20 outubro, 2020

VARELLA, Reynaldo - NOVO E APERFEIÇOADO METHODO PARA APRENDER A TOCAR GUITARRA PORTUGUEZA.
Sem auxilio de professor. Original de... Este livro além das explicações precisas, contém grande numero de peças recreativas principalmente Fados e Canções
. [Lisboa], Armazem de Instrumentos Musicos de Viuva Rangel, Maia, L.ᴰᴬ, 1924. In-4.º (27,5 cm) de 46 p. ; B.
1.ª edição.
"Este meu compendio é dedicado aos amadores na nossa Guitarra tão genuinamente portugueza, e, principalmente, aos cultivadores da nossa Canção Nacional, que pelo meu processo de algarismos tão claro e de facil compreensão, ppoderão aprender a tocar e a acompanhar os nossos mais belos fadinhos.
Explicarei este meu sistêma em duas afinações: na do Fado propriamente dita e na Natural (afinação mais antiga e primitiva), mas menos propria para a nossa Canção Nacional."
(Prefacio)
"A Guitarra compõe-se de caixa harmonica ou caixa de ressonancia, ladeado por ilhargas da mesma madeira do tampo inferior, e que fazem junção com o tampo superior, que pode ser de casquinha ou pinho de Veneza, envernizado a branco. No tampo superior ha um buraco, geralmente redondo que serve para reflectir o som. Sobre esse mesmo tampo pouza um cavalete, de madeira, osso ou marfim, sobre o qual passam as doze cordas, divididas em seis cordas duplas e que partindo d'um atadilho de metal, prêzo no centro das ilhargas, vão encaixar-se nos doze parafuzos do leque, tambem de metal, situado na extremidade do braço. [...]
O discipulo deve collocar a mão direita um pouco inclinada e pouzando o dedo minimo sobre o tampo superior, ficando os outros dedos livres para tocar peças de musica com ou sem acórdes. Se tocam fados com as suas competentes variações, empregarão os dedos indicador e pollegar. [...]
Os dedos da mão direita, excepto o minimo, devem ter as unhas alguma coisa crescida, mas não em bico. Os dedos da mão esquerda excepto o pollegar, devem ter as unhas cortadas rentes, para poderem pizar as cordas sobre os respectivos pontos ou divisões de escala.
A palma da mão esquerda não deve ficar encostada ao braço. A posição do corpo bem direita e os pés unidos. A guitarra pouza sobre as côxas, ficando levemente inclinada para a esquerda."
(Excerto de Descripção da guitarra)
Matérias:
Prefacio. | Descripção da guitarra. | Afinação do Fado Corrido. | Fado Corrido em tom menor. | Fados com Acordes - Fado de Coimbra. | Fado da Mouraria. | O Vira de Coimbra. | Fado da Meia Noite. | Recordações da Arrabida. | Fado Portuense. | Da Afinação Natural : Peças recreativas - Fado Conde d'Anadia; Marcha Brilhante; Fado das mãos pequeninas; No Baile (Valsa).
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com vestígios antigos marginais de humidade.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

19 outubro, 2020

MOITAS, José Pereira - UMA VICTIMA DE MISERAVEIS : romance-historia. Por... E dedicado ao Illm.º e Excm.º Snr. Conselheiro Anthero Albano da Silveira Pinto, em testemunho de gratidão e reconhecimento. Porto, Typ. de Alexandre da Fonseca Vasconcellos, 1871. In-8.º (21 cm) de 342 p. ; E.
1.ª edição.
Interessante romance sobre adultério
cuja acção decorre no Porto, aparentemente baseado em factos verídicos.
"Quem na manhã do dia 30 de novembro de 1870, que se apresentou como se fosse um bello dia de verão, tivesse ido gozar o explendido e variado panorama que se avista da eminencia do lugar chamado outr'ora Torre da Marca, (que devido a dois benemeritos e emprehendedores, naturaes da Cidade Invicta, deixou de ser um terreno pedregoso para se tornar em jardins que a indifferença dos habitantes não anima a tratar com esmero), tivesse seguido a avenida que limita os jardins pelo lado de Entre Quintas, e houvesse entrado n'uma das primeiras casas do lado do norte, da rua de Villar, poderia ter visto uma scena desoladora que, na manhã d'este dia, se passava n'uma das já mencionadas habitações."
(Excerto do Cap. I, As provas do crime)
Nada foi possível apurar acerca do autor, ou da sua obra literária, seja na Biblioteca Nacional ou em qualquer outra fonte bibliográfica.
Encadernação recente em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. F. rosto apresenta pequena falha de papel no canto superior direito.
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

