14 setembro, 2011

TROVAS DE CRISFAL. Reprodução Fac-símile da Primeira Edição : estudo, variantes e notas, por Guilherme G. de Oliveira Santos. Lisboa, Livraria Portugal, [1965]. In-8º grd. (24cm) de CXIX, 143, [6] p. ; [11] est. ; B.
Fez-se deste livro uma tiragem de quinhentos e cinquenta exemplares, cem dos quais numerados e rubricados pelo editor e fora do mercado [o presente exemplar leva o nº 3].
Belíssima edição facsimilada das Trovas de Crisfal, impressa em papel de qualidade superior, ilustrada com reproduções das Trovas e de Documentos coevos associados.
"Sobre a autoria da écloga de Crisfal ou trovas de Crisfal (Cristóvão Falcão ou Bernardim Ribeiro?) muito se escreveu durante o século passado. Até 1908 foi, sem discrepância, atribuída a Cristóvão Falcão a écloga de Crisfal, um dos mais célebres poemas líricos da literatura portuguesa. Tinha essa atribuição a seu favor os depoimentos de Diogo de Couto (1542-1616) na Década Oitava da Ásia; de Gaspar Frutuoso (1522- 1591) nas Saudades da Terra; de Manuel de Faria e Sousa (1590-1694) na edição das Rimas de Camões (comentário à Écloga IV); de Barbosa Machado (1682-1772) na Biblioteca Lusitana; e de António dos Reis (1690-1738) no Enthusiasmus poeticus. A écloga de Crisfal apareceu pela primeira vez em folha volante e anónima, com este título: Trovas de Crisfal. Depois apareceu publicada na 1.ª edição das obras de Bernardim Ribeiro, impressa em Ferrara em 1554. Crisfal é o nome de uma personagem dessa écloga cuja verdadeira autoria é ainda hoje desconhecida. Segundo o editor da edição de Ferrara, seria Cristovão Falcão, pelo facto de o título ser formado das primeiras sílabas do nome e sobrenome do poeta: Cris(tovão) Fal(cão). Autores há que perfilham essa opinião; outros, porém, recusam-na e atribuem a autoria a Bernardim Ribeiro.
É evidente a semelhança entre Crisfal e Menina e Moça, deste último autor. Começa por uma introdução orientando a composição; segue-se um monólogo de Crisfal, o pastor, que dá lugar a uma longa narrativa dos acontecimentos de que foi ator durante um sonho: viaja do Alentejo Litoral até Lorvão; antes de encontrar a amada, a pastora Maria, são narradas a história de Natónio e Guiomar e a história de uma mal-maridada; no fim, o autor retoma a sua voz para concluir. Trata-se, pois, de uma écloga novelesca onde se misturam narrativa e lirismo."
Bom exemplar.
Invulgar. 
30€

13 setembro, 2011

SANTARENO, Bernardo - NOS MARES DO FIM DO MUNDO. (Doze meses com os pescadores bacalhoeiros portugueses, por bancos da Terra Nova e da Gronelândia.). Lisboa, Edições Ática, 1999. In-8.º (20 cm) de 242, [6] p. ; B.
Capa: desenho de Almada Negreiros.
"Nos Mares do Fim do Mundo foi, em grande parte, escrito a bordo do arrastão «David Melgueiro», na primeira campanha de 1957, a primeira também em que eu servi na frota bacalhoeira portuguesa, como médico. Mas depois desta, tomei parte numa segunda, em 1958, agora a bordo do «Senhora do Mar» e do navio-hospital «Gil Eannes», em que assisti sobretudo aos barcos da pesca à linha: Assim pude de facto conhecer, por vezes íntimamente, todos os aspectos da vida dos pescadores bacalhoeiros portugueses, em mares da Terra Nova e da Gronelândia, e completar este livro."
(Excerto da nota do autor)
Bom exemplar.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível

