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04 fevereiro, 2019

GUIMARÃES, Luiz d'Oliveira - TEATRO DE REVISTA. Lisboa, [s.n. - Editora Gráfica Portuguesa, Limitada, Lisboa], 1940. In-8.º (19cm) de 32 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso subsídio para a história do Teatro de Revista em Portugal.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao jornalista e dramaturgo coronel Luna de Oliveira.
"Se um dia entre nós alguem se permitisse fazer um inquérito entre o grande público acêrca do seu género teatral preferido, a maioria dos votos recairia sem dúvida na revista. Não queiram, entretanto, vêr neste facto um sintoma de incultura, de pobreza de espírito e até de perversão moral, como muitos superficialmente pretendem vêr. Decerto que o teatro de revista está longe de constituir, como a tragédia, o drama ou a alta comédia, êsse teatro puro, hierático, académico, clássico, de cabeleira, - permitam-me a frase, - em que as figuras, os sentimentos, as próprias palavras, nos dão, por vezes, a impressão de que se movem dentro dum coche D. João V; mas está muito mais longe ainda de constituir, na sua essência, êsse teatro baixo, amoral, degradante, autêntica negação de arte e de beleza, verdadeiro mauvais-lieu de frases equívocas e de panoramas perigosos, onde se não poderá entrar ou, com mais rigor, de onde se não deverá sair, sem que as faces se nos córem, pelo menos oficialmente, de pudor. Ainda não há muito uma senhora, aliás inteligente, mas cuja psicologia severa e preconceituosa dir-se-ia usar calcinhas de renda até aos artelhos, ao ouvir descrever algumas cenas de revista exclamara atónita, ruborisada, persignando-se:
- Mas essa gente - Santo Deus - anda em pecado mortal!"
(Excerto do texto)
Luís de Abreu Alarcão de Oliveira Guimarães (1900-1998). “Magistrado, escritor, dramaturgo, jornalista e, acima de tudo, humorista, Luís de Oliveira Guimarães acompanhou um século, particularmente conturbado, retratando-o com espírito cintilante. Amante da ruralidade portuguesa e frequentador assíduo dos bastidores intelectuais dos centros urbanos, privou com os vultos mais marcantes dessa época e soube traduzir, nas suas inúmeras crónicas, conferências e livros, quer a singeleza da cultura tradicional portuguesa, quer o fino espírito dos intelectuais do seu tempo."
(Fonte: http://humorgrafe.blogspot.pt/2008/12/luis-doliveira-guimares-exposio-bio.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.

A BNP dispõe de apenas um exemplar.
20€

31 janeiro, 2019

CUPERTINO DE MIRANDA, António - OS ÓRFÃOS DA GUERRA. [S.l.], Rio de Janeiro, 1918. In-8.º (20cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Discurso de António Cupertino de Miranda proferido pouco tempo após o armistício a favor da escolas para os orfãos de guerra patrocinadas pela Colónia Portuguesa do Rio de Janeiro.
"Ao lembrar-me do motivo e do momento (e trago-os sempre na memória) que congraçaram a colónia portuguesa, na espontaneidade mais simpática e mais honrosa dum movimento colectivo, eu vejo os nossos heróicos soldados, garbosos no viço dos seus anos e nos entusiasmos do seu coração, a caminho do campo da luta, a enfrentar a soberbia de um inimigo poderoso e aguerrido.
Naquele momento triste do adeus à Pátria, a um pedido piedoso correspondeu uma promessa formal e sagrada.
Eram os velhos arrimados a seus bordões, eram as mães que ficavam sem amparo, eram as esposas conduzindo pela mão as criancinhas, eram as noivas que viam enublar-se de tristeza infinda o doirado castelo das suas esperanças - que acorreram à praia e alongavam os olhos saudosos e tristes pelo Atlântico além, vendo desaparecer, Deus sabe até quando, Deus sabe se para sempre, aquela mocidade radiosa, sadia e forte, que dava vida e enchia de alegria a doce e bucólica terra portuguesa."
(Excerto do discurso)
António Cupertino de Miranda (1886-1974). "Nasceu em 21 de janeiro de 1886, em Famalicão, segundo filho duma família de proprietários agrícolas, partiu para o Brasil em 1915, por motivos políticos, lá permanecendo por mais de 30 anos. Exerceu a atividade de professor, dedicou-se ao jornalismo. A partir de 1918, começou a sua atividade de representação e procuradoria. Assumiu o papel de delegado da Casa Bancária Cupertino de Miranda & Cª, como secretário geral do Banco Aliança no Brasil. António Cupertino de Miranda desenvolveu um papel decisivo no tecer da rede de negócios que abrangeu os dois lados do Atlântico, tendo contribuído significativamente para o processo de acumulação de capitais que estiveram na base do Banco Português do Atlântico. Regressa a Portugal a 7 de agosto de 1948, com 62 anos."
(Fonte: http://www.facm.pt/facm/facm/pt/fundacao/antonio-cupertino-miranda)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo da BNP ou de qualquer outra fonte bibliográfica.
20€
Reservado

