MAGANÃO, João - A MULHER QUEIMADA VIVA POR TER O DIABO NO CORPO. MARIA DO SOL (A sua tragédia). Lisboa, Pedidos a Manoel Rodrigues - [s.n. - Comp. e imp. na Imprensa Lucas & C.ª, Lisboa], 1933. In-8.º (19,5cm) de 8 p. (inc. capas) ; B.
1.ª edição.
Curioso folheto de cordel escrito em verso a duas colunas.
Tratam-se de duas histórias distintas:
A primeira história - A mulher queimada viva por ter o diabo no corpo - refere-se a um episódio real ocorrido em Soalhães, freguesia de Marco de Canaveses, em 1933, cujo processo consta no site do Tribunal da Relação do Porto, que reproduzimos com a devida vénia.
"Processo de Soalhães - Marco de Canavezes. Em processo de querela com o n.º 41/33, da comarca do Marco de Canaveses, iniciado em 27 de Fevereiro de 1933, julgaram-se quatro indivíduos por co-autoria do crime de homicídio voluntário. Foram condenados, por acórdão de 30 de Maio de 1934 do Tribunal Colectivo daquela Comarca, na pena de 6 anos de prisão maior celular, seguida de degredo por 10, ou alternativa fixa de degredo por 20 anos, em possessão de 1ª classe. Mais se condenaram a pagar a indemnização de 6.000$00 aos filhos da vítima, Arminda de Jesus. A pena foi confirmada por acórdão do Tribunal da Relação do Porto, de 13 de Maio de 1934.
Motivação: um cunhado amigo da vítima e várias outras pessoas juntaram-se em casa de uma mulher possuída por duas almas, uma boa e outra má, como sapientemente diagnosticara uma mulher de virtude de Vila Nova de Gaia. O referido cunhado da vítima havia beneficiado, pouco antes, de dois empréstimos concedidos por esta, um de 100$00 e outro de 90$00, sem juros e sem prazo de pagamento, não tendo ainda sido devolvido o dinheiro aquando dos acontecimentos ocorridos na noite de Sábado, 25, para 26 daquele mês de Fevereiro. Propuseram-se aqueles orar, com base no Livro de S. Cipriano, comprado, pouco tempo antes, em Penafiel, por 17 mil reis. Já haviam feito o mesmo na noite anterior, para esconjuro da alma má. Em certa altura, a possuída disse para um casal circunstante se deitar no chão, se acaso pretendiam salvar-se, o que eles fizeram. Chegando, nesse momento, a vítima Arminda também se deitou, começando esta, desde logo, em altos gritos, de mãos erguidas para o ar e a bater palmas, dizendo logo a possessa para a porem na rua e lhe baterem, pois, obviamente, trazia o diabo dentro dela. Foi prontamente obedecida e agredida à paulada e sacholada. Como, apesar disso, se não calava, mesmo já com ossos quebrados, a mesma instigadora mandou que a queimassem. Juntaram, então, caruma de pinheiro e deitam-lhe persistentemente o fogo, acabando este por pegar com a utilização de um isqueiro. À medida que a caruma ardia e a vítima esturrava, os circunstantes foram ajeitando, com diligente cuidado, o combustível. Consumada a queima, perante o estático torresmo, retiraram-se para casa da mandante, recolhidos em esperançosa oração, até alta madrugada, para que a vítima ressuscitasse (sancta simplicitas!). Como tal não se verificou, certamente já inquietos, os algozes foram para suas casas onde se mantiveram até que foram presos.
O drama foi objecto de um filme e de uma peça teatral, "O Crime da aldeia Velha", esta da autoria de Bernardo Santareno."
(Fonte: www.trp.pt/historia/87-processoshistoricos.html)
"Veio a lume nos jornaes
Que um bando de canibaes,
N'uma aldeia distante;
Tinha praticado um crime,
cuja crueldade esprime
Um cinismo horripilante!
Deu-se o caso em Soalhães,
Quatro homens - quatro cães,
Peor's que os pretos de tanga -
Assaram numa fogueira
Uma pobre lavradeira,
Como se fosse uma franga!"
(excerto do texto)
A segunda história - Maria do Sol (A sua tragédia contada em versos simples) - refere-se igualmente a um episódio verídico, sucedido em Sangalhos - na época, "uma linda aldeia". Maria do Sol, caluniada por um pretendente, espera-o, e mata-o a tiros de caçadeira. É condenada a dois anos de prisão. Posteriormente muda-se com o marido para Espinho onde passa a residir.
"Em Sangalhos, linda aldeia,
Uma camponia vivia
Na doce paz do seu lar,
Gosando pura alegria.
Era a Maria do Sol,
Moça de porte formoso;
E professava um amor
Puro e santo pelo esposo.
Mas era o seu lar modesto
Constantemente rondado,
Por outro homem que estava
Da Maria enamorado
Sem que lhe importasse o esposo
Fez-lhe propostas d'amor;
Mas ela repeliu sempre
Os gestos do sedutor."
(excerto do texto)
Exemplar em brochura, frágil, em bom estado geral de conservação. Com defeitos nos cantos e nas margens.
Raro.
Indisponível
19 julho, 2016
Etiquetas:
*MAGANÃO (João),
1ª E D I Ç Ã O,
Crime,
Literatura de cordel,
Marco de Canaveses,
Poesia,
Sangalhos
18 julho, 2016
ALBUQUERQUE, Pedro de Medeiros e - ULTIMO COMMANDO (Contos instantaneos). Lisboa, M. Gomes : Livreiro de Suas Magestades e Altezas, [189-]. In-8.º (19,5cm) de XIII, [3], 93 [1] p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória manuscrita (não assinada) do autor.
Obra sem data, terá sido publicada nos últimos anos do século XIX. Trata-se de um conjunto de pequenos contos ingénuos que reflectem uma visão pessimista da vida e das vivências humanas.
Ilustrada com bonitas capitulares e vinhetas tipográficas a assinalar o início e final de cada história.
"O velho general, sempre obedecido pelos seus soldados, estava, havia mezes, paralytico. Vivia agora em uma cadeira, onde era acompanhado e tratado por duas galantes filhas, unica familia que tinha.
A sua larga vida militar fôra cheia de serviços, de provas de coragem e de dedicação.
Nunca o seu nome fôra pronunciado nas casernas dos regimento, sem um alto respeito e especie de veneração pelo seu valor, pela sua idade e pela sua valentia!
Como era bonito ouvi'lo contar todos os muitos episodios da sua vida, todos os perigos porque havia passado! Inflammavam-se-lhe ainda os olhos com aquella chamma com que elle antigamente os illuminava, sempre que commandou, sempre que offereceu o seu constellado peito ao fogo inimigo.
N'estes momentos, parecia viver sem a doença, parecia voltar ao tempo em que era o mais bravo dos contendores e o mais disciplinador dos militares!"
(excerto de Ultimo Commando)
Contos:
- Ultimo commando. - Zit. - Herminia. - O Guarda Marinha. - Confissão. - O Echo. - Reconciliação. - Uma reliquia. - O Sal. - Morrendo! - O Crente. - O Aboletado.
Exemplar brochado (que não as de origem) em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
25€
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória manuscrita (não assinada) do autor.
Obra sem data, terá sido publicada nos últimos anos do século XIX. Trata-se de um conjunto de pequenos contos ingénuos que reflectem uma visão pessimista da vida e das vivências humanas.
Ilustrada com bonitas capitulares e vinhetas tipográficas a assinalar o início e final de cada história.
"O velho general, sempre obedecido pelos seus soldados, estava, havia mezes, paralytico. Vivia agora em uma cadeira, onde era acompanhado e tratado por duas galantes filhas, unica familia que tinha.
A sua larga vida militar fôra cheia de serviços, de provas de coragem e de dedicação.
Nunca o seu nome fôra pronunciado nas casernas dos regimento, sem um alto respeito e especie de veneração pelo seu valor, pela sua idade e pela sua valentia!
Como era bonito ouvi'lo contar todos os muitos episodios da sua vida, todos os perigos porque havia passado! Inflammavam-se-lhe ainda os olhos com aquella chamma com que elle antigamente os illuminava, sempre que commandou, sempre que offereceu o seu constellado peito ao fogo inimigo.
N'estes momentos, parecia viver sem a doença, parecia voltar ao tempo em que era o mais bravo dos contendores e o mais disciplinador dos militares!"
(excerto de Ultimo Commando)
Contos:
- Ultimo commando. - Zit. - Herminia. - O Guarda Marinha. - Confissão. - O Echo. - Reconciliação. - Uma reliquia. - O Sal. - Morrendo! - O Crente. - O Aboletado.
Exemplar brochado (que não as de origem) em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
25€
Etiquetas:
§ AUTÓGRAFOS,
*ALBUQUERQUE (Pedro de Medeiros e),
1ª E D I Ç Ã O,
Contos / Novelas,
História,
Literatura Portuguesa,
Livros antigos,
Livros séc. XIX
17 julho, 2016
GRAELLS, Dr. - AMORES SENSUAES. Estudo sobre a fisiologia do vicio no amor. Traducção e annotação de A. Fadón de Lizaso. Lisboa, Typ. de Herdeiros de Silvestre Castanheiro, 1910. In-8.º (17,5cm) de 96 p. , B. Bibliotheca popular scientifico-sexual, 2.ª série, VI
1.ª edição.
Estudo sobre o amor vicioso, de certa forma ingénuo, e com sérias reservas acerca do seu conteúdo histórico-científico... no entanto, bastante interessante e curioso.
"Nos primeiros tempos da Edade-Média, a libertinagem triunfava.
Os senhores faziam estendal dos seus vicios sem guardarem o mais minimo pudor ou conveniencia. O incesto multiplicava-se sob as fórmas mais horriveis
O filho não respeitava a mãe; as mães abusavam da innocencia dos filhos; o irmão violentava as irmãs; os pais requestavam as proprias filhas.
Na Hespanha, a louca e desenfreada paixão do rei godo D. Rodrigo, por Florinda, a Cava, e a leviandade d'esta mulher, foram a causa da perda da corôa e da vida do proprio rei, seguindo-se-lhe a invasão moura, protegida e mesmo solicitada pelo pae de Florinda, D. Julião.
A apparição da cavallaria é tambem medio-eval.
A cavallaria teve a original idéia de associar o amor ao heroismo e de considerar a estima d'uma mulher como o mais elevado objecto de actividade humana, erigindo o amor n'um principio supremo da moralidade.
Cada cavalleiro escolhia a sua dama, por ella combatia e a ella dedicava todas as suas façanhas.
Por seu lado nenhuma dama acceitava como cavalleiro o cobarde que fugia deante do perigo.
Durante muitos seculos a libertinagem vinha unida ou disfarçada com as practicas religiosas.