12 setembro, 2011

TUDO COMEÇOU NO LOURO : Inauguração da Fundação Cupertino de Miranda em 8 de Dezembro de 1972 : Discursos, Artigos e Aspectos. Vila Nova de Famalicão, Edição da Fundação Cupertino de Miranda, [1973]. In-8º grd. (24,5cm) de 119, [6] p.; [35] p. il. ; B.
Ilustrado com fotografias do evento em extratexto.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa de Artur Cupertino de Miranda. 
"A Inauguração da Fundação Cupertino de Miranda e dos edifícios do Louro (Igreja, Centro Pastoral, Residência Paroquial, Casa da Junta de Freguesia, Casa do Povo e Mercado) integrados no mesmo programa festivo do passado dia 8 de Dezembro, se constituiu um acto de extraordinário relevo público e social - bastaria a garanti-lo a presença do Venerando Chefe de Estado - , atingiu também um inegável significado espiritual e cultural que não passou despercebido a quantos emitiram sua autorizada opinião sobre o sentido e dimensão do evento." (da nota de abertura)
Bom exemplar.
Invulgar.
45€
AGUIAR, António de - AS MAIS ANTIGAS ESPÉCIES ICÓNICAS AFONSINAS. Lisboa, Separata da Revista 'Ocidente', 1957. In-8º grd. (25cm) de 44, [1] p ; il. ; B.
Matérias: Uma pretensa iluminura do século XII; A Estátua do Museu do Carmo; Duas Iluminuras perdidas do século XV; A Estátua jacente de Coimbra; Códice iluminado da Imperatriz D. Isabel de Portugal.
Bom exemplar, na totalidade por abrir.
Invulgar.
Indisponível
A QUESTÃO DAS AGUAS DE VIDAGO. 5 vols in-8.º de 14 p. ; 38 p. ; 38 p. ; 89 p. ; 47 p. ; E. (num único tomo)
1.ª edição.

DECLARAÇÃO D'ACCORDAM : SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Lisboa, Typographia Industrial Portugueza, 1899.
MINUTA DE APPELAÇÃO : Perante a Relação do Porto no processo em que é appellante A Camara Municipal de Chaves e appellada A Empreza das Aguas de Vidago. Porto, Typographia de A. J. da Silva Teixeira, 1900.
ACCORDÃO DE REVISTA : na acção proposta pela Emprêsa das Aguas de Vidago contra a Camara Municipal de Chaves e embargos ao mesmo accordão. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1904.
MINUTA DA RECORRIDA A CAMARA MUNICIPAL DE CHAVES : no recurso de revista interposto pela Emprêsa das Aguas de Vidago. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1903.
ACCORDÃO DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA : concedendo a revista pedida pela Emprêsa das Aguas de Vidago : ACCORDÃO DA RELAÇÃO DO PORTO : proferido no 2.º julgamento confirmando o primeiro : CONTRA-MINUTA : na segunda revista pelo Dr. Manuel Dias da Silva. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1905.
Conjunto de publicações de índole jurídica relativas à Questão das Águas de Vidago que, no final do século XIX - princípio do século XX, opôs a Câmara Municipal de Chaves à Empresa das Águas de Vidago, pela posse do terreno e das nascentes de Vidago. 
"Vieram os appellados a juizo pedir que a appellante, Camara de Chaves, largue mão do terreno e nascentes mineraes de Vidago, que comprou em 1865 a Aurelia Rita, pelo documento particular de fl. 54 v. E isto, com o fundamento de que esse documento não lhe dá o direito de dominio; de que tambem a Camara não tem posse capaz de constituir prescripção; e de que elles appellados é que obtiveram esse dominio, em 1873, pela escriptura de fl. 63. Digamos desde já, para irmos, tambem desde já, elucidandado a materia, que differentes associados, constituindo uma empreza, hoje representada pelos appellados, tomaram por escriptura de 5 de setembro de 1870, de arrendamento á Camara de Chaves o mesmo terreno e aguas, e sempre lhe pagaram a respectiva renda, até que atentaram esta demanda."
(Excerto da Minuta de appelação)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro. 
Indisponível

