19 abril, 2023

NEMÉSIO, Elias -
GENTE DA SERRA.
Ensaio, sôbre o casamento, emmoldurado em quadros rústicos. Faro, Tipografia "União", 1931. In-8.º (21,5 cm) de [16], 270, [2] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Romance-ensaio em que o autor - "serrano" algarvio - se propõe analisar o casamento sob o ponto de vista dos valores tradicionais, da moral e dos bons costumes. Raro e muito interessante.
Livro ilustrado com bonitas gravuras assinalando o início e final de cada um dos 17 capítulos.
O assunto, que me propús estudar, o matrimónio, interessa a quasi todos, sobretudo à gente nova. Que rapaz ou rapariga não terá perguntado anciosamente:
- Devo ou não devo casar?
Estudando êste assunto, ao-de-leve, não tive só em vista proporcionar leitura interessante, mas também dar conselhos aos novos, que pensam em mudar de estado e falam do casamento, com a cabeça um pouco no ar, com muita fantasia, através dum céu límpido de noivado...
A matéria é vasta, desde o namôro, a parte poética, até aos deveres dos cônjuges e à grande e tremenda responsabilidade da criação e educação dos filhos - fim último do casamento, segundo o conceito cristão. No estudo do matrimónio encontram-se questões muito delicadas. Devia fingir que as ignorava? Não está muito no meu feitio fingir. Além disso, por êsse Algarve fóra, nos combóios e nas camionetas, onde quer que concorram rapazes e homens de poucos escrúpulos e até mesmo em reuniões de amigos defendem-se, eu sei, práticas opostas aos princípios da moral e aos interêsses da colectividade. E mesmo entre as raparigas, as raparigas que chegaram à idade de casar - diga-se a verdade! - quantas são as que não conhecem, teoricamente as questões melindrosas do casamento?
Embora dos rapazes nenhum ignore o que vai encontrar nas páginas da Gente da serra (não sou tão pessimista como um velhote que me dizia: Estes negregados, os moços de agora, ainda não andam e já andam com malícia...) e das raparigas sejam raríssimas as que não o tenham aprendido em conversas com amigas mais velhas ou já casadas."
(Excerto de Carta-prólogo)
"Nem viv'alma passava pelas ruas ladeirentas e mal calcetadas da vila. O quarto crescente da lua desaparecêra já por detraz do Castelo. As lindas moiras encantadas, no dizer de pessoas antigas, pelas horas mortas da noite, saíam da cisterna e do corredor subterraneo que a ligava com a Fonte das Mentiras e, enquanto penteavam os seus lindos cabelos de agarenas, iam cantando a sua desdita, em melodias repassadas de tristeza e de saudade. [...] A noite ia envolvendo toda a vila no seu manto que aumentava a negregura á medida que a lua ia desaparecendo por detraz das muralhas velhissimas e torres esboroadas. Em todo o anfiteatro, tinham-se apagado as ultimas luzes. Apenas da janela do quarto de Júlio Fernandes, uma claridade mortiça, irradiando de um candieiro de azeite, saía a medo para o escuro da noite e espreitava os misterios daquele silêncio de necrópole. [...]
Sobre a ponte, com um pé fincado no parapeito e o cotovelo apoiado no joelho, José Costa, ou Zé Gordo, como era mais conhecido, olhava para o pégo, demoradamente. 
Adivinhava-se com facilidade que estava sofrendo nalma a amargura de quem se vê abandonado e, mais que abandonado, desprezado.
Quando o coração sangra, o fantasma da morte surge e, passando pelos olhos dos infelizes numa vertigem, procura seduzi-los, arrastá-los, prometendo-lhes alivio ao duro sofrer..."
(Excerto do Cap. I)
Manuel Francisco Pardal (Aljezur, 1896-1979). "Foi um religioso, professor e escritor português, sendo considerada a mais importante figura no concelho de Aljezur na época contemporânea. Ocupou altos cargos na Igreja Católica, chegando a ser nomeado Monsenhor pelo Papa João XXIII. Notabilizou-se como orador, tendo pregado em várias freguesias no sul do país, mas também em Lisboa, Fátima e Lourdes. Foi professor em Faro, no Seminário de São José, no Liceu Nacional, e na Escola Tomás Cabreira. Distinguiu-se igualmente como jornalista, tendo dirigido o periódico diocesano Folha de Domingo, onde escreveu durante cerca de meio século, e como escritor, tendo publicado três livros: Razões da minha razão, Menina das Águas Frias, e o romance Gente da Serra. Este último foi editado em Faro (1931), com o pseudónimo Elias Nemésio, e é um testemunho da vida quotidiana das populações no concelho de Aljezur no início do século XX, sendo considerada a sua obra principal."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação em percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura anterior.
Exemplar em bom estado de conservação. Capa apresenta falha de papel no canto superior direito.
Raro.
Indisponível

