18 novembro, 2022

SANTOS, Ary dos – COMO NASCEM, COMO VIVEM E COMO MORREM OS CRIMINOSOS.
Prefácio do Dr. Augusto de Oliveira, Director Geral dos Serviços Prisionais
. Lisboa, Livraria Clássica Editora : A. M. Teixeira & C.ª (Filhos), 1938. In-8.º (22,5 cm) de 422, [2] p. ; [16] f. il. ; B.

1.ª edição.
Importante trabalho "sobre a mentalidade criminal, os costumes, modos e comportamentos da população reclusa e suas causas de morte. Comporta ampla recolha de dados em apoio das teses sustentadas. Descrição de vocabulários [calão], códigos, tatuagens, condições dos estabelecimentos prisionais, etc."
Ilustrado com 16 estampas em folhas separadas do texto.
"Há sectores, por sua natureza, distanciados da vida quotidiana comum, por isso fora do conhecimento e contacto com o público que mal adivinha, pelo ouvir falar, o ambiente dêsses meios, os traços das figuras que nêles se movem.
No excuso da sombra em que vivem ou trazem dentro de si os criminosos, se gera a infracção penal, cuja prática raras vezes demanda a luz da ribalta. [...]
O autor, advogado ilustre pelo exercício da profissão e pelos trabalhos publicados, conta-nos «como nascem, vivem e morrem os criminosos», penetrando aquêle mundo aparte, desvendando os seus mistérios e focando alguns aspectos que traz em grande perspectiva até aos olhos que os desconhecem. […]
É um trabalho de índole original, desconhecido entre nós."
(Excerto do prefácio)
Índice: - Quem eles são e a lei que os rege. - Como eles nascem. - Como eles se descobrem. - Por onde eles passam. - Como eles se julgam. - Como eles falam. - Como eles cantam. - Como eles se pintam [tatuam]. - Como eles nos roubam. - Como eles nos matam e como eles morrem. 
Alfredo Ary dos Santos (1903-1975). Advogado lisboeta. Politicamente, definia-se como de extrema direita. Publicou diversas obras de índole jurídica sobre temas sociais e outros, e o polémico D. Quixote Bolchevick sobre a Guerra Civil de Espanha.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas. 
Muito invulgar.
35€

17 novembro, 2022

PIMENTA, Belisario - O PADROADO DA IGREJA DE MIRANDA DO CORVO NOS MSS. DA BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE.
Por...
Coimbra, Imprensa da Universidade, 1925. In-4.º (24 cm) de 24 p. ; il. ; B. Separata do Boletim da Biblioteca da Universidade : Vol. VII, N.os I a XII
1.ª edição independente.
Importante trabalho de investigação e recolha sobre a questão do padroado da Igreja de Miranda do Corvo no século XVIII, e as rivalidades entre importantes famílias pelo seu controlo. Estudo muito enriquecido por relevantes e oportunas notas de rodapé que acompanham o texto.
Ilustrado no interior com autógrafo fac-símile de Pedro de Mendonça Côrte Real.
Opúsculo muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Tomás da Fonseca, sendo que o nome deste último foi "safado", adivinhando-se apenas pelos contornos caligráficos.
"Em 28 de Abril de 1735, cheio de achaques e já entrevado há tempos, morria o Padre Mateus de Lima Barata, que, durante 46 anos e até êsse dia, fôra pároco da extensa e rica freguesia de Miranda do Corvo da comarca de Coimbra.
Ficara, pois, vaga a Igreja que era das mais rendosas do Bispado; e como o Duque de Aveiro, D. Gabriel de Lencastre, se considerava (e de facto era) o padroeiro, apresentou, logo dias depois, em Prior, o minorista Pedro de Mendonça Côrte Real, ao tempo colegial de S. Paulo de Coimbra, filho natural do Secretário de Estado Diogo de Mendonça.
Ao mesmo tempo, porém, a Marquesa de Arronches, donatária da vila, alegando certos direitos ao padroado, apresentou, em 3 de Maio seguinte, o Padre João da Silveira Tôrres, em Prior da mesma igreja.
Começou aqui uma questão que, se nasceu, de facto, com a morte do velho Prior Barata, é certo, contudo, que já se arrastava há muito entre as duas poderosas casas rivais."
(Excerto do estudo)
Belisário Maria Bustorf da Silva Pinto Pimenta (1879-1969). "Nasceu em Coimbra em 1879. Frequentou o colégio externato do Padre Simões dos Reis e depois transitou para o Liceu. Aos 14 anos começou a formar a sua biblioteca pessoal, que no final da sua vida ultrapassava mais de oito mil obras.
Seguiu a carreira militar ingressando como cadete na escola Prática de Infantaria de Mafra. Em 1903 foi promovido a alferes e em 1910 passou a ser Comissário da Polícia em Coimbra. A sua vida militar decorreu ainda por Valença, Portalegre, Castelo Branco, Lagos, Porto, Penafiel, Abrantes e Leiria.
Em 1913 publica o seu primeiro trabalho sobre Miranda do Corvo, tema que foi uma das suas predileções e cultivou até ao final da sua vida. Os seus escritos sobre o concelho encontram-se dispersos por jornais (Alma Nova, Diário de Coimbra) e monografias, podendo ser considerado como o autor que mais se debruçou sobre o concelho."
(Fonte: https://cm-mirandadocorvo.pt/pt/menu/347/belisario-pimenta.aspx)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

