crença duas vezes millenaria, a crença em Jesus Christo, partindo, para isso, do ponto onde já chegaram a critica historica, a exegese biblica, a sciencia mythologica e a theoria da evolução applicada á investigação das origens naturaes do christianismo.
Este exame, que é absolutamente extranho a qualquer conceito theologico ou anti-theologico, não visa outro fim que só por amor á verdade, demonstrar que Jesus Christo nunca existiu."
(Excerto da Introducção)
Índice:
Introducção | Christo na Historia | Christo na Biblia | Christo na Mythologia | Formação impessoal do christianismo | Conclusão | Notas | Conclusão do tradutor.
Emilio Bossi (1870-1920). "Foi um livre pensador, jornalista, advogado e escritor suíço. Nasceu em Bruzella. Formou-se em direito na Universidade de Genebra. Escreveu sob o pseudónimo Milesbo. Foi editor (1896-1902) e diretor (1915-1920) do jornal Gazzetta Ticinese e fundou o jornal L'Idea moderna em 1895. Em 1906 fundou L'Azione, um grupo radical-democrático. Foi um dos fundadores da Unione Radicale Sociale Ticinese, grupo político que pedia a separação entre a Igreja e o Estado. Bossi era um defensor da teoria do mito de Cristo. Em 1904 escreveu o livro Gesù Cristo non è mai esistito (Jesus Cristo nunca existiu)."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação simples em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Exemplar de trabalho, contém sublinhados e notas manuscritas em rodapé. Carimbo de posse na f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP tem no seu acervo apenas um exemplar.
20€

12 maio, 2023

MACHADO, J. T. Montalvão - HOUVE ENVENENAMENTOS NA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA?
Lisboa, [s.n.], 1974. In-4.º (23,5 cm) de 27, [1] p. (47-73 pp.) ; B. Separata do Tomo IV - n.º 1 da Revista «Língua e Cultura» : Sociedade de Língua Portuguesa
1.ª edição independente.
Interessante ensaio sobre os casos de morte suspeita por envenenamento na Família Real Portuguesa.
Opúsculo muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao General Tassara Machado.
"O envenenamento, ou seja a morte por ingestão de substâncias tóxicas, pode verificar-se em condições muito diversas. Por inadvertência ou ignorância, pode um indivíduo ingerir uma substância tóxica e mortal, sem que o facto revele um propósito de morte. [...]
Com o propósito de suicídio, várias pessoas ingerem substâncias altamente tóxicas, precisamente porque desejam pôr termo à vida.
É todavia com o propósito de matar que se observa o maior número de envenenamentos, confiando-se na impunidade e fazendo-se crer na morte natural.
Há ainda uma 4.ª forma de envenenamento, hoje desaparecida nos países cultos, empregada outrora como execução duma sentença, como se diz ter acontecido com Sócrates, condenado a beber cicuta, pelos adversários das suas teorias filosóficas.
É apenas a 3.ª variedade de envenenamento, isto é, dos envenenamentos criminosos, que desejamos aqui tratar. Mais particularmente, nos queremos deter sobre os casos de envenenamento, verdadeiros ou supostos, que surgiram, em épocas várias, em pessoas da Família Real Portuguesa."
(Excerto do Preâmbulo)
Índice:
A - Preâmbulo. B - Rainha D. Leonor, viúva do Rei D. Duarte. C - Filhos do Infante D. Pedro. D - D. João II. E - Príncipe D. José. F - D. João VI. G - Príncipe D. Augusto de Leuchtenberg. H - D. Pedro V e seus irmãos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e forense.
25€

11 maio, 2023

PINHEIRO, Bernardino - AMORES D'UM VISIONARIO : romance do seculo XVI. Tomo I [e Tomo II]. Coimbra, Imprensa Litteraria, 1874. 2 vols in-8.º (19,5 cm) de 269, [3] p. e 270, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Romance histórico ao gosto da época.
"Era o dia 2 de outubro de 1548. Apenas a primeira claridade da aurora deixou avistar no horizonte as praias de Portugal, illuminaram-se de alegria e da mais festiva esperança o coração e o rosto dos guerreiros d'Africa, que n'um galeão, que singrava pelo oceano, voltavam á patria, fatigados de combates e victorias."
(Excerto do Cap. I)
Bernardino Pereira Pinheiro (1837-1896). Foi um escritor e parlamentar do Partido Republicano durante o período de Monarquia Constitucional. Escreveu romances históricos. Participou na História de Portugal em 6 volumes, publicada entre 1876 e 1877, juntamente com António Ennes, Manuel Pinheiro Chagas, Luciano Cordeiro, Eduardo Vidal e Gervásio Lobato. Emprestou ainda a sua colaboração a algumas revistas literárias, entre as quais A Renascença, onde ponticavam, entre outros, Guerra Junqueiro e Antero de Quental.
Meia-encadernação com cantos em pele e ferros a ouro na lombada.
Exemplares em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
20€

