19 abril, 2012

VASCONCELLOS (Mariotte), Amadeu de  – A AVIAÇÃO. Porto, Livraria Portuense de Lopes & C.a, Successor, 1909. In-8.º (18cm) de 166 p. ; il. ; B. Col. Actualidades Scientificas, IV.
1.ª edição.
Ilustrada com 41 gravuras no texto, algumas em página inteira.
Trata-se, provavelmente, da primeira publicação portuguesa sobre a temática da aviação, numa época de novidade e experiência – pouco tempo antes, os Irmãos Wright e Santos Dumond, haviam feito os seus primeiros voos experimentais. Em Portugal, o primeiro voo ocorreu em 27 de Abril de 1910, com um Blériot XI pilotado pelo francês Julien Mamet, que descolou do Hipódromo de Belém em Lisboa.
Amadeu Cerqueira de Vasconcelos (1878-1952). “Numa época em que ainda persistia a ideia da incompatibilidade entre a religião e a ciência, o padre portuense Amadeu de Vasconcelos foi capaz de conciliar as actividades de divulgador científico com as de apologista do catolicismo, lutando assim contra “a apregoada antinomia entre a sciencia e a fé". Usou os pseudónimos Mariotte e Remy Lusol, era um homem recto, conservador, nacionalista, defensor da verdade e, nas suas próprias palavras, “desconhecia a cobardia”. A ciência ─ cujo objectivo único é a busca da verdade ─ encontrou nele um divulgador notável”. No que respeita à divulgação científica, a sua actividade foi notável. Publicou vários livros, panfletos e artigos que contribuíram certamente para elevar o nível da cultura científica portuguesa. Podem ler-se alguns dos seus artigos em jornais como o Campeão Escolar, O Bem Publico e A Voz Publica. Entre os seus livros contam-se três volumes do Anno Scientifico e Industrial referentes aos anos de 1903, 1904 e 1905, publicados respectivamente em 1904, 1905 e 1906, O Radium (1907), A Telegrafia sem Fio (1907), A Aerostação (1908), A Aviação (1909), A Conquista dos Pólos (1910), Os Cometas (1910), Qual é a Forma da Terra (1915), O Ar Liquido e Os Submarinos (1916). Foi director e redactor único de revistas de divulgação científica como Universo (quinzenal, 1909) e Sciencia para Todos (1910, 1925)."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Discreto rasgão na capa sem perda de papel; carimbo e assinatura de posse na f. anterrosto.
Raro.
Indisponível

18 abril, 2012

ARANTES, Tito - COMO SE RESPEITOU A CONSTITUIÇÃO DE 1911. Discurso pronunciado pelo Dr. Tito Arantes, na sessão de Viseu no dia 1 de Fevereiro de 1949. Lisboa, [s.n. - comp. imp. Companhia Nacional Editora], 1949. In-8º grd. (24cm) de 15 p. ; B.
Tópicos: «Atentava-se contra a vida alheia apenas para marcar uma atitude»; «Garantias constitucionais desmentidas pela realidade»; «A "liberdade" do direito de reunião e de associação»; «Duas excepções»; «As promessas do candidato da oposição»; Os chamados processos democráticos levaram Portugal à irrisão do Mundo»; «A obra de reconstrução nacional»; «O que quer fazer a oposição?»; «Um Estado caloteiro»; «Uma fase de grande actividade - a dos incêndios»; «A falta de liberdade»; «Quando não estão no Poder, os políticos estão sempre contra o Poder»; «Um país onde a oposição viveria feliz»; «O comunismo - um papão inventado pelos "fascistas"»; «Os eleitores vão escolher entre duas obras»; «O candidato da oposição vive dos mitos românticos que fizeram furor à 160 anos»; «A "cordura" dos partidos»; «"Estabeleçamos umas tréguas!"».
Bom exemplar.
Invulgar, com interesse histórico. 
Indisponível
MONTEIRO, Gomes - A MULHER DO MAU OLHADO. Lisboa, Livraria Popular de Francisco Franco, [1944]. In-8.º (19cm) de 180, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Romance baseado num assassinato ocorrido em 1898 no Brejo, Cova da Piedade, e que impressionou o país.
Exemplar brochado em bom estado de conservação; assinatura possessória na f. anterrosto.
Invulgar.
Indisponível
MONTEIRO, Adolfo Casais - ESTUDOS SÔBRE A POESIA DE FERNANDO PESSOA. Rio de Janeiro, Livraria Agir Editôra, 1958. In-8º (19cm) de 258, [2] p. ; B.
"Crítico e ensaísta ao qual a obra do grande poeta português mereceu desde sempre o maior interesse, Adolfo Casais Monteiro dá-nos com Estudos sôbre a poesia de Fernando Pessoa uma obra há muito esperada. Sendo o mais lúcido dos críticos que têm estudado a obra do renovador da moderna poesia portuguesa, era o mais capaz de nos dar uma síntese na qual a compreensão não fosse sacrificada a discutíveis ambições de explicar a obra pelo homem. Com efeito, ele aborda, nas páginas deste livro, os problemas fundamentais da obra de Fernando Pessoa, para nos mostrar, sob a personalidade das despersonalizações, sob as diversas máscaras com que o poeta nos ocultou a real unidade da sua obra, o veio permanente da mais alta poesia que se manifesta em toda ela."
(excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Indisponível

