25 dezembro, 2013

[KEMPIS, Tomás de] – IMITAÇÃO DE N. S. J. C. Direcção literária de Plínio Salgado. Orientação artística e ilustrações de António-Lino. [Lisboa], Editorial Verbo, 1962. In-4º grd. (28cm) de XXXV, [1], 310, [6] p. ; mto il. ; E.
A Imitação de Cristo é uma obra intemporal, clássico da literatura religiosa. Para esta edição recorreram os realizadores ao texto da tradução de Frei António de Pádua e Bellas, religioso da Arrábida, segundo a edição de 1791, da Tipografia Rolandiana, de Lisboa, revista, actualizada e prefaciada por Plínio Salgado.
Edição luxuosa, impressa em papel encorpado, profusa e superiormente ilustrada por António Lino.
“Desde o seu aparecimento, este misterioso livro tornou-se contemporâneo de todos os séculos. Foi escrito para o Homem e, por conseguinte, a sua importância permanece enquanto existirem homens sobre a Terra. Em suas páginas se encontra a medida das acções humanas, segundo a interpretação das realidades actuais e o sentido de um destino eterno. […] A Imitação de Cristo oferece-nos a imagem do Homem segundo as realidades da sua vida interior e segundo as realidades do mundo exterior. É um ente equilibrado, que deve procurar equilibrar-se no conjunto dos seus semelhantes e na própria harmonia universal. […] Escreve-a Kempis num dos momentos mais tumultuosos da história da Europa: a transição da Idade Média para o Renascimento, nesse século XV assinalado por crises religiosas, pela retomada dos filósofos gregos longamente esquecidos, pela transformação das artes, pelo alvorecer da ciência e bruxulear das primeiras centelhas do racionalismo. É também a época das navegações, em que emerge a figura gigantesca do Infante de Sagres e a curiosidade dos homens se volta para os mares desconhecidos, as terras e os povos até então ignorados pelas cartas geográficas.
A Imitação de Cristo é dividida em quatro livros: o primeiro trata da Vida Espiritual, ministrando ao leitor conselhos úteis; o segundo da Vida Interior; o terceiro da Consolação Interior, e o quarto é uma exortação à prática da Santa Comunhão.”
(excerto do prefácio)

Tomás de Kempis (1380-1471). “Monge e escritor alemão, Tomás de Kempis nasceu em 1380, em Kempen, na Renânia do Norte (perto de Colónia), faleceu a 24 de julho de 1471, no Mosteiro de Santa Inês. Aos 12 anos, foi estudar para a escola de Deventer, na Holanda. Durante os seus estudos em Humanidades, Tomás de Kempis revelou muito talento na transcrição de manuscritos. Concluída a sua formação, em 1399, o jovem foi admitido no grupo Irmãos Regulares da Vida em Comum que, ainda sem instalações definitivas, viviam no Monte de Santa Inês (ou St. Agnès), perto de Zwolle, na Holanda, onde o seu irmão era prior. Sob a direção do prior Florencio Radewijn, Tomás de Kempis iniciou uma vida de pobreza, castidade, devoção e obediência, em comunidade, tendo feito votos de noviço apenas em 1406 e, sido ordenado padre em 1413, um ano depois de ter sido edificada a igreja daquela comunidade religiosa. Mais tarde, foi eleito subprior, mas devido a um exílio da comunidade, entre 1429 e 1432, Tomás de Kempis exerceu durante pouco tempo essa função. Durante esse período, esteve com o irmão num convento perto da cidade holandesa de Arnhem, onde este veio a falecer em novembro de 1432. De regresso ao Monte de Santa Inês, Tomás de Kempis foi reeleito subprior, em 1448, permanecendo nessas funções até ao final da sua vida. Tomás de Kempis produziu cerca de quarenta obras representantes da literatura devocional moderna. Destaca-se o seu livro mais célebre, Imitação de Cristo, composto por quatro volumes, no qual apela a uma vida seguida no exemplo de Cristo, valorizando a comunhão como forma de reforçar a fé.” (in infopedia)
Encadernação inteira de pele com dourados gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

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