10 maio, 2023

SOUTO, Dr. Rocha -
ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA DO RADIOAMADORISMO : 1912/1982.
Associação de Radiomadores da Amadora-Sintra. [S.l.], A. R. A. S. [Composto e impresso no Gabinete Técnico da Junta de Freguesia da Venteira], [1982]. In-8.º (21 cm) de [2], 58 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história do radioamadorismo em Portugal, desde os seus primórdios - com especial relevevância para o período da Grande Guerra (1914-1918) - até à época em que foi compilado - 1982.
Obra rara, batida à máquina e policopiada.
"O Radioamadorismo Nacional surgiu, como é do conhecimento geral, em consequência do progresso das comunicações de Telegrafia Sem Fios, verificado em todos os países civilizados, e sobretudo na Itália, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos da América do Norte, França e Rússia, nos princípios deste século.
Dois acontecimentos dramáticos tiveram, porém, uma importância decisiva, e de natureza psicológica, na determinação de todos os governos de adoptarem as mais eficazes medidas na instalação da T. S. F.  para as comunicações entre a costa e os navios no alto-mar, e para a comunicações dos mesmos entre si.
Com efeito, ainda hoje se recorda a importância que a T. S. F. assumiu no salvamento de vidas, aquando do naufrágio do "Titanic", em Abril de 1912, e do "Volturno", em Outubro de 1913."
(Excerto de 70 anos de radioamadorismo português)
"Desde 14 de Maio de 1915 que uma das mais importantes e enérgicas figuras da Marinha de Guerra Portuguesa era constituída pelo Capitão-de-Fragata Comandante Jaime Daniel Leote do Rêgo, um dos mais entusiásticos defensores do auxílio de Portugal à Grã-Bretanha em 1915, e um dos organizadores dos Serviços de Contra-Espionagem Portuguesa.
Em Junho de 1915, e por solicitação do Governo de Sua Magestade Britânica - segundo tudo vem pormenorizadamente relatado na monumental obra do Sr. General Ferreira Martins, "Portugal na Grande Guerra", - "os nossos navios começaram a ser empregados em serviço de vigilância dos submarinos alemães na costa, para impedirem que eles comunicassem com quaisquer embarcações", tornando-se portanto absolutamente essencial o mais absoluto sigilo sobre as comunicações dos navios da Armada Portuguesa pela T. S. F.
No mês seguinte por Portaria de 5 de Julho de 1915, foi por sua vez criada a "Divisão Naval de Defesa e Instrução", inicialmente composta pelo Cruzador-Couraçado "Vasco da Gama" e por outras unidades, entre as quais submersível "Espadarte".
A "Divisão" era comandada pelo referido Sr. Capitão Leote do Rêgo - que içava o respectico distintivo de Comandante a bordo do Couraçado "Vasco da Gama" e que assim assumia a responsabilidade de chefia das manobras da Marinha Portuguesa.
Em fins de Julho de 1915 realizavam-se Exercícios Navais - preparatórios de uma possível intervenção de Portugal na Grande Guerra - e mais uma vez se constatava a importância da supressão, na medida do possível, de todas e quaisquer fontes de indiscrição, sobre as comunicações realizadas entre a Marinha e o Posto do Arsenal pela T. S. F."
(Excerto de À Marinha de Guerra Portuguesa torna-se necessária, em 1915, a suspensão da T. S. F. dos amadores)
Índice:
[Justificação/Agradecimento] | I Parte - Elementos para a história do radioamadorismo português: 70 anos de radioamadorismo português | Alberto Carlos de Oliveira, o 1.º radioamador nacional | CT1DX em Cabo Verde, Madeira e Continente | O gosto pela telegrafia sem fios - e os livros da T. S. F. em 1916 | A radiotelefonia, e a invenção da radiodifusão | Um radioamador origina a radiodifusão, em 1920 | Repercussão europeia da radiodifusão, em 1920 | O radioamadorismo em Portugal, e a radiodifusão, por 1920 | O primeiro rádioamador emissor português do continente de 1925 - hoje CT1AB | O Sr. José Joaquim, de Sousa Dias Melo, e o progresso das comunicações | Os antigo conceitos oficiais sobre propagação das rádio-ondas | As grandes "fábricas" de T. S. F. de 1920 | Aos radio-aficionados norte-americanos - é atribuída a "terra-de-ninguém" dos 200 metros | O Eng.º Luís de Sousa Oliva Júnior promove o radioamadorismo, de 1909 a 1916 | A regulamentação da T. S. F. nos diversos países, no começo deste século | A regulamentação da T. S. F., no começo deste século (continuação) | A regulamentação da T. S. F. em Portugal, anteriormente a 1916 | A defesa da licitude da utilização dos receptores da T. S. F., antes de 1915 | As apreensões dos receptores de T. S. F., em 1915; seus antecedentes | À Marinha de Guerra Portuguesa torna-se necessária, em 1915, a suspensão da T. S. F. dos amadores | Quatro amadores de T. S. F. são presos, na Calçada do Combro | As primeiras investigações demonstram a inocência dos quatro semfilistas | É apreendido outro posto de amador - "tão perfeito como o do Arsenal de Marinha" | O terceiro posto apreendido em Lisboa: do distinto radioamador Sr. Dionísio da Câmara Lomelino | A aparelhagem receptora de Dionísio da Câmara Lomelino - em 1916 | II Parte - Algumas notas sobre os princípios do radioamadorimo em Portugal: O que é o radioamadorismo | O primeiro período do radioamadorismo em Portugal | A emissão e recepção | Os primeiros amadores receptores | Criação da "Rede dos emissores portugueses" | Acção do Sr. Eng.º Oliva Júnior - e permissão do radioamadorismo | 2.º período dos amadores emissores. | Cronologia.
Exemplar brochado, preso por agrafes, em bom estado geral de conservação. Contracapa com pequenos orifícios.
Raro.
Com interesse histórico.
30€