16 abril, 2012

ALLEGRO, José Luciano Sollari – PARA A HISTÓRIA DA MONARQUIA DO NORTE. [S.l.], [s.n. - imp. Tipografia Lousanense, Lda], 1988. In-8º (21cm) de 333, [3] p. ; il. ; B.
Na capa: Gravura de Aguilar Delin (1791).
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Trabalho baseado em documentação inédita deixada pelo Capitão António Adalberto Sollari Allegro, que integrou o efémero Governo Nacional como Ministro dos Negócios do Reino.
“Deixados por meu Pai, o capitão António Adalberto Sollari Allegro, possuo diversos documentos relacionados com a proclamação da Monarquia no Porto e no Norte do País, em 19 de Janeiro de 1919. Essa circunstância fez nascer em mim, desde há muito, a intenção de trazer tais documentos ao conhecimento público, ajudando a fazer a história daquilo que ficou a chamar-se a «Monarquia do Norte». Não é possível conhecer as razões por que nesse momento se enveredou pela proclamação da Monarquia, sem fazer uma ideia do que foram os oito primeiros anos da República, incluindo o último desses anos, durante o qual decorreu o governo do Presidente Sidónio Pais. Por isso torna-se necessário recordar vários aspectos da história política dessa época e ter presentes acontecimentos ocorridos desde 5 de Outubro de 1910 até ao assassinato de Sidónio Pais, em 24 de Dezembro de 1918.” (excerto da nota prévia do autor)
Exemplar brochado em bom estado de conservação; assinatura de posse na f. guarda.
Com interesse histórico.
Indisponível

15 abril, 2012

ALPOIM, José Maria de – REFORMAS POLITICAS. Extracto da Conferencia proferida pelo Conselheiro José Maria d’Alpoim em 29 de Janeiro de 1910. Lisboa, Centro Progressista Dissidente, [1910]. In-8º grd. (23cm) de 32 p. ; B.
José Maria de Alpoim Cerqueira Borges Cabral (1858-1916). Formado em direito em 1878, liga-se aos progressistas. Começa como adepto de Mariano de Carvalho e passa, depois, a delfim de José Luciano. Tem, então, como rival, para a direcção dos progressistas, Francisco da Veiga Beirão. Desencadeia a dissidência progressista em 1905. Confessa a António Cabral: eu quero e desejo o poder pelo poder; nada mais. Figura controversa. Para uns, o símbolo da traição e do adesivismo. Para outros, um jogador demagogo da política que não teve a sorte do seu lado, acabando como perdedor. Misteriosa ainda é a sua ligação com alguns dos executantes do regicídio. De qualquer maneira, a dissidência progressista que lança em 1905, mobiliza importantes figuras políticas, culturais e científicas, com destaque para Egas Moniz. Começando a vida pública como administrador de Mesão Frio e Lamego, celebriza-se com um discurso proferido num comício de 9 de Dezembro de 1894, contra o governo de Hintze, falando na pátria em perigo. Na altura existe uma coligação dita liberal entre progressistas e republicanos. Ministro da justiça de José Luciano de 18 de Agosto de 1898 a 26 de Junho de 1900. Ministro da justiça de José Luciano, entre 20 de Outubro de 1904 e 11 de Maio de 1905. Exilado em Salamanca depois de 28 de Janeiro de 1908. Adere tacitamente à República. Passa de Procurador Geral da Coroa a adjunto do procurador geral da República. Termina a vida profissional como delegado do governo na Companhia do Niassa. Autor de Reformas Políticas, Lisboa, 1910.” (republica.maltez.info)
Exemplar em bom estado geral de conservação, com falta da capa anterior.
Invulgar, com interesse histórico. 
Indisponível
FONSECA, Branquinho da - MAR SANTO : novela. 2ª edição. Lisboa, Sociedade de Expansão Cultural, [1959]. In-8º (19,5cm) de 175, [1] p. ; B.
"António José Branquinho da Fonseca (1905-1974) foi um escrito português. Os seus primeiros textos eram assinados com o António Madeira. Experimentou vários géneros literários, desde o poema lírico ao romance, passando pela novela, o texto dramático e o poema em prosa, mas, como o próprio dizia, a sua expressão natural era o conto. Como artista, interessou-se também pela fotografia, o desenho, o cinema e o design gráfico. Por proposta sua, foi criado em 1958, o Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian que havia de dirigir até ao ano da sua morte."
Exemplar brochado por abrir em bom estado de conservação; discreto carimbo de posse na f. guarda.
10€