11 setembro, 2011

ASSUMPÇÃO, Lino d' - HISTORIAS DE FRADES. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, 1900. In-8º (18cm) de [4], 204, [4] p. ; E. Col. Antonio Maria Pereira, 36º vol.
1ª [e única] edição.
"Tomás Lino de Assumção (1844-1902) foi um engenheiro civil e funcionário do Ministério das Obras Públicas. Dedicou-se paralelamente à vida literária, tendo chegado a frequentar o Curso Superior de Letras. Viveu no Rio de Janeiro, onde fundou uma editora de obras literárias e científicas e ajudou na organização do Liceu Literário Português, e em Paris. Regressado a Portugal, colaborou com o seu amigo António Enes no jornal O Dia e na organização dos arquivos e das bibliotecas nacionais [...] No decurso das suas investigações históricas, foi reunindo um vasto acervo documental sobre as histórias conventuais, de que foi dando conta em vários volumes." (www.infopedia.pt)
Encadernação editorial em percalina com ferros a ouro.
Bom exemplar; assinatura de posse datada no verso do anterrosto.
Invulgar.
25€

10 setembro, 2011

LEITÃO, Joaquim - CRÓNICA DE S. JOÃO DE BRITO : Por... Segunda Edição. Lisboa, Ministério das Colónias, MCMXLIX (1949). In-8º grd. (26,5cm) de 317, [2] p. ; il. ; B.
Contém 2 retratos, um de "Sua Excelência o Senhor Marechal Óscar Fragoso Carmona, Presidente da República", de corpo inteiro, e outro de "Sua Excelência o Senhor Doutor Oliveira Salazar, Presidente do Conselho."
Com ilustrações intercaladas no texto.
"S. João de Brito nasceu em Lisboa em 1647 e sofreu o martírio na Índia a 4 de Fevereiro de 1693. Este ilustre sacerdote jesuíta foi até à Índia em missão, onde ficou como responsável da comunidade de Madura e de Madrasta. O seu esforço de adaptação cultural aos costumes locais foi acentuado, mas sempre sem abdicar em nada dos princípios da fé cristã. Devido à sua firmeza, João de Brito encontrou o martírio, pois a novidade do Evangelho, com as consequências morais e éticas daí resultantes, fez deste missionário português uma figura muito «incómoda». S. João de Brito foi decapitado em Oriur, a mando do rajá de Marava por subverter a religião local." (www.cne-escutismo.pt)
Bom exemplar, na sua totalidade por abrir; capas sujas; margens das capas com cortes sem perda de papel.
Invulgar.
15€

09 setembro, 2011

SENA, Jorge de - OS GRÃO-CAPITÃES : uma sequência de contos. [Lisboa], Edições 70, 1976. In-8º (20cm) de 241, [14] p. ; B.
Capa de Cãmara Leme.
1ª Edição.
Apreciado livro de contos.
"Este livro, que consubstancia, sob a capa da ficção, algumas amargas experiências da vida lusitana, e foi escrito no Brasil , por um escritor português que é cidadão brasileiro desde 1963, e que não vive na pátria onde nasceu, e de cuja literatura é parte[...] (da dedicatória do autor)
"Escrevi estes contos, em 1961-62, na atmosfera de um Brasil livre, aonde me exilara em 1959; e escrevi-os sem pôr peias de nenhuma espécie a toda a amargura da vida que, em Portugal, a mim como a todos havia sido dada." (do prefácio do autor)
Bom exemplar.
Já pouco comum.
25€
FIGUEIRA, Francisco Correia - IATES DE PORTUGAL : 1850-1915. Lisboa, Inapa, [2000]. In-fólio (32,5cm) de [8], 103 p. ; mto il. ; E. Col. Símbolos Portugueses.
Belíssima edição de grandes esmero e apuro gráfico, impressa em papel de qualidade superior, e profusamente ilustrada com fotos a p.b. de soberbos barcos de recreio.
Matérias: Caíques, cúteres e ioles; Palhabotes, Iates reais. Inclui pequeno glossário de marinharia.
"Desde meados do século XIX surgem barcos de recreio, mas seria apenas na viragem do século que um número mais significativo de iates passaria a navegar com pavilhão português. No entanto, anos mais tarde, o Regicídio, a queda na Monarquia e a Primeira Guerra Mundial provocaram num curto espaço de tempo um importante decréscimo desse número, levando ao desaparecimento de magníficos barcos que em cruzeiro ou competição percorriam a nossa costa. É uma época de pouco mais de meio século, que esta obra procura ilustrar através de verdadeiros iates clássicos há muito desaparecidos." (do prefácio do autor)
Encadernação original do editor em tela azul, com o título em baixo relevo no front, protegida por sobrecapa a três cores.
Excelente exemplar.
Esgotado, muito apreciado.
35€
A CAMPANHA ELEITORAL DE 1961 : (Documentos Políticos). [Lisboa], [União Nacional - imp. Comp. Nacional Editora], [1961]. In-8º (21cm) de 239, [1] p. ; B.
"Contém este volume os documentos essenciais que interessam ao conhecimento da posição assumida pela União Nacional na campanha que precedeu as eleições de deputados à VIII Legislatura da Assembleia Nacional. Os elementos que se reuniram e figuram nestas páginas não só permitem definir uma orientação geral como elucidam acerca de numerosos problemas de maior ou menor relevo na vida do País e cujo debate foi suscitado no decurso da campanha." (da nota de abertura do Presidente da Comissão Executiva)
Matérias: Discursos; Comunicados e notas avulsas; Finanças; Economia; Trabalho e organização corporativa; Previdência e habitação; Saúde e assistência; Educação; Declarações finais.
Discurso de abertura: "Mensagem do Senhor Presidente do Conselho e Presidente da Comissão Central da U. N., Doutor António de Oliveira Salazar, dirigida ao País, em 9 de Novembro de 1961".
Bom exemplar; capa vincada.
Invulgar, obra de grande interesse histórico e documental.
25€

