LIMA, J. M. Pereira de - IBEROS E BASCOS. Paris-Lisboa, Livraria Aillaud, 1902. In-8.º (20cm) de 332 p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Interessante estudo sobre os povos que habitaram a Península Ibérica. Trabalho muito curioso, e de certa forma insólito, dada a convicção do autor relativamente à Atlântida e o seu "naufrágio", que aliás ilustra com uma carta batimétrica desdobrável do Atlântico Norte, assinalando o "continente desaparecido". Trata-se talvez do único trabalho com estas características e sobre este vasto tema que se publicou entre nós, e não mais seria reimpresso.
Bonita publicação, integralmente impressa sobre papel couché, muito ilustrada com belíssimos desenhos, quadros, mapas (2 desdobráveis) e fotogravuras ao longo do texto, sendo que alguns estão reproduzidos em página inteira.
"Portugal e Hespanha, as duas nações que possuem os territorios da peninsula, que vão dos Pyrenéos até ao Atlantico e Mediterraneo, têm a mesma communidade ethnica, e portanto a mesma communidade historica, nas suas origens primévas.
Não se póde assim pretender a feitura da historia antiga d'uma das duas nações irmãs, sem entrarmos nos dominios da outra.
Se mesmo a antiga divisão geographica chamada «Lusitania» não corresponde, senão em parte, aos limites geographicos, que a nação portugueza se assignou, como área da sua individualidade independente.
Differentes raças imigrantes, ou invasoras, expandiram-se por toda a peninsula iberica, dispersando-se de tal fórma, que dizer o seu habitat, marcar o seu estadio, assignalar uma chronologia mais ou menos certa, designar o grau especifico da sua civilisação, é o mesmo que esboçar a prehistoria, ou assentar a historia antiga, dos dois reinos peninsulares.
Se difficilimas são as investigações sobre o homem prehistorico, terciario ou quaternario, difficeis são tambem os estudos concludentes em affirmações exactas, e ás vezes sómente provaveis, quanto aos habitantes protohistoricos d'uma determinada região. [...]
Aqui e ale respigamos o que podemos, para chegarmos á convicção de que os primitivos habitantes da peninsula, os Iberos, cuja epave viva são os Bascos, pertenceram a uma raça asiatica, que emigrou antes dos aryanos. [...]
Emittindo o nosso parecer sobre a chamada «questão basca» estamos convencidos, que ella forma a «questão ethnographica iberica», e que a solução d'aquella, e portanto d'esta ultima, estão as principaes bases da historia dos primévos da nossa peninsula.
E assim, no que se segue, nós pretendemos deduzir:
- «que Iberos e Bascos fôram os primitivos habitantes da peninsula iberica;
- «que os prohistoricos da Iberia, ou os Iberos e Bascos, são um ramo ethnico da raça Turaniana, a qual precedeu as invasões Aryanas;
- «que Iberos e Bascos fôram, pelo menos, coêvos dos Atlantas, admittindo, com o maior numero de probabilidades scientificas e tradicionaes, a existencia da Atlantida;
- «que o estudo da lingua basca não só prova as suas affinidades aryanas com as linguas dos grupos finno-ural e caucasico, mas tambem com o grupo japonico, e com as linguas dos indigenas da America do Norte, confirmando assim a grande dispersão da raça Turaniana;
- «que os Bascos nas suas tradições, usos, costumes e differentes modos de ser do seu habitat, são, ainda hoje, um reflexo das caracteristicas da raça Turaniana, constituindo portanto, permitta-se-nos o termo, um museu vivo da paleontologia social.
- «que, sendo os Iberos absorvidos pelas differentes imigrações dos povos que invadiram a peninsula, com excepção dos que habitaram e habitam a região dos Pyrenéos e suas proximidadas, os Euskarianos ou Bascos, se póde e deve estudar, pelos costumes, tradições e differentes modalidades da vida d'estes, a existencia historica dos Iberos."
(Excerto do Cap. I, Razões, difficuldades e fins d'estes estudos)
Indice: I. - Razões, difficuldades e fins d'estes estudos. II. - Uma classificação de Raças e Povos. III. - Prehistoricos, Protohistoricos e Prearyanos. IV. - A Atlantida, e a civilisação, tradições e affinidades ethnicas dos Atlantas. V. - A existencia dos primévos Iberos, perante a lingua, vocabulario e toponymia dos Euskarianos. VI. - Provas das antigas civilisações turanianas, e especialmente da iberica. VII. - A lingua basca e suas affinidades turanianas. VIII. - A dolichocephalia turaniana, e as caracteristicas morphologicas dos Iberos e Bascos. IX. - Religião dos IIberos. X. - Crenças religiosas dos Turanianos, e sua transmissão e transformação atravez dos Iberos e Bascos. XI. - O culto ancestral iberico reflectindo-se nos modernos Bascos. XII. - A «Pastoral» e a arte theatral dos Bascos. XIII. - As danças e a musica popular euskarianas. XIV. - O Folk-lore Iberico, e as tradições, lendas, contos, proverbios e superstições dos Bascos. XV. - A virilidade da Familia Iberica e a gymnastica dos jogos physicos. XVI. - Concluindo.
José Maria Pereira de Lima (Coimbra, 1853 - Paris, 1925). "Foi um historiador, professor, advogado, empresário e político português. Formou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, e foi professor catedrático de Lógica e História na Faculdade de Letras da mesma Universidade. Autor de diversas obras literárias, a maior parte sobre temas de História. Colaborou em várias publicações literárias e políticas."
(Fonte: wikipédia)
Encadernação simples, cartonada. Sem a capa original, mantém no entanto a contracapa.
Exemplar em bom estado de conservação. Folha de anterrosto cortada a meio, com falta da metade superior. Sublinhados e notas a lápis no primeiro terço do livro.
Raro.
45€
16 março, 2019
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15 março, 2019
RESCHAL, Antonin - O FRUCTO PROHIBIDO. Romance passional de costumes contemporaneos. Trad. de Bernardo de Alcobaça. Lisboa, João Romano Torres & C.ª - Editores, [191-]. In-8.º (19,5 cm) de 252, [4] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição.
Romance erótico, não datado (ca. 1915), ao gosto da época. O autor, Antonin Reschal, de seu nome verdadeiro, Charles Eugene Marius Antonin Arnaud (1874-1935), foi um escritor francês, assessor de imprensa e editor. Publicou romances eróticos, e uma série policial - "Miss Boston, a única detetive do sexo feminino". Bernardo de Alcobaça, habitué na tradução deste género de literatura, é o pseudónimo literário de Pedro Herculano de Morais Leal.
Livro ilustrado com 4 belíssimas e sugestivas estampas intercaladas no texto. A capa está assinada por "A Illustradora" - Gr..
"Eddy é a coisa mais encantadoramente loira e sorridente que pode imaginar-se n'este mundo. Azougada, expedita, as covinhas do rosto dão-lhe uma expressão constantemente risonha. O queixo é de um desenho quasi classico, mas o nariz impertinente desmente o modo de andar um pouco grave que Eddy pretende dar-se. Tem as narinas delicadas e voluptuosas. Palpitam, vibram. No todo, Eddy, é um maravilhoso instrumento de sensibilidade. Commove-se e commove com facilidade. A delicadeza rara de que é dotada, fál'a vibrar intensamente. É um pequenino animal lascivo, amoroso e cruel, que não ama, ou que ama pouco, e se deixa amar. Elegantissima, e, conseguintemente, perigosa. Para mais, é actriz. Pela mesma maneira como se representa qualquer peça pathetica, violenta ou enfadonha, assim a vida que leva. E, semelhante a tal vida, a voluptuosidade é n'ella tambem pathetica, violenta ou enfadonha. Maravilhoso instrumento de sensibilidade, maravilhoso instrumento de voluptuosidade, sabe escolher e fixar a hora do prazer amorôso, da febre luxuriosa."
(Excerto da Primeira Parte, Cap. I, Onde se diz como Eddy Vitrange...)
Indice: Primeira Parte: Um amante, uma amante e uma menina casadeira. I - Onde se diz como Eddy Vitrande (do Odéon) mettendo-se por engano no automovel d'uma collega, muda de amante. II - Como Sabés, proprietario d'um trinta cavallos, percorreu de noite muitos kilómetros a pé e em taximetro para volta a encontrar o auto e a amante que lhe pertenciam. III - Madame de Rosay-Arlaincourt dá jantar, jôgo e amôr. IV - Onde Sabés encontra, vendo jogar a roleta, uma velha amante e uma menina casadeira. V - Sabés muda de estado e Eddy de situação. VI - Em que o marido recorda o reportorio amoroso do amante. VI - Onde Sabés dsecobre, graças a um langoroso «Sole mio», uma maneira de amar na qual D. João nunca pensou. VII - Curto e resumido capitulo das tardias saudades por Eddy. Segunda Parte: Amante expulsa amante. I - Onde se prova que o vocabulo «re-amiganço» nem sempre é o que muita gente pensa. II - Sabés não tem sorte. III - Sabés, «empaturrado» não se sente verdadeiramente com a vocação honrosa de martyr. IV - O salão da princeza Hysteroff e cercanias. V - Onde o cão de guarda, por ter querido defender demasiado a ovelha, deixa que a lôba a devore. VI - Em que Sabés verifica a veracidade do rifão: quem com ferros mata com ferros morre. VII - Em que Sabés quer, simultaneamente, bater-se e divorciar-se, e, reflectindo melhor, não faz uma nem outra coisa acabando por zangar-se com Jimmy e entender-se com Civrey. Terceira Parte: Acabam por entender-se... I - Uma noite de Paris e de amôr perdida. II - Em que a sorte das armas dá rasão a Sabés. III - Está feito o jôgo, não se recebem mais paradas. IV - Como a gente se encontra! V - Como Sabés, n'uma therma de aguas outomnal encontra uma amante no outomno. VI - Onde, simultaneamente com este romance, dois dos seus heroes têem um fim honesto.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas marginais.