14 abril, 2012

RIBEIRO, M. Felix – OS MAIS ANTIGOS CINEMAS DE LISBOA : 1896-1939. A DISTRIBUIÇÃO DE FILMES EM PORTUGAL : 1908-1939. [Lisboa], Instituto Português de Cinema : Cinemateca Nacional, 1978. In-8º grd. (24cm) de 264, [4] p. ; mto il. ; B.
“O tempo, inexoravelmente, faz com que aos poucos se vão delindo da lembrança das pessoas os nomes dos cinemas que foram, na sua época própria, espelho de realidades ou fábricas de sonhos; recintos modestos uns, sumptuosos ou de ampla representatividades outros… […] Projecto a que há muito ambicionávamos dar a conveniente concretização, este nosso trabalho de agora procurará ser como que um levantamento dos recintos cinematográficos da capital cuja existência se verificou no lapso de tempo a que, antes, foi feita referência. […] Por outro lado, já que de cinemas vamos falar, não nos pareceu descabido abordar, também, um outro sector estreitamente ligado à exibição cinematográfica – a distribuição de filmes. Com efeito, por ser esse um elemento de primordial importância e porque, julgamo-lo, será deveras interessante falar dos primeiros passos da distribuição em Portugal – como ainda da presença entre nós, a partir de certo momento de filiais de empresas americanas – julgámos útil também a esse elo da indústria do cinema, fazer a devida referência.”
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Apreciado, com interesse histórico e cultural.
Indisponível

12 abril, 2012

CHIANCA, Ruy - DESVENTURADO AMOR. Romance de Sóror Marianna. Lisboa, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira, 1916. In-8º (19cm) de 195 p. ; B.
"Sóror Marianna foi córada, robusta, desenvolta e alegre. Tal farei por vo-la dar. A história do seu coração é simples e de todos os tempos: amou e sofreu; acreditou e foi enganada." (excerto do texto)
Romance histórico sobre a vida de Mariana Alcoforado (1640-1723). "Em 1810, a nota publicada no jornal L’Empire, de Paris, pelo erudito Boissonade, trouxe para a ribalta o nome, até aí desconhecido; de Mariana Alcoforado como a autora das já muito célebres Lettres Portugaises, cinco cartas de amor dedicadas ao cavaleiro francês Noël Bouton, Marquês de Chamilly. Mariana Alcoforado foi uma das religiosas da Ordem de Santa Clara, do Convento da Conceição de Beja, local onde actualmente funciona o Museu Regional da cidade. Natural de Beja, nasceu a 22 de Abril de 1640, entrou na clausura com 11 anos, vindo a professar aos 16. Porteira, Escrivã e Vigária, foram alguns dos cargos que exerceu durante a sua longa vida conventual. Faleceu em 28 de Julho de 1723. As cartas de amor são a sua paixão sublime não correspondida, que perdura no tempo e tem despertado o interesse de todo o mundo." 
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

