23 fevereiro, 2012

REPORTAGEM GRÁFICA NO SÉCULO XIX. [S.l.], Casa da Imprensa, 1965. In-4.º (23,5cm) de 24 p. ; il. ; B.
Capa: reprodução gravura de Columbano.
1.ª edição.
Ilustrada no texto com reproduções de gravuras alusivas a acontecimentos ocorridos no século XIX.
"Uma das grandes revoluções gráficas do século XIX foi, sem dúvida, a impressão da gravura em madeira, acompanhando o texto, nas publicações de grande tiragem. [...] A litografia, embora de execução mais expedita, prestava-se menos à grande tiragem, necessário que era fazê-la imprimir separada do texto, ou requerendo uma sobreimpressão." (excerto do texto)
Bom exemplar.
Invulgar.
Indisponível
GRAINHA, Manoel Borges - OS JESUITAS E AS CONGREGAÇÕES RELIGIOSAS EM PORTUGAL NOS ULTIMOS TRINTA ANNOS. A proposito do Caso das Trinas. Por... Porto, Typ. da Empreza Litteraria e Typographica, 1891. In-8.º (18,5cm) de 374, II p. ; [1] f. desd. fac-sim. ; B.
1.ª edição.
Manuel Borges Grainha (1862-1925). "Erudito professor e notável propagandista do livre-pensamento. Estudou num colégio jesuíta e foi membro desta ordem de 1877 a 1886. A partir de 1886 afastou-se da vida religiosa e frequentou o Curso Superior de Letras, em Lisboa, que concluiu em 1899, iniciando uma carreira de docente de línguas latinas, em diversas escolas particulares e liceus públicos.
Após a implantação da República foi incumbido pelo ministro Afonso Costa de dirigir e organizar o extinto Museu das Congregações Religiosas que funcionava em anexo ao também extinto Museu Histórico da Revolução do 5 de Outubro. Foi um dos republicanos mais activos no combate ao clero português, publicando, entre outros, os seguintes trabalhos: Os Jesuítas e as Congregações Religiosas em Portugal nos últimos trinta anos. A propósito do Caso das Trinas (1891); O Portugal Jesuíta (1893)."
(Fonte: centenariorepublica.cm-lisboa.pt)  
Exemplar desconjuntado, com as capas cansadas apresentando falhas de papel; miolo em bom estado.
Invulgar.
Indisponível