24 dezembro, 2018

COSTA-SACADURA, S. da - A DESPOPULAÇÃO EM PORTUGAL E O ABÔRTO CRIMINOSO. Por... Sociedade das Sciencias Medicas de Lisboa. Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia «O Seculo», 1923. In-8.º (20cm) de 20 p. ; [1] desdobr. ; B.
1.ª edição.
Alocução do Prof. Costa Sacadura a propósito do decréscimo da população portuguesa verificado no 1.º quartel do século XX, associado à problemática do aborto.
Inclui em folha desdobrável um quadro estatístico - "Taxas do movimento fisiológico" -  relativo aos anos 1913-1918, em Lisboa e Portugal, e resumidamente, no final, o Número de doentes admitidos nos hospitais civis de Lisboa por acidentes de gravidez e do puerpério; Óbitos por septicémia puerperal e outros acidentes da gravidez e parto (1913-1921); Autópsias feitas em fetos no Instituto de Medicina Legal (1911-1922).
"Mirabeau pressentiu há século e meio a crise que assola actualmente uma grande parte da Europa, Portugal compreendido.
Para o nosso caso restricto, que é aquêle que mais directamente nos interessa, as estatísticas falam claro, e a análise do estado social do nosso povo leva-nos a afirmar: Se os portugueses não têm mais filhos é porque não querem tê-los.
E porque o não querem?
O estudo minucioso dêste assunto é tão interessante como difícil."
(Excerto do texto)
Sebastião Cabral da Costa Sacadura (1872?-1966). "Foi professor catedrático da Faculdade de Medicina de Lisboa. Nasceu no concelho de Mangualde, a 17 de Julho de 1872. Formou-se na antiga Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, em 1898. Desempenhou vários cargos de chefia em diferentes clínicas e hospitais. Foi também professor catedrático até 1943. Fez parte de numerosas comissões de reforma do ensino de obstetrícia, puericultura e enfermagem, sanidade escolar e educação física. Em 1902, instituiu a primeira consulta pré-natal portuguesa. Promoveu, participou e distinguiu-se em vários congressos e seminários e recebeu várias condecorações, entre outras, as de oficial e comendador da Ordem de Santiago de Espada e comendador da Ordem de Instrução Pública. Chefiou, ainda, a direcção do Arquivo de Obstetrícia e Ginecologia e foi redactor no Jornal das Sociedades Médicas, no Portugal Médico e na Imprensa Médica."
(Fonte: http://teoriadojornalismo.ufp.edu.pt/inventarios/sacadura-c-1945)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.

Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar.
Indisponível

26 novembro, 2018

OSORIO, Ana de Castro - A ACÇÃO DA MULHER NA GUERRA ACTUAL. Conferencia publicada pela Associação de Propagandas Feministas. O produto é oferecido á Comissão Feminina "Pela Patria" para a obra dos agasalhos e roupas para os soldados. Lisboa, Imprensa Comercial, 1915. In-8.º (22,5cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição.
Conferência com interesse histórico. Os esforços desenvolvidos pelas mulheres nos primórdios da Grande Guerra, e a sua "convivência" com a República.
Junta-se um folheto/boletim de inscrição da Associação de Propaganda Feminista, organização presidida na época por Elzira Dantas Machado, mulher de Bernardino Machado.
"Quando em tempos de paz - em tempos que não vão longe e tão afastados já nos parecem! - nós, as mulheres, reclamavamos em nome da Justiça e do Direito que nos considerassem seres, civica e legalmente iguais aos homens, os adversários do progresso das ideias alegavam: que a mulher não podia reclamar direitos politicos visto não ser chamada ao serviço militar. Isto, havendo paises, como a Inglaterra, em que o serviço militar não é obrigatorio e havendo paises, como o nosso, em que os soldados não têm voto.
Agora, por um concurso de circunstancias, de crimes e de ambições desenfreadas, de que a mulher não tem directa responsabilidade, a guerra declara-se com uma violencia, uma crueza, uma injustiça que a humanidade nunca experimentou, nem nos seus dias de mais torvo delirio. [...]
Neste momento póde vêr-se com assombro como a mulher, a despresada mulher, que não é digna de ter direitos civicos e politicos, põe de parte todos os seus interesses, esquece todas as injustiças de que tem sido victima e tem só um pensar, tem um unico sentir em todos os paises: estar ao lado dos homens da sua raça, defender os direitos da sua patria, pôr o seu trabalho ao serviço dos que lutam e sofrem.
A mulher, que não é soldado nem responsavel pela loucura bélica que atacou a Alemanha, arrastando para o abismo o mundo inteiro, não é decerto quem menos tem sofrido nestas horas ttragicas que a humanidade tem vivido. Nem será ela, por certo, quem menos ha de sofrer as consequencias do terrivel conflito, que deixará baralhadas e confundidas todas as ideias do passado."
(Excerto da conferência)
Ana de Castro Osório (1872-1935). "Escritora, feminista e ativista republicana. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a coleção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Outros títulos dignos de realce são A Minha Pátria, As Mulheres Portuguesas (em que alia o feminismo a uma postura patriótica) e A Mulher no Casamento e no Divórcio (uma tomada de posição sobre a problemática do divórcio, que seria objeto de legislação por parte de Afonso Costa, e em que colaboraria). Ana de Castro Osório criou ainda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas."
(Fonte: wook)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e algo manchadas.
Muito raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

14 novembro, 2018

CABRAL, Cesar Amadeu da Costa - ALELUIA PORTUGUÊSA! Alocução proferida na sessão solene realisada no Liceu Alves Martins em homenagem aos Herois Desconhecidos da Grande Guerra - Abril de 1921 - [S.l.], Typographia Visiense, 1921. In-8.º (20,5cm) de 8 p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"No 9 de abril, os soldados, os soldados de Portugal, bem sacrificados por arduo e aturado serviço, tinham a missão de guardar no sector e até á ultima extremidade, o sistema de entricheiramentos, em que consistia a linha de vigilancia do exercito inglês.
Não são os nossos aliados inglêses propensos a elogiar os estranhos, muito principalmente quando esses louvores lhes não possam dirimir responsabilidades; porém a imprensa britanica foi justa na apreciação dos factos. Assim o atestam O Times e o Daily Mail de 11 de abril de 1918.
No entanto deu-se o desastre, porque a frente, guarnecida pelos Portuguêses, tinha uma pequena divisão sem as competentes reservas a apoiá-la (pois de Portugal já não marchavam soldados) e sobre ela os alemães lançaram forças consideraveis ao ataque. Houve panico é certo, sobretudo para a rectaguarda; mas que de heroicidade não houve nos combatentes da frente!
Os inglêses dizem: «pequenos grupos de portuguêses mantiveram-se, porém, batendo-se desesperadamente, embora rodeados por forças consideraveis; em Lacouture os restos dum batalhão bateram-se homericamente»."
(Excerto da Alocução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
A BNP tem apenas um exemplar registado na sua base de dados.
Indiponível

