16 junho, 2026

PEREIRA, A. Gomes -
TRADIÇÕES POPULARES, LINGUAGEM E TOPONYMIA DE BARCELLOS.
Por... Professor do Liceu Central do Porto. Collecção Silva Vieira. Espozende, Livraria Espozendense : Editora, 1915. In-8.º (16x11 cm) de 408 p. ; E.
1.ª edição.
Junto com:
PEREIRA, A. Gomes - TOPONIMIA DOS CONCELHOS DE TERRAS DE BOURO, POVOA DE VARZIM E VILLA DO CONDE. Por... Collecção Silva Vieira. Espozende, Livraria Espozendense : Editora, 1914. In-8.º (16x11 cm) de 40 p. ; E.
1.ª edição.
Duas obras interessantes e muito curiosas do Reverendo António Gomes Pereira - ambas póstumas, encadernadas num único tomo. A primeira, sobre a sua terra natal - Barcelos - inclui as tradições em forma poética, superstições e lendas locais. A segunda é totalmente dedicada à toponímia das castiças Terras de Bouro, e das vizinhas marítimas Póvoa de Varzim e Vila do Conde.
"Nos primeiros tempos da fundação do convento de Villar, houve alli muitos frades santos, bem ao contrario do que succedeu nos ultimos.
Um delles andava um dia tão encantado em pensamentos do ceo, que se deixou guiar pelo canto delicioso de uma ave que o foi chamando para a cerca do convento onde a esteve ouvindo durante um bom pedaço.
Mas, oh espanto! oh maravilha! O bom do nosso frade, ao voltar ao convento, nada reconheceu do que estava á roda de si, nem a casa, nem os seus irmãos.
Pelas tradições correntes no convento, veio a verificar-se que este era um frade que dalli tinha tinha saido havia trezentos annos."
(Tradições Populares... de Barcellos - Lenda do passarinho)
"Amassar pão em quinta e sexta-feira santa e mesmo no sabbado antes de tocar á alleluia é amassar o sangue de Christo e podem apparecer laivos de sangue na massa. (Tradições Populares... de Barcellos - Superstições - 1)
Não se deve fiar na semana santa, porque foi então que os judeus fiaram as cordas para prender a J. Christo. (Tradições Populares... de Barcellos - Superstições - 2)
António Gomes Pereira (1859-1913). "Nasceu na Casa de Chapre, em Midões, Barcelos, em 30 de setembro de 1859 e faleceu na referida Casa, em 6 de abril de 1913, vítima de tuberculose.
Publicou vários trabalhos sobre etnografia, folclore e toponímia das regiões de Barcelos, Esposende, Guarda, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Terras de Bouro, a maior parte dos quais na revista “Lusitana”. Muitos deste trabalhos foram, depois, publicados em livro, entre os quais, “Tradições Populares, Linguagem e Toponímia de Barcelos” (1915). Publicou ainda uma Selecta de Literatura (1ª edição-1908 – 2ª edição-1912), que foi muito difundida na sua época.
Fez a instrução primária na Escola do Sobreiro da freguesia de Adães. Depois de ter feito os preparatórios liceais em Braga, matriculou-se, em 1 de Outubro de 1878, no Curso Teológico, no Seminário de S. Pedro. Concluídos os estudos teológicos em 1881 e, admitido às ordens sacras, é ordenado presbítero, em 23 de Setembro de 1882, pelo arcebispo D. João Crisóstomo de Amorim Pessoa. Celebrou a primeira Missa Nova, na Igreja Paroquial de Midões, em 22 de Outubro de 1882.
Em 1889, matriculou-se no Curso Superior de Letras da Universidade de Lisboa, depois de ter sido professor no Colégio da Formiga, em Ermesinde e coadjutor do pároco de Valongo. Aqui teve oportunidade de contactar com vários intelectuais, entre os quais o Dr. José Leite de Vasconcelos, adquirindo a paixão pela etnografia e folclore. Concluídos os estudos universitários, permaneceu ainda mais quatro anos na capital, tendo sido subdirector, perfeito e professor nas Oficinas de S. José.
Abalado na sua saúde pelo excesso de trabalho, deixou Lisboa, em Junho de 1896, e regressou à sua terra natal-Midões, onde durante dois anos foi pároco.
Depois de habilitado para o efeito, ingressa, em 1898, no ensino oficial, como professor de Latim e de Português, no Liceu de Vila Real e, a partir de 1902, no Liceu D. Manuel II (actual Rodrigues de Freitas), no Porto, onde se manteve até a meio do ano lectivo de 1909/1910. É nesta cidade que elabora a maior parte das suas obras e alcança notoriedade."
(Fonte: https://www.cm-barcelos.pt/2013/12/municipio-homenageou-o-etnografo-antonio-gomes-pereira/)
Encadernação meia de pele com ferros gravados a seco e a negro e ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pequena mancha de humidade marginal acompanha folhas iniciais do 1.º volume.
Muito invulgar.
45€

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