22 fevereiro, 2012

VALE, J. Miranda do - O EXTERIOR DO CAVALO. 4ª Edição. Lisboa, Editorial Notícias, [1990]. In-8º (21cm) de 160 p. ; mto il. ; B. Colecção Rústica, 5
Ilustrado com desenhos e fotografias a p.b. no texto e em página inteira.
"Definição do exterior: O estudo da conformação exterior do cavalo ensina a conjecturar sobre o seu valor e a determinar-lhe a respectiva aptidão."
"O Prof. Miranda do Vale foi uma das maiores autoridades do seu tempo, de valor reconhecido tanto no plano nacional como nos meios internacionais. A obra, que agora se apresenta em nova edição, mantém toda a sua actualidade. Guia de estudo de várias gerações de veterinários, O Exterior do Cavalo continua a ser, ainda hoje, ponto de referência obrigatório para quantos se interessam pelo nobre animal. (excerto da apresentação).
Bom exemplar.
Esgotado.
10€
COSTA, Veríssimo António Ferreira da - ANALYSE DAS ORDENS DO DIA DE BERESFORD, OU REFLEXÕES CRITICAS, E FILOSOFICAS SOBRE A DISCIPLINA DO EXERCITO PORTUGUEZ DESDE A SUA ENTRADA ATE’ O FIM DE 1814, Observações sobre a expedição dos Voluntários Reaes do Principe; Carta Regia de 16 de Novembro de 1811; e Ordem da sua despedida para a America em 1815, ENTREGUE AO GOVERNO EM 3 DE SETEMBRO DE 1815: POR VERISSIMO ANTONIO FERREIRA DA COSTA. LISBOA: NA IMPRESSÃO REGIA. Anno 1820. In-8º (20cm) de V, 286, [6] p. ; E. 
"[...] Nós veremos que este General [Beresford] longe de procurar apertar cada vez mais aquellas liagações [entre a Coroa portuguesa e inglesa], elle se conduzio de maneira tal, que attrahio sobre a Nação Ingleza grande odio dos Portuguezes; conduzindo-se de modo, que parece os Portuguezes estavão vendo o desenvolvimento de hum plano traçado em Londres, para a escravidão de Portugal ao arbitrio da Nação Ingleza. As prepotencias de Beresford; a sua ignorancia, não só do espirito das Leis, como da disciplina militar; a sua falta de educação, o desprezo pelos Portuguezes, e o despotismo praticado em Portugal, desenvolvido tudo isto nesta Analyse, faz ver que Beresford he hum criminoso para Inglaterra." (excerto inicial da obra)
“VERISSIMO ANTONIO FERREIRA DA COSTA, natural de Lisboa e nascido, ao que posso julgar, pelos anos de 1774 a 1776. Tendo seguido a profissão militar era em 1808 Capitão do regimento de infantaria n.º 13 e chegou durante o serviço da Guerra Peninsular ao posto de Tenente coronel do regimento nº 15 da mesma arma, do qual lhe foi dada a demissão em fins de 1813, ou no principio do ano seguinte pelo marechal Beresford, comandante em chefe; diz-se que por motivos de animadversão pessoal cohonestada com pretextos aparentes. Reduzido á classe de paisano foi preso em Maio de 1817 como um dos cúmplices na conspiração denominada de Gomes Freire, culpa de que por então conseguiu justificar-se, saindo solto e livre pela sentença de 15 de Outubro do mesmo ano (vej. no presente volume, pag. 246), que condenou treze co réus à morte de forca, e outros a diversas penas. Deveu talvez para este resultado menos á sua inocencia, que ao valimento e eficaz intercessão de D. Miguel Pereira Forjaz, depois conde da Feira, membro da regência, seu compadre e amigo. No predomínio do governo constitucional em 1821 obteve ser empregado na Repartição do Comissariado do Exercito, e ainda servia como tal, quando em 27 de Julho de 1828 foi preso por suspeito de desafeição ao governo do sr. D. Miguel; e ao cabo de cinco meses transferido para as masmorras da torre de S. Julião da Barra, onde jazeu até ser em 2 de Outubro de 1831 removido para as cadeias do Porto. Com a restauração do trono constitucional foi-lhe dada a reintegração no exercício do seu emprego, e era ultimamente Encarregado da direcção do fornecimento das tropas no departamento do Alentejo, onde morreu pelos anos de 1839 a 1842. Passava por ser homem dotado de energia e actividade e com instrução especial em alguns ramos das ciências militares”. (Inocêncio VII, 417) 
Exemplar em bom estado geral de conservação. Encadernação cartonada em meia de pele com ferros a ouro na lombada; apresenta desgaste; miolo aparado; páginas limpas, aqui e ali com picos de acidez.
Muito invulgar, com interesse histórico.
90€

21 fevereiro, 2012

SUPPLEMENTO // Á COLLECÇAÕ // DOS // BREVES PONTIFICIOS, // LEYS REGIAS, // E OFFICIOS QUE SE PASSARAM ENTRE // as Cortes de Roma, e Lisboa, sobre os absurdos em // que no Reino de Portugal, e seus Dominios, se // haviaõ precipitado os Regulares da Companhia // denominada de JESU. // NELLE SE CONTEM A CONTINUAÇAÕ // do que passou entre as referidas duas Cortes depois das Re- // presentaçoens que El Rey Fidelissimo mandou fazer ao // Papa em vinte de Abril do anno proximo passado de // mil setecentos cincoenta e nove, como foram compil- // ladas debaixo dos Numeros XV. e XVI.da dita // Collecçaõ até o mez de Junho do presente anno // de mil setecentos e sessenta. // IMPRESSO NA SECRETARIA DE ESTADO, // Por especial Ordem de Sua Magestade. [Lisboa], Impressa na Secretaria de Estado, s.d. [1760].  In-4º grd. (28cm) de [8], 124 p. [com paginações variadas] ; E.
Trata-se de "XL documentos", publicados entre 1759 e 1760, em suplemento à «Collecçaõ dos breves pontificios, e leys regias, que foraõ expedidos, e publicadas desde o anno de 1741, sobre a liberdade das pessoas, bens, e commercios dos Indios do Brasil...», Lisboa, 1759.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Encadernação coeva inteira de carneira algo degradada, sobretudo na lombada; miolo firme e limpo; apresenta alguns cortes de traça junto as festo e na margem inferior. 
Raro.
Indisponível
BABO, Carlos – TRÊS PORTUGUESAS DE BRIOS : Quadros Restaurados. Porto, Livraria Civilização, 1938. In-8º (18,5cm) de 79 p. ; B. 
Conjunto de três das mais bonitas lendas portuguesas: «A mãi do Alcaide Mor»; «A libertação da praça»; «O resgate da injúria».  
A defesa de Trancoso do invasor D. João I de Castela por um “arrependido” alcaide, por influência de sua mãe , Deu la deu Martins, e a “oferta” de pão aos sitiantes da praça de Monção, e a vingança de uma dama injuriada - D. Margarida. 
Bom exemplar. 
10€