Em 1259 appareceu a seita dos flagellantes. Ninguem, ao principio suspeitava que as penitencias voluntarias d'estes peccadores, que se flagelavam em publico, podessem ser uma invenção da luxuria.
Caminhavam pelas ruas, a dois e dois, nús da cintura para cima, açoitando-se uns aos outros com correias e cilicios, e dando gemidos, até que o sangue brotava das carnes.
Pela noite dirigam-se para o campo e para os bosques e no meio das trevas e da escuridão redobravam as flagellações e com ellas os gritos e a sua loucura erótica.
Facil é adivinhar as odiosas consequencias d'estas reuniões de homens e mulhers, semi-nús, animados pelo espectaculo d'aquella indecente pantomima, na qual todos elles, uns após outros, se transformavam de actores em pacientes, chegando por fim ao ultimo paroxismo de extase libidinoso, praticando todas as variedades dos prazeres sensuaes e da depravação, na mais revoltante promiscuidade."
(excerto de O amor e o vicio na Edade-Média)
Matérias:
I. O amor e o vicio. Definição e caracteres que os distinguem. II. O vicio e o amor na mytologia e na lenda. III. O amor e o vicio na antiguidade: Egypto, Persia, India, Grecia e Roma. IV. O amor e o vicio na Edade-Média. V. A Edade Moderna. VI. O vicio e sensualidade nos povos selvagens. VII. O vicio na Sociedade Moderna.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Pequeno rasgão na capa posterior, sem perda de papel.
Raro.
Sem indicação de registo na BNP.
Indisponível
1.ª edição.
Estudo sobre o amor vicioso, de certa forma ingénuo, e com sérias reservas acerca do seu conteúdo histórico-científico... no entanto, bastante interessante e curioso.
"Nos primeiros tempos da Edade-Média, a libertinagem triunfava.
Os senhores faziam estendal dos seus vicios sem guardarem o mais minimo pudor ou conveniencia. O incesto multiplicava-se sob as fórmas mais horriveis
O filho não respeitava a mãe; as mães abusavam da innocencia dos filhos; o irmão violentava as irmãs; os pais requestavam as proprias filhas.
Na Hespanha, a louca e desenfreada paixão do rei godo D. Rodrigo, por Florinda, a Cava, e a leviandade d'esta mulher, foram a causa da perda da corôa e da vida do proprio rei, seguindo-se-lhe a invasão moura, protegida e mesmo solicitada pelo pae de Florinda, D. Julião.
A apparição da cavallaria é tambem medio-eval.
A cavallaria teve a original idéia de associar o amor ao heroismo e de considerar a estima d'uma mulher como o mais elevado objecto de actividade humana, erigindo o amor n'um principio supremo da moralidade.
Cada cavalleiro escolhia a sua dama, por ella combatia e a ella dedicava todas as suas façanhas.
Por seu lado nenhuma dama acceitava como cavalleiro o cobarde que fugia deante do perigo.
Durante muitos seculos a libertinagem vinha unida ou disfarçada com as practicas religiosas.
Em 1259 appareceu a seita dos flagellantes. Ninguem, ao principio suspeitava que as penitencias voluntarias d'estes peccadores, que se flagelavam em publico, podessem ser uma invenção da luxuria.
Caminhavam pelas ruas, a dois e dois, nús da cintura para cima, açoitando-se uns aos outros com correias e cilicios, e dando gemidos, até que o sangue brotava das carnes.
Pela noite dirigam-se para o campo e para os bosques e no meio das trevas e da escuridão redobravam as flagellações e com ellas os gritos e a sua loucura erótica.
Facil é adivinhar as odiosas consequencias d'estas reuniões de homens e mulhers, semi-nús, animados pelo espectaculo d'aquella indecente pantomima, na qual todos elles, uns após outros, se transformavam de actores em pacientes, chegando por fim ao ultimo paroxismo de extase libidinoso, praticando todas as variedades dos prazeres sensuaes e da depravação, na mais revoltante promiscuidade."
(excerto de O amor e o vicio na Edade-Média)
Matérias:
I. O amor e o vicio. Definição e caracteres que os distinguem. II. O vicio e o amor na mytologia e na lenda. III. O amor e o vicio na antiguidade: Egypto, Persia, India, Grecia e Roma. IV. O amor e o vicio na Edade-Média. V. A Edade Moderna. VI. O vicio e sensualidade nos povos selvagens. VII. O vicio na Sociedade Moderna.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Pequeno rasgão na capa posterior, sem perda de papel.
Raro.
Sem indicação de registo na BNP.
Indisponível
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*GRAELLS (Dr.),
1ª E D I Ç Ã O,
Erotismo,
Estudos críticos,
Estudos históricos,
História,
Sexualidade
16 julho, 2016
ALBUQUERQUE, Antonio de - ESCANDALO! : scenas da vida de provincia. Lisboa, Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso, 1904. In-8.º (18,5cm) de 442, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Romance rústico.
"Um sol ardente de Julho crestava a austera e esguia fachada da velha sé.
A missa do meio dia, lenta e somnolenta acabara finalmente, e o grande reposteiro vermelho da porta principal, afastado consecutivamente pelas mãos suadas da multidão devota, ondulava como um pendão ao vento.
Era um enorme formigueiro humano que ao sahir de dirigia apressado em todas as direcções. As mulheres vestindo os seus trajes domingueiros e garridos, escondiam levemente a sua natureza forte que se adivinhava na tumescencia dos seios e na maternidade das ancas. Os homens soberbos de virilidade, pegavam nos varapaus lusidios com o aprumo e attitudes dos antigos lusitanos empunhando as lanças. E toda aquella multidão borbulhava vistosa e colorida, bulhenta e offegante. [...]
Apenas o templo despejou a turba, começaram de sair lenta e quasi rythmicamente em grupos, as senhoras afidalgadas da terra, que enviavam aos seus conhecimentos saudações molhadas com sorrisos de sympathia falsa. Depois, lá seguiam para sua casa, criticando o gosto das toilettes, epigrammando a vida privada de todos, e se por acaso havia escandalo nunca se esqueciam de maldosamente amostardar a sua historia."
(excerto do Cap. I)
António de Albuquerque de Meneses e Lencastre (1866-1923). "Nasceu em Viseu no ano de 1866. Escritor, a sua obra não é abundante. Ficou, no entanto, conhecido pelo seu livro «O Marquês da Bacalhoa», publicado em 1908 e proibido, embora já se tivessem vendido 6.000 exemplares, que escandalizou a sociedade da época, por retratar de modo visível os costumes da família real e da corte. António de Albuquerque, porém, quase no fim da vida, penitenciou-se publicamente, repudiando o referido livro. Morreu em Sintra no ano de 1923."
(fonte: www.fmsoares.pt)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Ex-libris de Mário Moniz dos Santos no verso na f. rosto.
Exemplar em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto. Pequeno pico de traça, na parte superior da pasta frontal, junto à lombada.
Invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Romance rústico.
"Um sol ardente de Julho crestava a austera e esguia fachada da velha sé.
A missa do meio dia, lenta e somnolenta acabara finalmente, e o grande reposteiro vermelho da porta principal, afastado consecutivamente pelas mãos suadas da multidão devota, ondulava como um pendão ao vento.
Era um enorme formigueiro humano que ao sahir de dirigia apressado em todas as direcções. As mulheres vestindo os seus trajes domingueiros e garridos, escondiam levemente a sua natureza forte que se adivinhava na tumescencia dos seios e na maternidade das ancas. Os homens soberbos de virilidade, pegavam nos varapaus lusidios com o aprumo e attitudes dos antigos lusitanos empunhando as lanças. E toda aquella multidão borbulhava vistosa e colorida, bulhenta e offegante. [...]
Apenas o templo despejou a turba, começaram de sair lenta e quasi rythmicamente em grupos, as senhoras afidalgadas da terra, que enviavam aos seus conhecimentos saudações molhadas com sorrisos de sympathia falsa. Depois, lá seguiam para sua casa, criticando o gosto das toilettes, epigrammando a vida privada de todos, e se por acaso havia escandalo nunca se esqueciam de maldosamente amostardar a sua historia."
(excerto do Cap. I)
António de Albuquerque de Meneses e Lencastre (1866-1923). "Nasceu em Viseu no ano de 1866. Escritor, a sua obra não é abundante. Ficou, no entanto, conhecido pelo seu livro «O Marquês da Bacalhoa», publicado em 1908 e proibido, embora já se tivessem vendido 6.000 exemplares, que escandalizou a sociedade da época, por retratar de modo visível os costumes da família real e da corte. António de Albuquerque, porém, quase no fim da vida, penitenciou-se publicamente, repudiando o referido livro. Morreu em Sintra no ano de 1923."
(fonte: www.fmsoares.pt)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Ex-libris de Mário Moniz dos Santos no verso na f. rosto.
Exemplar em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto. Pequeno pico de traça, na parte superior da pasta frontal, junto à lombada.
Invulgar.
Indisponível
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*ALBUQUERQUE (António de),
1ª E D I Ç Ã O,
Literatura Portuguesa,
Romance
15 julho, 2016
CASTILHO, Augusto de - A QUESTÃO DO TRANSVAAL. Documentos colligidos, tradusidos e communicados á Sociedade de Geographia de Lisboa Em 24 de Fevereiro de 1881 por... Ex-governador de Lourenço Marques e socio correspondente da mesma Sociedade. Lisboa, Casa da Sociedade de Geographia, 1881. In-8.º (20,5cm) de 66 p.
1.ª edição.
Conjunto de documentos oficiais reproduzidos pelo autor sobre a questão do Transvaal, conflito que opôs a Inglaterra aos agricultores descendentes de franceses e holandeses que colonizaram o sul da África do Sul, a partir da colónia fundada junto ao Cabo da Boa Esperança. Estes documentos são demonstrativos do relacionamento entre as duas comunidades, entre 1856 e 1880. Posteriormente, este esforços diplomáticos resultariam infrutíferos, e viriam a dar origem ao primeiro conflito (1880-1881) e à Grande Guerra Anglo-Boer (1899-1902).
"Os commissarios por parte do Governo Britannico, garantem aos fazendeiros emigrantes de alem do rio Vaal, o direito de tratarem dos seus negocios, e de se governarem conforme leis suas, sem nenhuma intervenção por parte do governo Britannico; e que o dito Governo Britannico não praticará usurpações no territorio alem e ao norte do rio Vaal: assegurando-se tambem que o mais ardente desejo do Governo Britannico é promover a paz, o commercio livre, e as relações de amisade com os fazendeiros emigrantes que agora habitam, ou que de futuro venham a habitar aquelle paiz; tendo-se por entendido que este systema de não intervenção é obrigante para ambas as partes. [...]
