27 fevereiro, 2021
26 fevereiro, 2021
1.ª edição.
Apontamentos de um oficial do C. E. P. sobre a Grande Guerra.
Livro ilustrado com gravuras no texto e um mapa da Frente de 9 e 29 d'Abril em página inteira.
"Disseram já do seu esforço, dos seus sofrimentos e das suas esperanças alguns dos mais ilustres soldados que na Grande Guerra, em contacto directo com o inimigo, dia a dia expuzeram as vidas, afirmando a sua energia e fé patriotica na miseria grandiosa da trincheira.
Conquistaram indubitavelmente o direito de primazia na palavra, vivendo e lutando junto do soldado - o eterno soldado de Portugal, - quase divino de abnegação, sobre-humano de heroismo, sublime na intuição do dever para com a Patria que tanto o esqueceu.
Seja permitido agora exteriorizarem as suas impressõe aqueles que, pela natureza dos seus cargos, menos arriscados e portanto menos brilhantes, não combateram na trincheira, mas que dentro do âmbito das suas funções, com a sua fé e com o seu esforço á Patria deram o que lhe era permitido dar."
(Excerto de Duas palavras)
Indice:
Duas palavras. | I - Por Terras da Flandres e do Artois. II - Batalha do Lys. III - Após a tormenta.
Encadernação inteira de percalina com rótulos e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura, bem como o papel da lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível
25 fevereiro, 2021
24 fevereiro, 2021
23 fevereiro, 2021
PERALTA, Elsa - A MEMÓRIA DO MAR. Património, Tradição e (Re)imaginação Identitária na Contemporaneidade.
Lisboa, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas :
Universidade Técnica de Lisboa, 2008. In-4.º (24 cm) de 455 p. ; B.1.ª edição.
Capa: More Sail, foto Alan Villiers/Museu Marítimo de Ílhavo
Interessante estudo entnográfico sobre Ílhavo e a ligação das suas gentes ao mar, sobretudo à pesca do bacalhau.
Tiragem: 1.000 exemplares.
"A presente obra debruça-se sobre a temática da memória cultural, procurando contribuir para a clarificação do corpo teórico específico de um âmbito de estudo vasto que atravessa diferentes áreas disciplinares e que tem vindo a receber uma atenção crescente por parte da academia. Tendo por base empírica o processo de construção de uma memória do mar em Ílhavo, com especial incidência sobre a activação patrimonial das vivências associadas à pesca do bacalhau à linha, este trabalho sublinha igualmente a preponderância do mar, na sua expressão histórica e simbólica, na construção da identidade nacional portuguesa."
(Excerto da apresentação)
(Fonte: www.ics.ul.pt)
Exemplar brochado em bom exemplar.
Invulgar.
Com interesse histórico e regional.
20€
22 fevereiro, 2021
20 fevereiro, 2021
1.ª edição.
Edição especial comemorativa da vitória do Sporting na «Taça das Taças» 1963/64 com a colaboração de V. Santos, F. Cunha, E. Guita Júnior, J. Cartaxo, R. Oliveira e M. Estevão. Estabelece o percurso vitorioso do clube verde e branco ao longo da competição, culminando com as finais em que defrontou o M. T. K. Budapeste; foram necessários dois jogos: o primeiro, no Heysel, em Bruxelas (15.05.1964), ditaria um empate (3-3), ficando o "tira-teimas" para Antuérpia, dois dias depois, para se apurar o vencedor do torneio. O Sporting ganharia a finalíssima por 1-0 com o famoso «cantinho do Morais» - golo de canto directo aos 20 minutos de jogo.
19 fevereiro, 2021
1.ª edição.
Interessante retrato da corte de setecentos, com as suas disputas e intrigas palacianas, através do percurso de D. João de Castro, conhecido "aventureiro" da sociedade portuguesa da época.
