QUEIROZ (Bento Moreno), Teixeira de - O FAMOSO GALRÃO. Por... Lisboa, Editores: Tavares Cardoso & Irmão, 1898. In-8.º (19cm) de VIII, 340, [4] p. ; B. Comedia Burgueza, V
1.ª edição.
Rara edição original do quinto volume da série naturalista «Comédia Burguesa».
"Vi, pela vez primeira, Galrão, na Taberna Ingleza, ao caes do Sodré, estando eu a jantar uma sopa de rabo de boi e um bife com batatas.
Em frente do meu logar, vieram sentar-se tres individuos, um só dos quaes eu conhecia; era D. Agostinho. O velho fidalgo nem pela minha presença deu, de absorvido que estava nos formidaveis calculos, que, com magestoso lapis azul, sobre larga folha de papel almaço, fazia um dos seus companheiros, homem novo, de forte barba preta, atarracado no corpo, largo de hombros, e olhar tão vivo, que incendiava. Este, acompanhando as falas mansas, mas persuasivas, com gesto imperante, apontava os complicados algarismos, que lançava no papel, em soberbas pyramides. Em taes momentos, no rosto de D. Agostinho despontava fulguração tão febril, que me impressionou pelos longes que me dava de loucura. O segundo ouvinte, homem de vasta fronte, ornada de cabelleira loira, recebia esses raciocinios com certa indifferença, bebendo paulatinamente golinhos de genebra e fixando-me distrahido, com os seus severos oculos d'oiro. Eu soube, depois, que aquelle apparente desdem ou apathia mental, provinha de ser este individuo o auctor dos raciocinios e calculos, que o outro fazia.
Á sahida é que D. Agostinho, repentinamente, se lembrou da minha presença; mesmo da porta me agradeceu com sorriso amavel o cumprimento com que eu o recebera á entrada. Impressionou-me aquelle desvairamento physionomico, em homem de tão serenas maneiras, tão desprendido das opulencias da vida, e que eu representava sempre na minha imaginação com a sua delicada expressão no rosto. Na modestia da sua existencia, apesar de certo desleixo moral, conservara sempre a linha placida, que n'esse dia vi alterada, por singular perturbação. Este acontecimento deixou-me apprehensivo, durante algumas horas. Quando á noite o encontrei no Gremio perguntei-lhe: quem eram aquelles dois amigos, com que o vira, na Taberna Ingleza, ao caes do Sodré. O mesmo incendio da pupilla lhe illuminou subitamente o rosto; mas d'esta vez elle proprio o apagou, por força da sua vontade, baixando as palpebras. N'uma voz macia, voz assente em notas de interessante segredo, esclareceu-me:
- O da barba preta é o famoso Galrão; o loiro um grande sabio que elle nos trouxe. Dois homens extraordinarios."
(Excerto de Á memoria de D. Agostinho)
Francisco Teixeira de Queiroz (Arcos de Valdevez, 1848 - Sintra, 1919). “Romancista e contista,
Francisco Teixeira de Queirós licenciou-se em Medicina, tendo ocupado
diversos cargos públicos, entre os quais o de deputado, de vereador da
Câmara Municipal de Lisboa e de ministro dos Negócios Estrangeiros,
neste caso em 1915. Chegou a ser presidente da Academia das Ciências de
Lisboa. Fundou em 1880, com Magalhães Lima, Gomes Leal e outros, o
jornal «O Século», tendo também colaborado nos periódicos «O Ocidente»,
«Revista de Portugal», «Revista Literária», «Arte & Vida»,
«Ilustração Portuguesa», «A Vanguarda» e «A Luta», entre outros. Em
1876, publicou o seu primeiro romance, «Amor Divino», com o pseudónimo
de Bento Moreno, que viria a usar em outros livros. A sua vasta obra
está repartida em dois grupos: «Comédia de Campo» e «Comédia Burguesa»,
imitando assim a «Comédie Humaine», de Balzac, um dos seus mentores.
Durante cerca de 40 anos, reformulou o seu plano e a sua doutrinação
literária sobre o romance, procurando incansavelmente aplicar o seu
programa realista-naturalista de base científica. Cultivou uma escrita
de feição realista, fazendo uma crítica constante à alta sociedade
lisboeta, evidenciando os seus costumes, os seus modos de agir e de
estar perante a sociedade portuguesa em geral. Em algumas das suas
obras, por outro lado, retrata de uma forma carinhosa e saudosa os seus
tempos de infância, vividos na quietude da sua terra natal.”
Exemplar brochado, protegido por sobrecapa de papel vegetal, em bom estado de conservação. Assinatura de posse nas f. rosto e anterrosto.
Raro.
Indisponível
22 maio, 2019
21 maio, 2019
LEGIÃO EM MARCHA. N.º 110/111 - ANO VII. Director: João Ameal. Março/Abril - 1958. [Lisboa], Gabinete do Presidente da J. C. da Legião Portuguesa, 1958. In-fólio (30x21cm) de 26, [2] p. (inc. capas) ; il. ; B.
1.ª edição.
Número especial comemorativo do 30.º aniversário da ascensão de Salazar ao poder, e dos 25 anos da Constituição de 1933, momento que marcaria o início do regime do Estado Novo.
Ilustrado com desenhos e reproduções fotográficas ao longo do texto.
"Decorreram trinta anos, no passado dia 27 de Abril, que o Sr. Professor Doutor Oliveira Salazar ascendeu ao Governo da Nação.
Em três décadas de notabilíssima acção governativa, através duma jornada de inteira dedicação e sacrifício da sua própria vida, criou uma época nova nos destinos históricos da Casa Lusitana.
O que fez de profundo trabalho na regeneração dum País doente, o que saneou primeiro, para depois robustecer e prestigiar; o que solucionou nas horas perigosas da guerra; o que renovou na personalidade moral e mental da Nação: - fica inesquecível na gratidão de todo o português bem formado. [...]
A Legião Portuguesa «forma» como ala de Salazar. Em volta do seu Chefe, destinada a manter intacta a vitória que lhe devemos, afirma-se como expressão viva da nobre missão de que foi investida: a da consciência moral da Nação."
(Excerto de A Legião reafirma a Salazar dedicação e fidelidade inabaláveis)
Artigos:
- A obra de Salazar no presente e no futuro. - A Legião reafirma a Salazar dedicação e fidelidade inabaláveis. - Os 25 anos da Constituição de 1933. - Os Partidos perante a Nação. - A Igreja Vermelha. - Crónica internacional: Para onde vamos? - Um grande marinheiro português: João da Nova. - A obra de cooperação social da Legião. - Depois de "a conversa com Salazar". - Mensagem da Legião Portuguesa a Salazar. - Figuras e lições da História: Dom Teodósio II, sétimo duque de Bragança. - Este sólido bastião ibérico. - A Família no sistema soviético. - A propósito da reunião em Paris do Conselho da O. T. A. N. - Um caso insólito de racismo. - Uma conferência em Aveiro. - Uma conferência do capitão Silva Baptista sobre a Racionalização da Indústria do Pão. - Cinema nacional. - Mobilização permanente.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€
1.ª edição.
Número especial comemorativo do 30.º aniversário da ascensão de Salazar ao poder, e dos 25 anos da Constituição de 1933, momento que marcaria o início do regime do Estado Novo.
Ilustrado com desenhos e reproduções fotográficas ao longo do texto.
"Decorreram trinta anos, no passado dia 27 de Abril, que o Sr. Professor Doutor Oliveira Salazar ascendeu ao Governo da Nação.
Em três décadas de notabilíssima acção governativa, através duma jornada de inteira dedicação e sacrifício da sua própria vida, criou uma época nova nos destinos históricos da Casa Lusitana.
O que fez de profundo trabalho na regeneração dum País doente, o que saneou primeiro, para depois robustecer e prestigiar; o que solucionou nas horas perigosas da guerra; o que renovou na personalidade moral e mental da Nação: - fica inesquecível na gratidão de todo o português bem formado. [...]
A Legião Portuguesa «forma» como ala de Salazar. Em volta do seu Chefe, destinada a manter intacta a vitória que lhe devemos, afirma-se como expressão viva da nobre missão de que foi investida: a da consciência moral da Nação."
(Excerto de A Legião reafirma a Salazar dedicação e fidelidade inabaláveis)
Artigos:
- A obra de Salazar no presente e no futuro. - A Legião reafirma a Salazar dedicação e fidelidade inabaláveis. - Os 25 anos da Constituição de 1933. - Os Partidos perante a Nação. - A Igreja Vermelha. - Crónica internacional: Para onde vamos? - Um grande marinheiro português: João da Nova. - A obra de cooperação social da Legião. - Depois de "a conversa com Salazar". - Mensagem da Legião Portuguesa a Salazar. - Figuras e lições da História: Dom Teodósio II, sétimo duque de Bragança. - Este sólido bastião ibérico. - A Família no sistema soviético. - A propósito da reunião em Paris do Conselho da O. T. A. N. - Um caso insólito de racismo. - Uma conferência em Aveiro. - Uma conferência do capitão Silva Baptista sobre a Racionalização da Indústria do Pão. - Cinema nacional. - Mobilização permanente.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€
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*AMEAL (João),
*SALAZAR (António de Oliveira),
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20 maio, 2019
CHAGAS, João - DIARIO DE UM CONDEMNADO POLITICO (1892-1893). Porto, Livraria Internacional de Ernesto Chardron . Casa Editora : M. Lugan, Successor, 1894. In-8.º (18 cm) de [8], 261, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Raríssima edição original do 1.º livro do autor, composto por reflexões sobre a vida política nacional em forma de cartas, escritas a partir da Angola onde se encontra a cumprir pena de degredo.
"Em virtude de circumstancias que perderam interesse e não vale a pena recordar, os governos do meu paiz, que tanto timbram em favorecer prevaricadores como se empenham em perseguir os homens de pensamento que ousam dizer-lh'o, obrigaram-me um dia a abalar, caminho d'Africa, em um navio mercante que, entre tripulação e rezes, conduziu a seu bordo funccionarios do Estado, negociantes da café e degredados de 1.ª classe. Eu pertencia a este numero.
Durante essa viagem, e, mais tarde, em um presidio d'Angola, ao acaso e no desconforto de uma existencia violenta, escrevi para um jornal do Porto, um grande numero das cartas que vão lêr-se. A essa correspondencia chamei impropriamente Diario; não foi isso o que sahiu. Obedecendo mais aos impulsos do meu temperamento, do que ás suggestões do meu instincto litterario, desviei-me do plano que primitivamente traçára, e, logo encetado o meu Diario tinha perdido o seu caracter de memorandum intimo para passar a ser o que foi, uma obra de combate, estridente e publica. [...]
