23 maio, 2018

FILINTO, Jayme - A GRANDE CATASTROPHE DO THEATRO BAQUET. Narrativa fidedigna do terrivel incendio occorrido em a noite de 20 para 21 de Março de 1888, precedida da historia do theatro. Coordenada por... e ornamentada com cinco magnificas phototypias reproduzindo as ruinas do theatro, interior e exteriormente. Porto, Casa Editora Alcino Aranha & C.ª, 1888. In-4.º (28 cm) de 324, [4] p. ; [5]  f. il. ; il. ; E.
1.ª edição.
Monografia sobre o incêndio que reduziu a escombros um dos teatros mais emblemáticos do Porto e que reclamou dezenas de vítimas. A tragédia chocou o país, tendo tido eco na imprensa nacional e internacional da época.
"Construído sob os auspícios de António Pereira, um alfaiate portuense, que tendo passado parte da sua vida na Espanha, ao regressar à Pátria [...] decide construir um teatro. Nasce o Teatro Baquet." (ESPIRITO SANTO, 1988, p. 11)
"Na madrugada do dia 20 para 21 de Março o Baquet tinha na sua programação, uma ópera cómica, um espectáculo de ballet espanhol e uma paródia. O público lotava a plateia e aplaudiu pedindo repetição do número que havia sido encenado. Nesse momento, entre palmas e apupos, uma das bambolinas trespassa uma gambiarra..." (Marcelina das Graças de Almeida)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem as capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Apresenta pequena falha de pele na base da lombada e restauro de duas páginas sem afectação do texto.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível
GURUPY, J. P. - GALICULTURA. Ilustrações do autor. 2.ª edição. [Como se prepara o galo combatente para ganhar brigas]. Rio de Janeiro, [s.n. - Composto e impresso nas oficinas próprias da Editôra A Noite, Rio], 1956. In-8.º (19 cm) de 85, [3] p. ; mto il. ; B.
Manual para preparação de galos de combate, "desporto" sem tradição em Portugal, cujos eventos apenas episodicamente têm lugar, e sempre de forma clandestina. Hoje em dia, por tudo o que envolve esta actividade - maus tratos infligidos aos animais e apostas ilegais -, na maioria dos países, incluindo Portugal e Brasil, esta prática é proibida.
Ilustrado com a fotografia do autor no início do livro, mapas de ginástica e de treinos, desenhos esquemáticos e inúmeras gravuras e fotografias dos animais ao longo do texto.
"Quis reunir em um livro, com o nome "MANUAL DO GALISTA", os conhecimentos que adquiri em muitos anos de prática de galicultura. [...]
Bem sei que não há livro, por melhor que seja, que possa por si só, ensinar minuciosamente todos os segredos de uma profissão, mas, apesar disso, procurei ser o mais minucioso possível, valendo-me quase que exclusivamente da minha experiência e das minhas observações, feitas em muitos anos de prática de galicultura. [...]
Envidarei todos os meus esforços para, futuramente, melhorar êste livrinho, que é destinado aos amadores do másculo esporte galístico."
(Excerto da introdução)
Índice:
Introdução (1.ª edição). Prefácio (2.ª edição). Galos de briga do Distrito Federal. Padronização dos meus galos. Padrão Gurupy. Qualidades físicas. Preliminares da Treinagem. "Batida" de selecção (1.ª "Encorva"). "Batidas" de instrução de combate. Exercícios. Mapa de Ginástica. Mapa de Treinagem. Qualidades combativas. Ficha. As principais técnicas de briga. Golpes. Intervalos dos rounds ("Refrescos"). Tratamento após as "batidas" e brigas. Bico. Inspecção diária. Banhos e massagens. Banhos de sol. Palpebratomia. Tosa. Couraça. Corte das esporas. Exame físico de aptidão para a luta. Instalações. Gaiolas. Comedouros e bebedouros. Passeadouro. Tambor de "batidas". Pequenos parques. Banheiro de pós. Utensílios.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Indisponível

22 maio, 2018

CABRAL, Paulo Benjamin - ELECTROTECHNIA EM PORTUGAL. Por... Engenheiro civil, lente cathedratico do instituto industrial e commercial de Lisboa e enspector geral dos telegraphos. Congresso Pedagogico Hispano-Portuguez-Americano : Secção Portuguesa. Lisboa, Imprensa Nacional, 1892. In-4.º (25 cm) de [2], 38 p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da engenharia electrotécnica em Portugal. O autor descreve o panorama nacional da disciplina, aproveitando para estabelecer um paralelo com o estudo da matéria no estrangeiro.
"A importancia e a necessidade do ensino technico são de tal modo reconhecidas e apreciadas, que de toda a parte surgem quotidianamente estudos tendentes a esclarecer algum dos multiplos problemas, ou a resolver alguma das questões controversas que lhes dizem respeito. Collaboram n'esses trabalhos, com igual zêlo, sabios e engenheiros eminentes, e todos os que estão ligados ao ensino publico ou particular, desde os mais famosos até aos mais humildes professores, mostram tanto empenho como os industriaes, os commerciantes e os proprios operarios em promover o desenvolvimento de um genero de instrucção que é indispensavel diffundir para fomentar o progresso industrial, ou pelo menos para assegurar para assegurar a cada povo o goso e os beneficios de muitos inventos e descobertas. [...]
Vejamos agora mais minuciosamente como está e como tem estado organisado em Portugal o ensino da electricidade e das suas prinicpaes applicações.
Como acima se disse, não ha, mesmo no presente momento, nenhuma escola technica superior destinada a ensino d'esta natureza e nas escolas existentes não estão organisados cursos especiaes. Apenas na escola do exercito (escola de applicação para os cursos das armas scientificas e de engenharia civil, e ao mesmo tempo escola para os officiaes das armas de infanteria e cavallaria) ha uma cadeira de telegraphia, destinada a completar a instrucção geral dos engenheiros.
O unico curso actual de electrotechnia era o que se ensinava nos institutos industriaes e commerciaes de Lisboa e Porto e que legalmente deixou de existir no segundo d'aquelles estabelecimentos, tendo sido transformado no primeiro por modo que não é n'este momento nem sequer curso preparatorio ou aproveitado para instrucção dos empregados telegraphicos."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado, por abrir,  em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Raro.
Indisponível

