01 julho, 2018

RUDERICO - HOSTE LUSITANA. Epopeia das armas portuguesas na Flandres. [Por]... Antigo combatente na Grande Guerra. Com prefacio do Ex.ᵐᵒ Sr. Dr. Queiroz Veloso, da Academia das Ciencias de Lisboa. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na Tipografia do Mercial, Barreiro], 1932. In-8.º (18,5cm) de 124, [4] p. ; [1] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra poética sobre a Grande Guerra. O autor, integrante do Regimento de Infantaria n.º 24 de Aveiro, dá o seu testemunho em verso do conflito - do alistamento ao front.
Ilustrada com pequenas fotogravuras do dia a dia dos soldados portugueses na Flandres encimando cada um dos versos que compõem a obra. Contém em folha desdobrável a partitura do Hino dos Combatentes - Meu Portugal - com Letra de Ruderico e Música de Amadir d'Almeida.
"O autor deste livro, cujo nome modestamente se encobre sob um pseudonimo, fez parte do Corpo Expedicionario Português. Sofreu os horrores da Grande Guerra e por isso os pinta com cores viva. Os seus versos, escritos quasi todos nas intermitencias dos combates, não são, porém, um brado de revolta, nem um grito de desalento. Exigiam os altos interesses da nação que Portugal entrasse na guerra; e ele partiu com o seu regimento para a Flandres, na religiosa devoção de  quem cumpre um dever cívico. Os cantos do seu poemeto Hoste Lusitana, quer evoquem episodios do longinquo torrão natal, como a incorporação dos recrutas, a comovente despedida dos que partem, quer descrevam o horrivel fragor dos bombardeamentos, as tragicas noites das trincheiras, representam sempre estados emocionais, o espontaneo reflexo das suas mais fortes impressões."
(Excerto do prefacio)
"Meu bravo camarada:
Aqui te canto
Neste livro de Dôr e de Verdade.
Recebe-o como preito sacrosanto
Á ignorada e franca Heroicidade.

Ninguem sabe quem És. E no entanto,
Todos te vêm trazer uma Saúdade!
Quem me dera fazer num triste canto
Da Tua campa, humilde e sem vaidade!

Não que te inveje a gloria! Não, descança!
Pois que na Grande Guerra achaste a morte,
Mereces o respeito mais profundo!

O que me pesa e doi, o que me cansa,
É não ter partilhado de egual sorte...
- Já que, vivo, ando morto pelo mundo!"

(Ao Soldado Desconhecido)

Indice: Prefacio. Primeira Parte: Um «raid» Alemão. I - Prologo; II - Visões; III - Ilusões; IV - Na trincheira; V - A ferro e fogo; VI - Hossanas! VII - Epilogo. Segunda Parte: O Nove de Abril. I - Na aldeia; II - O Edital; III - A despedida; IV - Ao parapeito; V - Frente a frente; VI - Glória! VII - Portugal. Aos soldados de hoje: A sentinela; O trêvo de quatro folhas; Meu Portugal! (Hino dos Combatentes). Nota do Autor.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

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