16 novembro, 2022

NOCHE, Pablo la - LUSCO-FUSCO. (Vida e morte de um desconhecido). Com uma introdução de Ingborg Moacyr, professora ginasial. Amadora, Livraria Bertrand, 1973. In-8.º (20 cm) de 400, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso romance assinado por Pablo la Noche, pseudónimo de Marcello Mathias, escritor, político e diplomata português, que negociou e trouxe o espólio artístico de Calouste Gulbenkian para Portugal.
Junta-se artigo da época de Norberto Lopes inserto no jornal República, em página inteira (42x30 cm), sobre o novel romance Lusco-fusco.
"Um cepticismo em permanente contraste com uma fingida candura, uma ironia subtil aliada a uma invulgar elegância e pureza de linguagem consagram este romance como uma revelação na moderna literatura portuguesa." (Retirado da contracapa)
"Entre os numerosos manuscritos que nos são enviados e ficam aguardando leitura para se decidir sobre a sua eventual publicação, encontramos agora, esquecido há mais de três anos, aquele que hoje publicamos. Apesar de todos os nossos esforços não nos foi possível descobrir o paradeiro da Senhora Ingborg Moacyr, que nos enviara o Lusco-Fusco e nos propusera a sua publicação. Como ignoramos a quem cabem os direitos de autor, ficam estes inteiramente salvaguardados para quem provar ter legitimidade para recebê-los. Não sendo conhecido o nome do autor, mas depreendendo-se do texto que, sob o pseudónimo de Pablo la Noche, exerceu funções de jornalista, sob esse pseudónimo aparece a atribuição da autoria deste livro.
Lisboa, 15 Janeiro de 1973”. "
(Nota do Editor)
"Nem toda a gente se lembra de Lusco-Fusco, romance de 1973 assinado por Pablo La Noche, vencedor do Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências. Poucos sabiam quem se escondia por trás do enigmático pseudónimo. Urbano Tavares Rodrigues foi um dos que não poupou nos elogios. Até que, em 1976, Robert Laffont editou a obra em França, como Pablo La Noche, de Marcello Mathias, obtendo o Prémio Rayonnement Français da Academia Francesa.
(Fonte: daliteratura.blogspot.com)
"O Colégio do Marquês, em Barbacena, tinha uns cento e vinte alunos, todos se preparando para o curso ginasial. Eu era ali professora de Alemão, mas leccionava também, provisòriamente Latim por se encontrar vago o lugar.
Um dia o director, que era o padre Segismundo - homem severo que não perdoava em questões de disciplina -, me avisou de que se havia apresentado um pretendente ao lugar de professor de Latim, convindo que fosse eu a receber o candidato e a medir as suas habilitações.
Logo pelo forte sotaque percebi que se tratava de um português. De tez morena, estatura meã e uma barba cerrada onde já começavam a pratear alguns fios, estava de pé junto da janela e tão absorto que me não ouviu entrar na sala. Os documentos que ele trazia provavam apenas que já fora repetidor de Latim e de Francês num colégio, em Sorocaba. Tive, por isso, de saber dele alguma coisa mais, visto me não apresentar diploma algum de habilitações que o inculcassem para o lugar, nem mesmo documento bem claro sobre a sua identidade.
Com algum embaraço, respondeu-me que era um autodidacta; estava, porém, disposto a me dar ali mesmo as provas de sua competência, pois podia traduzir à primeira vista, e sem ajuda de dicionário, qualquer texto clássico que eu escolhesse. E trazidos os livros assim fez, com uma facilidade que me deixou surpreendida porque revelava uma cultura latina pouco comum e bem mais profunda e completa do que a minha. Tudo isto, todavia, era realizado com uma espécie de tédio, como se lhe fosse penosa a demonstração do que ia fazendo. [...]
O homem era tão bicho do mato que apenas cumprimentava os colegas, e todo o tempo que não estava dando lições se encerrava no seu quarto. Não sabia, ou talvez não queria, fazer amizades, nem tão-pouco estreitar relações; uma ou outra vez que o convidámos para um passeio, mesmo em domingos ou feriados, sempre se recusara com o pretexto de que necessitava preparar as prelecções."
(Excerto da Introdução)
Marcello Mathias (1903-1990). "Nasceu em Lisboa em 1903 e morreu no Estoril em 1999. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, foi advogado e Delegado do Procurador-Geral da República, tendo depois entrado para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde exerceu funções em Atenas, no Rio de Janeiro e em Paris, antes de ser Director-Geral, Secretário-Geral e mais tarde Ministro dos Negócios Estrangeiros (1958-1961). Foi por duas vezes Embaixador em França, num total de mais de 20 anos. No Rio de Janeiro publicou, em 1943, Doze Sonetos e Uma Canção, que teve várias edições, a última das quais em Portugal, em 1984. Mas foi a publicação de Lusco-Fusco que o consagrou em 1973, quando obteve ex-aequo o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências. A tradução da obra em francês, em 1976 pela Robert Laffont, valeu-lhe o prémio «Rayonnement Français» da Academia Francesa."
(Fonte: https://quetzal.blogs.sapo.pt/14284.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

15 novembro, 2022

GOUVEIA, Sergio - O DR. SIDONIO PAES E A REPUBLICA NOVA : 1910-1918
. Lisboa, Livraria Scientifica, 1918. In-8.º (14 cm) de 31, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo apologista do movimento sidonista e do seu caudilho. Reproduz discursos e proclamações de Sidónio Pais nos dias que se seguiram ao golpe por si encabeçado, dando início ao período da história nacional conhecido por «Dezembrismo».
"Vivia-se em Portugal na maior das opressões sob a égide do chamado partido democratico - que melhor fôra apelidar-se de autocratico - tendo como chefe supremo o sr. dr. Afonso Costa, rodeado, entre outros, pelos srs. Leote do Rego, comandante da divisão naval, e Norton de Matos, ministro da guerra. A pseudo-revolução de 14 de maio que lançára por terra o ministerio Pimenta de Castro, elevára ao poder esses homens que, a pretexto de uma restauração monarquica atribuida ao general Pimenta de Castro que - diga-se em abono da verdade taes intenções não tivera nunca - outra coisa não queriam senão tornarem-se senhores da situação, prendendo todos aqueles que, em nome da liberdade e da justiça, protestavam contra os desmandos da sua demagogia, tendo em mira tão sómente o seu bem estar, para o qual não pouco concorreu a nossa entrada na guerra, pois por via d'ela justificaram muitas despezas, encobrindo variados scandalos, emquanto os nossos heroicos soldados luctavam denodadamente no meio d'essa formidavel fornalha nos campos da França. [...]
Decorria o dia 5 e dezembro de 1917, sentindo-se na atmosfera como que um enorme peso predecessor de uma tempestade maior ainda, Pelas 6 e meia da tarde - já noite fechada nos dias brumosos do inverno - para os lados das Avenidas novas sentia-se um tropel de soldados e populares armados que apressadamente se dirigiam para os lados de Campolide. Eram os briosos rapazes da Escola de Guerra - a Mocidade portugueza - que rompera a marcha,  acommpanhada de varios elementos civis que se dirigiam ao quartel de artilharia 1, e que, apoiados pela quasi totalidade dos corpos do exército da guarnição de Lisboa, foram acampar no Parque Eduardo VII, rompendo vivo tiroteio, nas trevas da noite..."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
[Preâmbulo]. | Proclamação ao povo. | Proclamação ao povo de Lisboa. | Sidonio Bernardino Cardoso da Silva Paes : Deputado pelo circulo n.º 15 - Aveiro. | Edital. | [Intervenções e discursos].
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Sem capas e f. ante-rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

14 novembro, 2022

LARBALETRIER, A. - A CHIMICA RECREATIVA. Por... (Traducção). Collecção Bertrand. Lisboa, Antiga Casa Bertrand - José Bastos, 1896. In-8.º (14,5 cm) de 123, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Compêndio oitocentista de química "divertida e recreativa", propõe aos mais jovens, curiosos e químicos amadores, dezenas de experiências. Raro e muito interessante.
"Todas as experiencias descriptas n'este pequeno volume são faceis de realisar por toda a gente, ainda pelo menos iniciados na sciencia; e podem ser effectuadas com os objectos usuaes que nos rodeiam, porque não precisam de grande saber nem de laboratorio. Entretanto, se a maior parte d'ellas só exige como materia prima as substancias ordinarias que estão em todas as casas, algumas necessitam de emprego de productos chimicos, aliás baratos, que se encontraram em todas as drogarias ou pharmacias.
Como a nossa obra é sobretudo popular e vulgarisadora, visámos á economia mais rigorosa: pelo que todas as experiencias mencionadas se podem fazer com a despeza maxima d'uns 3$000 réis, quantia pequena comparada com o prazer que as experiencias proporcionam. [...]
Quasi todas estas experiencias são innofensivas; só um pequeno numero exige o emprego de productos que devem ser manejados com precaução, embora não sejam perigosos."
(Excerto do preâmbulo - Ao leitor)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