"D. João de Castro!... Nas historia e chronicas da vida portugueza encontra-se duas vezes este nome - illustre entre os illustres. No seculo XVI imortalisou-o um d'esses homens, raros, em todos os tempos, pela elevação do espirito, pela grandeza d'alma, pelo valor sobrehumano - um dos varões fortes, de que falla o poeta. Sabio com Pedro Nunes, cortezão com o infante D. Luiz, terror dos piratas nos mares africanos, assombro e vencedor dos asiaticos nas guerras do Oriente, modelo de fidalgos, no tempo em que elles já principiavam a escassear, este é o D. João de Castro da historia, o heroe de Jacintho Freire, o epico, o lendario defensor de Diu, o famoso vice-rei da India!
Depois, e não a par d'este, que figuraria com realce entre os varões illustres de Plutarcho, apparece-nos, no seculo seguinte, outro do mesmo nome, porventura do mesmo sangue, e bravo e destemido até á temeridade; porém os seus feitos tiveram mais estreito theatro, quasi não saíram das fronteiras do paiz; não os cantaram os poetas, nem os proclama a historia, e ficaram eternamente ignorados, se a chronica contemporanea não se encarregasse de nos transmittir as suas proezas e aventuras.
Um verdadeiro heroe dos romances de capa e espada - este segundo D. João de Castro! [...]
Pois bem, o nosso D. João poderia, se tivesse vivido na côrte de França, fornecer ao genial romancista [Dumas] o original d'um quadro mosqueteiro. Fidalgo, valente e aventureiro, é completo: não lhe faltaram a temeridade, levada até á loucura, nem esses desvairados assomos de vaidade, que fazem, ás vezes, d'um heroe um assassino! [...]
Completo para a phantasia - protagonista d'um poema, d'um drama ou d'um romance - representa admiravelmente a sua epocha. Não seria unico na sua especie, porém é typico - era genuinamente um valentão. Atravez da longa, emmaranhada e escandalosa chronica da côrte de D. Affonso VI e de D. Pedro II, por entre os factos politicos, religiosos, e amorosos do tempo, surge-nos esta figura, sempre illuminada de vermelho, sempre com a mascara da tragedia, sempre com a espada nua e gottejante!
A primeira vez que nos apparece este terrivel D. João é na Chamusca, pelo S. Martinho de 1667, em sanguinolenta aventura. O que lhe fez um capitão d'aquella villa, e quem era elle, é o que não sabemos. Coisa de monta seria, a avaliar pela desaffronta que d'elle tomou o nosso heroe. Mas, grande aggravo ou pequeno, que para taes homens não ha estalão, por onde os possamos julgar, o que é certo é que «a esta facção, tão lluzida, levou elle muita gente comsigo,» segundo reza a chronica, e que era grande a sua audacia, e não menor a crueldade, porque ao seu adversario, á sua victima, não lhe valeram nem o asylo sagrado da sua casa, nem a doença, que o tinha preso no leito, nem as supplicas, as lagrimas e os gritos da mulher e dos filhos, porque a elle o matou, e a todos feriu o seu implacavel inimigo! [...]
Escapou elle á justiça, ou não o quiz ella ver? Se se escondeu ou expatriou, não andou por muito tempo fugido, nem foi mui demorado o encerro; em todo o caso nem o arrependimento, nem o temor, tinham accesso n'aquella alma feroz e impenitente, porque n'aquelle mesmo anno de 1667, na noite de sabbado, 7 de dezembro, achamos envolvido o furioso bravo n'uma das tragedias mais celebres do tempo - a morte de Francisco de Mello, marquez de Sande!"
(Excerto do Cap. I, A morte do marquez de Sande)
Indice:
I - A morte do marquez de Sande. II - As «Monstruosidaes do tempo e da fortuna» e o seu auctor. III - Os livros de Memorias - Sua importancia para o conhecimento das épocas e dos costumes. IV - A aristocracia portugueza. V - O conde de Mesquitella - Final da tragedia de S. Domingos. VI - O casamento de D. Affonso VI. VII - As festas reaes. VIII - Os desafios dos fidalgos. IX - Patria, religião e amores. X - Em Hespanha. XI - Ultimas aventuras.
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
35€
18 fevereiro, 2021
1.ª edição independente.
