21 julho, 2012

PINA, General Luiz Maria da Camara – A BATALHA DE SÃO MAMEDE (24 de Junho de 1128) : subsídios para a sua história militar. Lisboa, Academia Portuguesa da História, 1979. In-fólio (30cm) de 57, [3] p. ; [6] f. il. ; B.
Separata do livro: Comemoração do 850.º Aniversário da Batalha de São Mamede, com as comunicações apresentadas na Academia Portuguesa da História, em sessão de 25 de Junho de 1978.
Edição impressa em papel de qualidade superior, ilustrada em separado, a cores e a p.b., sobre papel couché.
“A análise da batalha de São Mamede defronta, entre outras, com três grandes incógnitas: local onde, de facto, se deu; os efectivos em presença; as baixas. Os problemas postos pelas duas últimas incógnitas resolvem-se só pelo cotejamento de documentos históricos fidedignos mas talvez seja equacionável o problema do local da batalha – e deductível do estudo dos elementos toponímicos mencionados nos documentos a solução militarmente mais provável.” (excerto do preâmbulo)
Matérias:
I. CONCEITO DE BATALHA
II. ESTUDO MILITAR DA BATALHA DE SÃO MAMEDE
1. Análise de situação em Junho de 1128
2. Decisão de D. Afonso Henriques
a) Missão
b) Meios
c) Terreno
d) Inimigo
3. Hipótese sobre o desenrolar das operações
III. LIÇÃO DA BATALHA DE SÃO MAMEDE
IV. NOTAS ADICIONAIS
Nota I : Informação do Prof. Peter Russell
Nota II : Forais de Guimarães
Foral do Conde D. Henrique [Tradução]
Foral de D. Afonso I [Original e Tradução]
Nota III : Crónica dos Godos [Original e Tradução]
Nota IV : População de Guimarães em 1128
Nota V : Castelo de São Mamede – Guimarães
Nota VI : Bula «Manifestis Probatum» do Papa Alexandre III a D. Afonso Henriques [Tradução]
Excelente exemplar.
Invulgar.
20€

19 julho, 2012

FONSECA, Manuel da - UM ANJO NO TRAPÉZIO : Contos. Lisboa, Prelo, 1968. In-8º (20cm) de 142, [2] p. ; B.
1ª edição.
"Um filho pródigo regressa à literatura - eis o primeiro significado de UM ANJO NO TRAPÉZIO. Manuel de Fonseca, que há uma dezena de anos não publicava um original [...] nesta mão cheia de contos que compõem o livro invade-nos um mundo de figuras carregadas de potencial literário, movendo-se por lugares suados de vivências, criando e desfazendo situações, que ora atingem um profundo dramatismo ora deixam um rasto duma tristeza irremediável.. " (excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

18 julho, 2012

FOTOGRAFIA DO PRESIDENTE DO CONSELHO, DR. ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR, rodeado de personalidades civis e militares, em discurso aos microfones da TV, EN (Emissora Nacional) e RCP (Rádio Clube Português).

Dim: 13x18cm

Exemplar em bom estado de conservação. Canto inferior direito vincado.
Invulgar.
Indisponível

16 julho, 2012

TELLES, José Homem Corrêa - DOUTRINA DAS ACÇÕES ACCOMMODADA AO FORO DE PORTUGAL. Terceira Edição. Com Addições da nova Legislação do Codigo Commercial Portuguez, do Decreto Nº. 24 de 16 de Maio de 1832, e outros, que dérão nova face á Administração da Justiça. Por... LISBOA : NA IMPRENSA NACIONAL. 1837. In-8.º (20,5cm) de VII, [1], 224 p. ; E.
"Sirvão de Introducção as reflexões seguintes: 1.º que o estudo das acções he tão importante, que ninguem, ignorando-as, sabe quantas vantagens lhe resultão do estado social; pois as acções são os remedios, que as Leis nos dão para havermos o nosso de mãos alheias, ou para obrigarmos os outros a nos cumprirem o de que tem obrigação perfeita. 2º Que he preciso saber os nomes de todas as acções..."
(excerto da introdução)
José Homem Corrêa Telles (1780-1849). Nasceu em 1780 na vila de S. Tiago de Besteiros, situada na fralda da serra do Guardão, distrito de Viseu. Formou-se na faculdade de Cânones na Universidade de Coimbra em 1800; e depois de desempenhar alguns cargos de magistratura, resolveu deixar esta carreira, trocando-a pela profissão de Advogado, que exerceu por muitos anos com grande crédito. Foi eleito Deputado às Cortes Constituintes em 1821, onde se tornou notável por suas opiniões moderadas, e menos conformes ás ideias que então mais. Tornou a ser algumas vezes eleito no regimen da Carta, e o estava quando faleceu na sua casa de Estarreja em 1849."(Inocêncio, IV, p. 368)
Encadernação simples em meia de percalina.
Exemplar em bom estado de conservação. Aparado.
Invulgar.
Indisponível

