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06 março, 2019

LOPES, Francisco - SAN' GONÇALO DE AMARANTE. Nascimento, Criação, Vida, Morte e Milagres. Poema Lyrico em seis cantos. Com nota dos logares da Terra Sancta, por onde o Sancto andou. Composto em verso octossylabo por... Livreiro-encadernador, natural de Lisboa. Braga, Livraria Escolar, de Cruz & C.ª : Editores, 1893. In-8.º (16cm) de 206, [2] p. ; E.
Raríssima biografia poética de S. Gonçalo de Amarante.
De acordo com a Biblioteca Nacional, as primeiras impressões desta obra datam do século XVII, respectivamente, de 1627 e 1691, o que, salvo melhor opinião, fará da presente a 3.ª edição.

"Bem sei, leitor avisado,
em que me haja de acolher
aos Sanctos como a sagrado,
que impossivel será ser
o não ser calumniado.
E se introduzido está
que a ninguem já se perdoa,
quem compõe tambem dirá
não poder cousa tão má
estorvar cousa boa.

Que se o sabio que mais monta
é murmurado de inveja,
não me fazeis logo affronta;
porque entro tambem na conta
de um d'elles em que o não seja.
E como só Deus reparte
tudo o que quer, a quem quer
por mais que a inveja se farte,
a quem escreve não é parte
para deixar de escrever.

Com meu limitado engenho
já em publico theatro
com terceiro agora venho,
porque um mecenas que tenho
me esforça já para os quatro.
Se virdes que vos não dei
o tempo em que o Sancto fôra,
não é porque o ignorei;
senão porque o não achei,
nem se achou inda até gora.

E se algum douto entretanto
com sua sciencia me déra
o nome dos paes do Sancto,
e Papa e Rei que então era,
dar-me-hia gloria e espanto.
Se alcanço esta relação,
tel-a-hei em tanta estima,
que por ser de estimação
para a segunda impressão
fico que em verso se imprima."

(Ao Leitor)

S. Gonçalo de Amarante (1187?-1259). "Oriundo da nobre família dos Pereira, Gonçalo nasceu no Paço de Arriconha, freguesia do Divino Salvador de Tagilde - Vizela, por volta de 1187 e herda de seus pais a nobreza no sangue e a grandeza na Fé. É educado nos bons princípios cristãos e, quando atinge a mocidade, opta pela vida eclesiástica, estudando as primeiras letras, crê-se, no mosteiro beneditino de Santa Maria de Pombeiro de Ribavizela, Felgueiras, prosseguido estudos no Paço Arcebispal de Braga, onde viria a ser ordenado sacerdote. Foi-lhe confiada a paróquia de S. Paio de Vizela, tornando-se, em data incerta, cónego de Santa Maria da Oliveira (Colegiada de Guimarães).
Não satisfeito com a vida paroquial e ardendo no desejo de conhecer os lugares mais Santos do Cristianismo, de encetar uma longa peregrinação a Roma, para estar junto dos túmulos dos Apóstolos Pedro e Paulo, seguindo, depois, para a Palestina.
Após catorze anos, Gonçalo regressa à sua paróquia de S. Paio de Vizela que, durante a sua ausência, fora dirigida por um sobrinho que, o não reconhecendo, o expulsa de casa. Desiludido com a vida opulenta e faustosa do seu substituto e deparando-se com o desrespeito aos ensinamentos e à humildade cristã, decide abandonar a vida paroquial e opta por um modus vivendi mais contemplativo, eremítico e evangelizador. Embevecido neste espírito, toma o hábito da Ordem de S. Domingos."
(Fonte: https://www.cm-amarante.pt/pt/s-goncalo-de-amarante)
Encadernação simples em tela, cansada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação, com excepção das derradeiras quatro folhas de texto, a última (em branco) e a f. guarda, que apresentam pequena mancha de humidade com falha de papel, no pé, ao canto, junto do corte das folhas, sem no entanto atingir a mancha tipográfica.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
A BNP não possui esta edição.
35€

06 setembro, 2018

BROCHADO, Alfredo - O SANGUE DOS HEROIS. Amarante, Typ. «Flor do Tamega», 1921. In-4.º (23cm) de [8] p. (inc. capas)
1.ª edição.
Opúsculo poético composto por uma ode de homenagem ao Soldado Desconhecido, combatente na Grande Guerra, em França e África.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao escritor e expedicionário Augusto Casimiro.

"Meu heroi, meu heroi da Grande Guerra!
Bemdito seja o sangue teu vertido!
Que ungiu, frutificando a nossa terra!
Bemdito seja o heroi desconhecido!

E a nossa Pátria revolvendo a História,
Ergueu-se lá do fundo do Passado,
Para abraçar, num ímpeto de glória,
- D. Nuno Alvares Pereira da Vitória -
O corpo heroico e belo dum soldado!

O corpo de um soldado que é afinal,
O grito, a afirmação altissonante,
Que Portugal é ainda Portugal!
E não há-de morrer, porque é imortal
A alma de uma raça triunfante!

Por isso Portugal agradecido
Num cântico d'Amor alto e profundo,
Celebra o seu heroi desconhecido,
Que concorreu p'rá Paz de todo o Mundo!"

(Excerto da Ode)

Alfredo Monteiro Brochado (1897-1949). "Nasceu na freguesia de S. Gonçalo, Concelho de Amarante a 3 de Fevereiro de 1897. Obteve os seus estudos superiores, em Direito, pela Universidade de Coimbra. Desempenhou funções superioras no Tribunal da Relação de Lisboa. Na imprensa escrita, foi redactor da revista literária "Gazeta dos Caminhos de Ferro" e articulista no "O Primeiro de Janeiro", "Diário de Lisboa", "Diário Popular", "República", "Semana Portuguesa", "A Águia", "Ilustrações o Século Ilustrado" e na "Seara Nova". Como títulos literários refere-se, em 1921, O Sangue de Heróis, uma Ode, que foi escrita propositadamente para a Sessão de Homenagem ao Herói Desconhecido, em Amarante, sendo recitada pelo próprio, em 10 de Abril de 1921."
(Fonte: http://olhaioliriodocampo.blogspot.com/2014/05/mae-um-poema-de-alfredo-brochado.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Manuseado, com defeitos marginais e pequena falha de papel no canto superior direito.
Raro.

Sem registo na BNP.
Peça de colecçção.
Indisponível

08 outubro, 2011

MARÂNUS. Antologia de textos sobre Amarante: a terra e as gentes. Organização e prefácio de António Cardoso. [S.l], Câmara Municipal de Amarante, 1979. In-4.º (24cm) de 211, [1] p ; il. ; E.
1.ª edição.
Livro impresso em papel de encorpado, ilustrado com bonitos desenhos e reproduções de gravuras em página inteira.
"Amarante corporiza-se-me, ganha forma e conteúdo. Multimoda, carregada de anos e feições, com artérias novas, pulsa ao ritmo da lenda, da história, dos costumes, das paisagens e dos homens. Quase ciclicamente é história e reconstrução. [...] Marânus é, então, um abrir de uma porta familiar ao ritmo e ao bafo do espaço cultural amarantino."
(Excerto do prefácio)
Encadernação cartonada do editor.
Bom exemplar. Discreta assinatura de posse na f. anterrosto.
Invulgar.
Indisponível