Curioso ensaio etnográfico-antropológico desenvolvido pelo autor numa comunidade minhota: "todos os factos e notas etnográficas aqui arquivadas fôram reünidas ou observadas por mim na freguesia de Roças, do concelho de Vieira do Minho, situado a nordeste da cidade de Braga.".
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa de Carlos Teixeira ao conhecido antropólogo Prof. Mendes Correia.
"O minhoto é, em geral, saüdável mas, mesmo doente, emquanto se pode arrastar trabalha e labuta, sacrificando por vezes a sua vida ao amanho difícil dos seus campos ou às necessidades do seu gado, as vaquinhas mansas, companheiras queridas de trabalho e canseiras. [...]
O trabalho deu-lhe a alegria que o caracteriza; a alegria deu-lhe a saúde e a força, e estas a persistência, a vontade férrea que vence todos os obstáculos, salta tôdas as dificuldades.
Emquanto pode, resiste; o médico só em último caso é chamado à pressa.
A farmacopeia caseira é abundantíssima, desde prátivas ingénuas em que a religião se junta à mais baixa superstição e em que a doença é tida como uma personalidade que se afasta com rezas e benzeduras, aos chás e dufamadoiros e aos mais disparatados e irrisórios tratamentos. O remédio é Deus, diz o povo em sua linguagem. Curandeiros de profissão não há.
Embora muitos dos remédios usados sejam verdadeiramente disparatados, no entanto um grande número tem a sua explicação cinetífica e, é preciso notá-lo, dão às vezes óptimos resultados, efeito talvez da sugestão, pela fé inabalável com que são tomados ou praticados.
Não raro se recorre a bruxas e feiticeiras e, se o o indivíduo mostra sinais de ter diabo, leva-se, num dia certo, a São Bartolomeu de Cavez, ou põe-se-lhe a Senhora das Neves, da Lagoa, na cabeça.
E a terapêutica popular não esqueceu sequer o remédio contra os freqüentes achaques de dor de cotovelo:
O alecrim do Castelo
Tem a fôlha recortada;
Para as dõres de cotovelo
Não há coisa mais provada.
E não esqueceu também os afamados chás de arestas de cabeças de prégos, muito bons... «para não tossir depois de morto».
A superstição desempenha também um papel importante na vida minhota, e como por vezes é difícil delimitar o campo puramente supersticioso do campo puramente medicinal aqui juntamos os dois."
(Excerto do texto)
Matérias:
Aparições diabólicas. | Bruxas e feiticeiras. | Feitiços e bruxedos. | Oração dos ovos. | Á volta do pão. | Para talhar o bicho. | Arremesso dos dentes. | Ninhos. | Á cata dos grilos. | Modo de talhar o «doce». | Modo de talhar o ar e a inveja. | Mau olhado. | A «fraga das penas más». | Oração à lua. | Ínguas. | Entorses. | Erisipela. | Raiva: Contra a raiva, nada mais conheço que esta oração a S. Romão, advogado de cães danados... | Bichas. | Previsão do sexo. | Gravidez e parto. | Maleitas. | Cravos. | Asma. | Ventre caído. | Impigens. | Folgo-lobo. | Dores de dentes. | Tumores, abcessos e espinhas. | Queimaduras. | Engasgados. | Reumatismo. | Ferimentos. | Bicha solitária. | Sarna. | Cólica e dores de barriga. | Garrotilho. | Pisaduras. | Diarreia. | Picadela de víbora. | Ougados. | Enxègados. | Saída do umbigo. | Queda do cabelo. | Sarampo. | Febre. | Feridas. | Dores de ouvidos. | Inflamação dos olhos. | Dores dos rins. | Constipações. | Flato. | Prisão de ventre. | Dores de estômago. | Para que o leite seque. | Anemia. | Tuberculose. | Rendidos. | Espinhela caída. | Icterícia. | Superstições diversas. | Sonhos. | O «sardão» e alguns remédios dos suínos. | Para a tosse das vacas. | Sôlho. | Sangrias. | Gravidez das porcas. | Gôgo e outras doenças das galinhas. | Oração das doze palavras.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Lombada reforçada.
Raro.