15 julho, 2012

VIEIRA, Alexandre – SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DO MOVIMENTO SINDICALISTA EM PORTUGAL (De 1908 a 1919). Lisboa, Edições Base, 1977. In-8º (18cm) de 70, [2] p. ; B. História do Movimento Operário : Colecção/ Textos Sindicais
“Estes «Subsídios para a História do Movimento Sindicalista», que Alexandre Vieira nos legou, foram escritos em 1925 e publicados no Almanaque de «A Batalha», de onde os reproduzimos.” (excerto da introdução)
Alexandre Vieira foi militante sindicalista. Em Lisboa fundou em 1908 o jornal a Greve juntamente com outros companheiros tipógrafos que o imprimiam e vendiam, chegando para o efeito a inscrever-se como vendedor ambulante de jornais, cautelas e lotarias autorizadas. Mais tarde dirigiu o Jornal "A Batalha" e foi Secretário Geral da União Operária Nacional a primeira central sindical de Portugal. Foi preso várias vezes durante os regimes monárquico e republicano. Mais tarde foi forçado ao exílio pela ditadura do Estado Novo. Escreveu na imprensa operária. Deixou alguns livros publicados. Data de 1950, a edição do seu primeiro livro intitulado «Em Volta da Minha Profissão: Subsídios para a História do Movimento Operário no Portugal Continental». As artes gráficas, a revisão tipográfica e a história e factos do movimento operário constituem a temática central das suas obras. «Subsídios para a História do Movimento Sindicalista em Portugal: de 1908 a 1919» foi publicada postumamente, em 1977.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Com interesse histórico.
10€

14 julho, 2012

DURO “Zé Jaleco”, Antonio Rodovalho – HISTORIA DO TOUREIO EM PORTUGAL : por… Lisboa, Antiga Casa Bertrand-Livraria Editora, 1907. In-8º (19cm) de 304 p. ; il. ; E.
Ilustrado no texto com fotografias a p.b.
Terceira e última obra do autor. "No índice constam capítulos como o início das corridas no nosso País, os Monarcas toureiros, a proibição de corridas, diversos modos de lidar touros, as corridas nas diversas e sucessivas praças de Lisboa e seus arredores, a morte do cavaleiro Fernando de Oliveira, as esperas de touros, o bando, os moços de forcado, os intervaleiros, as praças de touros no distrito de Lisboa, as corridas no Ribatejo, Estremadura e Alentejo, touros nas Ilhas e em África, e, com destaque especial, as corridas efectuadas no Porto e seu distrito, no Douro, Minho, Beiras e Trás-os-Montes…”
“Para organisar este modesto trabalho, coordenei diversas noticias e referencias acerca das corridas de touros que se teem realisado em todo o paiz, informações essas ainda não citadas em nenhum livro da especialidade, porque até hoje só eu tive a paciencia de as reunir. Auxiliado por livros que tratam de assumptos tauromachicos, possuindo uma colecção de documentos antiquíssimos sobre touradas, obtendo apontamentos fidedignos de aficionados de Lisboa e das províncias, e de prestimosos correspondentes do jornal «O Seculo», a quem me confesso altamente reconhecido, assim consegui, não sem grandes difficuldades , alcançar informações absolutamente inéditas, que julgo interessantes para esta obra.” (excerto da introdução)
António Rodovalho Duro “Zé Jaleco” (1855-1919) descrito por Jayme Duarte de Almeida na sua monumental obra “Enciclopédia Tauromáquica” como “antigo aficionado, crítico e escritor tauromáquico, que também foi moço de forcado amador, natural de Lisboa, onde nasceu em 1857. Apresentou-se numa corrida em Cascais na temporada de 1876, logo manifestando excepcionais qualidades para rabejador. Dedicou-se depois à crítica tauromáquica, que fez durante largos anos no jornal “O Século“. Foi dos mais populares do seu tempo e num período de transição em que ainda conservava certo sentido jocoso que, antes, caracterizava os cronistas da modalidade. Escreveu e publicou os livros “Tauromaquia”, “Vocabulário Taurino” e uma pequena “História da Tauromaquia…”
Encadernação simples em meia de percalina com ferros a ouro na lombada; s/ capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro e muito apreciado.
Indisponível
BÔTTO-MACHADO, Fernão – ABOLIÇÃO DAS TOURADAS. Projecto de lei apresentado á Assembleia Nacional Constituinte : por… Deputado pelo círculo ocidental de Lisboa. Lisboa, Typographia Bayard, 1911. In-8º (23cm) de 16 p. ; B.
"SENHORES DEPUTADOS: As corridas de touros, mesmo embolados, taes como se fazem entre nós, representam – não é possível nega-lo – uma sobrevivência barbara dos costumes selvagens d’outras eras, e já hoje se não admitem nas nações mais progressivas e civilizadas.” (excerto de 1ª parte da obra)
Fernão Botto Machado (Gouveia, 1865-Lisboa, 1924). “Autodidacta, solicitador, participante na sublevação do 5 de Outubro de 1910. [tinha como missão, segundo os planos feitos pela "Comissão de Resistência da Maçonaria" (formada a partir de uma reunião no Grémio Lusitano a 14 de Junho de 1910, composta por José de Castro, Simões Raposo, Cordeiro Júnior, Francisco Grandella, Miguel Bombarda e Machado Santos) para “o grupo civil” revolucionário, "sublevar” Sacavém e Camarate e acabou “tomando posições contra o avanço das baterias de Santarém" – cf. A Revolução Portugueza Relatório de Machado Santos, Tip. Liberty, Lisboa, 1911, aliás ed. facsimilada da Arquimedes Livros, 2007]. Deputado, diplomata e jornalista, Fernão Botto Machado teve (como se disse já) uma actividade social e política intensa.” (arepublicano.blogspot.pt)
“Botto Machado, solicitador encartado, jornalista, deputado às Constituintes e noutras legislaturas, e um dos mais activos propagandistas das ideias republicanas. Na propaganda republicana pôs à prova e afirmou brilhantemente a sua grande energia, os seus merecimentos e uma notável isenção. Era estimadíssimo pelas classes operárias, às quais dedicava todos os seus trabalhos. Dos mais adorados caudilhos da república, ocupava-se do problema económico-social e da moralização dos costumes. Como jornalista de combate, os seus melhores artigos foram publicados na Folha do Povo e mais tarde na Vanguarda, substituindo, na direcção deste, o seu grande amigo Dr. Magalhães Lima. Dirigiu e redigiu uma revista de Direito e Jurisprudência, intitulada O Mundo Legal e Judiciário. Apresentado diversas vezes ao sufrágio, a primeira como socialista, em 1903, só conseguiu fazer vingar a sua candidatura em 1911, para as Constituintes, e, nesta assembleia, foi ainda o apaixonado defensor da pureza dos princípios, não o tendo seduzido a política militante. Acabou por se refugiar na carreira diplomática. Nomeado ministro na Argentina, cargo de que não chegou a tomar posse, seguiu para o Brasil como cônsul geral. Depois, nomearam-no ministro junto das repúblicas da América Central e, por fim, em Tóquio, instituindo ali uma biblioteca e duas escolas portuguesas.”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas; capa posterior apresenta escritos, carimbo e rasgão sem perda de papel.
Muito raro, com interesse histórico.
Indisponível