13 novembro, 2022

MELLO, Augusto Xavier de - O SR. ALFERES. (Costumes alemtejanos). [Prefácio de Gervásio Lobato]. Lisboa, Typographia da Papelaria Aurea, 1893. In-8.º (19 cm) de XV, [1], 402, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante romance de "costumes alentejanos" dedicado pelo autor a Gervásio Lobato, que assina o prefácio.
"As grandes qualidades, que fizeram de Augusto de Mello um actor ilustre, são precisamente as mesmas que fazem d'elle um escriptor distinctissimo. [...] Tem os dois principaes dons do escriptor moderno: saber ver bem, e saber dizer bem o que vê. O Sr. Alferes, o romance que vae ler-se, o primeiro livro de Augusto de Mello, está a demonstrar em cada paragrapho, em cada linha, a verdade do que dizemos."
(Excerto do Prefacio)
"Toda a gente, no Monte Airoso, segundo o preceito christão, descançava da lide fatigante d'uma semana de trabalho.
O mez d'agosto ia quente, suffocante. Ainda não tinham morrido passaros assados, como os velhos diziam que acontecera n'algum tempo, mas desde a semana d'além que o vento Suão era quente, abrazador, como se partisse da bocca d'um forno. A athmosphera turva e avermelhada assemelhava-se a um oceano de chamas, nas eiras nem uma palha da debulha se conseguia mover, alguns pobres pardalitos haviam já cahido dos ramos das arvores, atordidos pelo calor, e até dois laboriosos ceifeiros, dos contratados na Beira - os ratinhos, como lhes chamam no Alemtejo, tinham succumbido na vespera, no meio da ceara que ceifavam, lá para as bandas do Guadiana."
(Excerto do Cap. I - O Domingo)
Augusto Xavier de Melo (1853-1933). "Actor, natural de Lisboa. Levado aos três anos de idade para Reguengos de Monsaraz, ali ficou confiado aos cuidados de um tio Médico que se encarregou da sua educação. Depois de frequentar as escolas de Mourão e Moura, completou os seus estudos no Liceu de Évora.
Regressando a Lisboa em 1861, onde pouco tempo conviveu com seu pai, que morreu meses depois, viu-se na necessidade de prestar serviços num escritório comercial, a fim de granjear o seu sustento.
Atraído pela Arte Dramática, valeu-lhe a influência do seu amigo, Actor Vale, para ingressar no Teatro Ginásio, onde se estreou na comédia Informações, em 11-06-1870. Empregado comercial, ingressou no Ginásio, tendo-se estreado na comédia Informações, em 11-06-1870. Não tardou a entrar para o Teatro de Dona Maria II, tendo-se evidenciado na peça Princesa Jorge. Distinguiu-se como actor, ensaiador e director de cena. Em 1901 foi nomeado Professor da Aula Dramática do Conservatório e membro do Conselho Dramático. Colaborou em jornais, escreveu o romance O Senhor Alferes e a comédia A Descoberta do Doutor Quaresma e publicou O Manual do Ensaiador Dramático e O Actor e o Teatro."
(Fonte: https://ruascomhistoria.wordpress.com/2019/10/29/quem-foi-quem-na-toponimia-do-municipio-de-reguengos-de-monsaraz-2/)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Indisponível

12 novembro, 2022

FERRAZ, Márcia Ramos Ivens - SÒZINHA NO MATO.
Narrativa inédita da vida da autora sòzinha no mato, no meio indígena
. Lisboa, Livraria Popular de Francisco Franco, [1955?]. In-8.º (19 cm) de 247, [9] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Memórias de uma colona portuguesa em terras de Moçambique. Obra premiada no 25.º Concurso de Literatura Colonial.
Livro ilustrado com 49 fotogravuras distribuídas pelo texto.
"Foi este livro escrito por uma Mulher de uma energia rara, que afrontou sem receio a triste vida do mato africano, na esperança de melhores dias para si e para os seus entes mais queridos.
Sem ajuda de ninguém, tentou desbravar a selva inóspita para colher os frutos do seu arriscado labor.
Provou ser enérgica, não só quando, altas horas da noite, sentiu envolvida a sua casa pelo gentio irrequieto, que afinal vinha pedir-lhe justiça e que tratasse dos feridos duma luta de selvagens, mas também no seu viver, sòzinha no mato, olhando o bem-estar dos filhos, lutando pela vida sem sombra de desânimo, chegando quase a morrer enterrada no lodo da terra pantanosa, não vendo o caminho, metida no capim, devendo a vida aos pretos que acompanharam a sua patroa - a Missis - exemplo heróico encorajando os pretos, para os quais chegou a ser um ídolo!
Descrições de um grande realismo, sem pretensões de estilo, tornam suave e encantadora a leitura."
(Excerto do Prefácio, de Guilherme Couvreur de Oliveira)
"A escritora africana demonstrou uma coragem e um desassombro fora do comum atribuído a uma mulher, enfrentando uma vida dura e difícil e ainda lutando com algumas dificuldades financeiras para melhor administrar e produzir nas suas terras.
Ao par dessas peripécias e dessas dificuldades a Sr.ª Ivens Ferraz não perdeu o seu tempo, pois, além dos resultados materiais do seu trabalho, digno dos melhores elogios, ofereceu-nos não um relatório de seus trabalhos mas um livro que nos mostra uma maneira muito suave, alegre, humorística e às vezes trágica o que foi sua vida nas selvas africanas.
A obra é digna de ser lida por quantos se interessam por estes assuntos relativos à vida das selvas,  pois estão muito bem descritos e estudados sob vários aspectos a vida dos negros, mostrando como vivem em sua comunidade, os casamentos, as festas, a alimentação que usam, enfim, os seus usos e costumes. Ao par desses aspectos está também muito bem estudada a fauna, mostrando como as pessoas devem se precaver com as feras..."
(Excerto de Duas palavras, de Júlio Pinto Gualberto)

"Ao fazer a descrição da minha vida no mato, das cenas comigo passadas ou por mim presenciadas, e outras que, embora tivessem lugar em redor da minha propriedade e nas proximidades, depressa vinham ao meu conhecimento, contarei primeiro a maneira como aqui vim encontrar-me neste isolamento.
Cerca de vinte anos antes do meu casamento, quando ainda me encontrava em Portugal, já aquele que veio a ser meu marido era proprietário de um vasto terreno situado em Maholéla, que obtivera por concessão do Estado. Mais de 600 hectares, dos quais cerca de metade encontrei desbravados por ele, em magníficas terras de aluvião.
Conta meu marido que escolheu este terreno quando era quase todo um enleado de trepadeiras, em floresta virgem, de árvores seculares e milenárias, habitada pelos animais selvagens - o leopardo, o pitão (vulgarmente conhecido por jibóia) e até o leão, e que, na enorme lagoa que ali existe, se banhavam hipopótamos e crocodilos, e vinham beber água manadas de elefantes - que ainda hoje ali vão - e toda a fauna da região."
(Excerto do Cap. I - A propriedade de Maholéla)
Exemplar em brochura bem conservado.
Invulgar.
Com interesse histórico e ultramarino.
Indisponível