Raro.
Sem registo na BNP.
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1.ª edição.
Romance erótico, não datado (ca. 1915), ao gosto da época. O autor, Antonin Reschal, de seu nome verdadeiro, Charles Eugene Marius Antonin Arnaud (1874-1935), foi um escritor francês, assessor de imprensa e editor. Publicou romances eróticos, e uma série policial - "Miss Boston, a única detetive do sexo feminino". Bernardo de Alcobaça, habitué na tradução deste género de literatura, é o pseudónimo literário de Pedro Herculano de Morais Leal.
Livro ilustrado com 4 belíssimas e sugestivas estampas intercaladas no texto. A capa está assinada por "A Illustradora" - Gr..
"Eddy é a coisa mais encantadoramente loira e sorridente que pode imaginar-se n'este mundo. Azougada, expedita, as covinhas do rosto dão-lhe uma expressão constantemente risonha. O queixo é de um desenho quasi classico, mas o nariz impertinente desmente o modo de andar um pouco grave que Eddy pretende dar-se. Tem as narinas delicadas e voluptuosas. Palpitam, vibram. No todo, Eddy, é um maravilhoso instrumento de sensibilidade. Commove-se e commove com facilidade. A delicadeza rara de que é dotada, fál'a vibrar intensamente. É um pequenino animal lascivo, amoroso e cruel, que não ama, ou que ama pouco, e se deixa amar. Elegantissima, e, conseguintemente, perigosa. Para mais, é actriz. Pela mesma maneira como se representa qualquer peça pathetica, violenta ou enfadonha, assim a vida que leva. E, semelhante a tal vida, a voluptuosidade é n'ella tambem pathetica, violenta ou enfadonha. Maravilhoso instrumento de sensibilidade, maravilhoso instrumento de voluptuosidade, sabe escolher e fixar a hora do prazer amorôso, da febre luxuriosa."
(Excerto da Primeira Parte, Cap. I, Onde se diz como Eddy Vitrange...)
Indice: Primeira Parte: Um amante, uma amante e uma menina casadeira. I - Onde se diz como Eddy Vitrande (do Odéon) mettendo-se por engano no automovel d'uma collega, muda de amante. II - Como Sabés, proprietario d'um trinta cavallos, percorreu de noite muitos kilómetros a pé e em taximetro para volta a encontrar o auto e a amante que lhe pertenciam. III - Madame de Rosay-Arlaincourt dá jantar, jôgo e amôr. IV - Onde Sabés encontra, vendo jogar a roleta, uma velha amante e uma menina casadeira. V - Sabés muda de estado e Eddy de situação. VI - Em que o marido recorda o reportorio amoroso do amante. VI - Onde Sabés dsecobre, graças a um langoroso «Sole mio», uma maneira de amar na qual D. João nunca pensou. VII - Curto e resumido capitulo das tardias saudades por Eddy. Segunda Parte: Amante expulsa amante. I - Onde se prova que o vocabulo «re-amiganço» nem sempre é o que muita gente pensa. II - Sabés não tem sorte. III - Sabés, «empaturrado» não se sente verdadeiramente com a vocação honrosa de martyr. IV - O salão da princeza Hysteroff e cercanias. V - Onde o cão de guarda, por ter querido defender demasiado a ovelha, deixa que a lôba a devore. VI - Em que Sabés verifica a veracidade do rifão: quem com ferros mata com ferros morre. VII - Em que Sabés quer, simultaneamente, bater-se e divorciar-se, e, reflectindo melhor, não faz uma nem outra coisa acabando por zangar-se com Jimmy e entender-se com Civrey. Terceira Parte: Acabam por entender-se... I - Uma noite de Paris e de amôr perdida. II - Em que a sorte das armas dá rasão a Sabés. III - Está feito o jôgo, não se recebem mais paradas. IV - Como a gente se encontra! V - Como Sabés, n'uma therma de aguas outomnal encontra uma amante no outomno. VI - Onde, simultaneamente com este romance, dois dos seus heroes têem um fim honesto.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas marginais.
Raro.
Sem registo na BNP.
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14 março, 2019
DORES, Raphael das - DICCIONARIO TETO-PORTUGUÊS. Pelo S. S. G. L. ... [Prefácio de A. R. Gonçalves Vianna]. Lisboa, Imprensa Nacional, 1907. In-8.º (22cm) de IX, [3], 247, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Trabalho pioneiro sobre o tétum, principal "língua nacional" de Timor-Leste, com origem malaio-polinésia e considerável influência da língua portuguesa, com a qual partilha actualmente o estatuto de "língua oficial".
"E evidente a conveniencia, direi mais, a absoluta necessidade que se manifesta de habilitar os funccionarios publicos e outras pessoas que teem de conviver com os indigenas das nossas colonias, a estarem nas circumstancias de, pelo menos praticamente, conhecer algum ou alguns dos idiomas vernaculos dêsses povos. [...]
Um dêsses idiomas que tem sido, e sempre foi, descurado pelos nossos, é a grande familia de linguas malaio-polynesias, a respeito da qual a principal literatura didactica é de origem hollandesa, actualmente.
Em possessão nossa, Timor, falam-se varios dialectos pertencentes a essa familia, e entre elles é, ao que parece, o mais geral o teto, ou tétum como lhe chama o padre Sebastião Apparicio da Silva no seu Diccionario português-tétum.
Publica o Sr. Raphael das Dores agora o Diccionario teto-português, complemento daquelle, acompanhado de algumas notas gramaticaes, se bem que succintas, sufficientes para a comprehensão da estructura phonetica e morphologia do tétum, simplicissima como as de todas as linguas desta familia.
Emprega o autor transcrição portuguesa para a escrita dêste dialecto analphabetico, e faz bem; assim houvessem sempre feito os que expõem em português doutrinas relativas a possessões nossas."
(Excerto do Prefácio)
"A ilha de Timor, a ultima da sequencia de ilhas que limita o estreito de Malaca, pertence ao archipelago da Sonda, e nella existe uma colonia portuguesa que resta do imperio que os nossos heroes do fim do seculo XV e principio do XVI descobriram.. Ahi se falam varias linguagens, a que os portugueses que por lá teem passaram deram o nome de dialectos, e das quaes a maior parte tem um campo de expansão muito restricto.
A mais geral, falada ou entendida em quasi toda a ilha, e que me parece talhada para vir a ser a lingua unica do país, alem da portuguesa, se os dirigentes a isso de propuserem, é a denominada teto, não só por ser mais conhecida, mas principalmente por conter muitissimas palavras das que entram em cada uma das outras.
É, pois, d'essa linguagem ou dialecto que vou tratar, começando por chamar-lhe lingua, resolução que submetto á conspicua apreciação dos mestres em philologia.
Reduzir á escrita uma lingua ou dialecto que tem apenas existencia oral, é trabalho de grande folego, para que não me julgo completamente habilitado. Não obstante esse convencimento, proponho-me a coordenar todos os apontamentos que tomei em Timor, a respeito da lingua que ali se fala, denominada teto."
(Excerto de Diccionario de teto, Preliminares)
Encadernação em tela com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Folha de rosto apresenta defeitos: rasgão sem perda de papel; mancha de humidade à cabeça; selo e carimbos oleográficos de biblioteca (2). Selo na lombada.
Invulgar.
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1.ª edição.
Trabalho pioneiro sobre o tétum, principal "língua nacional" de Timor-Leste, com origem malaio-polinésia e considerável influência da língua portuguesa, com a qual partilha actualmente o estatuto de "língua oficial".
"E evidente a conveniencia, direi mais, a absoluta necessidade que se manifesta de habilitar os funccionarios publicos e outras pessoas que teem de conviver com os indigenas das nossas colonias, a estarem nas circumstancias de, pelo menos praticamente, conhecer algum ou alguns dos idiomas vernaculos dêsses povos. [...]
Um dêsses idiomas que tem sido, e sempre foi, descurado pelos nossos, é a grande familia de linguas malaio-polynesias, a respeito da qual a principal literatura didactica é de origem hollandesa, actualmente.
Em possessão nossa, Timor, falam-se varios dialectos pertencentes a essa familia, e entre elles é, ao que parece, o mais geral o teto, ou tétum como lhe chama o padre Sebastião Apparicio da Silva no seu Diccionario português-tétum.
Publica o Sr. Raphael das Dores agora o Diccionario teto-português, complemento daquelle, acompanhado de algumas notas gramaticaes, se bem que succintas, sufficientes para a comprehensão da estructura phonetica e morphologia do tétum, simplicissima como as de todas as linguas desta familia.
Emprega o autor transcrição portuguesa para a escrita dêste dialecto analphabetico, e faz bem; assim houvessem sempre feito os que expõem em português doutrinas relativas a possessões nossas."