Este volume não se recommenda, pois, pelo seu interesse litterario - é o meu primeiro livro, cumpre-me dizer isto; mas tem algum interesse politico e essa foi a razão que me levou a publical-o."
(Excerto da introdução)
João Pinheiro Chagas (1863-1925). “Jornalista. Republicano histórico, próximo de Brito Camacho. Em 1890 publica no Porto o jornal A República Portuguesa . Estava preso por crime de imprensa na Relação do Porto quando se deu a revolta do 31 de janeiro de 1891. Será condenado por instigar à mesma. Desterrado para Luanda e Moçâmedes, foge daqui. Volta ao Porto e volta a ser preso em finais de 1892. De novo desterrado para Luanda. Amnistiado pelo governo de Dias Ferreira. Edita no Porto entre 21 de dezembro de 1893 e 3 de junho de 1894 o Panfleto. Edita depois A Marselhesa e O País. Preso em 28 de janeiro de 1908. Libertado pelo governo de Ferreira do Amaral, começa a editar, entre 10 de dezembro de 1908 e 25 de dezembro de 1910, as Cartas Políticas. Presidente do ministério de 3 de setembro a 12 de novembro de 1911, acumula as pastas do interior e dos negócios estrangeiros, esta até 12 de outubro, onde surge Augusto de Vasconcelos. Tem a oposição do grupo de Afonso Costa. Nomeado chefe do governo em 15 de maio de 1915. Sofre atentado no Entrocamento, sendo substituído por José de Castro. Retoma o lugar de ministro de Portugal em Paris em 10 de setembro de 1915.”
(Fonte: Politipedia)
1.ª edição.
Raríssima edição original do 1.º livro do autor, composto por reflexões sobre a vida política nacional em forma de cartas, escritas a partir da Angola onde se encontra a cumprir pena de degredo.
"Em virtude de circumstancias que perderam interesse e não vale a pena recordar, os governos do meu paiz, que tanto timbram em favorecer prevaricadores como se empenham em perseguir os homens de pensamento que ousam dizer-lh'o, obrigaram-me um dia a abalar, caminho d'Africa, em um navio mercante que, entre tripulação e rezes, conduziu a seu bordo funccionarios do Estado, negociantes da café e degredados de 1.ª classe. Eu pertencia a este numero.
Durante essa viagem, e, mais tarde, em um presidio d'Angola, ao acaso e no desconforto de uma existencia violenta, escrevi para um jornal do Porto, um grande numero das cartas que vão lêr-se. A essa correspondencia chamei impropriamente Diario; não foi isso o que sahiu. Obedecendo mais aos impulsos do meu temperamento, do que ás suggestões do meu instincto litterario, desviei-me do plano que primitivamente traçára, e, logo encetado o meu Diario tinha perdido o seu caracter de memorandum intimo para passar a ser o que foi, uma obra de combate, estridente e publica. [...]
Este volume não se recommenda, pois, pelo seu interesse litterario - é o meu primeiro livro, cumpre-me dizer isto; mas tem algum interesse politico e essa foi a razão que me levou a publical-o."
(Excerto da introdução)
João Pinheiro Chagas (1863-1925). “Jornalista. Republicano histórico, próximo de Brito Camacho. Em 1890 publica no Porto o jornal A República Portuguesa . Estava preso por crime de imprensa na Relação do Porto quando se deu a revolta do 31 de janeiro de 1891. Será condenado por instigar à mesma. Desterrado para Luanda e Moçâmedes, foge daqui. Volta ao Porto e volta a ser preso em finais de 1892. De novo desterrado para Luanda. Amnistiado pelo governo de Dias Ferreira. Edita no Porto entre 21 de dezembro de 1893 e 3 de junho de 1894 o Panfleto. Edita depois A Marselhesa e O País. Preso em 28 de janeiro de 1908. Libertado pelo governo de Ferreira do Amaral, começa a editar, entre 10 de dezembro de 1908 e 25 de dezembro de 1910, as Cartas Políticas. Presidente do ministério de 3 de setembro a 12 de novembro de 1911, acumula as pastas do interior e dos negócios estrangeiros, esta até 12 de outubro, onde surge Augusto de Vasconcelos. Tem a oposição do grupo de Afonso Costa. Nomeado chefe do governo em 15 de maio de 1915. Sofre atentado no Entrocamento, sendo substituído por José de Castro. Retoma o lugar de ministro de Portugal em Paris em 10 de setembro de 1915.”
(Fonte: Politipedia)
Encadernação da época sem pele na lombada, com as pastas cansadas.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Deve ser reencadernado.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
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*CHAGAS (João),
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19 maio, 2019
REZENDE, João Januario Vianna de - PRODIGIOSOS EFFEITOS DO MAGNETISMO ANIMAL. Sonho : um delirio febril; ou extasis. Seguido da traducção do artigo que J. G. Millingen M. D. M. A. inseriu nas suas Curiosities of Medical Experience, Producção ingleza, de grande merito. Por... Lisboa, Typographia Universal, 1864. In-8.º (22,5 cm) de 146, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Obra insólita e muitíssimo curiosa. Padecendo de uma doença tropical que o deixou inconsciente, o autor passou para papel um "delírio" de 18 horas sem que disso tivesse dado acordo, ficando surpreendido quando, após a prostração, a criada lhe ter comunicado o que havia feito, o que confirmou mais tarde com a leitura do "manuscrito".
"O "Magnetismo Animal", "Medicina Magnética" ou "Magnetismo Curativo", seria a faculdade que o magnetizador teria em transformar o Fluido cósmico universal em fluido magnético e este por sua vez entrando nas nádis em fluido vital. Constituído por uma doutrina magnética denominada Mesmerismo, onde o seu conjunto de aforismos criava condições para práticas terapêuticas, este movimento desenvolveu-se no final do século XVIII e teve seu período áureo até ao fim do século XIX. Foi um dos primeiros movimentos em larga escala a despertar atenção do mundo académico ocidental para os fenómenos paranormais."
(Fonte: Wikiquote)
"Em 1864, foi publicado em Portugal o livro, Prodigiosos Effeitos do Magnetismo Animal onde o autor relatou como havia tomado conhecimento desta doutrina e os efeitos maravilhosos da mesma."
(Fonte: https://repositorio.iscte-iul.pt/bitstream/10071/3836/1/TESE%20C.D.%20para%20Gravar.pdf)
"No mez de maio de 1862, estando na cidade de Loanda, tive uma d'aquellas febres d'Africa, geralmente chamadas de carneirada.
Estas doenças, quasi sempre terminam pela morte, quando atacam com violencia, como eu fui atacado; mas, alguns doentes teem a felicidade de escapar, e eu fui um destes: a minha cura não se fez esperar muito tempo, e se effeituou por modo tão singular, que chama a attenção dos curiosos, a quem os casos raros sempre interessam. [...]
No setimo dia veio o acesso febril; delirei, ou, para melhor dizer, cahi n'um somno extatico, que outra coisa não era; pois de tudo que nelle vi e ouvi, conservei perfeita recordação. Tendo contado esta historia a varias pessoas, gostaram da narração, e, por instancias dellas, me vejo obrigado a dar á luz o insignificante parto do estado morboso em que estive, por espaço de dezoito horas.
Parecia-me que andava viajando por aquelle delicioso clima da fronteira de França com a Italia; quando, n'uma casa em que estava hospedado, se conversava em diversos assumptos; e um dos circumstantes disse, com o riso nos labios: senhores, vou contar-vos uma historia, que bem prova a demencia humana..."
(Excerto de Magnetismo Animal)
Matérias:
- Aux Académies de Médecine et à tous les savants O. D. C. - Magnetismo Animal [sonho]. - Meditação sobre o sonho. - Magnetismo Animal : artigo extrahido e traduzido da obra de J. G. Millingen, M., F., M. A. intitulada Curiosities of Medical Experience publicada em Londres. - Advertencia do autor [referente à sua insatisfação com as condições técnicas da impressão do presente livro].
Encadernação em tela com título e autor manuscritos colado na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito raro.
Indisponível
1.ª edição.
Obra insólita e muitíssimo curiosa. Padecendo de uma doença tropical que o deixou inconsciente, o autor passou para papel um "delírio" de 18 horas sem que disso tivesse dado acordo, ficando surpreendido quando, após a prostração, a criada lhe ter comunicado o que havia feito, o que confirmou mais tarde com a leitura do "manuscrito".
"O "Magnetismo Animal", "Medicina Magnética" ou "Magnetismo Curativo", seria a faculdade que o magnetizador teria em transformar o Fluido cósmico universal em fluido magnético e este por sua vez entrando nas nádis em fluido vital. Constituído por uma doutrina magnética denominada Mesmerismo, onde o seu conjunto de aforismos criava condições para práticas terapêuticas, este movimento desenvolveu-se no final do século XVIII e teve seu período áureo até ao fim do século XIX. Foi um dos primeiros movimentos em larga escala a despertar atenção do mundo académico ocidental para os fenómenos paranormais."
(Fonte: Wikiquote)
"Em 1864, foi publicado em Portugal o livro, Prodigiosos Effeitos do Magnetismo Animal onde o autor relatou como havia tomado conhecimento desta doutrina e os efeitos maravilhosos da mesma."
(Fonte: https://repositorio.iscte-iul.pt/bitstream/10071/3836/1/TESE%20C.D.%20para%20Gravar.pdf)
"No mez de maio de 1862, estando na cidade de Loanda, tive uma d'aquellas febres d'Africa, geralmente chamadas de carneirada.
Estas doenças, quasi sempre terminam pela morte, quando atacam com violencia, como eu fui atacado; mas, alguns doentes teem a felicidade de escapar, e eu fui um destes: a minha cura não se fez esperar muito tempo, e se effeituou por modo tão singular, que chama a attenção dos curiosos, a quem os casos raros sempre interessam. [...]
No setimo dia veio o acesso febril; delirei, ou, para melhor dizer, cahi n'um somno extatico, que outra coisa não era; pois de tudo que nelle vi e ouvi, conservei perfeita recordação. Tendo contado esta historia a varias pessoas, gostaram da narração, e, por instancias dellas, me vejo obrigado a dar á luz o insignificante parto do estado morboso em que estive, por espaço de dezoito horas.
Parecia-me que andava viajando por aquelle delicioso clima da fronteira de França com a Italia; quando, n'uma casa em que estava hospedado, se conversava em diversos assumptos; e um dos circumstantes disse, com o riso nos labios: senhores, vou contar-vos uma historia, que bem prova a demencia humana..."
(Excerto de Magnetismo Animal)
Matérias:
- Aux Académies de Médecine et à tous les savants O. D. C. - Magnetismo Animal [sonho]. - Meditação sobre o sonho. - Magnetismo Animal : artigo extrahido e traduzido da obra de J. G. Millingen, M., F., M. A. intitulada Curiosities of Medical Experience publicada em Londres. - Advertencia do autor [referente à sua insatisfação com as condições técnicas da impressão do presente livro].