Os commissarios de Sua Magestade rejeitam por esta forma toda a alliança com quaesquer nações de pretos ao norte do rio Vaal.
Fica ajustado que não será permittida em tempo algum aos emigrantes fazendeiros ao norte do rio Vaal, a posse de escravos."
(excerto da Convenção do Rio Sand, subscrita por lideres históricos do Transvaal, ente outros, A. W. J. Pretorius, W. F. Joubert e C. J. Kruger)
Summario:
I - Independencia do Transvaal reconhecida pelos inglezes - 1852. II - Annexação do Transvaal pelos inglezes - 1877. III - Protestos do Transvaal contra a annexação - 1877. IV - Esforços pacificos do Transvaal para rehaver a sua independencia - 1878. V - Restauração da independencia - 1880.
Augusto Vidal de Castilho Barreto e Noronha (Lisboa, 1841-Lisboa, 1912). Filho do poeta e pedagogo António Feliciano de Castilho, e irmão do escritor e olisipógrafo Júlio de Castilho. “Foi um militar da Marinha Portuguesa. A sua carreira começou na Escola Naval, em 1859, tendo servido em Angola, no Estado Português da Índia, em Moçambique e no Brasil. Em Moçambique foi Governador-geral, de 1885 a 1889. Nessas funções, emitiu em 1886 uma Portaria Provincial regulando a cobrança do "mussoco" nos Prazos (que tinham sido "extintos", pela terceira vez, seis anos antes), que incluía a obrigatoriedade dos homens válidos pagarem aquele imposto, se não em produtos, então em trabalho; foi dessa forma que começaram a organizar-se as grandes plantações de coqueiros e, mais tarde, as de sisal e de cana sacarina na Zambézia. Foi ainda Governador civil do Distrito do Porto, Director-geral da Marinha e Ministro da Marinha e Ultramar, em 1908. Colaborou na revista A Imprensa (1885-1891) e dirigiu a revista Brasil-Portugal (1899-1914). Encerrou a sua carreira no posto de Major-general da Armada na altura da implantação da República." Em sua homenagem, foi rebatizado com o seu nome um arrastão de pesca a vapor, anteriormente denominado Elite, e que fora requisitado pelo Governo Português para serviço durante a Grande Guerra, classificado como patrulha de alto mar. Foi afundado por um submarino alemão, em 14 de Outubro de 1918, sob o comando do 1.º Tenente Carvalho Araújo.
(fonte principal: wikipédia)
Exemplar desencadernado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
1.ª edição.
Conjunto de documentos oficiais reproduzidos pelo autor sobre a questão do Transvaal, conflito que opôs a Inglaterra aos agricultores descendentes de franceses e holandeses que colonizaram o sul da África do Sul, a partir da colónia fundada junto ao Cabo da Boa Esperança. Estes documentos são demonstrativos do relacionamento entre as duas comunidades, entre 1856 e 1880. Posteriormente, este esforços diplomáticos resultariam infrutíferos, e viriam a dar origem ao primeiro conflito (1880-1881) e à Grande Guerra Anglo-Boer (1899-1902).
"Os commissarios por parte do Governo Britannico, garantem aos fazendeiros emigrantes de alem do rio Vaal, o direito de tratarem dos seus negocios, e de se governarem conforme leis suas, sem nenhuma intervenção por parte do governo Britannico; e que o dito Governo Britannico não praticará usurpações no territorio alem e ao norte do rio Vaal: assegurando-se tambem que o mais ardente desejo do Governo Britannico é promover a paz, o commercio livre, e as relações de amisade com os fazendeiros emigrantes que agora habitam, ou que de futuro venham a habitar aquelle paiz; tendo-se por entendido que este systema de não intervenção é obrigante para ambas as partes. [...]
Os commissarios de Sua Magestade rejeitam por esta forma toda a alliança com quaesquer nações de pretos ao norte do rio Vaal.
Fica ajustado que não será permittida em tempo algum aos emigrantes fazendeiros ao norte do rio Vaal, a posse de escravos."
(excerto da Convenção do Rio Sand, subscrita por lideres históricos do Transvaal, ente outros, A. W. J. Pretorius, W. F. Joubert e C. J. Kruger)
Summario:
I - Independencia do Transvaal reconhecida pelos inglezes - 1852. II - Annexação do Transvaal pelos inglezes - 1877. III - Protestos do Transvaal contra a annexação - 1877. IV - Esforços pacificos do Transvaal para rehaver a sua independencia - 1878. V - Restauração da independencia - 1880.
Augusto Vidal de Castilho Barreto e Noronha (Lisboa, 1841-Lisboa, 1912). Filho do poeta e pedagogo António Feliciano de Castilho, e irmão do escritor e olisipógrafo Júlio de Castilho. “Foi um militar da Marinha Portuguesa. A sua carreira começou na Escola Naval, em 1859, tendo servido em Angola, no Estado Português da Índia, em Moçambique e no Brasil. Em Moçambique foi Governador-geral, de 1885 a 1889. Nessas funções, emitiu em 1886 uma Portaria Provincial regulando a cobrança do "mussoco" nos Prazos (que tinham sido "extintos", pela terceira vez, seis anos antes), que incluía a obrigatoriedade dos homens válidos pagarem aquele imposto, se não em produtos, então em trabalho; foi dessa forma que começaram a organizar-se as grandes plantações de coqueiros e, mais tarde, as de sisal e de cana sacarina na Zambézia. Foi ainda Governador civil do Distrito do Porto, Director-geral da Marinha e Ministro da Marinha e Ultramar, em 1908. Colaborou na revista A Imprensa (1885-1891) e dirigiu a revista Brasil-Portugal (1899-1914). Encerrou a sua carreira no posto de Major-general da Armada na altura da implantação da República." Em sua homenagem, foi rebatizado com o seu nome um arrastão de pesca a vapor, anteriormente denominado Elite, e que fora requisitado pelo Governo Português para serviço durante a Grande Guerra, classificado como patrulha de alto mar. Foi afundado por um submarino alemão, em 14 de Outubro de 1918, sob o comando do 1.º Tenente Carvalho Araújo.
(fonte principal: wikipédia)
Exemplar desencadernado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
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*CASTILHO (Augusto de),
1ª E D I Ç Ã O,
África,
África do Sul,
Diplomacia,
Diplomacia / Tratados,
História,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Política
14 julho, 2016
ZARCO, Henrique - IMAGENS DO ALENTEJO (Documentário da Vida Alentejana). [S.l.], [s.n. - imp. na Imprensa Artística, Limitada, Lisboa], 1936. In-8.º (19cm) de 151, [9] p. ; [3] f. il. ; B. Colecção "Amanhã", 2
Capa de Clímaco.
1.ª edição.
Conjunto de crónicas dedicadas ao Alentejo e às precárias condições de vida da sua população.
Livro ilustrado com belíssimas estampas intercaladas no texto da autoria de Manuel Ribeiro de Pavia, naquela que terá sido a primeira obra literária a que o Mestre emprestou a sua colaboração artística.
Imagens do Alentejo é um "documentário vivo e calcinante, sem grandes preocupações literárias, da fecundante região dos grandes senhores e dos grandes escravos, é uma obra essencialmente regionalista, onde são cantadas as belezas do seu solo, e as grandezas e misérias do seu povo, pelo joven alentejano Henrique Zarco.
Êste novel escritor, ao delinear esta obra, quis chamar a atenção dos homens de letras, artistas e governantes da nossa terra para essa fecundante região que se estende ao longo duma planície tam vasta, que se perde de vista na imensidade do dourado das espigas trazidas à superfície pelo esfôrço hercúleo dos seus filhos e... que não lhes garante o pão para o seu sustento.
É, pois, para êsse manancial de beleza ardente e artística, em cujo solo escaldante se abrasa a e esquece êste nobre povo alentejano, que apelamos para todos os corações sensíveis, que auscultem a vida desta dolente gente que revolve a terra em busca do minério e do pão."
(excerto da nota dos editores)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas, lombada e f. anterrosto frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Muito invulgar.
Indisponível
Capa de Clímaco.
1.ª edição.
Conjunto de crónicas dedicadas ao Alentejo e às precárias condições de vida da sua população.
Livro ilustrado com belíssimas estampas intercaladas no texto da autoria de Manuel Ribeiro de Pavia, naquela que terá sido a primeira obra literária a que o Mestre emprestou a sua colaboração artística.
Imagens do Alentejo é um "documentário vivo e calcinante, sem grandes preocupações literárias, da fecundante região dos grandes senhores e dos grandes escravos, é uma obra essencialmente regionalista, onde são cantadas as belezas do seu solo, e as grandezas e misérias do seu povo, pelo joven alentejano Henrique Zarco.
Êste novel escritor, ao delinear esta obra, quis chamar a atenção dos homens de letras, artistas e governantes da nossa terra para essa fecundante região que se estende ao longo duma planície tam vasta, que se perde de vista na imensidade do dourado das espigas trazidas à superfície pelo esfôrço hercúleo dos seus filhos e... que não lhes garante o pão para o seu sustento.
É, pois, para êsse manancial de beleza ardente e artística, em cujo solo escaldante se abrasa a e esquece êste nobre povo alentejano, que apelamos para todos os corações sensíveis, que auscultem a vida desta dolente gente que revolve a terra em busca do minério e do pão."
(excerto da nota dos editores)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas, lombada e f. anterrosto frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Muito invulgar.
Indisponível
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*PAVIA (Manuel Ribeiro de),
*ZARCO (Henrique),
1ª E D I Ç Ã O,
Alentejo,
Crónicas
13 julho, 2016
GRANJO, Antonio – A GRANDE AVENTURA (scenas da guerra).
Lisboa, Portugal-Brasil, [1919]. In-8.º (19cm) de 193, [3] p. ; B.
1.ª edição.
António Granjo incorporou o 1.º batalhão de infantaria 19, que participou, integrado noutras unidades, no Corpo Expedicionário Português colocado na Flandres durante a Grande Guerra. Da sua experiência nas trincheiras resultou este livro que é um interessante documento da participação portuguesa no conflito.
“Parti de Chaves, com o 1.º Batalhão de infantaria 19, na noite de 20 para 21 de maio de 1917, com destino a Lisboa, onde embarquei, em direcção a Brest, no dia 27 do mesmo mez. Cheguei a Brest no dia 1 de junho, desembarcando no dia seguinte para tomar imediatamente o comboio militar que me levou ao acampamento de Etaples. No dia 9 do mesmo mez recebia guia, com outros oficiaes e alguns sargentos graduados, para me apresentar no Q. G. do C. E. P., deixando o batalhão acampado.
1.ª edição.
António Granjo incorporou o 1.º batalhão de infantaria 19, que participou, integrado noutras unidades, no Corpo Expedicionário Português colocado na Flandres durante a Grande Guerra. Da sua experiência nas trincheiras resultou este livro que é um interessante documento da participação portuguesa no conflito.