09 maio, 2023

ABRANTES, Leonel -
NOVAS PORTAS DE ACESSO À SERRA DA ESTRELA.
A Assedace na Encruzilhada : monografia. Serra da Estrela : Folgosinho, Edição do Autor, 1997. In-8.º (22x16,5 cm) de 277, [3] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio sobre a Serra da Estrela, suas gentes, usos e costumes.
Obra dedicada e consagrada pelo autor "À Senhora de Assedace e A todos os Pastores da Serra da Estrela", por certo com tiragem reduzida.
Muito ilustrada ao longo do texto com fotografias a p.b. e a cores de pessoas e locais relacionados com a Serra.
"A Nossa Senhora da Assedace é a protetora dos pastores e do gado da Serra da Estrela, por excelência. É ainda a prova viva da memória popular em relação aos lugares, que povoam o imaginário de uma comunidade, durante séculos, sobrevivendo em rituais, como a romaria, e em lendas, como a da própria capela da Nossa Senhora da Assedace.
Deste lugar isolado na serra (935m), sabemos que foi habitado desde os alvores da nacionalidade. Nas informações paroquiais de 1721 sobre Folgosinho, é descrito pelo vigário “ (…) acha se distancia de huma legoa no meio da Serra da Estrela, que tem em si huma imagem de N Senhora, onde hoje chamam N Sra da Sedarça,(…); a fundação desta Capella he mto antiga, porque hoje se acha nella pia de baptizar e huns vestígios junto da mesma Capella que mostram sinaes de povoaçam mto antigua, e onde hoje, dis o vulgo, esta huma rua que chamavam de Ferraria, e fica esta Capella próxima do Rio mondego hum tiro de pedra (…).”
(Fonte: https://7maravilhas.pt/portfolio/nossa-senhora-da-assedace/)
"Irmãs gémeas, nascidas no mesmo berço da Serra da Estrela e ligadas de Norte a Sul, por termos comuns, as antigas povoações de Folgosinho e Linhares, cujas origens se perdem na bruma de tempos imemoriais, nasceram e cresceram em Castros primitivos, autênticas fortalezas naturais, situadas em lugares estratégicos donde podiam vigiar os movimentos do inimigo e defender-se das suas investidas. [...]
Sentinelas vigilantes e bem posicionadas, observam e defendiam, dia e noite, todo o Vale do Mondego que se estendia a seus pés e dominavam das alturas.
O "habitat" privilegiado destes pastores-guerreiros e velozes cavaleiros lusitanos dos quais descendem os habitantes actuais, eram esses Castros que abundavam nesta zona onde ainda restam vestígios, localizados por arqueólogos e investidores eminentes."
(Excerto de De mãos dadas)
"O Cão "Serra da Estrela" é um cão robusto, ágil, valente que defende muito bem os rebanhos e os pastores de todos os inimigos que possam surgir e também guarda as cortes onde vivem.
Conhecem-se apenas duas subespécies: o de pêlo comprido e o de pêlo curto. Qualquer deles é genuíno.
O seu "habitat" natural é a montanha e, portanto, fora dela, sente-se mal e vive triste e abatido.
Segundo os entendidos no assunto, parece que é originário do planalto do Tibete. [...]
Os Pastores de Folgosinho e de Linhares criam todos os anos belos exemplares que distribuem pelos amigos, vendem e reservam para guardar os seus rebanhos, os Casais e as Quintas.
São os grandes companheiros, amigos e ajudantes dos Pastores."
(Excerto de O Cão "Serra da Estrela")
Índice:
De mãos dadas | Turismo e Ambiente | Novas portas de acesso à Serra da Estrela |  Actividades culturais e de lazer | Feiras, Festas e Romarias | Investigar o passado | Baldios comunitários | À descoberta da Serra | [10 Rotas] | Na Serra | Os Casais da Serra | O Mondego | Os Pastores | O queijo "Serra da Estrela" | [O Cão "Serra da Estrela"] | A Assedace na Encruzilhada | Da Assedace à Serra dos Bois | Da Assedace a Manteigas | Do Poço do Inferno aos Cântaros | Do Covão da Ametade à Torre | Post Scriptum | Notas e Citações | Índice.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
50€