20 fevereiro, 2012

FURTADO, José Afonso – O LIVRO. Lisboa, Difusão Cultural, 1995. In-8º (20,5cm) de 174 p. ; B. Col. O Que É.
“Traçando, na complexidade dos seus principais factores, a história do livro e o modo como ele definiu a nossa civilização e analisando as principais transformações económicas e culturais que a têm atravessado nas últimas décadas, José Afonso Furtado procura ainda, nesta reflexão sobre o Livro, apresentar as linhas, que, no contexto das metamorfoses impostas pela sociedade de informação, perfilam já de um modo inquestionável as novas características e o novo papel do livro na civilização do futuro.” (apresentação do livro)
José Afonso Furtado (n. 1953). Director da Biblioteca de Arte da Gulbenkian desde 1992 e professor da Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa, José Afonso Furtado actualiza várias vezes ao dia o seu Twitter com todo o tipo de notícias sobre literatura, desde os mais variados prémios literários à informação sobre as tecnologias mais avançadas na área. “Um feed de leitura obrigatória para o universo editorial. José Afonso Furtado surge na categoria de notícias ao lado de twitters informativos como o da agência Reuters ou o da CNN. Em relação ao português, a "Time" escreve que “José Afonso Furtado é o Borges do Twitter”, comparando-o com o escritor argentino Jorge Luís Borges. “É um bibliotecário português que transporta a sua paixão não adulterada pelos livros e o universo editorial para a Twitteresfera”” (público.pt)
Bom exemplar.
Esgotado. 
25€
NA ROTA DE SÃO BENTO POR TERRAS DE PORTUGAL. [Apresentação de D. Carlos Azevedo]. Lisboa, APCD-Associação Portuguesa de Cultura e Desenvolvimento, 2010. In-4.º (29 cm) de 96, [5] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Belíssimo livro, impresso em papel de qualidade superior, profusamente ilustrado com fotografias a cores de alguns exemplos da arquitectura beneditina, onde se incluem retábulos, tectos, frescos, etc. - alguns, em pormenor.
Tiragem muito restrita – edição fora do mercado.
"Por ocasião da visita do Santo Padre Bento XVI a Portugal, nos dias 11 a 14 de Maio de 2010, entendeu a APCD presentear o Santo Padre com esta publicação, dando a conhecer, de forma breve e sumária, alguns aspectos da influência de São Bento e da Ordem Beneditina na cultura portuguesa.”
(Justificação da publicação)
“DE SÃO BENTO A BENTO XVI. Ao escolher o nome de Bento XVI, para o seu pontificado, o Cardeal Joseph Ratzinger apelava para o pai do monarquismo ocidental e patrono da Europa, São Bento de Núrsia (480-547). Uma forma de verificar o impacto deste monge é folhear este livro e deparar com as marcas históricas e artísticas que deixou por Portugal fora…"
(Excerto da apresentação)
Encadernação cartonada do editor.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