08 setembro, 2011

CORTESÃO, Armando - O MISTÉRIO DE VASCO DA GAMA. Por... Lisboa ; Coimbra, Junta de Investigações do Ultramar, 1973. In-4.º (25,5 cm) de 195, [5] p. ; il. ; E. Col. Agrupamento de Estudos de Cartografia Antiga, 12, Secção Anexa à Universidade de Coimbra.
1.ª edição.
Exemplar da tiragem de 100, levando este o n.º 19.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Bonita edição, ilustrada com um retrato a cores de Vasco da Gama e diversas reproduções a p.b. de mapas, cartas marinhas, cartas de doação, etc. O papel foi especialmente fabricado pela Fábrica de Papel Porto Cavaleiros, Tomar.
"Em Portugal, o mais importante estudo sobre a figura em causa viria a surgir em 1973, pelo punho de Armando Cortesão. Uma espécie de abordagem hiperbólica de várias teses presentes na historiografia portuguesa da época, como a célebre “política do sigilo” desenvolvida sobretudo por Jaime Cortesão, a obra de A. Cortesão gira em torno de vários vazios e dados intrigantes nas fontes e na conjuntura da época, nomeadamente no período nebuloso que medeia a expedição de Bartolomeu Dias e a viagem do Gama.
Segundo o autor, estamos perante um verdadeiro “mistério”, de que Vasco da Gama é o protagonista. Partindo da discussão do significado da palavra “descobrimento” e passando pelo Tratado de Tordesilhas e pela política de D. João II, Cortesão conduz o seu raciocínio no sentido de demonstrar que o futuro Conde da Vidigueira terá comandado uma ou várias expedições para além do Rio do Infante (limite da viagem de Bartolomeu Dias), algures na década de 1490. Já na época em que a obra foi escrita, várias das premissas em que se apoia O Mistério de Vasco da Gama foram postas em causa, como as informações respeitantes ao célebre Ibn Madjid." (Paulo Jorge de Sousa Pinto e Ana Fernandes Pinto. “Vasco da Gama na História e na Literatura – Ensaio Bibliográfico” In Mare Liberum, nº 16, Dezembro 1998, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, pp. 135-174)
Encadernação editorial inteira de tela com desenho da flor-de-lis sobre a rosa dos ventos gravada a seco e a ouro na pasta frontal e dourados na lombada.
Excelente exemplar.
Invulgar.
Indisponível
ILUSTRAÇÃO À HISTÓRIA GENEALÓGICA DOS REIS DE PORTUGAL, POR D. TOMÁS CAETANO DE BEM, CLÉRIGO REGULAR E CRONISTA DA REAL CASA DE BRAGANÇA : impressa, a primeira vez, em 1789, com licença da Real Mêsa da Comissão Geral sôbre o exame e censura dos livros e agora novamente impressa com uma nota biográfica do autor. Lisboa, Tipografia do Comercio, 1925. In-8º grd. (24cm) de 24 p. ; B. 
Nota biográfica do autor, pelo editor, o genealogista Frazão de Vasconcelos. 
Tiragem de 200 exemplares, numerados e rubricados pelo editor, sendo este o nº 60.
Apreciado estudo genealógico, de grande interesse histórico, sobre a ascendência do Conde D. Henrique, pai do nosso 1º rei, D. Afonso Henriques.
Bom exemplar; assinatura de posse no anterrosto.
Invulgar.
30€