11 novembro, 2022

JANIFER, Laurence M. - [INFINITO]. Mestres de Ficção-Científica.
Antologia organizada e prefaciada por...
[Lisboa], Edições Parilex Limitada, [1970]. In-8.º (18 cm) de 434, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante conjunto de pequenas novelas de ficção científica, obra de alguns dos mais reputados autores deste género literário.
"Durante muitos e muitos anos, a forma fundamental da ficção-científica foi a novela. Há, para tal, uma porção de razões. Uma delas, pelo menos, é que sòmente em revistas, que se podiam contentar com uma menor percentagem de vendas, era aceitável a ficção científica. Poucos editores dos anos 30 e 40 experimentavam esse material e esses poucos eram, na sua maior parte, pequenas casas que não podiam pagar ao escritor o suficiente para sobreviver. O escritor de ficção científica era, então, tìpicamente, um homem que escrevia para revistas. [...] O resultado natural desta produção em papel tão frágil foi a aparição da antologia."
(Excerto do Prefácio)
"Com toda a certeza, se há um homem capaz de encontrar um guinéu em vez do alfinete que procurava, esse homem é o meu amigo professor Gibberne. Já ouvi muitas vezes falar de investigadores que excedem todos os limites, mas nunca ao ponto a que ele chegou. É que ele descobriu uma coisa, sem qualquer sombra de exagero, capaz de revolucionar a vida humana, simplesmente quando procurava um estimulante nervoso para arrancar os deprimidos ao estado de excitação, próprio dos nossos dias. Experimentei a droga já algumas vezes e não consigo descrever o efeito que produziu em mim. Tornar-se-á contudo bastante evidente que decorrem experiências espantosas para as pesquisas em todos os campos."
(Excerto de O Novo Acelerador, de H. G. Wells)
Índice:
Mentiroso - Isaac Asimov. | Um Lindo Dia - Jerome Bixby. | A Campina - Ray Bradbury. | O Golem - Avram Davidson. | A Mulher Mecânica - Lester del Rey. | As Equações Insensíveis - Tom Godwin. | O Globo Minguante - Willard Hawkins. | Requiem - Robert A. Heinlein. | Teoria dos Foguetões - G. M. Kornbluth. | Não Olhes Agora - Henry Kuttner. | Terror do Sétimo Dia - R. A. Lafferty. | Encanto Natural - Fritz Leiber. | Políticos - Murray Leinster. | Memento Homo - Walter M. Miller, Jr. | A Miragem - C. L. Moore. | E Agora as Notícias - Theodore Sturgeon. | O Guarda do Edifício - William Tenn. | O Novo Acelerador - H. G. Wells.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apreesenta um ou outro vinco.
Invulgar.
10€

10 novembro, 2022

MURY, Paulo - HISTORIA DE GABRIEL MALAGRIDA DA COMPANHIA DE JESUS. Apostolo do Brazil no seculo XVIII estrangulado e queimado no Rocio de Lisboa em 21 de setembro de 1761. Traduzida de Paulo Mury, Padre de mesma Companhia [por Camillo Castello Branco].
Lisboa, Santos & Vieira : Empreza Litteraria Fluminense, [18--]. In-8.º (18 cm) de XXIX, 188, [2] p. ; E.
Biografia do padre Malagrida, religioso executado em Lisboa por ordem do Marquês de Pombal.
Inclui a reprodução integral do opúsculo de Malagrida mandado apreender por Pombal.
Obra muito valorizada pelo extenso prefácio de Camilo Castelo Branco.
Gabriel Malagrida (1689-1761). "Foi um jesuíta místico italiano que passou parte da sua vida no Brasil a pregar e evangelizar, tendo granjeado fama de taumaturgo. Depois de uma estada anterior em Lisboa, regressa a pedido da rainha, viúva de D. João V.
"[...] O marquês de Pombal não se importou com aquele jesuíta santo, enquanto as suas santidades não contrariavam os seus projectos, mas o conflito era inevitável. Sobreveio o terramoto de 1755, estando Malagrida em Lisboa. Aquela catástrofe ocasionou um terror imenso na população da capital, e um dos grandes empenhos do marquês de Pombal era levantar os espíritos abatidos. Para isso mandou compor e publicar um folheto escrito por um padre, em que se explicavam as causas naturais dos terramotos, e se desviava a crença desanimadora de que fora castigo de Deus, e de que eram indispensáveis a penitência e a compunção. Saiu a campo indignado o padre Malagrida escrevendo um folheto intitulado: Juizo da verdadeira causa do terremoto que padeceu a corte de Lisboa no 1.º de Novembro de 1755. Nesse folheto combatia com indignação as doutrinas do outro que Pombal fizera espalhar, atribuía a castigo de Deus o terramoto, citava profecias de freiras, condenava severamente os que levantaram abrigos nos campos, os que trabalhavam em levantar das ruínas da cidade, e recomendava procissões, penitencias, e sobretudo recolhimento e meditação de seis dias nos exercícios de santo Inácio de Loyola…"
(Fonte: www.arqnet.pt)
Encadernação inteira de percalina com dourados na lombada. Sem guardas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

09 novembro, 2022

PROGRAMA-CATÁLOGO DA 47.ª EXPOSIÇÃO CANINA INTERNACIONAL DE LISBOA : Inverno de 1967. C. A. C. - C. A. C. I. B. -
21 e 22 de Janeiro : Feira Internacional de Lisboa
. [S.l.], [s.n. - Imprensa Portugal-Brasil - Venda Nova - Amadora], 1967. In-8.º (21x13 cm) de 72 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Certame realizado na FIL (Lisboa).
"Exposição de Campeonato Internacional, patrocinada pelo jornal Diário de Lisboa, regida pelos regulamentos do Clube Português de Canicultura, aberta aos exemplares e todas as raças e variedades oficialmente reconhecidas, registados ou não em livros de origens."
Livro ilustrado com publicidade alusiva ao tema canino.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