18 outubro, 2020

CORRÊA, João Pedro - MANUAL DE SIDEROTECHNIA PRATICA OU ARTE DE FORJAR E FERRAR. Por... Veterinario lavrador, Chefe de Clinica Cirurgica do Hospital Veterinario do Instituto de Agricultura de Lisboa etc. Lisboa, Typographia de Coelho & Irmão, 1869. In-8.º (21,5 cm) de [4], III, [1], 55, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante tratado novecentista, muito ilustrado com desenhos relacionados com o assunto ao longo do texto, sobretudo ferraduras
. Obra dedicada pelo autor ao Marquês de Castelo Melhor, seu protector.
"A arte de forjar em Portugal, está apenas reduzida ás regras, boas ou más, segundo o mestre que as tem ditado possue mais ou menos senso commum, ou uma ligeira, deficiente, e ás vezes falsa doutrinação, recebida da leitura de alguns tratados de alveitaria, pela maior parte elaborados no tempo em que eram reduzidos a quatro todos os elementos da natureza.
Não desejamos arrogar-nos absolutamente a distincção honrosa de auctor d'esta obra, que vamos traçar, porque nem mesmo teriamos os requisitos necessarios para tanto; todavia, n'este ensaio temo-nos servido mais da observação pratica, e da reminiscencia de parte do nosso curso, do que compilações e traducções, mais ou menos fieis, dos livros já escriptos sobre a arte de ferrar.
No decurso d'este trabalho tencionámos sacrificar os termos mais scientificos á linguagem usada na pratica: só onde a não podermos absolutamente empregar, designaremos as cousas e os factos, por palavras technicas, explicando seguidamente qual a sua significação."
(Excerto da Introducção)
Matérias:
Introducção. I - Definição e Historia da ferradura. II - Organisação e funcções do pé do cavallo e do boi. III - Ferradura normal e cravo. IV - Forjar. V - Ferrar. VI - Ferrar a quente e a frio, e pelo processo Charlier. VII - Ferradura correctiva. VIII - Ferradura pathologica. IX - Hygiene dos pés dos animaes. X - Formulario siderotechnico. Erratas.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos marginais.
Raro.

Peça de colecção.
Indisponível

17 outubro, 2020

KEIL, Luis - UMA VISIONÁRIA SEISCENTISTA (notas ao viver monástico)
. Coimbra, Tipografia Reis Gomes, M.DCCCC.XV [1915]. In-8.º (24,5 cm) de 8, [4] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Apontamentos biográficos sobre Joana da Trindade, freira mística que professava no convento feminino da Madre de Deus, em Xabregas, Lisboa.
Opúsculo ilustrado em separado com um retrato da biografada. No final, encontra-se reproduzido em 4 páginas o fac-símile da carta que a irmã dirigiu ao seu director espiritual - Fr. António das Chagas.
Tiragem de 75 exemplares. O Presente leva o n.º 21, pertencente ao Dr. Virgilio Correia Pinto da Fonseca.
"Folheando uma velha crónica monástica, ha dezenas de anos abandonada numa estante poeirenta, caiu um envólucro de papel amarelecido, onde escritas com mão trémula eu li estas palavras:
«esta cartinha he de Mᵉ Sor Joan-
na da Trinᵉ , da letra da Mᵉ Soror
Luiza Mª de Jezus".
Abrindo-o, encontrei dentro a seguinte carta, dirigida a frei António das Chagas, carta que uma freira histérica e cheia de misticismo ditára á sua companheira:
[Carta]
Quem eram essas filhas da matriarca Santa Clara, que no mosteiro de Nossa Senhora Madre Deus, em Xabregas, assim escreviam ao seu director espiritual, o veneravel frei António das Chagas?
A signatária, soror Joana da Trindade, freira visionária, sempre tão alienada dos sentidos que nem de si se lembrava, nascera por 1640, em Castelo de Vide.
Fervorosa devota do Santissimo Sacramento, a sua alma, alheia ás cousas do mundo, estava onde mais amava.
E como êsse amor todo dedicado a Deus estava no ceu, onde ela esperava subir um dia a compartilhar da glória eterna, a sua oração mais íntima a fazia onde melhor pudesse contemplar a imensidade celeste, na qual ás vezes ela parecia querer penetrar, andando aos subidos saltos pelo mosteiro, sendo ainda «viadora na terra».
As freiras encontravam-na, bastas vezes, com os braços em cruz e os olhos no ceu; e dando gritos tão grandes que as faziam estremecer, as abraçava, deixando-as - « como a arder em fogo» qual «anjo em carne ou serafim abrazado em amorosos incendios»!
Tudo largava ouvindo nome de Deus;como louca corria e se fechava nalgum recanto, até que lhe passasse o excesso. [...]
Eram freqüentes os desmaios nesse temperamento de freira, mística e visionária, que a si própria se apelidava «a Peccadora»; e alguns prolongavam-se tanto que necessário era chamar-se o médico. [...]
Conta-se ainda, ser tão favorecida Soror Joana das graças do seu Senhor, que, um dia em que temerosa tempestade amedrontava as freiras, reúnidas em preces no côro conventual, invocando o Altissimo para aplacar a fúria dos elementos, que elas julgavam a cólera celeste - num ápice, como levada por ventania indomavel, Soror Joana se levantou «meio covado» da terra, e em êxtase e de mãos postas assim foi até junto do Santuário, onde em voz alta entoou um Te-Deum!
Asseverou o sacristão-mór, que da varanda do Hospício, onde assistia, estava implorando a misericórdia divina em tão angustioso lance, ter visto cair um raio do ceu sobre o mosteiro; mas no momento em que ia penetrar no côro, logo uma forte e poderosa mão, saindo de entre as nuvens, o desviára e lançára ao mar!"
(Excerto do trabalho)
Luís Cristiano Cinatti de Keil (1881-1947). "Quarto filho de Alfredo Cristiano Keil, (autor de “A Portuguesa” - hino nacional escrito em 1891 e aprovado em 1911), seguiu também na senda das artes tendo sido Conservador do Museu Nacional de Arte Antiga, Director do Museu dos Coches e Vice-Presidente da Academia Nacional de Belas Artes. Morreu tragicamente com a mulher e a única filha num desastre de automóvel, em 1947."
(Fonte: https://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/luis-keil/)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