07 setembro, 2011

CALVÃO, Alpoim - DE CONAKRY AO M. D. L. P. (dossier secreto). Lisboa, Editorial Intervenção, 1976. In-8.º (21cm) de 237, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrado com fac-símiles de cartas.
Guilherme Almor de Alpoim Calvão (1937-2014). "Foi um militar português. Viveu em Moçambique, frequentou a Escola Naval, fez o curso da Marinha e esteve várias vezes na frente de combate, na guerra de África. Foi um dos oficiais mais condecorados das Forças Armadas, distinguindo-se em Novembro de 1971 quando conduziu a invasão- fracassada- da Guiné-Conakry. Após 25 de Abril de 1974, associou-se ao Movimento Democrático de Libertação de Portugal (M.D.L.P.), movimento clandestino que se insurgiu contra a crescente influência comunista pós revolução. 
"Empregando uma linguagem militar, este livro de Alpoim Calvão será um "golpe de mão" nas forças que se servem da Democracia para a destruir. Mas só o povo real - único herói e único juiz - poderá ter a última palavra."
(excerto da nota do editor)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na 1ª p. de texto.
Invulgar.
Indisponível
DUGOS, Carlos - M. D. L. P. - E. L. P. - O que são? Alfragide, Edições Acrópole, Lda, 1976. In-8.º (21cm) de 109, [10] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
'A verdade sobre os dois movimentos clandestinos - sensacional reportagem em Espanha'.
"O tema da oposição clandestina, constitui um ponto obscuro na informação pública portuguesa. Muito se tem dito e escrito sobre os movimentos que a si próprios se intitulam de libertação, sem que, no entanto, se haja aprofundado o problema, analisando-o com isenção e espírito independente. Por isso, o havermos decidido, autor e editor, elaborar e publicar um livro que esclarecesse a opinião pública de Portugal quanto à verdadeira essência da oposição clandestina."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
CASTELLO BRANCO, Camillo - SEROENS DE S. MIGUEL DE SEIDE : Chronica Mensal de Litteratura Amena : novellas, polemica mansa, critica suave dos máos livros e dos máos costumes. Porto, Livraria Civilisação de Eduardo da Costa Santos-Editor, 1885-1886. 6 tomos in-8º peq. (16cm) encs. em 1 volume.
1ª Edição.
Colecção completa destas apreciadas crónicas de Camilo.
Encadernação inteira de percalina com cercadura e motivos ornamentais em baixo-relevo nas pastas e ferros a ouro na lombada; s/ guardas de brochura; carimbo de posse da Livraria particular de Julio Dantas no rosto, 1ª pág. de texto e pág. 25, em cada um dos tomos.
Invulgar.
Indisponível

05 setembro, 2011

ALGUNS PERGAMINHOS MEDIEVAIS DA TORRE DO TOMBO. Lisboa, Inspecção Superior das Bibliotecas e Arquivos, 1960. In-fólio (33,5cm) de 16, p. [5] p. il. ; B.
1.ª edição.
Reproduções fac-símile de cinco manuscritos medievais selecionados entre os que se encontram nos arquivos portugueses.
Exemplar em bom estado geral de conservação; capas empoeiradas; assinatura de posse no anterrosto.
Invulgar.
15€