05 novembro, 2018

CRUZ, Frederico - CARVALHO ARAÚJO CONTRA VON ARNAULD DE LA PERIERE. [Por]... Capitão de fragata. Conferência proferida no Teatro do S. N. I. em 14/X/953. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Tipografia da L. C. G. G., Lisboa], 1953. In-4.º (23cm) de 24 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Ilustrada com uma fotogravura, impressa sobre papel couché, dos contendores após o combate.
Narrativa do combate naval entre o caça-minas Augusto de Castilho, comandado por Carvalho Araújo, e o U-boat alemão, capitaneado por Von Arnauld de la Perière. Finalizada a refrega, os sobreviventes portugueses foram abandonados à sua sorte, num bote, tendo percorrido 200 milhas até terra firme, odisseia também aqui descrita, bem como a sua recepção em Lisboa, presidida por Sidónio Pais, que os promoveu e condecorou. A narrativa propriamente dita, é precedida pelas reflexões do autor acerca da heroicidade e das causas que contribuíam para a conflagração mundial.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Desempenhou o Augusto de Castilho várias missões com galhardia. [...] E um dia - 13 de Outubro de 1918 - ei-lo que em nova missão largou do Funchal a caminho dos Açores comboiando o paquete São Miguel. [...]
Carvalho Araújo tinha um ar cansado; estava pálido, desfigurado. Olhou para o condutor Simões e respondeu num tom de voz estranho: «O Sr. acaba as suas derrotas. Mas quem fica derrotado sou eu».
A frase tem o seu quê de enigmático e Luís Simões nunca pôde concluir se alguma soturna premonição assaltara o Comandante, ou se este se referia apenas à sua imensa fadiga. Seja como for ainda não tinha decorrido uma hora quando se ouviu o grito fatidico: Submarino! Submarino!
O imediato Ferraz correu à ponte mesmo descalço. Pela popa dos dois navios surgira o comprido fuso anegrado, sobre o dorso do qual se erguia a torre de comando, guardada a vante e à ré, por duas formidáveis peças de 150 mm de calibre - mais do dobro da maior das peças do Augusto de Castilho."
(Excerto da Conferência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

23 outubro, 2018

FERNANDES, Vasco da Gama - ADVOCACIA. Claros-escuros duma profissão. (Conferência proferida no Instituto da Conferência da Ordem das Advogados, em Coimbra, na noite de 27 de Abril de 1957). [2.ª edição prefaciada pelo bastonário Doutor Pedro Pitta]. [S.l.], [s.n. - Comp. e imp. na Gráfica Santelmo, Lda., Lisboa], 1963. In-4.º (23,5cm) de 43, [1] p. ; B.
Conferência dedicada pelo autor ao "colega e amigo Manuel João da Palma Carlos, na viva e sentida homenagem às suas qualidades de advogado indomável e indomado".
"Caminho para o quarto de século da minha profissão. E ponho-me a recordar a hora em que atravessei a porta principal do velho pardieiro do Campo de Santana e, em plena rua, me senti licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa...
Atrás de mim, em anos bem difíceis e temerosos, ficara uma juventude que nunca se comprometera e que, num levante de pureza, procurara na luta contra a maioria dos mestres a melhor forma de fazer o Direito, já que o Direito, segundo Bernardino Machado, não é aquele que se escreve, mas sim que se pratica.
Ora eu sentira que o ensino do Direito no velho pardieiro do Campo de Santana negava, na sua essência, todas as veras conquistas romanas da legalidade e assistia, indignado e estupefacto, à série infinita de mistificações e desfeiteamentos que transformavam a velha loba do Lácio num podengo sem categoria, cansado, exausto, correndo atrás do dono na mira do osso compensador. E que osso!"
(Excerto da Conferência)
Vasco da Gama Fernandes (1908-1991). "Foi advogado e político. Destacou-se desde os tempos de estudante como opositor ao Estado Novo, tendo sido por diversas vezes preso pela polícia política. Na década de 30 adere à Aliança Republicana e Socialista (ARS), em 1943, ao Movimento de Unidade Nacional Antifascista e, dois anos mais tarde, é um dos fundadores do Movimento de Unidade Democrática (MUD). Em 1947 colabora na fundação do Partido Trabalhista e, em 1973, na do Partido Socialista (PS). Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, foi eleito Deputado pelo Partido Socialista (PS), Vice-Presidente da Assembleia Constituinte e, quando reeleito Deputado, foi o primeiro Presidente da Assembleia da República. Em 1979, demitiu-se do PS, aderindo depois à Frente Republicana e Socialista (FRS) e, mais tarde, funda o Partido Renovador Democrático (PRD). Por este partido, foi eleito Deputado nas eleições legislativas de 1985 e 1987."
(Fonte: https://www.parlamento.pt/VisitaParlamento/Paginas/BiogVascoGamaFernandes.aspx)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