21 maio, 2018

in ALFRED HITCHCOCK'S. Ciclo organizado pela Cinemateca Portuguesa e pela Fundação Calouste Gulbenkian com o alto patrocínio das Embaixadas Britânica e dos Estados Unidos da América em Lisboa No Teatro Municipal de S. Luís e no Grande Auditório da Fundação. De Fevereiro a Abril de 1982. [Lisboa], Edição da Cinemateca Portuguesa e da Fundação Calouste Gulbenkkian, 1982. In-4.º (26cm) de 220, [4] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Importante biografia de Alfred Hitchocock - o mestre do suspense - e a sua obra, publicada por ocasião do ciclo de cinema a si dedicado.
Índice: Da vida e obra de Alfred Hitchocock, por João Bénard da Costa. As aparições de Hitchocock, por Maurice Yacowar. Léxico mitológico para a obra de Hitchocock, por Philippe Demonsablon. It's only a film ou a face do nada, por Pascal Bonitzer. Alfred Hitchocock, por Luís Noronha da Costa. A cortina rasgada, por Jorge Alves da Silva. Plotting de Hitchocock family, por Susan Schenker. Filmografia. Bibliografia.
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a negro e aplicação manual de gravura colorida.
Muito invulgar.
20€

20 maio, 2018

MOTA, Miguel - PROBLEMAS DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA. Problemas da Agricultura. Artigos publicados no Jornal do Comércio : 1960-1969. [Por]...Engenheiro Agónomo : Departamento de Genética da Estação Agronómica Nacional. Lisboa, Federação Nacional dos Produtores de Trigo, 1969. In-4.º (24,5 cm) de 268, [4] p. ;il. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de artigos publicados pelo autor no Jornal do Comércio ao longo de dez anos, sobre a investigação científica em Portugal e a sua aplicação à agricultura nacional.
Livro ilustrado com quadros no texto.
Miguel Eugénio Galvão de Melo e Mota (1922-2016). Agrónomo, investigador e cientista português, doutor honoris causa pela Universidade de Évora e pioneiro da Genética e da Biologia Celular em Portugal. "Estudou no Instituto Superior de Agronomia, Universidade Técnica de Lisboa, de 1940 a 1948, quando recebeu o título de Engenheiro Agrónomo. O seu Relatório de Tirocínio, "Factores que comandam a cor e o comprimento do pêlo no coelho" foi classificado com 18 valores. A dissertação, cujo trabalho de investigação foi realizado de 1946 a 1948 no Departamento de Genética da Estação Agronómica Nacional e se intitulou "O Trigo Sarraceno (Fagopyrum esculentum Moench)", foi classificado com 17 valores. A classificação final de curso foi de 14 valores."

(Fonte: http://miguelmota.planetaclix.pt/cv.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

16 maio, 2018

BORDALO, Francisco Maria – EUGENIO : romance maritimo. Por... 2.ª edição. Lisboa, Typ. na rua dos Douradores, 1854. In-8.º (19cm) de 288 p. ; E.
Eugenio inaugurou o denominado "romance marítimo" em Portugal, género literário muito apreciado na segunda metade do século XIX. A presente edição foi a 1.ª publicada em Portugal, tendo sido publicada originalmente no Brasil alguns anos antes (1846).
Livro ilustrado com bonitas capitulares.
Este romance marítimo – primeiro do seu género que se escreveu em portuguez – foi impresso no Rio de Janeiro em 1846. Poucos exemplares d’essa edição vieram á Europa – felizmente, porque está recheada de erros typographicos, alem das faltas que revelam a precipitação com que foi escripto o livro. Eis as palavras com que terminámos o prefacio d’aquella primeira edição:
«Este romance, delineado nos mares de Africa, começado a executar em Lisboa, continuado no Rio da Prata, e concluido no Brasil, resentir-se-há, sem duvida, das calmas e borrascas entre as quaes foi architectado, e das sensações sob cuja influencia foi escripto em tão diferentes climas; não terá, talvez, unidade de acção nem de estylo, caracteres bem sustentados, grande invenção… mas, terá elle vida… sentimento?»
«Não somos nós o jury competente para o decidir.»
«Rio de Janeiro, 12 de Fevereiro de 1846»
Hoje corrigimos, alterámos, emendámos, cortámos aqui, accrescentámos acolá… ficaria melhor o livro? Tambem não podemos decidir – o publico o julgará.
Lisboa, 25 de Novembro de 1853.”
(Introdução)
Francisco Maria Bordalo (1821-1861). Capitão-tenente da Armada Portuguesa. Escritor e jornalista, foi o percursor do romance marítimo na nossa literatura. Amigo íntimo de Herculano, de Garrett e de outros intelectuais da época, deixou páginas de muito interesse para o conhecimento da vivência a bordo dos navios do seu tempo. Marinheiro aos 12 anos, estudou Matemáticas na Academia de Marinha. Como guarda-marinha fez numerosas viagens a partir de 1837. As suas impressões de viagens foram traduzidas pelo Times.
Bonita encadernação coeva inteira de carneira com rótulo carmim e dourados na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Falta f. anterrosto (?). Selo de posse no verso da f. de guarda.
Raro.
Indisponível
IGREJA CATÓLICA EM MOÇAMBIQUE. Primeira Pastoral dos Bispos de Moçambique. Os Padres Brancos. Prefácio de Anselmo Borges. [S.l.], Delfos [Comp. e Imp. na Tip. Guerra, Viseu], [1970]. In-8.º (16cm) de 175, [1] p. ; B. Col. Temas 2000, 11
1.ª edição.
Importante documento para a história da missionação em Moçambique.
"A Igreja é também a Igreja que está em Moçambique, que vive em Moçambique, que quer servir e ser luz do povo moçambicano, ao mesmo tempo que quer ser também iluminada por ele.
O Episcopado moçambicano, voz e expressão da Igreja profética em Moçambique, falou numa Carta Pastoral, para proclamar a verdade, a dignidade da pessoa humana, para reclamar justiça, relações verdadeiramente humanas e fraternais, para denunciar injustiças, para apontar caminhos, para anunciar a Boa Nova. [...]
É um documento notável, oportuno, até certo ponto corajoso, que abalará algumas consciências que prefeririam não ser desinstaladas do seu comodismo fácil e egoísta. É por isso um texto que deve ser lido e meditado e que «não pode ficar perdido nas páginas de revistas ou nos arquivos eclesiásticos», como foi escrito quando me foi pedido este prefácio."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. I - Primeira Pastoral Colectiva dos Bispos de Moçambique: 1. Moçambique-1970; 2. Para uma Sociedade mais Humana; 3. Educação; 4. Evangelização. II - Os Padres Brancos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas.
Invulgar.
Com interesse histórico e religioso.
10€