19 fevereiro, 2012

COSTA, D. Antonio da - NO MINHO. Por… Lisboa, Imprensa Nacional, 1874. In-8.º (20cm) de [6], 310, [4] p. ; B.
1.ª edição.
“António da Costa de Sousa de Macedo (1824-1892), natural de Lisboa, foi um escritor e político português. Fez os seus estudos secundários num dos mais conceituados colégios lisboetas da época e formou-se bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Em 1851 iniciou a carreira administrativa, tendo sido nomeado secretário-geral do distrito de Leiria e foi nessa função que iniciou a sua grandiosa obra na área da educação, fundando o Centro Promotor de Instrução Popular. Em 1870, quando em 15 de Maio se deu o movimento revolucionário promovido pelo marechal Saldanha, e se formou o ministério, presidido por ele, o qual ficou conhecido pelo nome de ministério dos cem dias, D. António da Costa foi chamado para gerir a pasta da marinha, e decretada em 22 de Junho desse ano a criação do ministério da instrução pública, foi D. António da Costa feito titular dessa pasta, com aplauso de todo o país, que reconhecia a especial e excepcional competência do novo ministro. Foi deputado às cortes e publicou várias obras em prosa e em verso, e escreveu vários artigos especializados nas áreas administrativa e jurídica.”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação; capa suja, com falha de papel no canto inferior direito; ausência da capa posterior.
Muito invulgar.
Indisponível

18 fevereiro, 2012

MELLO, Thomaz de - BOHEMIA ANTIGA. Lisboa, Typographia de A. da Costa Braga, 1897. In-8.º (19x14cm) de [8], 263 p. ; B.
1.ª edição.
Histórias da Lisboa boémia de finais do século XIX, pela pena de D. Tomás de Melo, conhecido pândego da época.
Tomás de Melo (1836–1905). "Foi um escritor português. Sobre a sua conduta de bon vivant e "bom garfo" lemos na revista O Antonio Maria. "Quem o não conhece, ao D. Thomaz de Mello, como um dos mais patuscos, mais curiosos, mais attrahentes typos d'essa bohemia de melhores tempos que lhe valeu agora, em boas reminiscencias, um alegre livro?! Quem o não conhece, ao da grande pera e mais o grande bigode, grande chapeu desabado e grande pança cahida, dilatada por quantas ceias e idas ás hortas memoraveis de que nos falla a Historia, e em que elle tomou parte, denodadamente, em tremendissimas pandegas de estalo!" – "O António Maria", n.º 447, de 20 de Maio de 1897."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa algo cansada, com falha de papel no canto inferior direito, que atinge as primeiras quatro folhas do livro.
Invulgar.
Indisponível
ÉMILE-BAYARD - LE STYLE MODERNE. Ouvrage orné de 170 gravures. Paris, Librairie Garnier, Fréres, [192-]. In-8º (19cm) de 374, [1] p. ; il. ; B. Col. L'Art de Reconnaître les Styles.
"Le Style Moderne" ou "Art Nouveau", bonita edição em francês (no original) ilustrada com 170 gravuras a p.b..
"A Arte Nova foi um estilo estético essencialmente de design e arquitectura que também influenciou o mundo das artes plásticas. Era relacionado com o movimento arts & crafts e que teve grande destaque durante a Belle Époque, nas últimas décadas do século XIX e primeiras décadas do século XX. Relaciona-se especialmente com a 2ª Revolução Industrial em curso na Europa com a exploração de novos materiais (como o ferro e o vidro, principais elementos dos edifícios que passaram a ser construídos segundo a nova estética) e os avanços tecnológicos na área gráfica, como a técnica da litografia colorida que teve grande influência nos cartazes. Devido à forte presença do estilo naquele período, este também recebeu o apelido de modern style (do inglês, estilo moderno). O nome surgiu de uma loja parisiense (capital internacional do movimento), chamada justamente "Art Nouveau" e que vendia mobiliário seguindo o estilo. Caracteriza-se pelas formas orgânicas, escapismo para a Natureza, valorização do trabalho artesanal, entre outros. O movimento simbolista também influenciou o art nouveau. Recebeu nomes diversos dependendo do país em que se encontrava: Flower artna Inglaterra, "Modern Style", "Liberty" ou "stilo Floreale" na Itália. Os alemães criam sua própria vertente de Art Nouveau chamada Jugendstil." (pt.wikipedia.com)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

