18 agosto, 2012

QUEIROZ, Eça de - PRIMEIRO DE MAIO. Ilustrações de João Abel Manta. Lisboa, «O Jornal», 1979. In-fólio (30cm) de 18 p. ; il. ; B.
1ª edição.
Contém 4 belíssimos desenhos de João Abel Manta alusivos ao texto, com o retrato caricaturado de Eça em 1º plano, e a reprodução da 1ª página da «Gazeta de Notícias».
"A crónica de Eça de Queiroz que agora se publica, e que apareceu há 87 anos na Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, foi até 29 de Maio de 1977 - data em que a apresentámos aos leitores do semanário O Jornal - um texto inteiramente desconhecido em Portugal. Graças à referência que encontrámos nessa obra preciosa e monumental que é a Bibliografia Queirociana do poeta e ensaísta galego Guerra da Cal, foi-nos possível a sua recolha na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro." (excerto da nota de abertura)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

17 agosto, 2012

NUNES, Manuel – AS MEMÓRIAS DE UM AGENTE DA POLÍCIA. O chefe Pereira dos Santos contou-me a sua vida. Lisboa, Editora Marítimo-Colonial, 1945. In-8º (19cm) de 291, [5] p. ; il. ; B.
Ilustrado em separado com fotogravuras do chefe Pereira dos Santos
Interessante livro de memórias do “Super-polícia” Pereira dos Santos, pejado de episódios, na sua grande maioria, dos anos que se seguiram à implantação da República, com a participação de algumas personalidades da época, entre outros, Brito Camacho, Afonso Costa, João Franco, Bernardino Machado, Homem Cristo, Sidónio Pais, etc. Contém memórias sobra a organização da Policia Preventiva.
Matérias:
Quem é Pereira dos Santos? O segredo de Brito Camacho. Pereira dos Santos, moço de fretes. O primeiro polícia da República. Como se assaltavam as “batotas”. Afonso Costa e João Franco. Um drama em Estói. O chefe Pereira dos Santos condenado. A campainha do Marquês de Pombal. É preciso prender um. Noblesse oblige! Uma greve operária. A expulsão de Homem Cristo. Um episódio do 14 de Maio. Pereira dos Santos passador de notas falsas. Os amigos são para as ocasiões. Um atentado ao “Sud”. Um cão descobre um crime. A “hidra” no tempo de Liberato Pinto. Atentado frustrado. Uma ordem secreta de Sidónio Pais. As madrugadas do Sr. Bernardino Machado. “Todos ficamos servidos”. O que anda aqui a fazer? “Condessas” a dez contos. O mistério de um crime. Um homem misterioso. Segredo trágico. A arte ao serviço do crime. Madame Brouillard. Policia ou carteirista? O amor não é uma bola. Cuidado com as assinaturas. Os “órfãos” inconsoláveis”. A carteira de Maeterlinck. O bébé Lindberg não foi raptado? O falso Dr. Jacinto Simões. A quadrilha do presidiário. Três incêndios misteriosos. Lisboa por dentro. A sorte grande no Limoeiro. Coisas que sucedem. Matei o professor Gueifão! Amor a quanto obrigas. A polícia também teu coração. O roubo do Ministério das Subsistências. Um automóvel esquerdista. Coma se fazem notas. A estreia de Pereira dos Santos. As botas do padeiro. Alexandre Braga ataca Pereira dos Santos. Um falso denunciante. A arte de enganar o próximo. Quem matou? Romance de uma rapariga pobre. A luta contra os falsários. Um caso de “chantage”. As libras do inglês. Uma aventura amorosa. Nota final.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar. 
Indisponível