15 maio, 2018

MARDEL, Coronel Eugénio - A "BRIGADA DO MINHO" NA FLANDRES (o 9 de Abril). Subsídios para a história da 44.ª Brigada do C. E. P. Com autorização do Ministério da Guerra. Lisboa, Serviços Gráficos do Exército, 1923. In-8.º (19cm) de 207, [1] p. ; [3] plantas desd. ; B.
1.ª edição.
Relatório do Coronel Eugénio Mardel, 2.º Comandante da 4.ª Brigada de Infantaria, redigido durante o seu cativeiro no Campo de Breesen. Trata-se de um dos mais importantes subsídios coevos publicados para a história da presença do Corpo Expedicionário Português em França, e a sua actuação na Batalha de La Lys, na Flandres, em 9 de Abril de 1918.
Ilustrado no texto e em separado com mapas, gráficos e plantas topográficas do cenário de guerra.
"Êste relatório foi elaborado no Campo de Prisioneiros de Breesen, sem auxílio de nenhum documento, além dos dados fornecidos por uns relatórios sumário dos Batalhões de Infantaria 3, 8 e 20, por recordações de factos passados e ainda informações colhidas de oficiais e praças, feridos e prisioneiros, por mim e pelo infatigável trabalhador, valente leal e dedicado amigo o Capitão de Infantaria, granadeiro da Brigada Agnelo João Taveira Moreira, que durante o cativeiro sempre me acompanhou, e que, no decorrer da Batalha em cumprimento de um dever militar se sacrificou, ficando gravemente ferido. Tendo sido conclüido em 16 de Dezembro de 1918, e por mim entregue ao Quartel General do C. E. P. em Roquetoire no dia 6 de Janeiro de 1919, ao então capitão do S. E. M. Sr. Álvaro Teles Ferreira de Passos, em serviço no referido Q. G., quando ali me apresentei de regresso da situação de «Prisioneiro de Guerra» na Alemanha."
(Introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

14 maio, 2018

MACEDO, José Agostinho de – AS PATEADAS DE THEATRO INVESTIGADAS NA SUA ORIGEM; E CAUSASPor… LISBOA: Na Impressão Regia. Anno de 1812. Com Licença. In-8.º (15cm) de 132 p. ; E.
1.ª edição.
Apreciada edição original desta obra do desbragado padre planfetário, e uma das mais curiosas da sua extensa bibliografia.
“Illustre sombra, fizeste rir, e triunfaste. A mais grave Nação da Europa gemia opressa debaixo dos irrisorios Fantasmas de andante cavalaria; tu a salvaste, pintando-lhe hum fantastico cavaleiro. A minha Nação geme opressa debaixo do pezo imenso de parvoíces theatraes, com o teu exemplo eu a procuro salvar. Dedico-te este ensaio, talvez não inferior aos prodígios do teu engenho. Se nele não te igualo, por certo ha entre as minhas, e tuas circumstancias grande analogia. Tu morreste de fome em Sevilha, e eu…"
(Excerto da introdução, Á sombra de Cervantes)
Encadernação coeva inteira de pele com rótulo e ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas esfoladas, com falhas de pele nas extremidades da lombada. Assinatura de posse no verso da 2.ª folha e um ou outro escrito no texto; sinais de humidade transversais a toda a obra.
Raro.
40€

13 maio, 2018

BRUNO - O ENCOBERTO. Porto, Livraria Moreira - Editora, 1904. In-8.º (19 cm) de XX, 381, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Importante ensaio sobre o messianismo.
De acordo com Sampaio Bruno, "o verdadeiro messias não é um príncipe morto e ressuscitado pela febre dos ignorantes, nem as nações privilegiadas dos xenófobos, mas tão-só e apenas o Homem". Foi à luz desta ideia de liberdade e desta noção de dinamismo universal fortemente apoiado em critérios morais que analisou, em O Encoberto a filosofia da história de Portugal, como também defendeu a sucessão evolutiva entre a monarquia, a república e o socialismo. O critério essencial para apreciação do desenvolvimento dos povos e das nações é o seu estado de desenvolvimento moral, o estado de apuramento da sensibilidade e dos costumes, com expressão também ao nível das formas de dominação política."
(Fonte: http://cvc.instituto-camoes.pt/filosofia/rep6.html)
"Não morrera, porque o seu symbolo vivo não morrera tambem; a sua encarnação heroica conseguira salvar-se, afinal, da desesperação sanguinosa da batalha perdida.
Mas, senão morrera, onde estava então, que não volvia ao seu suspiroso paiz?
Que havia de extraordinario, almas mal nascidas e escassamente medradas em apoucada fé? Não morrera como outros seus pares, de congenere destino; e, como elles, estava fazendo penitencia, a pungir-se de seus peccados e a expungir suas lancinantes responsabilidades, ahi onde marcado lhe fôra, como esses outros o estavam, outrosim, ahi onde a elles pela mesma superna justiça marcado lhes fôra tambem. [...]
Todavia, nos adustos plainos de Alcacer-Khebir Portugal cahira, com universal estrondo, e por morto universalmente o deram; os seus mesmo naturaes, na desesperação de seus lamentos, por morto o confessaram.
É certo que, em sua fé, o crente tem que, da morte, o Christo resuscitou; e, de sciencia, o profano sabe que tambem da morte os povos resurgem, como as nações grega e italiana agora mesmo o testificam e e attestam.
Assim tambem, amortalhado e morto, consoante em luzente, funebre painel nol-o os nossos o amostraram, assim tambem havia de resuscitar Portugal verdadeiro? E resuscitado o teriamos de ter, de verdade?"
(Excerto do Cap. O Encoberto)
Indice:
Introdução. I - A Fé e o Imperio. II - O Desejado. III - O Encoberto. IV - O Restaurado. V - Mytho. VI - Realidade. VII - Decadencia e progresso.
Sampaio Bruno, pseudónimo de José Pereira Sampaio (1857-1915). "Nasceu no Porto, em 1857, e faleceu na mesma cidade, no ano de 1915. Formou-se em Medicina em 1876, embora nunca tenha exercido essa profissão. Implicado no movimento revolucionário de intenção republicana de 1891, emigra para Paris, onde redige o Manifesto dos Emigrados da Revolução Republicana de 31/01/1891. Pensador notável e estudioso dos problemas filosóficos e metafísicos, cedo revelou paixão pelo jornalismo. Com apenas 15 anos é levado a tribunal de liberdade de imprensa, pela redacção e publicação de Vampiro. Absolvido, continua a sua digressão pelas letras e pelo jornalismo, redigindo, fundando e colaborando em revistas e jornais, a citar: Laço Branco (que se segue a Vampiro), Gazeta do Realismo, Revista de Portugal e Brasil, Diário da Tarde, Folha Nova, entre outros. Traduziu a História de Portugal, do alemão H. Schaefer. Em 1874, apenas com 17 anos, publica o seu primeiro livro: Análise da Crença Cristã, que provocou escândalo e suscitou polémica. Este livro seria o primeiro de uma extensa obra onde se incluem: A Geração Nova, 1886; Notas do Exílio, 1893; O Brasil Mental, 1898; A Ideia de Deus, 1902; O Encoberto, 1904; Os Modernos Publicista Portugueses, 1906; Portugal e a Guerra das Nações, 1906; A Questão Religiosa, 1907; Portuenses Ilustres, 1908; A Ditadura, 1909; O Porto Culto, 1912; Os Cavaleiros do Amor, livro inacabado, editado em 1996. Após a Proclamação da República, em 1910, foi nomeado funcionário superior da Biblioteca Pública Municipal do Porto e, posteriormente, seu Director. Foi dos primeiros críticos do positivismo de Comte."
(Fonte: http://teoriadojornalismo.ufp.edu.pt/inventarios/bruno-s-1906)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta vinco no canto sup. dto.