18 abril, 2023

XAVIER, Alberto -
POLITICA REPUBLICANA EM MATERIA ECCLESIASTICA.
(Estudo sociologico e juridico dos textos legislativos). Lisboa, Lamas & Franklin, 1912. In-8.º (20,5 cm) de 334, [2], XV, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Importante estudo publicado pouco tempo após a aprovação de legislação republicana que consagrou a separação da Igreja do Estado.
"Singulares circumstancias suggeriram em mim a idéa de escrever este livro.
A paz e a harmonia, a calma e a concordia, tantas vezes mantidas no seio da grande familia republicana portugueza, nas horas difficeis e graves da sua historia, toda feita de sacrificios abnegados e de dedicações heroicas, - soffriam fundos abalos alguns mezes após o 5 d'outubro, mórmente a propostito da eleição presidencial em agosto de 1911.
Uma surda e insensata campanha de descredito e de odios pessoaes se fomentava pelos bastidores da politica, progredia, tomava vulto e vinha afinal é supuração na Imprensa diaria, entrando no dominio publico. E n'essa corrente de despeitos mutuos inconfessaveis, de incompatibilidades pessoaes irreductiveis, não se receou ferir no combate violento e aggressivo, as proprias leis republicanas, algumas das quaes sem duvida importantes, mesmo fundamentaes como esteio e inicio d'uma nova era fecunda de emancipação e de justiça que havia inspirado toda a propaganda preparatoria da Revolução, justificando-a.
Um dos diplomas visados no ataque, foi o que separou as Igrejas do Estado. Vindo instaurar em Portugal um regimen de completa liberdade religiosa, inedito na historia da nossa nacionalidade, esse documento legislativo, tendo principalmente por fim garantir a legitimidade de todas as religiões, sem privilegios para qualquer d'ellas ou exclusão propositada para alguma, é ao mesmo tempo uma arma legal de defeza politica das instituições contra as ambições de poder da Igreja Catholica, pretendida aggremiação temporal.
O clericalismo é o nosso fundamental inimigo. Na fronteira é ainda o clericalismo que fomenta a guerra civil e a restauração.. No interior o clericalismo continua senhor do confessionario e o espirito clerical predomina no seio das familias."
(Excerto da Justificação)
Indice Geral:
Justificação | Uma vista de conjuncto | I - A Separação: Causas Juridicas - Causas occasionaes. Um confronto de textos. II - Politica anti-clerical. III - Principios: A liberdade religiosa. Liberdade de consciencia - Liberdade de cultos. IV - Principios: A liberdade de ensino. Ensino racionalista - Ensino confessional. V- Principios: Liberdades de reunião e de associação. Corolarios: O culto publico e as corporações cultuaes. | Acclarações necessarias.
António Maria Eurico Alberto Fiel Xavier (Goa, Nova Goa, 1881-? ). "Foi um político, advogado, jornalista português. Pertenceu à Maçonaria, tendo sido iniciado em data desconhecida de 1906 na Loja Pátria, afecta ao Grande Oriente Lusitano Unido, com o nome simbólico de Robespierre. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1908, participando na Greve Académica de 1907. Exerceu Advocacia em Lisboa e dedicou-se ao Jornalismo. Já depois da Revolução de 5 de Outubro de 1910, exerceu as funções de Administrador do 4.º Bairro de Lisboa, Secretário-Geral do Ministério das Finanças e Director-Geral da Fazenda Pública. Dirigiu o "Diário da Tarde" e colaborou em vários outros periódicos. Foi eleito Deputado nas eleições extraordinárias de 1913, em 1915, em 1919, 1921 e 1922 pelo Círculo Eleitoral de Estremoz, transitando das listas do Partido Democrático para as do Partido Reconstituinte na década de 1920. Em 1924 exerceu, por algum tempo, o cargo de Administrador Geral da Casa da Moeda. A transição da República para o Estado Novo, não diminuiu a sua intervenção junto do Poder, visto que se tornou um dos colaboradores de António de Oliveira Salazar, quando este geriu a pasta do Ministério das Finanças. Entre 1933 e 1947, foi Juiz Conselheiro do Tribunal de Contas, cargo do qual se reformou voluntariamente. Entre 1940 e 1947, foi Comissário-Adjunto do Governo na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses. Ocupou, ainda, a Presidência do Conselho Fiscal da Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência, e das Lotarias da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Publicou diversos trabalhos de ensaio, Direito, Política, literatura, etc."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas enrugadas por acção da humidade. Sem f. ante-rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

17 abril, 2023

MELLO, D. Thomaz de - MODESTA : memorias de um degredado. Romance original. [Introdução de Pinheiro Chagas]. Lisboa, Typ. Modesta, 1874. In-8.º (17,5 cm) de 262 p. ; E.
1.ª edição.
Obra típica do Romantismo, de acordo com Pinheiro Chagas (na introdução), redigido em "estylo brando e ameno, muitas vezes humedecido de lagrimas", e reforça: "ha commoção sincera na historia de Martha, a victima infeliz dos zelos de uma fidalga".
Romance de época, raro e muito curioso, oferecido pelo autor ao poeta Bulhão Pato. A história será verídica, elaborada a partir de um manuscrito entregue a D. Tomás de Melo por um seu amigo, proprietário no Alentejo: "Estes papeis, disse elle, foram dados em Loanda a um sobrinho meu, pela propria pessoa que os escrevêra. Esse individuo, dois mezes depois tomou tal porção de veneno, que d'ali a instantes era cadaver!"
"D. Thomaz de Mello ha de ser para o futuro uma das figuras legendarias do nosso tempo. A sua paixão pela aventura, o seu odio pelo convencional, o arrojo das sua idéas, a tranquillidade com que affrontava os acasos, os perigos muitas vezes de uma existencia nomada para fugir da trivialidade da vida monotona das salas, tudo isso deu-lhe até certo ponto o caracter de um heróe de Murger."
(Excerto da Introducção)
"Havia dois annos que eu tinha sepultado a minha felicidade no fundo de um valle circumdado por montanhas tristes e melancolicas para todos, menos para mim que as estremecia como a unica recordação de um passado cheio de espinhos e saudades!
Foi ali que sentira pela primeira vez roçar-me a face o anjo das emoções divinas para me chamar á vida do coração; existencia com que eu sonhava, quando refugiado no mais recondito da minha solidão, pedia a Deus um raio de luz, para, iluminando-me o espirito, me substituir por flores, as usnas que se prendiam ás ruinas do meu pensamento.
Tinha eu então vinte annos. Amara pela primeira vez! As rosas d'aquelle afecto, cahiram como as folhas no outomno. Seccas e desfolhadas, teceu-as o tempo n'um diadema de espinhos, que mais tarde, havia de coroar esta fronte de martyr!"
(Cap. I)
Tomás de Melo (na grafia de então, Thomaz de Mello) (1836-1905). Foi um escritor português, casado com D. Maria de Jesus de Bragança, filha ilegítima de D. Miguel I. Sobre a sua conduta de bon vivant e bom garfo lemos na revista O António Maria:
"Quem o não conhece, ao D. Thomaz de Mello, como um dos mais patuscos, mais curiosos, mais attrahentes typos d'essa bohemia de melhores tempos que lhe valeu agora, em boas reminiscencias, um alegre livro?! Quem o não conhece, ao da grande pera e mais o grande bigode, grande chapeu desabado e grande pança cahida, dilatada por quantas ceias e idas ás hortas memoraveis de que nos falla a Historia, e em que elle tomou parte, denodadamente, em tremendissimas pandegas de estalo!"
Foi autor dos seguintes livros: Cenas de Lisboa (1874); Modesta: memórias de um degredado (1874); O Conde de S. Luís (1874; 2.ª ed. 1903); A espera de touros em Carriche (1879); Boémia antiga (1897); Contos e casos (1904); Recordando "O Negro de Alcântara": tragédia em 4 actos, paródia do "Otelo" (1904). Foi ainda proprietário da revista O reclamo: órgão da Agência Universal de Anúncios, publicada pela casa Júlio Rodrigues, em 1892."
(Fonte: wikipédia)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação.. Envelhecido; pastas gastas; trabalho de traça, marginal, na dedicatória; pequena falha de papel nas duas primeiras folhas da introdução; sem f. ante-rosto.
Raro.
Indisponível