(Excerto do Prefácio)
"A ilha de Timor, a ultima da sequencia de ilhas que limita o estreito de Malaca, pertence ao archipelago da Sonda, e nella existe uma colonia portuguesa que resta do imperio que os nossos heroes do fim do seculo XV e principio do XVI descobriram.. Ahi se falam varias linguagens, a que os portugueses que por lá teem passaram deram o nome de dialectos, e das quaes a maior parte tem um campo de expansão muito restricto.
A mais geral, falada ou entendida em quasi toda a ilha, e que me parece talhada para vir a ser a lingua unica do país, alem da portuguesa, se os dirigentes a isso de propuserem, é a denominada teto, não só por ser mais conhecida, mas principalmente por conter muitissimas palavras das que entram em cada uma das outras.
É, pois, d'essa linguagem ou dialecto que vou tratar, começando por chamar-lhe lingua, resolução que submetto á conspicua apreciação dos mestres em philologia.
Reduzir á escrita uma lingua ou dialecto que tem apenas existencia oral, é trabalho de grande folego, para que não me julgo completamente habilitado. Não obstante esse convencimento, proponho-me a coordenar todos os apontamentos que tomei em Timor, a respeito da lingua que ali se fala, denominada teto."
(Excerto de Diccionario de teto, Preliminares)
Encadernação em tela com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Folha de rosto apresenta defeitos: rasgão sem perda de papel; mancha de humidade à cabeça; selo e carimbos oleográficos de biblioteca (2). Selo na lombada.
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Enciclopédias/Dicionários,
Filologia,
Timor
13 março, 2019
WIART, Henry Carton de - O EXILIO DA BELGICA. Paginas actuaes : 1914-1915 [na capa, 1917]. Por... Ministro da Justiça. Traducção de X. Paris-Barcelona, Bloud & Gay, éditores, 1917. In-8.º (18,5cm) de 59, [5] p. ; B.
1.ª edição.
"Direito! ao enunciado desta palavra, chegam-me aos ouvidos protestos insultuosos e por vezes sarcasticos.
Direito! dizem honestas gentes que tiveram seuus lares destruidos, cujas familias desappareceram no tormenta e que assistem á insolente occupação de nossas cidades e nossa aldeias, o Direito! que logro! que irrisão! Como! Uma grande potencia de accordo com outras, havia exigido, antes de tudo que a Belgica se conservasse eternamente neutra, bruscamente, em seguida, exigiu que violassemos esta neutralidade em seu proveito e contra os seus co-signatarios. Havia assumido o dever de nos garantir! Ora, covardemente, salta-nos á garganta! Na historia nunca se viu tão flagrante perjurio. Cynicamente, o imperio allemão o reconheceu pela voz de seu chanceller, a 4 de agosto de 1914, da Tribuna do Reichstag."
(Excerto de O direito)
Índice:
- O Respeito ás nacionalidades. - A nacionalidade belga atravez a Historia : o seu espirito de independencia. - A honra na politica. - O Direito. - O soldado belga. - As sympathias brazileiras.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
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1.ª edição.
"Direito! ao enunciado desta palavra, chegam-me aos ouvidos protestos insultuosos e por vezes sarcasticos.
Direito! dizem honestas gentes que tiveram seuus lares destruidos, cujas familias desappareceram no tormenta e que assistem á insolente occupação de nossas cidades e nossa aldeias, o Direito! que logro! que irrisão! Como! Uma grande potencia de accordo com outras, havia exigido, antes de tudo que a Belgica se conservasse eternamente neutra, bruscamente, em seguida, exigiu que violassemos esta neutralidade em seu proveito e contra os seus co-signatarios. Havia assumido o dever de nos garantir! Ora, covardemente, salta-nos á garganta! Na historia nunca se viu tão flagrante perjurio. Cynicamente, o imperio allemão o reconheceu pela voz de seu chanceller, a 4 de agosto de 1914, da Tribuna do Reichstag."
(Excerto de O direito)
Índice:
- O Respeito ás nacionalidades. - A nacionalidade belga atravez a Historia : o seu espirito de independencia. - A honra na politica. - O Direito. - O soldado belga. - As sympathias brazileiras.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
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*WIART (Henry Carton de),
1ª E D I Ç Ã O,
1ª Guerra Mundial,
Alemanha,
Bélgica,
Direito,
História,
Política
10 março, 2019
1.ª edição brasileira, segunda absoluta.
Romance cuja acção decorre entre o Minho e Lisboa. Publicado pela primeira vez no Porto, em 1912, deu brado pelo sensualismo evidente. Como todos os livros "malditos", depressa esgotou, vindo a acontecer o mesmo com os exemplares desta edição.
"Encontrei-a indolente, distrahida, em viagem pelo Minho.
Estou a vê-la! - mulher de trinta annos, cabellos negros, olhar ennevoado, sombrio, sobrancelhas luzentes, labios finos, mostrando a espaço os dentes brancos, rosto moreno, talhado em linhas puras, modelo de bronze precioso de casa antiga, com ademanes de adolescente e artista. Acompanhava-a uma extrangeira mais nova, de cabellos e olhos castanhos, muito branca, boca pequena, duma beleza vulgar, que abria em riso ingenuo, ar aventureiro de quem segue por um mundo de acaso, ao capricho doutra, da companheira, que a envolvia, ás vezes, num largo olhar complacente e tenebroso."
(Excerto do Cap. I, Maria Peregrina)
Bento de Oliveira Cardoso e Castro Guedes de Carvalho Lobo (Baião, Grilo, 1877 - Porto, 1935). "Primeiro e único visconde de Vila Moura. Formado em Direito, foi um político, intelectual e escritor decadentista, que, entre outras funções foi deputado às Cortes da Monarquia Constitucional Portuguesa. Correspondente de Fernando Pessoa, foi cronista da revista A Águia e autor de uma vasta e fecunda obra como escritor, novelista, contista, cronista e crítico literário. De entre as suas obras destaca-se Nova Safo (1912), pela coragem na abordagem dos temas do lesbianismo, necrofilia e homossexualidade masculina, que provocou grande escândalo à época.
Depois de concluir os estudos liceais no Colégio dos Vasconcelos, no Porto, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde se viria a licenciar em 1900, ano que foi agraciado com o título de 1.º Visconde de Vila Moura por decreto de 25 de Outubro de 1900, do rei D. Carlos I de Portugal. Herdou de seus pais importantes propriedades, tornando-se num dos maiores proprietários do concelho de Baião. Nunca tendo casado, não teve descendência.
Ainda estudante em Coimbra revelou-se um escritor dotado, iniciando, a partir de 1898, a publicação de uma extensa obra literária que inclui diversos géneros, desde o conto, o romance e a novela até ao ensaio literário. Membro do movimento cultural portuense da Renascença Portuguesa, aderiu à estética decadentista, recusando o positivismo e o naturalismo neo-realista. Algumas das suas obras têm um cunho marcadamente sensual, com referências explícitas à homossexualidade, o que foi fonte de escândalo ao tempo.
Na política foi militante do Partido Regenerador, pelo qual foi eleito deputado pelo círculo do Porto Oriental nas eleições gerais de 1908. Prestou juramento a 2 de Maio de 1908, integrando durante o mandato diversas comissões parlamentares.
Com a implantação da República Portuguesa abandonou a política activa, recolhendo-se à cidade do Porto e dedicando-se quase em exclusivo à actividade literária. Foi no período pós-1910 que publicou o essencial da sua obra, revelando-se um escritor de grande mérito."
(Fonte: wikipédia)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Manuseado, com falhas no revestimento da lombada. Capa apresenta manchas e alguns riscos a caneta.
Raro.
30€
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*VILAMOURA (Visconde de),
1ª E D I Ç Ã O,
Erotismo,
Lisboa,
Literatura erótica,
Literatura Portuguesa,
Minho,
Polémica,
Romance
NEWALL, F.S.A., R. S. - STONEHENGE : Wiltshire. By... Ministry of Works : Ancient Monuments and Historic Buildings. London, Her Majesty's Stationery Office, 1955. In-8.º (21cm) de 23, [1] p. ; [4] p. il. ; [1] mapa (62x49cm) ; B.
Curiosa monografia sobre Stonehenge, local misterioso, para muitos, mágico, desde sempre motivo de peregrinação de verdadeiras legiões de seguidores do seu "poderio ancestral", historiadores e curiosos.
Edição inglesa, ilustrada em separado com fotogravuras do monumento impressas sobre papel couché, e um mapa de grandes dimensões com o levantamento pormenorizado do conjunto megalítico.
"Quase nada do que se sabe é absolutamente certo e existem, ainda hoje, muitas teorias diferentes sobre diversos aspectos, incluindo a origem do seu nome. A opinião mais consensual é que a palavra Stonehenge vem do inglês arcaico “stan” (pedra) e “hencg” (eixo) ou “hen(c)en” (pendurar, pendurado, forca). Ou seja, entende-se que o seu nome terá vindo da ideia de pedras organizadas em volta de um eixo ou do facto de haver pedras suspensas umas nas outras.