16 outubro, 2018

GARRETT, J.-B. de Almeida - DISCURSO DO SR. DEPUTADO PELA TERCEIRA..., NA DISCUSSÃO DA RESPOSTA AO DISCURSO DA COROA, pronunciado Na Sessão de 8 de Fevereiro de 1840. Lisboa, Na Imprensa Nacional, 1840. In-8.º (20cm) de 35, [1] p. ; B.
1.ª edição.
"Este discurso, que ficou por muito tempo celebre sob a designação allusiva de Porto-Pyreu, e na opinião de um dos biographos do poeta (ou talvez na sua propria), o mais vigoroso e eloquente que até 1844 se havia pronunciado na tribuna portugueza. «Tem periodos que não envergonhariam a Demosthenes, ou a Cicero, e conceitos que os primeiros oradores de França e da Inglaterra folgariam de tomar por seus»."
(Inocêncio III, p. 315)
"A discussão vai larga e degenerada, ja principia a cansar a Camara, e ha muito que enfastiou a Nação. E comtudo, eu espero d'ella um grande fructo, uma utilidade immensa, inappreciavel, com que não só a Camara mas toda a Nação hade ganhar muito: - a próva indirecta, o testimunho irrefragavel, a convicção unanime de que não era este o modo, de que não era certamente este o stylo de discutir a resposta a um discurso da Coroa."
(Excerto do Discurso)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação. Capas simples, cortadas no pé, mais curtas que os cadernos.
Invulgar.
Indisponível

08 setembro, 2018

HAECKEL, Ernesto - O PROBLEMA DO HOMEM E OS PRIMATAS DE LINNEU. Conferência realisada por Ernesto Haeckel, na Camara Municipal de Jena, em 17 de Junho de 1907. Traduzida do original alemão por João Maria Bravo. Lisboa, Imprensa Beleza, 1928. In-8.º (20,5cm) de 72 p. ; [3] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada no texto com quadros e desenhos esquemáticos e em separado com três estampas.
"Deu ocasião á conferencia de hoje o desejo que, por vezes, me foi manifestado, de que fosse discutido em público o «Problema do Homem», isto é: «a importantissima questão sobre o lugar que o homem ocupa na Natureza e a sua relação com o conjunto das cousas», segundo os meus conhecimentos técnicos em zoologia. [...]
Que significa a surpreendente semelhança exterior e completa homogeneidade interna existente entre o organismo humano e o daqueles animais, que lhe estão imediatamente próximos, os macacos antropomorfos (de forma humana)? Que significa, sôbre tudo, o lugar natural do homem na classe dos mamiferos?"
(Excerto da Conferência)
Ernst Heinrich Philipp August Haeckel (1834-1919). "Foi um biólogo, naturalista, filósofo, médico, professor e artista alemão que ajudou a popularizar o trabalho de Charles Darwin, e um dos grandes expoentes do cientificismo positivista. Descreveu e nomeou várias espécies novas e elaborou uma árvore genealógica que relaciona todas as formas de vida. As contribuições de Haeckel para a zoologia eram uma mistura de pesquisa e especulação; ampliou as ideias do seu mentor, Johannes Müller, argumentando que os estágios embrionários num animal recapitulam a história de sua evolução, e, portanto, a ontogenia é a recapitulação da filogenia. Foi médico e um artista versado em ilustração que se tornaria professor em anatomia comparada. Foi dos primeiros a considerar a psicologia como um ramo da fisiologia. Propôs alguns termos utilizados frequentemente como filo, ecologia, antropogenia, filogenia e Reino Protista em 1866."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas, com pequena falha de papel no canto inferior dto da capa frontal.
Raro.
15€

03 setembro, 2018

QUINTANILHA, A. - A UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA : discurso pronunciado na sua sessão inaugural. Coimbra, Edição da Universidade Livre, 1925. In-8.º (17,5cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Rara edição original do discurso de Aurélio Quintanilha que assinalou oficialmente o início do projecto da Universidade Livre (1925-1933), "expondo os objectivos dêste estabelecimento de cultura e educação populares". Sobre este assunto, e com a devida vénia, reproduzimos excerto do post assinado por Octávio Sérgio publicado no blog "Guitarra de Coimbra".
"A Universidade Livre de Coimbra (ULC), fundada em 05 de Fevereiro de 1925 foi uma instituição de curta duração. À semelhança de outros projectos democratizantes, de inspiração republicana e orientação laica, a ULC viu-se condenada a curto prazo pela emergência do vigilante Estado Novo, regime que não estava disposto a tolerar a existência de projectos de instrução alheios à sua filosofia centralizadora. O modo como eram interpretados e expostos temas como a sexualidade ou a santidade não era de molde a agradar aos intelectuais da Igreja Católica.
Sem sede social própria, a ULC ficou instalada na Torre de Almedina (arquivo, reuniões, conferências, correspondência), recorrendo a espaços contíguos aos Paços do Conselho, Ateneu Comercial e Associação dos Artistas para realizar as palestras.
Na sessão inaugural, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho estiveram presentes Bernardino Machado e o Vice-Reitor da UC Manuel Fernandes Costa. Bernardino Machado foi de opinião que a ULC era a legítima continuadora das experiências encetadas em 1897 no Instituto de Coimbra. O discurso inaugural coube a Aurélio Quintanilha que, fazendo jus aos valores republicanos, laicos e libertários, elogiou o operariado, a aproximação entre operários e intelectuais, o papel da instrução enquanto ferramenta de promoção das classes populares, o combate ao fanatismo e à ignorância."

(Fonte: https://guitarradecoimbra.blogspot.com/2007/02/o-estatuto-da-universidade-livre-de.html)
"Afirmar que o nosso povo, inculto e deseducado, carece de uma cuidada educação que venha a integrá-lo nas ideias e costumes do século, é, na verdade, afirmação tão repetida, ideia tão velha e sediça, que vos parecerá estranho, talvez, que venham repeti-la espíritos moços que buscam, por novas veredas, horizontes mais largos. E, todavia, nunca a necessidade de cuidar a sério dêste problema fundamental foi, como agora, tão imperiosa.
Parai um pouco no meio da tarefa absorvente de todos os dias e olhai por cima dêste mar de cabeças que à vossa volta formiga e tumultua. É porventura possível continuar assistindo de cabeça baixa e braços cruzados, numa passividade desonesta, numa indiferença criminosa, ao desencadear furioso das paixões, à luta de classes, encarniçada e cruel que se anuncia no horizonte por uma aurora de fogo e sangue?"
(Excerto do Discurso)
Aurélio Pereira da Silva Quintanilha GOL (Angra do Heroísmo, Santa Luzia, 1892 - Lisboa, 1987). "Professor universitário e cientista português. Foi um investigador de renome internacional nas áreas da genética, da biologia dos fungos e da cultura do algodoeiro. Desde cedo opositor ao regime do Estado Novo, foi obrigado a exilar-se, tendo vivido em França e depois em Moçambique, onde durante quase duas décadas se dedicou à investigação da cultura do algodão. Foi sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e grande-oficial da Ordem da Liberdade."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