15 agosto, 2012

EDITAL. // O PRINCIPE NOSSO SENHOR // mandou expedir á Meza do Desembargo do Paço o Decreto // do theor seguinte. [Lisboa, NA REGIA OFFICINA TYPOGRAPHICA, 1799]. In-fólio (31cm) de 1 f.
Edital setecentista mandado publicar pelo príncipe regente D. João, futuro rei D. João VI, em favor do perdão dos presos que não tenham cometido crimes graves.
"Hei por bem fazer mercê aos Prezos, que estiverem por Causas Crimes nas Cadeias públicas dos Distritos da Relação de Lisboa, e da do Porto, não tendo Parte mais do que a Justiça, de lhes perdoar livremente, por esta vez, todos, e quaesquer crimes, pelos quaes assim estiverem prezos, exceptuando os seguintes, pela gravidade delles, e convir ao serviço de Deos, e dos seus Santos: Inconfidencia: Moeda falsa: Testemunho falso: Matar, ou ferir, sendo de proposito, sendo com arcabuz, ou espingarda: Dar peçonha, ainda que morte se não siga: Morte commettida atraiçoadamente: Quebrantar prizões por força: Pôr fogo acintemente: Forçar mulheres: Soltar prezos a Carcereiros, por vontade, ou peita: Ferimento de qualquer Juiz, ou pancadas, posto que Pedaneo, ou Vintenario seja, sendo nobre seu Officio: Ferir alguma Pessoa tomada ás mãos: Furto que passe de hum marco de prata..." (excerto do texto)
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

14 agosto, 2012

FONSECA, Quirino da - A CARAVELA PORTUGUESA E A PRIORIDADE TÉCNICA DAS NEVEGAÇÕES HENRIQUINAS. I Parte [e II Parte]. Lisboa, Ministério da Marinha, 1978. 2 vols in-8.º grd. (22,5cm) de [22], 362, [2] p., [76] f. il. e [10], 257 p., [76] f. il. ; B. Colecção Documentos, 20/21
Com comentário preliminar de João da Gama Pimentel Barata.
Contém 152 (76+76] estampas em extratexto.
"É na presente obra que a erudição do comandante Quirino da Fonseca atinge a culminância, dela ressaltando a vivacidade do seu espírito que, sobrepondo-se às enormes dificuldades da época na consulta, estudo e angariação de elementos de trabalho, produziu acerca da caravela portuguesa obra completa que ainda hoje constitui elemento básico a que recorrem os estudiosos deste e de outros tipos de embarcação." (excerto da introdução)
Henrique Quirino da Fonseca (1868-1939). Nasceu em Santa Luzia, no Funchal, a 20 de Março de 1863. Tendo frequentado a Escola Naval entre 1888 e 1892, veria grande parte da sua carreira militar subsequente desenrolar-se nos territórios ultramarinos africanos. Em 1897 assumiu as funções de ajudante de campo do Governador-Geral de Angola, acumulando com o cargo de secretário do governo do Congo. Em 1916, sendo imediato do cruzador “Adamastor”, foi nomeado comandante da esquadrilha de operações no Rovuma, tendo a sua acção merecido a atribuição da Cruz de Guerra. Voltaria a Moçambique, como Segundo Comandante do Batalhão de Marinha, entre 1918 e 1919. Desta sua experiência deixou memória escrita no artigo “A Campanha Contra os Alemães na África Oriental”, publicado em 1918 nos Anais do Clube Militar Naval. Exerceu o comando das canhoneiras “Limpopo” e “Cacongo”, do navio-depósito “Bartolomeu Dias” e do cruzador “República”, assim como do Batalhão de Marinha. Em terra, chefiou as secretarias da Intendência do Arsenal de Marinha e da Superintendência dos serviços da Armada. [...] A sua faceta mais conhecida é, no entanto, a de historiador, tendo deixado obras que ainda hoje são referência no domínio da Arqueologia Naval, como é o caso de Os Portugueses no Mar (1926) e A Caravela Portuguesa (1934) [...] Faleceu em Lisboa, a 6 de Dezembro de 1939."
Exemplares brochados em bom estado de conservação.
Obra de referência.
Com interesse histórico e bibliográfico.
Indisponível