Invulgar.
Com interesse histórico e filosófico.
Indisponível

12 maio, 2018

SOUZA (Nemo), J. Fernando de - O ESPIRITISMO E A DOUTRINA DA EGREJA. (Conferencia na Liga de Acção Social Chistã em 8 de Maio de 1923). Lisboa, Composição Rua da Lucta, 30, 2.º : Impressão Rua do Mundo, 12, 1923. In-8.º (19cm) de 30, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conferência proferida pelo Conselheiro Fernando de Sousa. Trata-se de um curioso ensaio sobre o espiritismo, encarado sob o ponto de vista do catolicismo, religião professada pelo autor.
"A ancia de conhecer os segredos de alem-tumulo e de comunicar com os mortos, para que nolos revelem e, sobre tudo, para mitigar as dores da separação de seres queridos, em todos os tempos determinou praticas tendentes a projectar a luz sobre essa região mysteriosa.
Ao mesmo tempo, em torno da religião, - que é a crença num mundo superior, no qual se acha o objecto supremo das legitimas aspirações do coração e da consciencia e com o qual é possivel ter comunicação, - surge a vegetação parasitária da magia, - perversão da sciencia e da religião, crença em poderes mysteriosos, quasi sempre malfasejos, arte de dominar por observancias ocultas e de aspecto religioso as forças da natureza e as influencias do mundo invisivel.
Os mais degradados selvagens, como os mais requintadamente civilisados, pagam tributo a essa doença mental, tanto mais quanto maior é a sua ignorancia ou menosprezo da verdadeira religião.
As feitiçarias dos povos selvagens, os magos da antiguidade, as bruxas da Edade-Media, os mediuns e ocultistas do tempo presente, são os profissionaes dos erros que alastram e invadem os espiritos na proporção em que afrouxa ou se escurece a fé religiosa, pois crendice e incredulidade ou ignorancia religiosa se aliam quasi sempre, tão profundas e indestructiveis são as aspirações da alma, que procuram em doutrinas e praticas suspeitas o alimento, que não recebem da religião verdadeira."
(Exerto de Perante o mysterio de alem-tumulo)
Matérias:
Introducção necessaria. Advertencia prévia. Perante o mysterio de alem-tumulo. Os ensinamentos da Egreja : Synthese doutrinal: Autoridade da Egreja; A vida intima de Deus; A obra da creação; A lei da provação e a queda original;  A vida de além-tumulo; Comunicações com os mortos. O moderno espiritismo: Breve resenha historica; As revelações dos espiritos; O perispirito; Factos naturaes e preternaturaes; O perigo do espiritismo e as prohibições da Egreja. Catholicismo e espiritismo: Incompatibilidade doutrinal; Contradicções doutrinaes; O espiritismo em Portugal. Theosophismo e ocultismo. Conclusão.
José Fernando de Sousa, geralmente conhecido como Fernando de Sousa e pelos pseudónimo jornalístico Nemo (Viana do Alentejo, 1855 - Lisboa, 1942). "Foi um engenheiro, jornalista, escritor, político e militar português."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Indisponível

11 maio, 2018

SANTOS, João Antonio Correia dos – SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA POLÍTICA E MILITAR DA REVOLUÇÃO DE 14 DE MAIO DE 1915. Por... Capitão de infantaria habilitado com o curso do Estado Maio e professor do Colégio Militar. Lisboa, Tipografia da Cooperativa Militar, 1915. In-4.º (23cm) de 245 p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Importante contributo para a história da revolta de 14 de Maio de 1915, golpe de estado liderado por Álvaro de Castro e pelo general Sá Cardoso, que conduziu à deposição do governo presidido pelo general Pimenta de Castro e à reposição em vigor da Constituição Portuguesa de 1911. A sangrenta insurreição foi responsável por cerca de duas centenas de mortos e aproximadamente um milhar de feridos.
"Os factos que expomos, uns foram presenciados por nós, outros foram extraídos de relatórios dos comandantes das unidades e uma grande parte foi colhidas nas declarações feitas pelas figuras, que mais se salientaram no movimento insurrecional, que sem dúvida foi dos abalos mais violentos que regista a história. Parece-nos que toda a gente devia ter ficado com a impressão bem nítida de que a República está profundamente arreigada na alma popular e que perdem o tempo os que julgam poder derruba-la."
(Excerto do prefácio)
Encadernação cartonada, recente, com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

09 maio, 2018

P. F. P. C. - NOVO MINISTRO DOS ENFERMOS, OU METHODO PRATICO DE ADMINISTRAR OS SACRAMENTOS AOS ENFERMOS, E ASSISTIR AOS MORIBUNDOS. DIRIGIDO AOS NOVOS SACERDOTES DA CONGREG. DE S. CAMILLO PELO... Da mesma Congregação. LISBOA: NA IMPRESSAO REGIA. ANNO 1815. Com Licença. In-8.º (14,5cm) de XXXIII, [1], 358 p. ; E.
1.ª edição.
Curioso "manual" oitocentista de acompanhamento espiritual aos pacientes e cuidados paliativos aos moribundos, da autoria do padre Francisco Pires da Costa, religioso da Congregação de S. Camilo de Lellis*, não identificado na obra, a não ser pelas iniciais "P. F. P. C." que constam no frontispício. Trata-se de uma obra curial, conjuntamente com As Centúrias de Curas Medicianais de Amato Lusitano (séc. XVI), para a história da assistência aos doentes terminais em Portugal.
*A Casa de São Camilo de Lélis era masculina e pertencia à Congregação dos Clérigos Regulares Ministros dos Enfermos de Portugal e dos Algarves, da qual foi sede. Também era conhecida como Convento dos Camilos da Congregação dos Clérigos Agonizantes. Cerca do ano de 1759, os padres desta congregação instalaram-se em Lisboa, numa casa no Poço do Borratém, na antiga Capela de São Mateus, depois denominada Igreja de São Camilo de Lélis. Dedicavam-se essencialmente a ajudar nos ofícios divinos e a dar assistência espiritual dos doentes do Hospital de São José."