10 abril, 2012

OFFICIA // PROPRIA // SANCTORUM // ECCLESIӔ, ET DICŒESIS // PORTUCALENSIS, // Una cum aliis, quæ pro toto Re- // gno Portucalliæ // A SUMMIS PONTIFICIBUS // Approbata, & noviter conceſſa reperiuntur: // Nec non,  & alia, // Quæ ex proprio Sanctorum Hiſpanorum in hae // inveniebantur Eccleſia recitanda: // Juxta Breviarium Romanum Oliſiponenſem, & // codicem hujuſce Portucalenſis Eccleſiæ // in ſuis locis diſpoſita, // Et in quatuor anni tempora diſtributa. // PARS HYEMALIS [e PARS VERNA, PARS ӔSTIVA, PARS AUTUMNALIS]. // PORTUCALE. // Typis VID. MALLEN, FIL ET SOC. // ANNO 1794. // Permiſſu Regie Curiæ Commiſſionis Generalis pro Exa- // mine, & Cenſura Librorum: 4 vol. in-8º (17,5cm) de [4], 68 p. (I), [4], 104 p. (II), [4], 157, [1] p. (III) e [4], 48 p. (IV) ; E. num único tomo.
Obra completa em 4 vol. impressa a duas colunas. Cada livro corresponde a uma estação do ano; seguindo a ordem de encadernação, o 1º vol. corresponde à “Parte do Inverno” - «PARS HYEMALIS», sucedendo-se as demais em perfeita ordem.
Enc. inteira de skivertex com dourados na lombada; corte das folhas decorada com incisões a buril.
Exemplar em bom estado de conservação; picos de traça marginais nas últimas páginas do livro.
Raro quando completo.
40€

09 abril, 2012

MUSEU ANTONIANO E IGREJA DE SANTO ANTÓNIO, À SÉ : Breve Roteiro. Festas da Cidade : Junho de 1978. Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, [1978]. In-8º grd. (25cm) de 10, [17] p. il. ; il. ; B.
Capa: Santo António pregando aos peixes – Painel de azulejos. Séc. XVII.
Bom exemplar.
Ex-libris de posse no verso da capa.
10€
DIAS, Da Cunha – O DESFALQUE DO TESOURO. Factos & Comentários á Administração Publica. Paris-Lisboa, Livrarias Aillaud & Bertrand, 1925. In-8º (15,5cm) de 279, [1] p. ; [1] corrig. ; il. ; B.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Carlos d’Ornelas.
“Se eu fosse político, e sendo-o, se eu fosse poderoso, chamaria a capítulo todos os senhores mestres das últimas gerações para os criminar pelo que fizeram desta Pátria. […] E foi a perniciosa influência das escolas, onde – salvas as excepções que esta regra confirmam – mais valeu a «empenhoca» só, do que juntos o estudo e o valor, que em poucas gerações, apodrentou as classes dirigentes. E estas, por seu turno, contaminaram, por essa irresistível osmose do exemplo, as outras classes. E do conjunto resulta esta respeitável democracia que, coerente, votou a honra e a virtude ao ostracismo. Esta sociedade canalha onde todos se conformam, em que tudo putrifica.” (excerto do texto)
Obra crítica do sistema administrativo português da época, nela o autor desfere violento ataque à honra e ao carácter de Rego Chaves* que reputa de corrupto e ladrão. E deste Rêgo Chaves era tudo o que sabia. Nada mais. Conhecia o Batata, que fôra aluno do Colégio Militar, e era oficial de engenharia; ignorava que esse mesmo era deputado, era um incorrigível jogador, e fôra ministro e gatuno. Não sabia!.
*Francisco da Cunha Rego Chaves (1881-1941), “militar, político e alto funcionário ultramarino. Foi, interinamente, chefe de gabinete do ministro da Guerra no governo anterior ao de Pimenta de Castro. Participa activamente na revolta de 14 de Maio de 1915, apostada em derrubar a ditadura general Pimenta de Castro. Exerceu dois mandatos como deputado - de 1919 a 1921, por Aljustrel, e de 1922 a 1925, por Lisboa. Candidatou-se ao Senado em 1922,por Aveiro. Filiado no Partido Democrático, de cujo Directório fez parte, em 1920, aderiu ao Partido Reconstituinte, tendo feito parte do governo de Sá Cardoso, como ministro das Finanças, de 29 de Junho de 1919 a 3 de Janeiro de 1920. Voltaria a participar no governo de Cunha Leal, como ministro das Colónias, de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922, tendo solucionado a grave situação económica em que se encontrava Cabo Verde.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação; capas ligeiramente oxidadas.
Invulgar, com interesse histórico.
15€
RIO, João do – RAMO DE LOIRO : notícias em louvor. Paris-Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand, [s.d.]. In-8º (17,5cm) de 204, [2] p. ; E.
1ª edição.
João do Rio, pseudónimo de João Paulo Barreto (1881-1921) foi um jornalista, cronista e tradutor brasileiro. “Segundo os seus biógrafos, ao profissionalizar-se, Paulo Barreto representou o surgimento de um novo tipo de jornalista na imprensa brasileira do início do século XX. Até então, o exercício do jornalismo e da literatura por intelectuais era encarado como uma actividade menor. Paulo Barreto move a criação literária para o primeiro plano e passa a viver disso, empregando os seus pseudônimos (mais de dez) para atrair diversos públicos consumidores.”
Encadernação do editor inteira de percalina com ferros a negro nas pastas e na lombada.
Excelente exemplar.
Invulgar.
10€