08 novembro, 2022

TOJAL, Manuel João Maia - ALMINHAS
. [S.l.], Edição da Câmara de Oliveira de Frades, 1997. In-8.º (21 cm) de 67, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia sobre a história e origem das "Alminhas" - oratórios de culto às almas do purgatório.
No final inclui um capítulo dedicado aos "altares" localizados no concelho de Oliveira de Frades, Viseu.
Livro muito ilustrado no texto com fotografias a cores.
"Numa feliz conjugação entre a natureza e a acção do homem, que escolheu como como solo materno o concelho de Oliveira de Frades, conseguiu-se uma terra rica em património construídos, alicerçado numa paisagem que nos encanta. [...]
Começou cedo essa acção criadora, primeiro em diálogo com a sobrevivência e a segurança, nos píncaros dos montes, em povoamentos castrejos fortificados; estendeu-se depois aos solos mais planos e produtivos, quando a sociedade enveredou por situações de maior estabilidade.
Num e noutro caso legaram-nos impressionantes testemunhos: castros, antas (de que Antelas é expoente máximo, pelas suas pinturas e Paranho um outro eloquente e imponente dólmen), mamoas, vias romanas, marcos miliários, Igrejas, Capelas, casas, num infindável rol de construções que perduram como memória de um povo.
Complexa, rica de tonalidades diversas, a nossa idiossincrasia revê-se ainda nesses testemunhos que, à beira ou mesmo na encruzilhada dos caminhos, atestam simultaneamente a religiosidade e a arte dos nossos antepassados, que a tradição consagrou como Alminhas.
Perdidas nos montes, escondidas nas forças graníticas de muros e vedações, estimadas pelos passantes, acarinhadas pelos nossos habitantes, a sua preservação e evocação é uma obrigação para todos nós. [...]
Num trabalho elaborado com bastante rigor e cuidado científico, ficamos assim melhor esclarecidos sobre um tema que é marca, tão vincada, a alma do nosso povo."
(Excerto da Nota de abertura)
Índice:
Nota de abertura. | Prólogo. | Origem das Alminhas.| Alminhas - Justificação para a Denominação. | Representações Pictóricas e Iconográficas dos Painéis. | Características - Materiais utilizados. | Finalidade das Alminhas. | Alminhas do Concelho de Oliveira de Frades. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
20€

07 novembro, 2022

SOUSA, Eduardo de - O DEZEMBRISMO E A SUA POLITICA NA GUERRA.
(Para a historia do Dezembrismo). Depoimento duma testemunha. [Por]... Deputado da Nação. Colecção «Portugal na Guerra»
. Porto, Companhia Portugueza Editora, 1919. In-4.º (24 cm) de [2], 117, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Colecção de intervenções e discursos do autor contra o «Dezembrismo» encarnado por Sidónio Pais, que o autor acusa de golpista e germanófilo.
Obra com interesse para o consulado de Sidónio e para a história da participação portuguesa na Grande Guerra.
"Outro documento, Sr. Presidente. Consta ainda da República de 25 de Agosto de 1918.
Havia o próprio orgão de Sidónio Pais, a Situação, publicado o seguinte:
«Os aliados não solicitaram reforços, antes pelo contrário; mas o Sr. Garcia Rosado foi encarregado de ir a Paris e Londres conseguir que êsse «pelo contrário desapareça».
Foi isto transcrito, sob epígrafe Canalhas, em o número de 18 de Agosto do Rebate, propriedade do Grupo de Propaganda Estudos Sociais, que lhe fez o comentário seguinte:
«Isto é mendigar-se uma autorização para o envio de tropas. Todas as promessas, todos os protestos não passaram de repelentes burlas. O povo tem fome, não importa, contanto que se posa mandar para o front carne de canhão e que à custo do sangue derramado se consolide o poder das camarilhas».
Pois a censura, a tal censura... contra a intervenção na guerra feita no Ministério da Guerra, deixou circular isto!"
(Excerto de A censura do ministério da guerra apanhada com a boca na botija quanto à nossa intervenção na guerra)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, oxidadas, com defeitos e pequenas falhas. Interior correcto; papel de fraca qualidade.
Raro.
Com significado histórico.
45€

06 novembro, 2022

RIBEIRO, Manuel - NA LINHA DE FOGO.
Crónicas subversivas
. Lisboa, Empreza Editora Popular, [1919]. In-8.º (20,5 cm) de 118, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Livro de crónicas e reflexões de pendor subversivo da autoria do à época anarco-sindicalista Manuel Ribeiro, sendo esta uma das invulgares e interessantes obras do autor.
"Porque tu foste um heroi, um autêntico heroi sacrificando o futuro e a vida pelo ideal, não posso compreender como uma tão ardente fé cristalize na insensibilidade morta dum dogma; não posso admitir que fiques abraçado a um êrro dispersando esterilmente e improdutivamente o teu rico capital de energias.
Que tu fôsses republicano até o cindo de outubro vá; mas é lá possível que ames hoje a república como a amavas dantes? Tu bateste-te por ela com enternecimento e com entusiasmo, como te baterias por uma mulher. Que era para ti a república? Evidentemente - uma paixão. Tu rugias quando a Ordem te maltratava a república nas pessoas sagradas dos seus caudilhos, e o que te levou à Rotunda, hasde concordar, não foi o programa do partido republicano - conhecêste-lo tu mesmo? - o que te levou lá foi a ânsia de desagravares uma amante dos ultrajes dum bêbado. O programa do partido! Bem te importaste com êle! [...]
Porque não vens até nós?
Aqui não há chefes, há camaradas. O nosso partido é o da fraternidade, o nosso programa a solidariedade. Alistâmo-nos na legião do trabalho. És poeta? Aqui sentirás a vida intensa, fonte de toda a inspiração. és filósofo? Vem aqui reflectir e sentirás germinar o embrião do mundo novo. Só aqui poderás harmonizar as tuas idéas com os teus átos. Só aqui poderás ser profundamente e coerentemente - um homem."
(Excerto de A um heroi da Rotunda)
Indice:
A um heroi da Rotunda. | Estrelas cadentes (Tomaz da Fonseca). | A propósito dum hino. | Anarquistas e Sindicalistas. | Cezarismo à vista. | Um detractor do Sindicalismo. | O julgamento de Buizel. | O caso do chegador Faria (O direito de matar). | A Voz do Operario e o Ensino. | Acção directa. | As cadernetas. | A politica do operariado. | Acção. | A orientação dos Sindicatos. | Fernando Pelloutier. | O Sindicalismo italiano. | A lei das Associações. | A Associação. | Uma renascença literária. | Socialista e anarquista. | Uma conferência.
Manuel Ribeiro (1878-1941). "Manuel Ribeiro (1878-1941), natural de Albernoa, freguesia de Beja, foi um dos mais destacados militantes anarco-sindicalistas da primeira República. Com pouco mais de vinte anos veio para Lisboa, dedicando-se à tradução e ao jornalismo. É também o momento em que inicia uma obra literária, que anos mais tarde dele fará um dos mais lidos escritores do tempo. Como tradutor, verteu para o português obras de Gorki, Tolstoi, Kropotkine e Paul Elzbacher. A ligação militante ao anarquismo operário data de 1908, mas a primeira colaboração com a imprensa libertária é de 1909. Entre 1912 e 1914 é um dos mais assíduos colaboradores do semanário O Sindicalista, órgão da corrente operária libertária. Com o fim deste e a fundação de A Batalha, Manuel Ribeiro transfere para este diário a sua colaboração, que mantém até Março de 1921.
A revolução russa de 1917 dividiu o movimento operário mundial e Manuel Ribeiro, vendo nos sovietes um equivalente do sindicalismo revolucionário, toma partido pelo bolchevismo, fundando com outros a Federação Maximalista, cujo jornal dirigiu, e o Partido Comunista Português. Mais tarde, em 1926, converteu-se (em privado) ao catolicismo. A conversão não levou porém o autor a alhear-se das antigas preocupações, acabando por se manter dentro da mesma esfera, com a aproximação a sectores católicos socialmente empenhados. Dirigiu nesses anos a revista católica Renascença, fundou uma outra, Era Nova, esta com o padre Joaquim Alves Correia, e publicou um livro de ensaios, Novos Horizontes (1930), em que esclarece a sua separação da fórmula integralista, que por então dominava nos meios católicos."
(Fonte: http://mosca-servidor.xdi.uevora.pt/arquivo/?p=creators/creator&id=450)
Bonita encadernação meia de pele com cantos, e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação. Foi acrescentado ao corpo do livro outro tanto de páginas em branco para "engrossar" o volume.
Invulgar.
30€