“Parti de Chaves, com o 1.º Batalhão de infantaria 19, na noite de 20 para 21 de maio de 1917, com destino a Lisboa, onde embarquei, em direcção a Brest, no dia 27 do mesmo mez. Cheguei a Brest no dia 1 de junho, desembarcando no dia seguinte para tomar imediatamente o comboio militar que me levou ao acampamento de Etaples. No dia 9 do mesmo mez recebia guia, com outros oficiaes e alguns sargentos graduados, para me apresentar no Q. G. do C. E. P., deixando o batalhão acampado.
O batalhão 19 constituía uma unidade de deposito. Cada um
seguiu para seu lado, conforme o exigiam as conveniencias do serviço e as
necessidades da campanha.
O 19 foi, porém, de todos os batalhões da Flandres, aquele
que contribuiu com um maior contingente de heroismo. Ás nossas mais belas
paginas de guerra está ligado imperecivelmente algum nome do 1.º Batalhão de
infantaria 19.
A primeira vitoria sobre os alemães, em Neuve-Chapelle, foi
obtida pelo alferes do 19, Antonio Teixeira, miliciano, que conseguiu repelir
com o seu pelotão duas companhias alemãs, fazendo alguns prisioneiros, e por
esse feito foi promovido por distinção a tenente (aos 18 anos!) e condecorado
com a Cruz de Guerra e a Military Cross.
O único golpe ofensivo vibrado ao inimigo foi o raid
comandado pelo capitão Ribeiro de Carvalho, do 19,. Foi por isso (aos 28 anos!)
promovido a major e condecorado com a Cruz de Guerra, a Military Cross e a Torre e Espada.
Na ofensiva alemã de abril, os cento e tantos soldados do 19
encorporados no 15 por tal forma se houveram que foram todos louvados individualmente.
O Capitão Bento Roma, o maior portuguez do nosso tempo, o
novo Duarte Pacheco que em Lacouture restabeleceu a nossa tradição heroica e
legendaria, fôra transferido do 19 nas vesperas de partir para França e no dia
19 fez a sua carreira.
É por isso que as minhas primeiras palavras são para o meu
glorioso batalhão. Se o destino lhe foi descaroável, se a Historia nem sequer o
encontrará como uma unidade combatente e precisará de ir buscar aos outros
batalhões a noticia dos feitos dos seus oficiaes e soldados, que ao menos fique
esse glorioso 19, que desde o Bussaco vem ilustrando os nossos fastos militares,
na primeira pagina deste livro de recordações.
É possível que alguns olhos caíam sobre estas linhas.
Desejaria que no coração do portuguez que as lesse, esse numero 19 ficasse
gritando e ardendo como a própria voz da Patria.”
(Ao 1.º Batalhão de infantaria 19)
(Ao 1.º Batalhão de infantaria 19)
Matérias:
- Ao 1.º batalhão de infantaria 19. – Ao 1.º batalhão de
infantaria 22. – A grande aventura. – De Lisboa a Brest. – De Brest a Etaples.
– Um dia fóra do acampamento. – Para a frente. – Na catedral de
Aire-sûr-la-Lys. – A noite de Santo Antonio. – O tenente Grilo. – Nas linhas de
apoio. – A primeira patrulha. – O metralhador. – Carta a uma mãe. –
Acantonamento de Penin-Mariage. – Um S. O. S. – Flores da terra de ninguém. A
fuga á morte. – Dois heróis. – Os dois prisioneiros. – A rendição. – Por
Portugal.
António Granjo (1881-1921). Natural de Chaves. Foi um político e militar português. Viria a ser assassinado na sequência de um movimento
radical, em Lisboa, na madrugada de 19 de Outubro de 1921, na purga que ficaria conhecida para a história por «Noite Sangrenta». Na sua carreira
política destacam-se duas breves passagens pelo cargo de primeiro-ministro,
funções que exercia aquando da sua morte.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível
Indisponível
11 julho, 2016
LE CORBUSIER - MANEIRA DE PENSAR O URBANISMO. Tradução de
José Borrego. Lisboa, Publicações Europa-América, [1969]. In-8.º (18cm) de 211,
[6] p. ; il. ; B. Colecção Saber
1ª edição portuguesa.
Muito ilustrada no texto com esboços, desenhos esquemáticos,
maquetes, etc.
“Se ainda era possível considerar, até às primeiras décadas
do século XX, dois estabelecimentos humanos tradicionais - a cidade como
organismo urbano e a aldeia como organismo rural coerentes - as transformações
ocorridas, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, com a explosão caótica
das cidades e seus congestionamentos, mudaram de modo radical a visão dos
urbanistas e arquitectos. Com a clara percepção deste facto, Le Corbusier
analisa e propõe as metas de uma nova visão arquitetónica e urbanística capaz
de colocar o homem num entorno que privilegie concomitantemente o humano e o
natural.”
(in cidadesrebeldes.wordpress.com)
Le Corbusier (1887-1965). “Jeanneret, mais conhecido por Le Corbusier, nasceu a 6 de Outubro de 1887 em La Chaux-de-Fonds, Suíça, mas viveu a maior parte da sua vida em França. Iniciou a sua carreira como intelectual, pintor e escritor («homme de lettres»). Nas suas viagens pelo mundo, Le Corbusier contactou com estilos de épocas diversas. De todas estas influências, captou aquilo que considerava essencial e intemporal, reconhecendo em especial os valores da Arquitectura Clássica grega. Interessado pelos problemas do planeamento urbano, resultantes do crescimento das cidades, abre em 1922 o seu primeiro atelier de Arquitectura. Desenvolveu um sistema construtivo com pilares de cimento armado, que libertava as paredes de qualquer função estrutural. As estruturas «esqueléticas» permitiam muitas variações para definir os espaços interior.
(in cidadesrebeldes.wordpress.com)
Le Corbusier (1887-1965). “Jeanneret, mais conhecido por Le Corbusier, nasceu a 6 de Outubro de 1887 em La Chaux-de-Fonds, Suíça, mas viveu a maior parte da sua vida em França. Iniciou a sua carreira como intelectual, pintor e escritor («homme de lettres»). Nas suas viagens pelo mundo, Le Corbusier contactou com estilos de épocas diversas. De todas estas influências, captou aquilo que considerava essencial e intemporal, reconhecendo em especial os valores da Arquitectura Clássica grega. Interessado pelos problemas do planeamento urbano, resultantes do crescimento das cidades, abre em 1922 o seu primeiro atelier de Arquitectura. Desenvolveu um sistema construtivo com pilares de cimento armado, que libertava as paredes de qualquer função estrutural. As estruturas «esqueléticas» permitiam muitas variações para definir os espaços interior.
É considerado o arquitecto mais importante do século XX. Os
seus edifícios, os seus livros, e até os seus caraterísticos laços e óculos de
massa pretos afectam a nossa ideia de arquitectura moderna e de Modernismo em
geral. Apesar das críticas que o seu trabalho enfrentou, Le Corbusier
influencia ainda hoje a arquitetura e o planeamento urbanístico.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
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*LE CORBUSIER,
1ª E D I Ç Ã O,
Arquitectura,
Urbanismo
10 julho, 2016
LEITE, Bertha - A LENDA DA PRAIA DO GUINCHO. [S.l.], [s.n. - imp. na Typographia do Commercio, Lisboa], 1921. In-8.º (17,5cm) de 45, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Primeira, e uma das mais apreciadas obras de Berta Leite. Impressa em papel de linho.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa da autora.
"Reza a lenda que, no século XIII, foi a partir destas areias que ecoou pela povoação toda o "guincho" de uma donzela que anunciava a conquista de Alcácer do Sal aos mouros pelo exército de D. Afonso II, onde combatia o seu noivo."
(www.ncoisasnossas.com/pt)
"Por aquella aridez asperamente selvagem onde o sol dardeja jorros de luz crúa, ha para além de Cascaes, um forte abandonado que nada diz. E, no entanto, foi construido sobre as ruinas do Castello que abrigou esta mirifica lenda portugueza!"
(excerto do preâmbulo)
"Na costa onde o mar continúa a rugir preces altivas, escalavrando rochedos hirtos e elevando a uma possança extraordinaria o enobrecimento do rythmo, ouve out'rora sob o reinado de D. Affonso II, uma filha de santos pescadores, que por mando do Senhor do Castello, D. Pedro de Portugal, foi feita sua serva. Ainda que submisso e prudente o pae achara-se cobarde de não se ter revoltado.
Tinha talvez podido fugir á prisão e ao azorrague e subtrahir a filha ao destino que a vontade senhorial impunha.
A sua humildade hesitara em contrariar a vontade do Senhor do Castello, mas emquanto elle hesitava, levaram-lh'a os serviçaes.
Timida e chorosa, lá foi juntamente com mais duas victimas, mas essas dengosas e contentes. Andaram toda a noite cobertos pelo luar e só de madrugada avistaram ao longe as muralhas do Castello."
(excerto da Cap. I)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação. Capa apresenta pequenas falhas de papel nas margens.
Raro.
Indisponível
1.ª edição.
Primeira, e uma das mais apreciadas obras de Berta Leite. Impressa em papel de linho.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa da autora.
"Reza a lenda que, no século XIII, foi a partir destas areias que ecoou pela povoação toda o "guincho" de uma donzela que anunciava a conquista de Alcácer do Sal aos mouros pelo exército de D. Afonso II, onde combatia o seu noivo."
(www.ncoisasnossas.com/pt)
"Por aquella aridez asperamente selvagem onde o sol dardeja jorros de luz crúa, ha para além de Cascaes, um forte abandonado que nada diz. E, no entanto, foi construido sobre as ruinas do Castello que abrigou esta mirifica lenda portugueza!"
(excerto do preâmbulo)
"Na costa onde o mar continúa a rugir preces altivas, escalavrando rochedos hirtos e elevando a uma possança extraordinaria o enobrecimento do rythmo, ouve out'rora sob o reinado de D. Affonso II, uma filha de santos pescadores, que por mando do Senhor do Castello, D. Pedro de Portugal, foi feita sua serva. Ainda que submisso e prudente o pae achara-se cobarde de não se ter revoltado.
Tinha talvez podido fugir á prisão e ao azorrague e subtrahir a filha ao destino que a vontade senhorial impunha.
A sua humildade hesitara em contrariar a vontade do Senhor do Castello, mas emquanto elle hesitava, levaram-lh'a os serviçaes.
Timida e chorosa, lá foi juntamente com mais duas victimas, mas essas dengosas e contentes. Andaram toda a noite cobertos pelo luar e só de madrugada avistaram ao longe as muralhas do Castello."
(excerto da Cap. I)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação. Capa apresenta pequenas falhas de papel nas margens.
