BARROS, João de - A PRYMEIRA PARTE DA CRONICA DO EMPERADOR CLARIMUNDO DONDE OS REYS DE PORTUGAL DESÇENDEM. Lisboa, Biblarte, Ldª, 2003. In-fólio (31cm) de [4], 342, [2] p. ; E.
Edição fac-símile. Tiragem fora de mercado em fotocópias, de 2 formatos diferentes, do único exemplar original conhecido, existente na Biblioteca Nacional de Madrid, conforme informação e cedência do professor Eugénio Asensio. O presente exemplar pertence à tiragem de grande formato. Salvo melhor opinião, trata-se da única reprodução da Crónica alguma vez impressa com estas características.
"A Crónica do Imperador Clarimundo
foi escrita por João de Barros quando era ainda um jovem fidalgo da
corte do rei D. Manuel. Como o próprio virá a expressar anos mais tarde,
tratou-se de um “debuxo” da sua obra maior, as Décadas da Ásia.
Esta obra relata as façanhas do
cavaleiro Clarimundo ao longo de um percurso de vida heróico, desde o
dia do seu nascimento envolto em acontecimentos extraordinários.
Fantasia e realidade conjugam-se aqui para a mitificação das origens de
Portugal através da sua realeza, cuja ascendência remontaria a esta
figura de excepção. A temática da identidade ganha aqui uma importância
relevante, na relação com a glorificação do reino.
Os “livros de
cavalarias”, são testemunhos
literários de um tempo de transição entre a Idade Média e o século XVI,
nomeadamente no que respeita ao imaginário cavaleiresco e à expressão
do maravilhoso. Esta obra é também identificadora de uma cultura
peninsular voltada para a expansão e auto-glorificação. Sendo o primeiro
livro de cavalarias português, segue o modelo de “Amadís de Gaula”,
escrito anteriormente em língua castelhana por Garcí Rodriguez de
Montalvo, em sintonia com o ideário dos reis católicos"
(in http://www.bnportugal.pt)
João de Barros (Vila Verde, Viseu, 1496 - Vermoil, Alcobaça, 1570). "Historiador, geógrafo, autor de importante obra
doutrinária, pedagógica e gramatical e alto funcionário da coroa
portuguesa no reinado de D. João III. Nascido provavelmente em Viseu, de
família fidalga, ainda muito jovem entrou na corte régia onde, com
outros moços-fidalgos, aprendeu latim, matemática e humanidades.
A Crónica do Imperador Clarimundo (1522), romance de cavalaria que
exalta as origens imaginárias da casa real portuguesa, oferecida a D.
Manuel em 1520, assinala a sua estreia como escritor. Nela, o herói
Fanimor profetiza em prosa de aspiração épica as futuras glórias dos
reis de Portugal. O Clarimundo constitui sobretudo um "ensaio" de João
de Barros, nascido dois anos antes da chegada de Vasco da Gama à Índia,
para aquele que já então era, inegavelmente, o seu verdadeiro projecto: a
narração dos feitos dos portugueses no Oriente.
A Crónica agradou de tal forma a D. Manuel que o monarca quis
encarregá-lo da escrita das "cousas das partes do Oriente", já que até
então, apesar de querer celebrar os feitos portugueses, "nunca achara
pessoa de que o confiasse" (Década I, Prólogo). A morte do rei veio
interromper o projecto já que o novo soberano, D. João III, lhe
concedeu, logo em 1522, o governo do Castelo da Mina, cargo que não terá
chegado a exercer, embora talvez tenha viajado até S. Jorge. [...] Foi como historiador que João de Barros ganhou maior
projecção. Projecto de uma vida, a Ásia constitui a "coroa de glória"
da sua actividade como escritor. [...]
Historiador dos feitos do Oriente, amigo e
panegirista de D. João III, distinguido pelo monarca com mercês várias e
cargos de relevo na administração, João de Barros foi um dos expoentes e
um dos porta-vozes destacados da ideologia expansionista da coroa
portuguesa no século XVI. A sua concepção da história, servida por um
inequívoco rigor documental, por uma vasta erudição e por uma língua
grave e majestosa, reflecte a prudência do cortesão que serve o seu rei,
mas também a noção humanista da necessidade da glorificação dos heróis."
(in http://www.fcsh.unl.pt/cham/eve/content.php?printconceito=762)
Encadernação inteira de percalina com cercadura e ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
Indisponível
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30 março, 2015
01 fevereiro, 2013
BARROS, João de – EDUCAÇÃO REPUBLICANA. Paris - Lisboa,
Livrarias Aillaud e Bertrand : Rio de Janeiro - S. Paulo - Belo Horizonte,
1916. In-8º (19cm) de 205, [8] p. ; B.
1ª (e única) edição.
Obras fundamental para a compreensão da pedagogia
democrática e republicana.
Matérias:
- Educação republicana
- As famílias
- Os professores e os alunos
- O dever do Estado:
I – A língua materna
II – Educação profissional
III – Educação artística
IV – Um critério orçamental
- O mar na educação portuguesa
- A dansa na educação
- Educação optimista
- A educação e a guerra
- Tres motivos de meditação para os educadores portugueses:
I – O exagero
II – O heroismo da Belgica
III – A inteligencia latina
“Como simples, mas indispensável conclusão deste livro –
sobretudo pelo que respeita à obra educativa da Republica – é necessário
acentuar que esta definitivamente entrou agora num caminho de realizações
construtivas e praticas, sob o critério disciplinado do actual Ministro de Instrução.”
(excerto da nota final)
João de Barros (1881-1960). “Foi um dos mais prestigiados
pedagogos republicanos e, pode dizer-se, o principal ideólogo da escola
republicana. Com uma vida inteira dedicada à causa pedagógica sempre pugnou por
uma educação anti-dogmática e anti-autoritária e pela laicização da escola,
combatendo a tradição jesuítica que influenciara, durante séculos, educação
portuguesa. Ministro dos Negócios Estrangeiros, no governo de José Domingos dos
Santos, de 22 de Novembro de 1924 a 15 de Fevereiro de 1925. Autor de «A
República e a Escola» (1913) e «Educação Republicana» (1916).
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
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08 abril, 2012
ATLANTIDA. Mensario Artistico Literario e Social para Portugal e Brazil. Sob o Alto Patrocinio de S. Ex.as os Ministros das Relações Exteriores do Brazil e dos Extrangeiros e Fomento de Portugal. Ano I, Vol. 1 (nº1 a nº4). Dir. de João do Rio e João de Barros. Lisboa, [s.n.] - Imprensa Libanio da Silva], 1915. In-8º (25cm) 595 p. ; il. ; E.
Ilustrações no texto e em separado.
Publicação luso-brasileira de grande qualidade literária, inclui variados textos (alguns deles inéditos) de consagrados escritores e ensaístas portugueses e brasileiros, entre outros, Olavo Bilac, Teófilo Braga, Afonso Lopes Vieira, Teixeira de Queirós, Alberto de Oliveira, Joaquim Manso, Câmara Reis, Eugénio de Castro.
Encadernação do editor inteira de tela com ferros a ouro e a seco na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
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