05 novembro, 2022

PIA, M., e GARDANNE, M. - AVISOS // INTERESSANTES // SOBRE AS MORTES APPARENTES: // RECOPILADOS DA COLLECÇAÕ // DA // SOCIEDADE HUMANA // DE INGLATERRA, // DAS OBRAS // DE // M. PIA, E M. GARDANNE. // LISBOA // Na Offic. da Acad. Real das Sciencias. // Anno M. DCC. XC. // Com licença da Real Meza da Comissaõp Ge- // ral sobre o Exame, e Censura do Livros. In-8.º (15,5 cm) de 30, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Interessantíssimo tratado setecentista sobre a morte aparente, e as formas de distinguir esta da morte real, questão momentosa, que afligia as pessoas nesse tempo.
Raro e muito curioso. Constitui, por ventura, o primeiro manual de primeiros socorros escrito em língua portuguesa.
Obra dividida em duas partes, reportando à morte por asfixia - pela água e por inalação -, por certo, as "mortes aparentes" com maior incidência na época.
Sobre este assunto, e sobre esta obra em particular, com a devida vénia, reproduzimos parte de um artigo de Rafael Campos inserto em História e Ciência - Ciência e Poder na primeira Idade Global.
"Na viragem do século XVIII para o XIX, os avisos foram obras bastante específicas e dedicadas à instrução pública da saúde, motivadas principalmente pela ideia de que o saber (popular) empregado nos campos era nefasto para a saúde dos povos. [...]
 Os avisos eram obras de escrita simples, condizente com os ideais de popularização perpetrados pela Ilustração e também com a referida ideia de que a medicina feita nos campos era atrasada e pouco “científica”, posto que praticada quase exclusivamente por iletrados e curandeiros. [...]
No contexto do Império português, diversos avisos foram publicados ou traduzidos, sendo que a participação de portugueses da América não foi menor nesta empreitada. Mesmo após o Avis de Tissot (1761), não foi publicada em Portugal nenhuma obra especificamente alistada com o tema, apenas passados 25 anos outro aviso veio a lume. Um texto que era na verdade a tradução do Avis de Tissot, realizada por Manuel Joaquim Henriques de Paiva. [...]
Mas no mesmo ano em que publicava os dois volume da sua tradução do aviso de Tissot, Henriques de Paiva redigiu um aviso. Dos seus primeiros textos deste gênero, que “avisava” sobre questões singulares que inquietavam toda a gente, este tratava das então ditas mortes aparentes, que compreendiam um rol de doenças e eventos pouco conhecidos e para aquela altura de difícil identificação. Henriques de Paiva dedicou especial atenção sobre os meios de se realizar os socorros e distinção dos diferentes tipos de asfixia, pois segundo ele o “[…] estado dos sujeitos nas diferentes asfixias é em geral quase sempre o mesmo […] está a respiração suspendida por falta de ar livre e puro”. [...]
A partir de então, diversos outros avisos chegaram ao conhecimento público em solo luso. O primeiro destes foi uma tradução de Francisco Manoel de Oliveira de textos publicados na Human Society que igualmente versavam sobre as mortes aparentes. Neste Avisos interessantes à humanidade, a maior atenção estava mesmo depositada na temerosa ideia de que uma pessoa poderia ser considerada morta, por diversas razões, e então sepultada viva. Assim, pretendia-se “acautelar o género humano contra as enganosas aparências da morte”. Do ponto de vista formal, este aviso difere dos demais, pois continha diversas cartas e até mesmo um sermão, que relatara, dentre referências bíblicas da ressurreição de Cristo, um caso de um “morto trazido à vida”, ou  nos termos de então de uma “restauração de qualquer vida”. Ainda sobre esta temática das mortes aparentes, foi publicado pela Academia das Ciências de Lisboa um aviso compilado da Human Society dos textos de Joseph-Jacques de Gardanne e Philippe Nicolas Pia. Mas este aviso é na verdade uma versão particular do documento referido acima, com uma linguagem ainda mais simples e clara, e sem trazer as cartas e os sermões publicados no aviso que ficou sob os cuidados de Carlos Murray."
(Fonte: CAMPOS, Rafael Dias da Silva, Saúde e poder em Portugal na virada dos séculos XVIII e XIX, o caso dos Avisos ao público in História e Ciência - Ciência e Poder na primeira Idade Global, FLUP, 2016)
"He indubitavel que em muitos exemplos de apparentes mortes repentinas, e ainda mesmo em certas enfermidades, que segundo as apparencias destroem o genero humano, póde ter ligar huma suspensaõ das potencias vitaes, independentemente da absoluta extincçaõ da vida, e presentemente he maxima estabelecida, que o frio do corpo, a insensibilidade dos membros, e a falta dos sentidos externos, saõ huns finaes de morte muito duvidosos, e enganadores. Para acautelar contra estas apparencias de morte, brevemente se fará mençaõ daquelles cazos, em que com frequencia contumaõ succeder, e dos meios conhecidos de os prevenir, e remediar."
(Prefacio)
"Logo que hum affogado he tirado da agoa, o primeiro cuidado he despillo, e alimpallo immediatamente com hum pano, para lhe enxugar toda a superficie do corpo, e cabeça: cobrir lhe a cabeça com hum barrete de lã; e o corpo com a camiza de baeta, ou com hum capote, ou cobertor de lã.
Sendo necessario conduzir o corpo para algum lugar mais conveniente, haja muito cuidado em o naõ molestar, nem pegar-lhe com violencia, ou conduzillo aos hombros com a cabeça pendente para baixo, e muito menos rolando-o pelo chaõ, ou sobre barril, nem levantallo pelos pés, com pretexto de lhe fazer lançar a agoa. Pois a experiencia tem mostrado que estes methodos saõ prejudiciaes, e destroem os pequenos restos de vida que o doente ainda tem."
(Excerto do Cap. I - Do modo de administrar aos Affogados os socorros necessarios para os restabelecer)
"As asfyxias, impropriamente chamadas suffocaçaõ, causadas pelo vapor do carvaõ acceso, cujo uso he diariamente indispensavel, e em algumas artes como a de Cerieiro, Dourador &c., se podem prevenir, tendo sobre o brazeiro hum vazo de abertura larga cheia de agoa, com huma pequena quantidade de vinagre. [...]
Tendo succedido ter alguma pessoa suffocada; os que forem acodir he necessario que o façaõ com cautela, para naõ succeder o cahirem tambem suffocados. As cautelas he naõ entrar na casa sem ter feito abrir todas as portas, e janellas: e deitar bastante agoa pela casa, que he o verdadeiro especifico para distrahir a atmosfera a mosseta que causa o vapor do carvaõ acceso. Sem isto seria melhor, fazer uso de hum gancho para arrastar o doente para fóra, do que expôr-se a hum perigo evidente."
(Excerto do Cap. II - Do modo de remediar nas asfyxias causadas pelo vapor do carvaõ, ou outros mefytismos)
Matérias:
I - Do modo de administrar aos Affogados os socorros necessarios para os restabelecer; Recapitulaçaõ. Aviso Particular: Para os Arraes, e Companhias das Embarcações; Aviso Particular: Ás pessoas encarregadas da Caixa.
II - Do modo de remediar nas asfyxias causadas pelo vapor do carvaõ, ou outros mefytismos.
Encadernação recente, cartonada, com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
85€