13 julho, 2012

BERNARDES, P. Manuel – LUZ, E CALOR. // OBRA ESPIRITUAL // Para os que tratão do exercício de virtudes, & caminho // de perfeyção, // DIVIDIDA EM DUAS PARTES. // Na Primeyra se procura comunicar ao entendimento LUZ de // muytas verdades importantes, por meyo de Doutrinas, Sen- // tenças, Industrias, & Dictames, espirituais. // Na segunda se procura communicar à vontade CALOR do Amor // de Deos, por meyo de Exhortações, Exemplos, Meditações, // Colloquios, & Jaculatorias. // ESCRITA // Pelo P. MANOEL BERNARDEZ, // Da Congregação do Oratorio, // Que dedica, & offerece // A SOBERANA E CLEMENTISSIMA SENHORA DE TODAS AS CREATURAS // MARIA // Sacratissima concebida em resplendores de Graça, & incen- // dios de Amor Divino no primeyro instante de seu ser. // LISBOA, // Na Officina de MIGUEL DESLANDES, // Impressor de Sua Magestade. // Com todas as licenças necessárias, & Privilegio Real. // Anno M.DC.XCVI. In-8º grd. (21cm) de [20], 585, [15] p. ; E.
1ª edição.
Obra clássica importante, muito valorizada na sua edição original.
Padre Manuel Bernardes (1644-1710). “Nasceu em Lisboa, em 1644. Aos trinta anos, ingressou na Congregação do Oratório de S. Filipe Néri, imerso no silêncio claustral, a meditar e a compor sua obra moralista. Enlouqueceu dois anos antes de falecer, em 1710. Sua existência, apenas marcada por duas datas, e sua obra opõem-se diametralmente às do Padre António Vieira. Infenso à vida activa e ao atrito social, era um contemplativo e místico por natureza, e as obras que escreveu, reflectem nitidamente essa condição. Dotado de inquebrantável fé religiosa, que o recolhimento conventual estimulava e nutria, escreveu suas obras com os olhos voltados para o plano transcendente, embora não esquecesse de os dirigir igualmente para os seus semelhantes, dentro e fora dos mosteiros. Por isso, ao se comunicar com o leitor, no afã pedagógico de guiá-lo na estrada que levaria à bem-aventurança, não esquece jamais de molhar a pena com a ungida contemplação espiritual em que se compraz. Quer ensinar o homem a encontrar Deus pelo culto das virtudes morais mais autênticas nele, precisamente as que lhe conferem a condição de criatura humana. Sua numerosa obra, em que se espelham especiais qualidades de escritor e pensador cristão, escreveu-a com esse único destino: Nova Floresta (5vols., 1706, 1708, 1711, 1726, 1728), Pão Partido em Pequeninos (1694), Luz e Calor (1696), Exercícios Espirituais (1707), Últimos Fins do Homem (1726), Armas da Castidade (1737) Sermões e Práticas (2 vols., 1711), Estímulo prático para seguir o bem e fugir o mal (1730). Cônscio do poder insinuativo e modificador das palavras, como bom conceptista que era, o Padre Manuel Bernardes procura atingir o máximo de efeito com o mínimo de recursos: baixa até o leitor, conta-lhe um "caso", um "exemplo", de origem religiosa, ou bíblica, histórica ou mesmo popular, e dele extrai as ilações que julga fundamentais para a formação moral do verdadeiro cristão. Para consegui-lo, o escritor despoja a linguagem de tudo quanto lhe parece supérfluo, como quem procurasse um andamento e um tom próximos da fala confessional, mas sem perder dignidade, altura e brilho, Utilizando rico vocabulário e uma sintaxe dita, clara, clássica, onde raramente despontam hipérbatos e semelhantes recursos barrocos, simplifica a doutrina a fim de q o leitor comum possa senti-la, interpretá-la e assimilá-la. Ajuda-o nessa tarefa de falar aos simples a ingenuidade crédula com que atribuía foros de verdade a meras lendas e ficções. Por outro lado, certas notações "realistas" denunciam um sacerdote interessado na vida exterior, embora por vias inteiramente indirectas, como o sionário. Pela fluidificação da linguagem, em que não é estranho o influxo conceptista e latino, pela elegância, espontaneidade, precisão e vernaculidade, o Padre Manuel Bernardes tornou-se um autentico modelo da prosa literária seiscentista. Pelo estilo, realizou um anseio geral no tempo, e pela reclusão claustral, um ideal de vida contemporâneo, qual seja, a ascese de tipo medieval.” (Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa, Editora Cultrix, São Paulo)
Encadernação inteira de carneira com dourados na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. 
Raro. 
125€