08 maio, 2023

SIMPLÍCIO, José Carlos Vieira - O CULTO DE S. TOMÁS DE AQUINO NO SEMINÁRIO EPISCOPAL DE ANGRA
. Ponta Delgada, [s.n. - Of. Tipográficas do «Diário dos Açores», 1959. In-4.º (23 cm) de 14, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.
Separata do Vol. XIV - 2.º semestre, 1958 - da Revista «Insvlana», órgão do Instituto Cultural de Ponta Delgada.
Interessante ensaio histórico e religioso.
"Inaugurado solenemente em 9 de Novembro de 1862, ao longo de dezasseis anos apenas houve no Seminário Episcopal de Angra o curso de Teologia. Os candidatos ao Sacerdócio que nele ingressavam, faziam antes os preparatórios no Liceu, circunstância então comum na maioria dos seminários portugueses.
Conforme sucedera já pela Metrópole, no Patriarcado, na Arquidiocese de Braga e nas Dioceses de Porto, Coimbra, Lamego e também na do Funchal, o problema da «insuficiência do ensino secundário dos Liceus» redundava em resultado cada vez mais afectado pelo sinal negativo «porque não cuidando a Lei dos estudos de Teologia, não procurou acomodar a instrução a estes». O dano subia de nível nas aulas de Latim, Filosofia e Retórica. No sector lesado caiu em gíria: «O Liceu é a ruína do Seminário»."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
[Preâmbulo]. | Festa Litúrgica. | Sarau Músico-Literário. | Disputas Escolásticas. | Publicidade. | Notas.
Pe. José Carlos Vieira Simplício (1937-2017). "Nasceu no lugar da Silveira, freguesia das Lajes, ilha do Pico, em 4 de Agosto de 1937. Estudou no liceu da Horta e no Seminário de Angra. Ordenou-se sacerdote em 1965, partindo de seguida para Timor, onde foi secretário particular do bispo D. Jaime Garcia Goulart, diretor do semanário Seara e professor do liceu. A partir de 1969 paroquiou na Califórnia, entre a comunidade açoriana, fundando a igreja de Nossa Senhora dos Portugueses em Turlock. Regressado aos Açores, foi nomeado reitor do Santuário do Bom Jesus, em S. Mateus do Pico. Mais tarde paroquiou na ilha de S. Miguel. [Depois de doença prolongada viveu em Ponta Delgada tendo mudado a residência para a Casa de Saúde de São Rafael, Terceira, onde viria a falecer.]. Além da missionação, tornou-se conhecido pela sua investigação da história da Igreja nos Açores e do seu contributo missionário no Oriente e na América. Obras Principais: O Culto de São Tomás de Aquino no Seminário Episcopal de Angra, Os Maiores Dias da Vila da Madalena, Padres da Ilha do Pico Alunos no Seminário Episcopal de Angra, Subsídios Biográficos e, Daqui Houve Missionários até aos Confins do Mundo.
(Fonte: https://picodavigia2.blogs.sapo.pt/jose-carlos-vieira-simplicio-612591)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€

