21 março, 2012

MÊNA JUNIOR, Antonio Cesar - UM ESBOCETO DE VIEIRA LUSITANO. Noticia Historica por... Lisboa, Typ. Lallemat, [1903]. In-4º (26,5cm) de 8, [1] f. il. ; B. Separata do Boletim da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes.
Tiragem de 50 exemplares (nº 27).
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Aqui fica singelamente descripta a noticia do retrato do 1º Patriarcha [D. Thomaz de Almeida], que fôra pintado por Vieira Lusitano, e se perdeu, como muitas das producções do seu genial talento, na memoravel catastrophe do 1º de novembro de 1755." (excerto da obra) 
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
35€

20 março, 2012

CORRÊA, António Vasconcelos – CAMINHOS DE FERRO. Conferência realizada a 25 de Junho de 1928 na Liga Naval pelo Engenheiro… Lisboa, Tipografia da Sociedade Gráfica Editorial, 1930. In-8º grd. (23,5cm) de 58, [2] p. ; il. ; B.
Contém tabelas e gráficos no texto; ilustrado em separado com dois mapas - Carta geographica de Portugal delineado a cores com as linhas de caminho de ferro “em exploração”, “propostas”, “em construção” e “já classificadas” e Planta a cores das novas gares e linhas de Lisboa -, e fotografias a p.b. de estações ferroviárias, gráficos, etc.
Exemplar brochado em bom estado de conservação: pequena secção da capa, junto à margem, levemente ondulada; discreta assinatura de posse na capa.
Ex-libris de posse no verso da capa.
Invulgar. 
15€
MACHADO, Bernardino – CONFERÊNCIAS POLITICAS. Coimbra, Typographia Democrática, 1904. In-8º (29cm) de 51 p. ; B.
Conjunto de históricas conferências reunidas neste opúsculo de forte pendor republicano, dedicado por Bernardino Machado a Guerra Junqueiro.
Temas: Formas de governo; Governo e ensino; Os actuaes partidos políticos; Eleições; Programa.
“Nada peor do que a ignorância em que os membros duma nação estejam dos seus direitos e dos seus deveres. Nada mais necessário do que formar a opinião para que a opinião governe…” (excerto da 1ª conferência – Formas de governo)
“Eleger ou não eleger, eis o problema politico. Sobre a eleição se funda o governo liberal, como sobre o arbítrio o governo despótico. Eleição e liberdade são irmãs. Por isso, de todos os governos o mais liberal é o republicano, que é o mais electivo.” (texto do 1º parágrafo da 4ª conferência – Eleições).
Exemplar brochado (aparado) em bom estado geral de conservação; capas sujas, com um ou outra falha de papel.
Muito invulgar, com interesse histórico. 
Indisponível

18 março, 2012

MACHADO, Bernardino – O NEO-LIBERALISMO DA MONARCHIA. Conferencias pronunciadas no Centro Republicano de Lisboa em 22 de Junho a 4 d’agosto de 1906 : por… Lisboa, Typographia Bayard, 1906. In-8º (21cm) de 19 p. ; B.
“Meus Senhores! Vindo ocupar-me da actual situação politica, quando se acha á frente dos negócios publicos um governo que se intitula monarchico-liberal, a primeira questão que devo examinar, é esta: ha hoje entre nós um partido monarchico-liberal? Não ha. Ha varios individuos, haverá grupos monarchico-liberaes, não ha um partido. A sociedade portuguêsa nos ultimos tempos foi-se extremando profundamente em dois campos opostos: dum lado o partido do engrandecimento do poder real, do outro, o do engrandecimento do poder popular. Os monarchicos fizeram-se cada dia mais reaccionários, os liberaes cada dia mais republicanos. Ao passo que o regimen se tornava reaccionariamente mais opressivo, pretendendo impôr-se pela corrupção, pela fraude e pela violência, a nação ia-se progressivamente unindo, socializando, democratizando.” (excerto da 1ª conferência)
Bom exemplar.
Muito invulgar, com interesse histórico. 
Indisponível
SALGARI, Emílio – A CONQUISTA DA LUA : novela de aventuras. Versão do original italiano de Henrique Marques Júnior. Lisboa, João Romano Torres & C.ª, [1939]. In-8.º (19 cm) de 143, [1] p. ; B. Colecção Salgari, 130
1ª edição.
Edição original portuguesa, nunca reeditada, deste interessante romance de ficção científica. Título original: “Alla conquista della luna”.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