12 julho, 2012

REGO, Leotte do - MARINHAS. [Prefácio de Henrique Lopes de Mendonça]. Lisboa, Typ. da Livraria Ferin, [1906]. In-8º (18cm) de [4], IV, [2], 196 p. ; il. ; B.
Ilustrado no texto com fotografias a p.b.
"N'esta vistosa esquadrilha, que voga a pandas velas pelos tormentosos mares da litteratura, tomou já ha annos logar o sr. Leotte do Rego, e dá brilhantes mostras de arrojo e pericia na perigosa travessia. Linguagem desataviada e singela, como cumpre a um marinheiro affeito ao laconismo energico das vozes de commando; verdade flagrante na narrativa; simples dramatização de assumptos simples; calor communicativo de sensibilidade e de patriotismo; relances de vigor, que recordam haver sempre no viver maritimo algo de epopea e de tragedia; eis as qualidades que reçumam dos pequenos episodios postos a publico pelo illustre official da armada."
(excerto do prefácio)
Jaime Daniel Leote do Rego (1867-1923). "Nasceu em Lagos a 1 de Dezembro de 1867 e morreu em Lisboa a 26 de Julho de 1923. Fez o curso da Escola Naval alcançando o lugar de contra-almirante. Serviu em Moçambique e São Tomé, neste último como Governador. Implantada a República foi eleito deputado entre 1915 e 1919, por Lisboa Ocidental e, em 1922, por Angola. Durante a Revolução de 14 de Maio de 1915, chefiou a divisão naval que se revoltou contra o governo de Pimenta de Castro. Foi um dos maiores defensores da participação portuguesa na Grande Guerra, pertenceu à Maçonaria, tendo sido iniciado em 1912 na loja Elias Garcia com o nome simbólico de Pêro de Alenquer*."
*Na foto lateral (no livro, colocada entre a f. rosto e a f. dedicatória, em página inteira) podemos apreciar o Pêro de Alenquer, "navio-fetiche" para Leote do Rego, de que viria a aproveitar o nome para seu na maçonaria.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Defeitos na lombada.
Raro.
Indisponível
BIOGRAPHIA DE REMECHIDO O CELEBRE GUERRILHEIRO DO ALGARVE. Memorias authenticas da sua vida, com a descripção das luctas partidarias de 1833 a 1838, no Algarve, e o seu interrogatorio, na integra, no conselho de guerra que o sentenciou, em Faro. (2.ª edição). Tavira, Typ. Burocratica, 1892. In-8.º (19 cm) de XV, [1], 77, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
Segunda edição, preferível à primeira, pela extensa carta-prefácio de um estudioso anónimo do “fenómeno” Remechido, e cuja “flôr dos seus parentes maternais” terá sido executada pelos algozes do guerrilheiro algarvio.
Livro ilustrado extratexto com o retrato de corpo inteiro do biografado.
José Joaquim de Sousa Reis (Estômbar, 1797 - Faro, 1838). "Conhecido pela alcunha de Remexido, suscitou grande repercussão, merecendo abundantes referências jornalísticas, literárias e históricas, que primam na quase totalidade pelo seu pendor apaixonado. Encarado por uns como herói romântico, que tudo sacrificou ao serviço da causa de D. Miguel, foi por outros considerado como chefe cruel de bandos de salteadores, que desde 1833 ensanguentaram o Algarve com as suas atrocidades. Atraído pelas dramáticas vicissitudes da sua vida, também Camilo lhe dedicou algumas páginas num dos seus mais notáveis romances, A Brasileira de Prazins. A presente obra debruça-se, de forma empolgante, sobre uma das mais combativas guerrilhas Miguelistas, abrindo clareiras de luz no nevoeiro espesso que ainda envolve a nossa História do século passado."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