07 maio, 2023

GUIMARÃES, Domingos - O TRISTE FIM D'UM MONSTRO. Illustrações de Candido da Cunha. Novellas de Portugal I. Paris, Aillaud & Cia, [1900]. In-8.º (14,5x7,5 cm) de [6] f. il. ; 34, [4] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
História pungente de um pequeno aleijado - o "monstro" - que se arrasta por caminhos poeirentos para adorar - de perto e de longe - uma beleza citadina. O seu convívio de crianças faz-se nas férias, junto da casa de campo da família da rapariga. Os anos passam e o moço espera e desespera pelo período do estio para retomarem os seus "diálogos amenos", mas a sua condição desigual - em "corpo" e alma - não se compadece com a sua índole sonhadora, levando-o ao desespero.
Livro precioso, em formato diamante, impresso em papel muito encorpado e de excelente qualidade, ilustrado com 6 belíssimos desenhos à parte do conhecido mestre-pintor barcelense Cândido da Cunha (1866-1926). Essas mesmas ilustrações são depois replicadas no texto, mas com cores diferentes entre si.
"Entre rendas a sua cabecinha poisava como n'um tufado nunho; seus olhos tinham o brilho vivaz e espantado de uma intteligencia desabrochada cedo; o nariz era petulante como a graça gauleza.
Disse-lhe um poeta, em madrigal, que, se Deus a não tivesse feito, a teria inventado. Não comprehendeu; mas o seu subtil instincto de mulher bonita segredou-lhe que era uma lisonja, e a lisonja agradava-lhe tanto como o debicar cerejas frescas com os seus dentinhos afilados de leôa precoce.
A paz da sua vida era serena e sem uma ruga. Ás tardes, debruçada para a estrada, com os cotovelos fincados nas pedras, via passar os carros que vinham das serras, com os seus tunneis de lona, e ficava-se a olhal-os com uma interrogação nos labios e uma curiosidade insatisfeita; muitas vezes pegava de conversa com os aldeões que passavam; e as suas risadas, que tiniam no claro ar com uma alegria doida, faziam rir os outros, infantilmente, como se lhes passasse pelo corpo um fremito d'aquella exuberancia de contentamento.
Mas o que a levava alli era o aleijadinho que se arrastava no pó, com as suas pernas quebradas, e uma bella cabeça loira a fitar, carinhosa, a cabecinha d'alveloa  que se pendurava no muro."
(Excerto do história)
Domingos Guimarães (1869-1934). Foi literato e publicista, trabalhou na imprensa, principalmente, como crítico de teatro e de literatura. Natural de Guimarães, foi no Porto que iniciou a sua carreira. Frequentou as mais selectas tertúlias, cultivando amizade com os escritores e artistas mais notáveis da época. Em finais de Outubro de 1897 mudou-se para Paris, abandonado a direcção do Branco e Negro. Segundo José Sarmento, que lhe fez a despedida em nome do semanário, iria assumir a função de correspondente de alguns diários informativos (n.º 84, de 7 de Novembro de 1897). Faleceu em Guimarães no ano de 1934.
Belíssima encadernação inteira de pele - executada pelo mestre encadernador Raúl de Almeida - com finos ferros gravados a ouro nas pastas e na lombada. Conserva as capas de brochura.
A numeração do livro está incorrecta, sugerindo a falta de 4 páginas, que não se verifica. A BNP tem registado na sua base de dados um exemplar igual, mas com apenas três estampas.
Muito raro.
Peça de colecção.
75€

06 maio, 2023

FERNANDES, Rogério -
PARA A HISTÓRIA DOS MEIOS AUDIOVISUAIS NA ESCOLA PORTUGUESA.
Por... Separata da 'Revista de Portugal - Série A: Língua Portuguesa' - Volume XXXIV. Lisboa, [s.n.], 1969. In-4.º (25 cm) de 58 p. ; B.
1.ª edição independente.
Ensaio histórico sobre a tecnologia audiovisual ao serviço da educação, trabalho elaborado pouco tempo após a implementação da Telescola - projecto de ensino à distância - via televisão - que arrancou em Portugal a 6 de Janeiro de 1965.
"Telescola, cursos televisivos de actualização docente, intervenções cirúrgicas difundidas em circuito fechado, cinema educativo, rádio escolar, diapositivos, laboratórios de línguas -, o vocabulário e o arsenal dos audiovisuais, de que os exemplos citados constituem reduzida amostragem, instalam-se, a pouco e pouco, na escola portuguesa.
O nosso país acompanha, com o ritmo característico da nossa vida, o movimento que se desenha, um pouco por toda a parte, a favor da adopção dos meios audiovisuais como auxiliares do ensino. Razões económicas, sociais e políticas fazem do nosso tempo, segundo a definição de Edgar Faure, a «idade do conhecimento». Por outro lado, a chamada «explosão escolar», motivada, em parte, pela demografia, as exigências de «educação permanente» e de reciclagens periódicas, vieram acentuar as dramáticas carências escolares: escassez de professores, míngua de salas de aula, implantação assimétrica da rede de estabelecimentos, necessidade de conjugar o máximo de eficiência do ensino com o mínimo de custos. No caso de países jovens, os meios audiovisuais ajudam a suprir a falta de quadros e permitem a aceleração do progresso educacional de massas vastíssimas de iletrados. [...]
O objecto deste estudo consiste em trazer alguns subsídios para o conhecimento histórico dos antecedentes dos audiovisuais na escola portuguesa. Evocam-se iniciativas pioneiras,, nos planos da teoria e a prática pedagógicas bem como no da regulamentação legal, algumas das quais, apesar de relativamente recuadas no tempo, revelam uma clarividência digna de enaltecimento perante a real situação da instrução pública entre nós."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução. | I - «Pedagogia do sensível» e meios «audiovisuais». II - Os encantamentos da Lanterna Mágica. III - [ - ]. IV - Cinema educativo. V - Educação pela rádio. VI - [Conclusão].
Rogério Fernandes (Lisboa, 1933 - 2010). "Professor catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, jornalista e ensaísta português. Opositor do regime do Estado Novo, foi militante do Partido Comunista Português, tendo integrado o grupo parlamentar daquele partido na Assembleia da República. Foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública (9 de junho de 2002)."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
20€