17 março, 2012

BELARMINO, Roberto - DECLARAÇAM COPIOSA // DA DOUTRINA // CHRISTAM, // COMPOSTA // Por ordem do santissimo Padre Clemente VIII, // de feliz memoria. // Pelo Padre ROBERTO BELARMINO, // Cardeal da Santa Igreja Romana. // Vista, e aprovada pela Congregaçaõ da Reformaçaõ pera // que fique uniforme, e muy facil o santo exercicio de // instruir os ignorantes, e meninos nas cousas // de nossa Santa Fé Catholica. // Tradusida da lingoa Italiana na Castelhana, // por Luis de Vera. // Com addições de exemplos no fim dos Capitulos, // tirados de graves Authores. // Com a luta, e Combate espiritual da alma; e Meditações // das dores mentaes de Christo Nosso Senhor. // Tradusida novamente no idioma Portuguez, por // Felix Thomas correa, natural da Cidade // de Lisboa. // COIMBRA: // Na Officina de LUIS SECO FERREYRA, // Anno do Senhor de 1742. // Com todas as licenças necessarias. In-8º (16cm) de [16], 560, [4] p. ; E.
Encadernação coeva inteira de pele com ferros a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação; apresenta algumas (poucas) páginas picadas de insecto, sem contudo, afectarem o texto.
Invulgar.
35€

16 março, 2012

CHAVES, Luiz - ALFÂMA DE ÔNTEM & ALFAMA DE HOJE : Aspectos históricos e etnográficos. Conferência ao ar livre realizada no Largo de S. Miguel, em Alfama, no dia 25 de Outubro de 1935, pelo Ex.mo Sr. Luiz Chaves, Conservador do Museu Etnológico. Lisboa, Publicações dos Anais das Bibliotecas, Museus e Arquivo Histórico Municipais, 1936. In-8º grd. (24,5cm) de 23 p. ; B.
"Bairro de Lisboa, bem caracterizado, Alfama provém de passado remoto com história própria, e apresenta hoje aspectos etnográficos de feição definida. Se repararmos na carta topográfica de Lisboa, logo verificaremos que Alfama representa desde o príncipio a descida do «Castelo» para o Tejo, pela vertente virada ao Sul, o seja no caminho natural do primitivo ópido para o rio. Esta observação indica-nos a primeira lei etnográfica, para se formar populacionalmente o que chamaram Alfama."
Bom exemplar.
Invulgar.
10€

14 março, 2012

DINIS, A. J. Dias - ESTUDOS HENRIQUINOS. Volume I. Coimbra, [s.n.], 1960. In-4.º (23cm) de 530, [2] p. ; B. «Acta Universitatis Conimbrigensis»
1.ª edição.
Volume I (e único publicado), em ano de celebração do quinto centenário do falecimento do Infante D. Henrique (1460-1960).
"Investigação efectuada pelo signatário durante anos, especialmente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo de Lisboa, proporcionou-lhe material para uma série de estudos, parte inéditos e parte publicados, desde o anos de 1946, nas revistas Biblos, da Faculdade de Letras de Coimbra, Colectânea de Estvdos e Itinerarivm, de Braga. Ensaios singelos e despertenciosos de estudante teimoso." (excerto da apresentação)
António Joaquim Dias Dinis (1903-1980). "Seguiu a vida religiosa, como Franciscano. Ingressou na Ordem em 1920 e em 1926 recebeu a ordenação sacerdotal. Passou a leccionar nos Semininários de Tui e Montariol (Braga). De 1934 a 1941 foi missionário na Guiné. Paroquiou a missão de Bolama e ao mesmo tempo foi o superior regular da Missão e vigário geral da Guiné (1939-1941). Dedicou-se à história das missões e dos descobrimentos."
(www.dodouro.com)
Exemplar brochado em bom estado de conservação; assinatura de posse no rosto.
Invulgar.
Indisponível

