15 junho, 2026

PARREIRA, Anabela B. & CALDEIRA, Arlindo M. & MAURÍCIO, Carlos C. & CABRAL, João C. & PISCO, José - O I CONGRESSO DA UNIÃO NACIONAL -
Colóquio sobre o Fascismo em Portugal : Faculdade de Letras de Lisboa : Março de 1980. [Lisboa], A Regra do Jogo, 1982. In-8.º (21x13,5 cm) de 22, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de reflexões de personalidades do mundo académico sobre o 1.º Congresso da União Nacional.
O I Congresso da União Nacional realizado a 26 de maio de 1934, foi uma cimeira oficial do partido único que sustentava o Estado Novo. Serviu para legitimar a ditadura e consolidar a doutrina corporativista e nacionalista liderada por António de Oliveira Salazar.
O Colóquio sobre o Fascismo em Portugal (1980) foi um encontro científico pioneiro organizado por historiadores e académicos nos dias 12, 13 e 14 de março de 1980 na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. (IA)
Obra interessante e muito invulgar. A BNP não menciona este título na sua base de dados.
"A UN é criada em 30 de Julho de 1930 por iniciativa governamental, cabendo ao Ministério do Interior a instalação das primeiras comissões a nível distrital e concelhio. Será, porém, extremamente lenta a implantação e organização desta «força civil de apoio à Ditadura». [...]
A UN levara dois anos a pôr de pé a sua estrutura institucional mas não conseguira, apesar das intenções, explícitas ou não, tornar-se a única força nacionalista capaz de congregar o apoio ao regime, ao mesmo tempo que, intitulando-se «frente» visava impedir de facto o aparecimento de outras organizações. Uma outra vai efectivamente surgir, implantando-se no próprio terreno da UN, aproveitando a sua falta de dinamismo e uma indefinição de princípios e uma moderação de processos de actuação que, quer-nos parecer, constituem mais que incoerência ideológica (que não seria de espantar), estudada estratégia. A nova força, que tal não quererá entender, é, evidentemente, o «nacional-sindicalismo».
Decalcada dos partidos de Hitler e Mussolini (que venera) a organização de Rolão Preto fermentara quase simultaneamente à UN e podemos mesmo perguntar-nos se certos momentos da institucionalização do partido de Salazar, mais precipitados que a sua pachorrenta marcha habitual, não serão resposta aos assomos dos «camisas-azuis». Em Fevereiro de 1932 surgira o diário nacional-sindicalista Revolução que, não pondo em causa a predominância de Salazar, defende posições e desenvolve acções que não podiam coincidir com a prudente estratégia do professor de Coimbra.
A situação agravar-se-á durante 1933, ano em que os «camisas-azuis» parecem mais activos, cada vez mais críticos e quase hostis."
(Excerto de I - A União Nacional até 1934)
Índice:
I - A União Nacional até 1934. II - Convocação e Regulamento do Congresso. III - Os Congressistas. IV - O Congresso. | Conclusões.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Com interesse histórico.
15€

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