11 julho, 2012

CARVALHO, Alberto Antonio de Moraes – APHORISMOS E PENSAMENTOS MORAES, RELIGIOSOS, POLITICOS E PHILOSOFICOS. Por... Lisboa, Imprensa Nacional, 1850. In-8.º grd. (21,5cm) de 212 p. ; E.
1.ª edição.
Alberto António de Morais Carvalho (1801-1878). “Advogado e político (Vouzela, 22.11.1801 - Lisboa, 15.04.1878). Bacharel em Cânones na universidade de Coimbra, político de ideias liberais, em 1828 comparticipou na revolução que chegou a implementar a Junta do Governo Provisório do Porto e, em consequência do insucesso da intentona, emigrou, com a divisão liberal, para a Galiza, passou a Inglaterra e estabeleceu-se no Rio de Janeiro. Regressou a Portugal em 1848, cumulando o exercício da advocacia com a actividade política. Foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Lisboa no biénio 1852-1853; membro da Junta Geral do Distrito de Lisboa e Governador Civil em 1859. Deputado em várias legislaturas, tomou parte no Ministério do Duque de Loulé, encarregado da pasta dos Negócios Eclesiásticos e Justiça, que sobraçou até 21.02.1862, já no Ministério de Sá da Bandeira. Par do Reino por carta régia de 30.12.1862, foi dignitário da Ordem da Rosa do Brasil, por mercê do Imperador D. Pedro II, em 1872.” 
“O antigo ministro António Alberto Morais de Carvalho, ilustre jurista e liberal, em Aphorismos e Pensamentos Moraes, Religiosos, Politicos e Philosophicos, publicados em Lisboa, no ano de 1850, utilizou a irregular técnica da generalidade e abstracção, para insinuar o seguinte:  
O empregado com pequeno ordenado, que vive com luxo, se não herdou, furtou (293)
Os cargos do Estado, em mãos de probidade, dão proveito, e honra: em mãos de corrupção, dão proveito sem honra (300).
A probidade do empregado público não pode viver, nem com o luxo, nem com a miséria (297).
Os escritores assalariados, de ordinário, são como as rameiras; prostituem-se a quem lhes paga (312).
Se a honra de representar a nação pela deputação fosse estéril de empregos, e distinções, haveria menos quem a ambicionasse (220).
Aos déspotas nunca faltam mandarins, que sejam vis executores dos seus decretos (235).
Os mais elevados estadistas dificilmente se conservam, e morrem no poder (315).
Qualquer grumete se reputa habilitado a dirigir o leme da nau do Estado; por isso, ela, muitas vezes, sofre avarias (317).
O bom exemplo dos grandes vale mais que os códigos criminais (326).
Um governo sábio deve criar homens para empregos e não empregos para homens (384).
Há honras sem honra, assim como há honra sem honras (437).
As maiorias parlamentares são muitas vezes minorias nacionais (607).
Os partidos de princípios podem ser razoáveis; os de pessoas são, de ordinário, execráveis (779).
Ordinariamente os maiores inimigos dos homens que se acham no poder são aqueles que desejam subir a ele (804).”
Encadernação em meia de pele com ferros a ouro na lombada. 
Exemplar em bom estado geral de conservação. Falha de pele na parte inferior da lombada. Rasgão na f. guarda sem perda de papel.
Muito invulgar e curioso.
Indisponível

10 julho, 2012

REPUBLICA PORTUGUESA : 5 DE OUTUBRO DE 1910 - 5 DE OUTUBRO DE 1911. Aos portugueses residentes na California a Republica Portuguesa sauda cordialmente. Lisboa, Albano Martins, 1911.
Pagela (32x12,5cm) tendo na frente, do lado direito a bandeira da República, e do lado esquerdo a esfinge de Manuel de Arriaga, primeiro presidente eleito da República Portuguesa, e no verso, do lado direito o busto da República e a letra de A Portuguesa, tendo do lado esquerdo a partitura do Hino Nacional.
Exemplar em bom estado de conservação.
Peça de colecção.
Indisponível

08 julho, 2012

PASCOAES, Teixeira de – LONDRES. Lisboa, D. Manuel de Castro e Guilherme de Faria, 1925. In-8.º (18cm) de 17, [3] p. ; B.
1.ª edição.

“Cidade fabulosa, imensa Babilonia,
Londres! Com mais judeus que as terras da Judeia;
Mais polacos talvez que os campos da Polónia,
Mais sombras que Herculano e Tébas e Pompeia…”

(excerto da 1ª estrofe)

Teixeira de Pascoaes (Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos). "Nasceu em Gatão (1877-1952), concelho de Amarante. Frequentou o curso de Direito na Universidade de Coimbra, dedicando-se depois à advocacia em Amarante e no Porto. Foi um dos fundadores da revista A Águia, órgão da Renascença Portuguesa, onde largamente defendeu o Saudosismo como estética literária.”
Invulgar.
Indisponível
PASCOAES, Teixeira de – ELEGIA DO AMOR. Lisboa, D. Manuel de Castro e Guilherme de Faria, 1924. In-8.º (18cm) de 21, [3] p. ; B.
1ª edição.

“Lembras-te, meu amôr,
Das tardes outomnaes,
Em que íamos os dois,
Sósinhos, passear,
Para longe do povo
Alegre e dos casaes,
Onde só Deus pudesse
Ouvir-nos conversar?”

 (excerto da 1.ª estrofe)

Teixeira de Pascoaes (Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos). "Nasceu em Gatão (1877-1952), concelho de Amarante. Frequentou o curso de Direito na Universidade de Coimbra, dedicando-se depois à advocacia em Amarante e no Porto. Foi um dos fundadores da revista A Águia, órgão da Renascença Portuguesa, onde largamente defendeu o Saudosismo como estética literária.”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas com defeitos. Rubrica de posse na f. anterrosto.
Invulgar.
Indisponível