Raro.
Indisponível
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§ AUTÓGRAFOS,
*LEITE (Berta),
1ª E D I Ç Ã O,
Cascais,
Contos / Novelas,
História,
História de Portugal,
Lendas,
Romance Histórico
08 julho, 2016
AGUDO, Fernandes - UM CRIME DESVENDADO : romance. Lisboa, Livraria Ferin, 1908. In-8.º (18,5cm) de 254 p. ; E.
1.ª edição.
Romance realista de costumes sobre a traição e o ciúme - o crime e a loucura.
"Este livro não se filia em escola alguma. Pertence a todas - não pertence a nenhuma. Escripto desprendidamente, sem pruridos litterarios, tem por objectivo, apenas - e isto mesmo sem pretensões - definir alguns carácteres, que todo o mundo está farto de conhecer - mas que, talvez, ainda não registasse. - O que ahi fica, são apenas notas á margem de um observador, algum tanto pessimista, mas em todo o caso coherente.
Apparece ahi uma mulher, que não é bem um typo - mas é, seem duvida, um producto exotico da neurastenia moderna. Emoldurei-a nos seus sentimentos, e, assim, vô-la apresento. As tintas do quadro vão carregadas - vão, talvez, nêgras demais: mas foi preciso aquillo para destacar. - Nouttros tempos, a mulher - que o erotismo romantico via simplesmente atravez dos anneis dos seus cabellos loiros, ou da sua tês alabastrina - era cantada entre um olhar terno e o esvasiar de uma taça de bom vinho, entre o colhêr de uma rósa e o aspirar do seu perfume. Tudo exterioridades... Hoje, não: hoje já não póde ser assim. O romance - e a poesia tambem - tem que esvurmar um pouquinho mais fundo: tem que escalpelizar anatomicamente as suas faculdades sentimentaes e tirar uma conclusão segura da sua capacidade. E, honra seja dada á natureza! depois de feita a operação, verifica-se que a mulher é ainda hoje, o que ha tres mil annos era no capitulo - sentimentos, e no paragrapho - paixão!
Mas, quando estas duas faculdades se manifestam mais intensamente, mais desgarradamente, mais abruptamente, é, sem duvida, no momento em que lhe cáem aos pés as suas illusões, ou lhe escapa, lhe foge, para se ir abraçar a outra, o homem que ella julgava seguro pelos laços do seu amor. [...]
Quem ler, pois, Um crime desvendado, não vá suppor que o auctor fantasiou: não senhor. Tudo que ahi fica são coisas do nosso meio, vividas e sentidas nas organisações do nosso espirito desiquilibrado - que, graças a Deus, já não é só de hoje! E, quem supposer tambem que a mulher, a despeito de todas as liberdades da civilisação, não é capaz de conceber, nutrir e acalentar no seu espirito uma vingança, que se possa appellidar de «monstruosa», exercida sobre o amante, quando ella está devéras apaixonada, é porque desconhece aquelle meditado pensamento de La Bruyère: «chorar o que se ama é um bem, se o compararmos com o viver na companhia de quem se odeia»."
(excerto da introdução, Esclarecendo...)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
1.ª edição.
Romance realista de costumes sobre a traição e o ciúme - o crime e a loucura.
"Este livro não se filia em escola alguma. Pertence a todas - não pertence a nenhuma. Escripto desprendidamente, sem pruridos litterarios, tem por objectivo, apenas - e isto mesmo sem pretensões - definir alguns carácteres, que todo o mundo está farto de conhecer - mas que, talvez, ainda não registasse. - O que ahi fica, são apenas notas á margem de um observador, algum tanto pessimista, mas em todo o caso coherente.
Apparece ahi uma mulher, que não é bem um typo - mas é, seem duvida, um producto exotico da neurastenia moderna. Emoldurei-a nos seus sentimentos, e, assim, vô-la apresento. As tintas do quadro vão carregadas - vão, talvez, nêgras demais: mas foi preciso aquillo para destacar. - Nouttros tempos, a mulher - que o erotismo romantico via simplesmente atravez dos anneis dos seus cabellos loiros, ou da sua tês alabastrina - era cantada entre um olhar terno e o esvasiar de uma taça de bom vinho, entre o colhêr de uma rósa e o aspirar do seu perfume. Tudo exterioridades... Hoje, não: hoje já não póde ser assim. O romance - e a poesia tambem - tem que esvurmar um pouquinho mais fundo: tem que escalpelizar anatomicamente as suas faculdades sentimentaes e tirar uma conclusão segura da sua capacidade. E, honra seja dada á natureza! depois de feita a operação, verifica-se que a mulher é ainda hoje, o que ha tres mil annos era no capitulo - sentimentos, e no paragrapho - paixão!
Mas, quando estas duas faculdades se manifestam mais intensamente, mais desgarradamente, mais abruptamente, é, sem duvida, no momento em que lhe cáem aos pés as suas illusões, ou lhe escapa, lhe foge, para se ir abraçar a outra, o homem que ella julgava seguro pelos laços do seu amor. [...]
Quem ler, pois, Um crime desvendado, não vá suppor que o auctor fantasiou: não senhor. Tudo que ahi fica são coisas do nosso meio, vividas e sentidas nas organisações do nosso espirito desiquilibrado - que, graças a Deus, já não é só de hoje! E, quem supposer tambem que a mulher, a despeito de todas as liberdades da civilisação, não é capaz de conceber, nutrir e acalentar no seu espirito uma vingança, que se possa appellidar de «monstruosa», exercida sobre o amante, quando ella está devéras apaixonada, é porque desconhece aquelle meditado pensamento de La Bruyère: «chorar o que se ama é um bem, se o compararmos com o viver na companhia de quem se odeia»."
(excerto da introdução, Esclarecendo...)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
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*AGUDO (Fernandes),
1ª E D I Ç Ã O,
Crime,
Erotismo,
Lisboa,
Literatura Portuguesa,
Realismo,
Romance,
Romance de Costumes
07 julho, 2016
VILARINHO, Manuel Leal - O QUE VI, OUVI E APRENDI NUMA VISITA RELÂMPAGO AO BRASIL. Lisboa, Academia de Marinha, 2006. In-4.º (24,5cm) de [4], 33, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Impressões de viagem do Contra-Almirante Manuel Leal Vilarinho na sua visita a Terras de Vera Cruz.
Ilustrada com a reprodução de 11 fotografias a p.b. e um mapa do território brasileiro.
"A Marinha fez-me conhecer o mundo, mas nunca fora ao Brasil. Há muito que desejava fazê-lo, pois achava que era indispensável para a cultura dum português. [...]
Planeei a viagem de forma a visitar Salvador, Ouro Preto e é claro, o Rio de Janeiro. Depois decidi-me a escrever o relato da viagem, em que dei preferência aos pontos que esperava ver a influencia portuguesa mais antiga.
Detesto aqueles que estão uns dias num país e vêm descrevê-lo, como se lá tivessem vivido sempre. Por isso só descrevi o que observei."
(excerto da introdução)
Matérias:
I - Salvador da Baía. II - Evolução do Brasil desde a descoberta à tomada de consciência de ser uma nação e dos seus limites geográficos: 1) As Incursões Holandesas; 2) Consequências do Domínio Espanhol - (1580-1640). III - A excursão a Minas Gerais. IV - Breve sísntese dos acontecimentos passados em Portugal e no Brasil que influenciaram este país do século XVIII até à chegada de D. Pedro. V - Rio de Janeiro. VI - Balanço da viagem.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
1.ª edição.
Impressões de viagem do Contra-Almirante Manuel Leal Vilarinho na sua visita a Terras de Vera Cruz.
Ilustrada com a reprodução de 11 fotografias a p.b. e um mapa do território brasileiro.
"A Marinha fez-me conhecer o mundo, mas nunca fora ao Brasil. Há muito que desejava fazê-lo, pois achava que era indispensável para a cultura dum português. [...]
Planeei a viagem de forma a visitar Salvador, Ouro Preto e é claro, o Rio de Janeiro. Depois decidi-me a escrever o relato da viagem, em que dei preferência aos pontos que esperava ver a influencia portuguesa mais antiga.
Detesto aqueles que estão uns dias num país e vêm descrevê-lo, como se lá tivessem vivido sempre. Por isso só descrevi o que observei."
(excerto da introdução)
Matérias:
I - Salvador da Baía. II - Evolução do Brasil desde a descoberta à tomada de consciência de ser uma nação e dos seus limites geográficos: 1) As Incursões Holandesas; 2) Consequências do Domínio Espanhol - (1580-1640). III - A excursão a Minas Gerais. IV - Breve sísntese dos acontecimentos passados em Portugal e no Brasil que influenciaram este país do século XVIII até à chegada de D. Pedro. V - Rio de Janeiro. VI - Balanço da viagem.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
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*VILARINHO (Manuel Leal),
1ª E D I Ç Ã O,
Brasil,
História,
História de Portugal,
História do Brasil,
Marinha,
Viagens
06 julho, 2016
BRANCO, Comandante Fernando - NOVELAS SUBMARINAS : episódios históricos de submarinos portugueses e aliados durante a grande guerra. Pelo... 2ª edição. Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1936. In-8.º (19cm) de [8], 272 p. ; B.
Colecção de episódios passados em (e com) submarinos durante a Grande Guerra.
Matérias:
Colecção de episódios passados em (e com) submarinos durante a Grande Guerra.
Matérias:
I - Um cruzeiro em imersão: Serviço de um submarino português em guerra. II - A Marinha de Guerra Portuguesa... A Heróica!: Notável episódio do «Augusto de Castilho». III - O pássaro e o peixe: Combate singular entre um submarino e um aeroplano. IV - «Um cardume... de submarinos!»: Falso alarme de submarinos inimigos. - Episódio curioso por que passou um submarino português durante a guerra. V - Horas de angústia: Momentos
terríveis dentro dum submarino afundado. - O que passaram êsses heróis
obscuros da Grande Guerra e uma salvação movimentada. VI - A descoberta de Perpignan: Episódio
patriótico da Grande Guerra. - O que uma esquadrilha de submarinos
portugueses viu numa travessia do Mediterrâneo, em plena guerra. VII - A terrível ratoeira: Captura dum submarino numa rêde de defesa. VIII - O «bluff» britânico!: História dos navios fantasmas inventados pelos ingleses durante a Grande Guerra. IX - A expiação: Morte lenta dum submarino afundado. - Como acabaram muitas guarnições de alguns submarinos inimigos depois dos seus sucessos. X - O rádio do armistício!: Episódio
dum submarino português na Grande Guerra. - O que se passou a bordo do
último submarino português que fez a guerra, no dia 11 de Novembro de
1918, no momento solene em que a assinatura do armistício foi comunicada
ao Mundo.