12 março, 2012

LACERDA, Augusto de - JUDAS : Romance Lirico em quatro jornadas. Lisboa, Antiga Casa Bertrand-José Bastos, 1901. In-8º (18,5cm) de [6], 119, [3] p. ; E.
Edição numerada (exemplar nº 157).
1ª edição.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros a ouro na lombada; conserva a capa de brochura.
Bom exemplar.
Invulgar.
20€
Reservado
DIAS, Jaime Lopes - UMA TRADIÇÃO LISBOETA QUE REVIVE-OS TRONOS A SANTO ANTÓNIO. Lisboa, [s.n.], 1950. In-4º grd. (29cm) de 10, [2] p. ; [4] p. il.; B. Separata do nº 41 da «Revista Municipal».
Ilustrado com fotografias a p.b. dos Tronos, em extratexto.
Valorizado pela elogiosa dedicatória autógrafa do autor a Francisco Valença (1882-1962) - mestre caricaturista e ilustrador português.
"Fernando de Bulhões, «o português mais santo e o santo mais português» como já foi chamado, que trocou a vida mundana e de ostentação pela da clausura, e nesta adoptou o nome de Frei António, veio a ser um dos maiores da Igreja, e durante séculos, um dos santos mais populares e queridos dos portugueses e sobretudo dos lisboetas. [...] Pouco a pouco ia caindo em desuso, a tradição dos tronos a Santo António, que as crianças de Lisboa começaram a erigir pelas ruas ou à porta de suas casas, em seguida ao terramoto de 1755, para à sombra deles, pedirem aos transeuntes uma esmola para a reconstrução da Igreja que fora destruída pelo trágico sismo." (excerto do texto)
Bom exemplar; capas sujas.
Invulgar, com interesse histórico e etnográfico. 
Indisponível

11 março, 2012

A LEI DO DIVORCIO. Segundo a edição official. Preço 50 reis. Porto, Livraria Fernandes : Succ. Pereira da Silva, Editor, [1910]. In-8º (16cm) de 25 p. ; B.
"O Governo Provisorio da Republica Portuguesa, em nome da Republica, faz saber que se decretou, para valer como lei, o seguinte:... [...] Determina-se, portanto, que todas as autoridades a quem o conhecimento e a execução do presente decreto com força de lei pertencer o cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como n'elle se contem. Os Ministros de todas as repartições o façam imprimir, publicar e correr. Dado nos Paços do Governo da Republica, aos 3 de novembro de 1910. - Joaquim Theofilo Braga - Antonio José de Almeida - Affonso Costa - José Relvas - Antonio Xavier Correia Barreto - Amaro de Azevedo Gomes - Bernardino Machado - Antonio Luis Gomes." (excerto do texto)
"A consagração jurídica do divórcio ocorreu entre nós no quadro do processo reformista da República. Integrado num conjunto de legislação verdadeiramente revolucionária para a época, o Decreto de 3 de Novembro de 1910, conhecido como “Lei do Divórcio” veio introduzir no ordenamento jurídico português a figura do divórcio. Uma das características deste instituto, e que ainda hoje se mantém, é a de "o legislador, em regra, não fazerdepender a concessão do divórcio de uma prévia separação de pessoas e bens”, consagrando, desta forma, aquilo que é designado como divórcio directo. A Lei do Divórcio de 1910 reconhecia, quer o divórcio por mútuo consentimento, quer o divórcio litigioso por causas objectivas e/ou subjectivas (divórcio remédio)."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação; capas fragililizadas, com algumas falhas de papel; assinatura de posse coeva.
Muito invulgar, com interesse histórico.
20€