27 julho, 2018

POMPILIO, Capitão Numa - RECONHECIMENTOS E INFORMAÇÕES : conferencia. Realisada em 14 de Maio de 1910 no quartel do Regimento de Infantaria n.º 14. Lisboa, Typ. da Cooperativa Militar, 1911. In-8.º (22cm) de 54, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conferência sobre assuntos estratégicos militares pronunciada pelo autor em Viseu no Regimento de Infantaria n.º 14, pouco tempo antes da eclosão da República, mas publicada após a instauração do regime.
"As vantagens que resultam de um bom reconhecimento, - as conveniencias que se obteem por informações seguras e opportunas, - são de tal maneira salientes e de todos tão sobejamente reconhecidas, que ocioso seria por certo expôl-as com minucia, jámais quando acontece visar a sua exposição, como no caso presente, officiaes altamente versados em assumptos de tanta magnitude e tanto interesse. [...]
São variadissimas as fórmas de effectuar reconhecimentos militares e obter informações. [...]
Conhecer a situação inimiga; obter, pelo menos, noticias que a ella se refiram, ainda que summariamente; poder perscrutar o mais pormenorisadamente possivel tudo quanto se refira ou tenha ligação com o «theatro da guerra» - eis o que se obtem pelos reconhecimentos.
As informações, sem duvida adstrictas e ligadas aos reconhecimentos, visam á obtenção de tudo quanto tenha relação de qualquer especie ou natureza com forças inimigas; referem-se aos mais insignificantes detalhes, os quaes, ainda que na apparencia destituidos de importancia, podem por vezes prestar auxilios valiosos, no «campo de operações»."
(Excerto de Reconhecimentos: Pessoal que os deve executar e fórma de execução)
Matérias:
Thema Geral: Reconhecimentos e informações. Desenvolvimento:
1.ª Parte - Principios geraes sobre reconhecimentos e informações. Reconhecimentos: a) Pessoal que os deve executar e fórma de execução; b) Missão da descoberta. - Elementos da descoberta; c) Adopção de exploradores. - Seu comando e missão; d) Sua necessidade nos estacionamentos. - Secção de quarteis; e) Analyse do novo regulamento de exercicos tacticos allemão, pelo que respeita aos cuidados nos reconhecimentos; f) Considerações finaes da 1.ª parte.
2.ª Parte - Apreciação de algumas guerras e batalhas quanto á importancia dos reconhecimentos e informações. a) A Batalha de Waterloo; b) Guerra Franco-Prussiana; c) Guerra Russo-Japoneza; d) Guerra Peninsular.
3.ª Parte - Informações: Telegraphia militar e seus auxiliares. a) Telephonia ou telegraphia acustica; b) Pyrotechnia applicada á telegraphia, ou telegraphia pyrotechnica; c) Aerostatos; d) Telegraphia visual ou optica; e) Papagaios; f) Pombos correios; g) Telegraphia sem fio.
Espionagem.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e estratégico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
15€

13 julho, 2018

COUTO, João - OS PAINEIS FLAMENGOS DA ILHA DA MADEIRA. Seu merecimentos, valorização e conservação. (Conferência realizada no Liceu Nacional do Funchal em 4 de Janeiro de 1955). [Por]... Director do Museu Nacional de Arte Antiga. Funchal, Edição da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal, 1955. In-8.º (21,5cm) de 32, [2] p. ; [6] p. il. ; B.
1.ª edição.
Capa: Paineis de um políptico português, expostos na Capela-mor da Igreja de Santa Cruz.
Livro ilustrado em extratexto com 9 fotografias a p.b., impressas sobre papel couché.
"O facto do Dr. Manuel Cayola Zagalo ter um dia trazido ao conhecimento do público a série de painéis flamengos existentes em várias igrejas da Ilha da Madeira constituiu um acontecimento deveras notável e com largas repercussões, não só no estudo das artes dos Países Baixos, mas também no da arte nacional.
Portugal ficou singularmente enriquecido com esta contribuição e o sucesso que o exame das tábuas despertou em toda a parte e entre os especialistas que acorreram ao 16.º Congresso da História de Arte e à 5.ª conferência do Restauro, ambas realizadas em Lisboa, foi clamoroso e definitivo."
(Excerto da conferência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

18 junho, 2018

MACIEIRA, António - DISCURSOS. Proferidos no Senado sobre a proposta ministerial relativa aos conspiradores. Pelo senador... Lisboa, Imprensa Nacional, 1911. In-4.º (23,5cm) de 27, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso opúsculo dedicado a Afonso Costa. Nele, o autor sugere penalizações a aplicar aos que conspiram contra a República.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Raro.
Indisponível