04 novembro, 2022

O PÉ DESCALÇO : uma vergonha nacional que urge extinguir - Liga Portuguesa de Profilaxia Social. Porto, Imprensa Social, 1956. In-8.º (19 cm) de [8], 324, [12] p. ; il. ; B. Col. Liga Portuguesa de Profilaxia Social, 16
1.ª edição.
Curioso estudo sobre o hábito de andar descalço, comportamento arreigado numa faixa importante da população até meados do séc. XX, e que mereceram do Estado português vigorosas medidas de repressão.
"Foi em Janeiro de 1928 que a Liga Portuguesa de Profilaxia Social iniciou a campanha contra o indecoroso, inestético e anti-higiénico hábito do pé descalço. O que tem sido a sua acção através de longos anos, para pôr cobro a tão vergonhoso costume, pode ser facilmente avaliado se considerarmos que semelhante campanha era profundamente adversa à índole do nosso povo, aferrado a uma tradição de muitos séculos, à incultura e incompreensão dos visados, à comodidade e ao interesse mal compreendido de quem receava ter de aumentar uns tristes centavos ao salário magro dos seus servidores."
(Excerto da introdução)
"«Entra definitivamente em vigor, no próximo dia 15, a ordem que extermina «os pés descalços». O Porto, a partir do dia 15, pula à sua própria categoria na Civilização. Nada explicava, nada podia perdoar a persistência desse velho hábito, revelador apenas do relaxamento, de indiferença, de falta de gosto e provocador de mil prejuízos morais, estéticos e até materiais. Esse costume produzia, na mulher, um desfeiamento lento, espalmava-lhe os pés, quebrava-lhe toda a graça, masculinizava-a... No homem, levava-o, à semelhança dos selvagens do interior africano - e só desses selvagens, visto que os da América, os «peles vermelhas», calçam uma espécie de alpergatas a que chamamos «Swantzor»..."

(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.

20€

03 novembro, 2022

FORJAZ, Jorge - OS TEIXEIRA DE SAMPAIO DA ILHA TERCEIRA
. Porto, Centro de Estudos de Genealogia, Heráldica e História da Família da Universidade Moderna do Porto, 2001. In-4.º (24,5 cm) de 602, [2] p. ; [1] f. desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de fôlego sobre os Teixeira de Sampaio, família ilustre da Ilha Terceira, Açores, com origem em Chaves, Trás-os-Montes.
Trabalho galardoado com o Prémio 3.º Marquês de São Payo (História Genealógica), impresso em papel de superior qualidade, por certo com tiragem reduzida.
Livro ilustrado no texto com retratos individuais e em grupo, e em separado com um desdobrável genealógico: Os Teixeira de Sampaio dos Açores. As malhas de uma fulgurante ascensão social.
"Um trabalho desta natureza deverá tentar alcançar sempre dois objectivos - o de ser cientificamente correcto e o de fornecer aos eventuais leitores - que não serão sempre, e necessariamente, especialistas na matéria - uma boa fonte de informação, respondendo às suas questões e facilitando-lhes o acesso a fontes que normalmente não compulsam, ou que, mesmo, desconhecem.
É lugar comum afirmar-se que uma boa genealogia, a mais correcta e a mais indiscutível, é a que se baseia em registos paroquiais, ou seja, na mais clara e objectiva fonte de informação. [...]
No caso em apreço, em que me permito recuar a genealogia até à Alta Idade Média, é evidente que vou muito para além dos registos paroquiais. Diga-se, de passagem, que o estudo que aqui se apresenta não foi fácil, mesmo com recurso a paroquiais, pela errância permanente desta família que, ao longo de séculos foi mudando consecutivamente de lugar de residência - de Chaves a Carrazedo, daqui ao Porto e depois a Lisboa, até se fixar nos Açores, donde regressará depois a Lisboa e daí espalhando-se por todo o país e até mesmo pelo estrangeiro."
(Excerto do preâmbulo - A abrir)
Jorge Forjaz (n. 1944). "Nasceu em Angra do Heroísmo em 1944. Licenciado em História U.P., assessor principal da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo. Diretor Regional dos Assuntos Culturais dos Açores (1976-1984), diretor do Museu de Angra (1984-1988), secretário-geral do Festival Internacional de Música de Macau (1989-1991), conselheiro cultural junto da Embaixada de Portugal em Rabat e diretor do Centro Cultural Português nessa cidade (2003-2006). Sócio do Instituto Açoriano de Cultura; sócio efetivo do Instituto Histórico da Ilha Terceira; sócio de mérito da Academia Portuguesa da História, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, diretor da revista Atlântida (1978-1984), etc., etc."
(Fonte: http://www.ingesc.org.br/2018/02/conferencia-de-genealogia-em-florianopolis-dia-24-de-fevereiro-de-2018/)
Exemplar em brochura, bem conservado. Rubrica de posse na f. rosto.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e genealógico.
Indisponível