11 agosto, 2012

MARINHA DE GUERRA PORTUGUESA. Lisboa, [s.n. - Comp. e Imp. na Sociedade Industrial de Tipografia, Limitada], 1962. In-4º (26cm) de 110, [1] p. ; mto il. ; B.
Contém os retratos do "Contra-Almirante Américo Deus Rodrigues Thomaz, Presidente da República Portuguesa", do "Prof. Doutor António de Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros e Ministro da Defesa Nacional" e do "Contra-Almirante Fernando de Quintanilha e Mendonça Dias, Ministro da Marinha".
Edição muitíssimo ilustrada no texto com fotografias de grande valor histórico e documental: vistas aéreas de instalações da Armada; paradas e desfiles; as unidades navais da Armada Nacional, antigas e modernas - submersíveis, fragatas, navios-patrulha, contra-tropedeiro, dragas-minas, caça-minas, navios-hidrográficos, navios-escola, etc. - e no capítulo X, a "lista de unidades em construção", "unidades cuja constução já foi autorizada" e o "programa de novas construções"; exercícios simulados de guerra de desembarque de fuzileiros especiais e de luta anti-submarina, etc.
Exemplar brochado, com as capas plastificadas, em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. anterrosto.
Invulgar.  
Indisponível

10 agosto, 2012

ALMEIDA, Ramos de - 5 OUTUBRO 1910 : Proclamação da República. Comemoração do 45º Aniversário : 1955. [Porto], [s.n. – imp. Of. Gráf. «O Primeiro de Janeiro»], 1955. In-8º grd. (22,5cm) de 15 p. ; mto il. ; B.
Opúsculo comemorativo dos 45 anos da revolução republicana, muito ilustrado no texto com fotografias da época.
“Não é uma data morta ou convencional da História que marca ou amemora um facto longínquo, já sem sentido, significado e valor. Pelo contrário, assinala e representa aquele sentimento permanente e inelutável do povo português que fez de Portugal, através dos séculos, uma Pátria Livre e Independente.” (excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro. 
20€

09 agosto, 2012

SANTO, Fr. António do Espírito – SERMAÕ // DE // NOSSA SENHORA // DA // PORTA DO CEO // EM DIA DE S. JOAQUIM. // Estando exposto o Divinissimo Sacramento do Altar, na // Igreja de Nossa Senhora da Porta do Ceo, dos Religiosos // de N. P. S. Francisco do Lugar de Tilheiras. // QUE DEDICA AO SENHOR // ALEXANDRE METELLO // DE SOUSA, E MENEZES, // Do Concelho de Sua Magestade, Embaxador que foi deste Reyno ao // Imperador da China, Concelheiro Decano no Concelho Ultramarino, // Deputado, e Chanceler da Junta da Bulla da Santa Cruzada, Com- // servador dos Privilegiados da mesma; Commendador da Ordem de // N. Senhor Jesus Christo, Fiscal das Mercês, e dos Passa-portes, // e Secretario de Estado do Serenissimo Senhor Infante D. Manoel etc. // SEU AUTHOR O P. // Fr. ANTONIO DO ESPIRITO SANTO // ANDRADE. // Religioso de N. P. S. Francisco, na Provincia de Portugal. // LISBOA: M.DCC.LVIII. // Na Offic. De JOSEPH DA COSTA COIMBRA. // Com todas as licenças necessárias. In-8º (19cm) com [24], 37 p. ; E.
Ilustrado com bonitas vinhetas e capitulares em madeira.
Sermão proferido na Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu - igreja fundada na primeira metade do século XVII por um Príncipe cristão do Ceilão, D. João de Cândia - que hoje pertence à recém-criada paróquia* com o mesmo nome.
*A paróquia de Nossa Senhora da Porta do Céu foi criada em Abril de 2004, e o seu cuidado pastoral está a cargo do Opus Dei. Abrange as zonas de Telheiras, Alto da Faia e Parque dos Príncipes, em Lisboa.
Encadernação simples em meia de percalina.
Exemplar em bom estado de conservação; uma folha das licenças apresenta falha de papel no canto inferior dto, sem afectação do texto.
Muito invulgar.
30€