16 abril, 2023

FESTAS DO OPERARIADO MONTEMORENSE.
Inauguração da casa da Associação Operearia, generosamente doada pelo ex.mo  sr. Joaquim José Faisca. [Preço 30 réis] - Montemór-o-Novo, 25 de Dezembro de 1905. [S.l.], Typ. "Santos" [Publicação editada pela Folha do Sul], 1905. In-8.º (19 cm) de 16 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo dedicado à inauguração da nova sede da Associação Operária, agremiação de Montemor-o-Novo.
O livrinho é preenchido na sua quase totalidade com os retratos - 1 por página - de  destacadas figuras da região que, de uma forma ou outra, estão ligadas à Associação, incluindo o retrato do benemérito doador Joaquim Faísca. Apenas a última página apresenta texto impresso, o Hymno do Operariado Montemorense, com versos de José d'Almeida e música do «Hymno do 1.º de Maio».
Na contracapa encontra-se reproduzida em fotogravura a nova sede da Associação.
Exemplar brochado, preso por agrafe, em bom estado geral de conservação. Com vincos e furos de arquivo.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
15€

15 abril, 2023

AMARAL, Dr. M. Almeida -
O TRATAMENTO CIRÚRGICO DAS DOENÇAS MENTAIS.
Pelo... Director da Casa de Saúde de Idanha (Hospital Psiquiatria), Director da Clínica de Neuro-Psiquiatria do Hospital da Marinha, Ex-Assistente da Psiquiatria da Faculdade de Medicina. Prefácio do Prof. Egas Moniz. Manuais Práticos de Medicina e Cirurgia. Lisboa - Barcelona, Livraria Luso - Espanhola, 1945. In-4.º (24 cm) de XV, 147, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio sobre a leucotomia - técnica operatória que notabilizou Egas Moniz - que prefacia o livro -, método "perfilhado", estudado e desenvolvido pelo autor, seu discípulo e admirador.
Trata-se de um trabalho baseado na sua tese de licenciatura - apresentada um ano antes à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa - intitulada O tratamento cirúrgico das doenças mentais : contribuição para o estudo dos resultados terapêuticos da leucotomia pré-frontal. Inclui relatório de 12 "casos" que o autor acompanhou de perto.
Livro ilustrado no texto com desenhos esquemáticos e fotografias de pacientes, antes e (ou) depois de submetidos à polémica cirurgia.
Exemplar muito valorizado pela extensa dedicatória autógrafa de Almeida Amaral, datada de 1945, ao seu colega e condiscípulo Dr. Américo de Assunção.
"O sr. Dr. Almeida Amaral tem sido, em Portugal, o grande paladino da leucotomia pré-frontal.
Desde que a realizámos acompanhou os nossos trabalhos com entusiasmo, procurando indagar os resultados obtidos.
Passou a dar aturado labor ao estudo psiquiátrico dos operados, seguindo-os com meticuloso cuidado, em repetidas e longas observações. Foi assim que se convenceu da importância do novo tratamento cirúrgico, cujos resultados não ofereciam dúvidas em certos casos. Com grande imparcialidade e justa apreciação, também verificou que, em alguns doentes, os benefícios não correspondiam à nossa expectativa. Fêz assim trabalho honesto e seguro, tendo-nos dado valiosa colaboração. Concorreu, ao nosso lado e de Almeida Lima, para que a operação merecesse, entre nós, a divulgação possível."
(Excerto do Prefácio)
Sumário: I - Introdução e história do método psicocirúrgico de Egas Moniz. II - Generalidades sobre a anatomia do lobo frontal: A) Limites macroscópicos; B) Arquitectura do cortex frontal; C) Substância branca. III - Generalidades sobre a fisiologia do lobo frontal: A) Experiências e observações em animais; B) Lesões traumáticas dos lobos frontais; C) Doenças dos lobos frontais; D) Tumores dos lobos frontais; E) Amputações do lobo frontal; F) Leucotomias e lobotomias pre-frontais: a) sintomas gerais; b) sintomas neurológicos; c) sintomas psíquicos. IV - Técnica operatória da leucotomia pre-frontal de Egas Moniz: A) Leucotomia; B) Técnica operatória de leucotomia; C) Injecções de alcool; D) Nova técnica de leucotomia frontal (Lobotomia de Freeman, bases de técnica; técnica operatória). V - Casos clínicos. VI - Sumário dos resultados. VII - Discussão e crítica do método empregado. VIII - Conclusões e considerações finais.
Manuel Almeida Amaral (1903-1960). "Médico, natural de Lisboa, nasceu a 12-03-1903 e faleceu a 15-05-1960. Formou-se na Faculdade de Medicina de Lisboa em 1926 com a tese de licenciatura "Tratamento Cirúrgico das Doenças Mentais". Dedicou-se à psiquiatria, tendo sido Assistente da respectiva cadeira em 1927.
Discípulo do Professor Sobral Cid, frequentou as mais importantes clínicas da especialidade em França, Espanha, Suíça, onde estudou a aplicação da ergoterapia nos hospitais de doenças mentais.
Médico da Armada, foi Chefe de Neuropsiquiatria do Hospital da Marinha em 1933 e instituiu a selecção psicotécnica na admissão dos futuros marinheiros. Director do Hospital Miguel Bombarda (hoje com o seu nome), onde imprimiu profundas transformações que muito melhoraram as condições de hospitalização e tratamento dos doentes alienados. Doutorou-se na Faculdade de Medicina de Lisboa em 1944. Foi Presidente da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria."
(Fonte: "Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa")
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam falhas de papel marginais.
Raro.
Com interesse histórico e clínico.
35€

14 abril, 2023

BAPTISTA, Augusto Soares de Sousa -
SÔZA.
[Por]... Do Instituto de Coimbra. Aveiro, [s.n. - Oficinas Gráficas da Coimbra Editora, L.da - Coimbra], 1955. In-4.º (24,5 cm) de 11, [1] p. ; B. Separata do vol. XXI do Arquivo do Distrito de Aveiro
1.ª edição independente.
Curiosa monografia histórica sobre Soza, castiça vila do concelho de Vagos - Aveiro.
"Entende cada um que a sua vila ou aldeia não é digna nem honrada e tiver as raízes à flor do tempo e, por isso, lhas mergulha nas mais distantes camadas, onde à luz titubeante da verdade nasce a História humana. Assim sucede a Sôza, assim acontece com todas. E. todavia, foi só a partir de 1088 que tivemos conhecimento da existência desta terra linda, que, no dizer errado de alguns de seus filhos, só dá mulheres feias. Já lá vão mais de oito séculos, mas o que é isso para quem foi buscar as suas origens para além dos Romanos?
Será assim? É o que vamos ver.
Em 1015 ou 1016 Afonso V de Leão decidiu-se  recuperar as terras dentre Douro e Mondego que desde 987 andavam em mãos de mouros governados pelo renegado Froila Gonçalves. O seu exército vitorioso entrou em Montemor e o Rei, pondo ali a Mendo Luz como governador fiel, voltou a Leão. Os mouros, porém, não se acomodaram com a derrota; reagiram e em consequência retirou-se Mendo Luz para as terras de Santa Maria; de novo recuaram as fronteiras dos estados cristãos, agora para uma linha que ia da foz do Vouga ao Caramulo, por entre as actuais Mealhada e Anadia, que naquele tempo ainda não existiam. Também o Vouga levava as águas directamente ao mar por ainda não estar formada aquela faixa de areia que o separa da ria. E foi assim que as terras da margem esquerda do Vouga, junto à sua foz, ficaram novamente sob a jurisdição mourisca, enquanto as da direita formavam, com as que ficavam a norte da linha acima referida, as Terras do Julgado de Vouga, sob domínio cristão."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
15€