08 abril, 2012

ATLANTIDA. Mensario Artistico Literario e Social para Portugal e Brazil. Sob o Alto Patrocinio de S. Ex.as os Ministros das Relações Exteriores do Brazil e dos Extrangeiros e Fomento de Portugal. Ano I, Vol. 1 (nº1 a nº4). Dir. de João do Rio e João de Barros. Lisboa, [s.n.] - Imprensa Libanio da Silva], 1915. In-8º (25cm) 595 p. ; il. ; E.
Ilustrações no texto e em separado.
Publicação luso-brasileira de grande qualidade literária, inclui variados textos (alguns deles inéditos) de consagrados escritores e ensaístas portugueses e brasileiros, entre outros, Olavo Bilac, Teófilo Braga, Afonso Lopes Vieira, Teixeira de Queirós, Alberto de Oliveira, Joaquim Manso, Câmara Reis, Eugénio de Castro.
Encadernação do editor inteira de tela com ferros a ouro e a seco na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Indisponível
DIÁRIO DE NOTÍCIAS. PRIMEIRA PÁGINA : 1864-1984. [Prefácio] Mário Mesquita. Lisboa, Editorial Notícias, 1984. In-fólio (38cm) de 224 p. ; mto il. ; E. 
A primeira página de um jornal diário não é trabalho científico, nem análise fria e rigorosa, mas reflexo da vida quotidiana das cidades, e dos países, na sua irregularidade, nas sua contradições, na sua grandeza e miséria. Por mais cuidadosa que seja a recolha das notícias, por mais escrupulosa que seja a sua hierarquização, a página de jornal - maxime a primeira página - pertence sempre ao reino do empírico, do subjectivo, do imperfeito.[...]Será possível folhear sem sobressalto este álbum de duzentas páginas do Diário de Notícias? Por estas folhas perpassam 120 anos de história de Portugal e do Mundo, desde o Regicídio à crise de Goa; desde o 5 de Outubro ao 25 de Abril; da Comuna de Paris à Guerra do Vietname; da Revolução Russa ao assassinato de Kennedy; da primeira travessia aérea do Atlântico por Gago Coutinho e Sacadura Cabral à alunagem dos primeiros astronautas…[…] O objectivo deste álbum consiste, apenas, em colocar à disposição dos leitores, jornalistas e investigadores, uma panorâmica global do que foi – durante 120 anos de existência – o Diário de Notícias. Apesar das lacunas e imperfeições que o nosso trabalho, por certo, revela, estamos seguros de que esta compilação de primeiras páginas cumpre melhor esse propósito do que o faria um volume erudito ou uma lição eloquente” (excerto do prefácio) 
A obra encontra-se dividida em quatro grandes espaços temporais
1864-1910 : Monarquia Constitucional;
1910-1926 : I República;
1926-1974 : Ditadura/Estado Novo; 
1974-1984 : II República.
“Estas páginas constituem uma “viagem” muitas vezes surpreendente do que foi a vida portuguesa durante os aludidos 120 anos, tendo no fim um índice dos factos mais marcantes ocorridos naquele período de tempo.” 
Encadernação editorial inteira de tela com ferros a seco e a negro na pasta e na lombada, e com sobrecapa ilustrada a 3 cores. 
Exemplar em bom estado de conservação; capa levemente descolorada.
Invulgar, com interesse histórico. 
20€

GHEORGHIU, C. Virgil – OS MENDIGOS DE MILAGRES : Romance. Tradução de Virgínia de Sousa. Lisboa, Livraria Bertrand, [s.d.] . In-8º (19cm) de 237 p. ; E.
1ª edição portuguesa. 
Exemplar muito valorizado pela assinatura autógrafa do autor (Lisboa, 30-6-1961). 
Constantin Virgil Gheorghiu (1916-1992) foi um escritor romeno de projecção mundial, autor do best seller internacional «A 25ª Hora».
Encadernação francesa com lombada e cantos em pele; conserva as capas de brochura.
Bom estado de conservação, aparado; lombada cansada. 
Invulgar. 
25€