15 fevereiro, 2012

QUEIROZ, Eça de - O PRIMO BAZILIO : episodio domestico. Ilustrações de Alberto de Sousa. Porto, Livraria Chardron, de Lello & Irmão, L.da, 1927. In-4.º (23,5 cm) de 463, [1] p. ; il. ; E.
Com um retrato de Eça de Queiroz separado do texto.
Edição ilustrada com belíssimos desenhos a p.b. e a cores, no texto e em separado, do mestre aguarelista Alberto de Sousa.
Encadernação editorial inteira em percalina com ferros gravados a ouro e a seco nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
25€

14 fevereiro, 2012

NORONHA, Eduardo de - A SOCIEDADE DO DELIRIO : continuação do romance O Conde de Farrobo e a sua Epoca. Lisboa, João Romano Torres & C.ª, [1921]. In-8º (19cm) de 315, [5] p. ; il. ; B.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação; capas algo cansadas.
Invulgar e muito apreciado.
35€
SARMENTO, Alberto Arthur – AS DESERTAS (Apontamentos). Funchal, Typ. “Camões”, 1903. In-8º de 20 p., [1] mapa
Valorizado pela dedicatória manuscrita do autor.
"«Deserters» lhe chamam alguns escriptores inglezes - desertoras - e não deixa de ser judiciosa esta designação, como se ligadas fossem á Madeira, as separasse depois um d'esses enomes cataclysmos que affectaram a crusta terrestres depois dos tempos jurassicos e que fizeram nascer mais tarde a lenda da velha Atlantida..." (excerto do texto)
Alberto Artur Sarmento (1878-1953). Militar e escritor português, foi também professor do Liceu do Funchal (1921). Autor de obra vasta e variada, As Desertas foi a sua primeira. 
Opúsculo sem capas de brochura, pensamos que de origem, apresenta, no entanto, uma folha de protecção posterior, com ausência da anterior.
Exemplar em bom estado geral de conservação; falha de papel no rosto.
Muito invulgar e apreciado - peça de colecção.
Indisponível

13 fevereiro, 2012

CRUZ, Francisco Manso Preto - A BIOGRAFIA POLÍTICA E O IN-MEMORIAM DE HENRIQUE DE PAIVA COUCEIRO. Lisboa, [s.n. - Oficina Gráfica, Limitada], 1946. In-4.º (23cm) de 249, [11] p. ; [25] f. il. ; B.
Ilustrado em separado com retratos, fac-símiles de cartas, desenhos, fotografias, etc.
1.ª edição. Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor a "Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa D. Manuel Gonçalves Cerejeira".
"Henrique Mitchell de Paiva Couceiro (1861-1944) foi um militar, administrador colonial e político português que se notabilizou nas campanhas de ocupação colonial em Angola e Moçambique e como inspirador das chamadas incursões monárquicas contra a Primeira República Portuguesa em 1911, 1912 e 1919. Presidiu ao governo da chamada Monarquia do Norte, de 19 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 1919, na qual colaboraram activamente os mais notáveis integralistas lusitanos. A sua dedicação à causa monárquica e a sua proximidade aos princípios do Integralismo Lusitano, conduziram-no por diversas vezes ao exílio, antes e depois da instituição do regime do Estado Novo em Portugal."
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado com as capas plastificadas em bom estado de conservação; mancha de humidade vísivel nas capas, não afecta o miolo; assinatura de posse na folha de guarda anterior.
Invulgar.
Indisponível
DICKENS, Charles - DAVID COPPERFIELD. Tradução de Mário Domingues. [Prefácio de Gentil Marques]. Lisboa, Romano Torres, 1954. In-8º (19cm) de 629, [11] p. ; B.
Romance autobiográfico(?), considerado uma das obras maiores de Charles Dickens.
"A ideia não é nossa. Nem sequer, segundo julgamos, a podemos tomar por original - pois foi o próprio Charles Dickens que um dia escreveu este conceito bem significativo: SE QUEREIS CONHECER A MINHA VIDA LEDE «DAVID COPPERFIELD»." (excerto do prefácio)
Exemplar, por abrir; chancela de posse no anterrosto.
10€
Reservado