05 maio, 2023

SANTOS (Edurisa), Eduardo dos - A ROTA DE GUERRA DO NORTE DE ESPANHA. [Lisboa], Livraria Civilização, 1938. In-8.º (20 cm) de 210, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Guerra Civil de Espanha, escrito por um jornalista português que acompanhou as tropas de Franco no norte de Espanha.
A Imprensa portuguesa desenvolveu um esforço significativo durante a guerra civil espanhola (1936-1939), para dar a conhecer aos portugueses e ao mundo, as acções armadas e a diplomacia de bastidores. Em serviço de reportagem, com acesso às diferentes zonas de guerra, trabalharam como enviados especiais no país vizinho diversos repórteres nacionais, entre os quais o autor, que cobriu a zona norte de Espanha, andando por terras da Galiza, Astúrias e Cantábria.
"A convite do Govêrno Espanhol, o autor foi, em Julho de 1938, como enviado especial do jornal «O Comércio do Pôrto», percorrer a rota que as tropas do Generalíssimo Franco seguiram no norte de Espanha.
Da missão jornalística de que foi incumbido deu êle nota e conta nalgumas crónicas, escritas com o nervosismo duma viagem apertada e dinâmica, e que dão, agora, forma e vulto a êste livro de impressões vividas, isentas de peias e alheias a paixões políticas ou ideológicas. O autor quis, acima de tudo, ser Jornalista, notulando o que viu e o que sentiu."
(Nota introdutória)
Índice:
A perspectiva da viagem. | De Tuy a La Guardia. | De La Guardia a Baiona. | De Vigo a Santiago de Compostela. | De Santiago de Compostela a Oviedo.| De Oviedo a Gijón. | O amor à Pátria. | De Covadonga a Santander. | De Santander a Santillana del Mar. | De novo, em Covadonga. | O ataque e a defesa de Oviedo. | De Oviedo a Lugo. | De Lugo a Santiago de Compostela. | O aniversário do «Alzamiento Nacional».
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
A BNP tem registado apenas um exemplar na sua base de dados.
25€