35€
17 fevereiro, 2021
ROCHA, Hugo - FUTEBOL : romance. Porto, Lello & Irmão, 1957. In-8.º (19,5 cm) de 378, [6] p. ; B.1.ª edição.
Curioso romance sobre os meandros do desporto-rei português e a sua ligação com as ex-colónias, dedicado pelo autor "àqueles com quem,outrora, joguei a bola, tanto aos que assinalaram o seu nome na história do futebol em Portugal como aos que não deixaram rasto, como eu, da sua passagem pelos terrenos de jogo - esta história dum caso fictício que talvez se assemelhe a alguns casos reais.".
"A história que vou contar não se abona com a pretensão de ser o processo do futebol. Na verdade, este não é chamado, aqui, à barra do tribunal. Sem dúvida - não é isto segredo para ninguém -, o futebol, como desporto organizado sobre bases mercantis, enferma de certos males e é culpado de certas faltas, se não se quiser dizer, mesmo, de certos crimes... Um simples romance não é, porém, um libelo acusatório. Não cabe ao autor deste instruir o processo dos delitos em que o futebol tem incorrido. Julgue-o quem quiser julgá-lo..."
(Excerto do Antelóquio)
Hugo Rocha (1907-1993). Escritor e jornalista português, autor de mais de uma dezena de monografias de temática variada. "Nascido em 1907 na cidade do Porto, Hugo Rocha desde cedo percebeu que a sua grande vocação era o Jornalismo. Teve uma passagem muito intensa pela redacção do Jornal O Comércio do Porto, ao qual esteve ligado até se reformar aos 74 anos. Após uma vida inteira a “respirar” jornalismo, veio a falecer a 24 de Fevereiro de1993."
(Fonte: teoriadojornalismo.ufp.edu.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco vulgar.
25€
16 fevereiro, 2021
15 fevereiro, 2021
14 fevereiro, 2021
13 fevereiro, 2021
1.ª edição.
Interessante conjunto de crónicas de viagem - com especial relevância para as experiências vividas pelo autor junto dos pescadores nos bancos da Terra Nova e da Gronelândia - produzidas a bordo do velho «Gil Eanes», cargueiro adaptado a navio-hospital da frota bacalhoeira portuguesa.
Livro muito valorizado pela extensa dedicatória autógrafa do autor.
"Novamente o navio de assistência [Gil Eanes] corria pelo mar, dessa vez para buscar os náufragos do lugre «Florentina», concentrados pelas autoridades dinamarquesas no pequeno porto de Faeringerhavnen, na Gronelândia. [...]
Veio ao encontro do navio português um bote branco, de vela colhida, navegando com o auxílio do motor. Eram da polícia costeira e vinham indicar o caminho sinuoso para o porto de destino, escondido atrás das penedias. [...]
Então, veio do fundo da enseada uma flotilha de barquitos, ajoujados ao peso dos homens e de mil e uma bugigangas. Remavam compassadamente, balanceando os corpos e, só pela maneira de remar, foram logo identificados como sendo portugueses. Eram os náufragos do «Florentina», mais os seus pequenos dóris, brancos e azúis.
Aproximaram-se, deixando transparecer uma alegria discreta, em breve chegando à fala com os do «Gil Eanes».
De entre esses dóris apenas um avançou decididamente, trazendo o capitão do lugre naufragado, enquanto os outros botes pairavam ao largo, numa amálgama desconexa.
Depois os homens barafustaram na ânsia mal velada de mais se aproximar. Embora não o querendo deixar transparecer, tinham os nervos descomendados e isso afinal mostravam à menor contrariedade. Eram náufragos, longos dias como que prisioneiros num país estranho.
Subiram a escada do portaló, jungidos ao peso de enormes sacos, malas e embrulhos variegados, que aos poucos levavam para a coberta do porão, que lhes destinaram para residir à falta de melhor.
Contavam coisas fantásticas, pelas quais depreendi que, na verdade, muito sofreram, mas que o seu sofrimento também fora agravado pelo seu rude individualismo.