02 novembro, 2022

KRÖLL, Heinz - DESIGNAÇÕES PORTUGUESAS PARA 'EMBRIAGUEZ'. Separata da Revista Portuguesa e Filologia : Vols. V, VI e VII. Coimbra, Casa do Castelo, Editora, 1955. In-4.º (24,5 cm) de [4], 224, 2 p. ; [1] mapa desdobrável ; B.
KRÖLL, Heinz - ADITAMENTOS ÀS "DESIGNAÇÕES PORTUGUESAS PARA 'EMBRIAGUEZ'". Separata de Revista Portuguesa de Filologia : Vol. XIII, 1964, tomos I e II. Coimbra, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra : Instituto de Estudos Românicos, 1964. In-4.º (24,5 cm) de 36, [1] p. ; B.
1.ª edição independente.
Trabalho académico de fôlego, insólito mas muito curioso, com indubitável interesse filológico, etnográfico e sociológico.
Ensaio completo em 2 volumes (1955-1964).
Ilustrado no 1.º volume com um mapa desdobrável de Portugal continental (39x27 cm): Portugal : inquérito lingüístico por correspondência organizado por M. Paiva Boléo (1942).
"No presente trabalho procuramos estudar em conjunto e sistemàticamente as designações para «embriaguez» existentes em território de língua portuguesa. Incluímos nas nossas considerações os termos para «embriagado», «o embriagado», «embriagar-se», as comparações respeitantes ao excesso de bebida e, por fim, as designações para algumas conseqüências da embriaguez, pois que isso nos pareceu conveniente por razões de concatenação de conceitos. As designações para estas estas noções são extraordinàriamente abundantes e diversas. Parece-nos, no entanto, que até hoje - pelo que saibamos - ainda não foram tratadas em conjunto nem para o latim, nem para qualquer das línguas românicas."
(Excerto do Prefácio - Vol. I)
"Oito anos depois da publicação do meu trabalho - [a versão completa saiu em 1955] -, julgo o momento oportuno para respigar o campo, reunir o material ulteriormente colhido, sistematizá-lo e apresentá-lo aqui. Apesar da grande volubilidade do léxico da embriaguez, parece-me ainda hoje não haver lacunas de maior no meu estudo. Não é para admirar que se inventem constantemente novas metáforas para caracterizar um estado físico que tanto se presta ao ridículo, ao desprezo, à ironia, à compaixão e até simpatia do nosso próximo. Um estudo sobre as designações para embriaguez, portanto, nunca poderá estar completo. Contudo, estes aditamentos sempre servirão para juntar mais algumas às designações já estudadas por mim nesta revista, para rectificar aqui e além uma ou outra hipótese explicativa que aventei, e para juntar no fim uma lista completa, uma espécie de inventário, das numerosíssimas formas sufixadas sem, no entanto - isso excederia o âmbito do meu trabalho -, querer entrar em problemas de ordem morfológica."
(Excerto do preâmbulo - Vol. II)
Índice:
Prefácio. | Bibliografia. | Abreviaturas e sinais convencionais. | I. Designações gerais. a) Bebedeira, embriaguez, ebriedade, grossura; b) Grosso e cheio. II. Recipientes: Designação para vasilhas e medidas, etc. III. Cabeleira, peleira, etc. IV. Coberturas de cabeça e semelhantes. V. Nomes de doenças e semelhantes. a) «Cego», «(en)gripado», toldado, «lirú», etc.; b) Azul. VI. Nomes de animais. a) Matar o bicho; b) Nomes de aves e asa, bico; c) Insectos; d) Répteis; e) Mamíferos; f) Animais de rapina. VII. Nomes de plantas (Veneno e plantas venenosas). Resina. VIII. Frutos. IX. Designação de bebidas, etc. X. Comidas. XI. Chuva, água, encharcar-se, etc. Borrasca, trovoada, orvalho. XII. Andar vacilante - Carga, peso. «Anjinho» e «santinho». XIII. Nana, nena. XIV. Designação para barulho, canto, música, etc. XV. Designações para imundícies. XVI. Nomes próprios. a) Nomes de pessoas; b) Nomes de povos; c) Designações de lugar. XVII. Expressões veladas que substituem «embriaguez». «Uma, ela, senhora, etc. XVIII. Palavras de importação. a) Palavras provenientes do inglês; b) Cig. piar, piela. XIX. Outras expressões para «embriagado», «tocado». a) Alegre, palrador, bonito, etc.; b) Quente, cachondo, incandieirado, etc. c) Furioso, picado, irritado, etc. ; d) Numerais; e) A meio pau. XX. Outras expressões para uma grande bebedeira. XXI. Outras designações para bebedor. XXII. Algumas consequências da embriaguez. O «mau hálito» e o «mau gosto palatal». XXIII. Palavras e expressões não esclarecidas. | Notas adicionais e emendas. | Índice dos vocábulos e das frases.
Exemplares em brochura, bem conservados.
Obra rara quando completa.
Com interesse histórico.
45€

01 novembro, 2022

LEAL, Augusto Ribeiro - AS VITIMAS DO CASAMENTO.
(Romances Históricos)
. Porto, Tipografia Mendonça (a vapor) : Laura Couto & Pinto, 1927. In-8.º (21 cm) de 217, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de pequenos contos (verídicos?) cujo tema comum é o "Casamento". Nada foi possível apurar acerca do autor, a não que, além da presente obra (1 exemplar na BNP), possui um outro título cadastrado na mesma base de dados - O Infinito (1906).
Raro, interessante e muito bem redigido. Capa bonita, não assinada.
"Ao escrevermos As vitimas do casamento, não tivemos em mira censurar ninguem. A descrição das vitimas só se pode fazer por meio de narrativas de casos tristes que o leitor prudente não aplicará senão aos nomes que lhe fornecemos, e que, provavelmente, não conhece. Se se desviar disto, pode errar o alvo, levantar uma calúnia, fazer estrondear um escandalo. Aplique, portanto, os factos aos nomes dos romances, e deixe-se de curiosidades vãs, em cujas descobertas nada se lucra.
Todos pertencemos á humanidade, e não devemos censurar os actos de qualquer membro, mas sim lembrar-los, para tirarmos disso lição, e aproveitamento, e é com esse fim que se publica este livro.
Os factos a que nos vamos referir, são do século passado, mas podem-nos esclarecer o presente. Os casos passaram-se quási todos ha mais de cincoenta anos, e os personagens podem considerar-se todos mortos; e dêstes, só devemos colher a experiência que sua história nos dá, e toma-la por mestra de nossa vida, por nosso ensinamento.
As vitimas do casamento não serão as mesmas que as vitimas do amor? É o que nêste livro vamos vêr.
As vitimas do amor são aos milhões, e assim as do casamento..."
(Excerto do Prólogo)
Indice:
Prólogo. | 1.ª Parte: I - Opiniões e afectos encontrados. II - Namoro ao serão. III - Digressões. IV - Confidências. V - Expediente de namorada. VI - Lastimas e dôres. VII - Um casamento na aldeia. VIII - A animação. IX - Incidente amoroso. X - A surpresa. XI - A revelação. XII - Um murro. XIII - O que tem de ser pode muito. XIV - O viver no engano. XV - Não sabem ser gente. XVI - O desengano. XVII - Vidas sem futuro. XVIII - A confissão do engano. 2.ª Parte: O amor firme e constante. | Guerra ao Planeta. | A ruina. | A mulher. | O casamento indissoluvel. | O que diz Gustave Le-Bon, relativamente ao amor. | Conclusão.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Indisponível