14 outubro, 2020

COUTO, Heitor - CARTILHA DO ESPIRITA PRINCIPIANTE.
Noções elementares do Espiritismo. Para se proceder a experiencias de convencimento e evocações. Pelo espiritualista...
Lisboa, Livraria Economica, [191-]. In-8.º (18,5 cm) de 32 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho sobre a sciencia espirita, contendo casos práticos do conhecimento do autor - portugueses e estrangeiros.
Ilustrado com bonitas gravurinhas ao longo do texto. Inclui ainda o abecedario-algarismo.
"Quando os singulares phenomenos do Espiritismo começaram a manifestar-se, ou antes, a renovar-se, pois que a descoberta data de eras remotas, o primeiro sentimento que taes revelações excitou foi a duvida a respeito da sua realidade e mais ainda a respeito da sua causa. Logo, porém, que foram verificadas por testemunhas irrecusaveis e pelas experiencias, que todos podem fazer, aconteceu que cada um interpretou taes revelações a seu modo, segundo as suas idéas pessoaes ou as suas crenças."
(Excerto da Introducção)
"Se ouvirmos bulha de moveis que tombam com estrondo, queda no chão de diversos objectos, portas e janellas que se abrem e fecham por mãos invisiveis, vidros que estalam e se partem, louça que se quebra, bulha estranha nas casas e objectos arrastados pelo solo e que ao verificar se encontra tudo inteiro e nos seus logares... é opinião de alguns faanticos, em coisas sobrenaturaes, que são Espiritos que descendo á terra se dirigem a nós, a fim de nos descobrirem alguma cousa ou encarregarem de alguma missão. [...]
Eu tive uma criada, rapariga nascida n'um logarejo, lá para Traz-os-Montes, e tão ignorante, que nem lêr sabia, que tinha a faculdade de medium.
N'umas experiencias espiritas que fiz em casa, por mero passatempo, pois ainda não acreditava no espiritismo, a mesa que não se mechia apesar de eu, minha mulher e minha cunhada ter sobre ella as mãos e conservarmo-nos em absoluto mutismo, por largo espaço de tempo, começava logo a estremecer assim que a serva lhe punha as mão em cima."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de coinservação.
Raro.
20€

13 outubro, 2020

SILVA, Portugal da - CONTOS D'UM NEVROTICO
. Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor, 1907. In-8.º (19 cm) de 363, [5] p. ; E.
1.ª edição.
Livro curioso - conjunto de contos - a que assenta bem a classificação "nevrótico", tanto ao autor, como ao conjunto de histórias da sua lavra. Raro e muito interessante.
"Convém acentuar: os contos que se seguem são todos originaes.
O auctor faz passar a acção de muitos d'elles no estranjeiro, jogando com as personagens dos differentes paizes.
É facil a explicação.
Em primeiro logar o meio, a mór parte das vezes, não se podia adaptar ao nosso, depois, nunca esqueceremos a desillusão soffrida ao ler um romance d'Arnaldo Gama, em que a heroina, uma creatura toda mocidade, formosura, tinha o nome da nossa vizinha do quarto andar, uma engommadeira, velha, torta e rabujenta.
Foi tão grande o choque que pozemos o livro de lado.
E não quizemos que acontecesse o mesmo - a vulgaridade dos nomes portuguezes é tanta - aos que se dessem ao trabalho de ler os Contos d'um Nevrotico."
(Introdução, Duas palavras)
"Os animos estavam muito alterados.
Tratava-se de eleições e os partidos dispunham-se a travar combate.
- Nada! - Nada! D'esta vez o povo ha-de levar ao parlamento o seu legitimo representante! berrava um que sempre vendia o voto.
- Ohem que o filho do Barão não fez grande cousa pelo circulo, atalhou o Bento, que não podia esquecer que o pae lhe prendera na taberna alguns dos freguezes por estarem a jogar.
- Eu cá não quero mais ser degráo!
- Nem eu! Nem eu! prorompiam todos.
- E quem se propõe d'esta vez? perguntou um estranho que se acercara do grupo.
- Um doudivanas que para ahi anda, que persegue as raparigas e a quem chamam doutor. Se um dia o apanho a espreitar a minha Carlota vae tudo raso.
E as suas mãos apalpavam, com ancia, um respeitavel varapau.
- O sr. administrador é unha com carne com elle.
- O melhor é correr toda esta cafila. Um raio me parta se eu o não fizer! gritou um homem baixinho e em cujo rosto se denotavam visiveis signaes das longas meditações a que se entregava com as garrafas.
- Quando me derem o tal papelinho para a urna, rasgo-o immediatamente. Eu cá tambem sei ser gente.
- Caluda!
Na estrada ouviam-se os passos cadenciados d'um cavallo e n'uma das voltas viram Arthur de Menezes que o montava.
Todos tiraram o chapéu ante elle, e como que imploravam um ar de graça d'aquelle que ainda havia pouco criticavam. Mas Arthur conhecia-os bem.
Cumprimentou-os ligeiramente e deu de esporas ao animal.
- Que modos...
- Parece alguem...
- A urna t'o dirá, meu...
E o resto das phrase perdeu-se para dentro da locanda onde aquella matula se refugiou."
(Excerto de «Black»)
Indice:
Duas palavras. | No hospital de alienados. | Historia d'uma lagrima. | A duvida. | A commoção do bandido. | Carta d'uma noiva. | Clara Hartington. | «Black». | O assassino. | Moribunda. | Impressões d'um doudo. | O segredo. | O sermão. | Romance d'uma actiz. | O passado. | O roubo. | Um romance em cartas. | Um suicidio. | De queda em queda. | A parte telegraphica. | A ultima homenagem.
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal.
Exemplar em bom estado de conservação. Pasta anterior apresenta mancha junto da margem lateral.
Ex-libris de Matos Sequeira  no verso da capa.
Raro.
Indisponível

