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18 maio, 2017

ABREU, Solano d' - UM ANJO SEM AZAS. Texto de... Illustrações de José Motta. Lisboa, Officinas Typographica e de Encadernação Movidas a electricidade Da Parceria Antonio Maria Pereira, 1907. In-8.º (18,5cm) de 371, [5] p. ; il. ; E. Col. Galeria Provinciana, II
1.ª edição.
Romance de inspiração rural. Trata-se de uma crítica às elites provincianas, escrita com fino humor e veia satírica. Livro ilustrado nas páginas de texto com bonitos desenhos a p.b.
"Dissolvida a camara legislativa os deputados provincianos regressaram á terra.
O doutor Marcos Brandão tinha chegado a casa no comboio da madrugada.
O Brandão, depois de ter casado com a velha Mauricia, irman e rica herdeira do prior, pediu a demissão de delegado do procurador regio, fez-se candidato a deputado, e não lhe custou muito entrar em S. Bento com o auxilio do dinheiro da mulher e o favor do governo, que assim explorou a vaidade do doutor e compartilhou a herança do padre."
(excerto do Cap. I, Nos braços dos eleitores)
Francisco Eduardo Solano de Abreu (1858-1941). "Nasceu a 19 de Julho de 1858 em Abrantes, tendo-se formado em Direito pela Universidade de Coimbra em 1885. Embora tenha exercido advocacia e a magistratura, foi noutras áreas que se tornou conhecido na sociedade abrantina, nomeadamente como empresário agrícola e sobretudo na área de assistência social, onde a sua filantropia o tornou estimado de muita gente a quem ajudou a minorar múltiplas carências socio-económicas. A título de exemplo refira-se a fundação em 1921 da Sopa dos Pobres ligada ao Montepio Abrantino a cujos corpos sociais pertenceu. Pelas suas atividades humanitárias recebeu o grau de Comendador da Ordem de Benemerência e a medalha de Mérito, Filantropia e Generosidade.
Homem de cultura e amante das atividades cénicas, foi diretor do jornal "Correio de Abrantes e escreveu romances e peças de teatro, como a revista "No País da Aletria" que foi representada no desaparecido Teatro Ator Taborda. Solano de Abreu faleceu em 1941."
(fonte: ae1abrantes.esdrsolanoabreu.pt)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a negro e ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
25€

08 abril, 2015

IN MEMORIAM do Glorioso Desportista, Eminente Medico, Grande Homem de Sciencia, Santo Amigo e Modelar Português DR. ANTONIO MARTINS. Homenagem ao ilustre e honrado Português que em vida se chamou Antonio Augusto da Silva Martins : gratidão de seus irmãos, admiração e veneração de seus amigos. 3/10/930. Lisboa, [s.n. - imp. Tip. Henrique Torres, Lisboa], 1931. In-4º (25,5cm) de XVI, 244 p. ; [38] f. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com 38 fotogravuras impressas em folhas separadas do texto.
Conjunto de testemunhos de amigos, colegas e camaradas de armas em homenagem ao Dr. António Martins, reconhecido médico e desportista português que integrou o C. E. P. em França.


"No princípio da tarde do dia 4, a linda capital portuguesa oferecia um aspecto singular e inconfundível: o contraste vivo entre uma festa nacional e política e os funerais dum grande e glorioso Português. [...]
O extinto era o Dr. Antonio Martins, glorificador de Portugal na linha de fogo em Flandres, no campeonato do Tiro, que lhe conferiu honras primaciais em todo o mundo, e na sciencia medica, da qual foi, mais do que profissional insigne, uma gloria admiravel pela abnegação, pela caridade cristianissima, pelo zelo ardente, digno de um genuino apóstolo."
(excerto do texto, A Capital de Luto : os imponentes funeraes do Dr. Antonio Martins)


António Augusto da Silva Martins (1892-1930). "Nasceu em Abrantes, no dia 4 de Abril de 1892. Médico, desportista e combatente, este filho de Abrantes, esteve no Corpo Expedicionário Português (C.E.P.) em França, servindo no Regimento de Infantaria 23 (R.I. 23), sob o comando do então Major Hélder Ribeiro. Tomou parte na ofensiva geral dos aliados, com o posto de Tenente Médico, onde foi condecorado com a fourragère da Torre e Espada, a Ordem de Cristo, em campanha, com palma e a medalha da Vitória.
Da sua folha militar consta: “...incorporado em 1912, por ter a idade própria, na 7º companhia de Saúde, onde foi encarregado de fazer um curso de ginástica sueca para a referida companhia, tendo como monitores estudantes de medicina. Frequentou as escolas de cabos e sargentos, sendo licenciado neste último posto.
Em 1918 foi mobilizado e incorporado como tenente medico no batalhão de infantaria 14, com o qual partiu para França, em 18 de Maio, fazendo parte do C. E. P., mais tarde transferido para o 6º grupo de Metralhadoras, na retaguarda...”.
“Por esta altura, soube-se que o Regimento 23 ia ser enviado para a linha de batalha e o Dr. António Martins ofereceu-se (*). Na perseguição aos alemães, atravessou o rio Escalda ficando a alguns quilómetros ao norte de Tournai, por ter findado a guerra em 11 de Novembro” (data do Armistício).