Fernando Augusto Branco (1880/1890-1940). “Foi um militar,
escritor, político e diplomata português. Oficial da Marinha, inicialmente serviu no Exército. Tinha o Curso Naval de Guerra e era especializado em
torpedos e em navegação submarina. Durante a Primeira Guerra Mundial serviu nos
submarinos que faziam cruzeiro de vigilância ao largo da Barra do Rio Tejo. Promovido
a Capitão-Tenente em 1939. Atingiu o posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra, foi Adido Naval em Londres e, na vigência da
situação política saída do Movimento Militar de 28 de Maio de 1926, durante a
Ditadura Nacional, exerceu durante largo tempo, no 7.º Governo da Ditadura, de
Domingos Oliveira, as funções de 133.º Ministro dos Negócios Estrangeiros, de
21 de Janeiro a 9 de Setembro de 1930, de 4 de Outubro de 1930 a 19 de Maio de
1931, de 15 de Junho de 1931 a 22 de Janeiro de 1932 e de 22 de Março a 11 de
Junho de 1932, no exercício das quais se deslocou várias vezes a Genebra, onde,
nas Assembleias da Sociedade das Nações, usou da palavra em nome de Portugal, e
sobraçou, também por vezes, a pasta de Ministro da Marinha Interino de 11 a 16
de Outubro de 1930 e de 22 de Abril a 12 de Maio de 1931. Obras publicadas: Novelas
marítimas e Novelas submarinas."
(fonte: wikipédia)
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€
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*BRANCO (Comandante Fernando),
1ª Guerra Mundial,
Crónicas,
Guerra,
História,
História de Portugal,
Marinha,
República,
Submarinos
05 julho, 2016
VELHO, Dr. A. A. Martins - AS POTÊNCIAS OCULTAS DO HOMEM OU OS GRANDES PROBLEMAS DA VIDA. Magnetismo - Espiritismo - Ocultismo. Lisboa, Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira, 1920. In-8.º (19cm) de 420 p. : [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
"Sob a epígrafe comum de telepatia compreendem-se diversas ordens de fenómenos, tais como - os sonhos verídicos e proféticos; os pressentimentos; as intuições; e as alucinações telepáticas.
Telepatia é uma palavra de origem grega, que etimológicamente considerada significa: sofrimento ou acção dolorosa exercida através de grandes distâncias.
Compreende por isso o estudo de todos os fenómenos psíquicos, em que se dá a transmissão mental de pensamento, entre pessoas separadas por enormes distâncias; ou a visão instantânea de sucessos longínquos; ou a previsão de sucessos futuros por meio de sonhos, intuições ou pressentimentos por uma forma mais ou menos precisa e definida.
Todos estes fenómenos de uma natureza misteriosa (por desconhecida) provam, embora indirectamente, que no ser humano existe, alêm da matéria organizada, um quid misterioso, para o qual não há distâncias; pois que o pensamento e o sistema nervoso de um indivíduo pode vibrar harmónica e sincronicamente com o de outro, embora os dois indivíduos estejam afastados um do outro por milhares de quilómetros.
Alguns destes fenómenos provam tambem que, em determinados casos, o conhecimento antecipado de sucessos futuros pode ser uma realidade."
(excerto do Cap. V, A Telepatia)
Index:
I - A Sciência Antiga. II - Os componentes do homem. III - Donde vem êle? IV - O Magnetismo. V - A Telepatia. VI - Alucinações telepáticas. VII - A Teoria Espírita. VIII - Ideias gerais sôbre a historia do Espiritismo. IX - Primeiros fenómenos. X - Considerações Gerais. XI - Filosofia Espírita. XII - Trabalhos experimentais de Espiritismo - Sessões e Mediuns. XIII - O Plano Divino.
Afonso Acácio Martins Velho (1848-1929). “Advogado, escritor e conhecido espírita português. Foi o primeiro Presidente da Federação Espírita Portuguesa (FEP). Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Exerceu advocacia nas cidades de Tomar, Elvas e Lisboa. Foi um dos mais prestigiados precursores do Espiritismo em Portugal, tendo participado, durante muito tempo, das reuniões mediúnicas promovidas pelo médium português Fernando de Lacerda, e outras, onde se encontravam presentes a médium Madalena Frondoni Lacombe e o Dr. José Alberto de Sousa Couto. Colaborou, de1905 a 1909, na revista Estudos Psíquicos (1ª fase), de José Alberto de Sousa Couto, e na Revista de Espiritismo, da FEP. Como escritor espiritualista tem vários livros publicados. Foi autor de monografias sobre o ocultismo, e praticante do hipnotismo e do magnetismo animal, tendo realizado experiências referentes ao animismo, muitas delas relatadas nas suas obras e diversos artigos que escreveu sobre estes temas."
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Sem contracapa. Contém sublinhados a lápis.
Raro.
Indisponível
1.ª edição.
"Sob a epígrafe comum de telepatia compreendem-se diversas ordens de fenómenos, tais como - os sonhos verídicos e proféticos; os pressentimentos; as intuições; e as alucinações telepáticas.
Telepatia é uma palavra de origem grega, que etimológicamente considerada significa: sofrimento ou acção dolorosa exercida através de grandes distâncias.
Compreende por isso o estudo de todos os fenómenos psíquicos, em que se dá a transmissão mental de pensamento, entre pessoas separadas por enormes distâncias; ou a visão instantânea de sucessos longínquos; ou a previsão de sucessos futuros por meio de sonhos, intuições ou pressentimentos por uma forma mais ou menos precisa e definida.
Todos estes fenómenos de uma natureza misteriosa (por desconhecida) provam, embora indirectamente, que no ser humano existe, alêm da matéria organizada, um quid misterioso, para o qual não há distâncias; pois que o pensamento e o sistema nervoso de um indivíduo pode vibrar harmónica e sincronicamente com o de outro, embora os dois indivíduos estejam afastados um do outro por milhares de quilómetros.
Alguns destes fenómenos provam tambem que, em determinados casos, o conhecimento antecipado de sucessos futuros pode ser uma realidade."
(excerto do Cap. V, A Telepatia)
Index:
I - A Sciência Antiga. II - Os componentes do homem. III - Donde vem êle? IV - O Magnetismo. V - A Telepatia. VI - Alucinações telepáticas. VII - A Teoria Espírita. VIII - Ideias gerais sôbre a historia do Espiritismo. IX - Primeiros fenómenos. X - Considerações Gerais. XI - Filosofia Espírita. XII - Trabalhos experimentais de Espiritismo - Sessões e Mediuns. XIII - O Plano Divino.
Afonso Acácio Martins Velho (1848-1929). “Advogado, escritor e conhecido espírita português. Foi o primeiro Presidente da Federação Espírita Portuguesa (FEP). Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Exerceu advocacia nas cidades de Tomar, Elvas e Lisboa. Foi um dos mais prestigiados precursores do Espiritismo em Portugal, tendo participado, durante muito tempo, das reuniões mediúnicas promovidas pelo médium português Fernando de Lacerda, e outras, onde se encontravam presentes a médium Madalena Frondoni Lacombe e o Dr. José Alberto de Sousa Couto. Colaborou, de1905 a 1909, na revista Estudos Psíquicos (1ª fase), de José Alberto de Sousa Couto, e na Revista de Espiritismo, da FEP. Como escritor espiritualista tem vários livros publicados. Foi autor de monografias sobre o ocultismo, e praticante do hipnotismo e do magnetismo animal, tendo realizado experiências referentes ao animismo, muitas delas relatadas nas suas obras e diversos artigos que escreveu sobre estes temas."
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Sem contracapa. Contém sublinhados a lápis.
Raro.
Indisponível
04 julho, 2016
THE ANGLO-PORTUGUESE TELEPHONE COMPANY LIMITED. Inaugura em 1930 o serviço telefonico automatico em Lisboa - Como Usar o Telefone Automatico. [S.l.], A. P. T. C.º L.td [imp. no Centro Tip. Colonial], [1930]. In-8.º (11x18cm) de 26, [4] p. ; [1] f. desd. ; il. ; B.
1.ª edição.
Brochura informativa (e "educativa") para a boa utilização dos aparelhos telefónicos, na sequência da instalação do serviço automático em Lisboa.
Ilustrada com desenhos exemplificativos no texto e um com desdobrável, também ilustrado, de generosas dimensões (25,5x50cm) - Demonstração da maneira como se efectua uma ligação entre dois Assinantes da Rêde Automatica.
"A Companhia dos Telefones inaugurou os seus serviços em Portugal no ano de 1881, e antes de ter completado as suas bodas de ouro, vai dotar a cidade de Lisboa do mais moderno sistema usado no mundo: a Telefonia Automatica.
O telefone chegou a Portugal 5 anos depois da sua invenção, e o telefone automatico dois anos depois da França e da propria Inglaterra o terem adoptado.
Mas, o que é preciso frizar ao publico, é o que representa de interesse pelos seus Assinantes, a transformação que a Companhia vai executar nas suas belas e modernas estações da «Trindade» e depois «Norte», onde o material para serviço manual era do mais recente fabrico e instalado sob a perfetibilidade tecnica admirada por todos os tecnicos de Telefonia estrangeira que nos teem visitado.
Pois a Companhia, só no desejo de cumprir com os seus deveres de bem servir o publico, vai pôr de parte esse excelente material e substitui-lo por material automatico, obra que lhe importará em cerca de 250.000 libras. Mas era uma obra de civilisação e por isso a Companhia julgou indispensavel realisa-la. [...]
Na telefonia automatica, o Assinante tem uma parte activa e que tem de ser inteligente, na realisação da sua chamada.
Se o Assinante não proceder rigorosamente segundo as instrucções que a Companhia lhe vai fornecer escusa de increpar... o mau serviço das telefonistas, as faltas de atenção, etc., etc.
É o sistema ideal para a Companhia, que ao suprimir a parte manual, liberta de si a grande maioria das responsabilidades que lhe são assacadas de mau serviço.
O publico que falar ao telefone tem de saber o que está fazendo. Nem atrapalhações nem precipitações nem faltas de atenção. O aparelho é mecanico e não corresponderá senão á marcação exacta. [...]
Este folheto vem dar-vos algumas instrucções. Cumpri-las estritamente é a unica maneira de colher do telefone automatico aquele valor de utilidade que torna superior este sistema a qualquer outro, e cujas caracteristicas para bom funcionamento se resumem em duas:
Material: perfeição
Utilização: inteligente"
(excerto da introdução)
Matérias:
- Maneira de utilizar o telefone automatico. - O «Marcador».
I - Para fazer uma chamada para outro telefone automatico. II - Para chamar os Bombeiros. III - Reclamações. IV - Informações. V - Escritorios da Companhia. VI - Troncas. VII - Assinantes de tarifa por chamadas. XVIII - Erros de marcação. XIX - Aviso importante. X - Para responder a uma chamada. XI - Para desligar.