07 abril, 2012

MACEDO, José Agostinho de – SERMÃO DO PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO, PREGADO NA SANTA IGREJA PATRIARCAL A 28 DE NOVEMBRO DE 1824. POR... ESTANDO PRESENTE O EM.ᵐͦ E R.ᵐͦ SENHOR CARDEAL PATRIARCA. LISBOA: NA IMPRESSÃO REGIA. Anno de 1824. Com Licença. In-8.º (14,5cm) de 44, [1] p.
1.ª edição.
Apesar de, reconhecidamente, ser um orador de mérito, e os seus sermões serem muito apreciados na época, não foram assim tantos os que foram dados à estampa.
"Algumas pessoas doutas, e pias, que ouvirão recitar este Discurso com religiosa attenção, me pedirão o publicasse já pela estampa separadamente, e sem esperar pela inteira collecção annunciada, e por não demorar o fructo, que os Fieis poderião, com a Graça de Deos, tirar da sua leitura, e meditação."
(Advertência do autor)
Exemplar desencadernado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
SOTTOMAYOR, Appio - LISBOA DE SANTO ANTONIO. [Lisboa], Impreopa-Sociedade Jornalística e Editorial, S.A., 2004. In-8º (21x21,5cm) de 110 p. ; mto il. ; B.
Lisboa de Santo António, “um livro que vai além da vida e milagres de Santo António para lhe apresentar outra imagem mais lúdica, mais episódica da cidade e do seu Santo: a influência de Santo António na história de Lisboa, na sua geografia, nas suas ruas, nos seus museus… Mesmo na sua publicidade!” (apresentação)
Excelente exemplar.
                                              Apreciado.
                                              10€
COELHO, J. M. Latino – LUIZ DE CAMÕES. Galeria de Varões Illustres de Portugal por… Volume I. Lisboa, David Corazzi-Editor : Empreza-Horas Romanticas, 1880. In-8º (20cm) de [6], 374 p. ; E.
1ª edição.
Contém um retrato de Luís de Camões em extratexto.
Obra que se enquadra nas comemorações do terceiro centenário da morte de Camões e constitui o primeiro volume da coleção Galeria de Varões Ilustres de Portugal, cujo objectivo, segundo o editor, seria "biografar e celebrar as mais ilustres individualidades da nossa pátria". No capítulo introdutório, o autor desenvolve o alcance deste empreendimento, defendendo a tese de que não são as fronteiras políticas e territoriais dos povos que lhes asseguram a independência, mas sim "o sopro e a inspiração", consubstanciados nos seus feitos e nos seus heróis. Assim, Latino sustenta que, se é verdade que nas memórias de um povo "está como que cifrada a acrópole ideal, que as defende e presidia contra a insolência e a cobiça dos estranhos", "em dois nomes está resumida principalmente a vida e a essência de Portugal: o Gama e o Camões. Num feito sem exemplo e num poema sem modelo". Neste volume, decide ocupar-se do poeta, que "é a própria nacionalidade incarnada num só homem", e do poema, que "é a história de Portugal gravada em lâminas de bronze para assombro das nações".A obra inclui uma lista da camoniana da Biblioteca Nacional, referindo todas as edições e traduções da obra de Camões existentes ao tempo.”
Nota: Foram publicados 3 volumes da colecção Galeria de Varões Ilustres de Portugal: o presente, consagrado a Camões, e os volumes II e II, inteiramente dedicados a Vasco da Gama.
Exemplar encadernado em meia de pele com ferros a ouro na lombada; s/ capas de brochura.
Bom estado geral de conservação; páginas algo oxidadas.
Invulgar, com interesse histórico.
20€