13 abril, 2023

ALMEIDA, P. Teodoro de - THESOURO /  DE // PACIENCIA // NAS CHAGAS DE JESU CHRISTO, // OU // Consolação da alma attribulada // na meditação das penas do // Salvador, // OFFERECIDO // A JESUS // CRUCIFICADO. // PELO ... // Da Congregação do Oratorio de Lisboa. // LISBOA // Na Regi Officina Typografica. // M. DCC. LXXXIV. Com licença da Real Meza Censoria, // e Privilegio Real. // Vende-se na Portaria das Necessidades... In-12.º (16,5 cm) de X, 233, [1] p. ; E.
Obra do padre Teodoro de Almeida, das mais apreciadas da sua lavra, publicada pouco tempo após o seu regresso do exílio e várias vezes reeditada, sendo seu objectivo consolar os fiéis fazendo-os ver que o sofrimento universal não tem comparação com os padecimentos de Jesus Cristo.
"Todo este Mundo he hum valle de lagrimas, e de miserias: nascemos chorando; e em quanto não acabamos a vida, sempre temos motivos que nos obrigão a chorar. Por huma parte, se servimos ao Mundo, e as nossas proprias paixões, ordinariamente acontece que, desenganados com repetios desgostos, entre mil lagrima e queixas confessamos, que este Mundo he hum tyranno insupportavel: então conhecemos por experiencia qu as nossas paixões são como viboras venenosas, as quaes quanto mais alimentamos no proprio seio, tanto mais ferozes se fazem para nos morderem, e para nos introduzirem no coração hum insupportavel fel de amargura. Por outra parte, se servimos a Deos, achamos toda a terra como hum campo de batalha, e andamos cercados por toda a parte de inimigos que nos mortificão, e perseguem: se queremos fugir-lhe, basta o suto, a fadiga, a afflicção para nos fazerem derramar muitas e bem amargosas lagrimas; e se lhes não fugimos, as nossas lastimosas feridas nos dão motivos para derramas lagrimas de sangue. Por onde os que vivem afflictos são quasi tantos, como os que povoão a terra. Sendo logo preciso dar algum remedio a hum mal, que he commum, não achei outro mais suave, mais efficaz, , e mais prompto, do que a meditação dos tormentos, e afflicções de Jesus Christo; porque as Chagas do Senhor Jesus verdadeiramente são um Thesouro de Paciencia."
(Excerto do Prologo)
Pe. Teodoro de Almeida (1722-1804). "O padre oratoriano Teodoro de Almeida marcou de modo determinante o panorama cultural português da segunda metade do século XVIII. Professor de Filosofia natural, o seu papel como divulgador das ciências ficou demonstrado pelas obras que nos deixou: os dez volumes da Recreação Filosófica (1751-1800), os três volumes das Cartas Físico-Matemáticas(1784-1798) e vários textos relacionados com o que então se designava por filosofia natural.
A relevância de Teodoro de Almeida ficou também expressa pela sua obra devocional ou de incidência moralista, cujo exemplo mais conhecido é o Feliz Independente do Mundo e da Fortuna (1779).
Após o seu regresso do exílio, em 1778, [após a morte de D. José I e o afastamento do Marquês de Pombal], Almeida integraria o grupo fundador da Academia das Ciências de Lisboa, tendo então proferido a polémica Oração de Abertura da Academia."
(Fonte: https://www.portoeditora.pt/produtos/ficha/teodoro-de-almeida/11532224)
Encadernação inteira de pele com rótulo e ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Lombada apresenta uma ou outra falha de pele, sendo a mais evidente na extremidade superior.
Muito invulgar.
25€

12 abril, 2023

VIEIRA, Affonso Lopes - DA REINTEGRAÇÃO DOS PRIMITIVOS PORTUGUESES.
Conferencia realizada no Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa. Por... [Lisboa], Edição dos "Amigos do Mvseu", MCMXXIII. In-4.º (26 cm) de [2], 27, [3] p. ; [3] f. il. ; B.
1.ª edição.
Conferência subordinada ao tema do processo de restauro dos "Pintores Primitivos" - mestres cujo trabalho remonta à segunda metade do século XV - início do século XVI -, com especial relevância para o conhecido Nuno Gonçalves.
Livro ilustrado com três estampas hors-texte: Painel dos Cavaleiros (Nuno Gonçalves); Volante de um tríptico; Quadro de Gaspar Dias.
Tiragem especial de cincoenta exemplares rubricados e numerados. O presente encontra-se assinado a vermelho mas não numerado.
Exemplar de trabalho do autor, duplamente valorizado pelo seu autógrafo de posse - Affonso - na folha que precede a f. ante-rosto, tendo inscrito imediatamente por baixo do nome: "20 jan.º -  fev.º 1923".
O texto encontra-se rasurado e corrigido, de princípio a fim, incluindo os erros ortográficos que o tempo e a evolução linguística impuseram, contendo diversas notas nas margens e em rodapé, tudo escrito pelo punho do poeta. A data "1941" é repetida nas notas manuscritas, assim como, no início, uma referência às "capitulares" (letras de abertura) de O carácter de Camões, obra do autor publicada em 1941, o que nos leva a supor serem as notas e correcções desse ano. Os apontamentos em rodapé estão redigidos na 3.ª e na 4.ª pessoa: "o autor dêste livro" e (ou), referindo-se à arqueologia em geral e ao trabalho de restauração da Sé Velha de Coimbra pelo professor Gonçalves, "deixámos de pensar dêste modo, infelizmente o critério empregado na Sé Velha foi o tão acanhado e perigoso critério arqueológico, não o sentido estético que aspira a servir acima, acima de tudo...".
"Há oito anos tive a honra de falar nesta mesma sala, para celebrar, na grande presença dos Painéis de Nuno Gonçalves, essas obras que são a catedral da nossa Arte [Pintura].
De então para cá trouxe-nos o volver doloroso ou renascente dos dias, saüdades, anciedades, e também glórias e confôrto de trabalhos realizados em prol do património espiritual da Pátria. [...]
No longo intervalo a que eu me refiro não cessaram os trabalhos empreendidos àcêrca da nossa Pintura Primitiva, descobrindo-se muitos novos quadros, identificando-se pintores, ligando-se entre si as afinidades das oficinas produtoras, confirmando-se ou rectificando-se certas noções, sujeitando-se a tratamento as táboas repintadas."
(Excerto da Conferência)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas manchadas. Ausência de lombada. Pelo seu singular interesse e valor deve ser encadernado.
Raro.
Indisponível

11 abril, 2023

TORREZÃO, Guiomar - FLAVIA.
Illustrações de Columbano Bordallo Pinheiro, Condeixa, Felix da Costa, João Galhardo, Malhôa, Queiroz, Salgado
. Lisboa, Livraria Ferin, M DCC XCVII [1897]. In-8.º (18,5 cm) de 324, [4] p. ; [1] f. il. ; il. ; E.