Esta estrutura é formada por círculos concêntricos de pedras que chegam a ter 5 metros de altura e pesar quase 50 toneladas. A sua construção teve 3 períodos diferentes:
- O Período I (cerca de 3000 a.C.), quando o monumento Stonehenge não passava de uma simples vala circular com cerca de 100 metros de diâmetro, dispondo de uma única entrada. Internamente, erguia-se um banco de pedras e um santuário de madeira, tudo eventualmente rodeado por um círculo exterior de 56 postes de madeira.
- Durante o Período II (2150 a.C) deu-se a mudança do santuário de madeira, a construção de dois círculos de pedras azuis (coloridas com um matiz azulado), o alargamento da entrada, a construção de uma avenida de entrada marcada por valas paralelas alinhadas com o Sol nascente do primeiro dia do Verão (Solstício), e a erecção do círculo externo, com 35 enormes pedras. As grandes pedras azuis, que pesam quatro toneladas, foram transportadas das montanhas do País de Gales a cerca de 240 km a Norte!?
- No Período III (2075 a.C.) derrubaram-se as pedras azuis e foram levantadas outras gigantescas pedras (megalíticos). Estas, medindo em média 5,49 metros de altura e pesando cerca de 25 toneladas cada, foram transportadas do Norte por 19 km. Entre 1500 a.C. e 1100 a.C., cerca de 60 das pedras azuis foram restauradas e erguidas num círculo interno, com outras 19, colocadas em forma ferradura, também dentro do círculo.
Há muito de fascinante e misterioso em Stonehenge: a orientação das pedras em relação ao nascer e ao pôr do sol. Ainda hoje não se sabe se isso se deve ao facto dos construtores virem de uma cultura que prestava culto ao sol ou porque toda a estrutura seria um enorme calendário astronómico.A forma intrigante como algumas das pedras gigantescas e pesadíssimas foram transportadas de tão longe e como foram feitos os buracos no solo para as colocar, utilizando apenas ferramentas feitas com chifres e ossos. Estima-se que as três fases da construção requereram mais de trinta milhões de horas de trabalho.
As teorias actuais a respeito da finalidade de Stonehenge sugerem que este monumento foi utilizado para observações astronómicas e funções religiosas (incluindo eventuais sacrifícios humanos).
(Fonte: http://www.fotoviajar.com/inglaterra/stonehenge-monumento-megalitico-excursoes-londres)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
Curiosa monografia sobre Stonehenge, local misterioso, para muitos, mágico, desde sempre motivo de peregrinação de verdadeiras legiões de seguidores do seu "poderio ancestral", historiadores e curiosos.
Edição inglesa, ilustrada em separado com fotogravuras do monumento impressas sobre papel couché, e um mapa de grandes dimensões com o levantamento pormenorizado do conjunto megalítico.
"Quase nada do que se sabe é absolutamente certo e existem, ainda hoje, muitas teorias diferentes sobre diversos aspectos, incluindo a origem do seu nome. A opinião mais consensual é que a palavra Stonehenge vem do inglês arcaico “stan” (pedra) e “hencg” (eixo) ou “hen(c)en” (pendurar, pendurado, forca). Ou seja, entende-se que o seu nome terá vindo da ideia de pedras organizadas em volta de um eixo ou do facto de haver pedras suspensas umas nas outras.
Esta estrutura é formada por círculos concêntricos de pedras que chegam a ter 5 metros de altura e pesar quase 50 toneladas. A sua construção teve 3 períodos diferentes:
- O Período I (cerca de 3000 a.C.), quando o monumento Stonehenge não passava de uma simples vala circular com cerca de 100 metros de diâmetro, dispondo de uma única entrada. Internamente, erguia-se um banco de pedras e um santuário de madeira, tudo eventualmente rodeado por um círculo exterior de 56 postes de madeira.
- Durante o Período II (2150 a.C) deu-se a mudança do santuário de madeira, a construção de dois círculos de pedras azuis (coloridas com um matiz azulado), o alargamento da entrada, a construção de uma avenida de entrada marcada por valas paralelas alinhadas com o Sol nascente do primeiro dia do Verão (Solstício), e a erecção do círculo externo, com 35 enormes pedras. As grandes pedras azuis, que pesam quatro toneladas, foram transportadas das montanhas do País de Gales a cerca de 240 km a Norte!?
- No Período III (2075 a.C.) derrubaram-se as pedras azuis e foram levantadas outras gigantescas pedras (megalíticos). Estas, medindo em média 5,49 metros de altura e pesando cerca de 25 toneladas cada, foram transportadas do Norte por 19 km. Entre 1500 a.C. e 1100 a.C., cerca de 60 das pedras azuis foram restauradas e erguidas num círculo interno, com outras 19, colocadas em forma ferradura, também dentro do círculo.
Há muito de fascinante e misterioso em Stonehenge: a orientação das pedras em relação ao nascer e ao pôr do sol. Ainda hoje não se sabe se isso se deve ao facto dos construtores virem de uma cultura que prestava culto ao sol ou porque toda a estrutura seria um enorme calendário astronómico.A forma intrigante como algumas das pedras gigantescas e pesadíssimas foram transportadas de tão longe e como foram feitos os buracos no solo para as colocar, utilizando apenas ferramentas feitas com chifres e ossos. Estima-se que as três fases da construção requereram mais de trinta milhões de horas de trabalho.
As teorias actuais a respeito da finalidade de Stonehenge sugerem que este monumento foi utilizado para observações astronómicas e funções religiosas (incluindo eventuais sacrifícios humanos).
(Fonte: http://www.fotoviajar.com/inglaterra/stonehenge-monumento-megalitico-excursoes-londres)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
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09 março, 2019
CORREIA, J. Alves - A LARGUEZA DO REINO DE DEUS. [Por]... (Das Missões do Espirito Santo). Lisboa, Composto e Impresso na Imprensa Portugal-Brasil, 1931. In-8.º (18,5cm) de 186, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Obra maior do autor na sua edição original, que viria a conhecer pelo menos mais três edições.
"Será útil repetir o que disse e repisei em artigos, em conversa, de tôdas as maneiras que soube, e que o Evangelho tinha já dito antes, para quem quisesse ouvir?...
Talvez até nisto haja actualidade, num país em que as almas, que se dizem ou crêem piedosas, lêem tudo em sofreguidão, menos o Evangelho, porque certa aberração devocional moderna leva por vezes muitos espíritos a matarem sêdes em fios de água tortuosos, encharcados alguns, e a esquecerem a fonte divinal, que a Revelação ofereceu à Humanidade.
L'oeil ne voit pas ce qui le touche... O que os olhos vêem menos, é o que neles embarra! E o Evangelho, o espelho da alma de Cristo, passa despercebido, o mais das vezes, aos próprios fervorosos!..."
(Excerto de Realeza peculiar de Cristo)
Pe. Joaquim Alves Correia (1886-1951). "Nascido em Aguiar de Sousa (Paredes), a 5 de Maio de 1886, e sacerdote da Congregação dos Missionários do Espírito Santo (Espiritanos). Filho de modestos lavradores, Joaquim Alves Correia fez o curso secundário em Ermesinde, a Filosofia em Sintra e a Teologia em Chevilly (França). Quando recebeu a ordenação (em 1910) o seu destino eram as Missões em Angola mas a revolução republicana trouxe ventos contrários e acabou por seguir para a Nigéria. Nove anos depois voltou à Europa para colocar em ordem a sua saúde que estava profundamente abalada. Depois de recuperado assumiu a direcção da revista missionária da sua congregação – «Missões de Angola e Congo» - e, em 1922, o cargo de Procurador das Missões, lugar em que permaneceu até 1945. Em Lisboa, contactou com muitas figuras da oposição ao Estado Novo. Chegou mesmo a participar activamente no Movimento Democrático de Campanha pelas Eleições Livres, em 1945. A sua faceta de “profeta e homem de Deus suplanta toda a manipulação política que já se fez ou, quiçá, se venha a fazer” – (Rocha, Nogueira; In: Revista: «Brotéria» de Maio-Junho de 1986). Estas conotações políticas tiveram impacto devido à recusa de publicação de artigos seus no jornal «Comércio do Porto» mas que Raul Rego publicara entretanto no jornal «República». Nestes denunciava “uma política de vigilância que não dava satisfações a ninguém” e o ser “muito cómodo, mas muito pouco corajoso, atirar à cara deste povo irrequieto com a responsabilidade da desordem pública, quando o pobre povo nem responder sabia”. Devido aos comentários corajosos recebeu como «presente» o exílio nos Estados Unidos. Entre livros e artigos dispersos em revistas, o Pe. Alves Correia deixou muitos escritos. O pensamento cristão deste homem ficou expresso em diversas publicações: «Lúmen», «Estudos», «Seara Nova», jornal «Novidades», «Jornal do Comércio» e «Comércio do Porto». Os seus livros deixam uma marca de intemporalidade embora seja necessário situá-los no tempo. “A largueza do Reino de Deus” (escrito em 1931) e o “Cristianismo e a Mensagem Evangélica” (de 1941) foram obras saídas da sua pena e que merecem ser saboreadas. O primeiro teve tanto impacto em Portugal que o seu autor passou a ser conhecido como «Pe. Larguezas»."
(Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/o-horizonte-longinquo-do-pe-alves-correia/)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta falha de papel no canto inferior esq.
Invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Obra maior do autor na sua edição original, que viria a conhecer pelo menos mais três edições.
"Será útil repetir o que disse e repisei em artigos, em conversa, de tôdas as maneiras que soube, e que o Evangelho tinha já dito antes, para quem quisesse ouvir?...
