29 abril, 2026

ALEGRIA, José Augusto -
A MÚSICA LITÚRGICA E AS INTERFERÊNCIAS POPULARES. (Aplicação ao caso português). [Por]... Diplomado pelo Instituto Pontifício de Música Sacra de Roma. Separata da Revista «Lvmen». Lisboa,  [s.n. - Composto e impresso na Tip. União Gráfica - Lisboa], [1958]. In-4.º (24,5x18,5 cm) de IV, 97, [3] p. ; B.
1.ª edição independente.
Trabalho de fôlego. Importante contributo para a história da música de Igreja e a "intromissão" da música de pendor popular neste género de manifestação religiosa.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Armando Gusmão.
"No século XI, o esforço da reconquista atingira resultados palpáveis na Península. O Conde D. Henrique de Borgonha, feito senhor do Condado Portugalense, abre o caminho do nosso território à influência francesa. Finalmente rasgava-se uma janela sobre o mundo; e o caminho dos Pirinéus seria a  estrada real por onde passariam os emissários de Roma que traziam às cristandades refeitas e a refazerem-se os sacramentários, antifonários, evangeliários e demais livros litúrgicos. Todo este material que agora chegava até nós pelas mãos prestimosas dos monges de Cluni era completa novidade comparado com o gasto repertório antigo. A escrita seria mais clara. Os códices neumáticos seriam diastemáticos com a notação aquitana. Era a novidade que surgia. E o antigo era relegado para a categoria das inutilidades e, o que é pior, para a destruição. Por isso nada chegou até nós desses tempos de instabilidade política e social, e a Lex Romana encontrava o terreno maravilhosamente preparado para se implantar e prosperar. Como centro irradiador dos costumes litúrgicos da capital do mundo cristão estava S. Tiago de Compostela. O caminho francês, antes mesmo de servir aos cruzados que se vinham alistar nas hostes cristãs para combater os mouros, era a estrada dos romeiros que em peregrinação vinham ao túmulo do Apóstolo."
(Excerto de A música cristã popular em Portugal através da Idade Média)
Índice:
Duas palavras úteis | I - O canto do povo na Liturgia Primitiva (Salmos e Hinos) | II - O canto do povo na vida religiosa medieval (As aclamações, as laudes e as Preces) | III - Os cânticos da Missa e o Povo | IV - A música cristã na Espanha dos primeiros séculos | V - A música cristã popular em Portugal através da Idade Média | VI - A atitude popular nas Igrejas e a legislação canónica portuguesa | VII - A música popular religiosa portuguesa perante o passado e o presente | VIII - O futuro da nossa música religiosa: O Canto gregoriano; A polifonia; A música popular em língua vulgar para a Liturgia.
José Augusto Alegria (19174-2004). "O Cónego José Augusto Alegria (n. Évora, 1917; m. 2004) foi um dos homens que mais escreveram sobre a nossa música sacra e litúrgica. Estudou os arquivos da Sé de Évora e, graças ao seu precioso trabalho, “tomou-se conhecimento dos principais compositores que, como mestres de capela, exerceram uma influência que ultrapassou os confins regionais”.
José Augusto Alegria sucedeu a Sampayo-Ribeiro na Polyphonia Schola Cantorum (1967-1974) e dirigiu o Coro do Seminário de Évora durante 4 décadas. Fez crítica nas páginas da Lumen, numa perspectiva litúrgica conservadora. Lutou contra o que considerava mau gosto e a falta de qualidade poético-musical de muitos cânticos religiosos. Defensor do gregoriano, polifonia clássica e latim, deu formação nas semanas gregorianas e fez numerosas conferências no âmbito da história da música."
(Fonte: https://www.meloteca.com/portfolio-item/jose-augusto-alegria/)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Com interesse histórico.
Raro.
45€

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