- Chamadas para telefones de sistema não automatico. - Quem quiser utilizar-se do telefone automatico com exito não deve esquecer o seguinte: [16 itens]. - Generalidades que interessam os assinantes de telefones não automaticos. - O que tem de se esquecer [Entre outras preciosidades], O habito de bater com o descanso do auscultador; O habito de perguntar «Que horas são?»; O habito de perguntar «Onde é o fogo?»; O habito de esperar que nos digam que o numero desejado «Está a falar» ou «Não responde».
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse para a história das telecomunicações em Portugal.
Peça de colecção.
20€
1.ª edição.
Brochura informativa (e "educativa") para a boa utilização dos aparelhos telefónicos, na sequência da instalação do serviço automático em Lisboa.
Ilustrada com desenhos exemplificativos no texto e um com desdobrável, também ilustrado, de generosas dimensões (25,5x50cm) - Demonstração da maneira como se efectua uma ligação entre dois Assinantes da Rêde Automatica.
"A Companhia dos Telefones inaugurou os seus serviços em Portugal no ano de 1881, e antes de ter completado as suas bodas de ouro, vai dotar a cidade de Lisboa do mais moderno sistema usado no mundo: a Telefonia Automatica.
O telefone chegou a Portugal 5 anos depois da sua invenção, e o telefone automatico dois anos depois da França e da propria Inglaterra o terem adoptado.
Mas, o que é preciso frizar ao publico, é o que representa de interesse pelos seus Assinantes, a transformação que a Companhia vai executar nas suas belas e modernas estações da «Trindade» e depois «Norte», onde o material para serviço manual era do mais recente fabrico e instalado sob a perfetibilidade tecnica admirada por todos os tecnicos de Telefonia estrangeira que nos teem visitado.
Pois a Companhia, só no desejo de cumprir com os seus deveres de bem servir o publico, vai pôr de parte esse excelente material e substitui-lo por material automatico, obra que lhe importará em cerca de 250.000 libras. Mas era uma obra de civilisação e por isso a Companhia julgou indispensavel realisa-la. [...]
Na telefonia automatica, o Assinante tem uma parte activa e que tem de ser inteligente, na realisação da sua chamada.
Se o Assinante não proceder rigorosamente segundo as instrucções que a Companhia lhe vai fornecer escusa de increpar... o mau serviço das telefonistas, as faltas de atenção, etc., etc.
É o sistema ideal para a Companhia, que ao suprimir a parte manual, liberta de si a grande maioria das responsabilidades que lhe são assacadas de mau serviço.
O publico que falar ao telefone tem de saber o que está fazendo. Nem atrapalhações nem precipitações nem faltas de atenção. O aparelho é mecanico e não corresponderá senão á marcação exacta. [...]
Este folheto vem dar-vos algumas instrucções. Cumpri-las estritamente é a unica maneira de colher do telefone automatico aquele valor de utilidade que torna superior este sistema a qualquer outro, e cujas caracteristicas para bom funcionamento se resumem em duas:
Material: perfeição
Utilização: inteligente"
(excerto da introdução)
Matérias:
- Maneira de utilizar o telefone automatico. - O «Marcador».I - Para fazer uma chamada para outro telefone automatico. II - Para chamar os Bombeiros. III - Reclamações. IV - Informações. V - Escritorios da Companhia. VI - Troncas. VII - Assinantes de tarifa por chamadas. XVIII - Erros de marcação. XIX - Aviso importante. X - Para responder a uma chamada. XI - Para desligar.
- Chamadas para telefones de sistema não automatico. - Quem quiser utilizar-se do telefone automatico com exito não deve esquecer o seguinte: [16 itens]. - Generalidades que interessam os assinantes de telefones não automaticos. - O que tem de se esquecer [Entre outras preciosidades], O habito de bater com o descanso do auscultador; O habito de perguntar «Que horas são?»; O habito de perguntar «Onde é o fogo?»; O habito de esperar que nos digam que o numero desejado «Está a falar» ou «Não responde».
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse para a história das telecomunicações em Portugal.
Peça de colecção.
20€
Etiquetas:
1ª E D I Ç Ã O,
Curiosidades,
História,
Telecomunicações
03 julho, 2016
PORTELA, Severo - NOVELAS DE PORTUGAL. Lisboa, Casa Ventura Abrantes, Livraria Editora, 1933. In-8.º (19cm) de 161, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de curtas novelas, algumas delas de cariz histórico.
Por uma das derradeiras manhãs de Agosto António Orfão, servo provecto do solar de Pensalves vai em direitura de Pedras a depositar a correspondência do amo. Païsagem dos pincaros de Trás-os-Montes sob a quadra, o milhão doido por deitar bandeira, castanheiros e pinheiros enseivados de novo, donairosa a cêpa, o Támega acolá e alhures rareante das nascentes. Sôbre a abrupteza gigantêa dos espinhaços a descondensar moroso das ferruginosas nevôas. Abordado ao lodão, porquanto a canela esquerda acicatada de gôta está a requerer as caldas de Chaves, o feitor vélho claudica seu tudo-nadita. Súbito na giba da verêda, antes ainda de Rebordochão escuta quem quer que seja a desferir gemidos. De orêlha guicha perscruta os ventos:
- Acaso alguém a passar-se desta para melhor..."
(excerto de O fantasma da Serra da Padrela)
Novelas:
- O atentado. - Irmã hospitaleira. - A andorinha e o morcego. - Os três cegos. - O condado do Porto. - Uma carta de Sorôr Mariana. - O anel. - A moral de um cínico. - O milagre de Frei Bartolomeu. - A sua cachorrinha Lulu. - Sorôr Laura do Menino Deus. - Os carmelitas descalços do Buçaco. - O homem que fazia navios. - O fantasma da Serra da Padrela. - Rascunho de um conto de Natal. - O incendio.
Severo Portela (1875-1945). Natural de Cedofeita, Porto. Professor e escritor. Pai de Artur Portela (jornalista e escritor) e Severo Portela Júnior (pintor de mérito). Apesar da sua obra ser em grande parte desconhecida do público, publicou cerca de uma vintena de títulos, que vão desde estudos anterianos, romances e novelas, a uma monografia sobre a sua cidade natal - o Porto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Conjunto de curtas novelas, algumas delas de cariz histórico.
Por uma das derradeiras manhãs de Agosto António Orfão, servo provecto do solar de Pensalves vai em direitura de Pedras a depositar a correspondência do amo. Païsagem dos pincaros de Trás-os-Montes sob a quadra, o milhão doido por deitar bandeira, castanheiros e pinheiros enseivados de novo, donairosa a cêpa, o Támega acolá e alhures rareante das nascentes. Sôbre a abrupteza gigantêa dos espinhaços a descondensar moroso das ferruginosas nevôas. Abordado ao lodão, porquanto a canela esquerda acicatada de gôta está a requerer as caldas de Chaves, o feitor vélho claudica seu tudo-nadita. Súbito na giba da verêda, antes ainda de Rebordochão escuta quem quer que seja a desferir gemidos. De orêlha guicha perscruta os ventos:
- Acaso alguém a passar-se desta para melhor..."
(excerto de O fantasma da Serra da Padrela)
Novelas:
- O atentado. - Irmã hospitaleira. - A andorinha e o morcego. - Os três cegos. - O condado do Porto. - Uma carta de Sorôr Mariana. - O anel. - A moral de um cínico. - O milagre de Frei Bartolomeu. - A sua cachorrinha Lulu. - Sorôr Laura do Menino Deus. - Os carmelitas descalços do Buçaco. - O homem que fazia navios. - O fantasma da Serra da Padrela. - Rascunho de um conto de Natal. - O incendio.
Severo Portela (1875-1945). Natural de Cedofeita, Porto. Professor e escritor. Pai de Artur Portela (jornalista e escritor) e Severo Portela Júnior (pintor de mérito). Apesar da sua obra ser em grande parte desconhecida do público, publicou cerca de uma vintena de títulos, que vão desde estudos anterianos, romances e novelas, a uma monografia sobre a sua cidade natal - o Porto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível
02 julho, 2016
ALEGRIM, D. Heloise - ARTE DE SER FORMOSA. Preceitos, receitas e conselhos por... Lisboa, Livraria do Povo de Francisco Silva, [191-]. In-8.º (18 cm) de 144 p. ; B.
1.ª edição.
Obra publicada sob pseudónimo. Trata-se de um curiosíssimo manual de conselhos para as senhoras relativamente aos cuidados a ter com a beleza, saúde, higiene, etc., sem esquecer os aspectos morais que contribuem para a formosura feminina. Não foi em vão que o autor escolheu o nome "Heloise", que significa “saudável”, “sã” ou “de ampla saúde".
"Em algumas familias a formosura de suas mulheres é hereditaria como os castellos dos seus brazões nobres e titulos dos seus apelidos ilustres. Isto sucede em todas as partes do mundo, especialisando as mulheres da peninsula iberica.. [...]
Campoamor disse nas «suas crenças»: para um negro a formosura está no preto, para o indio no azul, para o chino no amarelo; o que um labrego considera feio, maravilha pela beleza um inglez. Considerando assim dificil se torna assignalar o feio do bonito.
A experiencia da vida que vale por quantas filosofias e praticas de grandes mestres, fez dizer a Balzac, pessoa entendida em assumptos femeninos, que no Evangelho devia gravar-se esta sentença:
«Bemaventuradas as imperfeitas que dellas é o reino do Amor.»
Apesar de tão sabia e humana sentença, qual a mulher que se resigna a ser feia, na incerteza de poder agradar e por isso de ser feliz?
Os homens variam com frequencia de ideal, umas vezes são as loiras a personificação da beleza, outras vezes são as morenas que triumpham por completo.
A moda influe bastante para isso, as damas de cabellos dourados, tanto hoje em voga, serão substituidas com vantagens pelas de cabellos negros, se a moda assim o exigir e achar conveniente.
Por isso na formosura da mulher influe e muito o gosto particular de cada um. A faculdade do bello é exclusivamente imaginaria visto que quem feio ama bonito lhe parece.
Porque não hade um homem amar e sêr amado, por uma mulher feia ou defeituosa? As mulheres feias distinguem-se pela vantagem das suas qualidades moraes; o amor que sente a mulher, que é o verdadeiro, segundo a opinião da Fisiologia do matrimonio, a misteriosa paixão desconhecida do mundo, o ardente choque de duas almas, é paixão que jámais se extingue, porque nunca chega o dia do desencanto.
Certo é que algumas damas de reconhecida belleza se conservaram fieis á sua viuvez, mas fazem-n'o por capricho glorioso e teem por vezes de sustentar luctas, das quaes nem sempre saem victoriosas."