04 setembro, 2011

GONÇALVES, Fausto - ALENTEJO : BALUARTE DA NACIONALIDADE : (Notas Históricas). Lisboa, Livraria Portugal, 1961. In-8º (21cm) de 190 p. ; mto il. ; B.
Edição muito ilustrada com fotografias e desenhos de belo efeito a p.b. no texto e em página inteira, incluíndo capitulares dos brasões das vilas e cidades.
Inclui 2 mapas dos Concelhos da Província do Alto Alentejo e do Baixo Alentejo. 
Assuntos: Alentejo; Alandroal; Arraiolos; Borba; Estremoz; Évora; Montemor-o-Novo; Mora; Mourão; Portel; Redondo; Reguengos de Monsaraz; Viana do Alentejo; Vila Viçosa; Alter do Chão; Arronches; Avis; Campo Maaior; Castelo de Vide; Crato; Elvas; Fronteira; Gavião; Marvão; Monforte; Nisa; Portalegre; Sousel; Aljustrel; Almodôvar; Alvito; Barrancos; Beja; Castro Verde; Cuba; Ferreira do Alentejo; Mértola; Moura; Odemira; Ourique; Serpa; Vidigueira; Álcacer do Sal; Grândola; Santiago do Cacém; Sines.
"O Alentejo está ligado aos grandes acontecimentos da História de Portugal. As suas grossas muralhas, os seus fortes castelos, as suas ameiadas e altaneiras torres, tantas vezes martirizadas e manchadas de sangue por violentas batalhas, recordam façanhas, actos de bravura de famosos guerreiros portugueses, que, em muitas povoações, deixaram bem marcado um símbolo de sacrifício e de heroísmo, não só nos tempos da conquista aos mouros como nas guerras da Independência e nas da Restauração." (da nota de abertura do autor)
Excelente exemplar.
Invulgar.
Indisponível
COELHO, Vieira - MEMÓRIAS DUM REVOLUCIONÁRIO : Subsídios para a História do Movimento de 28 de Maio. Lisboa, [s.n. - imp. Tip. Ideal], 1951. In-8º (19cm) de 90, [6] p. ; B.
Dedicatória (impressa) "à saudosa memória do Dr. Júlio de Vilhena".
Capítulos: Actos preparatórios; Em funções públicas; No Ministério do Interior; A Revolução do Dr. Oliveira Salazar; Injustiças, desenganos e intrigas; Transcrições.
Bom exemplar; capas algo oxidadas.
Invulgar.
Indisponível
SILVA, João Lopes da - 100 ANOS DO AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL. Lisboa, Chaves Ferreira-Publicações, S.A., 2003. In-fólio (32cm) de 223, [1] p. ; mto il. ; E.
Belíssima edição comemorativa do centenário do Automóvel Club de Portugal, estética e gráficamente irrepreensível, totalmente impressa em papel couché, e profusamente ilustrada com fotografias, desenhos e gravuras.
Encadernação editorial policromada com sobrecapa igual às capas.
Excelente exemplar.
Apreciado.
25€

03 setembro, 2011

SICLIER, J. e LABARTHE, A. S. - CINEMA E FICÇÃO CIENTÍFICA. Lisboa, Editorial Aster, [19--]. In-8.º (18cm) de 164, [16] p. il. ; B. Col. Filme, 5.
1.ª edição.
Curiosa abordagem cinematográfica da ficção científica realizada no final da década de 50 do século passado. Ilustrada a p.b. em extratexto.
"O cinema tem-se debruçado desde as suas origens sobre a ficção científica, conseguindo algumas obras notáveis a par de uma generalidade privada de interesse. [...] Muitos filmes são apenas hipóteses científicas e técnicas, mas pode encontrar-se uma mão-cheia deles com grande interesse humanístico, na medida em que contribuem para o esclarecimento do homem do futuro ou para certos aspectos menos conhecidos do homem actual. [...] Cinema e ficção científica é assim um livro de indispensável leitura para todos os que sabem ser modernos."
(excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas.
Invulgar.
10€
ANSELMO, Artur - HISTÓRIA DA EDIÇÃO EM PORTUGAL. Volume I : Das origens até 1536. Porto, Lello & Irmão, 1991. In-fólio (30 cm) de 260 p., [XX] f. il. ; E.
1.ª edição.
Único volume publicado. Obra de referência na área do estudo do livro e da edição.
Edição de grande esmero e apuro gráfico muito ilustrada no texto e em extratexto com reproduções a p.b. e a cores de iluminuras, portadas e gravuras de alguns livros históricos. 
Artur Anselmo de Oliveira Soares (n. 1940). Filólogo, investigador e professor português. "A sua principal área de investigação centra-se na História do Livro e da edição em Portugal, ocupando-se também de outros temas de Língua, Literatura e Cultura Portuguesas. É Professor Catedrático do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna e Professor Catedrático Jubilado do I.A.D.E."
(Fonte: www.fcsh.unl.pt)
Encadernação do editor em tela com ferros gravados a seco nas pastas e na lombada. Conserva sobrecapa policromada reproduzindo iluminuras do Nobiliário do Conde D. Pedro (Torre do Tombo).
Excelente exemplar.
Invulgar.
Indisponível
GALLIS, Alfredo - A DEVASSIDÃO DE POMPEIA : Narrativa galante e romantica da libertagem e dos costumes pompeianos. Paris, [s.n], [s.d.]. In-8 (18cm) de 297, [1] p. ; E.
1ª [e única] edição.
Literatura erótica semi-clandestina do final do século XIX, príncipio do século XX.
Encadernação simples, algo cansada; conserva a guarda de brochura anterior (colada na f. de guarda) que apresenta falha de papel importante no canto; miolo em bom estado.
Invulgar e procurado.
Indisponível