08 agosto, 2012

TOLSTOI, Alexei - PEDRO O GRANDE. Versão portuguesa de Cabral do Nascimento. [Lisboa], Portugália Editora, 1965. In-8.º (21,5 cm) de 698, [6] p. ; B. Col. Os Romances Universais, XXXIII
1.ª edição.
"Pedro o Grande, reconstituição verdadeiramente épica, romance «poderoso - escreveu Marcelle Ehrhard -, estudante de vida e de cor que apresenta toda a sociedade russa nos inícios do século XVIII, boiardos, mujiques, velhos crentes, fanáticos e Alemães da Sloboda e, dominando-os a todos, a personalidades sobre-humana, a personalidade revolucionária do grande czar, antecessor dos transformadores actuais da sociedade»."
(Excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível
MESQUITA, Alfredo – LISBOA. Compilação e estudo por… com quatrocentas gravuras. Lisboa, Empreza da Historia de Portugal, 1903. In-4º grd. (29cm) de IX, [1], 636 p. ; mto il. ; E. Portugal Pittoresco e Illustrado, 1
1ª edição.
Obra de referência da capital,  porventura a primeira obra de fôlego sobre Lisboa, os seus monumentos, as pessoas, as manifestações culturais e tradicionais, o Tejo…
Edição belissimamente ilustrada com gravuras da autoria de J. Novaes.
“Todas as grandes cidades estrangeiras têm a sua monographia superiormente feita e impressa em livros primorosos. […] 
Não é pois sem tempo que nos chega a vez de possuirmos também uma obra descriptiva, histórica, critica e artística, digna de uma cidade como é Lisboa, e da capital de um reino como é Portugal, que a natureza, a topographia, o céo, o solo, o clima, a flora, a paisagem, a arte, tão prodigamente e tão maravilhosamente dotaram, e que uma tão bella, tão altiva tradição illustra.” (excerto da introdução)
Alfredo de Mesquita Pimentel (1871-1931), "foi um jornalista, escritor, olisipógrafo e diplomata português. Foi redactor do Jornal do Comércio, do Diário de Notícias e da revista O Occidente. Colaborou, também, nos jornais humorísticos «António Maria» e «Paródia». Publicou uma extensa obra literária, incluindo biografias, ensaios literários, contos, teatro, literatura de viagens e um romance. Pertenceu à Maçonaria, com iniciação em 1892, na Loja Tolerância, em Lisboa."
Meia-encadernação com lombada e cantos em pele com dourados na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.  
Indisponível

07 agosto, 2012

THACKERAY, William - FEIRA DAS VAIDADES : Romance. Versão livre do original inglês de Leyguarda Ferreira. Precedido duma «Pequena História de Literatura Inglesa atá William Thackeray» por Gentil Marques. Lisboa, Romano Torres, 1946. In-8º (19cm) de 346, [6] p. ; B. Col. Obras escolhidas de Autores escolhidos, 5
Título do original inglês: Vanity Fair 
"Até 1847, William Thackeray (1811-1863) era praticamente desconhecido do público. Nesse ano, começa a editar em fascículos o seu primeiro romance - Feira das Vaidades - que é hoje considerado a sua obra prima e que foi colocado a par com o melhor que Charles Dickens escreveu. Com absoluta mestria, Thackeray retrata de maneira realista e satírica, a decadência e arrogância da alta sociedade londrina, construindo uma galeria de personagens que se mantém imortal." 
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Indisponível
TRANSFORMANDO CRIANÇAS EM CRIMINOSOS - A Nova Educação Nazi. [S.l.], [s.n.], [s.d.]. In-4º (24cm) de 15 p. ; todo il. ; B.
Ilustrado no texto.
Folheto de propaganda aliada anti-nazi, publicado e distribuído em Portugal na década de 40 do século passado.
"Fique embora o mundo todo em ruínas após os dias de guerra,
Pois isso a nós que diabo nos importa, se nas tintas nos estamos;
Levaremos a nossa marcha avante, fique tudo arruinado,
Amanhã há de enfim ser nosso o mundo, como a Alemanha é nossa agora."
("Canto de guerra das crianças nazis", estribilho retirado da capa posterior)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico. 
Indisponível