Ainda em França, no C.E.P., durante a guerra não descurando a parte desportiva e aproveitando a camaradagem de um oficial inglês, o seu entusiasmo pelo desporto, fê-lo aperfeiçoar o seu estilo no lançamento do disco, tendo ultrapassado os 35 metros, o que constituiu o “recorde” nacional.
No último período da guerra, em França, nos Jogos Pershing, recebeu este combatente, o seu baptismo internacional, com a pistola de precisão.
O Dr. António Martins cultivou quase todos os desportos, especialmente tiro. Fez natação, esgrima, equitação, atletismo, e chegou a dar lições de “boxe” com Silva Ruivo. Os desportos atléticos, iniciados no liceu de Coimbra, continuaram de 1912 a 1921, no Club Internacional de “Footbal”.
Porém, onde o seu vulto desportivo mais se ergueu, foi no tiro de pistola, onde atingiu a sublime perfeição das modalidades desportivas praticadas, na então “Sociedade de Tiro N.º 2 (Antigo Grupo Pátria). Combatente, desportista e eminente médico, Dr. António Augusto da Silva Martins, foi vítima mortal de acidente aos 38 anos de idade, quando treinava na Carreira de Tiro de Pedrouços. Lembremos pois, este “Combatente de Portugal, filho de Abrantes”, com um episódio da sua gloriosa vida de atirador e amor à Pátria: Na carreira de “Tiro de Santander”, Espanha, em 1926, oito anos depois do Armistício (11NOV18), o notável médico, envergou a sua velha e honrada farda de oficial combatente da Grande Guerra, e obteve o 1º lugar na modalidade “tiro de pistola”.
(*) No “Aditamento N.º 2”, anexo ao relatório do C.E.P. – 1ª D. – 2ª B.I., B.I.23 – (IV Bat.) de 23 de Novembro de 1918, feito em Englos – França, o então Ten. Médico António da Silva Martins, do 6º G.M. (Grupo de Metralhadoras) consta na relação dos oficiais que a seu pedido, se oferecem para a frente de combate, para servir no B.I.23. (pg. 73 da História Militar, Guerra e Marginalidade de Luís Alves Fraga)."

(in http://coisasdeabrantes.blogspot.pt/2008/05/dr-augusto-da-silva-martins-combatente.html, com a devida vénia a José Manuel d’Oliveira Vieira, autor do artigo biográfico aqui reproduzido)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas com defeitos.
Invulgar.
Indisponível

26 setembro, 2013

ABREU, Solano d’ – TRATADO PRATICO DO FABRICO DA MANTEIGA. Considerações sobre a sua producção em Portugal. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira, 1900. In-8.º (18,5cm) de XIX, [1], 214, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Ilustrada com tabelas e quadros analíticos.
“Dois fins tivemos especialmente em vista: fomentar o fabrico da manteiga, como industria accessoria da agricultura; e mostrar o valor, que, para esse caso, teem as vacas portuguezas.”
(excerto da introdução)
Francisco Eduardo Solano de Abreu (1858-1941). Natural de Abrantes. “Formado em Direito, em 1885, pela Universidade de Coimbra, onde terá demonstrado alguma simpatia pelo republicanismo, acabou por desenvolver a sua militância política no Partido Progressista. Embora tenha exercido a advocacia e a magistratura, foi noutras áreas que se tornou conhecido na sociedade abrantina, nomeadamente como empresário agrícola e sobretudo na área de assistência social, onde a sua filantropia o tornou estimado de muita gente a quem ajudou a minorar múltiplas carências socioeconómicas. Agricultor moderno, Solano de Abreu fez da sua Vila Maria Amélia, em Vale de Roubão, um verdadeiro laboratório agrícola.”
Encadernação cartonada recoberta de tecido, com carimbo (desvanecido) na pasta anterior. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Defeitos na lombada. Assinatura de posse na f. rosto; carimbo de Comp. Agrícola nas pags XVII e 183.
Invulgar.
Indisponível