1.ª edição.
Livro de contos, superiormente ilustrado por alguns dos mais reputados mestres-pintores da época.
Conjunto de pequenas novelas com interesse para o conhecimento das vivências e costumes da época. Destaque para o conto Flavia que dá título ao livro, a narrativa Drama de uma alma, que a autora reputa de verídica, fundada num diário que lhe terá sido entregue por Estella, a "protagonista" da história, e Joanna de Goerschen, um conto histórico cuja acção decorre durante as campanhas napoleónicas, com participação do próprio imperador dos franceses.
"Desde que o romance deixou de ser o producto de uma fantasia e passou a stereotypar nas paginas  de um livro o documento humano, colhido na flagrante observação do caso vivido, é evidente que o romancista preoccupa-se, acima de todas as cousas, em incutir aos que o lêem a confiança na veracidade da sua narrativa... [...]
O romance experimental de Zola, o vigoroso escalpelisador da alma moderna... [...] O romance de Eça de Queiroz, o grande psychologo portuguez, nada mais intenta do que stenographar a vida real, fixando-a nas suas actualidades, com physionomias conhecidas, casos e ocorrencias, que nos dêem a sensação de estarmos aspirando a tristesa ambiente, inherente á nossa imperfeita existencia humana. [...]
Todas estas considerações e outras, que facilmente se deduzem, fizeram com que eu hesitasse durante alguns annos, antes de entregar á publicidade Drama de uma alma, isto é a historia real e humana de um martyrio obscuro, occulto ha muito sob a pedra de um tumulo remoto."
(Drama de uma alma, excerto do proémio)
"O conde Roberto descendia da casa dos morgados de Vinhal, primeira nobreza de Traz-os-Montes. Viuvo, novo, e rico, todos os seus cuidados e affectos absorveram-se em uma filha, unica flôr de neve desabrochada nas cinzas da sua felicidade.
Estella herdara de sua mãe a belleza loira, o perfil hellenico, a alvura lirial e a suavidade do sorriso, attenuando a altivez innata e o grande ar imperativo, caracteristicos de uma raça patricia. E do pae herdára tambem a esthesia caprichosamente artistica, refractaria ao jugo das convenções, a estatura esbelta e ondulante, o tic de excentricidade, a generosidade inexgottavel e a sede de imprevisto, traduzindo-se no amor das viagens.
Concluida a sua educação, de uma complexidade rara em uma senhora portugueza, profundamente intelligente e superiormente instruida, formosa como a visão etherea de um poeta, espirituosa como uma parisiense, distincta no seu vulto esguio de estatueta como uma princeza de sangue real, Estella fez sensação, a primeira vez, que, pelo braço do pae, entrou nas salas de Lisboa."
(Drama de uma alma, excerto do Cap. I)
Indice:
I - Á tua memoria [Dedicatória]. II - Flavia. III - Amor sonhado. IV - Diario de uma complicada. V - Drama de uma alma. VI - Visão do amor no seculo xx. VII - Joanna de Goerschen.
Encadernação em tela, verde, com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas manchadas.
Raro.
Indisponível

10 abril, 2023

MEDEIROS, Isabel -
ESTRUTURAS PASTORIS E POVOAMENTO NA SERRA DA PENEDA.
Linha de Acção N.º 2 - Geografia Humana e Racional. C - estudos Regionais e Locais - 11. Lisboa, Centro de Estudos  Geográficos : Universidade de Lisboa : I. N. I. C., 1984. In-4.º (29,5 cm) de [1], 92 f. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio geo-etnográfico sobre a Serra da Peneda e suas populações.
Ilustrado com mapas, gráficos, quadros e tabelas ao longo do texto.
"Designando globalmente um conjunto de maciços montanhosos situados no Noroeste português, a Serra da Peneda constitui vigoroso soco granítico com cimos aplanados e uma área aproximada de 35.500 ha.
Profundamente compartimentada por uma importante rede de vales, cujo papel foi preponderante na evolução da ocupação humana e das estruturas económicas serranas, desagrega-se na periferia numa série de maciços; de notas que os vales apresentam disposição quase radial e traçado por vezes rectilíneo, testemunho de intensa fracturação. Para sul, aos planaltos centrais sucedem-se outros que, frequentemente, são referidos como serra do Soajo e onde se localiza a cota mais elevada do conjunto (Pedrada, 1416 m)."
(Excerto de 1. Introdução)
"Ao analisar a diversidade das formas da vida pastoril e a dinâmica respectiva, notamos a cada passo a importância primacial das características ambientais da montanha. Não podemos porém ignorar que a sua consolidação e funcionamento, ao longo do tempo, se deve fundamentalmente à determinação das populações que fizeram da serra o seu ecossistema, que se moldaram progressivamente às limitações naturais e acabaram por tirar delas o melhor partido. É dos homens, mais ou menos presentes, mais ou menos pressionados ou sangrados, que dependem as formas de organização do espaço, desenvolvidas a partir dos núcleos onde, ao sabor da história, aqueles se foram implantando. Construiu-se desta forma um sistema paralelo, definido pela malha do povoamento, cuja evolução foi decisiva na estrutura do pastoreio.
A célula base do povoamento minhoto é o lugar, quer isolado, quer de pequeno número de fogos; corresponde a um núcleo pursátil, gerador de vitalidade, focalizando as deslocações dos rebanhos.
Num nível superior de organização espacial coloca-se a freguesia, que constitui um quadro de vida social, extremamente rico e coeso. Contém um número variável de lugares, em regra maior desde que engloba sectores de "Ribeira", cujo grau de agregação em torno da igreja - símbolo da unidade paroquial - discontinuidade do casario e respectivo tamanho são muito diversos."
(Excerto de 4. Estrutura do povoamento)
Índice Geral: Nota prévia. | 1. Introdução. 2. Evolução e tipo de efectivos pecuários. 3. Regimes pastoris: 3.1. O baldio: características e significado; 3.2. Deslocações pastoris: a) Sistemas com "brandas" de gado e de cultivo; b) Sistemas apenas com "brandas" de cultivo e forte permanência; c) Sistemas "degradados" com "brandas" de cultico. 4. Estrutura do povoamento. 5. Perspectiva histórica. 6. Evolução demográfica. | Conclusão. | Índice de figuras.
Exemplar brochado, stencilado, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
30€

