19 abril, 2023
18 abril, 2023
17 abril, 2023
"D. Thomaz de Mello ha de ser para o futuro uma das figuras legendarias do nosso tempo. A sua paixão pela aventura, o seu odio pelo convencional, o arrojo das sua idéas, a tranquillidade com que affrontava os acasos, os perigos muitas vezes de uma existencia nomada para fugir da trivialidade da vida monotona das salas, tudo isso deu-lhe até certo ponto o caracter de um heróe de Murger."
Tomás de Melo (na grafia de então, Thomaz de Mello) (1836-1905). Foi um escritor português, casado com D. Maria de Jesus de Bragança, filha ilegítima de D. Miguel I. Sobre a sua conduta de bon vivant e bom garfo lemos na revista O António Maria:
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
16 abril, 2023
15 abril, 2023
14 abril, 2023
13 abril, 2023
A relevância de Teodoro de Almeida ficou também expressa pela sua obra devocional ou de incidência moralista, cujo exemplo mais conhecido é o Feliz Independente do Mundo e da Fortuna (1779).
Após o seu regresso do exílio, em 1778, [após a morte de D. José I e o afastamento do Marquês de Pombal], Almeida integraria o grupo fundador da Academia das Ciências de Lisboa, tendo então proferido a polémica Oração de Abertura da Academia."
12 abril, 2023
11 abril, 2023
1.ª edição.
Livro de contos, superiormente ilustrado por alguns dos mais reputados mestres-pintores da época.
"Desde que o romance deixou de ser o producto de uma fantasia e passou a stereotypar nas paginas de um livro o documento humano, colhido na flagrante observação do caso vivido, é evidente que o romancista preoccupa-se, acima de todas as cousas, em incutir aos que o lêem a confiança na veracidade da sua narrativa... [...]
O romance experimental de Zola, o vigoroso escalpelisador da alma moderna... [...] O romance de Eça de Queiroz, o grande psychologo portuguez, nada mais intenta do que stenographar a vida real, fixando-a nas suas actualidades, com physionomias conhecidas, casos e ocorrencias, que nos dêem a sensação de estarmos aspirando a tristesa ambiente, inherente á nossa imperfeita existencia humana. [...]
Todas estas considerações e outras, que facilmente se deduzem, fizeram com que eu hesitasse durante alguns annos, antes de entregar á publicidade Drama de uma alma, isto é a historia real e humana de um martyrio obscuro, occulto ha muito sob a pedra de um tumulo remoto."
(Drama de uma alma, excerto do proémio)
"O conde Roberto descendia da casa dos morgados de Vinhal, primeira nobreza de Traz-os-Montes. Viuvo, novo, e rico, todos os seus cuidados e affectos absorveram-se em uma filha, unica flôr de neve desabrochada nas cinzas da sua felicidade.
Estella herdara de sua mãe a belleza loira, o perfil hellenico, a alvura lirial e a suavidade do sorriso, attenuando a altivez innata e o grande ar imperativo, caracteristicos de uma raça patricia. E do pae herdára tambem a esthesia caprichosamente artistica, refractaria ao jugo das convenções, a estatura esbelta e ondulante, o tic de excentricidade, a generosidade inexgottavel e a sede de imprevisto, traduzindo-se no amor das viagens.
Concluida a sua educação, de uma complexidade rara em uma senhora portugueza, profundamente intelligente e superiormente instruida, formosa como a visão etherea de um poeta, espirituosa como uma parisiense, distincta no seu vulto esguio de estatueta como uma princeza de sangue real, Estella fez sensação, a primeira vez, que, pelo braço do pae, entrou nas salas de Lisboa."
(Drama de uma alma, excerto do Cap. I)
Indice:
I - Á tua memoria [Dedicatória]. II - Flavia. III - Amor sonhado. IV - Diario de uma complicada. V - Drama de uma alma. VI - Visão do amor no seculo xx. VII - Joanna de Goerschen.
Encadernação em tela, verde, com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Raro.
10 abril, 2023
09 abril, 2023
07 abril, 2023
06 abril, 2023
"Vai lindo o sol da Flandres. - Sob um céu de anil
Dormem, entre a metralha, os Soldados de Abril.
Restos de canhões... Terra revolvida... Sangue...
Corpos esfacelados... tudo em monte. Exangue
Jaz completo ainda êste ou aquele soldado.
Vê!... Quem será aquele? tão desfigurado...
Olha aquel'outro - além! Dorme?... Sonha talvez?...
Restos sagrados são do Sector Português.
[...]
E, à noite, ao voltar do trabalho,
Era manhã se sol perolada de orvalho
O rosto do bom povo. A Pátria já em festa;
Sinos a repicar; ensaios na orquestra;
Te Deums e foguetes no vale e na serra...
Meu velho Portugal, venceste a grande guerra!...
Mas... no solo da Flandres, sob um céu de anil,
Dormem, entre a metralha, os Soldados de Abril."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.
Raro.
Indisponível




