10 março, 2012

ANTUNES, António Lobo - TRATADO DAS PAIXÕES DA ALMA. Lisboa, Publicações Dom Quixote/Círculo de Leitores, 1990. In-8º (22cm) de 359 p. ; E.
1ª edição.  
António Lobo Antunes. "Escritor português nascido a 1 de setembro de 1942, em Lisboa. Licenciado em Medicina e especializado em Psiquiatria, exerceu atividade clínica durante a guerra colonial em Angola, e, posteriormente, em Lisboa, no Hospital Miguel Bombarda. Acabou posteriormente por consagrar-se quase exclusivamente ao ofício da escrita, vontade expressa desde os princípios da sua adolescência. Como ele próprio afirmou, tirou a especialidade de psiquiatria por considerar que tem parecenças com a literatura. [...] A memória do passado serviu de pretexto para a reflexão sobre as relações humanas em Tratado das Paixões da Alma." (infopedia.pt)
Encadernação cartonada do editor com sobrecapa policromada.
Excelente exemplar.
Indisponível

09 março, 2012

PATO, Bulhão - A DANÇA JUDENGA : Satyra. Lisboa, Typographia da Aacademia, 1901. In-8º (16cm) de 36 p. ; B.
1ª edição. 
Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), natural de Bilbau (Espanha), foi um poeta português. "Conviveu com algumas das personalidades literárias mais importantes da sua época, como Latino Coelho, Andrade Corvo, Rebelo da Silva, Almeida Garrett, Gomes de Amorim e Alexandre Herculano, entre outros. Considerado um poeta apaixonado, influenciado pelos valores do Ultra-romantismo que o envolveu durante a sua infância e adolescência (sobretudo em Poesias e Versos, de 1850 e 1862), influenciado por Lamartine e Byron, torna-se célebre com o poema narrativo Paquita, sucessivamente reeditado até 1894, e amplamente reconhecido por Alexandre Herculano e Rebelo da Silva."
Exemplar em bom estado geral de conservação; capas manchadas; lombada cansada; assinatura possessória no anterrosto.
Invulgar.
15€
LOBATO, Gervasio - OS MYSTERIOS DO PORTO. Romance illustrado por Manoel de Macedo. Volume I [II; III; IV; V]. Porto, Empreza Litteraria e Typographica-Editora, [1890-91]. 5 vols in-8.º (19 cm) de 400 p. (I), 396, [4] p. (II), 395, [5] p. (III), 394, [3] p. e 398, [2] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Romance de costumes cuja acção decorre na Cidade Invicta. Ilustrado com belíssimos desenhos de mestre Manuel de Macedo separados do texto.
Gervásio Jorge Gonçalves Lobato (1850-1895). Figura muito popular do meio teatral e literário lisboeta da segunda metade do século XIX, nasceu a 23 de maio de 1850, em Lisboa, e morreu a 26 de maio de 1895, na mesma cidade. Autor, num curto espaço de tempo, de uma obra extensa e variada, foi jornalista, tradutor, comediógrafo e romancista, tendo sido comparado a Rafael Bordalo Pinheiro quanto ao humor e ao talento de caricaturista. Colaborou em vários periódicos da época, como o Diário de Notícias, o Diário da Manhã, o Jornal da Noite e O Ocidente, onde sucedeu a Guilherme de Azevedo na rubrica "Crónica dum ocidental". Os contornos realistas da sua crítica de costumes, exercitada nos romances e nas peças de teatro, são amenizados pelo tom displicente e pelo humor revisteiro.
Manuel de Macedo Pereira Coutinho (1839-1915). Aguarelista e ilustrador, discípulo de Anunciação e de Howell. Foi pintor, cenógrafo, gravador, caricaturista, distinguiu-se como ilustrador de excepcionais qualidades. Ilustrou das mais importantes obras, revistas do seu tempo. As suas obras encontram-se nos vários museus contemporâneos portugueses e em colecções particulares.
Encadernações meia de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplares em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

08 março, 2012

CASTRO, Fernando de - RONDA DE LISBOA. [Introdução de Manoel de Sousa Pinto]. Lisboa, Edição e Oficinas da Emprêsa Diário de Notícias, 1923. In-8º (19cm) de X, 165, [3] p. ; il. ; B. Col. Biblioteca Clássica Portuguesa, Vol. III
Esta edição á a segunda que da Ronda de Lisboa se faz. A primeira, muito rara, indica-se assim: Na Oficina Monrrabana - Lisboa, 1751.
"Neste seu terceiro volume, a Biblioteca Clássica Portuguesa desempoeira, para a curiosidade do público e para o estudo dos letrados, uma obra que quási se pode dizer inédita. A raridade dos seus exemplares e o desconhecimento a que o interessante volume tem, injustamente, estado votado, permitem, sem gabarme, atribuir a esta edição reedição o carácter de novidade reveladora. [...] Como caricaturista de assinalável relêvo, puncionando a tôsca madeira das suas gravuras com excelentos negros de água-forte, o moralista da Ronda de Lisboa não é um escritor vulgar. Descontada a parte enfadonha, e nem sempre segura, das moralidades clássicas à moda de então, a Ronda de Lisboa é uma obra breve e amena, na qual numerosos aspectos da Lisboa de D. João V se vincam cáusticamente. No lugar competente, encontrará o leitor a transcrição do frontispício da obra, que, como há-de ver, tem três títulos: Fantasmas desprezíveis, Figuras abomináveis e Ronda de Lisboa. Impressa em papel ordinário, ocupa, com o rôsto e a ingénua gravura adiante reproduzida, 112 páginas de formato in-4º, sendo as suas indicações editoriais as seguintes: Lisboa: / Na Officina Monrrabana. / M.DCC.LI. / Com todas as licenças necessárias. A risível designação da tipografia é, evidentemente, imaginária. Quanto às licenças, não as traz, nem nunca as teve. O autor, que censura os que fingem licenças do Santo Ofício e usam de outros expedientes fraudulentos, caiu no mesmo delito. [...] A Ronda de Lisboa foi, certamente, publicada a ocultas das autoridades civis e canónicas; o que, até certo ponto, explica a escassez de exemplares do volume, que nem figura do Dicionário Bibliográfico [de Inocêncio]. Eis, portanto, à semelhança do da autoria da Arte de Furtar, um novo problema para as hipóteses dos estudiosos. Quem era Francisco de Castro?" (excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
20€

07 março, 2012

LISBOA : LISBON : LISBONNE. Lisboa, Edição da Cãmara Municipal de Lisboa, 1953. In.8º grd. (25cm) de [104] p. ; mto il. ; B.
Texto do Dr. Rodrigues Cavalheiro
Fotos: Horácio Novais, Mário Novais, A. Castelo Branco, Matos Sequeira, Amadeu Ferrari, Tomaz de Melo e José Espinho.
Bonita monografia muitíssimo ilustrada com belas fotografias a p.b. da Lisboa do principio da década de 50 do século passado - os monumentos, os jardins, as Avenidas Novas, ao obras públicas de relevo, o porto, os bairros populares, etc.
Exemplar em bom estado de conservação com pequenos defeitos nas capas; assinatura de posse no rosto.
Invulgar.
Indisponível

06 março, 2012

ROMANOS, Manuel Mesonero - VELÁZQUEZ : FUERA DEL MUSEO DEL PRADO. Apuntes para un catálogo de los cuadros que se le atribuyen en las principales galerías públicas y particulares de Europa. Ilustrado con 64 fotograbados de Hanfstagengl, de Munich, y Laporta, de Madrid. Fotografias de Anderson de Roma; Morelli, Dixon y Gray & Davies, de Londres; Hanfstagengl, de Munich; Löwy y Gustavo Jagermayer, & Cie., de Paris; Alinari, de Florencia; Brogi, de Milán; Laurent y Amador, de Madrid &. Madrid, Imprensa de los Hijos de M. G. Hernández, 1899. In-8.º (20cm) de [4], 292, [8] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Tiragem: 500 exemplares.
Edição esmerada, impressa em papel de superior qualidade e profusamente ilustrada com reproduções a p.b. de trabalhos de Velázquez.
Diego Rodríguez de Silva y Velázquez (1599-1660) foi um pintor espanhol - filho de um advogado de nobre ascendência portuguesa -, e principal artista da corte do Rei Filipe IV de Espanha. Artista de projecção mundial, existem pouco mais de cem obras reconhecidamente suas; o facto de quase nunca assinar os seus trabalhos, contríbuiu para que lhe fossem, constantemente, atribuídas obras de outros pintores.
Embora a sua pintura chame a atenção pela aparente naturalidade, não são fruto da simples observação, mas de uma elaboração intelectual, na busca de uma representação ideal do mundo em formas ideais.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Com defeitos nas extremidades da lombada.
Raro.
20€

05 março, 2012

GOMES, Manuel Teixeira – GENTE SINGULAR. Lisboa, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ta, 1909. In-8.º (19 cm) de 273, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Primeira edição de um dos mais invulgares e interessantes livros do grande prosador algarvio, diplomata e Presidente da República Portuguesa de 1923 a 1925.
Exemplar muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Em Gente Singular, Manuel Teixeira Gomes, através de um estilo elegante e linguisticamente irrepreensível, concebe uma crítica nitidamente dirigida às atitudes, valores e modos de estar da sociedade burguesa e clerical algarvia da época em estudo. O conto "Gente Singular", incluído em colectânea a que deu título, saiu em 1909 e é sobremaneira representativo de uma obra que, como escreveu David Mourão-Ferreira, "pela subtilíssima dosagem de instinto e inteligência, de sensualismo e de humor, de plenitude física e de bom gosto cultural, não encontra paralelo em toda a literatura portuguesa"."
Livro em brochura, bem conservado. Capas algo oxidadas.
Invulgar.
Indisponível
CORREIA, Luís Miguel - CAIS E NAVIOS DE LISBOA : LISBON DOCKS AND SHIPS. Lisboa, Edições Iniciativas Nauticas, 1996. In-fólio (30,5cm) de 93, [3] p. ; todo il. ; E.
Bonita edição, totalmente impressa em papel couché, e profusamente ilustrada com fotografias a cores de cenas marinhas, tendo como pano de fundo Lisboa e o seu porto.
"CAIS E NAVIOS DE LISBOA é uma incursão pelos cais e navios do Tejo, através da objectiva de Luís Miguel Correia, ao longo de 21 anos de fotografia, num período de mudanças significativas no meio marítimo e portuário. 
Lisboa é desde sempre nome de Cidade e de Porto. Causa e efeito desta dualidade emoldurada pelo Tejo, os Navios são parte de Lisboa, da sua história e poesia. As fotografias apresentadas neste livro  foram escolhidas entre sessenta mil diapositivos inéditos, obtidos desde 1975. Procuram retratar o ambiente marítimo que caracterizou a Lisboa Ribeirinha durante as últimas décadas, e que se está a perder agora, fruto da racionalização do transporte marítimo." (apresentação)
Encadernação cartonada do editor com sobrecapa policromada.
Bom exemplar.
20€