30 maio, 2018

PEREIRA, Rodrigo Alvares - A BATALHA DO LYS A 9 DE ABRIL DE 1918 E A ACÇÃO NOTAVEL DAS TROPAS PORTUGUÊSAS NA MESMA BATALHA. Palestra feita no Liceu Central de Antero de Quental no dia 9 de Abril de 1930, pelo capitão de Infantaria Rodrigo Alvares Pereira, Professor provisório do mesmo liceu. [S.l.], Edição do Autor [Composto e impresso na Secção de tipografia de Fernando d'Alcantara, Rgtda., Ponta Delgada], 1930. In-8.º (21cm) de 27, [3] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Conferência proferida em Ponta Delgada, no Liceu Antero de Quental, por ocasião do 12.º aniversário da batalha de La Lys. Álvares Pereira não limita a sua alocução à descrição pormenorizada da batalha; antes disso faz uma incursão histórica pela utilização das armas de fogo em conflitos, o emprego dos gazes asfixiantes e resume a preparação das tropas do C. E. P. antes do embarque para França.
Opúsculo ilustrado com a fotogravura de um esboço do sector português feito pelo autor para facilitar a exposição da sua palestra.
Tiragem de 300 exemplares só para ofertas. O presente, está dedicado pelo punho do autor ao "Ilustre Historiador Ex.mo Senhor Rocha Martins".
"Aos heroicos Combatentes da Grande Guerra, que, esquecidos de tudo e só lembrando o sacratissimo nome da Pátria, souberam, em solo extranho, escrever uma brilhante página, que em laminas impereciveis de bronze perpetuam o venerando nome português, mais uma vez aureolado em imortais nimbos de admiração, denodo e valentia."
(Dedicatória do autor)
"O C. E. P., achava-se muito desfalcado, tendo a sua 1.ª linha muito enfraquecida. Acrescia ainda o lamentavel facto de as nossas tropas permanecerem nas trincheiras há muito tempo, porque não se cumpria o dever de as substituir por tropas frescas.
Estes factos não eram desconhecidos do inimigo que planeou roper a linha de Bois Grenier a La Bassée, abrindo caminho até á costa, depois de enfraquecido o sector português com sucessivos ataques e bombardeamentos em Chapigny, Neuve Chapelle e por vezes em toda a frente portuguêsa.
O sector português compreendido entre o Canal de Aire e La Bassée e o curso canalisado do Lys ocupava uma planicie baixa, entrecortada de cursos de agua, valas e drenos e sujeita a inundações.
Dominado a Este pelas alturas de Helies - Aubers estava naturalmente indicado para um ataque inimigo não se prestando a uma ofensiva portuguêsa e para o defender estava apenas a 2.ª Divisão com 5 mêses de serviço de 1.ª linha, tempo durante o qual por 3 vezes foram rendidas as tropas inglêsas.
A 1.ª Divisão exausta por uma permanencia de 9 mêses na 1.ª linha retirára no dia 6 de Abril, a 2.ª Divisão devia retirar no dia 8."
(Excerto da conferência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos e manchas.
Muito raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
Peça de colecção.
Indisponível

12 maio, 2018

SOUZA (Nemo), J. Fernando de - O ESPIRITISMO E A DOUTRINA DA EGREJA. (Conferencia na Liga de Acção Social Chistã em 8 de Maio de 1923). Lisboa, Composição Rua da Lucta, 30, 2.º : Impressão Rua do Mundo, 12, 1923. In-8.º (19cm) de 30, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conferência proferida pelo Conselheiro Fernando de Sousa. Trata-se de um curioso ensaio sobre o espiritismo, encarado sob o ponto de vista do catolicismo, religião professada pelo autor.
"A ancia de conhecer os segredos de alem-tumulo e de comunicar com os mortos, para que nolos revelem e, sobre tudo, para mitigar as dores da separação de seres queridos, em todos os tempos determinou praticas tendentes a projectar a luz sobre essa região mysteriosa.
Ao mesmo tempo, em torno da religião, - que é a crença num mundo superior, no qual se acha o objecto supremo das legitimas aspirações do coração e da consciencia e com o qual é possivel ter comunicação, - surge a vegetação parasitária da magia, - perversão da sciencia e da religião, crença em poderes mysteriosos, quasi sempre malfasejos, arte de dominar por observancias ocultas e de aspecto religioso as forças da natureza e as influencias do mundo invisivel.
Os mais degradados selvagens, como os mais requintadamente civilisados, pagam tributo a essa doença mental, tanto mais quanto maior é a sua ignorancia ou menosprezo da verdadeira religião.
As feitiçarias dos povos selvagens, os magos da antiguidade, as bruxas da Edade-Media, os mediuns e ocultistas do tempo presente, são os profissionaes dos erros que alastram e invadem os espiritos na proporção em que afrouxa ou se escurece a fé religiosa, pois crendice e incredulidade ou ignorancia religiosa se aliam quasi sempre, tão profundas e indestructiveis são as aspirações da alma, que procuram em doutrinas e praticas suspeitas o alimento, que não recebem da religião verdadeira."
(Exerto de Perante o mysterio de alem-tumulo)
Matérias:
Introducção necessaria. Advertencia prévia. Perante o mysterio de alem-tumulo. Os ensinamentos da Egreja : Synthese doutrinal: Autoridade da Egreja; A vida intima de Deus; A obra da creação; A lei da provação e a queda original;  A vida de além-tumulo; Comunicações com os mortos. O moderno espiritismo: Breve resenha historica; As revelações dos espiritos; O perispirito; Factos naturaes e preternaturaes; O perigo do espiritismo e as prohibições da Egreja. Catholicismo e espiritismo: Incompatibilidade doutrinal; Contradicções doutrinaes; O espiritismo em Portugal. Theosophismo e ocultismo. Conclusão.
José Fernando de Sousa, geralmente conhecido como Fernando de Sousa e pelos pseudónimo jornalístico Nemo (Viana do Alentejo, 1855 - Lisboa, 1942). "Foi um engenheiro, jornalista, escritor, político e militar português."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Indisponível