12 outubro, 2020

PAULO, Manuel - TEOLOGIA DO TRABALHO.
[Por]... Reitor do Seminário de Coimbra
. Coimbra, [s.n. - Composto e impresso nas oficinas da Gráfica de Coimbra - Coimbra], 1965. In-4.º (24 cm) de 25, [3] p. ; B. Separata da Revista «Empresa»
1.ª edição independente.
Interessante ensaio sobre o Homem enquanto "ser concriador na compleção da obra divina da Criação".
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. José Maria Viqueira.
Tiragem: 140 exemplares (inf. BNP).
"O escritor inglês Bruce Marshal, no seu romance «All Glorious Within», apresenta-nos a figura dum padre que aos 64 anos, entrou pela primeira vez num «dancing» de que, pelo que ouvira dizer, tinha formado a seguinte ideia: um local onde homens e mulheres, sem fé na Santíssima Trindade, se juntam para pândegas brejeiras regadas de bebidas exóticas. E quando lá entrou, a sua ideia confirmou-se mais ou menos, sobretudo no respeitante à crença na Santíssima Trindade. De facto aquela gente, sentada à volta das mesas, bebendo, fumando, conversando e rindo, tinha todo o aspecto de quem não professava uma fé lá muito intensa no mistério das Três Pessoas Divinas.
Nada me custa a acreditar que qualquer de vós, dado ao sentido de humor, ao ser anunciado no programa deste Simpósio um tema tão estranho como este de «Teologia do Trabalho», no meio de tanta coisa prática respeitante aos problemas do trabalho, tenha tomado o facto à conta duma diversão que poderia talvez ter sido imaginada com maior atractivo, convidando-se, - eu sei lá!, um poeta da Tailândia para vir aqui recitar uns versos no idioma nacional...
Efectivamente o que é que um teólogo provinciano que estudos em latim as Sumas metafísico-teológicas da Idade Média, poderá dizer do trabalho, ele que pertence a uma classe geralmente considerada como econòmicamente improdutiva, que desconhece por completo o mundo do trabalho tècnicamente organizado de que sois aqui representantes qualificados? Que ideia poderá ele ter, por exemplo, dum grande aglomerado industrial senão uma ideia simplista parecida com a do Padre Smith a respeito do «dancing»? Poderá uma fábrica, na imaginação dum teólogo, ser outra coisa do que um lugar onde, à diferença dum «dancing», os homens se agitam, mas onde se não encontra também qualquer fé no mistério da Santíssima Trindade?
Em suma: que tem de facto a teologia a ver com o trabalho?"
(Excerto de «Complexos» dum Teólogo)
Matérias:
«Complexos» dum Teólogo. | Um pouco de história. | Teologia do Trabalho. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

10 outubro, 2020

ALBUQUERQUE, Mousinho d' e QUARESMA, Freire - AIDE-MEMOIRE. Oficial de infantaria em Campanha. Com o parecer favoravel da comissão técnica da arma de Infantaria.
[Por]... Tenentes de Infantaria. Preço: 65 centavos. 2.ª edição
. Lisboa, Tip. da Cooperativa Militar, 1916. In-16.º (13x9 cm) de XXVIII, 335, [1] p. ; XXIX, [3] p. ; [16] p. p/ apont. ; E.
Manual do soldado de infantaria - verdadeira "bíblia" do soldado em campanha - com vasta informação técnica e militar. Com interesse para a história da Grande Guerra.
Encadernação editorial em tela com desenho de militar, título e escala centimétrica na pasta anterior, todos gravados a seco e a nego.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Manuseado. Pastas cansadas.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Indiusponível