11 fevereiro, 2012

ALFAMA : Relatório da Comissão Executiva da valorização e conservação do carácter tradicional e secular do bairro de Alfama de 1963. Lisboa, [s.n.], 1964. In4º (27,5cm) de 15 p. ; il. ; B.
Edição ilustrada com desenhos e fotografias a p.b., totalmente impressa em papel couché.
"Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa: Ao apresentarmos a V. Ex.a o relatório dos trabalhos realizados durante o ano de 1963, no bairro de Alfama, no prosseguimento da tarefa que nos impusemos de o valorizar nos seus aspectos perspécticos, panorâmicos, salubres e arquitectónicos, não podemos esquecer, de que se trata de uma bairro duramente atingido pelo terramoto de 1755..." (excerto do texto)
Bom exemplar.
Invulgar.
10€

10 fevereiro, 2012

DOCUMENTOS POLÍTICOS : ENCONTRADOS NOS PALACIOS RIAIS DEPOIS DA REVOLUÇÃO REPUBLICANA DE 5 DE OUTUBRO DE 1910. Edição ordenada pela Assemblea Nacional Constituinte em Sessão de 13 de Julho de 1911. [Lisboa], Imprensa Nacional de Lisboa, 1915. In-4º (30cm) de VII, 149 p : E.
Encadernação em meia de percalina com ferros a ouro na lombada; conserva as capas originais.
"Divulgação de um importante acervo de documentos políticos, constituído por cartas assinadas por D. Manulel, João Franco, Ferreira do Amaral, José Luciano de Castro, Júlio de Vilhena, Wenceslau de Lima, Teixeira de Sousa, José Maria de Alpoim, Aquiles Monteverde, etc., sendo algumas das cartas reais reproduzidas em fac-símile."
Exemplar em bom estado geral de conservação, apresenta, no entanto, manchas de humidade, sobretudo na capa e nas primeiras páginas de texto, sem contudo, afectar o texto; assinatura de posse na f. anterrosto.
Invulgar, com interesse histórico.
10€ 

08 fevereiro, 2012

PINTO, Sequeira - A FARSANTE. Lisboa, [s.n. - dist. Agência Portuguesa e Revista], [1963]. In-8º (20cm) de 186, [2] p. ; B.
Capa de Victor Palla(?).
"Quem seguir pela estrada que, ao longo do Ribatejo, nos conduz de Lisboa a Santarém, divisará num ponto mais elevado da Lezíria, pouco antes de uma atiga vila, um chalé vistoso, de dois pisos, janelas altas e telhados pontiagudos, tendo em volta um jardim murado, frondoso arvoredo e algumas casas baixas. Aquele casario foi há muitos anos testemunha impassível do estranho drama de amor que vimos aqui relembrar. É uma história curiosa ocorrida naquela propriedade, ao tempo conhecida por Herdade do Sapal..." (excerto do prólogo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação; capa ligeiramente vincada.
10€

07 fevereiro, 2012

ALMEIDA, Christóvão de - HISTORIA DO // CAPUCHINHO // ESCOCEZ, // SEGUNDA PARTE, // Com hum Compendio da Primeira, // Tirada de hῦa Relaçaõ q se imprimio // em França, // E offerecida ao Senhor Desembargador // MANOEL GOMES // DE CARVALHO, // Por Manoel Pedro Ferreira. // Author o P. Fr. CHRISTOVAM DE // Almeida, Religioso dos Eremitas de S. A- // gostinho, Doutor na Sagrada Theologia, // Prègador de S. Mag. Qualificador do S. // Officio, Examinador das Ordẽs Militares, // Diffinidor da sua Provincia de Portugal, // e Lente de Prima de Theologia no Cole- // gio de Sãto Antaõ desta Cidade de Lisboa. // LISBOA // Na Offic. de Pedro Ferreira, Impressor // da Augustissima Rainha N. S. // Cõ todas as licenças necessaria, an. 1749. In-8.º (13,5 cm) de [8], 208 p. ; E.
"Constoume depois de ter feito esta Segunda Parte do Capuchinho Escocez, que se imprimiraõ taõ poucos livros da Primeira, que senaõ pode hoje achar hum. Por esta razaõ me resolvi a fazer hum Compendio das cousas principaes, que a Primeira Parte contem, para que o Leitor naõ fique com a pena, de naõ ter inteira noticia, de huma taõ notavel Historia."
Encadernação coeva inteira de carneira com dourados na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Páginas oxidadas; vestígios de humidade sobretudo nas primeiras páginas de texto; p. 97 com rasgão sem perda de papel; orifícios de traça na parte inferior da lombada.
Raro.
25€