Encadernação em tela com título e autor manuscritos colado na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito raro.
Indisponível
18 maio, 2019
BARRADAS, Lereno Antunes - REGIÕES LATIFUNDIÁRIAS. [Por]... Engenheiro Agrónomo. Lisboa, Editorial Império, Limitada, 1935. In-4.º (24,5cm) de VII, [1], 87, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre a agricultura no Alentejo, elaborada e publicada nos alvores do Estado Novo.
"O presente trabalho, feito para o 1.º Congresso Alentejano, que não chegou a realizar-se, foi apresentado ao 2.º Congresso da Imprensa Alentejana em Maio de 1933.
Hoje, o problema agrário do Alentejo, o assunto principal de que vamos tratar, mercê de várias circunstâncias, sobretudo pela abundancia extraordinária das ultimas colheitas, apresenta um aspecto um pouco diverso do de então.
Naquela data, após o primeiro ano de superprodução de trigo, a lavoura lutava com os preços baixos do mercado, e neste momento, depois de outros anos de boas produções e com o preço de venda assegurado pela F. N. P. T., luta com o da colocação deste cereal.
Dantes era a auto-suficiencia do trigo, que principalmente se procurava; hoje pretende-se o barateamento do pão, além da resolução de muitos outros problemas que têm continuado por resolver, como o do desemprego rural, etc., etc. [...]
A baixa de preço do trigo, que acaba de se dar, impunha-se; e, diga-se de passagem, estamos convencidos de que a maior parte da lavoura aceitou esse sacrifício, como um dever a cumprir.
Não é oportuno tocarmos nas inumeras considerações que sobre este assunto se podem fazer, mas achamos necessário relacioná-lo com o ponto de vista que defendemos.
Como se sabe, uma das causas do excesso de trigo, é a demasiada área destinada a esta cultura. Em vista disto, de todos os lados preconizam a sua redução, pela exclusão das relvas, vinhas, montados, etc. Contudo há relvas que podem economicamente dar trigo; há montados, como os de azinho, que, necessitam ser semeados; e há alqueives, que só dão trigo caro."
(Excerto do preâmbulo, Palavras prévias)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Interessante monografia sobre a agricultura no Alentejo, elaborada e publicada nos alvores do Estado Novo.
"O presente trabalho, feito para o 1.º Congresso Alentejano, que não chegou a realizar-se, foi apresentado ao 2.º Congresso da Imprensa Alentejana em Maio de 1933.
Hoje, o problema agrário do Alentejo, o assunto principal de que vamos tratar, mercê de várias circunstâncias, sobretudo pela abundancia extraordinária das ultimas colheitas, apresenta um aspecto um pouco diverso do de então.
Naquela data, após o primeiro ano de superprodução de trigo, a lavoura lutava com os preços baixos do mercado, e neste momento, depois de outros anos de boas produções e com o preço de venda assegurado pela F. N. P. T., luta com o da colocação deste cereal.
Dantes era a auto-suficiencia do trigo, que principalmente se procurava; hoje pretende-se o barateamento do pão, além da resolução de muitos outros problemas que têm continuado por resolver, como o do desemprego rural, etc., etc. [...]
A baixa de preço do trigo, que acaba de se dar, impunha-se; e, diga-se de passagem, estamos convencidos de que a maior parte da lavoura aceitou esse sacrifício, como um dever a cumprir.
Não é oportuno tocarmos nas inumeras considerações que sobre este assunto se podem fazer, mas achamos necessário relacioná-lo com o ponto de vista que defendemos.
Como se sabe, uma das causas do excesso de trigo, é a demasiada área destinada a esta cultura. Em vista disto, de todos os lados preconizam a sua redução, pela exclusão das relvas, vinhas, montados, etc. Contudo há relvas que podem economicamente dar trigo; há montados, como os de azinho, que, necessitam ser semeados; e há alqueives, que só dão trigo caro."
(Excerto do preâmbulo, Palavras prévias)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
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*BARRADAS (Lereno Antunes),
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Alentejo,
Estado Novo,
Monografias
16 maio, 2019
MACEDO, J. C. - AS CINZAS DUM TEMPO PERDIDO. Ascensão e queda das FP-25? Mem Martins, Publicações Europa-América, 1985. In-8.º (21cm) de 178, [2] p. ; B. Col. Estudos e Documentos, 2171.ª edição.
Impressionante relato de João Macedo Correia, um ex-operacional das FP-25 de Abril, organização armada clandestina de extrema-esquerda que protagonizou dezenas de atentados em Portugal, entre 1980 e 1987.
"Este livro é o resultado do «diário da prisão», que fui escrevendo desde esse dia 16 de Agosto de 1984 até estes dias de Maio de 1985. As notas, as mais importantes, compilei-as, destruindo tudo o resto. Espero ter sido claro quanto à loucura normal que impregna todo um acto político desprovido da sensibilidade cultural. As notas compiladas dactilografei-as numa parte (a aba do chapéu) de Monsanto. Poderia ter feito um simples e maçudo relatório das coisas da ascensão e queda das FP25, mas a frieza de tal propósito levou-me a uma atitude romanesca, porventura a mais indicada maneira de dizer que a vida e a ficção se diluem, muita vez, num acto."
(posfácio do autor)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com defeitos na contracapa.
Invulgar.
10€
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*CORREIA (João Macedo),
1ª E D I Ç Ã O,
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Terrorismo
15 maio, 2019
INSTRUÇÕES PARA O USO DA METRALHADORA LIGEIRA 7ᵐᵐ,7 ᵐ/931 - MINISTÉRIO DA GUERRA. 3.ª Direcção Geral - 1.ª Repartição (Direcção da Arma de Infantaria). Lisboa, Imprensa Lucas & C.ª, [1932]. In-12.º (14,5cm) de 122, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com quadros e tabelas ao longo do texto.
"A metralhadora ligeira 7ᵐᵐ,7 m/931 é uma arma colectiva, de tiro tenso, destinada a fazer o tiro directo às pequenas e médias distâncias. Pode ainda fazer o tiro marchando e o tiro contra aviões voando a menos de 600 metros de altitude.
(Está em estudo um tripé para esta arma com as características do tripé Jessen utilizado pela metralhadora ligeira 7ᵐᵐ,7 m7/930.
É uma arma de tiro automático de cano fixo, sistema «tomada de gases num ponto do cano», com travamento da culatra por «inclinação».
A cadência de tiro é de 500 tiros por minuto (regulador de gases no «zero»). A velocidade prática do tiro é de 150 tiros por minuto, no tiro normal por rajadas curtas com rectificação de pontaria nos intervalos, podendo atingir o máximo de 200 tiros por minuto. Esta velocidade máxima não deve ser mantida por mais de um minuto.
O mecanismo de disparar é construído de fórma a permitir, por uma simples mudança do fecho de segurança, a execução do tiro simples (tiro a tiro) ou do tiro contínuo (automático)."
(Excerto do Cap. I, Características)
Índice:
I - Características. II - Munições. III - Organização geral da arma. IV - Organização balística da arma. V - Organização mecânica da arma. VI - Ferramentas e peças de reserva. VII - Manejo da metralhadora. VIII - Companhia de atiradores.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
20€
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Exército,
Manuais / Compêndios,
Marinha,
Militaria
14 maio, 2019
VICENTE, João Dias - PADRE HENRIQUE LOPES CARDOSO, UM SACERDOTE GUINEENSE DIGNO DE SER CONHECIDO. Por... Bissau, [s.n.], Novembro de 1993. In-4.º grd. (29,5cm) de [66] p. ; B.
1.ª edição.
Biografia do padre Henrique Lopes Cardoso - a sua vida de sacerdócio e acção evangelizadora por terras da Guiné.
Exemplar stencilizado, por certo reproduzido a partir do projecto original do autor dadas as correcções e emendas visíveis ao longo do texto. Trabalho que viria a ser publicado um ano mais tarde, em Soronda : revista de estudos guineenses, N.º 17 (Janeiro de 1994), nunca sido tendo editado em livro.
No final inclui um quadro com os estudos do biografado no Seminário-Liceu de S. Nicolau (1878-1889), e o Pequeno Vocabulário do Dialecto Pepel, obra do Pe. Lopes Cardoso que foi publicada no Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, em Julho de 1902.
"Presentemente interessa-me conhecer melhor, e dar a conhecer, um outro sacerdote guineense, dos pouquíssimos existentes antes da criação da Diocese de Bissau em 1977, que foi um aluno brilhante no Seminário-Liceu de S. Nicolau em Cabo Verde, que colaborou com a administração colonial mas que também sofreu fortemente com essa administração pelo facto de ser "preto e amigo dos gentios", que reagiu ao modo como a evangelização era feita no seu tempo e apresentou para a mesma algumas perspectivas inovadoras, que foi um homem atento às necessidades materiais da sua própria família e das pessoas com quem vivia (sobretudo nas fomes que frequentemente assolaram as Ilhas de Cabo Verde) e que foi um profundo conhecedor das línguas crioula e pepel.
É meu intento, pois, ampliar um pouco mais aquilo que até agora já era conhecido sobre a figura do Padre Henrique Lopes Cardoso. Os elementos novos que consegui obter, recolhi-os nos arquivos de Lisboa, Cabo Verde e Bissau.
Algumas informações orais, de gente que conheceu pessoalmente este padre e de parentes directos seus que ainda vivem, pude obtê-las em Santiago de Cabo Verde e em Bissau."
(Excerto da Introdução)
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
Peça de coleccção.
Indisponível
1.ª edição.
Biografia do padre Henrique Lopes Cardoso - a sua vida de sacerdócio e acção evangelizadora por terras da Guiné.
Exemplar stencilizado, por certo reproduzido a partir do projecto original do autor dadas as correcções e emendas visíveis ao longo do texto. Trabalho que viria a ser publicado um ano mais tarde, em Soronda : revista de estudos guineenses, N.º 17 (Janeiro de 1994), nunca sido tendo editado em livro.
No final inclui um quadro com os estudos do biografado no Seminário-Liceu de S. Nicolau (1878-1889), e o Pequeno Vocabulário do Dialecto Pepel, obra do Pe. Lopes Cardoso que foi publicada no Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, em Julho de 1902.