08 maio, 2018

SOMBRIO, Carlos - HERMINISMO. (Conferência). Separata do jornal «A Voz da Serra». Seia, Edições «Montes Hermínios», 1949 [na capa, 1950]. In-8.º (21,5cm) de 40 p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante conferência pronunciada a 3 de Maio de 1942, no Colégio Dr. Simões Pereira, em Seia. Mais tarde, para efeitos de impressão, o texto foi revisto pelo autor que no entanto viria a falecer pouco tempo depois. A sua publicação visa perpetuar a  alocução, mas também homenagear Carlos Sombrio como grande amigo e divulgador da Serra.
Livro raro, por certo com tiragem reduzida, ilustrado com dois retratos do autor, e bonitas vinhetas tipográficas.
"«Herminismo» é, incontestàvelmente, um poema rescendente de harmonia e ritmo, de luz e de cor, de humanismo e de requintado impressivismo, sensorial de realismo e de verdade...
Assim, a conferência proferida por Carlos Sombrio, - talento cintilante, alma ardente e sedenta de vôos de beleza que à Nossa Terra tem devotado carinhos de enamorado - não podia deixar de ser, como foi, uma fonte cachoante de emoções, um caudal de sensações espirituais, qual delas a mais vivida e qual delas a mais penetrante.
Não nos surpreendeu, mas avassalou-nos, subjugou-nos, arrebatou-nos o seu fervor de crente em oração perante o grandioso altar da Montanha.
Carlos Sombrio, não impressiona tão sòmente pela riqueza superabundante do seu estilo ou pela elegância da sua palavra. Prende e empolga antes pela sua sensibilidade vibrante, pelo saudismo que palpita nas suas evocações, pelo arroubamento quáse místico que se irradia, que se reanima e se comunica através do inflamado calor que toma a sua voz.
Sente connosco. Sentimos com êle."
(Excerto de Uma conferência - Um escritor - Uma obra..., por António Aragão)
"Na ânsia insatisfeita de desvendar mistérios, o homem é um eterno e impenitente sonhador. Anseia e deseja, inquieta-se e tortura-se. Foi inicialmente essa inquietação e essa tortura que em tempo distante, aqui me trouxeram, pela primeira vez, à Serra.

Trazia no coração o alvoroço de todas as esperançosas quimeras, e na alma a sêde ardente de desvendar lindezas que antevira em ilusórios sonhos. Deixara o mar, onde em menino e môço aprendera, na tristeza das suas queixas, na dolência das suas amorosas baladas, a amar a contemplação e a entender a emotividade das coisas.
O combóio trouxera-me de longe encantado e prêso à atraente altivez da Serra e poisara-me num dos degraus da Montanha. Anoitecia no Mundo, - e dentro de mim.
A Serra, na sua sedução feiticeira, fàcilmente aprisionaram o espírito do desconhecido que se abeirava do seu abrigo, - que se fazia inquilino da sua graça perturbante, da sua atraente beleza."
(Excerto de Louvor)
Matérias:
- A única razão.. - Uma conferência - Um escritor - Uma obra... - Conferência: # Louvor; # Do herminismo - sentimento eterno; # A Beira, as suas belezas, as suas gentes, na voz dos prosadores e na lira dos poetas; # O espírito serrano numa tríplice personificação de exemplo: a altivez, a heroicidade e a abnegação; # In perpetuum.
Carlos Sombrio, pseudónimo literário de António Augusto Esteves (Figueira da Foz, 1894-1949). "Proprietário de um estabelecimento de ourivesaria e relojoaria na Praça Nova (Praça 8 de Maio), iniciou a sua atividade literária no jornal “A Voz da Justiça”. Desde 1920 e quase até ao fim da vida, foi um colaborador ativo da imprensa portuguesa, dispersa por quase uma centena de periódicos de todo o país, e manteve páginas literárias nos jornais “Gazeta de Coimbra” e “Notícias de Gouveia”.
Praticou remo, como timoneiro, na Associação Naval 1º de Maio, da qual foi, em 1920, nomeado sócio honorário e de cuja biblioteca foi patrono. Proferiu inúmeras conferências e organizou saraus artísticos memoráveis, alguns dos quais transmitidos pela antiga Emissora Nacional. A sua vastíssima produção literária abarcou diferentes géneros: contos, crítica e divulgação dos mais diversos autores, poesia, teatro (principalmente operetas e outras peças musicadas), inúmeros prefácios, textos acerca de desportos náuticos, biografias, estudos de história local, propaganda turística, entre outros."

(Fonte: http://diversosdicaseditos.blogspot.pt/2014/07/recordando-carlos-sombrio-no-120.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.

Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
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27 abril, 2018

MONIZ, Egas – GUERRA JUNQUEIRO : conferência. [Apresentação do Prof. Dr. Alfredo de Magalhães]. [S.l.], Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, [1949]. In-8.º (22,5cm) de 37, [3] p. ; [3] f. il. ; B.
1.ª edição.
Obra ilustrada em separado com o retrato de Guerra Junqueiro, que inclui dedicatória fac-similada a Egas Moniz, com o retrato do próprio Egas Moniz, e uma foto do aspecto do Salão de Festas do Coliseu na noite em que se realizou a conferência.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do Prof. Egas Moniz.
“Guerra Junqueiro que, no Porto, alcançou merecido prestígio e foi dos Grandes de Portugal: combatente audacioso e intemerato, porta-bandeira de doutrinas iconoclastas e cantor de preciosas suavidades líricas.
Recordar um poeta desta estatura, pôr em relevo uma obra que desafia séculos, é trabalho árduo e difícil para quem só episodicamente é crítico de arte, a quem faltam sólidos alicerces para poder construir obra perfeita.
Transmontano de origem, de figura decorativa, janota nos primeiros anos, desleixado depois na indumentária, foi intelectual marcante e poeta consagrado que todos veneram e apreciam. Já aos 16 anos o espicaçava a musa, dando à publicidade as suas primeiras produções «Mysticae Nuptiae» e «Vozes sem Eco».
Em Coimbra, onde cursou direito, publicou novo volume, já de melhor categoria, «Baptismo de Amor», com um prefácio de Camilo Castelo Branco. Iniciava-se o sucesso.”
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas; páginas algo oxidadas.
Invulgar.
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22 abril, 2018