04 maio, 2023

CUNHA, Fernando da - A MORTE POR INHIBIÇÃO. Dissertação inaugural de... 4 de Julho de 1906. Lisboa, Imprensa de Libanio da Silva, 1906. In-4.º (23 cm) de [8], 97, [7] p. ; [2] f. il. ; B.
1.ª edição.
Tese académica apresentada à Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa.
Trabalho subordinado ao tema da morte por "inibição" - diagnóstico abrangente mas pouco assertivo - elaborado numa época em que a Medicinal Legal dava os primeiros passos entre nós.
Ilustrado com 2 estampas separadas do texto no final do livro.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Os phenomenos descriptos em pathologia com o nome de choque traumático, o railway-spine ou railway-brain dos inglezes, o Schrecklän-mungen dos allemães, a syncope traumática, a morte subita depois de certos traumatismos sem que na autopsia se notem lesões visceraes sufficientes para a explicarem, podem reunir-se como tendo o mesmo mechanismo - a inhibição. [...]
Fálha é a bibliographia de um assumpto como a morte por inhibição, que tanto deve interessar aos pathologisytas, physiologistas e medicos legais.
Os primeiros só se referem mais desenvolvidamente ao choque, dos segundos, os modernos em regra não são muito prodigos em commentarios aos phenomenos inhibitorios, e os ultimos a quem parece que o assumpto mais interessa não fazem grande luz sobre a sua pathogenia. [...]
Mais de uma vez a nós mesmos perguntámos como explicar o extranho paradoxo de uma mesma causa núns passar quasi despercebida, n'outros produzir symptomas mais ou menos graves dos classicamente descriptos no choque traumático, n'outros produzir a morte.
Porque é que tantas vezes a mesma causa está tão fóra de proporção com os effeitos produzidos, com certeza até no proprio individuo conforme as occasiões?
Porque é que um ligeiro traumatismo no pescoço póde produzir a  morte instantanea, e um assassino, dutante dez, quinze minutos, exerce violencias excessivas n'um estrangulação, violencias assignaladas por estigmas brutaes, unhadas, fracturas na região?
Excitabilidade excepcional?
Predisposição?
Palavras campanudas que nada explicam. Synthetisam se factos, englobam-se n'uma palavra, atira-se com esta a quem pergunta, atordôa, mas não satisfaz o espirito."
(Excerto da Introducção)
Índice:
[Explicação]. | Introducção. | A inhibição. Theoria da interferencia nervosa; Theoria do deslocamento de força nervosa; Theoria da transformação de força; Theoria do neurone. | Regiões de eleição: Laryinge e regiões vizinhas; Abdomen; Face; Orgãos sexuaes. | Anesthesia. | Emoção. | Queimaduras. | Causas adjuvantes. | Autopsia. | Observações da Morgue de Lisboa - Registo da autopsia no cadaver de Alvaro Malaquias Pina N.º 1.443: Exame do habito externo; Exame interior; Conclusões / - Registo de autopsia do cadaver de José Manuel Simões N.º 1.450: Exame do habito externo; Exame interior / Registo de autopsia do cadaver de José Gomes Regalado N.º 1.475: Exame do habito externo; Exame interior. | Proposições. | Bibliographia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP (Biblioteca Nacional).
35€

03 maio, 2023

MORAES, Wenceslau de -
MANKAMÉRO.
N'uma estancia de banhos do Japão. Lisboa, Ferreira & Oliveira Lᴰᴬ : Editores, 1906. In-4.º (24,5 cm) de 5 p. ; (190-194 p.) ; mto il. ; C.
1.ª edição.
Estreia impressa desta crónica do autor retirada do n.º 15 - Setembro de 1906 - da apreciada revista Serões, sendo por isso a 1.ª edição absoluta de Mankaméro, artigo sobre costumes nipónicos posteriormente inserto no volume Os serões no Japão (1925) conjuntamente com outros escritos de Moraes para a mesma revista.
Autor de culto, todas as suas produções literárias são muito apreciadas. No caso presente, houve o cuidado de separar a história da revista conservado no entanto a capa, belíssima, que se encontra colada na pasta frontal, - dando cor à encadernação cartonada com que revestiram o artigo.
Crónica ilustrada com 7 fotogravuras, sendo uma delas em página inteira, e uma vinheta tipográfica a fechar.
"Mankaméro? Sim, não ha engano: - Mankaméro. - O termo parecer-nos-ha acaso arrevezado, a nós, ouvidos barbaros; mas não o é, por certo, para labios e ouvidos japonezes. Apresso-me a dizer que encerra mesmo um conceito delicado, como passo em seguida a explicar. Mankaméro é a denominação de uma famosa chaya, de um restaurante japonez, cerca de Kobe; man quer dizer «dez mil annos»; a traducção de kamé é «tartaruga»; e ro é um suffixo que serve para indicar certos estabelecimentos, como restaurantes, hospedarias, etc.; de sorte que o nome de Mankaméro (exemplo curioso de construcção agglutinante da linguagem) pode perfeitamente traduzir-se em portuguez por «A hospedaria da tartaruga de dez mil annos». A tartaruga, bruto pouco estimado no Occidente, é pelo contrario tido em apreço no Japão, assumpto vulgar de esculpturas e desenhos; sabe-se que gosa de uma existencia muito longa; é por este facto um symbolo de perseverança, de constancia, de longevidade, de felicidade; é commum o nome de mulher O-Kamé-San (a Senhora Tartaruga); e assim a palavra que apontei, como mil e mil outras adoptadas para divisa de empresas de negocio, representa uma invocação de bom agoiro, que agrada ao proprietario e aos seus freguezes e porventura lhes é presagio de benesses. Já que fallei em tartarugas, mencionarei que não é raro dar-se o caso e ver-se o pescador lançar de novo ao mar a tartaruga que pescou, após haver gravado na casca uma inscripção, com a data e com o seu nome; isto em respeito pelo bicho e tambem certamente em memoria de Urashima, o amoravel pescador de quem resa uma das lendas mais sentidas d'este povo."
(Excerto de Mankaméro)
Encadernação em cartolina com capa de brochura colada na pasta frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