09 outubro, 2020

SILVA, Agostinho da - A VIDA DOS ESQUIMAUS.
(Texto organizado por...)
. Lisboa, Seara Nova, 1938. In-8.º (19 cm) de 29, [3] p. ; il. ; B. Col. À Volta do Mundo
1.ª edição.
Curiosa monografia sobre o povo esquimó.
Ilustrada com um mapa das Regiões Polares Árticas, e três fotogravuras ao longo do texto, duas delas em página inteira.
"Os esquimós são os povos indígenas que habitam tradicionalmente regiões em torno do Círculo Polar Ártico (povos circumpolares), no extremo norte da Terra, como a Sibéria oriental (Rússia), o norte do Alasca, do Canadá e da Gronelândia. O seu modo de vida tradicional inclui a pesca e a caça, aproveitando a gordura de baleias, focas e ursos para usar como alimento e combustível, além de colherem bagas durante o verão."
(Fonte: wikipédia)
"Ao contrário do que sucede com a região antártica, as terras árticas são habitadas; existem aí esquimaus, samoiedes e tchuktches. Os samoiedes, que são uma raça aparentada com os filandeses, encontra-se à volta dos mares de Barentz e de Kara; os tchuktches habitam o nordeste da Sibéria. Os esquimaus, de que vais conhecer o aspecto e os costumes, vivem na Groenlândia, nas bordas do estreito de Bering - para norte de Kamchatka, do lado da Sibéria e no Alaska do Norte, ao lado da América, - e ainda nos territórios setentrionais do Canadá.
São apenas uns milhares de homens que se distribuem em pequenos grupos, e que não teem habitação fixa; a falta de recursos oferecidos pelo solo obriga-os a uma contínua deslocação; mal esgotam o que um lugar lhes oferece teem de passar a outro; entram, por isso, na categoria dos povos chamados nómadas.
Os pontos em que vivem os esquimaus são do mais desolado que existe em tôda a terra; o solo está coberto de gêlo 6 a 8 meses por ano e a noite polar dura entre 4 e 5 meses; a temperatura chega por vezes a 60º abaixo de zero.
Os esquimaus são em geral muito baixos; é raríssimo haver algum que exceda 1m60."
(Excerto do texto)
Exemplar em brochura bem conservado.
Invulgar.
10€

07 outubro, 2020

DINIZ, Julio - OS FIDALGOS DA CASA MOURISCA. Chronica da aldeia.
Por... Volume I [e Volume II]
. Porto, Typographia do Jornal do Porto, 1871. 2 vols in-8.º (19 cm) de 240 p. e 254 p. ; E. num único tomo.
1.ª edição.
Edição original de um clássico da literatura portuguesa e uma das mais apreciadas obras do autor, considerado um escritor de transição entre o romantismo e o realismo.
"A tradição popular em Portugal, nos assumptos de historia patria, não se remonta além do periodo da dominação arabe nas Hespanhas. [...]
Nos contos narrados em volta da lareira, onde nas longas noites de serão se reune a familia rustica, ou ás rapidas horas d'uma noite de estio, na soleira da porta, ao auditorio attento que segue com os olhos a lua em silenciosa carreira por um céo sem estrellas, avulta uma creação extremamente sympathica, a das mouras encantadas, princezas formosissimas que ficaram d'esses remotos tempos na peninsula, em paços invisiveis, á espera de quem lhes venha quebrar o captiveiro, soltando a palavra magica. [...]
Esta mesma noção historica do povo é a que dá logar a um outro frequente facto. Quando, no centro de qualquer aldeia, se eleva um palacio, um solar de familia, distincto dos edificios communs por uma qualquer particularidade architectonica mais saliente, ouvireis no sitio designal-o por o nome de Casa Mourisca, e, se não se guarda ahi memoria da sua fundação, a chronica lhe assignará infallivelmente como data a lendaria e mysteriosa época dos mouros.
Era o que succedia com o solar dos senhores Negrões de Villar dos Corvos, que, em tres leguas em redondo, eram por isso conhecidos pelo nome dos Fidalgos da Casa Mourisca."
(Excerto do Cap. I)
Júlio Dinis (1839-1871). "Escritor português. Júlio Dinis é o pseudónimo literário mais conhecido de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, entre os vários que o autor adotou ao longo da sua carreira literária. Nasceu a 14 de novembro de 1839, no Porto, e morreu a 12 de setembro de 1871, na mesma cidade. Licenciou-se em Medicina, mas dedicou-se sobretudo à literatura, podendo ser considerado como um escritor de transição, situado entre o fim do Romantismo e o início do Realismo. É autor de poesias, peças de teatro, textos de teorização literária, mas destaca-se sobretudo como romancista, deixando em pouco mais de trinta e dois anos de vida uma produção original e inovadora, que contribuiu grandemente para a criação do romance moderno em Portugal."
(Fonte infopedia)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Manuseado. Pastas envelhecidas e gastas, sobretudo nos cantos que se encontram "arredondados". Sem f. anterrosto do 1.º volume. 
Raro.
Indisponível