"Presentemente interessa-me conhecer melhor, e dar a conhecer, um outro sacerdote guineense, dos pouquíssimos existentes antes da criação da Diocese de Bissau em 1977, que foi um aluno brilhante no Seminário-Liceu de S. Nicolau em Cabo Verde, que colaborou com a administração colonial mas que também sofreu fortemente com essa administração pelo facto de ser "preto e amigo dos gentios", que reagiu ao modo como a evangelização era feita no seu tempo e apresentou para a mesma algumas perspectivas inovadoras, que foi um homem atento às necessidades materiais da sua própria família e das pessoas com quem vivia (sobretudo nas fomes que frequentemente assolaram as Ilhas de Cabo Verde) e que foi um profundo conhecedor das línguas crioula e pepel.
É meu intento, pois, ampliar um pouco mais aquilo que até agora já era conhecido sobre a figura do Padre Henrique Lopes Cardoso. Os elementos novos que consegui obter, recolhi-os nos arquivos de Lisboa, Cabo Verde e Bissau.
Algumas informações orais, de gente que conheceu pessoalmente este padre e de parentes directos seus que ainda vivem, pude obtê-las em Santiago de Cabo Verde e em Bissau."
(Excerto da Introdução)
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
Peça de coleccção.
Indisponível
Etiquetas:
*VICENTE (João Dias),
1ª E D I Ç Ã O,
África / Ultramar,
Biografias,
Guiné,
História,
Missionação,
Religião
13 maio, 2019
MACHADO, Raul - QUE É O ESPIRITISMO? Lisboa, União Gráfica, 1956. In-8.º (19,5cm) de 223, [1] p. ; [11] f. il. ; B. Colecção Verdade, 1
1.ª edição.
Trabalho que pretende refutar as bases do movimento espírita. O autor serve-se de exemplos práticos e teóricos, dos segredos de médiuns famosos, para demonstrar a pouca credibilidade do espiritismo.
Livro ilustrado com desenhos no texto, e em separado, com reproduções fotográficas das sessões espíritas estudadas no livro, impressas sobre papel couché.
"O presente trabalho mostrará que o espiritismo, como ciência, sem o fundamento necessário de fenómenos experimentais, não tem valor, nem razão de existir; como doutrina, eivada de absurdos filosóficos, deve ser rejeitado total e absolutamente. A doutrina da Igreja, por sua vez, ensina aos fiéis qual a atitude que devem assumir perante um acervo de absurdos doutrinários, recheado de perigos tenebrosos. Pelas folhas, pelos frutos, e não pela sombra, se conhece a árvora.
Ex fructibus... cognoscetis."
(Excerto do Prefácio)
Índice: 1.ª Parte - Segredos do Espiritismo. 2.ª Parte - Absurdos do Espiritismo. 3.ª Parte - Doutrina da Igreja. Apêndices: I) Espiritismo e Metafísica; II) A falibilidade de W. Crookes nas experiências espíritas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Trabalho que pretende refutar as bases do movimento espírita. O autor serve-se de exemplos práticos e teóricos, dos segredos de médiuns famosos, para demonstrar a pouca credibilidade do espiritismo.
Livro ilustrado com desenhos no texto, e em separado, com reproduções fotográficas das sessões espíritas estudadas no livro, impressas sobre papel couché.
"O presente trabalho mostrará que o espiritismo, como ciência, sem o fundamento necessário de fenómenos experimentais, não tem valor, nem razão de existir; como doutrina, eivada de absurdos filosóficos, deve ser rejeitado total e absolutamente. A doutrina da Igreja, por sua vez, ensina aos fiéis qual a atitude que devem assumir perante um acervo de absurdos doutrinários, recheado de perigos tenebrosos. Pelas folhas, pelos frutos, e não pela sombra, se conhece a árvora.
Ex fructibus... cognoscetis."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
12 maio, 2019
1.ª edição.
Opúsculo de J. H. Morgan denunciando os maus tratos infligidos pelas alemães na sua passagem por França. A acusação às tropas invasoras é sustentada pelo relatório do autor elaborado no terreno ao longo de 4/5 meses.
"Em Novembro do anno passado, encarregou-me o secretario do ministrio dos negocios do interior de proceder a um inquerito em França sobre as allegadas infracções das leis de guerra pelas tropas allemãs. [...] Os resultados do meu inquerito [...] foram submettidos á commissão presidida por Lord Bryce. [...] Uma parte delle, e precisamente a mais importante, a saber: a que estabelece provas de um systema deliberado de atrocidades commettidas por officiaes allemães responsaveis chegou ás minhas mãos já tarde para della se poder fazer uso na commissão. [...] Limito-me portanto, neste artigo a esta secção do inquerito, devendo advertir ao leitor que, salvo menção em contrario em varios casos, os documentos que aqui se apresentam foram publicados agora pela primeira vez.
As minhas investigações representam um periodo de quatro ou cinco mezes. Durante as seis primeiras semanas estive ocupado em visitar os hospitaes da base de operações, os campos de convalescentes em Boulogne e Rouen e os hospitaes em Pariz; durante os restantes tres mezes fiquei addido as estado maior, no quartel general da força expedicionaria britannica. No decurso de meus inqueritos nos hospitaes e campos, interroguei de viva voz uns dois ou tres mil officiaes e soldados, representando quasi que todos os regimentos dos exercitos inglezes e todos os que recentemente haviam estado em serviço activo em campo. [...]
Em virtude deste inquerito visitei todas as cidades e communas de alguma importancia actualmente sob nossa occupação e havia pouco antes occupada pelos allemães, incluindo localidades a poucas centenas de metros da linhas allemãs."
(Excerto da introdução, Atrocidades allemãs na França; factos ainda não publicados)
Matérias:
- Atrocidades allemãs na França; factos ainda não publicados. - Processos do Inquerito. - Ultrages Contra Combatentes em Campanha. - Provas de Politica Systematica. - Tratamento das Populações Civis. - Ultrages Sobre Mulheres-Occupação Allemã de Bailleul. - Bens Particulares. - Observações durante uma Digressão Pelo Marne e Aisne.
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Com sinais de humidade.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
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*MORGAN (J. H.),
1ª E D I Ç Ã O,
1ª Guerra Mundial,
Crime,
História,
Militaria,
Relatórios
10 maio, 2019
UMA ALMA DE LUZ E DE CONFIANÇA - BEATA PAULA FRASSINETTI : Fundadora do Instituto das Irmãs de Santa Doroteia. "In Simplicitate Laboro". [S.l.], Edição do Instituto de Santa Doroteia, 1952. In-8.º (18,5cm) de 256, [2] p. ; [8] f. il. ; E.
1.ª edição.
Biografia de Santa Paula Frassinetti, religiosa italiana, fundadora da Congregação das Irmãs de Santa Doroteia. Foi beatificada pelo Papa Pio XI, em 1930, tendo sido canonizada mais tarde, em 1984, pelo Papa João Paulo II. Esta congregação é proprietária de diversos colégios em Portugal e no Brasil.
Livro ilustrado no texto, e em separado com oito belíssimas estampas impressas sobre papel couché, sendo uma delas o retrato da biografada.
"A cidade de Génova, situada sobre o Mediterrâneo, em majestoso anfiteatro, libertara-se já dos gelos do inverno e começava de engrinaldar-se com as graças primaveris. Desabrochavam nos jardins as violetas, as rosas cor de oiro, os ténues lírios roxos e brancos. As árvores cobriam-se de tenra folhagem, saltitavam nos ramos alegres passarinhos.
Foi por esse ambiente de frescura e de esperança, iluminado pelos raios avermelhados do sol poente, que ecoaram festivos os sinos da igreja paroquial de Santo Estevão, na tarde de 3 de Março de 1809.
Acorreram, por certo, alguns curiosos ao Santuário e viram um modesto grupo que, num mixto de recolhimento e de alegria, apresentavam ao Sacerdote, para ser baptizada, uma menina encantadora, pequeno botão desabrochado pelas seis horas da manhã. [...]
Foram-lhe impostos os nomes escolhidos pelos ditosos Pais: Paula Ângela Maria. [...]
Não conheceu o fausto da riqueza.Mas os Pais, João Baptista Frassinetti e Ângela Viale, ambos fervorosos e íntegros observadores da moral cristã, proporcionaram-lhe um ambiente de virtude, de paz e de alegria sã, provenientes da boa consciência."
(Excerto do Cap. I, Os primeiros passos)
Índice: Prólogo. I - Os primeiros passos. II - Tolda-se o horizonte. III - Anelo do coração. IV - Esperanças e desenganos. V - Manhã de luz. VI - Fusão de ideais. VII - Luz e sombras. VIII - Sob o céu de Roma. IX - A seiva que lhe dá vida. X - Espessas nuvens. XI - A Educadora segundo Cristo. XII - Na Terra de Santa Cruz. XIII - Em Terras de Santa Maria. XIV - Ainda em Terras de Santa Maria. XV - Filha da Igreja. XVI - Entardecer luminoso. XVII - Perfumes do Paraíso. XVIII - «Jardim Fechado». XIX - Ardores de caridade. XX - Ocaso tranquilo. XXI - Glória Perene. Apêndice.
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Biografia de Santa Paula Frassinetti, religiosa italiana, fundadora da Congregação das Irmãs de Santa Doroteia. Foi beatificada pelo Papa Pio XI, em 1930, tendo sido canonizada mais tarde, em 1984, pelo Papa João Paulo II. Esta congregação é proprietária de diversos colégios em Portugal e no Brasil.
Livro ilustrado no texto, e em separado com oito belíssimas estampas impressas sobre papel couché, sendo uma delas o retrato da biografada.
"A cidade de Génova, situada sobre o Mediterrâneo, em majestoso anfiteatro, libertara-se já dos gelos do inverno e começava de engrinaldar-se com as graças primaveris. Desabrochavam nos jardins as violetas, as rosas cor de oiro, os ténues lírios roxos e brancos. As árvores cobriam-se de tenra folhagem, saltitavam nos ramos alegres passarinhos.
Foi por esse ambiente de frescura e de esperança, iluminado pelos raios avermelhados do sol poente, que ecoaram festivos os sinos da igreja paroquial de Santo Estevão, na tarde de 3 de Março de 1809.
Acorreram, por certo, alguns curiosos ao Santuário e viram um modesto grupo que, num mixto de recolhimento e de alegria, apresentavam ao Sacerdote, para ser baptizada, uma menina encantadora, pequeno botão desabrochado pelas seis horas da manhã. [...]
Foram-lhe impostos os nomes escolhidos pelos ditosos Pais: Paula Ângela Maria. [...]
Não conheceu o fausto da riqueza.Mas os Pais, João Baptista Frassinetti e Ângela Viale, ambos fervorosos e íntegros observadores da moral cristã, proporcionaram-lhe um ambiente de virtude, de paz e de alegria sã, provenientes da boa consciência."