02 setembro, 2011

CATÁLOGO DE LIVRO ANTIGO, SÉC. XVI-XVIII : Colecções de antigas instituições de ensino do Porto (Escola Normal e institutos Industrial e Comercial). Organização e coordenação: Maria Otília Chaves. Porto, Instituto Politécnico do Porto, Serviços de Documentação e Publicações, Biblioteca Central, 2004.
Tiragem: 500 exemplares.
"Dá-se notícia dos três núcleos documentais existentes nas instituições de ensino superior do Instituto Politécnico Porto, faz-se uma breve referência aos seus prestigiados percursos históricos e apresentam-se os respectivos indíces cumulativos (de autores e de obras anónimas, de títulos, de locais de impressão, impressores, editores e livreiros, assinaturas autógrafas e marcas de posse, cronológico e de língua de publicação)." (da apresentação)
Esmerada edição de fino recorte gráfico profusamente ilustrada com reproduções a cores de frontispícios e respectivas encadernações.
Excelente exemplar.
Curioso e muito invulgar, dada a exiguidade da tiragem.
Indisponível
QUEIROZ, Teixeira de - AO SOL E Á CHUVA : romance. Por... Comedia do Campo. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira : Livraria Editora, 1916. In-8.º (20cm) de [4], 241, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Exemplar muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Francisco Teixeira de Queirós (1848-1919). "Foi um escritor português, que usou o pseudónimo literário de Bento Moreno. [...] Logo no princípio da sua carreira literária, ainda estudante, em obediência a um plano prévio, iniciou duas séries paralelas de contos e romances, a que deu os títulos de Comédia do Campo e Comédia Burguesa, plano que pouco a pouco foi realizando, com uma tenacidade e persistência notáveis. Essa organização, escolhida pelo autor para aquele que é considerado o conjunto mais significativo da sua obra, reflecte uma inspiração no modelo de Balzac, que se evidencia também ao nível do conteúdo, de raiz predominantemente realista/naturalista."
(Fonte: wikipédia)
Belíssima encadernação recente, meia-francesa, com ferros gravados a ouro na lombada; corte superior das folhas carminado. Conserva as capas originais.
Excelente exemplar.
Invulgar.
Indisponível
VER : José de Almada Negreiros. Notas e prefácio de Lima de Freitas. Lisboa, Arcádia, 1982. In-8º grd. (24cm) de 272, [8] p. ; il. ; E. Col. Biblioteca Arcádia / Arte.
1ª Edição.
Edição esmerada impressa em papel de qualidade superior, ilustrada com fotografias, desenhos, gravuras e facsímiles.
"Reúnem-se neste volume vários cadernos, na sua maior parte inéditos, de José de Almada Negreiros. Desde 1943, ano em que o Autor inscreveu na página liminar de vários cadernos, uma longa série de obstáculos condenou à ocultação quase total este extraordinário conjunto de textos e manteve-os fechados numa gaveta durante cerca de quarenta anos, à espera de um dia virem a ser conhecidos pelos portugueses e pelo mundo." (do prefácio)
Encadernação editorial.
Excelente exemplar.
Invulgar, de grande interesse bibliográfico.
75€