07 julho, 2012

LIMA, J. I. de Abreu e – COMPENDIO DA HISTORIA DO BRASIL : pelo General… Natural da Provincia de Pernambuco, Membro honorário do Instituto Historico e Geographico Brasileiro; Autor do Bosquejo histórico, politico e litterario do Brasil e das Memorias sobre o Guaco e sobre a Elephancia. Com retratos. Tomo I [e Tomo II]. Rio de Janeiro, Eduardo e Henrique Laemmert, 1843. 2 vol. in-8º (20,5cm) de [4], XX, 324 p. e [4], 199, [1], 31, [1] p. ; il. ; E.
Ilustrado em extratexto com os retratos de Dom Pedro Iº, “Imperador do Brasil”, Henrique Dias, “I Mestre de Campo do Terço de Homens Pretos na Provincia de Pernambuco” e D. Antº Felippe Camarão, “Governador dos Indios na Provincia de Pernambuco” no Tomo I (estando em falta os retratos de Cristovão Colombo e Pedro Álvares Cabral), e D. Pedro IIº, “Imperador do Brasil” e José Bonifacio de Andrada e Silva,  no Tomo II. 
José Inácio de Abreu e Lima (1794-1869). “Militar e pensador brasileiro nascido em Recife, Estado de Pernambuco, herói militar de duas bandeiras - espanhola e portuguesa - cujos estudos buscavam traçar um perfil da evolução histórica brasileira. Filho natural do Padre José Inácio de Abreu e Lima, conhecido como Padre Roma, líder político atuante durante a revolução pernambucana (1817). Cursou a Academia Militar do Rio de Janeiro (1812-1816) saindo como capitão da artilharia. Como capitão de artilharia, foi preso em Recife (1816) como insubordinado e responsável por desordem e por aderir à rebelião. Enviado preso para a Bahia a fim de cumprir pena, foi obrigado a presenciar a execução por fuzilamento de seu pai, condenado por conspirar na mesma revolução (1817). Libertado, exilou-se nos Estados Unidos, onde ouviu notícias das lutas de Simón Bolívar pela independência da América hispânica. Escreveu ao general oferecendo seus serviços militares e, aceito, partiu para a então Grã-Colômbia, atual Venezuela, Colômbia e Equador. Chegando à Venezuela, alistou-se (1818) nas tropas de Simón Bolívar, participando das batalhas e das campanhas pela independência dos três países. Destacou-se como estrategista, o que lhe garantiu a patente de general e o título de Libertador da Nova Granada, e chegou a chefe do estado-maior do exército libertador. Permaneceu ao lado de Bolívar até a morte deste (1831), chegando ao generalato e recebendo o título de Libertador de Nova Granada. Após a morte do Libertador e depois de 12 anos na América hispânica, foi expulso por intrigas de militares. Após a morte do Libertador, mudou-se para a Europa, onde em Paris (1831) conheceu D. Pedro I, que abdicara ao trono e a quem prestou solidariedade. De volta ao Brasil, defendeu a volta de Pedro I ao trono por considerar o monarca, que havia proclamado nossa independência, uma espécie de Bolívar português e foi recebido com muitas críticas negativas, inspirando piadas e até comédias. No mesmo ano, Januário da Cunha Barbosa escreveu a peça A rusga da Praia Grande, ou O quixotismo do general das massas, em que parodiava o herói latino-americano. Voltou ao Brasil (1832) e foi reintegrado no Exército como general. Já dedicado fervorosamente a pesquisa historiográfica filiou-se ao Partido Restaurador e defendeu pela imprensa a volta de D. Pedro I. Lançou Compêndio de história do Brasil (1843) pela editora Laemmert, contando o seu descobrimento até o majestoso ato da coroação e sagração do Sr. D. Pedro II, em dois volumes. Polémica a obra foi avaliada pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e foi considerada plágio de Alphonse Beauchamp, já acusado de copiar Robert Southey. O autor refutou a acusação por meio da Resposta do General J. I. de Abreu e Lima ao Cônego Januário da Cunha Barbosa ou análise do primeiro juízo de Francisco Adolfo de Varnhagen. O inquieto militar não se limitou às Letras e (1848), participou da Revolução Praieira, em sua terra natal. Conhecido como o General das massas e Herói das Duas Américas, manteve até o final sua conhecida conduta provocadora, desafiando nos últimos anos o Clero pernambucano, especialmente por ser defensor da liberdade de culto para os protestantes. Assim, quando morreu (1869), a Igreja Católica, através do bispo de Olinda, proibiu que seu corpo fosse sepultado no cemitério público da cidade por ter se envolvido em algumas polémicas com o clero local e, por isso, foi enterrado em um cemitério anglicano dos Ingleses, em Santo Amaro. […] Também escreveu Sinopse cronológica da história do Brasil (1844), a primeira coleção de efemérides brasileiras (1550-1842), História universal, em dois volumes (1847), O socialismo (1855), As Bíblias falsificadas (1867) e O Deus dos judeus e o Deus dos cristãos (1867).” (www. dec.edu.br)
Encadernações inteiras de pele com ferros a ouro nas lombadas e cercadura gravada a seco nas pastas. Com defeitos, sobretudo no tomo I..
Exemplares em bom estado geral de conservação.
Raro, com interesse histórico. 
Indisponível
LEITE, Luis Filippe – SUPPOSIÇÕES QUE PODEM SER REALIDADES: COLECÇÃO DE ROMANCES ORIGINAES, por… Com uma Introdução pelo Sr. A. F. de Castilho. Ponta Delgada. Typ. da Rua das Artes 68. 1850. In-8º (16,5cm) de [6], 161, [1] ; il. ; E.
Ilustrado com bonitas vinhetas e capitulares.
Muito valorizado pelo extenso prefácio de António Feliciano de Castilho.
Matérias:
I – O Soldado
II – Os Afogados
III – Uma Loucura
IV – Naufragios
V – O Engeitado
Luís Filipe Leite (1828-1898). Fez os seus estudos secundários em Ponta Delgada, onde conheceu Feliciano de Castilho. Veio para Lisboa em 1845, tendo participado na Revolta da Patuleia. Em 1854 foi nomeado director da Escola  Normal Primária de Lisboa (Marvila), onde introduziu importantes reformas. Foi um grande defensor do método de Castilho. Em 1870 participou na comissão criada por D. António Costa para fundar bibliotecas populares. Colaborou activamente em muitos jornais e revistas, como O Panorama, Arquivo Pitoresco, Revista de Instrução Pública para Portugal e Brasil.  Obras sobre o ensino e pedagogia: Ramalhetinho da Puerícia. Deveres das Meninas, Lisboa, 1854;  Ramalhetinho da Puerícia. Deveres dos Meninos. Noções Preliminares. O Giraldinho, Lisboa, 1854/59; Exercícios de Leitura Manuscrita para usos das escolas pelo método português, Lisboa, 1854; Do ensino nacional em Portugal, Coimbra, 1892 (tese apresentada no Congresso Pedagógico Hispano-Português-Americano, em Madrid, neste ano). 
Encadernação em meia de pele com ferros a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura originais.
Bom exemplar. Lombada com defeitos.
Raro. 
Indisponível