(Excerto do Cap. I, Os primeiros passos)
Índice: Prólogo. I - Os primeiros passos. II - Tolda-se o horizonte. III - Anelo do coração. IV - Esperanças e desenganos. V - Manhã de luz. VI - Fusão de ideais. VII - Luz e sombras. VIII - Sob o céu de Roma. IX - A seiva que lhe dá vida. X - Espessas nuvens. XI - A Educadora segundo Cristo. XII - Na Terra de Santa Cruz. XIII - Em Terras de Santa Maria. XIV - Ainda em Terras de Santa Maria. XV - Filha da Igreja. XVI - Entardecer luminoso. XVII - Perfumes do Paraíso. XVIII - «Jardim Fechado». XIX - Ardores de caridade. XX - Ocaso tranquilo. XXI - Glória Perene. Apêndice.
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
09 maio, 2019
TORRES, José Pinto Machado - O CÃO : nas suas relações com o homem. Breves considerações sobre a transmissibilidade d'algumas doenças e a sua prophylaxia. Dissertação inaugural apresentada á Escola Medico-Cirurgica do Porto. Porto, Imprensa Nacional de Jayme Vasconcellos & Irmão, 1907. In-8.º (21cm) de 71, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante tese académica sobre as principais doenças que acometem os cães, e os cuidados a ter para evitar o contágio humano.
"A raiva é uma doença virulenta, de natureza microbiana, cujo germen, ainda desconhecido, parece atacar de preferencia os centros nervosos.
Alguns auctores já teem descripto para esta doença um microbio; no emtanto as suas affirmações não teem sido confirmadas. Dizemos, todavia, que esta doença é de natureza microbiana, porque a sua marcha, o seu modo de propagação, a attenuação do virus rabico faz-nos admittir essa hypothese, apesar do micro-organismo ser ainda desconhecido.
A raiva póde observar-se n'um grande numero de animaes - lobo, gato, boi, cavallo, porco, e sobretudo no cão - e transmitte-se ordinariamente pela mordedura d'esses animaes raivosos.
A raiva no homem é quasi sempre transmittida pelo cão; parece-nos, pois, conveniente conhecer os symptomas da doença n'este animal."
(Excerto de Raiva)
Matérias:
[Preâmbulo]. - Taenias. - Sarna. - Tinhas. - Actinomycose. - Tuberculose. - Raiva. - Doenças diversas. - Proposições.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta risco a lápis de cor azul.
Raro.
Sem registo na Bibiloteca Nacional.
Indisponível
1.ª edição.
Interessante tese académica sobre as principais doenças que acometem os cães, e os cuidados a ter para evitar o contágio humano.
"A raiva é uma doença virulenta, de natureza microbiana, cujo germen, ainda desconhecido, parece atacar de preferencia os centros nervosos.
Alguns auctores já teem descripto para esta doença um microbio; no emtanto as suas affirmações não teem sido confirmadas. Dizemos, todavia, que esta doença é de natureza microbiana, porque a sua marcha, o seu modo de propagação, a attenuação do virus rabico faz-nos admittir essa hypothese, apesar do micro-organismo ser ainda desconhecido.
A raiva póde observar-se n'um grande numero de animaes - lobo, gato, boi, cavallo, porco, e sobretudo no cão - e transmitte-se ordinariamente pela mordedura d'esses animaes raivosos.
A raiva no homem é quasi sempre transmittida pelo cão; parece-nos, pois, conveniente conhecer os symptomas da doença n'este animal."
(Excerto de Raiva)
Matérias:
[Preâmbulo]. - Taenias. - Sarna. - Tinhas. - Actinomycose. - Tuberculose. - Raiva. - Doenças diversas. - Proposições.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta risco a lápis de cor azul.
Raro.
Sem registo na Bibiloteca Nacional.
Indisponível
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*TORRES (José Pinto Machado),
1ª E D I Ç Ã O,
Canicultura,
Cinologia,
Porto,
Teses/Dissertações Universitárias,
Veterinária,
Zoologia
08 maio, 2019
BENTES, J. A. - SOCIOLOGIA FUNDAMENTAL. Constituição da Sociologia. Os Grandes Problemas Sociaes. Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho - Editor, 1907. In-8.º (18,5cm) de 938 p. ; E.
1.ª edição.
Trabalho pioneiro sobre Sociologia, dos primeiros que sobre este assunto se publicou entre nós.
"Desde o movimento iniciado pelo genial fundador da Philiosophia positivista, condensando as energias anteriores dos pensadores de muitas gerações, se propagou pela sciencia; nunca mais permitiu a resistencia do meio, ou a energia já insuficiente, dispersa, ou indisciplinada dos factores da sua evolução, que a Sociologia progredisse com o vigor pressuroso, que uma justa expectativa fundara na firmeza dos seus primeiros passos, tão prometedores.
Fosse esse o motivo; que tenha havido, falta de unidade no trabalho da sua constituição, ou que o programa estabelecido seja em demasia complicado e muito dificil de executar, ou mais certo, que o problema proposto contenha em si erros originaes perturbadores, que hajam demorado a sua resolução, opondo-se ao progresso, é certa a anciedade, com que se espera e com que se procura um guia por toda a parte, a noticia, a probabilidade, a promessa ou o menor vestigio de possibilidade da resolução scientifica imediata de questões sociaes momentosa, o termo do empyrismo em sociologia."
(Excerto da Introducção)
Índice:
Introducção. Sociologia - materiaes de construcção. I. Sociologia - A evolução - Conservação da energia. II. Phenomenos sociaes primarios - Monismo e Dualismo - Instrucção e educação. III. Alma collectiva - Moral scientifica - Sciencia e religião. IV. Intelligencia, suas funcções. - Evoluções comparadas. V. Todos os phenomenos do Universo são de origem phisica - Superioridade da mulher primitiva - A Religião foi a sciencia primitiva. VI. A força arbitro supremo - A disciplina, condensador e regulador da força bruta - Indiferença das fórmas cyclicas de governo. VII. Os «self made men» - As grandes fontes de receita derivam sempre do vicio - Funcção compensadora e reguladora dos governos. VIII. Movimento de translação e de rotação na evolução - O socialismo - A felicidade nunca póde ser individual - A guerra, correctivo da ociosidade - O hylozoismo. Sociologia - instrumentos de trabalho. IX. Religião, artes e sciencias - Direção da evolução psycologica da humanidade - Classificação das sciencias - Esthetica - O Monismo não tolhe os vôos da imaginação do poeta, educa-a e disciplina-a. X. Dissociação - Radio-actividade - O radio - Constituição da materia visivel e invisivel. Continuidade do mundo physico e do mundo psychologico - Considerações sociologicas. Sociologia - projectos de construcção. XI. Sociologia fundamental e suas derivadas - Coordenação das sciencias phisicas e das sciencias sociaes ou moraes - Evolução figurada e os seus factores. XII. Constituição scientifica da sociologia - Evolução - Felicidade social no espaço - Imortalidade consciente no tempo - Funcção da poesia - Termo da Evolução.
José António Bentes (1837-?). Oficial do exército, conhecido por ter escrito e editado o 1.º manual de fotografia em Portugal (1864). Além desse e do presente trabalho sobre sociologia, a BNP dá conta de um outro trabalho sobre fotografia - o Tratado theorico e pratico de photographia (1866), de algumas traduções para português de obras de Paolo Mantegazza (1831-1910) e outras de índole técnica.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Lombada apresenta pequenas falhas de pele e uma outra, vertical, mais extensa.
Invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Trabalho pioneiro sobre Sociologia, dos primeiros que sobre este assunto se publicou entre nós.
"Desde o movimento iniciado pelo genial fundador da Philiosophia positivista, condensando as energias anteriores dos pensadores de muitas gerações, se propagou pela sciencia; nunca mais permitiu a resistencia do meio, ou a energia já insuficiente, dispersa, ou indisciplinada dos factores da sua evolução, que a Sociologia progredisse com o vigor pressuroso, que uma justa expectativa fundara na firmeza dos seus primeiros passos, tão prometedores.
Fosse esse o motivo; que tenha havido, falta de unidade no trabalho da sua constituição, ou que o programa estabelecido seja em demasia complicado e muito dificil de executar, ou mais certo, que o problema proposto contenha em si erros originaes perturbadores, que hajam demorado a sua resolução, opondo-se ao progresso, é certa a anciedade, com que se espera e com que se procura um guia por toda a parte, a noticia, a probabilidade, a promessa ou o menor vestigio de possibilidade da resolução scientifica imediata de questões sociaes momentosa, o termo do empyrismo em sociologia."
(Excerto da Introducção)
Índice:
Introducção. Sociologia - materiaes de construcção. I. Sociologia - A evolução - Conservação da energia. II. Phenomenos sociaes primarios - Monismo e Dualismo - Instrucção e educação. III. Alma collectiva - Moral scientifica - Sciencia e religião. IV. Intelligencia, suas funcções. - Evoluções comparadas. V. Todos os phenomenos do Universo são de origem phisica - Superioridade da mulher primitiva - A Religião foi a sciencia primitiva. VI. A força arbitro supremo - A disciplina, condensador e regulador da força bruta - Indiferença das fórmas cyclicas de governo. VII. Os «self made men» - As grandes fontes de receita derivam sempre do vicio - Funcção compensadora e reguladora dos governos. VIII. Movimento de translação e de rotação na evolução - O socialismo - A felicidade nunca póde ser individual - A guerra, correctivo da ociosidade - O hylozoismo. Sociologia - instrumentos de trabalho. IX. Religião, artes e sciencias - Direção da evolução psycologica da humanidade - Classificação das sciencias - Esthetica - O Monismo não tolhe os vôos da imaginação do poeta, educa-a e disciplina-a. X. Dissociação - Radio-actividade - O radio - Constituição da materia visivel e invisivel. Continuidade do mundo physico e do mundo psychologico - Considerações sociologicas. Sociologia - projectos de construcção. XI. Sociologia fundamental e suas derivadas - Coordenação das sciencias phisicas e das sciencias sociaes ou moraes - Evolução figurada e os seus factores. XII. Constituição scientifica da sociologia - Evolução - Felicidade social no espaço - Imortalidade consciente no tempo - Funcção da poesia - Termo da Evolução.
José António Bentes (1837-?). Oficial do exército, conhecido por ter escrito e editado o 1.º manual de fotografia em Portugal (1864). Além desse e do presente trabalho sobre sociologia, a BNP dá conta de um outro trabalho sobre fotografia - o Tratado theorico e pratico de photographia (1866), de algumas traduções para português de obras de Paolo Mantegazza (1831-1910) e outras de índole técnica.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Lombada apresenta pequenas falhas de pele e uma outra, vertical, mais extensa.
Invulgar.
Indisponível
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*BENTES (José António),
1ª E D I Ç Ã O,
Ensaios,
Estudos técnicos,
Filosofia,
História,
Sociologia
07 maio, 2019
1.ª edição.