(Excerto do Cap. I, Feias e bonitas)
"As poucas mulheres que se entregam ao sport, por paixão ou por galanteria, teem sido sugestionadas pelos homens de sua familia ou de sua intimidade, porque é dos homens que sempre parte a iniciação da mulher, nos habitos excentricos, nos vicios, nas evoluções das modas e na desenvoltura dos caprichos.
Sem que todavia me considere isento de responsabilidades, que ao meu sexo pertence, direi que nenhuma culpa tenho do ingresso da mulher nos centros desportivos. Gosto de vêr a mulher em passeios, a pé ou de carruagem, meninas correndo pelas praias ou pelos jardins, aprecio a dança moderada; as creanças n'um balouço ou brincando com os animaes - porque tudo isso é decente, hygienico e proprio do sexo. - Mas uma senhora substituindo o cocheiro, uma menina cyclista ou esgremista, ou, entre homens, arremessando bolas com as mãos e com os pés, desagrada-me e não ha medicos que me convençam de que taes excessos, taes violencias physicas possam dar energia e saude, actuando ainda beneficamente sobre o moral d'essas estravagantes creaturas."
(Excerto do Cap. XVIII, A mulher e o sport)
Matérias:
I. Formosuras - Feias e bonitas - Afortunadas as imperfeitas? - Formosuras celebres - As belezas da alma e formosura do corpo. II. A beleza e a hygiene - Manias e preocupações - Conselhos preudentes - Receitas, hygiene e beleza - Banhos. III. A beleza do corpo - Seus destruidores - A obsidade - Seus perigos - Remedios praticos - Maçagem - O cuidado da cutis - Receitas. IV. Loiras e morenas - Quais as preferidas? - Tinturas e receitas. V. O cabello e os penteados - Para conservar os cabellos - Remedios, precanções e receitas. VI. A boca - A sua hygiene e a sua importancia na belleza - Conselhos e receitas. VII. O nariz - Suas funcções e cuidados - Receitas e conselhos. VIII. Perfumes - Receitas e conselhos. IX. Como se deve caminhar. X. O veu deve usar-se? XI. Os pés e as mãos - Os cuidados precisos - O calçado. XII. O encanto de uma perna - As meias. XIII. A voz é um elemento de beleza e de atracção. XIV. As joias - Sua influencia e valor. XV. O espartilho. XVI. As impertinentes frieiras e a sua cura radical. XVII. A leucorrhea.
XVIII. A mulher e o sport. XIX. A boa alimentação é um poderoso auxiliar da formosura. XX. A beleza da pelle. XXI. As aberrações do instincto genital aniquilam a formosura [capítulo extenso onde o autor culpa o lesbianismo (a inversão), a hipertrofia clitoriana (mulheres de sexualidade confusa, as hermaphroditas) e a ninfomania, pelos desvarios femininos da época, sobretudo em Lisboa, devidamente ilustrados com casos do seu conhecimento de moças da província corrompidas - antes e depois da sua chegada à capital - de Lamego, Oliveira de Frades, Elvas, Aljezur, etc.]. XXII. Receitas de utilidade hygienica e auxiliares de formosura.
Exemplar brochado, na sua quase totalidade por abrir, em bom estado de conservação. Capas frágeis e oxidadas. Capa apresenta falha de papel no canto superior dto. Folha de anterrosto colada à capa.
Raro.
Indisponível
1.ª edição.
Obra publicada sob pseudónimo. Trata-se de um curiosíssimo manual de conselhos para as senhoras relativamente aos cuidados a ter com a beleza, saúde, higiene, etc., sem esquecer os aspectos morais que contribuem para a formosura feminina. Não foi em vão que o autor escolheu o nome "Heloise", que significa “saudável”, “sã” ou “de ampla saúde".
"Em algumas familias a formosura de suas mulheres é hereditaria como os castellos dos seus brazões nobres e titulos dos seus apelidos ilustres. Isto sucede em todas as partes do mundo, especialisando as mulheres da peninsula iberica.. [...]
Campoamor disse nas «suas crenças»: para um negro a formosura está no preto, para o indio no azul, para o chino no amarelo; o que um labrego considera feio, maravilha pela beleza um inglez. Considerando assim dificil se torna assignalar o feio do bonito.
A experiencia da vida que vale por quantas filosofias e praticas de grandes mestres, fez dizer a Balzac, pessoa entendida em assumptos femeninos, que no Evangelho devia gravar-se esta sentença:
«Bemaventuradas as imperfeitas que dellas é o reino do Amor.»
Apesar de tão sabia e humana sentença, qual a mulher que se resigna a ser feia, na incerteza de poder agradar e por isso de ser feliz?
Os homens variam com frequencia de ideal, umas vezes são as loiras a personificação da beleza, outras vezes são as morenas que triumpham por completo.
A moda influe bastante para isso, as damas de cabellos dourados, tanto hoje em voga, serão substituidas com vantagens pelas de cabellos negros, se a moda assim o exigir e achar conveniente.
Por isso na formosura da mulher influe e muito o gosto particular de cada um. A faculdade do bello é exclusivamente imaginaria visto que quem feio ama bonito lhe parece.
Porque não hade um homem amar e sêr amado, por uma mulher feia ou defeituosa? As mulheres feias distinguem-se pela vantagem das suas qualidades moraes; o amor que sente a mulher, que é o verdadeiro, segundo a opinião da Fisiologia do matrimonio, a misteriosa paixão desconhecida do mundo, o ardente choque de duas almas, é paixão que jámais se extingue, porque nunca chega o dia do desencanto.
Certo é que algumas damas de reconhecida belleza se conservaram fieis á sua viuvez, mas fazem-n'o por capricho glorioso e teem por vezes de sustentar luctas, das quaes nem sempre saem victoriosas."
(Excerto do Cap. I, Feias e bonitas)
"As poucas mulheres que se entregam ao sport, por paixão ou por galanteria, teem sido sugestionadas pelos homens de sua familia ou de sua intimidade, porque é dos homens que sempre parte a iniciação da mulher, nos habitos excentricos, nos vicios, nas evoluções das modas e na desenvoltura dos caprichos.
Sem que todavia me considere isento de responsabilidades, que ao meu sexo pertence, direi que nenhuma culpa tenho do ingresso da mulher nos centros desportivos. Gosto de vêr a mulher em passeios, a pé ou de carruagem, meninas correndo pelas praias ou pelos jardins, aprecio a dança moderada; as creanças n'um balouço ou brincando com os animaes - porque tudo isso é decente, hygienico e proprio do sexo. - Mas uma senhora substituindo o cocheiro, uma menina cyclista ou esgremista, ou, entre homens, arremessando bolas com as mãos e com os pés, desagrada-me e não ha medicos que me convençam de que taes excessos, taes violencias physicas possam dar energia e saude, actuando ainda beneficamente sobre o moral d'essas estravagantes creaturas."
(Excerto do Cap. XVIII, A mulher e o sport)
Matérias:
I. Formosuras - Feias e bonitas - Afortunadas as imperfeitas? - Formosuras celebres - As belezas da alma e formosura do corpo. II. A beleza e a hygiene - Manias e preocupações - Conselhos preudentes - Receitas, hygiene e beleza - Banhos. III. A beleza do corpo - Seus destruidores - A obsidade - Seus perigos - Remedios praticos - Maçagem - O cuidado da cutis - Receitas. IV. Loiras e morenas - Quais as preferidas? - Tinturas e receitas. V. O cabello e os penteados - Para conservar os cabellos - Remedios, precanções e receitas. VI. A boca - A sua hygiene e a sua importancia na belleza - Conselhos e receitas. VII. O nariz - Suas funcções e cuidados - Receitas e conselhos. VIII. Perfumes - Receitas e conselhos. IX. Como se deve caminhar. X. O veu deve usar-se? XI. Os pés e as mãos - Os cuidados precisos - O calçado. XII. O encanto de uma perna - As meias. XIII. A voz é um elemento de beleza e de atracção. XIV. As joias - Sua influencia e valor. XV. O espartilho. XVI. As impertinentes frieiras e a sua cura radical. XVII. A leucorrhea.
XVIII. A mulher e o sport. XIX. A boa alimentação é um poderoso auxiliar da formosura. XX. A beleza da pelle. XXI. As aberrações do instincto genital aniquilam a formosura [capítulo extenso onde o autor culpa o lesbianismo (a inversão), a hipertrofia clitoriana (mulheres de sexualidade confusa, as hermaphroditas) e a ninfomania, pelos desvarios femininos da época, sobretudo em Lisboa, devidamente ilustrados com casos do seu conhecimento de moças da província corrompidas - antes e depois da sua chegada à capital - de Lamego, Oliveira de Frades, Elvas, Aljezur, etc.]. XXII. Receitas de utilidade hygienica e auxiliares de formosura.
Exemplar brochado, na sua quase totalidade por abrir, em bom estado de conservação. Capas frágeis e oxidadas. Capa apresenta falha de papel no canto superior dto. Folha de anterrosto colada à capa.
Raro.
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*ALEGRIM (D. Heloise),
1ª E D I Ç Ã O,
Curiosidades,
Saúde
01 julho, 2016
BACH, Richard - A HISTÓRIA DE FERNÃO CAPELO GAIVOTA. Fotografias de Russell Munson. [Tradução de António Ramos Rosa e Madalena Rosález]. Lisboa, Moraes Editores, 1972. In-8.º (20,5cm) de 89, [5] p. ; mto il. ; E.
Capa de António Mendes de Oliveira.
1ª edição portuguesa.
Clássico da literatura contemporânea, Fernão Capelo Gaivota é um romance de Richard Bach publicado originalmente nos Estados Unidos, em 1970, com o título "Jonathan Livingston Seagull - a story".
Clássico da literatura contemporânea, Fernão Capelo Gaivota é um romance de Richard Bach publicado originalmente nos Estados Unidos, em 1970, com o título "Jonathan Livingston Seagull - a story".
"Para
as pessoas que inventam as suas próprias leis quando sabem ter razão;
para as que têm um prazer especial em fazer coisas bem feitas, nem que
seja só para elas; para as que sabem que a vida é algo mais que aquilo
que os nossos olhos vêm... FERNÃO CAPELO GAIVOTA é uma história com
sentido. Para todas as outras, ela será na mesma uma aventura sobre a a
liberdade e o voo para além dos provisórios limites."
(apresentação)
(apresentação)
Richard Bach
(1936-). É um escritor e piloto americano, autor de diversas obras de
ficção e não-ficção, e de centenas de artigos publicados em revistas de
aviação e outras.
Encadernação cartonada do editor com sobrecapa.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar na edição original.
15€Invulgar na edição original.
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*BACH (Richard),
*ROSA (António Ramos),
1ª E D I Ç Ã O,
Romance
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