08 abril, 2011

[PE. MANUEL DA COSTA] - ARTE DE FURTAR, ESPELHO DE ENGANOS, THEATRO DE VERDADES, MOSTRADOR DE HORAS MINGUADAS, GAZUA GERAL DOS REYNOS DE PORTUGAL. OFFERECIDA A ELREY NOSSO SENHOR D. JOAÕ IV. PARA QUE A EMENDE. COMPOSTA NO ANNO DE 1652. PELO PADRE ANTONIO VIEYRA, ZELOZO DA PATRIA. NOVA EDIÇAÕ. Lisboa, Na Typografia Rollandiana, 1820. Com licença da Meza do Desembargo do Paço. In-8º (19cm) [16], 384 p. ; E.
Monumento da prosa barroca, a Arte de Furtar, hoje atribuída ao jesuíta Pe Manuel da Costa (1601-1667), é uma das obras literárias emblemáticas do período da Restauração e o ponto mais alto da literatura portuguesa de costumes dos séc XVI a XVIII. A sua redacção terá ocorrido em 1652, ou seja, ainda em vida de D. João IV ao qual foi oferecida pelo autor, embora só quase um século depois tenha sido impressa.
Obra "valiosíssima da literatura portuguesa, de cunho original, de estilo ameno e desenfastiado, instrutiva, clássica" — assim a qualificou o historiador jesuíta Francisco Rodrigues, que descobriu a sua verdadeira autoria. E acrescentava: "O autor, na sua veia satírica, umas vezes jocosa, outras acerada e cáustica, enquanto parece que expõe e ensina os processos e arte de furtar, informa elegante e adequadamente o leitor sobre a maneira de atalhar furtos e desarmar ladrões."
Encadernação de época inteira de carneira, algo desgastada, sobretudo na lombada, mas sólida; miolo em bom estado; marca de traça (peq.) nas páginas, transversal a toda a obra, afectando marginalmente o texto; a assinalar, como defeito de relevo, falha de papel nas primeiras 12p. de texto (dedicatórias) incluíndo o frontespício.

Raro.
50€

Sem comentários:

Enviar um comentário