01 setembro, 2011

A LENDA DO REI RODRIGO : [Texto de] «CRÓNICA GERAL DE ESPANHA DE 1344». Introdução, Notas e Glossário de Luís Filipe Lindley Cintra. Lisboa, Editorial Verbo, [1964]. In-8º (19cm) de 93 p. ; B. Col. Textos Clássicos, 3
Com uma reprodução a p.b. de folha iluminada do Manuscrito da Academia  das Ciências de Lisboa (séc. XV), da Crónica Geral de Espanha de 1344 no verso do anterrosto.
"Luís Filipe Lindley Cintra (1925-1991) é uma das figuras principais da Linguística portuguesa. [...] Começou pelo estudo da literatura, numa altura em que ela abarcava ainda, em Portugal, o estudo da língua, merecedora de atenção científica apenas enquanto língua de escritores ou repositório de arcaísmos e regionalismos. Dedicou, assim, a tese de licenciatura à versificação de António Nobre e a tese de doutoramento ao que se supunha ser a versão portuguesa da Crónica Geral de Espanha de Afonso X, o Sábio, e que, como demonstrou, era uma crónica originariamente portuguesa, atribuída ao Conde D. Pedro de Barcelos e ocupando um lugar importante no quadro da historiografia peninsular." (cvc.instituto-camoes.pt)
Bom exemplar.
Invulgar.
15€

SCHNEIDER, Susan - O MARQUÊS DE POMBAL E O VINHO DO PORTO : Dependência e subdesenvolvimento em Portugal no século XVIII. Tradução de Jorge Oliveira Marques. Lisboa, A Regra do Jogo, 1980. In-8º (21cm) de [6], 289, [5] p. ; il.; B. Col. Biblioteca de História, 7.
Capa de Teresa Ferrand.
"O estudo que se segue sugere que a política de Pombal - e as distorções do desenvolvimento económico do Portugal do século XVIII que ele orientou - foi determinada, em grande parte, pelas relações com a Inglaterra."
Capítulos: A criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas e do Alto Douro; Os proprietários das vinhas; O povo do Porto; Os negociantes do Porto; Os inglese; Como funcionou a Companhia; Sucesso ou insucesso.
Excelente exemplar.
Apreciado, de grande interesse histórico.
20€
DEVASSA A QUE MANDOU PROCEDER SUA MAGESTADE NO TERRITÓRIO DO ALTO DOURO PELO DESEMBARGADOR ANTÓNIO DE MESQUITA E MOURA. Organização de António Braz de Oliveira e Maria José Marinho ; Apresentação de António Barreto. Lisboa, Biblioteca Nacional, 1983. In-4º (27,5cm) de XCII, [4], 1103, [5] p. ; [1] corrigenda ; il. ; B.
Tiragem: 1000 exemplares.
"[...] Depois de alguma ponderação, foi decidido [...] preparar a edição da «Devassa...», mesmo sabendo que não se trata seguramente de um «best-seller». Todavia, estou certo de que o seu grande valor, para a investigação histórica, virá a revelar-se com o tempo. Pelo seu conteúdo é um precioso contributo para a história social e económica da Região do Douro e do comércio do vinho; donde se deduz a importância deste material para a história económica do país, dada a posição de relevo do vinho nas exportações portuguesas do século XVIII. Finalmente, até para a história do Direito e da Administração será útil este documento, tendo em vista a sua natureza processual. Contém a «Devassa...» 2.379 depoimentos, feitos por um pouco mais de duas mil pessoas (algumas repetiram a audição) , todas elas originárias, residentes ou exercendo as suas actividades na Região do Douro, tal como esta resulta das primeiras Demarcações Pombalinas. [...] Para todos os efeitos, o Douro vinícola foi a primeira Região Demarcada da história, no que foi seguido, já no século XIX, por várias outras, em França, na Alemanha, na Itáila, na Espanha e, de novo, em Portugal." (da Apresentação)
Bom exemplar.
Invulgar, de grande interesse histórico.
40€