Talvez até nisto haja actualidade, num país em que as almas, que se dizem ou crêem piedosas, lêem tudo em sofreguidão, menos o Evangelho, porque certa aberração devocional moderna leva por vezes muitos espíritos a matarem sêdes em fios de água tortuosos, encharcados alguns, e a esquecerem a fonte divinal, que a Revelação ofereceu à Humanidade.
L'oeil ne voit pas ce qui le touche... O que os olhos vêem menos, é o que neles embarra! E o Evangelho, o espelho da alma de Cristo, passa despercebido, o mais das vezes, aos próprios fervorosos!..."
(Excerto de Realeza peculiar de Cristo)
Pe. Joaquim Alves Correia (1886-1951). "Nascido em Aguiar de Sousa (Paredes), a 5 de Maio de 1886, e sacerdote da Congregação dos Missionários do Espírito Santo (Espiritanos). Filho de modestos lavradores, Joaquim Alves Correia fez o curso secundário em Ermesinde, a Filosofia em Sintra e a Teologia em Chevilly (França). Quando recebeu a ordenação (em 1910) o seu destino eram as Missões em Angola mas a revolução republicana trouxe ventos contrários e acabou por seguir para a Nigéria. Nove anos depois voltou à Europa para colocar em ordem a sua saúde que estava profundamente abalada. Depois de recuperado assumiu a direcção da revista missionária da sua congregação – «Missões de Angola e Congo» - e, em 1922, o cargo de Procurador das Missões, lugar em que permaneceu até 1945. Em Lisboa, contactou com muitas figuras da oposição ao Estado Novo. Chegou mesmo a participar activamente no Movimento Democrático de Campanha pelas Eleições Livres, em 1945. A sua faceta de “profeta e homem de Deus suplanta toda a manipulação política que já se fez ou, quiçá, se venha a fazer” – (Rocha, Nogueira; In: Revista: «Brotéria» de Maio-Junho de 1986). Estas conotações políticas tiveram impacto devido à recusa de publicação de artigos seus no jornal «Comércio do Porto» mas que Raul Rego publicara entretanto no jornal «República». Nestes denunciava “uma política de vigilância que não dava satisfações a ninguém” e o ser “muito cómodo, mas muito pouco corajoso, atirar à cara deste povo irrequieto com a responsabilidade da desordem pública, quando o pobre povo nem responder sabia”. Devido aos comentários corajosos recebeu como «presente» o exílio nos Estados Unidos. Entre livros e artigos dispersos em revistas, o Pe. Alves Correia deixou muitos escritos. O pensamento cristão deste homem ficou expresso em diversas publicações: «Lúmen», «Estudos», «Seara Nova», jornal «Novidades», «Jornal do Comércio» e «Comércio do Porto». Os seus livros deixam uma marca de intemporalidade embora seja necessário situá-los no tempo. “A largueza do Reino de Deus” (escrito em 1931) e o “Cristianismo e a Mensagem Evangélica” (de 1941) foram obras saídas da sua pena e que merecem ser saboreadas. O primeiro teve tanto impacto em Portugal que o seu autor passou a ser conhecido como «Pe. Larguezas»."
(Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/o-horizonte-longinquo-do-pe-alves-correia/)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta falha de papel no canto inferior esq.
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Reflexões / Pensamentos,
Religião
08 março, 2019
METODO PRATICO DO FOOT-BALL. "Rugby" e "Associação" ou "Soccer". Lisboa, Edição da Tipografia de Francisco Luís Gonçalves, [191-]. In-12.º (15cm) de 62, [2] p. ; il. ; B. Biblioteca Desportiva e de Recreio, II
1.ª edição.
Curiosíssimo manual prático sobre futebol, publicado na segunda década do século XX (ca. 1916), quando o desporto dava os seus primeiros passos entre nós. Trata-se de uma obra algo naïf se visto à luz dos nossos dias, sendo, salvo melhor opinião, a primeira que sobre este tema, com estas características, se publicou no nosso país. Inclui uma breve introdução às regras do rugby (ou râguebi), apenas com a finalidade de diferenciar este desporto do «footbal association».
O vocabulário inclui grande variedade de anglicismos e galicismos, relativos sobretudo aos termos técnico-tácticos do jogo, e à descrição e apreciação do desporto em geral.
Ilustrado no texto com um croquis esquemático e desenhos exemplificativos da "atitude" competitiva, tanto para o guarda redes como para os jogadores de campo.
"O notavel e sempre crescente incremento que desde ha anos vem tomando entre nós o foot-ball, fez que nos déssemos a coligir dos melhores autores estrangeiros e da propria pratica o que êste interessantissimo genero de sport reune de mais util.
Reconhecidos convenientes todos os jogos sportivos que a Inglaterra se tem dado á elevada missão de difundir, é força confessar que o foot-ball ocupa entre êles, pela liberdade salutar dos movimentos, pelo meio onde se exerce, um dos primeiros logares na educação física do individuo, desenvolvendo-o, e constituindo ao mesmo tempo uma diversão imensamente aprazivel. [...]
De facto, os que desconhecem em absoluto o foot-ball supõem-no um divertimento brutal, sem atractivos nem interesse.
E todavia, quanto é curioso observar êsses individuos quando pela primeira vez assistem a um match!
Irresistivelmente atraídos, fascinados, assistem ao decorrer do match, seguindo com a mais crescente anciedade e interesse todas as peripecias, todos os lances dêsse jogo que, momentos antes de entrarem no ring, não desdenhavam ferir com sarcasmos e risos motejadores.
Agitam-se, gesticulam, levantam-se, sentam-se para se tornarem a levantar; soltam exclamações; teem frases de desespero ou entusiasmo, segundo as fazes e consoante o seu grau de interesse por êste ou aquele jogador, sem descriminar équipes; proferem frazes de incitamento, e terminam por discutir vivamente, como verdadeiros conhecedores e interessados.
Quando saem do campo dão o seu dia por muito bem empregado.
E assim é, com efeito.
Assim se explica o numero sempre crescente de novos inscritos nos diferentes clubs existentes e a sua prosperidade, onde a par da grande quantidade de foot-ballistas se contam valiosos captains e distintos goal-keepers, forwards, half-backs e backs.
Sendo, pois, o foot-ball um jogo reconhecidamente util, pena é que não o adoptem todas as escolas, devendo os governos tornar obrigatorio o seu uso, em especial no exercito, onde todos os exercicios sportivos prestam no estrangeiro tão bons serviços, exercendo-o quotidianamente, no intuito de levantar energias e crear homens fortes.
No fott-ball existem todas estas virtudes inapreciaveis a par da educação da disciplina, da abnegação e do sacrificio, ao mesmo tempo que se perde a pusilanimidade.
Já o disse algures um dos grandes mestres: «o foot-ball é um jogo de tão pouco interesse, que o final dum campionato faz alterar um horário de caminhos de ferro».
Com a publicação do presente livrinho visamos um fim: provocar o gosto pelo foot-ball, desenvolver a cultura por esse genero de sport, que melhor se adapta aos nossos costumes."
(Excerto do Intróito)
Indice: - Introito. - Breve noticia sobre a origem do «Foot-Ball». - «Rugby» e «Associação» ou «Soccer». - Fato do jogador. - A higiene do jogador. - O jogo. - Jogadores. - Os Forwards. - Os half-backs. - Os backs. - O goal-keeper. - Conclusões. - Alguns artigos do Regulamento do jogo. - Vocabulario.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa com gravura e ferros gravados a seco e a ouro e negro.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP dá notícia da obra, não tendo no entanto registado qualquer exemplar.
45€
1.ª edição.
Curiosíssimo manual prático sobre futebol, publicado na segunda década do século XX (ca. 1916), quando o desporto dava os seus primeiros passos entre nós. Trata-se de uma obra algo naïf se visto à luz dos nossos dias, sendo, salvo melhor opinião, a primeira que sobre este tema, com estas características, se publicou no nosso país. Inclui uma breve introdução às regras do rugby (ou râguebi), apenas com a finalidade de diferenciar este desporto do «footbal association».
O vocabulário inclui grande variedade de anglicismos e galicismos, relativos sobretudo aos termos técnico-tácticos do jogo, e à descrição e apreciação do desporto em geral.
Ilustrado no texto com um croquis esquemático e desenhos exemplificativos da "atitude" competitiva, tanto para o guarda redes como para os jogadores de campo.
"O notavel e sempre crescente incremento que desde ha anos vem tomando entre nós o foot-ball, fez que nos déssemos a coligir dos melhores autores estrangeiros e da propria pratica o que êste interessantissimo genero de sport reune de mais util.
Reconhecidos convenientes todos os jogos sportivos que a Inglaterra se tem dado á elevada missão de difundir, é força confessar que o foot-ball ocupa entre êles, pela liberdade salutar dos movimentos, pelo meio onde se exerce, um dos primeiros logares na educação física do individuo, desenvolvendo-o, e constituindo ao mesmo tempo uma diversão imensamente aprazivel. [...]
De facto, os que desconhecem em absoluto o foot-ball supõem-no um divertimento brutal, sem atractivos nem interesse.
E todavia, quanto é curioso observar êsses individuos quando pela primeira vez assistem a um match!