Esses 63 pescadores que o «Gil Eanes» recolhera, assim dobrando a sua tripulação e obrigando o dispenseiro a prodígios de economia, pensavam que os iam colocar em Saint John's, de onde outro navio os levaria para Portugal. Quando lhes constou que os iam distribuir pelos outros lugres, houve natural azedume por entre eles, que acompanhavam de juras pitorescas e de ameaças irrisórias. Mas acabaram por aceitar, resignados, o destino que lhes davam, apenas se lamentando de algumas inevitáveis separações entre parentes ou conterrâneos, ou da superstição que ligavam a determinados navios onde iriam completar a safra. [...]
Imaginemo-los, vivendo a vida esforçada do lugre, este, fundeado dentro de um fiorde, para onde fugira acossado pela brisa.
Quando amainou, largou em busca do mar e do bacalhau, enquanto a bordo afanosamente se iscavam os aparelhos para a pesca. Ao leme iam o capitão Simões e o contra-mestre e, à proa, o imediato, a dirigir a manobra. Ainda soprava um resto de vento e o mar não estava manso. Mas era preciso sair, não perder mais dias de pesca, sempre a mesma (e quase heróica) obsecação.
Demandavam a barra, bem atentos às rochas, das quais se desviavam, não obstante a cerração. Contudo, numa volta de mar, mais forte, o navio descaiu bruscamente. Qual não foi o espanto de todos quando imediatamente se sentiu um grande choque, acompanhado de um estrondo aterrador. Logo após, o lugre adornou para estibordo, espalhando-se pelo mar algumas tábuas do casco, que flutuaram sinistramente. Mal se sabiam as causas. Apenas havia a certeza de que o navio encalhara e metia água com fartura."
(Excerto de Os prisioneiros do rochedo)
Indice:
I. Espírito de aventura.1 - Ir pelo mar fora. 2 - Rumo ao Norte. 3 - Campos do Tamisa. II. Londres, de passagem. 4 - Ser estrangeiro. 5 - Museus maravilhosos. 6 - Parques quase naturais. 7 - Palácios de Deus. 8 - Resumo de uma noite. 9 - O coração da City. 10 - A metrópole e o seu mundo. III. Mar implacável. 11 - Ao encontro da bruma. 12 - O silêncio do mar. 13 - Vida e morte do bacalhau. 14 - Muitas velas no oceano. 15 - Pesca imprevista. IV. Luz de um outro mundo. 16 - Os homens são irmãos. 17 - Primeira visão da Gronelândia. 18 - Um funeral português em terras da morte branca. 19 - Prisioneiros dos rochedos. V. Horizonte sideral. 20 - Sol da meia-noite. 21 - O raio verde. 22 - Uma aurora boreal. 23 - Um morto foi lançado ao mar. VI. Habitantes da solidão. 24 - Gente do Árctico. 25 - História de esquimós. 26 - A vida mais dura que o homem pode viver. VII. Itinerário americano. 27 - Fazia calor na Terra Nova. 28 - Voando sobre as províncias ultramarinas canadianas. 29 - O vínculo francês deixado no Canadá. 30 - Cruzeiro da Península de Gaspê. 31 - O que se vê em Nova Iorque.
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Pequena falha de pele na extremidade inferior da lombada.
Invulgar e muito apreciado.
30€
11 fevereiro, 2021
MATOS, Pedro Fragoso de - ACÇÃO NAVAL PORTUGUESA CONTRA OS PIRATAS NO MAR DA CHINA. Lisboa, [s.n. - Comp. e imp. nas oficinas da Editorial Minerva], 1985. In-8.º (22,5 cm) de 48, [4] p. ; il. ; B.1.ª edição.
Importante subsídio para a história da acção naval portuguesa no Extremo Oriente, contra a pirataria, desde o século XVI até ao início do século XX.
Tiragem: 200 exemplares.
Interessante estudo histórico, nas palavras do autor, "uma breve síntese sobre as mais importantes e decisivas intervenções da nossa Marinha contra a pirataria no Mar da China.
Com efeito, analisando-se a acção naval portuguesa nessas longínquas paragens do Extremo Oriente, surge-nos como um dos seus principais e mais significativos vectores, a continuada e persistente repressão contra a pirataria, verdadeira praga desses mares, a qual constituía um perigo constante das actividades marítimas que, a partir do século XVI, levaram os portugueses ao Sueste Asiático."