(Fonte: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=1379442)
Sobre o livro e a sua importância para a história dos cuidados paliativos em Portugal, recomendamos a leitura do artigo "História dos Cuidados Paliativos em Portugal: Raízes", de António Lourenço Marques, in Cuidados Paliativos, vol. 1, n.º 1 - março 2014 (pp, 7-12), acessível em http://www.apcp.com.pt/uploads/revista_cp_vol_1_n_1.pdf.
"Sendo o ultimo periodo da vida humana aquelle fatal, e critico momento de que pende para sempre huma feliz ou desgraçada sorte; o importante negocio da Salvação de huma Alma, que se acha inquieta com os horrores da morte; angustiada pela união de hum corpo, já prostrado pelos violentos choques da Enfermidade, e que em toda a parte só encontra objectos de dor, e de amargura; exige dos Sagrados Ministros da Igreja hum particular desempenho daquelles importantes deveres, a que estão obrigados pela Uncção, e Caracter do Sacerdocio, que recebêrão, e como Depositarios da jurisdição, que os Primeiros Pastores lhes confiárão.
E com effeito, se olhamos com reflexão para o estado, em que se acha hum Enfermo prostrado sobre o leito da sua dor, attenuado pela falta das forças, que a febre lhe tem consumido, e talvez rodeado de tantos objectos de ternura, de que se vê obrigado a separar-se para sempre: Que zelo, e prudencia; que luzes, e descernimento não são necessarios a hum Ministro de Jesu Christo, que por obrigação, ou caridade, vai a ser o Director de huma consciencia perturbada, vacillante, e talvez illaqueada com abominaveis, e escandalosos crimes! Que fundo de discripção para conhecer de huma causa a mais interessante, pois que se trata de condemnar, ou absolver um Réo segundo a moral certeza da sua dor, e arrependimento! Que terna, e officiosa caridade para o ajudar a examinar os seus peccados; escutallo com benevolencia, para o não desanimar; instruillo com doçura, para o persuadir; sofrello em fim com paciencia, para o não perder! [...]
O frequente exercicio do nosso caritativo, e penoso Instituto, me tem obrigado a pensar com alguma reflexão nas gravissimas difficuldades, que se offerecem no desempenho das obrigações que elle prescreve. E ainda que os muitos, e differentes Livros, que entre Nós se tem publicado para direcção dos que assistem aos Enfermos, e Moribundos, contém excellentes Práticas, Avisos e Reflexões importantes, para dispôr, e animar hum Enfermo, e excitallo á dor, e compuncção das suas culpas; com tudo, como a Arte de bem morrer sempre foi entre todas a mais difficultosa, e o acerto daquelle arriscado passo pende principalmente dos socorros da Igreja, administrados em tempo, e occasião opportuna; cheguei a persuadir-me, contribuiria de algum modo para hum fim tão interessante, e serviria ao mesmo tempo ao commodo e utilidade de Vossas RR., se lhe offerecesse neste Livro alguns uteis, e proveitosos Documentos, para se dirigirem com acerto na Administração dos Sacramentos aos Enfermos, e decidirem alguns casos mais difficultosos por meio de huma prompta e segura Resolução: e esta será a Materia da Primeira Parte.
Porém como não basta dirigir com promptidão, e segurança a consciencia de hum Enfermo; mas he tambem necessario prestar-lhe hum espiritual socorro, quando já Agonizante, e Moribundo: Constará a Segunda Parte de algumas Breves Exhortações, que se deverão regular segundo o tempo, estado, e occasião, e conforme o exigir a necessidade; ao que se ajuntão as Preces, e Orações da Igreja, e outras, que o uso, e a piedade tem adoptado para o fortalecer, e animar naquella hora contra os ataques do commum Inimigo, concluindo finalmente com alguns Actos, Jaculatorias, e Aspirações proprias para os ultimos momentos, tudo em periodos concisos, clausulas breves e terminantes; porque a experiencia tem mostrado, que naquelles ternos, e piedosos lances, hum ardente zelo, e huma caridade affectuosa pela Salvação das Almas, são bem capazes de fazerem tocante, discreta, e persuasiva e lingua mais rude, e balbuciente."
(Excerto do Prólogo)
Encadernação coeva inteira de carneira com dourados na lombada. Apresenta falhas de pele nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Algumas páginas com pequenas falhas de papel nos cantos. Pequeno trabalho de traça, sem afectar a mancha tipográfica, visível apenas nas duas primeiras, e derradeiras folhas do livro.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

08 maio, 2018

SOMBRIO, Carlos - HERMINISMO. (Conferência). Separata do jornal «A Voz da Serra». Seia, Edições «Montes Hermínios», 1949 [na capa, 1950]. In-8.º (21,5 cm) de 40 p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Conferência pronunciada a 3 de Maio de 1942, no Colégio Dr. Simões Pereira, em Seia. Para efeitos de impressão em separata, o texto foi revisto pelo autor, que no entanto viria a falecer pouco tempo depois. A sua publicação visou perpetuar a  alocução, mas também homenagear Carlos Sombrio como grande amigo e divulgador da Serra da Estrela.
Obra rara, por certo com tiragem reduzida, ilustrado com dois retratos do autor, e bonitas vinhetas tipográficas.
"«Herminismo» é, incontestàvelmente, um poema rescendente de harmonia e ritmo, de luz e de cor, de humanismo e de requintado impressivismo, sensorial de realismo e de verdade...
Assim, a conferência proferida por Carlos Sombrio, - talento cintilante, alma ardente e sedenta de vôos de beleza que à Nossa Terra tem devotado carinhos de enamorado - não podia deixar de ser, como foi, uma fonte cachoante de emoções, um caudal de sensações espirituais, qual delas a mais vivida e qual delas a mais penetrante.
Não nos surpreendeu, mas avassalou-nos, subjugou-nos, arrebatou-nos o seu fervor de crente em oração perante o grandioso altar da Montanha.
Carlos Sombrio, não impressiona tão sòmente pela riqueza superabundante do seu estilo ou pela elegância da sua palavra. Prende e empolga antes pela sua sensibilidade vibrante, pelo saudismo que palpita nas suas evocações, pelo arroubamento quáse místico que se irradia, que se reanima e se comunica através do inflamado calor que toma a sua voz.
Sente connosco. Sentimos com êle."
(Excerto de Uma conferência - Um escritor - Uma obra..., por António Aragão)
"Na ânsia insatisfeita de desvendar mistérios, o homem é um eterno e impenitente sonhador. Anseia e deseja, inquieta-se e tortura-se. Foi inicialmente essa inquietação e essa tortura que em tempo distante, aqui me trouxeram, pela primeira vez, à Serra.