Irresistivelmente atraídos, fascinados, assistem ao decorrer do match, seguindo com a mais crescente anciedade e interesse todas as peripecias, todos os lances dêsse jogo que, momentos antes de entrarem no ring, não desdenhavam ferir com sarcasmos e risos motejadores.
Agitam-se, gesticulam, levantam-se, sentam-se para se tornarem a levantar; soltam exclamações; teem frases de desespero ou entusiasmo, segundo as fazes e consoante o seu grau de interesse por êste ou aquele jogador, sem descriminar équipes; proferem frazes de incitamento, e terminam por discutir vivamente, como verdadeiros conhecedores e interessados.
Quando saem do campo dão o seu dia por muito bem empregado.
E assim é, com efeito.
Assim se explica o numero sempre crescente de novos inscritos nos diferentes clubs existentes e a sua prosperidade, onde a par da grande quantidade de foot-ballistas se contam valiosos captains e distintos goal-keepers, forwards, half-backs e backs.
Sendo, pois, o foot-ball um jogo reconhecidamente util, pena é que não o adoptem todas as escolas, devendo os governos tornar obrigatorio o seu uso, em especial no exercito, onde todos os exercicios sportivos prestam no estrangeiro tão bons serviços, exercendo-o quotidianamente, no intuito de levantar energias e crear homens fortes.
No fott-ball existem todas estas virtudes inapreciaveis a par da educação da disciplina, da abnegação e do sacrificio, ao mesmo tempo que se perde a pusilanimidade.
Já o disse algures um dos grandes mestres: «o foot-ball é um jogo de tão pouco interesse, que o final dum campionato faz alterar um horário de caminhos de ferro».
Com a publicação do presente livrinho visamos um fim: provocar o gosto pelo foot-ball, desenvolver a cultura por esse genero de sport, que melhor se adapta aos nossos costumes."
(Excerto do Intróito)
Indice: - Introito. - Breve noticia sobre a origem do «Foot-Ball». - «Rugby» e «Associação» ou «Soccer». - Fato do jogador. - A higiene do jogador. - O jogo. - Jogadores. - Os Forwards. - Os half-backs. - Os backs. - O goal-keeper. - Conclusões. - Alguns artigos do Regulamento do jogo. - Vocabulario.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa com gravura e ferros gravados a seco e a ouro e negro.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP dá notícia da obra, não tendo no entanto registado qualquer exemplar.
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06 março, 2019
Raríssima biografia poética de S. Gonçalo de Amarante.
De acordo com a Biblioteca Nacional, as primeiras impressões desta obra datam do século XVII, respectivamente, de 1627 e 1691, o que, salvo melhor opinião, fará da presente a 3.ª edição.
"Bem sei, leitor avisado,
em que me haja de acolher
aos Sanctos como a sagrado,
que impossivel será ser
o não ser calumniado.
E se introduzido está
que a ninguem já se perdoa,
quem compõe tambem dirá
não poder cousa tão má
estorvar cousa boa.
Que se o sabio que mais monta
é murmurado de inveja,
não me fazeis logo affronta;
porque entro tambem na conta
de um d'elles em que o não seja.
E como só Deus reparte
tudo o que quer, a quem quer
por mais que a inveja se farte,
a quem escreve não é parte
para deixar de escrever.
Com meu limitado engenho
já em publico theatro
com terceiro agora venho,
porque um mecenas que tenho
me esforça já para os quatro.
Se virdes que vos não dei
o tempo em que o Sancto fôra,
não é porque o ignorei;
senão porque o não achei,
nem se achou inda até gora.
E se algum douto entretanto
com sua sciencia me déra
o nome dos paes do Sancto,
e Papa e Rei que então era,
dar-me-hia gloria e espanto.
Se alcanço esta relação,
tel-a-hei em tanta estima,
que por ser de estimação
para a segunda impressão
fico que em verso se imprima."
(Ao Leitor)
S. Gonçalo de Amarante (1187?-1259). "Oriundo da nobre família dos Pereira, Gonçalo nasceu no Paço de Arriconha, freguesia do Divino Salvador de Tagilde - Vizela, por volta de 1187 e herda de seus pais a nobreza no sangue e a grandeza na Fé. É educado nos bons princípios cristãos e, quando atinge a mocidade, opta pela vida eclesiástica, estudando as primeiras letras, crê-se, no mosteiro beneditino de Santa Maria de Pombeiro de Ribavizela, Felgueiras, prosseguido estudos no Paço Arcebispal de Braga, onde viria a ser ordenado sacerdote. Foi-lhe confiada a paróquia de S. Paio de Vizela, tornando-se, em data incerta, cónego de Santa Maria da Oliveira (Colegiada de Guimarães).
Não satisfeito com a vida paroquial e ardendo no desejo de conhecer os lugares mais Santos do Cristianismo, de encetar uma longa peregrinação a Roma, para estar junto dos túmulos dos Apóstolos Pedro e Paulo, seguindo, depois, para a Palestina.
Após catorze anos, Gonçalo regressa à sua paróquia de S. Paio de Vizela que, durante a sua ausência, fora dirigida por um sobrinho que, o não reconhecendo, o expulsa de casa. Desiludido com a vida opulenta e faustosa do seu substituto e deparando-se com o desrespeito aos ensinamentos e à humildade cristã, decide abandonar a vida paroquial e opta por um modus vivendi mais contemplativo, eremítico e evangelizador. Embevecido neste espírito, toma o hábito da Ordem de S. Domingos."
(Fonte: https://www.cm-amarante.pt/pt/s-goncalo-de-amarante)
Encadernação simples em tela, cansada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação, com excepção das derradeiras quatro folhas de texto, a última (em branco) e a f. guarda, que apresentam pequena mancha de humidade com falha de papel, no pé, ao canto, junto do corte das folhas, sem no entanto atingir a mancha tipográfica.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
A BNP não possui esta edição.
35€
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História de Portugal,
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S. Gonçalo de Amarante,
Vizela
05 março, 2019
SILVEIRA, Joaquim Henriques Fradesso da - ESTATISTICAS DA INDUSTRIA E DO COMMERCIO DE PORTUGAL. Considerações geraes por... Lisboa, Imprensa nacional, 1872. In-8.º (16,5cm) de 40 p. ; il. mapas estat. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho estatístico sobre o comércio e indústria nacional elaborado no terceiro quartel do século XIX, época caracterizada por instabilidade governativa e más opções políticas que afectaram a economia do país. Ontem como hoje... Primeiro estudo que sobre o assunto se publicou entre nós.
Ilustrado com mapas estatísticos relativos à importação e exportação de mercadorias.
"Ha doze annos foi submetido á consideração do governo, pelo chefe de repartição de estatistica do ministrio das obras publicas, o sr. José de Torres, um relatorio-consulta ácerca da estatistica geral do paiz.
O relatorio está publicado no boletim do ministerio, e com elle ahi jaz o plano proposto.
A estatistica continua irregular, desordenada, quasi inutil, apesar da nomeação de conselhos e commissões, contingente unico offerecido pelos ministros, para execução de um dos mais importantes serviços do estado.
O contribuinte paga - quando paga - é mal servido e queixa-se.
O empregado publico trabalha - quando trabalha - é mal remunerado e lamenta-se.
Para que o contribuinte pague quanto lhe compete, o funccionario trabalhe quanto deve, o serviço seja bem feito, e bem remunerado, cessando todo o fundamento para queixas e lamentações, não basta propor leis, ou promulgar decretos, não basta nomear conselhos ou commissões numerosas.
Facil tarefa seria, ou tem sido, n'este caso a dos ministros.É preciso organisar, dirigir, com actividade, com perseverança, com severidade, dando exemplo aos servidores, e direcção aos serviços.
É absolutamente necessario animar a iniciativa, por tantos modos até agora comprimida, para que nas estações officiaes o eterno conflicto das competencias não seja embaraço perpetuo...
É preciso... governar.
N'isto se resumem as principaes reformas de que realmente carecemos.
É preciso governar.
Mas, desgraçadamente, os ministros, em geral, não governam, porque lhes falta o vigor, porque lhes falta o saber, ou porque a politica - uma repugnante politica - os torna dependentes, irresolutos, e timidos.
Não temos estatistica industrial.
Depende esta estatistica de uma informação local, permanente, e fiscalisada.
Não ha de vir das auctoridades administrativas essa informação, emquanto ellas forem o que são hoje, e o que até hoje têem sido."
(Excerto do preâmbulo)
Joaquim Henriques Fradesso da Silveira GCC • CvA • ComSE (Lisboa, 1825 - Lisboa, 1875). "Foi um oficial do Exército Português, lente de Física e Química na Escola Politécnica de Lisboa, que se distinguiu no campo da meteorologia, da metrologia e da política, sendo autor de extensa obra sobre temática industrial. Foi deputado às Cortes e sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro e muito interessante.
Indisponível
1.ª edição.
Curioso trabalho estatístico sobre o comércio e indústria nacional elaborado no terceiro quartel do século XIX, época caracterizada por instabilidade governativa e más opções políticas que afectaram a economia do país. Ontem como hoje... Primeiro estudo que sobre o assunto se publicou entre nós.
Ilustrado com mapas estatísticos relativos à importação e exportação de mercadorias.
"Ha doze annos foi submetido á consideração do governo, pelo chefe de repartição de estatistica do ministrio das obras publicas, o sr. José de Torres, um relatorio-consulta ácerca da estatistica geral do paiz.