06 outubro, 2020

MATTA, José Nunes da - QUERER E NÃO QUERER : comedia em 3 actos
. Lisboa, Imprensa da Livraria Ferin, 1918. In-8.º (22,5 cm) de 62, [2] p.
1.ª edição.
Curiosa peça de teatro em verso, incursão pouco habitual do autor neste género literário, tendo no entanto publicado no mesmo ano uma outra comédia - Ilusão e realidade.
"Quando em Agosto começámos a escrever a presente comedia, tencionavamos destinal-a exclusivamente a um pequeno teatro particular da provincia, em cujo palco figuram apenas quatro personagens, duas damas e dois cavalheiros. De modo algum era tenção nossa publical-a, por ser um trabalho feito á pressa e por assim dizer sobre o joelho. [...]
Tambem influiu na publicação o facto de alguns individuos gostarem de coleccionar esta ordem de trabalhos literarios, ainda que sejam mediocres, havendo-os tambem que preferem ler dramas e comedias a vel-as representar. [...]
O intuito principal da comedia consiste em atacar a inconstancia do sentir humano. Queremos com grande empenho o que não possuimos, e perdemos esse empenho e interesse, ao satisfazermos o nosso desideratum. Se, porém, deixamos de possuir, de novo, o que já tinhamos alcançado, então redobram a ânsia e o desespero. A isto se reduz a comedia."
(Excerto do Prefacio)
"Por acaso, terminamos o trabalho em um dos dias mais memoraveis da Historia da Humanidade, o dia 11 de Novembro de 1918, em que foi assinado o armisticio entre os Aliados e a Alemanha, confessando-se esta vencida.
Esta data memoravel pode bem ficar ao lado das datas mais memoraveis do nosso planeta. Tais são a mudança da inclinação do eixo de rotação da Terra que deu lugar ao afundamento da Atlantida e ao rompimento do istmo de Gibraltar, resultando o famoso diluvio dos povos que habitavam as fundas margens do primitivo Mediterraneo... "
(Excerto da Explicação final)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sem capas. Pequeno rasgão à cabeça, sem perda de papel. Carimbo de posse na f. osto e 1.ª página de texto.
Raro.
Indisponível

05 outubro, 2020

O CABAZINHO DE FLORES
. Lisboa : Porto, Livraria Catholica, MDCCCLXXV [1875]. In-18.º (10x7 cm) de 190 p. ; E.
1.ª edição.
Colecção de pensamentos e reflexões religiosas por insignes figuras do catolicismo coligidas pelo Padre Luiz Pacheco.
Obra em prosa e em verso, dedicada a "Rosa Mystica - Maria, Mãe de Jesus, flor suavissima pelo rescendente aroma de todas as virtudes na sua perfeição".
Encadernação em tela com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto.
Muito invulgar.
Indisponível

04 outubro, 2020

SANTOS, Francisco Reis - AGUAS MEDICINAES DA FONTE NOVA (Torres Vedras)
. Bicarbono-chloretadas sodicas, lithinicas, ferreas-sulphydricas e acidulo carbonicas, Frias e hyposalinas. Relatorio Medico de 1895-96. Lisboa, Typographia Costa Sanches, 1897. In-8.º (21,5 cm) de 35, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história das Termas da Fonte Nova, em Torres Vedras. A contracapa reproduz uma gravura do estabelecimento balnear da autoria de Alberto (des.) e Christino (grav.).
"A 24 de maio de 1895 inaugurou-se solemnemente o estabelecimento da Fonte Nova. E na presença das pessoas importantes da terra, presidente da camara, antigo deputado do circulo, administrador do concelho, medicos de Torres e de Lisboa, representantes da imprensa da capital e de Torres e d'um grande concurso de povo, procedeu-se á cerimonia religiosa da benção das aguas e lavrou-se e assignou-se o competente auto.
Foi um dia de verdadeira festa. A villa de Torres que já possuia um estabelecimento hydrologico, os Cucos, associou-se á solemnidade e em manifestações ruidosas demonstrou bem claramente que comprehendia o alcance do novo emprehendimento.
Dias depois começou a funcionar o estabelecimento, inscrevendo-se então o primeiro doente; e durante toda a epocha até outubro inscreveram-se mais oitenta e nove. [...]
Em maio de 1896 começou a segunda epocha, a concorrencia augmentou bastante, voltaram muitos doentes do primeiro anno e appareceram outros de novo O campo de observação de anno para anno ia-se alargando e eu ia adquirindo os elementos para poder passar um attestado lisonjeiro para a aguas da Fonte Nova. [...]
A approximação de Torres Vedras, de Lisboa, com communicações faceis e commodas, a existencia das aguas dos Cucos e da Fonte Nova que em muitos casos se completam, podem permittir com facilidade que Torres Vedras se transforme n'uma das mais completas estações d'aguas de Portugal.
O estudo geral que me foi necessario fazer para poder comprehender o cado especial d'umas determinadas aguas, levou-me a um certo numero de conclusões banaes, para os homens de sciencia, para os profissionaes, mas ainda assim pouco conhecidas do grande publico."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
[Preâmbulo]. | Introducção. | As aguas: - Propriedade physicas; - Composição chimica; - Classificação; - Effeitos do organismo; - A acção physiologica e therapeutica das aguas. | Os doentes e as doenças. | Observações clinicas [14 observações].
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa frágil com carimbo e pequena falha de papel no canto sup. direito.
Raro.
20€

03 outubro, 2020

METODO PRATICO DE DEFEZA INDIVIDUAL. Processos de self defence por meio de box e do jiu-jitsu
. Lisboa, Edição da Tipografia de Francisco Luís Gonçalves, [1922]. In-8.º (14 cm) de 64 p. ; mto il. ; B. Biblioteca Desportiva e de Recreio (Edição Gonçalves), I
1.ª edição.
Curioso manual de defesa individual, contendo os mais variados golpes de defesa e ataque. No final, inclui um capítulo muitíssimo interessante dedicado ao Risco, "processo de luta genuinamente português - jogo de golpes - outrora muito em voga entre os bairristas de Alfama, Mouraria e Bairro Alto".
Livrinho profusamente ilustrado ao longo do texto com bonitos desenhos exemplificativos dos vários tipos de luta abordados na obra.
"A self defence, isto é, a defeza do individuo servindo-se dos seus recursos proprios, constitue uma das mais urgentes e oportunas necessidades do homem moderno.
Em plena civilisação, nos grades centros policiados, na rua, na estrada, num descampado, o cidadão está á mercê de ataques imprevistos ou agressões desleais.
Para triunfar com segurança dêstes precalços, não lhe basta muitas vezes uma constituição fisica, robusta, a estatura herculea dotada de solidos musculos. [...]
Num guet-apens, numa embuscada, numa cilada, á traição, o individuo pacifico pode cair vitima d'um assaltante se, confiado demasiadamente na eficacia e ubiquidade dos agentes da ordem, não aprender convenientemente alguns processos de self defence.
Nesta conjuntura, parafraseando um conhecido proloquio, é licito preconisar o defende-te a ti mesmo e não confies a outrem a protecção da tua integridade corporal.
A self defence tem um metodo, uma tatica, as suas regras. É uma combinação do box inglês e francês, da luta, do jiu-jitsu e do jogo da vara ou bengala.
O box, - the noble art of the self defence, como os ingleses lhe chamam, - é, certamente, o processo mais honesto e leal de ataque ou defeza.
Nós, porém, optamos, quando as circunstancias o exijam e a ocasião seja propicia, pelo tiro de revólver a devida distancia. É sumario, quando se possue a faculdade de ser um bom atirador.
Este processo defensivo tem, comtudo, os seus inconvenientes.
As detonações, produzindo alarme, podem atrair ao local da agressão outros malfeitores.
A matraca usada pelos policemen americanos não deixa tambem de recomendavel, porque é uma arma portatil, leve, de facil disfarce e terrivelmente perigosa.
Consta de uma lamina de cautechoue presa ao pulso por meio de uma correia de couro.
Todavia, qualquer dos meios apontados como recurso de defeza individual resultam ineficazes num corpo a corpo quando o transeunte inopinadamente atacado, fica virtualmente  impossibilitado de fazer uso de qualquer arma.
Está, pois, provado que a aprendizagem da self defence é uma necessidade, não só porque é uma garantia de segurança, mas porque é tambem um metodo de desenvolvimento fisico."
(Excerto de Palavras preliminares)

Indice: Palavras  preliminares. | A Torsão - Torsão dos dedos e da mão. | O Sôco - O sôco directo. | O Pontapé - De biqueira. | A Rasteira (golpe dos apaches). |  A Cabeçada (golpe dos apaches). | Manejo da bengala: Alvejando a cabeça; Alvejando o corpo. | O Coup de Pére François (golpes triviais do apachismo francês e americano). | O Coup du Pante - A Cadeirinha. | O Coup de la Bascule - O Balanço. | Jiu-Jitsu - A mão; sua função e adaptação ao exercicio do jiu-jitsu. | O Risco. | Vocabulario.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
45€