Trazia no coração o alvoroço de todas as esperançosas quimeras, e na alma a sêde ardente de desvendar lindezas que antevira em ilusórios sonhos. Deixara o mar, onde em menino e môço aprendera, na tristeza das suas queixas, na dolência das suas amorosas baladas, a amar a contemplação e a entender a emotividade das coisas.
O combóio trouxera-me de longe encantado e prêso à atraente altivez da Serra e poisara-me num dos degraus da Montanha. Anoitecia no Mundo, - e dentro de mim.
A Serra, na sua sedução feiticeira, fàcilmente aprisionaram o espírito do desconhecido que se abeirava do seu abrigo, - que se fazia inquilino da sua graça perturbante, da sua atraente beleza."
(Excerto de Louvor)
Matérias:
- A única razão.. - Uma conferência - Um escritor - Uma obra... - Conferência: # Louvor; # Do herminismo - sentimento eterno; # A Beira, as suas belezas, as suas gentes, na voz dos prosadores e na lira dos poetas; # O espírito serrano numa tríplice personificação de exemplo: a altivez, a heroicidade e a abnegação; # In perpetuum.
Carlos Sombrio, pseudónimo literário de António Augusto Esteves (Figueira da Foz, 1894-1949). "Proprietário de um estabelecimento de ourivesaria e relojoaria na Praça Nova (Praça 8 de Maio), iniciou a sua atividade literária no jornal “A Voz da Justiça”. Desde 1920 e quase até ao fim da vida, foi um colaborador ativo da imprensa portuguesa, dispersa por quase uma centena de periódicos de todo o país, e manteve páginas literárias nos jornais “Gazeta de Coimbra” e “Notícias de Gouveia”.
Praticou remo, como timoneiro, na Associação Naval 1º de Maio, da qual foi, em 1920, nomeado sócio honorário e de cuja biblioteca foi patrono. Proferiu inúmeras conferências e organizou saraus artísticos memoráveis, alguns dos quais transmitidos pela antiga Emissora Nacional. A sua vastíssima produção literária abarcou diferentes géneros: contos, crítica e divulgação dos mais diversos autores, poesia, teatro (principalmente operetas e outras peças musicadas), inúmeros prefácios, textos acerca de desportos náuticos, biografias, estudos de história local, propaganda turística, entre outros."

(Fonte: http://diversosdicaseditos.blogspot.pt/2014/07/recordando-carlos-sombrio-no-120.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.

Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

07 maio, 2018

HURD, Archibald - OS ASSASSINATOS MARITIMOS. Por... Autor de "Command of the Sea", "Naval Efficiency", etc. Londres, Eyre and Spottiswoode, Limited. 1916. In-4.º (24,5cm) de [2], 32, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de propaganda anti-alemã sobre os afundamentos de barcos de passageiros por submarinos da armada germânica no decorrer da 1.ª Guerra Mundial, com especial relevância para o naufrágio do «Lusitania», e o impacto e reacções de ambos os lados à tragédia.
Livro ilustrado com uma gravura tendo por título As crianças victimas do "Lusitania.", com a seguinte legenda: "Não desejamos a amizade dos americanos mas sim o respeito, e este vae o caso do 'Lusitania' alcancal-o melhor que uma centena de victorias sobre a terra." - O "Lokalanzeiger" de Berlim, 9 de Maio, 1915.
"Tudo ia bem durante a travessia do Atlantico, e já o vapor se approximava da costa irlandeza. Alguns dos passageiros tinham apenas acabado o seu lunch, e outros estavam ainda á meza nos grandes salões, quando o capitão, que se achava postado a bombordo na ponte inferior ouviu o grito: "Lá vem um torpedo, senhor!" Resolvido a preparar-se para o peior das contingencias, capitão Turner - marinheiro veterano de mais de trinta annos de experiencia - já tinha expedido ordens para cerrar os compartimentos e portinholas quanto fosse possivel, e os barcos salvavidas estavam prestes.
O vapor ia a dezoito milhas por hora. Fazia bom tempo, com mar calmo, quando se avistou o primeiro torpedo. Não havia sequer uma outra embarcação qualquer á vista; não se deu nenhuma intimação para parar, nem aviso qualquer. Ainda submerso, o submarino allemão expedia o torpedo, bem que o seu commandante sabia que isso significaria a morte de duas mil pessoas.
O grande navio foi alcançado ao estibordo entre a terceira e quarta chaminé; e um dos barcos salvavidas, no qual repousavam as esperanças dos que estavam a bordo, foi instantaneamente reduzido em estilhaços. Um grande rombo foi feito no casco do navio. Logo depois um segundo torpedo deu o seu golpe esmagador."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Contracapa apresenta pequena falha de papel.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

06 maio, 2018

M. J. de B. L. - ARTE DE VIVER NA SOCIEDADE. Versão de... [Comprehendendo as regras a adoptar para Conversação - Pureza de linguagem - Faltas a evitar - Defeitos a corrigir - Usos do mundo - Conveniencias - Parte anecdotica, etc., etc.]. Lisboa, Composto e impresso na Imprensa de Manuel Lucas Torres, 1914. In-8.º (21,5cm) de 382, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual do "boas maneiras" para uma correcta convivência social.
Ilustrado com bonitas vinhetas tipográficas, representando as letras do abecedário, a encimar o início dos capítulos que compõem a obra.
"Lord Chesterfield, quando era ministro do rei d'Inglaterra, empregava uma parte do seu tempo em escrever a seu filho, rapaz ainda muito novo, sobre assumptos que a muita gente pareceriam demasiado pueris, mas que elle, homem de Estado e do mundo, considerava muito importantes.
Essas cartas eram cheias de preceitos sobre o modo d'um homem se apresentar e retira d'uma sala, de se assentar, de conduzir-se á mesa, nos espectaculos, nos passeios, nas egrejas, etc. Não esquecia as menores particularidades, até a conveniencia d'uma pessoa se assoar com frequencia, sem ruido, e com asseio. [...]
Seria uma empreza tão louca como ridicula querer traçar d'um modo absoluto a arte de agradar, (cousa que na prezente épocha se affecta desdenhar), por isso que essa qualidade melhor se adquire frequentando a boa sociedade que estudando-a nos livros. Seja-nos entretanto licito dar conselhos que possam servir de guia aos inexperientes. [...]
É esta a obra que emprehendemos, tratando de compendiar preceitos para vantagem d'aquelles que não disponham d'um guia para entrar na sociedade e que ignoram inteiramente a maneira de se apresentarem n'ella com vantagem. [...]
Finalmente, o que nos moveu a emprehender este trabalho foi o desejo de sêrmos uteis, indicando o modo d'um individuo se apresentar vantajosamente em todas as circunstancias da vida social, e pareceu-nos que um livro que contivesse algumas paginas sobre as régras da vida social e da conversação teria um bom acolhimento."
(Excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel; lombada apresenta pequena falha de papel na extremidade superior.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar da obra no seu acervo.
Indisponível

