VIEIRA, Affonso Lopes - O ROMANCE DE AMADIS. Composto sobre o Amadis de Gaula de Lobeira. Por... Lisboa, Sociedade Editora Portugal-Brasil, L.da, [1922]. In-8.º (17,5x12 cm) de [2], XLI, [1], 216, [8] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Versão moderna do Amadis de Gaula, talvez a mais conhecida novela de cavalaria da Península Ibérica.
Ilustrado com bonitas vinhetas tipográficas assinalando o início e o final da obra.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Moreira Júnior.
"O Romance, Novela, História, Livro ou Conto, escrito por Afonso Lopes Vieira, nobre arauto e mantenedor do Lirismo da alma portuguesa e evocador das suas mais puras manifestações, não é invenção nova, individual dêle.
É a interpretação moderna, a síntese artística de uma das grandes obras antigas de fantasia que todos conhecem os, de nome e fama pelo menos: o Amadis de Gaula (não da França, mas de Gales, Wales). Isto é: a narração das proezas e aventuras do primeiro e modelar cavaleiro andante das nações peninsulares que criaram o tipo. A narração, sobretudo, dos seus amores com Oriana, a Sem-Par, ora idílicos, ora contrariados.
Derivado, há mais de sete séculos, de lendas bretónicas, cantadas por troveiros anglo-franceses, o Amadis chegara a Portugal na mocidade del-rei D. Denis, nacionalizado por um meigo trovador desta costa ocidental, o qual, impulsionado acaso por atavismos célticos, talvez já tivesse redigido outros Lais de Bretanha, traduzindo e imitando Tristan e Lançarote, que em parte subsistem anónimos, em parte desapareceram."
(Excerto do Prefacio, de Carolina Michaëlis de Vasconcellos)
"Senhores, ouvide o romance de Amadis, o Namorado. Escreve-o um velho trovados português, e depois um castelhano, trocando-lhe a língua e o jeito, da sua terra o levou. Mas já as mais nobres mentes de Espanha por nosso o dão.
Em Portugal tem a segunda pátria o espírito heróico e amoroso da Távola-Redonda.
E o conto é de amor fino e fiel, de português amor, rendido com êle só.
Ao começar o romance de Amadis, invoco a memória do cavaleiro-poeta que o compôs, para que me alumie. Invoco o par para sempre enlaçado e vivo de Tristan e Iseu, que morreram de amor e dor ambos os dois.
E vós que amais com amor heróico e fiel, que amais o amor, ouvide a história como eu a senti."
(Excerto de I - Perion)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas oxidades. Interior correcto.
Muito invulgar.
45€


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