O relatorio está publicado no boletim do ministerio, e com elle ahi jaz o plano proposto.
A estatistica continua irregular, desordenada, quasi inutil, apesar da nomeação de conselhos e commissões, contingente unico offerecido pelos ministros, para execução de um dos mais importantes serviços do estado.
O contribuinte paga - quando paga - é mal servido e queixa-se.
O empregado publico trabalha - quando trabalha - é mal remunerado e lamenta-se.
Para que o contribuinte pague quanto lhe compete, o funccionario trabalhe quanto deve, o serviço seja bem feito, e bem remunerado, cessando todo o fundamento para queixas e lamentações, não basta propor leis, ou promulgar decretos, não basta nomear conselhos ou commissões numerosas.
Facil tarefa seria, ou tem sido, n'este caso a dos ministros.É preciso organisar, dirigir, com actividade, com perseverança, com severidade, dando exemplo aos servidores, e direcção aos serviços.
É absolutamente necessario animar a iniciativa, por tantos modos até agora comprimida, para que nas estações officiaes o eterno conflicto das competencias não seja embaraço perpetuo...
É preciso... governar.
N'isto se resumem as principaes reformas de que realmente carecemos.
É preciso governar.
Mas, desgraçadamente, os ministros, em geral, não governam, porque lhes falta o vigor, porque lhes falta o saber, ou porque a politica - uma repugnante politica - os torna dependentes, irresolutos, e timidos.
Não temos estatistica industrial.
Depende esta estatistica de uma informação local, permanente, e fiscalisada.
Não ha de vir das auctoridades administrativas essa informação, emquanto ellas forem o que são hoje, e o que até hoje têem sido."
(Excerto do preâmbulo)
Joaquim Henriques Fradesso da Silveira GCC • CvA • ComSE (Lisboa, 1825 - Lisboa, 1875). "Foi um oficial do Exército Português, lente de Física e Química na Escola Politécnica de Lisboa, que se distinguiu no campo da meteorologia, da metrologia e da política, sendo autor de extensa obra sobre temática industrial. Foi deputado às Cortes e sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro e muito interessante.
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*SILVEIRA (Joaquim Henriques Fradesso da),
1ª E D I Ç Ã O,
Comércio,
Economia,
Estudos estatísticos,
Indústria,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Política
04 março, 2019
GALLIS, Alfredo - A AMANTE DE JESUS. (4.ª edição). Lisboa, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos), 1927. In-8.º (19cm) de 312 p. ; B.
Curioso romance biográfico de Jesus Cristo por Alfredo Gallis - apreciado autor de literatura erótica no final do século XIX, princípio do século XX - que oferece uma perspectiva mais "terrena" da vida do Messias. Durante o Estado Novo, os livros de Gallis seriam banidos pelo regime - proibidos e destruídos.
"Aos vinte seis dias do mês de janeiro do ano de mil oitocentos e noventa e três, da era cristã em que Jesus de Nazareth, carpinteiro na Galileia (Ásia Menor), foi injustamente executado em Jerusalém, no suplício da Cruz, por ordem do Senedrim sancionada por Pôncio Pilatos, governador da Judeia e delegado de Tibério, imperador dos romanos; principiei a escrever êste livro que dedico às almas boas e justas e às considerações daqueles que admitem que o amor, êsse velho sonho de Platão, nunca pôde ser indiferente, ainda aos maiores astros que teem iluminado com os deslumbrantes fulgores da sua luz o caminho infinito da humanidade.
Por muito tempo, justo é dizê-lo, lutei com a consciência sôbre se devia ou não, lançar êste trabalho à consideração dos homens.
Não porque êle venha qual perdão de revolta abalar crenças ou destruir princípios, mas porque, raptando por assim dizer a doce personalidade de Jesus ao dogma da Igreja, apresento-o ao mundo na modesta simplicidade da sua existência, tôda paz, tôda bondade, tôda perdão, e mais do que nunca, - tôda humana."
(Excerto do Proémio)
Índice:
Prémio. Parte I. I - A caravana. II - Jerusalém (o Templo e o sacerdócio). III - Jesus no Templo (Cláudia e Nicodemus.) IV - Maria de Magdala. V - Cláudia e Jesus. VI - Jesus regressa à Galileia (no poço de Jacob). Parte II. Jesus na Galileia. I - Suas afirmações e ideias acêrca do reino de Deus. II - Maria na Galileia. III - Propaganda de Jesus (sua acção milagrosa, indiganação em Capharnaum, suas máguas; o grande amor de Maria, notícias de Jerusalém). IV - A paixão de Judas de Karioth. Parte III. A grande luta. I - Em Jerusalém. II - Maria e Cláudia. III - No Pórtico de Salomão. IV - Última viagem de Jesus. V - Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. VI - A vingança de Judas. VII - Jesus salva o cristianismo (a sua prisão). Parte IV. A Via Dolorosa. I - O processo do grande homem. II - A solenidade da Páscoa. III - O grande crime. IV - A relíquia santa.
Joaquim Alfredo Gallis (1859-1910). "Mais conhecido por Alfredo Gallis, foi um jornalista e romancista muito afamado nos anos finais do século XIX, que exerceu o cargo de escrivão da Corporação dos Pilotos da Barra e o de administrador do concelho do Barreiro (1901-1905). Usou múltiplos pseudónimos, entre os quais Anthony, Rabelais, Condessa do Til e Katisako Aragwisa. Desde muito jovem redigiu artigos e folhetins em jornais e revistas, entre os quais a Universal, a Illustração Portugueza, o Jornal do Comércio, a Ecos da Avenida e o Diário Popular (onde usou o pseudónimo Anthony). Como romancista conquistou grande popularidade, especializando-se em textos impregnados de sensualismo exaltado que viviam das «fraquezas e aberrações de que eram possuídas, eram desenvolvidas entre costumes libertinos e explorando o escândalo». Escreveu cerca de três dezenas de romances, por vezes publicados com o pseudónimo Rabelais. Alguns dos seus romances têm títulos sugestivos da sensualidade que exploram, nomeadamente Mulheres perdidas, Sáficas, Mulheres honestas, A amante de Jesus, O marido virgem, As mártires da virgindade, Devassidão de Pompeia e O abortador. É autor dos dois volumes da História de Portugal, apensos à História, de Pinheiro Chagas, referentes ao reinado do rei D. Carlos I de Portugal.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
35€
Curioso romance biográfico de Jesus Cristo por Alfredo Gallis - apreciado autor de literatura erótica no final do século XIX, princípio do século XX - que oferece uma perspectiva mais "terrena" da vida do Messias. Durante o Estado Novo, os livros de Gallis seriam banidos pelo regime - proibidos e destruídos.
"Aos vinte seis dias do mês de janeiro do ano de mil oitocentos e noventa e três, da era cristã em que Jesus de Nazareth, carpinteiro na Galileia (Ásia Menor), foi injustamente executado em Jerusalém, no suplício da Cruz, por ordem do Senedrim sancionada por Pôncio Pilatos, governador da Judeia e delegado de Tibério, imperador dos romanos; principiei a escrever êste livro que dedico às almas boas e justas e às considerações daqueles que admitem que o amor, êsse velho sonho de Platão, nunca pôde ser indiferente, ainda aos maiores astros que teem iluminado com os deslumbrantes fulgores da sua luz o caminho infinito da humanidade.
Por muito tempo, justo é dizê-lo, lutei com a consciência sôbre se devia ou não, lançar êste trabalho à consideração dos homens.
Não porque êle venha qual perdão de revolta abalar crenças ou destruir princípios, mas porque, raptando por assim dizer a doce personalidade de Jesus ao dogma da Igreja, apresento-o ao mundo na modesta simplicidade da sua existência, tôda paz, tôda bondade, tôda perdão, e mais do que nunca, - tôda humana."
(Excerto do Proémio)
Índice:
Prémio. Parte I. I - A caravana. II - Jerusalém (o Templo e o sacerdócio). III - Jesus no Templo (Cláudia e Nicodemus.) IV - Maria de Magdala. V - Cláudia e Jesus. VI - Jesus regressa à Galileia (no poço de Jacob). Parte II. Jesus na Galileia. I - Suas afirmações e ideias acêrca do reino de Deus. II - Maria na Galileia. III - Propaganda de Jesus (sua acção milagrosa, indiganação em Capharnaum, suas máguas; o grande amor de Maria, notícias de Jerusalém). IV - A paixão de Judas de Karioth. Parte III. A grande luta. I - Em Jerusalém. II - Maria e Cláudia. III - No Pórtico de Salomão. IV - Última viagem de Jesus. V - Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. VI - A vingança de Judas. VII - Jesus salva o cristianismo (a sua prisão). Parte IV. A Via Dolorosa. I - O processo do grande homem. II - A solenidade da Páscoa. III - O grande crime. IV - A relíquia santa.