02 maio, 2023

REIS, Ricardo Freire dos - COMO EU LUTO CONTRA A CARESTIA DA VIDA.
[Por]... Major de infantaria. A cosinha económica por meio da caixa norueguesa - A aplicação da camara de ar de automóvel para poupar a sola das botas. Coimbra, França & Arménio, Editores, 1920. In-8.º (17,5 cm) de 24 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Pequena obra de apelo à poupança em época de miséria, quando o país procurava recompor-se económica e psicologicamente da primeira guerra mundial.
Livro ilustrado ao longo do texto com tabelas e desenhos esquemáticos das "artes" de desenrascanço recomendadas pelo autor.
Contém receitas de culinária para serem confecionadas na "caixa norueguesa".
"Os grande beneficios de ecónomia e comodidade que eu tenho obtido, e que desejaria fossem aproveitados pelas muitas pessoas que dêles necessitam; a carestia da época presente em que, pelo menos, os que vivem dum ordenado ou salário se vêem impossibilitados de conseguir o seu equilíbrio orçamental, e, por isso, sofrem torturas fisicas ou morais; e o entusiasmo que têem manifestado aqueles a quem tenho descrito os processos que de emprego para me defender, tanto quanto possivel, da carestia da vida, trouxeram-me á ideia a publicação destas despretenciosas linhas, em que procurarei expôr, de maneira clara e simples, o resultado das minhas experiências."
(Preâmbulo - Duas palavras)
Exemplar brochado, parcialmente por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Com interesse histórico.
Indisponível

01 maio, 2023

BARBOSA, Pedro -
A SIMBÓLICA DO MAL NAS PINTURAS DA IGREJA DA COLEGIADA DE GUIMARÃES
. Congresso Histórico de Guimarães e sua Colegiada. Guimarães, [s.n. - Tipografia Barbosa & Xavier, Lda., Braga], 1981 In-4.º (24,5 cm) de 18 p. (478-489 p.) ; [2] f. il. ; B. Separata do Volume IV das Actas
1.ª edição independente.
Interessante trabalho sobre a simbologia "maléfica" existente na igreja da Colegiada de Guimarães.
Ilustrado em separado com 5 figuras a p.b. distribuídas por 3 páginas impressas sobre papel couché.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Como diz Emile Mâle, para a Idade Média «o mundo pode definir-se: 'Uma ideia de Deus realizada pelo Verbo'. Se assim é, todo o ser esconde um pensamento divino. O mundo é um livro imenso escrito pela mão de Deus, onde cada ser é uma palavra cheia de sentido». A Idade Média é unânime em dizer que o mundo é um símbolo.
É este, realmente, o sentimento que nos fica quando olhamos para o conjunto de pinturas da igreja da Colegiada de Guimarães. Os símbolos multiplicam-se, sucedem-se. [...]
Nos nossos trabalhos sobre a simbólica da igreja da Colegiada de Guimarães, adoptamos uma sistematização artificial dos símbolos, apenas como um auxiliar de trabalho, e é essa sistematização que nos propomos utilizar aqui, para uma maior comodidade nossa:
Dividimos os símbolos em três grupos:
a) do Bem ou da Ordem;
b) do Caos ou do Mal;
c) símbolos neutros.
No presente trabalho interessa-nos a categoria b) que, como é evidente, se encontra também subdividida.
Um primeiro grupo (abusivamente chamado grupo) refere-se à «Adoração do Bode Negro», cena de «sabbat» demoníaco representado na nave central.
Um segundo grupo diz respeito a símbolos isolados. Neste grupo incluímos figuras isoladas que sejam representações do Mal, como certos animais, os dragões, as figuras híbridas...
Em terceiro lugar, os que chamamos símbolos composto e que, no fundo, são cenas que prefiguram o Mal, mas em que existe mais do que um componente. Por exemplo, a cena onde figura um tocador e uma bailadeira e que pode, segundo uma simbólica que nos vem do romântico, representar a luxúria.
Num quarto grupo colocaremos as cenas de psicomaquia (as que o são realidade e aquelas que têm fortes possibilidades de pertencer a este grupo).
Por último, as representações que, sem sombra de dúvida, representam criaturas relacionadas com o Mal e que não conseguimos ainda decifrar o significado."
(Excerto de A simbólica do Mal...)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
15€