05 maio, 2018

CAMARA, D. José Manoel da - DISCURSO SOBRE O VOTO DE CASTIDADE QUE PROFESSAÕ OS FREIRES CONVENTUAES DA ORDEM MILITAR DE S. TIAGO DA ESPADA : OFFERECIDO, E DEDICADO A SUA ALTEZA REAL O PRINCIPE REGENTE D. JOAÕ NOSSO SENHOR PIO. AUGUSTO. FELIZ : POR D. JOSÉ MANOEL DA CAMARA FREIRE COMMENDADOR DA MESMA ORDEM, DOUTOR EM OS SAGRADOS CANONES, PELA UNIVERSIDADE REFORMADA DE COIMBRA, E DO CONSELHO DE SUA ALTEZA REAL. LISBOA: NA OFFIC. DE ANTONIO RODRIGUES GALHARDO : Impressor do Conselho de Guerra. Com Licença da Meza do Desembargo do Paço. 1817.
In-8.º (21,5cm) de [2], 37, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio oitocentista para a história da Ordem Militar de S. Tiago da Espada, e os preceitos a observar pelos freires para cumprimento do voto de castidade.
"As verdades importantes, quando são affrontadas, e perseguidas, só nos Grandes Principes he que podem achar escudo, e gazalhado; porque animados Estes do luminosos Espirito, que as defende, vencem com seu poder, e respeito, quanto na sombra dos tempos, lhes gasta, e arruina a mentira, e a falsidade.
Este seguro conhecimento, Senhor, me desassombra de maneira, que naõ poderei duvidar hoje do benigno acolhimento, que terá no Público o Discurso, que apparece ácerca do Voto de Castidade, que professaõ os Freires Convetuaes da Ordem Militar de S. Tiago da Espada, a que pela minha Profissaõ pertenço, e que assim ficará sendo hum monumento eterno da minha Gratidaõ á muito Augusta, Real Pessoa de V. A. R., que taõ benignamente Foi servido amparar, proteger, e honrar esta minha applicaçaõ, que fez o objecto das fadigas, controversias, e complicadas contestações de quatorze annos seguidos.
Setecentos, e mais annos da Peninsular Tradiçaõ firmavaõ em Portugal, e Hespanha o respeito aliás devido a huma opiniaõ attendivel, ácerca da indole, e natureza dos Votos dos Freires Conventuaes da tão illustre, como antiga Ordem Militar de S. Tiago da Espada; porém reservando a Providencia a liquidaçaõ de huma verdade importante em Corporação benemerita para com a Igreja, e para com o Estado, para o seculo, em que pela primeira vez gozada a Ordem de prerogativa de contar, e reconhecer entre os seus Grãos Mestres a Sua Magestade Fidelissima, a Rainha D. Maria I."
(Excerto da Dedicatória ao Príncipe regente, D. João VI)
"Para averiguarmos bem esta materia convém recorrer aos principios da instituiçaõ da Ordem.
Quando no Seculo XII, tratáraõ os Cavalleiros da entaõ chamada Confraria de S. Tiago de se erigirem em corpo de Ordem Religiosa, considerando a necessidade, que tinhaõ de Sacerdotes para lhes administrarem os Sacramentos, ensinar-lhes as obrigações da Regra, e dirigi-los na vida contemplativa, consultáraõ grandes Prelados daquelle tempo, por cujo conselho procuráraõ fazer uniaõ com os Conegos Regrantes de Santo Agostinho, que entaõ viviaõ em hum Mosteiro chamado do Loyo, no Reino de Galliza, e formáraõ com o Prior, e mais Conegos do dito Mosteiro huma Congregaçaõ, em que vivessem todos debaixo da Regra de Santo Agostinho, mas modificada, e augmentada pelos Institutos particulares da Ordem e Cavalleria de S. Tiago, tanto a respeito do voto de continencia perpétua, como de outras muitas cousas acommodadas á natureza daquella nova Incorporaçaõ.
Tendo feito assim esta uniaõ e Congregaçaõ Religiosa, o Cardeal Jacintho, Legado a latere de Alexandre III., depois Papa com o nome de Celestino III. a approvou, e confirmou a instancias dos Reis D. Fernando de Leaõ, D. Affonso de Castella, e D. Affonso de Aragaõ; o que depois foi solemnente confirmado, como já dissemos, por Alexandre III. á instancia do Mestre da Ordem Pedro Fernandes em 1175.
Esta foi toda a origem da uniaõ, e incorporaçaõ da Ordem, e Cavalleria de S. Tiago com a Ordem e Regra de Santo Agostinho principiada no Convento do Loyo de Galliza, donde se multiplicou por todas as mais partes de Hespanha, e tambem em Portugal no tempo do nosso primeiro Rei o Senhor D. Affonso Henriques."
(Excerto do Cap. II, Os Freires Conventuaes naõ Cavalleiros da Ordem Militar de S. Tiiago...)
Matérias:
Dedicatoria a Sua Alteza Real o Principe Regente D. Joaõ Nosso Senhor. Capitulo I. Todos, e cada hum dos individuos da Ordem Militar de S. Tiago da Espada, naõ professaõ senaõ o voto de castidade conjugal. Capitulo II. Os Freires Conventuaes naõ Cavalleiros da Ordem Militar de S. Tiago professaõ o mesmo voto de castidade, que os Freires Conventuaes. Capitulo III. Os Estatutos, Constituições, e Bullas confirmatorias da Ordem de S. Tiago naõ negaõ aos Conventuaes a liberdade de contrahir matrimonio, antes de alguns se vê que ella sempre lhes foi permitida. Capitulo IV. A Profissaõ dos Freires Conventuaes de S. Tiago naõ os obriga a castidade perpétua. Capitulo V. O destino de abraçar a vida Clerical, com que os Freires Conventuaes entraõ na Ordem, naõ obriga á continencia perpétua. Capitulo VI. A Conventualidade dos Freires naõ os obriga a continencia perpétua. LISTA Dos Escriptores, que julgaõ os Freires Conventuaes de S. Tiago da Espada naõ Religiosos; e que por tanto naõ podem ter solemnidade alguma em seus respectivos votos, muito particularmente naõ tendo, como naõ tem, o de Pobreza. APPENDIX AO DISCURSO SOBRE O VOTO DE CASTIDADE, QUE PROFESSAÕ OS FREIRES CONVENTUAES DA ORDEM MILITAR DE S. TIAGO DA ESPADA O qual comprehende, e contem differentes Cartas do Author, e as competentes respostas dos Excellentissimos e Reverendissimos Senhores Bispos de Beja, de Leiria, de Coimbra, e dos Reitores do Real Collegio das Ordens Militares.
Exemplar em brochura (capas simples, lisas) em bom estado de conservação. Com uma ou outra mancha ténue de humidade.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
Indisponível