Matérias:
1. Introdução. 2. Fundação do Estabelecimento de Macau. 3. Possibilidade de abandono e destruição de Macau (Séc. XVII). 4. Pedido de auxílio à Marinha Portuguesa (Séc. XVII). 5. Pedido de auxílio do Mandarim de Ansam (Séc. XVIII). 6. Consagração dos portugueses em Macau. 7. Operações contra piratas em Coloane. 8. Considerações finais.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
10 fevereiro, 2021
09 fevereiro, 2021
08 fevereiro, 2021
CERQUEIRA, Afonso de - A MARINHA MILITAR NA OCUPAÇÃO DE ÁFRICA. Por... Contra-Almirante Q. R. I Congresso de História da Expansão Portuguesa no Mundo : 4.ª Secção. Lisboa, [s.n. - Sociedade Nacional de Tipografia - Lisboa], 1938. In-4.º (24,5 cm) de 34, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da presença militar portuguesa em África. Resumo da acção da Armada portuguesa no Ultramar - Angola, Moçambique e Guiné - por ordem cronológica - inventariando os eventos exploratórios e episódios militares mais relevantes.
Matérias:
[Preâmbulo]. | I. Angola. II. Moçambique: Campanha contra o Gungunhana; Campanha dos Namarrais (1896-97); Campanha de Gaza (1897); Campanha da Maganja (1898); Campanha do Mataca (1899); Campanha do Barué (1902). III. Guiné. | [Outros episódios e Louvores].
Afonso Júlio de Cerqueira (Viseu, 1872 - Lisboa, 1957). "Após a frequência dos estudos preparatórios na Escola Politécnica de Lisboa, assentou praça como Aspirante de Marinha em 5 de Novembro de 1888, sendo promovido a Guarda-Marinha três anos e meio depois.
De 1893 (ano em que foi promovido a Segundo-Tenente) a 1894 serviu a bordo da corveta “Mindelo”, tendo participado na força naval enviada ao Brasil para proteger cidadãos e bens nacionais por ocasião da “Revolta dos Almirantes”.
Personalidade multifacetada, especializou-se em diversas áreas técnicas e operacionais, consoante as funções que ia sendo chamado a desempenhar. Tirou, assim, os cursos de Meteorologia; Metralhadoras Pesadas e Ligeiras; Gases de Combate; Artilharia; Torpedos, Minas e Electricidade; Radiotelegrafia, Sinais e Comunicações; e Aeronáutica (observador).
No período conturbado da 1ª República viu-se envolvido nas diversas lutas civis resultantes: em 1911 comandou as forças de Marinha que combateram a incursão monárquica no Norte do país, em 1917 bateu-se contra o movimento revolucionário de Sidónio Pais e em 1919 combateu as tropas monárquicas instaladas na Serra de Monsanto.
Seria, porém, no âmbito do envolvimento português na Grande Guerra que viria a ganhar nome, mais concretamente no teatro de operações do Sul de Angola. Para lá seguiu, em 1915, integrado no Batalhão de Marinha, que, juntamente com forças do Exército, sob o comando do General Pereira D’Eça, constituiu uma respostas às incursões alemãs nos nossos territórios africanos (ainda o estado de guerra entre Portugal e a Alemanha não fora formalmente declarado) e à sublevação dos nativos por elas conduzida.
No seu relatório, entre outras referências elogiosas ao Batalhão de Marinha, o General Pereira D’Eça, escrevia:
"Devo destacar neste brilhante feito de armas o capitão-tenente Cerqueira, que carregou à frente dos seus pelotões, sem que tivesse obrigação de o fazer, dando, mais uma vez, prova da sua têmpera inexcedivelmente militar, que o fez mostrar sempre aos seus subordinados ser o primeiro em todos os momentos críticos da guerra, quer derivados aos combates, quer das privações que à guerra são inerentes."
Mas o grande conflito mundial estava longe do seu termo, e eis o valoroso Comandante Cerqueira chamado a desempenhar nova missão, desta vez no Mar: entre 1916 e 1917, no comando do contra-torpedeiro “Guadiana”, escoltou, com sucesso, vários comboios que cruzavam as perigosas águas do Atlântico, infestadas de submarinos alemães.
Afonso Cerqueira passou à reserva a 1 de Fevereiro de 1934, como Capitão-de-Mar-e-Guerra, tendo, três meses mais tarde, sido promovido, por distinção, ao posto de Contra-Almirante.
Entre várias distinções, possuía o grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada, os graus de Cavaleiro e de Comendador da Ordem Militar de Aviz, uma Cruz de Guerra de 1ª Classe, a Medalha da Vitória (dos Aliados na Grande Guerra), Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar e 3 Medalhas de Ouro das Campanhas do Exército Português. Além dos navios atrás mencionados, comandara, ainda, as canhoneiras “Faro” e “Lagos”; o rebocador “Bérrio”; os vapores “Funchal” e “Cabo Verde”; o caça-
minas “Azevedo Gomes”; e o cruzador “S. Gabriel”.
Faleceu em Lisboa a 31 de Março de 1957."
(Fonte: https://www.facebook.com/marinhaescolanaval/posts/841532129215464/)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas não muito limpas.
Muito invulgar.
Indisponível
07 fevereiro, 2021
1.ª edição.
Conjunto de pequenas biografias de pilotos-aviadores portugueses vítimas de acidentes mortais, e as circunstâncias em que os mesmos se deram. Relatos de episódios relacionados sobretudo no desempenho de missões aéreas durante a 1.ª Guerra Mundial (1914-1918).
Livro ilustrado com os retratos dos malogrados aviadores ao longo do texto.
"Na historia dos feitos heroicos de Portugal, havia uma lacuna que precisava ser preenchida. É o hoje se bem que deficientemente. A Aviação Portuguesa, aviação heroica que nos faz recordar em pleno século XX, século de lutas e ambições mesquinhas, os tempos heróicos dos nossos antepassados, que ha-de um dia ser a admiração dos vindouros, não tinha até á data, um livro que historiasse todas as tragédias que a ensanguentaram e que serviram para mostrar a coragem que ela exige, o respeito que se lhe deve e o modo como ela sabe sacrificar, em holocausto, o seu sangue no altar da Patria.
«Tragedias do Ar» são esboços rapidos da morte épica desses homens que a coragem fadou para as lutas do ar, tocadas ao de leve de notas biograficas. [...]
Ante os nossos olhos, deslisarão as silhuetas daqueles que morreram em desastres e êles são a mór parte, daquele que morreu em combate aereo em Laon e finalmente daqueles que a infelicidade quiz que morressem ás mãos de seus irmãos, daqueles que o destino atroz e cruento obrigou a morrer num dia de revolução, adentro da sua Patria, num ataque de portuguezes."
(Excerto do preâmbulo, Algumas palavras)
Indice: Alberto Augusto Xavier. | Alfredo Pereira Martins de Lima. | Amilcar Jorge Alvarenga Passos. | António Candido de Gouveia Castilho Nobre. | António Joaquim Caseiro. | Apeles Demostenes da Rocha Espanca. | Artur Freire de Sacadura Cabral. | Artur Pedro Ferreira de Brito. | Aurélio Julio Botelho Costa e Silva. | David Simões. | Eduardo Francisco Azeredo e Vasconcelos. | Emilio de Carvalho. | Guilherme Abreu da Fonseca. | João Barata Salgueiro Valente. | João Paulo d'Aragão. | Jorge de Sousa Gorgulho. | José de Azevedo dos Reis (Dr.). | José Barbosa dos Santos Leite. | José Carlos Pissarra. | José Joaquim Ramires. | Luiz de Noronha (D.). | Luiz Gonzaga. | Manuel Fernandes d'Oliveira. | Mario Graça. | Oscar Monteiro Torres. | Pedro Emilio Jones da Silveira. | Ulisses Augusto Alves.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Carimbo oleográfico na f. rosto; assinatura de posse (2) na f. dedicatória.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível


