02 outubro, 2020

APONTAMENTOS PARA A HISTÓRIA DO LUGAR DO BALEAL
. [Introdução de Severo Baptista Cruz de Morais]. Porto, Imprensa Portuguesa, 1953. In-4.º (23,5 cm) de 95, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Baleal - ponto de veraneio situado no concelho de Peniche conhecido pela sua beleza natural  - e a sua posse e pertença.
"Baleal é uma pequena península (outrora ilha) situada ao norte de Peniche, na região Oeste, de Portugal, separada do continente por um tômbolo, formando uma praia de fina areia branca. Na continuidade da península existe, a Sul, o ilhéu de Terra, e a Norte a ilha das Pombas e o ilhéu de Fora. O Baleal herdou esta denominação devido à grande pesca de baleias e atum no passado."
(Fonte: wikipédia)
"Tudo tem a sua história. Até a História também tem a sua própria história.
O lugar do Baleal - que é uma península entre as praias de Peniche e Foz do Arelho , e que faz parte, com outros lugares da freguesia de S. Leonardo, da Atouguia da Baleia, concelho de Peniche, comarca das Caldas da Rainha, distrito de Leiria, província da Estremadura e patriarcado de Lisboa - não pode deixar de ter também a sua história.
As suas belezas naturais têm ocupado poetas e escritores, mas creio bem que até hoje a sua verdadeira história não preocupou quem quer que fosse."
(Excerto da introdução, Explicação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
30€

01 outubro, 2020

MANUAL DE PREPARAÇÃO FÍSICA NO FUTEBOL - PROVÍNCIA DE ANGOLA : Conselho Provincial de Educação Física
. [S.l.], [s.n. - Tipografia Minerva - Vila Nova de Famalicão], 1959. In-8.º (21 cm) de 138 p. ; [1] f. desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Inovador manual sobre preparação física exclusivamente dedicado à prática do futebol concebido em Angola, exemplo demonstrativo do interesse que a ex-colónia votava ao desporto-rei.
Ilustrado com quadros ao longo do texto e uma tabela em folha desdobrável.
"A doutrina pedagógica que este último manual expende, as normas de conduta e os princípios de orientação metodológica, didáctica e técnica do treino e da aprendizagem, que preconiza, aplicam-se integralmente ao futebol.
Convém, por isso, definir as causas que aconselharam a publicação de um manual particular para este jogo desportivo.
O futebol é, de há longos anos, o desporto-rei no ambiente desportivo nacional metropolitano e ultramarino; aquele que goza de maior expansão e popularidade, apesar do enorme incremento que algumas outras modalidades têm tido nos últimos anos, tais como o volei, o basquete, o hoquei em patins e o ténis de mesa, para nos referirmos às mais significativas.
São perfeitamente naturais as causas da sua popularidade e o agrado que a sua prática desperta entre a juventude. Trata-se de um jogo de profundas exigências técnicas e tácticas, de múltiplas regras, mas fàcilmente compreensíveis. A sua finalidade imediata é clara e para ela trabalham numa acção individual e de conjunto, perfeitamente equilibrada e a todos visível, os onze elementos da equipa.
Jogo tradicional, há longos anos importado de Inglaterra, tem um sentido de luta e de competição, particularmente vincado, que se mantém vivo até ao final da prova, se o valor desportivo das equipas se equilibrar.
Sucede ainda com esta modalidade, talvez mais do que com nenhuma outra, pelo menos entre nós, que a popularidade do futebol, as paixões clubistas, que a seu respeito se manifestam com particular intensidade, e o profissionalismo que estrutura a constituição das suas equipas ou a selecção da maior parte dos seus elementos, realidade só desconhecida pelos que negam a evidência, constituem factores que tornam tal preparação ainda mais necessária, agravando as exigências naturais que o jogo já por si oferece."
(Excerto de Preâmbulo)
Sumário:
Prâmbulo. | I - Orientação geral do treino do futebol. A) Princípios de base; B) Objectivos da preparação física no futebol; C)  Actividades físicas essenciais à preparação física no futebol; D) Orientação geral da colaboração médico-pedagógica. II - O problema técnico da preparação física. A) Generalidades; B) Teoria sobre a ginástica, os jogos educativos, as corridas e o «cross»; C) Orientação geral da ginástica prática; D) Orientação das corridas, do «cross» e dos jogos educativos. III - A preparação física na aprendizagem e no treino de futebol. A) Generalidades; B) Natureza dos exercícios na preparação física futebolística: a) Generalidades; b) Resistência orgânica; c) Força muscular; d) Flexibilidade e agilidade; e) Coordenação neuro-motriz; f) Domínio corporal; g) «Adresse» (Habilidade). C) Aptidões particulares ao futebol. Seus exercícios. Grupos de exercícios. D) Grupos de exercícios, visando às qualidades físicas necessárias ao futebolista. E) Grupos de exercícios, visando ao treino das aptidões particulares necessárias ao futebolista. F) Três lições de preparação física no futebol. G) Relação dos músculos que interferem no acto respiratório. H) Quadro referente às principais articulações interessadas no futebol (eixos e amplitudes de mobilização e músculos interessados). Vantagens e inconvenientes  dos estágios. Sua orientação geral. I) Vantagens e inconvenientes dos Estágios. Sua orientação geral.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Na capa e na f. rosto ostenta carimbo oleográfico do Sport Moçamedes e Benfica.
Raro.
Com interesse histórico e desportivo.
25€