SANTOS, Machado - A ORDEM PUBLICA E O 14 DE MAIO : por... Lisboa, Papelaria e Tipografia Liberty, 1916. In-8º grd. (22cm) de 128, [2] p. ; B. 
Matérias:
- Um erro. - A propaganda republicana. - O Governo Provisorio. - «O Intransigente». - Os primeiros sucessos. - A Constituinte. - O primeiro governo constitucional. - Pimenta de Castro. - A primeira incursão. - O Primeiro Congresso. - A propaganda dos armamentos. - João Franco e Afonso Costa. - O «Superavit». - A «Formiga branca». - O Exercito. - As eleições suplementares. - A «Belemzada». - Um governo cordeal. - A Guerra Europeia. - O Bluff. - Os «Miseraveis». - O movimento das espadas. - O ministerio da «ditadura». - A politica da «ditadura». - O Congresso em 1915. - A amnistia. - As «perseguições» da «ditadura». - A inercia do governo. - Na vespera da revolta. - A revolta. - A fé punica - «O 14 de maio». - João de Freitas. - A incognita do futuro. - Projecto de Estatuto Nacional. - P. S. - Nota final.
António Maria Azevedo Machado Santos. "Nasceu em Lisboa a 10 de Janeiro de 1875 e alistou-se na Armada em 29 de Outubro de 1891. Cedo se envolveu activamente em conspirações contra a Monarquia. Participa em várias, todas elas goradas, nos anos compreendidos entre 1907 e 1910. A par dessas conspirações, publicamente na imprensa e em folhetos propagandísticos foi dando a conhecer os seus ideais republicanos. Na noite de 3 para 4 de Outubro é ele que dá início à revolução, indo ao quartel do Regimento de Infantaria 16 para sublevar as tropas. Depois de ter estado quase a malograr-se a revolta e após a morte do almirante Cândido dos Reis, Machado Santos assumiu o comando das operações opondo-se com firmeza, na Rotunda, às investidas das forças monárquicas que acabariam por ser derrotadas. Por isso foi considerado o Herói da Rotunda e adquiriu grande popularidade, mas inconformista e idealista fez, posteriormente, duras críticas aos novos dirigentes republicanos distanciando-se deles e perdendo parte considerável da estima que até então gozava. Em 13 de Dezembro de 1916 dirigiu uma nova revolta, desta vez falhada que o conduziu à prisão, mas acabou por ser amnistiado. De novo conspirou e em Dezembro de 1917, juntamente com Sidónio Pais, conseguiu derrubar o Governo. Foi então ministro do Interior e depois das Subsistências. Porém, o prestígio de outrora nunca mais o conseguiu readquirir e em 19 de Outubro de 1921, durante o episódio que ficou conhecido como A Noite Sangrenta foi assassinado, juntamente com António Granjo e Carlos da Maia, entre outros." (www.primeirarepublica.org) 
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.   
Indisponível
[LACERDA, D. José Maria de Almeida Araújo de Portugal Correia de] – UM PAPEL POLITICO. Hontem, Hoje e Ámanhã. Lisboa, Tipografia do Gratis, 1842. In-8.º (19,5 cm) de [2], III, [1], 205, [1] p.
1.ª edição.
Rara edição original, publicada sob anonimato.
"Sou portuguez, e amo o meu paiz: eis-aqui a minha profissão de fé politica. Mas de que côr trajas? É esta uma pergunta, cuja resposta, ainda antes de me lerem, desejarão antecipada todos que pegarem neste papel. Cumpre-me satisfazel-a. Odeio o absolutismo, e não sou republicano: desprezo o miguelista, e respeito o monarchismo: comungo com os Cartistas, mas não do bando renegado, nem da parcialidade alcunhada Cabralina: sou portuguez."
(Excerto da introdução)
José Maria de Almeida Araújo de Portugal Correia de Lacerda (Vila Real, 1802 - Lisboa, 1877). “Em 1817 entrou na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Estudou línguas Orientais, Filosofia e Teologia na Universidade de Coimbra. Seguidamente ensinou em S. Vicente de Fora, em Lisboa. O governo miguelista prendeu-o. Evadiu se da prisão e fugiu para o estrangeiro, onde prestou bons serviços à causa liberal. Chegou a merecer a estima pessoal de D. Pedro IV, de D. Maria Il, D. Pedro V e de D. Luís. Depois foi cónego e deão da Sé de Lisboa. Escreveu as seguintes obras: A. B. da Costa Cabral (1844-1845) em 2 volumes; Portuguese African Territories. Reply to Dr. Livingstone, Accusations and Representations (1851); Novíssimo Dicionário de Sinónimos (1860); e A New Dictionary of the Portuguese and English Language (1871).”
Exemplar desencadernado em bom estado de conservação. A derradeira folha apresenta rasgão sem perda de papel.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