Ilustrada extratexto com os retratos do General Alves Roçadas e do Dr. Álvaro de Castro, impressos sobre papel couché.
"1914 - Os exércitos da Alemanha forçam o Luxemburgo, invadem a Belgica, e a Inglaterra eclara o estado de guerra com os Impérios Centrais. Obscuras combinações diplomáticas colocam Portugal na situação indecisa de não beligerante, sem ser neutral: está em paz com tôdas as nações mas reafirma a sua aliança com a Grã-Bretanha. Os alemães preparam o golpe de surpresa sôbre Angola: estudam, inspecionam e activam a espionagem.
O massacre de Maziú, em Moçambique, é uma cruel prevenção.
Prepara-se a defesa das colónias e da metrópole; seguem com destino às duas costas expedições encarregadas de vigiar as fronteiras. A missão de defesa de Angola é confiada ao General José Alves Roçadas.
Os manejos alemães continuam a revelar audácia e precisão. O heroico alferes Seremo destroi em um momento, pela sua decisão e energia, o bem aquitectado plano alemão duma rápida penetração em Angola.
Já a êsse tempo Alves Roçadas organiza e destribui as forças destinadas à defesa do Sul.
Em Dezembro de 1914 o Comandante Alves Roçadas estabelece as suas tropas na linha fronteiriça de Naulila - Caluéque, sobre o Cunéne.[...]
No dia 12 de Dezembro, de manhã, há a primeira notícia das tropas inimigas; desenvolvem, operam e preparam o ataque, a coberto, em território alemão. No dia 18 atacam o posto de Naulila pelo flanco esquerdo da posição. Durante cinco horas desenvolve-se um renhido combate em que a vitória paira indecisa e vária.
No mais aceso da luta, Alves Roçadas, reconhecendo a desorganização da defesa, tenta um golpe de audácia.
Reune as fôrças dispersas, anima-as, incita-as e lança~se ao assalto, dando o exemplo da coragem e do arrôjo."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa descorada por acção da luz (não é visível na foto).
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP dispõe de apenas um exemplar.
15€
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*CASTRO (Álvaro de),
*ROÇADAS (General Alves),
1ª E D I Ç Ã O,
1ª Guerra Mundial,
África,
Biografias,
Colónias,
Exército,
Guerra,
História,
História de Portugal,
Homenagem,
Militaria
06 maio, 2019
RICO, João - ASTROLOGIA. Lisboa, [s.n. - Imprensa Beleza, Lisboa], 1947. In-8.º (19cm) de 46, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho sobre Astrologia.
Ilustrado no texto com tabelas, e o mapa astral com os signos do zodíaco.
"A Ciência Astrológica não pode estar sujeita a humorismos, visto que são os Astros que comandam os homens e não os homens que comandam os Astros, a admitir o contrário, seria uma loucura dos homens.
A Psíquica do homem existe realmente em relação a Deus (Criador de Si Mesmo e dos Astros e de Tudo), mas os Astros são o suporte da Grande Inteligência e alimentam a vida do Ser.
A Psíquica está em relacionar a Energia da Matéria com o Espírito Dominador.
Tirar a conclusão de equilíbrio dá um bom resultado. Os Astros andam no Universo com a Lei bem regulada e o Ser pertence a esses Astros.
Estudar os Astros é matéria indispensável, e ligar essa matéria ao Espírito indispensável é também. Para constituir um horoscopo, é necessário contar com os Signos, Astros, meses, dias e horas, as estações do ano podem ser dispensadas nos meus cálculos, porque os tenho incluídos nos movimentos do Tempo. [...]
A vida é uma Viagem, e vê o teu itinerário, escolhendo a função que te compete, que os Signos e Astros não falham, aproveita-os."
(Excerto da Introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
15€
1.ª edição.
Curioso trabalho sobre Astrologia.
Ilustrado no texto com tabelas, e o mapa astral com os signos do zodíaco.
"A Ciência Astrológica não pode estar sujeita a humorismos, visto que são os Astros que comandam os homens e não os homens que comandam os Astros, a admitir o contrário, seria uma loucura dos homens.
A Psíquica do homem existe realmente em relação a Deus (Criador de Si Mesmo e dos Astros e de Tudo), mas os Astros são o suporte da Grande Inteligência e alimentam a vida do Ser.
A Psíquica está em relacionar a Energia da Matéria com o Espírito Dominador.
Tirar a conclusão de equilíbrio dá um bom resultado. Os Astros andam no Universo com a Lei bem regulada e o Ser pertence a esses Astros.
Estudar os Astros é matéria indispensável, e ligar essa matéria ao Espírito indispensável é também. Para constituir um horoscopo, é necessário contar com os Signos, Astros, meses, dias e horas, as estações do ano podem ser dispensadas nos meus cálculos, porque os tenho incluídos nos movimentos do Tempo. [...]
A vida é uma Viagem, e vê o teu itinerário, escolhendo a função que te compete, que os Signos e Astros não falham, aproveita-os."
(Excerto da Introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
15€
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*RICO (João),
1ª E D I Ç Ã O,
Astrologia
05 maio, 2019
LORAINE, Fanny - A MINHA PRIMEIRA VIAGEM À LUA : novela. Tradução do original por Álvaro Machado. Com ilustrações de Cristiano de Carvalho. Pôrto, Livraria Escolar "Progredior", 1937. In-8.º (19 cm) de 130, [6] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso romance de ficção científica. Fanny Loraine será o pseudónimo literário de Giuseppe Casagrande(?).
Livro muitíssimo valorizado pelos 9 desenhos em página inteira precedendo cada um dos capítulos que constituem a obra, e um outro, mais pequeno, na última página de texto, que reproduz o desenho do Cap. IX, todos da autoria de Cristiano de Carvalho (Porto, 1874 – Matosinhos, 1940), intelectual, político e artista português multifacetado - desenhador, ilustrador e caricaturista.
"O quimérico sonho dos poetas
Temsido sempre de ir à Lua...
Sonho literário? Sonho d'ascetas?
Não será isso loucura sua?
Subir, subir até à meseta
Longinqua da famosa Diana,
Até ver atingida a meta
Doa astro que argentea luz emana!
Já o famoso Jules Verne,
Com grande sabedoria
Nos tinha feito lá chegar
Embora com fantasia
Aquelas regiões etereas,
Com o fim de as devassar.
Eu também quiz demonstrar
Como se pode até à Lua ir.
Por isso escrevi êste livro;
Livro que acabo de fechar
Mas que outros podem abrir."
(Ao leitor - reproduzido da badana da capa)
"- Parece-me que daqui só saïremos feitos em pó - comentou Polínio, esfregando as mãos, como se ficasse muito satisfeito com o seu macabro prognóstico.
- Tranqüilize-se. - E o professor Schulze, sustendo fortemente o manípulo do quadrante, para assim manter a vertiginosa marcha da aeronave, que naquele mesmo momento acabava de se encontrar próximo da atracção entre a Terra e a Lua, disse ainda: - Não ficaremos feitos em pó porque estou plenamente convencido dos meus planos.
- Pelo menos, em pedaços, não lhe parece, miss Kathleen?- observou de novo Polínio, fixando còmicamente os olhos de uma jovem e intrépida americana, muito loira, muito formosa, e que havia abandonado a sua casa, a sua família e o seu país apenas com o firme propósito de acompanhar von Schulze na mais temerária das temerárias façanhas."
(Excerto do Cap. I, Nos domínios do infinito)
Índice:
I - Nos domínios do infinito. II - A ascensão maravilhosa. III - Com os pés na Lua. IV - Os astrónomos discordam. V - As surprêsas do nosso Satélite. VI - Do monte Everest ao monte Leibnitz. VII - Pérolas e anões. VIII - Da Lua não respondem! IX - A ultima esperança perdida?...
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Indisponível
1.ª edição.
Curioso romance de ficção científica. Fanny Loraine será o pseudónimo literário de Giuseppe Casagrande(?).
Livro muitíssimo valorizado pelos 9 desenhos em página inteira precedendo cada um dos capítulos que constituem a obra, e um outro, mais pequeno, na última página de texto, que reproduz o desenho do Cap. IX, todos da autoria de Cristiano de Carvalho (Porto, 1874 – Matosinhos, 1940), intelectual, político e artista português multifacetado - desenhador, ilustrador e caricaturista.
"O quimérico sonho dos poetas
Temsido sempre de ir à Lua...
Sonho literário? Sonho d'ascetas?
Não será isso loucura sua?
Subir, subir até à meseta
Longinqua da famosa Diana,
Até ver atingida a meta
Doa astro que argentea luz emana!
Já o famoso Jules Verne,
Com grande sabedoria
Nos tinha feito lá chegar
Embora com fantasia
Aquelas regiões etereas,
Com o fim de as devassar.
Eu também quiz demonstrar
Como se pode até à Lua ir.
Por isso escrevi êste livro;
Livro que acabo de fechar
Mas que outros podem abrir."
(Ao leitor - reproduzido da badana da capa)
"- Parece-me que daqui só saïremos feitos em pó - comentou Polínio, esfregando as mãos, como se ficasse muito satisfeito com o seu macabro prognóstico.
- Tranqüilize-se. - E o professor Schulze, sustendo fortemente o manípulo do quadrante, para assim manter a vertiginosa marcha da aeronave, que naquele mesmo momento acabava de se encontrar próximo da atracção entre a Terra e a Lua, disse ainda: - Não ficaremos feitos em pó porque estou plenamente convencido dos meus planos.
- Pelo menos, em pedaços, não lhe parece, miss Kathleen?- observou de novo Polínio, fixando còmicamente os olhos de uma jovem e intrépida americana, muito loira, muito formosa, e que havia abandonado a sua casa, a sua família e o seu país apenas com o firme propósito de acompanhar von Schulze na mais temerária das temerárias façanhas."
(Excerto do Cap. I, Nos domínios do infinito)
Índice:
I - Nos domínios do infinito. II - A ascensão maravilhosa. III - Com os pés na Lua. IV - Os astrónomos discordam. V - As surprêsas do nosso Satélite. VI - Do monte Everest ao monte Leibnitz. VII - Pérolas e anões. VIII - Da Lua não respondem! IX - A ultima esperança perdida?...
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Indisponível
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*CARVALHO (Cristiano de),
*LORAINE (Fanny),
1ª E D I Ç Ã O,
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Ficção Científica,
Romance
04 maio, 2019
EXTREMOSAS AVENTURAS // DE // LIZARDA, // INCONSTANCIAS // DE // RAULINO, //E // GENEROSIDADES // DO // CAPITÃO SISNANDO. // LISBOA: // Na Off. de Simão Thaddeo Ferreira. // ANNO M. DCC. XCIV. // Com Licença da Real Meza da Commissão Geral sobre o Exame, e Censura dos Livros. Vende-se na loja do Livreiro Francisco José Alvares, na Rua de S. Bento. In-12.º (14,5cm) de [2], 133, [1] p. ; E.