09 abril, 2023

FERNANDES, Graça - A BATALHA DO LYS - Os Combatentes Portugueses.
Coordenação... Lisboa, [s.n.], 2018. In-4.º (23 cm) de 433, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Batalha de La Lys (Flandres) e da participação portuguesa na Grande Guerra, em França.
Ilustrado com desenhos e fotografias ao longo do texto.
"Nesta evocação do Centenário da Batalha do Lys é muito significativo fazer renascer das cinzas do passado, as figuras, as imagens e os sons retumbantes desse episódio dramático da história militar portuguesa que abarca o rude esforço dos soldados lusos enfrentando os canhões e a morte, na planície flandrina, para poder exorcizar no tempo presente, as mágoas, o sofrimento e os fantasmas que ainda pairem nos céus de Portugal.
Deixando fluir o pensamento através da leitura dos textos coevos escritos por insignes militares portugueses que foram atores no teatro de guerra, sobressai a visão panorâmica diversificada do combate que envolveu três exércitos em ação, como acontece nas águas fortes de poética expressionista do mestre Sousa Lopes cujas pinceladas certeiras impressionam os nossos sentidos.
Por sua vez, os textos escritos por militares portugueses e historiadores contemporâneos, que fizeram a recensão dos textos antigos transmitem ao leitor uma explicação tecnicamente precisa do que sucedeu nesse fatídico dia 9 de abril de 1918.
As restantes temáticas elencadas na obra são uma fonte informativa valiosa para compreender melhor o cenário onde os soldados lusitanos morreram ou viveram, sacrificados ao poder instalado na Metrópole, o martírio da fome e as agruras da saudade da pátria ou da sua prisão pelos alemães."
(Fonte: https://gracafernandes.wordpress.com/publicacoes/a-batalha-do-lys-os-combatentes-portugueses/)
Graça Fernandes (n. 1945). "Licenciada em Estudos Anglo-Americanos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Mestre em Ciências da Informação pela Universidade Católica Portuguesa, tendo concluído anteriormente, no Brasil, o Curso de Jornalismo da Escola de Comunicação Assis Chateaubriand. Publicou: A Verdade Madeirense e a Grande Guerra, 2008; A Imprensa e a República, 2010; Portugal no Primeiro Quartel do Séc. XX, 2011; Kumbira : Estreitando Laços, 2013; A Europa a Ferro, Fogo e Gás. 1914-1918, 2014; Aparições em Fátima : 1917, 2017; A Grande Guerra e os Movimentos Literários e Artísticos na Europa, 2017; A Batalha do Lys : Os Combatentes Portugueses, 2018; A Batalha da Jutlândia, 2018."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

07 abril, 2023

BESSA-LUÍS, Agustina -
FAMA E SEGREDO NA HISTÓRIA DE PORTUGAL. Desenhos, Colagens e Fotografias Luis Miguel Castro. Lisboa, Guerra & Paz : colecção três sinais, 2006. In-fólio (31x30 cm) de 133, [3] p. ; mto il. ; C.
1.ª edição.
Interessante "viagem" de Agustina pela História de Portugal, revisitando 12 episódios/personagens da saga pátria.
"Quem foi Viriato? Porque se davam mal D. Afonso Henriques e a sua mãe, D. Teresa? Terá Salazar sido amado em vida? Fama e Segredo na História de Portugal está organizado em 12 óperas, que nos levam numa viagem pelo tempo, para descobrir os segredos e mistérios por detrás de personalidades tão díspares da nossa história como D. Afonso Henriques, D. Leonor Teles, D. Sebastião ou Salazar. Conheça as causas da morte do guerreiro lusitano Viriato, o poder que a rainha D. Leonor Teles detinha sobre o marido, D. Fernando, a ascendência do primeiro rei de Portugal ou, mesmo, o hipotético casamento de Salazar com uma discretíssima senhora Trocado."
(Fonte: Wook)
Livro belíssimo, muito ilustrado, de grande esmero e apuro gráfico, com capa cartonada, miolo em papel volumen couché, 150 gramas, e composto em caracteres Futura Condensed para os títulos e Gill Sans para o texto.
"O que melhor fixamos não é o que aprendemos, mas o que amamos. Nas planícies de Castela, onde outrora houve lugares pantanais e florestas de fetos como leques cobrindo a luz do sol, eu passei um dia. Na estrada para Zamora lá estava a casa que meu avô construiu com o engenho que lhe era próprio. Era um homem empreendedor e com mau génio que era indício de fazedor de reinos, quando havia reinos para fazer. Devia ficar-lhe bem a cota de malha e o brial com plumas. Como a Viriato, quando se deu conta que o modo de vestir torna urgente o respeito e a vassalagem.
Sempre ouvi, na estreita paróquia lá de casa, que o braço de Viriato estava nas armas de Zamora. Não um braço de pastor, mas o de um guerreiro."
(Excerto de 1ª Ópera - Viriato)
Encadernação cartonada do editor policromada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
25€

06 abril, 2023

SILVA, Rodrigues da - SOLDADOS DESCONHECIDOS
. Lisboa, Tip. Palhares, 1924. In-8.º (19 cm) de 40, [2] p. ; B.

1.ª edição.
Obra poética sobre a Grande Guerra.
Edição de mil exemplares numerados e rubricados pelo autor. O presente leva o n.º 511. 
Duplamente valorizado pela sua dedicatória manuscrita na f. rosto.

"Vai lindo o sol da Flandres. - Sob um céu de anil
Dormem, entre a metralha, os Soldados de Abril.

Restos de canhões... Terra revolvida... Sangue...
Corpos esfacelados... tudo em monte. Exangue

Jaz completo ainda êste ou aquele soldado.
Vê!... Quem será aquele? tão desfigurado...

Olha aquel'outro - além! Dorme?... Sonha talvez?...

Restos sagrados são do Sector Português.

[...]

E, à noite, ao voltar do trabalho,
Era manhã se sol perolada de orvalho

O rosto do bom povo. A Pátria já em festa;
Sinos a repicar; ensaios na orquestra;

Te Deums e foguetes no vale e na serra...
Meu velho Portugal, venceste a grande guerra!...

Mas... no solo da Flandres, sob um céu de anil,
Dormem, entre a metralha, os Soldados de Abril."

Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.
Raro.
Indisponível

05 abril, 2023

REGULAMENTO GERAL DA VENERAVEL ORDEM TERCEIRA DE S. FRANCISCO DA CIDADE. Lisboa, Typographia d'A Caça, 1904. In-8.º (22,5 cm) de 62, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Regulamento geral da Ordem Terceira, conhecida sobretudo pelo hospital com o mesmo nome localizado no Chiado, na Baixa de Lisboa.
Regulamento histórico, aprovado em sessão de Mesa de 31 de março de 1903, por unanimidade de votos em sessão da Assembleia Geral em 29 de fevereiro de 1904, subscrito pelo Pe. Domingos Manuel Fernandes Nogueira, insigne e carismática figura da Ordem, cuja liderança corajosa durante a I República foi digna dos maiores encómios.
"O Hospital [da Ordem Terceira] pertence à Fraternidade da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco da Cidade, hoje denominada Fraternidade de S. Francisco da Cidade, OFS (Ordem Franciscana Secular), fundada no dia 12 de Julho de 1615 (Século XVII).
A Fraternidade cresceu e transformou-se num importante centro de cultura e espiritualidade. Deve assinalar-se que a presença Franciscana na cidade de Lisboa leva consigo a nota característica de ser uma espiritualidade fraterna e fraternizante, em que nobres e plebeus vivem irmanados.
A Fraternidade de São Francisco da Cidade, OFS em complemento da sua espiritualidade, tem criado ao longo da sua existência atividades sociais. Atualmente esta atividade social concretiza-se através do Hospital da Ordem Terceira do Chiado e da Casa de São Francisco, nele incluída."
(Fonte: https://hotc.pt/a-historia/)
"Os serviços externos e de beneficiencia a cargo da Veneravel Ordem Terceira de S. Francisco da Cidade de Lisboa, dividem-se nas seguintes secções:
1.ª - Albergue, annexo ao hospital, para irmãos e irmãs pbres, invalidos.
2.ª - Recolhimento para irmãos e particulares, de ambos os sexos.
3.ª - Hospital para irmãos e particulares, de ambos os sexos; tratamento medico aos irmãos nos proprios domicilios; e consultas medicas a indigentes.
4.ª - Sôpa de caridade a indigentes e irmãos pobres; e esmolas.
5.ª - Funeraes aos irmãos fallecidos."
(Titulo I - Disposições geraes - Artigo 1.º)
Índice:
Titulo I - Disposições geraes. Titulo II - Do albergue annexo ao hospital. Titulo III - Do recolhimento para Irmãos e particulares. Titulo IV - Do Hospital em geral: Do mordomo;Da acceitação dos doentes; Das consultas aos pobres; Das enfermarias; Da policia e hygiene; Dos espolios; Das visitas; Da dispensa e cosinha; Da rouparia; Do mobiliario; Do serviço technico; Do serviço religioso; Do edificio do Hospital; Da contabilidade e pagamento das despezas. Titulo V - Dos empregados: Do Capellão; Da Regente; Do Fiscal; Do Facultativo; Da Enfermeira e Enfermeiro; Do Porteiro; Do Cosinheiro; Dos Creados; Da Irmã Porteira; Do Andador; Do Sachristão; Do Solicitador; Do Official da Secretaria. Titulo VI - Da Sôpa de caridade. Titulo VII - Das Esmolas. Titulo VIII - Dos Funeraes. Titulo IX - Do Rev.do Padre Commissario e do funccionamento da Mesa. Titulo X - Da Secretaria: Do official da secretaria; Da contabilidade e sua escripturação; Dos pagamentos; Do Archivo; Da Bibliotheca. Titulo XI - Da admissão dos Irmãos. Titulo XII - Disposições transitorias. | Erratas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
30€

04 abril, 2023

NOSSA SENHORA DO CARMO DE GARABANDAL.
A posição a Igreja. Braga, Edições Boa Nova, 1980. In-8.º (17 cm) de 30, [2] p. (inc. capas) ; il. ; B.
1.ª edição.
Pequena obra sobre o fenómeno das aparições marianas de Garabandal, Espanha.
Livrinho ilustrado com diversas fotografias em página inteira, onde se contam, entre outras, o retrato do Papa Paulo VI e uma das videntes.
"San Sebastián de Garabandal (em português: São Sebastião de Garabandal), mas normalmente chamada apenas de Garabandal, é uma aldeia rural situada na montanha de Peña Sagra, na região norte de Espanha. Localizada na comunidade autónoma de Cantábria, a cerca de 600 metros de altitude, Garabandal fica a cerca de 55 quilômetros de Santander, capital cantábrica, e a cerca de 400 quilómetros da capital espanhola, Madrid. Estima-se que a sua população ronde, atualmente, os 300 habitantes.
As aparições de Garabandal: Desde 1961 até 1965, quatro meninas, de onze e doze anos de idade - Mari Loli Mazón, Jacinta Gonzalez, Mari Cruz Gonzalez e Conchita Gonzalez -, afirmaram ter presenciado inúmeras aparições e recebido mensagens de São Miguel Arcanjo e da Santíssima Virgem Maria (sob a advocação mariana de Nossa Senhora do Monte Carmelo). Em quase 3.000 aparições públicas, elas constituíram um dos fenómenos sobrenaturais mais extraordinários do final do século XX, com momentos de quedas em êxtase das meninas videntes, comunhões eucarísticas milagrosas, entre outros. Tais eventos foram testemunhados por milhares de pessoas e registadas em fotografias e gravações de vídeo."
(Fonte: Wikipédia)
"Obediente e submisso à hierarquia, o Autor põe esta obra, incondicionalmente, nas mãos da Autoridade Eclesiástica, disposto sempre a suprimir o que ela suprima e modificar o que ela modifique, aceitando, a partir deste momento, as suas decisões PRO ou CONTRA Garabandal, até ao dia em que as interrogações terminem e dispondo-se mesmo a retirar a edição deste livro, no momento em que o Arcebispo, a cuja diocese pertence, lhe fizesse, a tal respeito,a mais pequena referência."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

03 abril, 2023

SILVA, Padre Fernando Augusto a -
DICIONÁRIO COROGRÁFICO DO ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA.
[Pelo]... Dos Arqueólogos Portugueses. Funchal, Edição do Autor, 1934. In-8.º (21 cm) de [8], 369, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Obra de referência da corografia madeirense.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao Dr. João Bianchi (1884-1969), diplomata português natural do Funchal.
Padre Fernando Augusto da Silva (Funchal, 1863-1949). "Ordenou-se presbítero em 1888, tendo concluído com distinção o curso do Seminário do Funchal. Foi pároco das freguesias do Arco de São Jorge, Ponta Delgada, Camacha, Nossa Senhora da Piedade (Ilha do Porto Santo) e Santo António (Funchal). Era versado em investigação da história da Ilha da Madeira. Como professor efetivo, desde 1901 a 1930, dedicou-se ao ensino na Escola Industrial e Comercial António Augusto de Aguiar do Funchal, onde exerceu, também, o cargo de diretor interino. Foi procurador à Junta Geral do Funchal, presidente da Câmara Municipal do Funchal (em dois mandatos) e presidente da comissão da Santa Casa da Misericórdia do Funchal. Pertenceu à Associação dos Arqueólogos Portugueses, ao Instituto Histórico e Arqueológico de Lisboa, História e Etnografia, à Academia Portuguesa de História e à Delegação da Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Foi agraciado com o grau de oficial da Ordem de São Tiago da Espada, em 8 de setembro de 1926, por proposta do Ministério da Instrução Pública. Além de colaborador em vários jornais e revistas literárias da ilha e continente, foi redator do Diário de Notícias, Jornal da Madeira e Heraldo da Madeira. Assinava os seus artigos com a consoante F. ou com o seu nome completo, precedido do grau eclesiástico a que pertencia, Padre Fernando Augusto da Silva." Publicou obras relevantes para a bibliografia madeirense.
(Fonte:https://arquivo-abm.madeira.gov.pt/details?id=56592)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Sem contracapa. Capa apresenta pequenas falhas marginais; falha de papel na lombada.
Raro.
50€