03 março, 2012

EMPRESA NACIONAL DE NAVEGAÇÃO : CODIGO PARTICULAR. Palavras combinadas para resumir os telegramas entre agentes. Lisboa, Empresa Nacional de Navegação [imp. Typ. Christovão Augusto Rodrigues, L.ͩ ͣ], 1917. In-4.º grd. (29,5cm) de 34 p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Contém em apenso, e intercaladas no texto, páginas e tiras de papel dactilografadas, com tipos diferentes, que acrescentam códigos aos originalmente impressos.
Contém ainda uma figura esquemática, baseada no systema das 24 horas que explica o modo de telegrafar a chegada e saída dos navios.
Livro de códigos utilizado entre os agentes da ENN, apresenta-se rasurado e corrigido ao longo do texto e nas tabelas, a preto e vermelho.
Utilização dos códigos: Endereços Telegraphicos; Chegada dos Vapores (A primeira palavra significa antes do meio dia, a segunda depois do meio dia; Sahidas dos Vapores (idem); Vapores; Portos; Passageiros; Malas e Bagagens; Carga; Fretes; Quarentenas; Carvão; Avarias; Diversos; Mantimentos.
Vapores: Portugal/ Nyassa; Angola; Luabo; Cabo Verde/Congo; Bolama; Ambriz; Cazengo/S. Thomé; Ambaca; Zaire/PedroGomes; Loanda/Quanza; Mossamedes/Cubango; Manica; Malange/Lourenço Marques; Mindello; Zambezia; Extremadura; Africa; Beira (rebocador); Ibo; Dondo; Peninsular; Chinde; Moçambique; Lima; Minho; Coimbra; S. Thiago/Cabo Verde.
Documento histórico, ferramenta de trabalho, teve utilização anterior e posterior à alteração do nome da empresa para Companhia Nacional de Navegação, de acordo com as referidas emendas, e pela presença de uma folha timbrada da empresa, colada numa das últimas folhas de texto, com a indicação dos agentes e fornecedores da carvão em Dakar, já com a nova denominação. 
"A Empresa Nacional de Navegação (1881-1918) foi constituída no ano de 1881, mediante contrato com o Governo Português para efectuar a ligação de Lisboa a Moçâmedes, as ligações entre as ilhas de Cabo Verde e entre estas e a Guiné, por um período de 10 anos. Em 1918, a Empresa Nacional de Navegação foi transformada e passou a ser designada por Companhia Nacional de Navegação (1918-1985), em cujos navios se fez a maior parte do transporte dos contingentes militares, material, funcionários do Estado e portugueses que iam para os antigos territórios portugueses em África. Ao longo da sua existência a CNN incorporou parte da Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes (1919-1972), empresa cuja actividade estava ligada à CUF pelo transporte de matérias primas necessárias e de produtos saídos das unidades fabris dessa empresa. A 3 de Maio 1985, por Decreto-Lei n" 138/85, e após várias tentativas de reestruturação, a CNN foi extinta, em simultâneo com a Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos (CTM)." (www.aatt.org/site/)
Encadernação inteira de percalina com ferros a seco e a ouro na pasta anterior; conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação; lombada e pastas com defeitos. 
Raro – peça de colecção. 
100€
OLIVEIRA, Maurício de - OS NAVIOS DO ULTIMATOPrefácio do capitão de fragata Jaime de Sousa. Lisboa, Editora Marítimo-Colonial, Lda., 1946. In-8.º (19cm) de 104 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrado em extratexto com fotografias a p.b. dos navios e de alguns episódios mais marcantes para a sua história.
"Compreende este volume alguns subsídios para a história dos cinco navios de guerra cuja construção a subscrição nacional, provocada pelo ultimato inglês de 1890, tornou possível. [...] Recorri, para a elaboração desta pequena obra, aos depoimentos de oficiais amigos que serviram nesses navios e que neles viveram horas alegres ou momentos amargos, ao serviço de Portugal e da Armada."  
Valorizado pelo extenso prefácio do comandante Jaime de Sousa, antigo imediato do «Adamastor», posteriormente ministro das Colónias e plenipotenciário à Conferência das Reparações de Guerra.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
OLHARES DE PEDRA : ESTÁTUAS PORTUGUESAS. Editor: João Fragoso Mendes ; Fotografia: Clara Azevedo / Paulo Vaz Henriques ; Texto Prosafeita, Lda. Lisboa, Prosafeita, 2004. In-fólio (30,5cm) de 319, [1] p. ; mto il. ; E.
"O projecto Olhares de Pedra partiu de um levantamento efectuado em Lisboa sobre toda a estatuária pública figuarativa da cidade - a que está na rua e em locais de entrada livre, com excepção das igrejas e museus - e que representa alguém. [...] A ele juntou-se, dentro dos mesmos pressupostos, idêntico levantamento feito na cidade do Porto e, depois, ainda que de forma bastante mais reduzida, nas restantes 16 capitais de distrito." (excerto da apresentação)
Bonita edição, profusamente ilustrada com belíssimas fotografias a p.b. - porque "o alvo deste deste trabalho (as estátuas e bustos) são a preto e branco..." - de vultos da nossa história militar, política e cultural. A acompanhar as fotos vem pequeno resumo biográfico da personalidade representada, bem como, indicação do mestre escultor responsável pela obra.
Exemplar com encadernação editorial cartonada, em excelente estado.
30€

02 março, 2012

FONSECA, Quirino da - VIAGENS MARAVILHOSAS DE AVENTUREIROS PORTUGUESES DOS TEMPOS IDOS : Vulgarização de Episódios da História Marítima e Colonial dos Portugueses. [Prefácio de Júlio Dantas]. V. N. de Famalicão, Tipografia Minerva : Gaspar Pinto de Sousa & Irmão, 1935. In-8º (19,5cm) de XI, 251, [5] p. ; errata ; B.
Todos os exemplares são numerados e rubricados (chancela) pelo autor (Nº 271).
Episódios: I - A fusta de Diogo Botelho; II - O aventureiro mestre Afonso, cirurgião em 1565; III - O marinheiro Francisco Rodrigues, primeiro português que deu a volta ao mundo em 1522; IV - Aventuras de João Baptista, na dupla travessia de África, em princípios do século XIX; V - Nove meses em canoa, do Pará a Mato Grosso, no ano de 1750; VI - Portugueses de Elvas, que foram conquistar a Flórida, em 1538; VII - Bento de Góis vai descobrir o Grão Cataio, em 1603.
"Arqueólogo, filólogo, ensaísta, novelista, historiador das navegações portuguesas dos séculos XV e XVI, membro da Academia das Ciências, o sr. Comandante Quirino da Fonseca ocupa hoje, no quadro da cultura nacional, um lugar de superior relêvo." (excerto do prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação, por abrir; anterrosto com defeito no canto inferior direito.
Raro, com interesse histórico.
25€
GUIMARÃES, Luís d'Oliveira - OS SANTOS POPULARES : Santo António, São João e São Pedro. Gaia, Edições Pátria, 1931. In-8º (18cm) de 47 p. ; il. ; B.
Ilustrado com belíssimas estampas dos três santos: quatro dedicadas a Santo António, duas a S. João e duas a S. Pedro.
Tiragem única de 600 exemplares numerados (Nº 276).
Exemplar brochado em bom estado de conservação; contém dois ex-libris de posse na folha para o efeito, antes do anterrosto.
Muito invulgar.
Indisponível

01 março, 2012

PAXECO, OSCAR - OS QUE ARRANCARAM EM 28 DE MAIO. Lisboa, Editorial Império, 1937. In-8º (19cm) de 221, [3] p. ; B.
Contém um retrato de Salazar em extratexto com a seguinte dedicatória impressa: "A SALAZAR - O HOMEM QUE SALVOU A REVOLUÇÃO - O AUTOR".
"O livro que aí fica, resenha simples de como se preparou e eclodiu a Revolução Nacional de 28 de Maio, quisemos nós que fôsse ainda e apenas o livro dum jornalista que não teve a pretensão de fazer História, na acepção séria da palavra. Por mais que nas páginas dêste volume fiquem arquivados depoïmentos e informações que é possível venham a interessar à História, o certo é que não tivemos como intuito realizar obra de tamanho tômo." (excerto do prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação; capas manchadas.
Obra já pouco comum, com interesse histórico.
10€