Novela de cavalaria sobre os amores desencontrados de dois cavaleiros que tomam parte no cerco de Lisboa. Edição original? Nada foi possível apurar a esse respeito por total ausência de referências bio-bibliográficas; estamos no entanto em presença de uma obra muitíssimo interessante, por certo concebida por autor luso, dada a profusão e qualidade dos pormenores e referências históricas à tomada de Lisboa e ao nosso primeiro rei.
"Governando com prosperos augmentos, á custa de muito sangue de perfidos inimigos, o Serenissimo Dom Affonso Henriques a maior parte deste venturoso Reino, como verdadeiro Rei, eleito pelo mesmo Christo. Tendo posto cerco á Cidade Ulyssea, por ser edificada pelo antigo Elisso, se he que não furtando a Ulysses esta gloria, dissermos que era a populosa Lisboa no mundo tão celebrada, que nunca Athenas fora de Platão por divina encarecida, se já a este tempo a conhecêra. Não consultando o piedoso Rei algum oraculo para alcançar victoria, como Gustino conta de Leonila, mas confiando em o auxilio supremo, que logo se mostrou propicio a seu fervoroso zelo, permittindo que entrasse pela fóz do Téjo huma grande armada, que da parte do Norte sahíra, para ajudar a conquista da Terra Santa. E conhecendo os Capitães della, que erão santos os piedosos intentos do virtuoso Rei, condescendêrão facilmente aos largos offerecimentos, que lhe fazia promettendo, que se o ajudassem a ganhar aquella Cidade (além do grande serviço, que a Deos farião) lhes daria por premio, praças, terras, campos, e mais despojos, que tomassem aos inimigos. Acceitárão todos desinteressados, que nunca o interesse vence animos generosos, e mais quando muita parte delles era de Varões mui illustres. E contente o zeloso Rei com tão felices principios, e foi para a parte, aonde em nascendo o dourado Phebo désse com seus raios lustre sómente ás armas, que trazião vestidas, que dálo a seu valor era escusado, pois o publicavão as heroicas obras, que tinhão feito no mundo, aonde depois o mesmo Rei por seu respeito deo principio ao celebre Templo de São Vicente de Fóra, que néssa era póde apostar vantagens aos mais sumptuosos da Europa.
Ficárão os nossos Portuguezes na costa de hum monte, mais visinho ao mar Oceano, aonde o sol se escondia descançado, porque o grande valor, com que exercitavão suas forças em os opprimidos Mouros, o segurava do antigo impedimento, que puzera a petição de hum Capitão valeroso a seu accelarado curso. E porque a larga conversação entre os discretos faz tratar como visinhos aos mais estranhos, sendo bastante a de cinco mezes de cerco, houve lugar a que se communicassem entre si huns, e outros soldados, como se já de muitos tempos fossem conhecidos.
Succedeo pois em o entremeio deste tempo, que temos dito, sahir de sua enstancia (havendo já tres horas que o Sol se ausentára) hum Capitão Portuguez dos que tinhão menor idade, mas dos mais illustres, e valerosos, que ElRei Dom Affonso tinha em seus exercitos, e o que mais dera a conhecer suas forças aos Mouros, que vinhão socorrer os cercados em huma ponte, que franqueva um braço do visinho Téjo, que por ter braço, e o sangue muito, parecia então sangrado sem estar enfermo; levou o tempo esta testemunha, mas deixou a piedade Christã uma memoria augmentada depois por hum prudente Mouro, e he hum Religioso Convento, situado aonde primeiro fora o castello de hum Mouro convertido. Chamava-se elle Dom Sisnando, e ainda parente do Conde Sisnando, que tinha sido Consul em as terras de entre Douro, e Mondego. O qual levado da curiosidade de ver como os estrangeiros vigiavão suas estancias, vestido em suas armas, foi discorrendo por entre algumas tendas, e chegando perto de huma, que estava mais apartada, á qual os troncos de humas antigas arvores servião de amparo, ouvio proferir vozes baixas, mas tão encarecidas, que o confrangêrão a deter o passo, e avivar os sentidos, para que melhor percebessem, o que hum soldado dizia em sua lingua, o que em a nossa era desta maneira:
Como he possivel falso Raulino, que mereças de tuas grandes obras alguma gloria, se tuas cruezas me tem causado tão rigorosa pena?"
(Excerto da 1.ª parte do texto)
Encadernação recente, cartonada, com ferros gravados a seco e a ouro nas pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito raro.
Sem registo na BNP ou qualquer outra fonte bibliográfica.
Peça de colecção.
Indisponível
Novela de cavalaria sobre os amores desencontrados de dois cavaleiros que tomam parte no cerco de Lisboa. Edição original? Nada foi possível apurar a esse respeito por total ausência de referências bio-bibliográficas; estamos no entanto em presença de uma obra muitíssimo interessante, por certo concebida por autor luso, dada a profusão e qualidade dos pormenores e referências históricas à tomada de Lisboa e ao nosso primeiro rei.
"Governando com prosperos augmentos, á custa de muito sangue de perfidos inimigos, o Serenissimo Dom Affonso Henriques a maior parte deste venturoso Reino, como verdadeiro Rei, eleito pelo mesmo Christo. Tendo posto cerco á Cidade Ulyssea, por ser edificada pelo antigo Elisso, se he que não furtando a Ulysses esta gloria, dissermos que era a populosa Lisboa no mundo tão celebrada, que nunca Athenas fora de Platão por divina encarecida, se já a este tempo a conhecêra. Não consultando o piedoso Rei algum oraculo para alcançar victoria, como Gustino conta de Leonila, mas confiando em o auxilio supremo, que logo se mostrou propicio a seu fervoroso zelo, permittindo que entrasse pela fóz do Téjo huma grande armada, que da parte do Norte sahíra, para ajudar a conquista da Terra Santa. E conhecendo os Capitães della, que erão santos os piedosos intentos do virtuoso Rei, condescendêrão facilmente aos largos offerecimentos, que lhe fazia promettendo, que se o ajudassem a ganhar aquella Cidade (além do grande serviço, que a Deos farião) lhes daria por premio, praças, terras, campos, e mais despojos, que tomassem aos inimigos. Acceitárão todos desinteressados, que nunca o interesse vence animos generosos, e mais quando muita parte delles era de Varões mui illustres. E contente o zeloso Rei com tão felices principios, e foi para a parte, aonde em nascendo o dourado Phebo désse com seus raios lustre sómente ás armas, que trazião vestidas, que dálo a seu valor era escusado, pois o publicavão as heroicas obras, que tinhão feito no mundo, aonde depois o mesmo Rei por seu respeito deo principio ao celebre Templo de São Vicente de Fóra, que néssa era póde apostar vantagens aos mais sumptuosos da Europa.
Ficárão os nossos Portuguezes na costa de hum monte, mais visinho ao mar Oceano, aonde o sol se escondia descançado, porque o grande valor, com que exercitavão suas forças em os opprimidos Mouros, o segurava do antigo impedimento, que puzera a petição de hum Capitão valeroso a seu accelarado curso. E porque a larga conversação entre os discretos faz tratar como visinhos aos mais estranhos, sendo bastante a de cinco mezes de cerco, houve lugar a que se communicassem entre si huns, e outros soldados, como se já de muitos tempos fossem conhecidos.
Succedeo pois em o entremeio deste tempo, que temos dito, sahir de sua enstancia (havendo já tres horas que o Sol se ausentára) hum Capitão Portuguez dos que tinhão menor idade, mas dos mais illustres, e valerosos, que ElRei Dom Affonso tinha em seus exercitos, e o que mais dera a conhecer suas forças aos Mouros, que vinhão socorrer os cercados em huma ponte, que franqueva um braço do visinho Téjo, que por ter braço, e o sangue muito, parecia então sangrado sem estar enfermo; levou o tempo esta testemunha, mas deixou a piedade Christã uma memoria augmentada depois por hum prudente Mouro, e he hum Religioso Convento, situado aonde primeiro fora o castello de hum Mouro convertido. Chamava-se elle Dom Sisnando, e ainda parente do Conde Sisnando, que tinha sido Consul em as terras de entre Douro, e Mondego. O qual levado da curiosidade de ver como os estrangeiros vigiavão suas estancias, vestido em suas armas, foi discorrendo por entre algumas tendas, e chegando perto de huma, que estava mais apartada, á qual os troncos de humas antigas arvores servião de amparo, ouvio proferir vozes baixas, mas tão encarecidas, que o confrangêrão a deter o passo, e avivar os sentidos, para que melhor percebessem, o que hum soldado dizia em sua lingua, o que em a nossa era desta maneira:
Como he possivel falso Raulino, que mereças de tuas grandes obras alguma gloria, se tuas cruezas me tem causado tão rigorosa pena?"
(Excerto da 1.ª parte do texto)
Encadernação recente, cartonada, com ferros gravados a seco e a ouro nas pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito raro.
Sem registo na BNP ou qualquer outra fonte bibliográfica.
Peça de colecção.
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01 maio, 2019
GONZALÉZ-BLANCO, Edmundo - EL NACIONALSOCIALISMO EXPUESTO POR HITLER. Con una biografia del fundador del partido racista alemán, un análisis del ideario de este partido y un sumario de su programa, por... Madrid, Agencia General de Librería y Artes Gráficas, [1932?]. In-8.º (19cm) de 286, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do nacional socialismo alemão e para o pensamento ideológico e conquista do poder por Hitler.
Livro publicado pouco antes da Guerra Civil de Espanha (1936-1939), palco utilizado pela Alemanha para "testar" o seu poderio bélico, preparando a guerra mundial que se advinhava.
"Emprender el estudio imparcial y sereno de una personalidad preeminente de la politica revolucionaria de una nación extranjera que entre las más grandes figura, es, por todos conceptos, labor espinosíssima. Y lo es mucho más si se trata del jefe de un partido que, como el nacionalsocialista, se destaca notablemente entre las diversas fuerzas de la nueva Alemania, no sólo por la enérgica y decidida voluntad de cuantos comulgan en él, sino que, asimismo, por la chocante novedad de su credo, por la inaudita complicación. Nada hay más vivo ni más distante de los sistemas politicos de nuestros pueblos latinos, sistemas tan abstractos, tan regulares, tan artificiales, tan sencillos, pero al propio tiempo y por esta misma razón, tan faltos de energia, de emoción, de realismo y de impetuosidad. A uun politico latino le es muy difícil comprender ese sistema sin parangón y sin segundo, mezcla extraña de originalid y tradición, de socialismo y de patriotismo, de demagogia y de civilidad, y a cuyo frente figura un genio organizador incansable, tenaz, constante, incorruptible, indomable, intransigente.