05 fevereiro, 2012

LISBOA, Irene - INQUÉRITO AO LIVRO EM PORTUGAL. I. Editores e Livreiros. Lisboa, Seara Nova, 1944. In-8.º (19cm) de [8], 254, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Valorizado pela dedicatória autografa da autora.
Importante trabalho para a história da edição em Portugal. Este é o primeiro de dois volumes publicados, dos quatro inicialmente projectados para esta obra - o outro é a A Arte do Livro.
"Neste primeiro volume recolheram-se os depoimentos dos editores e livreiros, que fizeram o favor de nos fornecer algumas vistas sôbre a vida do livro no momento presente. Cooperativistas e directores de «bibliotecas culturais» nos deram também a sua opinião sôbre uma organização editorial de carácter económico, e a sua orientação literária, cultural ou educativa. [...] Este inquérito, gizado e conduzido, por um só inquiridor, limita-se à provocação e à colheita de critérios sôbre o estado actual do livro no mercado, dentro da sua composição material, da sua criação, do seu aspecto artístico, da sua influência sôbre o leitor e da crítica literária." (excerto da explicação)
Depoimentos: Parceria António Maria Pereira; Editorial Cosmos; Livraria Sá da Costa; Editorial Gleba; Livraria Luso-Espanhola; Editorial Minerva; Livraria Latina; Livraria Lelo; Armémio Amado - Editor; Coimbra-Editora; Livraria Cunha; Casa Livros de Portugal;: Sociedade Contemporânea de Autores; Propriedade literária; Sociedade-cooperativa-editorial; Biblioteca cultural «Cosmos»; Antigas bibliotecas culturais; Biblioteca de Agostinho da Silva; Seara Nova; Minerva Central - Lourenço Marques.
Irene do Céu Vieira Lisboa (1892-1952). "Formou-se pela Escola Normal Primária de Lisboa e fez estudos de especialização pedagógica na Suíça, França e Bélgica. Foi um dos nomes mais importantes da "escrita feminina" portuguesa do século XX. O seu primeiro livro foi 13 Contarelos, ao qual se seguiram dois livros de poesia. A sua obra reparte-se entre a ficção intimista e autobiográfica, a crónica, o conto, a poesia, a pedagogia e a crítica literária."
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

04 fevereiro, 2012

FORAL DE LISBOA : 1500. Introdução, transcrição e notas: José Manuel Vargas. Lisboa, Amigos de Lisboa, 2001. In-4º grd. (29cm) de 92, [4] p. ; il. ; E.
Capa: Brasão Régio - pormenor da iluminura no incipit do Foral de Lisboa (1500).
"O foral novo de Lisboa, outorgado pelo rei «Venturoso» a 7 de Agosto de 1500, foi o primeiro de uma extensa série de diplomas, cuja publicação, desde aquela data até 1520, veio concretizar uma reforma que, junto com outras medidas, reorganizou o sistema fiscal e uniformizou a ordem jurídica do país, contribuindo para o fortalecimento e para a centralização do poder real." (excerto da introdução)
Encadernação editorial com sobrecapa policromada.
Bom exemplar.
20€
PRELO. Revista da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. N.º 10 - Janeiro/Março 1986. Director: Diogo Pires Aurélio. Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1986. In-8º grd. (21x23cm) de 104 p. ; mto il. ; B.
Capa: Gravura de Gerard Dow, reproduzida no Artes e Letras, Lisboa, Janeiro de 1872.
Revista cultural de grande interesse histórico e bibliográfico, inclui artigo de fundo sobre o primeiro livro impresso em língua portuguesa pela historiadora Rosemarie Erica Horch, do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, Brasil.
"Após a revelação feita por Pina Martins, em 1965, que apontava o Tratado de Confissom como o primeiro livro impresso em português (Chaves, 1489), surge agora o Sacramental, de Clemente Sánchez de Vercial, que foi terminado, na mesma cidade, em 1488..." (excerto da introdução)
Outras matérias abordadas neste número: Mestres e lições nas academias literárias portuguesas dos séculos XVII e XVIII, por Elze H. Vork Matias; António Sérgio: dois artigos publicados na Alemanha, por Carlos Martins; Matias Aires na Casa da Moeda; Comentário sociológico: alguns indícios de recuperação, por Alberto Carvalho; Poesia: encruzilhada de múltiplos caminhos, por Manuel Frias Martins; Ficçã; a realidade e o jogo, por Silvina Rodrigues Lopes; Ensaio: o ano pessoano, por Eduardo Prado Coelho.
Bom exemplar.
10€