02 abril, 2023

COSTA, A. Soeiro da - SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO. Apontamentos da vida política dum sargento. 1.º Milhar. Viana-Valença, Tip. "A Plebe" (antiga Modêlo), 1916. In-8.º (20 cm) de 197, [5] p. ; [1] f. il. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da implantação da República, o antes e tudo o que se seguiu, redigido por quem combateu na Rotunda e presenciou de perto as movimentações conducentes ao sucesso do movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910.
Livro ilustrado com o retrato do autor em extra-texto.
"No dia 3 de Outubro estando eu na Estação do Rocio, foi ali o meu amigo Azevedo prevenir-me de que o movimento libertador se iniciaria nessa noite.
Havia pouco tempo que um louco ou um bandido, não sei bem, havia desfechado o revólver da reacção sôbre Miguel Bombarda.
Sentia-se por isso ferver na alma da população de Lisboa o cachão revolucionário.
Quando a veste suja dum padre surgia ao voltar duma esquina, o povo, já sem poder conter a sua justa cólera, apupáva-o e, não raro, chegava a fazer-lhe experimentar o pêso da sua mão de gigante. [...]
Segundo o combinado, reúnimo-nos no café Santa Justa às onze horas da noite.
Pelas nove horas, para matar o tempo, tinha dado uma volta pelo Rocio e, ao chegar junto do placard do «Século», parára a lêr a notícia da morte de Bombarda.
Um forte cordão de polícia, sob o comando do capitão França, estacionava ali com o fim de não deixar parar pessoa alguma.
Um dos guardas, ao ver-me quedar para ler a notícia, dirigiu-se-me com aquela requintada delicadeza, que torna os nossos polícias admirados, e empurrando-me brutalmente urrou: «O que é que faz aqui? Rua! Andando!»
Como única resposta ao desencabrestado, voltei-lhe as costas, meti pachorrentamente as mãos nas algibeiras e fui-me, murmutando entre os dentes: «Se fôsse lá para a uma hora da manhã, serias tratado mais amenamente!»
Á meia noite, estavamos reúnidos no 1.º andar do prédio n,º 267 da rua dos Fanqueiros, uns quinze revolucionários. [...]
Desejava poder dizer claramente as sensações estranhas que experimentei naquela noite e lugar históricos.
Não parecia acharmo-nos reúnidos para uma revolução! Ninguêm tinha a consciência do perigo que atravessava! Todos riam e chalaceavam na mais bela das despreocupações!
Quando se aproximava do seu termo a nossa estada naquela casa disse eu: «Meus senhores, se acaso morrer na jornada que vamos empreender, não se esqueçam de comunicar a minha mãe a minha partida para o ponto onde tôdas as ilusões terminam». E dizia isto rindo, indiferente ao perigo, e bendizendo o acaso que permitia a minha inclusão na lista gloriosa dos libertadores da Pátria.
Decorrido algum tempo, José de Azevedo que tinha saído voltou com duas bombas, dizendo: «Tenho isto e um revólver».
Pedi-lhe o revólver e uma das bombas. António... pediu a outra.
Azevedo continuou, dizendo: «Nós vamos para caçadores n.º 5. Não é necessário armamento, porque em chegando ali ser-nos-ão franqueadas as portas e lá temos muita espingarda."
(Excerto de Na revolução)
Indice:
Prefácio. | A Revolução. | Na política. | No exército.| No 28 de Janeiro. | Exilado. | Fóra do exército. | Horas dolorosas. | Na revolução. | Epílogo.
António Soeiro da Costa (1887-1939). "Capitão de Infantaria. Nasceu a 3 de Dezembro de 1887, no humilde lugar de Carrazedo, freguesia de Pinheiros, onde também faleceu, em Março de 1939. Ali fez os seus primeiros estudos. Alistado no Exército, tomou parte, como 2.º Sargento, na Revolução de 1910, combatendo na Rotunda, às ordens de Machado dos Santos. Escreveu o livro "Subsídio para a História da Revolução" em que foi interveniente activo. Activista e militante das ideias progressistas, participou na Revolta de 3 de Fevereiro de 1927, que eclodiu no Porto contra a ditadura do Estado Novo; o que lhe valeu a deportação, por dois anos, para Angola. Regressado e desligado compulsivamente do serviço activo, voltou a ser preso em 1932 e deportado para Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, onde esteve encarcerado durante seis meses, sem culpa formada, na Fortaleza de S. João Baptista. Foi colaborador em vários jornais, antes e depois da implantação da República, com artigos polémicos e defensores dos ideais da liberdade que sempre acalentara, sem medo, nem ambiguidades. Pela sua acção de combatente durante a propaganda republicana, foi considerado "Benemérito de Pátria".
(Fonte: CM Tabuaço)
Encadernação simples em meia de percalina com selo de biblioteca na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

01 abril, 2023

CHRISTO, António -
CANCIONEIRO DE SANTA JOANA PRINCESA
. Porto, [s.n.], 1956. In-8.º (19,5 cm) de 26, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Trabalho pioneiro de recolha de composições poéticas alusivas a Santa Joana Princesa.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Alberto Soares Machado, ilustre médico aveirense.
"São pouco numerosas, e nem sempre felizes, as composições dramáticas e poéticas sobre a «excelente Infante e singular Princesa», filha excelsa de El-Rei D. Afonso V e padroeira celeste dos aveirenses.
Não atino com explicação cabal para esta desoladora penúria, em flagrante contraste com uma abundantíssima e muito valiosa produção de outros géneros literários, em que sobressaem os cronistas, os historiadores, os biógrafo, os panegiristas e os críticos.
Merece, todavia, ser estudado o que se conhece de dramaturgos e poetas sobre a esbelta e virtuosa Princesa-Infanta.
Se é certo que em literatura só permanece o que atinge expressão perfeita e que não podem dizer-se impecáveis todos os autos e versos inspirados na vida luminosa de Santa Joana, não é menos verdade que alguns conseguiram alcançar notável beleza e despertar fundas emoções."
(Excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo oxidadas.
Raro.
15€