Hablar del nacionalsocialismo sin hablar de Hitler seria un contrasentido de los mayores. El nacionalsocialismo quizá no hubiera nascido nunca, ni alcanzado el desarrollo y las proporciones que le han permitido ponerce por encima de todos los partidos alemanes, si no hubiese existido Hitler. Cierto que éste tuvo la suerte de encontrar, desde los comienzos de su carrera de luchador en lides politicas, colaboradores sinceros, fieles, activos y entusiastas. Hitler no es más que un guerrero en medio de un ejército, y en torno suyo se mueve una multitud de campeones."
(Excerto do Cap. I, Advertencias preliminares)
Indice:
I. - Advertencias preliminares. II. - Origen y juventud de Hitler. III. - El combatiente de la gran guerra. IV. - La derrota, el armisticio y la revolución. V. - Formación del partido nacionalsocialista. VI. - Vicisitudes del partido nacionalsocialista. VII. - Ideario del partido nacionalsocialista. VIII. - Programa del partido nacionalsocialista. IX. - Resumen y conclusión.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Lombada apresenta falha de papel nas extremidades.
Invulgar.
Com interesse histórico.
20€
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do nacional socialismo alemão e para o pensamento ideológico e conquista do poder por Hitler.
Livro publicado pouco antes da Guerra Civil de Espanha (1936-1939), palco utilizado pela Alemanha para "testar" o seu poderio bélico, preparando a guerra mundial que se advinhava.
"Emprender el estudio imparcial y sereno de una personalidad preeminente de la politica revolucionaria de una nación extranjera que entre las más grandes figura, es, por todos conceptos, labor espinosíssima. Y lo es mucho más si se trata del jefe de un partido que, como el nacionalsocialista, se destaca notablemente entre las diversas fuerzas de la nueva Alemania, no sólo por la enérgica y decidida voluntad de cuantos comulgan en él, sino que, asimismo, por la chocante novedad de su credo, por la inaudita complicación. Nada hay más vivo ni más distante de los sistemas politicos de nuestros pueblos latinos, sistemas tan abstractos, tan regulares, tan artificiales, tan sencillos, pero al propio tiempo y por esta misma razón, tan faltos de energia, de emoción, de realismo y de impetuosidad. A uun politico latino le es muy difícil comprender ese sistema sin parangón y sin segundo, mezcla extraña de originalid y tradición, de socialismo y de patriotismo, de demagogia y de civilidad, y a cuyo frente figura un genio organizador incansable, tenaz, constante, incorruptible, indomable, intransigente.
Hablar del nacionalsocialismo sin hablar de Hitler seria un contrasentido de los mayores. El nacionalsocialismo quizá no hubiera nascido nunca, ni alcanzado el desarrollo y las proporciones que le han permitido ponerce por encima de todos los partidos alemanes, si no hubiese existido Hitler. Cierto que éste tuvo la suerte de encontrar, desde los comienzos de su carrera de luchador en lides politicas, colaboradores sinceros, fieles, activos y entusiastas. Hitler no es más que un guerrero en medio de un ejército, y en torno suyo se mueve una multitud de campeones."
(Excerto do Cap. I, Advertencias preliminares)
Indice:
I. - Advertencias preliminares. II. - Origen y juventud de Hitler. III. - El combatiente de la gran guerra. IV. - La derrota, el armisticio y la revolución. V. - Formación del partido nacionalsocialista. VI. - Vicisitudes del partido nacionalsocialista. VII. - Ideario del partido nacionalsocialista. VIII. - Programa del partido nacionalsocialista. IX. - Resumen y conclusión.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Lombada apresenta falha de papel nas extremidades.
Invulgar.
Com interesse histórico.
20€
VASCONCELOS, S. J. - Evaristo de - RELIGIOSAS. Selecção sobre os Institutos Religiosos Femininos existentes em Portugal. Porto, Depositária Magnificat [Edição do Mensageiro do Coração de Jesus, Braga], 1958. In-8.º (19cm) de 259, [1] p. ; [84] p. il.
1.ª edição.
Importante manancial informativo sobre as instituições religiosas femininas estabelecidas no país, divididas entre Institutos Femininos Contemplativos (15) e Institutos Femininos Activos (56), que inclui uma breve história das unidades religiosas, assinalando factos e datas mais relevantes.
Muito ilustrado com 84 páginas extratexto, impressas sobre papel couché, reproduzindo inúmeras fotografias a p.b.
"Sucede às palavras o mesmo que às moedas. O roçar quotidiano vai-lhes usando o brilho e cansando os traços da efígie que talvez fosse perfeita. E é preciso então um grande esforço para poder adivinhar, sem engano, a fisionomia primitiva.
Na vida espiritual precisamos igualmente, de vez em quando, restituir a certas palavras a cunhagem primeira que o uso, a ignorância piedosa e, sobretudo, a rotina inerte foram consumindo.
Assim, por exemplo, virtude não tem nada que ver com posições melífluas ou rezas importunas, mas indica antes a força subterrânea que impulsiona toda a dinâmica dos nossos actos.
Edificar, não é pôr a virtude comezinha e fácil de copiar por transparência... Nada disso! Comporta antes um vasto e multiforme programa de construção: o subir de andaimes oscilantes, o ranger das cordas e o compasso das marteladas... enfim o laborioso mas necessário surgir de edifício harmonioso e sólido.
Isto é ser edificante, no campo espiritual, transladando as imagens da construção civil à linguagem da formação interior. Edificar é construir-se.
A palavra martírio temo-la associada, pela força do hábito, aos rugidos das feras nos anfiteatros, aos cárceres incómodos, aos potros, às cruzes, às fogueiras, ao sangue e ao fio implacável das espadas.
Só que, deste modo, a efígie verdadeira fica apagada pelo acessório e circunstancial. O importante é atingir o sentido de testemunho contido na etimologia grega do vocábulo. Mártir é pessoa de tribunal. E todos aqueles homens e mulheres que hoje veneramos e enchem as páginas do Martirológio, não foram pròpriamente falando, mais que testemunhas no impressionante e universal julgamento, verdadeira antecipação do Juízo Final, que divide o mundo depois da vinda de Cristo. [...]
S. Pedro de Verona, religioso dominicano do século VIII e pregador de palavras e obras, dizia muitas vezes no púlpito como o seu desejo era testemunhar com o sangue a verdade que anunciava aos homens.
Ora Deus satisfez-lhe santa esta vontade. A caminho do seu convento é assaltado pelos hereges que o deixam por morto. Mas as forças do espírito incutiram-lhe valor para, meio prostrado, meio de joelhos, repetir com voz firme os artigos do credo.
Os inimigos voltando sobre os seus passos multiplicaram golpes e insultos. E então puderam ver de olhos atónitos, e assim o testificaram, como o santo movia a mão direita lentamente e escrevia com os dedos no pó do caminho esta palavra: Creio!
Também as religiosas escrevem de modo incruento, mas de certo heróico e válido, a sua testificação da Fé, a sua incomovível Certeza nAquele a que se entregaram. [...]
As religiosa não são, portanto, inúteis nem egoístas, nem anacrónicas, mas representam um das poucas coisas que dignificam ainda a Humanidade, pelo exercício desinteressado e constante do amor de Deus e do próximo."
(Excerto do Prólogo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
Indisponível
1.ª edição.
Importante manancial informativo sobre as instituições religiosas femininas estabelecidas no país, divididas entre Institutos Femininos Contemplativos (15) e Institutos Femininos Activos (56), que inclui uma breve história das unidades religiosas, assinalando factos e datas mais relevantes.
Muito ilustrado com 84 páginas extratexto, impressas sobre papel couché, reproduzindo inúmeras fotografias a p.b.
"Sucede às palavras o mesmo que às moedas. O roçar quotidiano vai-lhes usando o brilho e cansando os traços da efígie que talvez fosse perfeita. E é preciso então um grande esforço para poder adivinhar, sem engano, a fisionomia primitiva.
Na vida espiritual precisamos igualmente, de vez em quando, restituir a certas palavras a cunhagem primeira que o uso, a ignorância piedosa e, sobretudo, a rotina inerte foram consumindo.
Assim, por exemplo, virtude não tem nada que ver com posições melífluas ou rezas importunas, mas indica antes a força subterrânea que impulsiona toda a dinâmica dos nossos actos.
Edificar, não é pôr a virtude comezinha e fácil de copiar por transparência... Nada disso! Comporta antes um vasto e multiforme programa de construção: o subir de andaimes oscilantes, o ranger das cordas e o compasso das marteladas... enfim o laborioso mas necessário surgir de edifício harmonioso e sólido.
Isto é ser edificante, no campo espiritual, transladando as imagens da construção civil à linguagem da formação interior. Edificar é construir-se.
A palavra martírio temo-la associada, pela força do hábito, aos rugidos das feras nos anfiteatros, aos cárceres incómodos, aos potros, às cruzes, às fogueiras, ao sangue e ao fio implacável das espadas.
Só que, deste modo, a efígie verdadeira fica apagada pelo acessório e circunstancial. O importante é atingir o sentido de testemunho contido na etimologia grega do vocábulo. Mártir é pessoa de tribunal. E todos aqueles homens e mulheres que hoje veneramos e enchem as páginas do Martirológio, não foram pròpriamente falando, mais que testemunhas no impressionante e universal julgamento, verdadeira antecipação do Juízo Final, que divide o mundo depois da vinda de Cristo. [...]
S. Pedro de Verona, religioso dominicano do século VIII e pregador de palavras e obras, dizia muitas vezes no púlpito como o seu desejo era testemunhar com o sangue a verdade que anunciava aos homens.
Ora Deus satisfez-lhe santa esta vontade. A caminho do seu convento é assaltado pelos hereges que o deixam por morto. Mas as forças do espírito incutiram-lhe valor para, meio prostrado, meio de joelhos, repetir com voz firme os artigos do credo.
Os inimigos voltando sobre os seus passos multiplicaram golpes e insultos. E então puderam ver de olhos atónitos, e assim o testificaram, como o santo movia a mão direita lentamente e escrevia com os dedos no pó do caminho esta palavra: Creio!
Também as religiosas escrevem de modo incruento, mas de certo heróico e válido, a sua testificação da Fé, a sua incomovível Certeza nAquele a que se entregaram. [...]
As religiosa não são, portanto, inúteis nem egoístas, nem anacrónicas, mas representam um das poucas coisas que dignificam ainda a Humanidade, pelo exercício desinteressado e constante do amor de Deus e do próximo."
(Excerto do Prólogo)
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Raro.
Com interesse histórico e religioso.
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