06 agosto, 2012

VALÉRY, Paul - LES MERVEILLES DE LA MER : Les Coquillages. 15 planches en couleurs d’après les aquarelles de Paul A. Robert. Texte de… de l’Academie Française. Paris, Librairie Plon, 1936. In-4º grd. (28cm) de 16 p. ; [15] f. il. ; B. Collection “Iris”
Belíssima edição da famosa Colecção «Íris”, de fino recorte e apuro gráfico, totalmente dedicada às Conchas, e ilustrada com 15 magníficas estampas que reproduzem aguarelas de Paul Robert.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

CHAGAS, M. Pinheiro – O MAJOR NAPOLEÃO : por… Lisboa, Livraria de Campos Junior, [1872]. In-8º (17cm) de 238, [2] p. ; E.  
1ª edição.  
Episódios militares das campanhas de Napoleão contados pelo “Major Napoleão”, um veterano português da Legião Lusitana.  
Encadernação coeva em meia de pele com ferros a ouro na lombada. Sem capas de brochura.  
xemplar em bom estado geral de conservação.  
Invulgar. 
15€

04 agosto, 2012

CORTEZ, Jerónimo -  O NON PLUS ULTRA // DO LUNARIO, // E PRONOSTICO PERPETUO, // geral, e particular para todos os Reynos, // e Provincias, // COMPOSTO POR // JERONYMO CORTEZ, // VALENCIANO. // Emendado confórme o Expurgatorio da Santa Inquisiçaõ, // por ANTONIO DA SYLVA DE BRITO. // Novamente acrescentado nesta ultima impressaõ. // Com a Agulha de mariar, e sua Esfera armilar para governo dos // Navegantes e huma invenção curiosa de huns apontamentos, // e regras, para que se saibaõ fazer ponosticos: e discursos // annuaes sobre a falta, ou abundancia do anno; e // hum memorial de remedios universaes // para varias enfermidades. // LISBOA: MDCCLXVIII. // Na Officina de FRANCISCO BORGES DE SOUSA. // Com todas as licenças necessárias. In-8º (15cm) de [6], 318 p. ; il. ; E.
Muito ilustrado no texto com bonitas xilogravuras, dos signos do zodíaco e outras, vinhetas, capitulares, etc.
Contém inúmeras tabelas: lunares, dos eclipses solares, dos “dias caniculares”, de previsões astrológicas, etc., etc.
Curioso e famoso tratado astrológico e de medicina popular. Trata-se de um almanaque que reúne e versa sobre diversos assuntos como astrologia, alquimia, agricultura, medicina, previsão do tempo, etc.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Encadernação sólida, mas totalmente desprovida do revestimento em pele das pastas e da lombada; apresenta marcas de insecto, sobretudo na primeira parte da obra, afectando o texto numas poucas.
Muito invulgar.
75€

03 agosto, 2012

GUIMARÃES, Alberto - A VERDADE SÔBRE AFONSO COSTA. Lisboa, Edição do Autor, 1935. In-8º (19cm) de 259, [1] p. ; B.
“…Arrastando com as suas palavras enganosas muito idealista puro, quem aparece a chefiar o bando voraz, que mais tarde, derrubada a Monarquia, havia de apoderar-se do País, qual quadrilha de salteadores da fazenda alheia? O homem sinistro sobre quem a História há-de debruçar-se, serêna e justa, para lhe analisar os actos e apurar as tremendas responsabilidades que lhe cabem na desmoralização e ruína a que chegou, sob a sua influência, esta pobre nacionalidade. Esse homem sinistro, que durante os últimos tempos da Monarquia e os seguintes dezasseis anos de República, foi empurrando directa e indirectamente (quando não estava no Poder, estavam os seus partidários que êle manejava como marionettes) a Nação para o abismo, é Afonso Costa.” (excerto do Capítulo I)
Exemplar brochado por abrir em bom estado de conservação. Capa com defeitos.
Invulgar, com interesse histórico.
15€