06 julho, 2012

MENDONÇA, Heitor Furtado de – PRIMEIRA VISITAÇÃO DO SANTO OFFICIO ÁS PARTES DO BRASIL : pelo licenciado… Capellão Fidalgo Del Rey Nosso Senhor e do seu Desembargo, Deputado do Santo Officio. Denunciações da Bahia : 1591-593. São Paulo, Paulo Prado, 1925. In-8º grd. (23cm) de 29, [3] p. ; de p. [1], 237 a p.571, [1] p. ; B. Série Eduardo Prado : Para Melhor se Conhecer o Brasil
Tiragem: 500 exemplares.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€
FERRAZ, Comodoro Guilherme Ivens – O CRUZADOR «REPÚBLICA» NA CHINA EM 1925, 1926 E 1927 : Relatórios do Comandante em Chefe das Fôrças Navais Portuguesas no Extrêmo Oriente. Subsídios para a História da Guerra Civil na China e dos conflitos com as potências. Lisboa, Imprensa da Armada, 1932. In-8º grd. (23,5cm) de [16], 654, XVIII, [2] p. ; [1] mapa desdob. ; il. ; E.
Publicação ordenada por Sua Excelência o Ministro da Marinha em seu despacho de 6 de Outubro de 1930.
1ª edição.
“Relatório do comandante das forças navais portuguesas no Extremo Oriente, redigido na conclusão da missão de vigilância no teatro de operações da guerra civil chinesa 1925-27. - Contém: breve historial dos conflitos entre o Império Celeste e as potências europeias (e Japão); as perturbações de Maio e Junho de 1925 em Cantão contra as concessões ocidentais; viagem do “República” de Lisboa a Macau, com passagem por Singapura; aliança momentânea entre Chaing Kai-Shek e os bolchevistas; o governo “branco” do general Chen Kwing Ming em Cantão, próximo das potências europeias (Portugal e Grã-Bretanha); lutas entre senhores da guerra no norte e sul do país; as regiões ocupadas pelo Exército Vermelho; Kuomintang vence senhores da guerra; corpo expedicionário português em Xangai; vitória nacionalista sobre os comunistas.”
Belíssima encadernação meia francesa com ferros a ouro na lombada com motivos ornamentais gravados a seco nas pastas ao longo da lombada e dos cantos. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível

05 julho, 2012

FREITAS, Maria Brak-Lamy Barjona de – MANUAL DO ENCADERNADOR : A ARTE DO LIVRO. História : Material : Formatos : Reparação de fôlhas : Costura antiga e moderna : As modalidades do requife : Processo de encadernação antigos, antiquados e modernos : Encadernações raras, modernas, de luxo, pergaminho, veludo, sêda, etc. : Terminologia : Estética : Dourado. Lisboa, Livraria Sá da Costa-Editora, 1937. In-8º (16,5cm) de 299 p. ; il. ; B. 
1ª edição.
Obra de referência da arte da encadernação.
Exemplar brochado, com as capas plastificadas, em bom estado de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível

04 julho, 2012

LACOUTURE, Jean - OS JESUÍTAS. 1. A Conquista [e 2. O Regresso]. Lisboa, Referência/Editorial Estampa, 1993. 2 vol. in-8º grd. (23,5cm) de 557 p. e 611 p. ; il. ; E.
"Os Jesuítas encarnaram, através dos séculos, um cristianismo adaptado ao mundo, aberto à ciência profana e audaciosamente empenhado no debate político, para o melhor e para o pior. Da fundação da ordem por Inácio de Loyola em 1540 à sua extinção em 1773 pelo papa Clemente XIV, Jean Lacouture, no Vol. I narra os principais passos desta história prodigiosa e, sobretudo, faz reviver os actores duma cruzada incansavelmente recomeçada «para uma maior glória de Deus».
Na obra Os Jesuítas Vol. II, Jean Lacouture descreve-nos a prodigiosa aventura colectiva desde o renascer da Companhia de Jesus em 1814 até aos nossos dias, dando-nos a «multibiografia» dos «homens de negro», companheiros e herdeiros de Inácio de Loyola."
Encadernações editoriais cartonadas policromadas.
Bons exemplares.
20€