04 maio, 2018

PLANAS-SUÁREZ, Dr. D. Simón - NOTAS HISTÓRICAS Y DIPLOMÁTICAS : Portugal y la independencia Americana. Por el... I. - El reconocimiento de las nuevas repúblicas La Gran Colombia. II. - El ideal internacional de Bolívar y el proyecto portugués de confederácion de la independencia de las naciones. Lisboa, Centro Tipográfico Colonial, 1918. In-8.º (18,5cm) de 127, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a participação da diplomacia portuguesa na história da independência das colónias hipano-americanas e a formação da Gran Colombia, projecto de país sul americano, cujo impulsionador foi Simón Bolívar.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do distinto diplomata-historiador Planas-Suárez ao Visconde de Santarém.
"Desde fines del siglo XVIII el Continente Colombiano surgió espléndido para ser la cuna de la Liberdad y el oasis del futuro Derecho de las Naciones; y quando en los primeros lustros del XIX el más extraordinario de los americanos realizó el portento de crear y asegurar la Independencia de cuantas fueron colonias de España em América, a excepción de Cuba y Puerto Rico, con el poder de su genio y de su famígero acero, su obra no tuvo sólo un carácter interno y continental, sino un alcance y transcendencia mundial, cuya consistencia, valor y influencias han ido creciendo e imponiéndose a la admirácion de todos, a medida que el tiempo se dilata y las relaciones de los pueblos aparecen influidas por una aspiración de justicia, que haga más eficaz el dominio del Derecho en el trato de los Estados y posible, en su práctica acción la verdadera Sociedad de las Naciones.
Simón Bolívar expresó en sus concepciones sublimes y grandiosas, el primero entre los hombres máximos que brillan en los Anales de la Historia, las más altas aspiraciones de la humanidad, porque ninguno como él, ni antes que él, ha tenido iniciativas más fecundas, ni esfuerzos más decisivos, ni tendencias más elevadas, ni más nobles deseos en favor de la Sociedad Internacional..."
(Excerto da introdução)
Simón Planas Suárez (1879-1967). "Natural de Caracas, Venezuela. Foi advogado, escritor, professor universitário e diplomata. Graduou-se em Direito na Universidade Central de Venezuela (1904). Foi Ministro Plenipotenciário da Venezuela na Áustria, Itália, Hungría, Portugal, Roménia e Jugoslávia, e interviu várias vezes como representante da Venezuela em litígios internacionais. Também foi professor de Direito Internacional em Haia, Holanda; publicou mais de vinte obras sobre este assunto, assim como sobre temas históricos, tendo sido considerado uma das maiores autoridades da sua época em Direito Internacional, público e privado."

(Fonte: https://www.geni.com/people/Sim%C3%B3n-Planas-Su%C3%A1rez/6000000026509881922)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura. Ostenta no verso da pasta anterior o ex-libris dos Visconde de Santarém e de Villa Nova da Rainha.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

03 maio, 2018

REYS, Luis da Camara – VIDA POLITICA. Lisboa, [Edição do Autor] – Depositaria: Livraria Ferreira, 1913. In-8.º grd. (22,5cm) de [4], 272 p. ; B.
1.ª edição reunida em livro.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa de Câmara Reis a Inocêncio Camacho*.
*Inocêncio
Joaquim Camacho Rodrigues (1867-1943). "Republicano convicto, foi Deputado, Ministro, 41º Ministro das Finanças de Portugal a 18 de Outubro de 1920 e governador do Banco de Portugal de 2 de Abril de 1911 até 30 de Junho de 1936." Foi vítima de Alves dos Reis, numa das maiores fraudes da história da finança portuguesa.
                                ..........................
Câmara Reis assinou «Vida Política», uma série de fascículos políticos (17) publicados entre 12 de Ago. 1911 e Mar. 1913, e editados em livro em 1913.
“Quem assistiu ás primeiras horas da Republica Portugueza, nas ruas de Lisboa, ficou tendo desse dia uma vaga recordação de sonho, uma impressão fulgente, de alegria, de libertação, de fraternidade festiva. Correram dez mezes sobre a proclamação no novo regimen e já evocamos esse momento com saudade. Já nos parece bem longinquo esse passado d’hontem, com o seu prestigio de data histórica, de padrão glorioso para que eternamente volverão os olhos as gerações do porvir.”
(excerto do texto)
Luís da Câmara Reis (1885-1961). "Foi um intelectual e crítico literário português. Filho de terceirenses, licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo leccionado em Lisboa no ensino liceal. Foi conferencista de grande elegância, realizou inúmeras palestras sobre cultura musical, pedagogia e crítica. Desenvolveu grande actividade como jornalista de primeira água, tendo escrito para diversos jornais.  Colaborou, desde a sua fundação com a Seara Nova - publicação que ocupou lugar primeiro e decisivo no panorama cultural de Portugal, à qual se encontram ligados os maiores nomes da Cultura Portuguesa do século XX -, de que foi director até à sua morte."  
Exemplar brochado em bom estado de conservação. 
Raro.
Com interesse histórico
25€

01 maio, 2018

MONTEIRO, Quirino e VIEIRA, Melo - "GAMBÚSIOS" : Soldados da Grande Guerra. [Por]... Capitães de infantaria. Lisboa, Portugália Editora, 1919. In-8.º (19,5cm) de 199, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de episódios verídicos do conflito relatados pelos autores, membros do C. E. P., integrantes do Batalhão 15 na Flandres, França.
"Êste livro destina-se á população das Escolas e das Casernas. Foi escrito sem pretensões a fazer literatura, apenas se buscou mostrar o facto na sua simplicidade - aquela que tudo tem na vida - sem grinaldas de fantasia, que tornariam imprecisas a linhas de realidade.
Pelas circunstancias singulares em que as figuras e os actos nêle descritos foram conhecidos dos autores, jamais êles se apagarão da sua memoria. [...]
Os soldados do C. E. P. - os gambúsios,  como por lá lhes chamavam - merecem ser colocados bem alto para que todos os vejam e êste livro não foi feito senão para ser a mais humilde das pedras de alicerce dêsse monumento.
Que outros contem com a mesma verdade e maior brilho o que viram.
Que outros livros surjam.
Nós cumprimos a parte que nos toca narrando algumas coisas do 15, batalhão em que servimos, batalhão que amâmos com aquêle enternecimento com que todos, certamente, ficaram amando a unidade em que viveram essas grandes horas da Flandres e de que sem dúvida teem, como nós, figuras  e actos a apontar."
(Excerto do preâmbulo, Explicando)
Índice:
De Quirino Monteiro: - O primeiro morto. - Curiosidade heroica. - Uma ordenança. - Uma patrulha. - Um posto de escuta. - Um maqueiro. - Trabalhador obscuro. - O Cára-de-pau. - Sem dôno.
De Melo Vieira: - Os primeiros. - Um bravo. - Sem novidade. - O valador. - O sentinela. - Raid. - O Cesário. - O Relvas. - A máscara dos gáses.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas e lombada oxidadas com pequenos defeitos e falhas de papel.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível