À NAÇÃO - ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA-COIMBRA. [Coimbra], Associação Académica de Coimbra, 1969. In-fólio (34x22,5 cm) de 10 p. (inc. capa) ; B.
1.ª edição.
Folheto histórico, policopiado. Trata-se do comunicado-protesto justificativo dos estudantes de Coimbra face aos acontecimentos que tiveram início a 17 de Abril de 1969, e que abalaram o Estado Novo. A 6 de maio o governo mandou encerrar a Universidade e cancelar a Queima das Fitas. O cerco incluía carros e GNR a cavalo. O presente opúsculo foi concebido e distribuído em 7 de Maio - no dia seguinte a estes eventos.
"A crise começou no dia 17 de Abril de 1969. Os estudantes pretendiam intervir durante a inauguração do edifício das matemáticas e o presidente da Direção Geral da Associação Académica, Alberto Martins, pediu a palavra, mas foi impedido de o fazer.
Os estudantes, que já estavam em protesto exigindo a reintegração de professores e a democratização do ensino superior, tomaram conta da sala onde decorria a inauguração. A crise agudiza-se nas horas e dias seguintes com a prisão de vários dirigentes académicos e a ocupação de Coimbra por forças militares e policiais.
O Ministro da Educação e o reitor acabariam por se demitir, mas vários estudantes da academia seriam forçados a integrar as forças armadas, seguindo para a guerra do ultramar."
Os estudantes, que já estavam em protesto exigindo a reintegração de professores e a democratização do ensino superior, tomaram conta da sala onde decorria a inauguração. A crise agudiza-se nas horas e dias seguintes com a prisão de vários dirigentes académicos e a ocupação de Coimbra por forças militares e policiais.
O Ministro da Educação e o reitor acabariam por se demitir, mas vários estudantes da academia seriam forçados a integrar as forças armadas, seguindo para a guerra do ultramar."
(Fonte: https://ensina.rtp.pt/artigo/a-crise-academica-de-1969-17-de-abril/)
"Acontecimentos de magna importância para a vida nacional ocorrem em Coimbra desde 17 de Abril do ano corrente.
A Nação, porém, só passados treze dias obtém do Governo, por intermédio do Ministro da Educação Nacional, uma informação que até o cidadão mais desprevenido considerou tardia, suspeita e tendenciosa.
Tardia porque a Nação tem o direito de ser informado diariamente não apenas das transferências futebolísticas mas, principalmente, daqueles acontecimentos que ferindo os seus órgãos vitais mais afectam a sua fisiologia dinâmica. A informação do País não mais pode ficar dependente de simples critérios de oportunidade política; de um simples "achar vantajoso-ministerial" sob pena de grave ofensa do direito à informação, sob pena do descrédito da nossa imprensa, sob pena de se facilitar o boato de tão graves consequências."
(Excerto de I - Introdução)
Índice:
I - Introdução. II - Antecedentes. III - O dia 17 de Abril de 1969. IV - Conclusões de interesse nacional: 1.º - Reforma global do ensino; 2.º - Independência-autonomia; 3.º - Auto-gestão; 4.º - O reconhecimento da utilidade social do estudante; 5.º - Educação permanente; 6.º - Democratização do ensino.
Exemplar em brochura, bem conservado. Apresenta vinco ao centro.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
30€
Reservado

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