GIL EANNES. Prefácios: Defensor Oliveira Moura e Alberto A. Abreu. 2ª edição. Viana do Castelo, Câmara Municipal de Viana do Castelo : Comissão Especial Pró Gil Eannes, 1997. Oblongo (33x25 cm) de 38, [9] p. ; il. ; B.
Edição patrocinada pela Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.
"Reedição da brochura “Gil Eannes – navio apoio da frota bacalhoeira”, editada em 1955, pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e pelo Grémio dos Armadores de Navios da Pesca do Bacalhau, por ocasião do seu lançamento à água, e tem como objectivo identificar os leitores com a histórica embarcação contendo fotografias descritivas dos espaços originais do navio como as enfermarias, bloco operatório, sala de jantar dos oficiais, capela, etc."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

03 julho, 2012

NOGUEIRA, Francisco Daniel - HYPPOCRATES // LUZITANO, // OU // AFORISMOS DE HYPPOCRATES // Traduzidos fielmente do Latim para o idioma Por- // tuguez. Obra util, e necessaria a todo o genero // de Pessoas, que dezejaõ instruir-se na verdadeira, // e genuína intelligencia das sentenças do primei- // ro, e maior Mestre da Medecina. // E principalmente para os Cirurgioens que ignoraõ // a Lingoa Latina; pois leraõ explicados no seu // proprio Idioma por modo claro, e succinto aquel- // les mesmos textos, que primeiro compoz em Gre- // go o seu Author. // PARTE PRIMEIRA. // Que offerece, e dedica // Á Virgem Maria Senhora Nossa no seu singula- // rissimo titulo das Dores // FRANCISCO DANIEL NOGUEIRA // Med. Uliss. // LISBOA, // Na Officina de Pedro Ferreira, Impressor // da Muito Augusta Rainha N. S. // Anno de 1762. In-8.º (15cm) de [16], 248, [10] p. ; E.
1.ª edição.
Único volume publicado. Obra impressa em Lisboa, no ano de 1762, intitulada “Hypopocrates Luzitano ou Aforismos de Hyppocrates”. Traduzida do latim pelo médico lisboeta Francisco Daniel Nogueira, essa obra representa “uma colectânea de máximas, normas e observações diversas, bem representativas das ideias e práticas hipocráticas”.
"Dous saõ os caminhos, que conduzem o homem a ser Medico perfeito: O primeiro he a experiencia; o segundo a doutrina. A experiencia he acçaõ propria, que cada hum de nós póde intentar, estando antecipadamente prevenido dos meios necessarios para este fim. Na doutrina porem he precizo ser primeiro instruido pello trabalho alhêio; e como a experiencia he perigoza, a a Arte taõ extensa, que naõ póde alcansar-se toda na vida de hum só homem por isso he necessario, que aquelle, q pretende ser perfeito Medico, aprenda primeiro os preceitos, regras, e fundamentos desta nobre Arte." (excerto do prólogo)
Encadernação coeva inteira de carneira com rótulo carmim e dourados na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Apresenta defeitos na lombada.
Raro.
Indisponível

02 julho, 2012

CAVALHEIRO, Rodrigues - D. MANUEL II E JOÃO FRANCO : Correspondência Inédita. 2ª edição. Lisboa, [s.n. - comp. e imp. nas Oficinas de São José], 1970. In-8º (19cm) de 109, [3] p. ; [2] f. il. ; B. Biblioteca do Pensamento Político, 5
Contém em extratexto os retratos d'El -Rei D. Manuel II e João Franco, com as respectivas assinaturas facsimiladas.
"Em Janeiro de 1911 estavam ambos no exílio: - D. Manuel II, expulso do Trono por uma revolução, que a maior parte dos políticos e servidores de que se rodeara não soubera prever e muito menos evitar ou dominar; João Franco, que o Monarca sacrificara desde o início do seu reinado e que era, afinal, o único homem público que poderia ter feito frente às arremetidas dos adversários da Coroa."
"Embora já falecidos há muito, o último Monarca constitucional e João Franco, as cartas são elemento indispensável para avaliação justa dos maus conselhos e das más influências que enredaram e dominaram os dois últimos anos da Monarquia."
"Esta correspondência inédita [...] foi publicada, em 1967, numa edição de reduzido número de exmplares, a maior parte dos quais  destinados a ofertas..." (excertos da obra)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa manchada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€
VICENTE, António Pedro - MEMÓRIAS POLÍTICAS, GEOGRÁFICAS E MILITARES DE PORTUGAL : 1762-1796. Lisboa, [s.n. - comp. imp. Tip. Barbosa & Xavier, Lda., 1971. In-8º grd. (23cm) de 294, [2] p. ; il. ; B. Separata do 41º volume do Boletim do Arquivo Histórico Militar
"Somos de opinião que o reinado de D. José e a acção do Marquês de Pombal, seu ministro, são factores importantes no dealbar de um caminho que conduz o país a uma situação à qual a «revolução» de 1820 veio pôr um limite e contribuir para o início de uma nova perspectiva dos aconteciemntos históricos portugueses." (excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
10€