06 abril, 2012

UMA HORA DE JORNALISMO : aspectos anedoctas e inconfidências da vida profissional. Lisboa, Edição da Caixa de Previdência do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa, MCMXXVIII. In-8º grd. (24cm) de [12], 221, [7] p. ; il. ; E.
Edição ilustrada com as caricaturas dos autores dos textos e vinhetas finais - a assinalarem, respectivamente, o ínicio e o final dos capítulos -, da autoria de Amarelhe, Valença, Bernardo Marques, António Ascenco, etc. 
Excelente conjunto de testemunhos de uma época, escritos por profissionais da escrita; especial relevo para o relato vivo de um protagonista - Álvaro Maia - da detenção dos jornalistas presentes na redacção do «A Restauração», em 1914, quando se defendiam dos salteadores republicanos, e para o testemunho presencial do assassinato de Sidónio Pais, e a morte do “Rei”, na mesma ocasião, na sequência do atentado.
“Este livro é apenas uma humaníssima obra de solidariedade. Vejam-no assim os que o lerem e criticarem. Nestas páginas, onde alguns jornalistas deixaram, com o seu carinho, uma parcela do seu talento – há de tudo. Nelas se encontram emoção e irreverência, desabafos sinceros e críticas mordazes… […] Aqui, encontrará o leitor curioso aspectos da vida das gazetas, episódios inéditos de reportagens, confidências e, sobretudo, recordações, que emprestarão a esta obra o carácter dum volume de «memórias», sem a monotonia desses trabalhos.” (excerto da apresentação)
Contributos: Acúrcio Pereira; Alfredo da Cunha; Álvaro Maia; Amadeu de Freitas; Armando Boaventura; Artur Portela; Augusto de Castro; Avelino de Almeida; Belo Redondo; Camara Lima; Carlos Faro; Eduardo Fernandes (Esculápio); Eduardo Frias; Eduardo de Noronha; Feliciano Santos; Ferreira de Castro; Hermano Neves; João Rodrigues Consolado; Joaquim Leitão; Joaquim Manso; José Joaquim de Almeida; José Pontes; José Sarmento; Julião Quintinha; Júlio de Almeida; L. Consiglieri Sá Pereira; Luís Derouet; Luís Teixeira; Luís Trigueiros; Machado Correia, Magalhães Lima; Mario Martins; Mayer Garção; Norberto de Araújo; Norberto Lopes; Pinto Quartim; Raúl Brandão; Reinaldo Ferreira (Repórter x); Rocha Martins; Rogério Perez; Santos Tavares; Silva Passos; Trindade Coelho; Vieira da Rosa; Vitorino Nemésio.
Encadernação inteira de sintético; conserva as capas de brochura.
Bom exemplar; assinatura possessória no anterrosto e na 1ª p. texto.   
Invulgar.  
Indisponível

05 abril, 2012

QUARESMA, José Simões - ALBERGARIA, HOSPITAL E E MISERICÓRDIA DE ALDEIA-GALEGA DO RIBATEJO. Apontamentos e lembranças para a sua história por... [S.l.], Edição do Autor, 1948. In-8º grd. (24cm) de 91, [5] p. ; B.
Excelente monografia, na 1ª parte da obra o autor inclui um interessante estudo onomástico relativo às origens do nome Aldeia-Galega do Ribatejo que, lamentávelmente (de acordo com o autor), seria alterado, em 1930, para a actual denominação "Montijo".
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar, com interesse histórico e regional.
                                  15€

04 abril, 2012

CONSIGLIERI, Carlos & ABEL, Marília - A TRADIÇÃO CONVENTUAL NA DOÇARIA DE LISBOA. Sintra, Colares Editora, 1999. In-8.º (22,5cm) de 204 p. ; mto il. ; B.
Capa: «Anunciação» por Agostino Masucci (1742).
1.ª edição.
Muito ilustrada com belíssimos desenhos no texto e em página inteira.
"Quando se fala hoje em doçaria, nas suas origens e espécies, são inevitáveis as referências à tradição conventual. Os conventos foram - não há dúvida - os grandes responsáveis pela difusão de receitas (ou de nomes) que circulam no nosso quotidiano."
(Excerto da introdução)
Exemplar em bom estado de conservação.
Com interesse histórico e gastronómico.
Indisponível
NOVENA // DO // GLORIOSO PATRIARCA // S. DOMINGOS // DE GUSMÃO, // Fundador da sagrada Ordem dos // Prégadores, // Ordenado por seus indignos filhos os Reli- // giosos dos Convento de Lisboa, // E OFFERECIDA AO // SERAFICO PATRIARCA // dos Frades Menores // S. FRANCISCO // DE ASSIS. // LISBOA, // Na Officina de Miguel Manescal da Costa, // Impressor do Santo Officio. // Anno M. DCC. LIV. // Com todas as licenças necessarias.
Encadernação inteira de pele com ferros a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação; canto inferior dto da pasta anterior com desgaste; apresenta manchas de humidade em tom rosa (ténue), sobretudo nas primeiras páginas.
Raro.
40€
MACEDO, Jorge Borges de - HISTÓRIA DIPLOMÁTICA PORTUGUESA : CONSTANTES E LINHAS DE FORÇA. [Lisboa], Edição da Revista «Nação e Defesa» : Instituto de Defesa Nacional, 1987. In-8º (21cm) de XVI, 387 p. ; B. Colecção Defesa Nacional, 1
1ª edição
A presente obra abarca o período da História de Portugal do reinado de D. Afonso Henriques até ao Congresso de Viena de 1815. 
"Uma das obras que melhor ilustra o epitáfio Historiador e Pedagogo do Professor Jorge Borges de Macedo, esta história da diplomacia portuguesa teve o objectivo de analisar, sob o ponto de vista da geopolítica, a sequência de situações em que Portugal esteve inserido e referir as soluções que, em face delas, os seus responsáveis - usando os recursos de que dispunham - foram capazes de estabelecer e impor. O seu objectivo principal era a administração realista, mas orientada pela vontade política, desses recursos, com vista à defesa da independência e da segurança nacionais."
Jorge Borges de Macedo (1921-1996). Professor universitário e historiador português nascido em 1921 e falecido em 1996. É um especialista da Época Moderna, sobretudo na área da História Económica, e na evolução da historiografia portuguesa, tendo publicado entre muitas outras obras, A Situação Económica no Tempo de Pombal (1951), Problemas de História da Indústria Portuguesa no Século XVIII (1963) e História Diplomática Portuguesa: Constantes e Linhas de Força (1987). Foi também diretor da Torre do Tombo. 
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
15€

01 abril, 2012

POSTURA SÔBRE AFERIÇÕES DE PESOS E MEDIDAS. Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa : Serviços de Aferições : Serviços Industriais da C. M. L., 1938. In-8º (16,5cm) de 35 p. ; B.
Exemplar brochado, com orifícios (de arquivo?) na capa e selo na capa posterior.
Bom estado de conservação.
Curioso, com interesse olisiponense.
10€
ARRIAGA, Manuel d’ – NA PRIMEIRA PRESIDENCIA DA REPUBLICA PORTUGUEZA : um rapido relatório. 2.º milhar. Lisboa, Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira, 1916. In-8.º (21,5cm) de 304 p. ; E.
1.ª edição.
Assinatura de posse de Bento Roma*, com a indicação “Chaves” manuscrito por baixo do nome, na capa de brochura e na f. rosto.
*Coronel Bento Esteves Roma (1884-1953), militar português, à época major, integrou o CEP na Flandres, durante a 1ª Guerra Mundial, onde  foi distinguido por actos de bravura; feito prisioneiro na Batalha de La Lys, a 9 de Abril de 1918, seria libertado após o armistício.
Manuel de Arriaga (1840-1917). "Foi o primeiro Presidente da República de Portugal, eleito em Agosto de 1911. “Filiado no Partido Republicano Português, pertencia ao Directório quando rebentou a revolta de 31 de Janeiro de 1891, mas não foi incomodado pelas autoridades. Nesse mesmo ano candidatou-se a deputado pela Madeira tendo sido eleito. Passados alguns anos voltou a assumir funções parlamentares, distinguindo-se na luta contra as instituições monárquicas e contra a corrupção. Entretanto participou activamente em comícios que se realizavam em Lisboa e os seus discursos inflamados contribuíam para aumentar o número de adeptos à causa republicana. Depois do 5 de Outubro foi deputado às Constituintes e, no dia 24 de Agosto de 1911, tomou posse do cargo de Presidente da República. O seu mandato foi muito agitado e cheio de dificuldades porque os diferentes partidos republicanos que então se formaram não se conseguiam entender. Além disso, instalou-se um clima de grande agitação social tendo havido também tentativas de reposição da monarquia. Greves, tumultos, insegurança levaram a sucessivas quedas do governo. Só entre 1911 e 1914 tomaram posse oito governos. Em Janeiro de 1915, Manuel de Arriaga dissolveu o parlamento e consentiu que se instalasse a ditadura de Pimenta de Castro. As reacções não se fizeram esperar. Os opositores reuniram-se, o Presidente da República foi declarado fora da lei e, logo em Maio, rebentou uma revolução que repôs a ordem democrática e o forçou a demitir-se.” Ao abandonar a Presidência da República, Manuel de Arriaga dedicou-se à escrita; em 1916 publica a presente obra - “Na Primeira Presidência da República Portuguesa : um rápido relatório” - onde procura justificar o seu rumo político até à sua demissão.
“O receio de desaparecermos, dum momento para outro, devido á nossa muita edade e ao estado muito precario da nossa saude, e o desejo de deixarmos esclarecidos os factos mais importantes da nossa magistratura, para evitarmos interpretações erradas e falsas criticas, levaram-nos a escrever rapidamente este relatorio com auxilio, apenas, d’alguns documentos, cujas copias possuimos, e da nossa memoria já enfraquecida.”
(Excerto da nota de abertura)
Exemplar encadernado em meia de pele com ferros a ouro na lombada; conserva as capas de brochura.
Bom estado de conservação.
Invulgar, com interesse histórico.
Indisponível