02 agosto, 2012

OLIVEIRA, Lopes d’ - … E MESMO CONTRA A MARÉ! Memórias – Crítica – Païsagem. Lisboa, Edições Universo, L.da, 1945. In-8º (19cm) de 382, [2] p. ; B.
Capa de Francisco Valença.
Ilustrado com desenhos e fotogravuras em separado.
Obra memoralista de Lopes de Oliveira, contém crónicas de índole cultural e biográfica, e uma interessante colecção de cartas dirigidas ao autor por algumas das figuras mais importantes do meio literário e político do dealbar do século XIX, entre outros, o Conde de Arnoso, João Chagas, Trindade Coelho, Bernardino Machado, Manuel de Arriaga, Gomes da Costa, etc.
José Lopes de Oliveira (1881-1971). Nascido em Mortágua, bacharel em Direito, professor de História e Geografia no Liceu de Viseu (e no Passos Manuel, onde chega a reitor) e director da Escola Normal de Lisboa, maçon (Ir. Rousseau, iniciado na Loja Portugal, de Coimbra), chefe de gabinete de Bernardino Machado, escritor e historiador interessante, com vasta obra publicada e curiosa participação em diversos periódicos (jornais e revistas).
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

01 agosto, 2012

JOSEPH, Franz - EMDEN. As minhas memórias, quando a bordo do “Emden”, e em Malta como prisioneiro : por…, Príncipe Von Hohenzollern. Oberleutnant z. S. a. D. Tradução de J. Santos Júnior, 2º Ten. Sec.º Naval. Porto : Lisboa, Livraria Lello, Limitada, 1935. In-8º (19cm) de 342, [2] p. ; [4] f. il. ; [1] mapa desd. ; E.
Ilustrado em extratexto com os retratos do Comandante do “Emden”, Capitão de Mar e Guerra Von Müller, e de Franz Joseph, Príncipe Von Hohenzollern, Oficial Torpedeiro do “Emden”. Contém ainda uma fotogravura do “Emden” destruído e dois mapas, um deles, desdobrável.
“O texto do presente livro, não é mais do que um autêntico relato duma série de audaciosas viagens […] de anotados factos gloriosos, praticados, quando na Grande Guerra, pelo Herói, o Capitão de Mar e Guerra Von Müller, Comandante do cruzador Alemão “Emden”; desde o ínicio da guerra, até á destruição do seu navio numa da Ilhas dos Côcos ou Keeling. O seu Comandante a quem todas as nações, amigas e inimigas, prestaram homenagem, há muito que não pertence ao mundo dos vivos; mas o seu espírito vive através destas páginas.”
(excerto da nota do tradutor)
Encadernação inteira de skyvertex com dourados na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar, com interesse histórico.
Indisponível
A EUROPA PITTORESCA. Obra ilustrada com numerosas gravuras executadas pelos principaes desenhadores e gravadores. Tomo I [e Tomo II]. Paris. Director-Proprietário : Salomão Saragga ; Lisboa. Gerente em Portugal : David Corazzi, [s.d. – 18--?]. 2 vols in-fólio (26x33,5cm) de [4], IV, 279, [1] p. e [4], 283, [1] p. ; mto il. ; E.
Luxuosa e monumental edição impressa em papel de qualidade superior, recheada de inúmeras e primorosas gravuras abertas em madeira, muitas delas de grande originalidade e apuro técnico, representando paisagens campestres e naturais, cidades, vilas e aldeias históricas e seus monumentos, figuras humanas castiças e pitorescas, etc.
O último capítulo da obra intitula-se «Uma Semana em Lisboa», e integra as seguintes gravuras:
Terreiro do Paço, Lisboa
Arco do Terreiro do Paço
Casa dos Bicos
Basilica do Coração de Jesus à Estrella
Capella de S. João Baptista na Igreja de S. Roque, Lisboa
Claustro dos Jeronymos, Belem
Peixeiras de Lisboa
Estatua de Camões
Encadernações em meia de pele com dourados na lombada. Corte superior das folhas carminado.
Exemplares em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
120€