03 fevereiro, 2012

GALVÃO, Duarte - CHRONICA DE EL-REI D. AFFONSO HENRIQUES. Por... Lisboa, [s.n.], 1906. In-8.º (20cm) de 190, X p. ; E. Bibliotheca de Classicos Portuguezes, LI.
A Crónica de El-Rei D. Afonso Henriques de Duarte Galvão foi impressa pela primeira vez em 1726, amputada de quatro capítulos pela censura.
"Na presente edição os quatro capitulos entram na sua competente altura", [...] a cópia foi tirada sobre um nitidissimo exemplar manuscripto em pergaminho que vimos em Santa Cruz de Coimbra. [...] Este exemplar era coetaneo dos tempos do Chronista-mor. [...]
A Chronica de Duarte Galvão é a lenda de Affonso Henriques, do fundador de Portugal. O autor encontrou noticias, narrativas, tradições; agrupou-as, apurou-lhes a linguagem, e formou assim a Chronica que apresentou a D. Manuel. Mais tarde mudaram costumes, augmentaram convenções sociaes, cresceu a polidez cortezan, e a critica abafou o livro perigoso, inconveniente. Chegaram a chamar-lhe conjuncto de fabulas. As brigas com a mãi, a violencia feroz com o legado de Roma offendiam os bons costumes, as delicadas maneiras. Na Chronica ha lenda e tradição a par de narrativas baseadas em factos."(excerto do prólogo)
Duarte Galvão (1446-1517) foi diplomata e Cronista-mor do Reino. Escreveu a Crónica de El-Rei D. Afonso Henriques por encomenda de D. Manuel I. 
Belíssima encadernação em meia de pele com lombada e cantos em pele.; conserva as guardas originais.
Bom exemplar; falha de papel na capa de brochura posterior.
Invulgar.
35€

01 fevereiro, 2012

LEAL, Cunha - CÂNTARO QUE VAI À FONTE... : coisas do tempo presente. Lisboa, Edição do Autor, 1963. In-8º (19cm) de 240, [6] p. ; B.
"«Mas tu pensas que te vão deixar dizer isso tudo?» - pergunta-me alguém a quem confidenciei o plano deste livro e a minha firme intenção de o escrever e publicar. E acrescentou: «olha que tantas vezes vai o cântaro à fonte até que um dia por lá fica!» Ouvi-o atentamente e, encolhendo os ombros, retorqui-lhe: «mas se esse é o destino de muitos cântaros, deixa que o que vou fabricar corra o risco de fracturar-se, se assim o determinarem..." (excerto do prefácio)
 
PAXECO, Óscar - O CÂNTARO DO SR. ENG.º CUNHA LEAL. Lisboa, Edição do Autor, 1963. In-8º (19cm) de 91 p. ; B.
"[...] Como corolário lógico da monarquia liberal caiu-nos em casa o raio da república democrática, sangrentamente assente no assassínio d'El-Rei D. Carlos e no do Presidente Sidónio Pais. Muitas gerações foram imoladas à loucura do parlamentarismo - e muitos homens chegaram ao nosso tempo tendo ainda na boca o travo agridoce das bombachas eleitorais. Ninguém se esquece do que isso foi." (excerto do I capítulo)


Livro crítico do Estado Novo por Cunha Leal, figura carismática da I República, desde sempre férreo opositor de Salazar e do regime, e o livro-resposta da autoria de Óscar Pacheco.
Exemplares brochados em bom estado de conservação.
20€