Ilustrações de Roberto Nobre R. Migueis e Saavedra Machado.
Curiosa paródia do autor a personalidades alemãs das mais diferentes áreas, tendo a Grande Guerra como pano de fundo.
Livro ilustrado com duas fotogravuras em página inteira com o título "Flandres martir (1914-1918)", reproduzindo uma fotografia do autor - «A igreja de Richbourg S. Vaast, destruida pelos alemães» e o «desenho de um combatente», e 5 caricaturas intercaladas no texto.
"Esta colectânea de algumas das mais arrojadas afirmações da mentalidade alemã, principalmente do último meio século, e a que, dado o caracter de indiscutivel sinceridade com que na grande nação eram colectivamente admitidas, não podemos deixar de dar o titulo de "maximas", é não só uma fotografia, diga-se de passagem, execravel, da alma sanguisedenta da velha raça, mas a própria e insofismável demonstração de que a Alemanha, ao desencadear da recente guerra, estava de ha muito moral e e materialmente preparada para um grande conflicto de potências, de cuja victoria, que reputava "infalivelmente" sua, esperava sair "soberana" absoluta, não já sómente da Europa, mas "de todo o mundo"..." (Prólogo)
Mateus Martins Moreno Júnior (1892-1970). Natural de Faro. “A
paixão pela cidade que o viu crescer e pelo Algarve revelaram-se logo na mocidade,
através da participação na imprensa e no movimento associativo locais. Presidiu
à Academia do Liceu de Faro, onde fez estudos preparatórios. Fundou, em Outubro
de 1911, o quinzenário académico A Mocidade, sendo da sua lavra a rubrica
«Horas líricas», onde publicou muita poesia.
Em finais de 1914, Mateus Moreno veio para Lisboa para
frequentar o curso de Matemáticas da Faculdade de Ciências. Terá sido essa a
razão da transição da redação, administração e impressão da Alma Nova para a
capital.
Nem mesmo a sua mobilização, em 1917, e ordem de marcha para
França, incorporado no C.E.P., como alferes miliciano de artilharia de
campanha, conseguiram interromper a atividade como escritor e como diretor da Alma
Nova. No entanto, não é de excluir que as dificuldades que a revista registou no
cumprimento da periodicidade, no final de 1916 e início do ano seguinte, se
ficassem a dever, entre outras causas, à ausência de Mateus Moreno.
Redigiu e publicou alguns livros sobre o conflito militar e
estudos técnicos sobre a sua arma, que foram apreciados pela hierarquia do
exército. No que se refere à Alma Nova aí foram publicadas 5 cartas com as suas
impressões da viagem e da chegada a França.
Terminada a guerra, Mateus Moreno optou pela carreira militar frequentando a Escola de Guerra. Também fez o Curso Superior Colonial, em resultado do qual obteve algumas missões em Angola e desempenhou diversos cargos. Atingiu o posto de Major em 1942.”(Fonte: https://research.unl.pt/files/3627477/CMF_Anais_de_Faro_2017_miolo_10_A._Paulo_Dias_Oliveira_1_1_1_.pdf)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito raro.
Esta edição não se encontra recenseada pela BNP.
Indisponível
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