Joaquim Alfredo Gallis (1859-1910). "Mais conhecido por Alfredo Gallis, foi um jornalista e romancista muito afamado nos anos finais do século XIX, que exerceu o cargo de escrivão da Corporação dos Pilotos da Barra e o de administrador do concelho do Barreiro (1901-1905). Usou múltiplos pseudónimos, entre os quais Anthony, Rabelais, Condessa do Til e Katisako Aragwisa. Desde muito jovem redigiu artigos e folhetins em jornais e revistas, entre os quais a Universal, a Illustração Portugueza, o Jornal do Comércio, a Ecos da Avenida e o Diário Popular (onde usou o pseudónimo Anthony). Como romancista conquistou grande popularidade, especializando-se em textos impregnados de sensualismo exaltado que viviam das «fraquezas e aberrações de que eram possuídas, eram desenvolvidas entre costumes libertinos e explorando o escândalo». Escreveu cerca de três dezenas de romances, por vezes publicados com o pseudónimo Rabelais. Alguns dos seus romances têm títulos sugestivos da sensualidade que exploram, nomeadamente Mulheres perdidas, Sáficas, Mulheres honestas, A amante de Jesus, O marido virgem, As mártires da virgindade, Devassidão de Pompeia e O abortador. É autor dos dois volumes da História de Portugal, apensos à História, de Pinheiro Chagas, referentes ao reinado do rei D. Carlos I de Portugal.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
35€
03 março, 2019
I. CONGRESSO DAS ACTIVIDADES DO DISTRITO DE LEIRIA : 23 a 26 de Setembro de 1943. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na Tipografia e Encadernação Mendes Barata, Leiria], 1943. In-8.º (20,5cm) de [28] p ; [4] f. il. ; [1] f. solta ; B.
1.ª edição.
Programa das actividades a realizar em cada um dos quatro dias do congresso. Impresso em papel de superior qualidade, com excelente execução gráfica.
Ilustrado com 4 bonitas estampas à parte.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
1.ª edição.
Programa das actividades a realizar em cada um dos quatro dias do congresso. Impresso em papel de superior qualidade, com excelente execução gráfica.
Ilustrado com 4 bonitas estampas à parte.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
02 março, 2019
SOUZA, Salvador Maria de - DO CHLOROFORMIO. Suas indicações e contra-indicações em cirurgia. THESE INAUGURAL. Defendida perante a Escola Medico-cirurgica de Lisboa. Por... Julho de 1875. Escola Medico-Cirurgica de Lisboa, 2.ª serie : These n.º 81. Lisboa, Typographia Portugueza, 1875. In-8.º (18,5cm) de [14], 90, [6] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante tese académica sobre a utilização do clorofórmio em cirurgia como elemento anestésico. O juri foi liderado pelo conhecido médico e professor catedrático Dr. Sousa Martins.
"O chloroformio apesar de puro e bem applicado pode matar; eis a conclusão, contraria á de Sedillot, que julgamos poder tirar do estudo feito sobre a chloroformisação.
Prevenir os accidentes mortaes, tanto quanto possivel, eis o dever do homem de sciencia. Os meios preventivos, é verdade, não são infalliveis, mas com certeza concorrem para tornar menos frequentes os casos fataes. Não se deve empregar o chloroformio nos casos em que seja evidentemente containdicado: devem afastar-se todas as causas que possam predispôr para a syncope: deve vigiar-se com toda a attenção a marcha da anesthesia, combatendo todas as complicações, e não a prolongando além do periodo cirurgico."
(Preâmbulo de Meios de prevenir os accidentes da chloroformisação)
Matérias:
- Chimica. - Acção physiologica. - Theorias da acção anesthesica. - Accidentes produzidos pelo chloroformio. - Causa da morte subita na chloroformisação. - Meios de prevenir os accidentes da chloroformisação. - Meios de combater a syncope chloroformica. - Operações. - Proposições.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas e lombada apresentam pequenas falhas de papel.
Raro.
A BNP tem registo da obra, sem informação exemplar.
Indisponível
1.ª edição.
Interessante tese académica sobre a utilização do clorofórmio em cirurgia como elemento anestésico. O juri foi liderado pelo conhecido médico e professor catedrático Dr. Sousa Martins.
"O chloroformio apesar de puro e bem applicado pode matar; eis a conclusão, contraria á de Sedillot, que julgamos poder tirar do estudo feito sobre a chloroformisação.
Prevenir os accidentes mortaes, tanto quanto possivel, eis o dever do homem de sciencia. Os meios preventivos, é verdade, não são infalliveis, mas com certeza concorrem para tornar menos frequentes os casos fataes. Não se deve empregar o chloroformio nos casos em que seja evidentemente containdicado: devem afastar-se todas as causas que possam predispôr para a syncope: deve vigiar-se com toda a attenção a marcha da anesthesia, combatendo todas as complicações, e não a prolongando além do periodo cirurgico."
(Preâmbulo de Meios de prevenir os accidentes da chloroformisação)
Matérias:
- Chimica. - Acção physiologica. - Theorias da acção anesthesica. - Accidentes produzidos pelo chloroformio. - Causa da morte subita na chloroformisação. - Meios de prevenir os accidentes da chloroformisação. - Meios de combater a syncope chloroformica. - Operações. - Proposições.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas e lombada apresentam pequenas falhas de papel.
Raro.
A BNP tem registo da obra, sem informação exemplar.
Indisponível
Etiquetas:
*SOUSA (Salvador Maria de),
1ª E D I Ç Ã O,
Escola Medico-Cirurgica de Lisboa,
História,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Medicina,
Teses/Dissertações Universitárias,
Universidade de Lisboa
01 março, 2019
VASCONCELLOS, Faria e - O PESSIMISMO (semeiologia e therapeutica). Castello Branco, Typ. de Arthur Silva, 1902. In-8.º (20,5cm) de 96, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio socio-psicológico sobre o pessimismo. Publicado em Castelo Branco, trata-se da segunda obra do autor; a primeira, foi a dissertação académica o O Materialismo Historico e a Reforma Religiosa do Seculo XVI (1900).
"A historia da humanidade é a historia da dôr. Todos os problemas sociaes se synthetisam n'esta grande verdade. É que a dôr é uma lei natural da vida, como o prazer o é tambem.
No grandioso palco do coração e da vida estes dois phenomenos são os grandes protagonistas do emocionante e gigantesco drama da civilisação, os meneurs suggestionadores dos grandes acontecimentos, os prophetas de todas as revoluções, como na scenographia feerica na natureza as trevas e a luz são as mysteriosas forças do inimitavel concerto do Universo.
O prazer e a dôr são os passe-partouts prodigiosos por meio dos quaes o espirito humano póde entrar nos inumeraveis appartements do immenso Vaticano da Historia. Assim é que desde a antiguidade, a dôr e o prazer, o optimismo e o pessimismo teem sido os verdadeiros instrumentos registradores. [...]
O problema social da felicidade humana, o enygma do destino foi em todos os tempos e em todos os logares a causa das angustias moraes, das morbidas agitações, das extranhas producções intellectuaes que teem convulsionado as massas gritantes d'uma dôr emorme nas suas estrondosas lamentações.
É esta sede de ideal insatisfeito que origina o mal estar de que o pessimismo é a expressão."
(Excerto da 1.ª parte da obra)
António de Sena Faria de Vasconcelos Azevedo ou simplesmente Faria de Vasconcelos (1880-1939). "Bacharel em leis formado pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1901). Partiu para Paris e depois para a Bélgica, tendo feito o doutoramento em Ciências Sociais na Universidade Nova de Bruxelas. Tornou-se professor universitário e um prestigiado pedagogo ou pedagogista associado ao movimento Escola Nova."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Raro.
30€
1.ª edição.
Interessante ensaio socio-psicológico sobre o pessimismo. Publicado em Castelo Branco, trata-se da segunda obra do autor; a primeira, foi a dissertação académica o O Materialismo Historico e a Reforma Religiosa do Seculo XVI (1900).
"A historia da humanidade é a historia da dôr. Todos os problemas sociaes se synthetisam n'esta grande verdade. É que a dôr é uma lei natural da vida, como o prazer o é tambem.
No grandioso palco do coração e da vida estes dois phenomenos são os grandes protagonistas do emocionante e gigantesco drama da civilisação, os meneurs suggestionadores dos grandes acontecimentos, os prophetas de todas as revoluções, como na scenographia feerica na natureza as trevas e a luz são as mysteriosas forças do inimitavel concerto do Universo.
O prazer e a dôr são os passe-partouts prodigiosos por meio dos quaes o espirito humano póde entrar nos inumeraveis appartements do immenso Vaticano da Historia. Assim é que desde a antiguidade, a dôr e o prazer, o optimismo e o pessimismo teem sido os verdadeiros instrumentos registradores. [...]
O problema social da felicidade humana, o enygma do destino foi em todos os tempos e em todos os logares a causa das angustias moraes, das morbidas agitações, das extranhas producções intellectuaes que teem convulsionado as massas gritantes d'uma dôr emorme nas suas estrondosas lamentações.
É esta sede de ideal insatisfeito que origina o mal estar de que o pessimismo é a expressão."
(Excerto da 1.ª parte da obra)
António de Sena Faria de Vasconcelos Azevedo ou simplesmente Faria de Vasconcelos (1880-1939). "Bacharel em leis formado pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1901). Partiu para Paris e depois para a Bélgica, tendo feito o doutoramento em Ciências Sociais na Universidade Nova de Bruxelas. Tornou-se professor universitário e um prestigiado pedagogo ou pedagogista associado ao movimento Escola Nova."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Raro.
30€
Etiquetas:
*VASCONCELOS (Faria de),
1ª E D I Ç Ã O,
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Filosofia,
Psicologia,
Sociologia
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