CERQUEIRA, Antonio Augusto – O ACASO NO DIREITO PORTUGUÊS. Memoria lida, em 23 de fevereiro de 1916, na conferencia inaugural do anno de 1915-1916 da Associação dos Advogados de Lisboa. Pelo advogado… Lisboa, Typographia Universal, 1916. In-4.º (23cm) de 64 p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
“O que é o acaso?
Os antigos distinguiam os phenomenos que parecem obedecer a leis harmoniosas, estabelecidas de uma vez para sempre, e os que attribuiam ao acaso; estes eram os que não podiam prevêr-se, pelo facto de serem rebeldes a todas as leis.
Nesta concepção, a palavra acaso tinha um sentido preciso, objectivo: o que era acaso para um era acaso para outro e até para os deuses.
Diverso é o modo de pensar actual, a semelhante respeito.
Todo o phenomeno, por mais insignificante que seja, tem uma causa; e um espirito infinitamente bem informado das leis da natureza teria podido prevê-lo desde o começo dos seculos. […]
Para o fim modesto que me proponho – consignar as relações do acaso com o direito português – não é, porém, indispensavel tentar penetrar na essencia dessa entidade, nem embrenhar-me em profundas considerações philosophicas a tal respeito.
Os diccionaristas definem tambem o acaso como «acontecimento de que se não sabe a causa» e dão-no como equivalente dos termos acidente ou caso fortuito, azar, sorte e fortuna (no sentido da eventualidade).
Basta esta sinonymia para que, quem tenha alguns conhecimentos da legislação portuguesa, veja as differentes e intimas relações que prendem o acaso ao direito português.”
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
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20 abril, 2018

DIAS, Joaquim Prata - O JOGO DA GUERRA NA ALLEMANHA. Conferencia por... Capitão de infanteria da Rainha. Lisboa, Typ. da Cooperativa Militar, 1910. In-4.º (23cm) de 24 p. ; B.
1.ª edição.
"O producto d'esta edição reverte em beneficio da Associação Philantropica dos Alumnos do Real Collegio Militar."
Curiosíssimo opúsculo. Conferência sobre o «Jogo da Guerra», jogo de estratégia militar para instrução da oficialidade, inventado na segunda década do século XIX por um oficial prussiano.
"O jogo da guerra é uma manobra de acção dupla realisada sobre a carta e que tem por fim, figurando-se o melhor possivel as tropas de dois partidos, collocar os officiaes em condições de terem de resolver de prompto os problemas communs que se apresentam na guerra, ignorando os projectos do aniversario.
Terminada a guerra da independencia, designação dada na Allemanha ás suas campanhas de 1813, o exercito d'aquella nação reconhecera a necessidade de olhar attentamente para a questão da instrucção militar. Foi n'essa epoca que o tenente prussiano von Reisswitz implantou o jogo da guerra, como maior succêsso.
Depois de um largo periodo de annos, em que se conservou com as suas primitivas regras minuciosas e complicadas, coarctada a liberdade de acção dos chefes dos partidos, e a sorte d'estes, em grande parte, entregues ao acaso, foi o jogo profundamente modificado em 1873-75 por Meckel, professor da Escola militar do Hannover, e em 1876 por Verdy du Vernois, o eminente general auctor dos Estudos de Guerra e de tantas outras obras militares, hoje classicas.
O jogo da guerra, preconisado tambem no nosso regulamento de campanha, está hoje implantado em differentes exercitos, que o consideram uma verdadeira escola de applicação e não um simples brinquedo theorico, como em França, n'outro tempo, pretenderam ridiculamente classifical-o.
Na Allemanha constitue a parte essencial do programma de instrucção do periodo de inverno, para os officiaes de todas as armas."
(Excerto da conferência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Sem registo na BNP.
Peça de colecção.
20€

06 março, 2018

GONÇALVES, Caetano - A TEORIA DO ABUSO DE CONFIANÇA NO DIREITO PENAL PORTUGUÊS. Conferência realizada em 1 de Novembro de 1935 na séde da Ordem dos Advogados em Lisboa. Pelo Juiz... (do Supremo Tribunal de Justiça). Lisboa, Centro Tipográfico Colonial, 1935. In-8.º (18cm) de 24 p. ; B.
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória manuscrita do Juiz Caetano Gonçalves ao Ministro da Justiça, Dr. Manuel Rodrigues Júnior (1889-1946).
"Em 3 de Novembro de 1931 entendeu e decidiu o Supremo Tribunal de Justiça, por maioria, que, visto haver a primeira instância, em tribunal colectivo criminal, declarado não provada a intervenção criminosa do arguido nos actos ou factos qualificados de abuso de confiança punível pela lei penal, não podia subsistir a culpa, inseparável da negada fraude num crime de sua natureza fraudulento."
(Excerto da Conferência)
Caetano Francisco Cláudio Eugénio Gonçalves (Goa, Bardez, Arporá, 22 de Outubro de 1868 - Lisboa, 23 de Maio de 1953). "Foi um administrador colonial português. Formou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e seguiu a Magistratura, fazendo carreira principalmente nos então territórios ultramarinos portugueses. Foi Magistrado do Ministério Público em Angola, na Índia e em São Tomé e Príncipe, Juiz nas Comarcas do Congo e de Luanda, Juiz Desembargador em Goa, Lourenço Marques e Lisboa, Presidente dos Tribunais da Relação de Lourenço Marques e Lisboa e Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça. Ocupou, também, o cargo de Governador-Geral Interino da Província de Angola de 1910 a 1911, tendo sido antecedido por José Augusto Alves Roçadas e sucedido por Manuel Maria Coelho. Foi eleito Deputado à Assembleia Nacional Constituinte de 1911 pelo Círculo Eleitoral de Angola. Foi, ainda, nomeado Vogal do Conselho Colonial e do Conselho Superior Judiciário. Era Sócio Correspondente da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa e Sócio Efectivo da Sociedade de Geografia de Lisboa."

(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.

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