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01 outubro, 2018

A GUERRA. Numero Unico. A favor dos feridos e mais victimas da Guerra. Dirétor Jean de France. Colaboração dos mais consagrados escritores. Redátores e colaboradores: Magalhães Lima, Teofilo Braga, Fernandes Costa, José Caldas, Vieira Natividade, Leite de Vasconcellos, Alfredo da Cunha, Visconde de Villa Moura, José de Castro, Marcelino de Mesquita, E. Schwalbach Lucci, Carneiro de Moura, Alfredo Guimarães, Candido de Figueiredo, Moura Cabral, Antonio Corrêa de Oliveira, etc., etc. Porto, Edição e Propriedade das Emprezas de "A Nova Patria" e da "Parisiana", Outubro de 1914. In-fólio (46,5x32,5cm) de 26 p. ; mto il. ; B.
"A GUERRA é publicada em homenagem aos heroicos exercitos Anglo-Franco-Russo-Belga e em beneficio da grande obra humanitaria da CROIX ROUGE FRANÇAISE perante os feridos e mais victimas da guerra europêa.
ESTE NUMERO DEVERÁ SER SEMPRE CONSERVADO COMO DOLOROSA RECORDAÇÃO DO SECULO XX.
O produto d'este numero é enviado directamente á Madame Raymond Poincaré; para a Croix Rouge Française e mais victimas da guerra."
Raríssima publicação de dimensões generosas, impressa totalmente sobre papel couché, para apoio às vítimas da Grande Guerra, cujas hostilidades tiveram início apenas três meses antes.
Muito ilustrada ao longo do texto com desenhos e fotogravuras representando cenas da guerra, edifícios emblemáticos. e retratos de diversas personalidades, incluindo 'os chefes das nações aliadas', estando presente o Dr. Manuel de Arriaga, Contém ainda publicidade da época.
"A guerra actual representa para a Europa o que uma operação cirurgica representaria para um doente em perigo de vida. Com effeito, a situação internaconal tornara-se insustentavel. E, ninguem melhor, para o constatar do que aquelles que, como eu, viveram, no centro da Europa, no passado inverno. Não era só o choque entre duas raças antagonicas, o pan-slavismo e o pan-germanismo, que se produzira, formidavel e dicisivo: era tambem a crise economica que ameaçava levar á ruina os paizes em litigio. Duas foram pois, as causas da guerra: uma de origem politica, uma questão de raças e outra de ordem economica, o industrialismo. [...]
Peior ainda do que a guerra ha de ser a liquidação final. Por muitos e muitos annos se hão de sentir os seus perniciosos e tragicos effeitos. Será, porventura, esta, a ultima guerra da historia? Ninguem o poderá afirmar. Mas o que podemos desde já prever é que a tremenda catástrofe que, neste momento, se desenrola a nossos olhos, marcará a quéda irremediavel do direito divino. [...]
Atravez os canhões fumegantes, atravez o sibilar das balas, atravez os incendios que os explosivos provocam, atravez as minas, a orfandade, a miseria, as lagrimas, atravez a enorme hecatombe quer encha de luto a humanidade, eu entrevejo um mundo melhor, eu entrevejo uma Europa democratica que ha de renascer das proprias cinzas. E então o sonho dos visionarios de uma paz perpetua, tornar-se-ha uma realidade. Será essa a verdadeira e autentica conquista. E, com Lamartine, cantaremos a nossa Marselheza, a Marselheza da paz:
Só o egoismo e o odio teem uma patria. A fraternidade não a tem."
(Excerto do artigo de Magalhães Lima)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Uma folha apresenta pequenos restauros toscos com fita.
Raríssimo.
Peça de colecção.
Sem registo na BNP e sem outras referências bibliográficas.
Indisponível

10 setembro, 2018

BRAGA, Theophilo - POESIA DO DIREITO. Por... Porto: Em Casa da Viuca Moré - Editora, 1865. In-8.º (18,5cm) de XVI, 184 p. ; E.
1.ª edição.
A poesia sob o ponto de vista do Direito. Importante ensaio na sua raríssima edição original. Trata-se de uma das primeiras obras do autor, porventura, das menos conhecidas, não sendo por isso menos interessante.
"Em todos estes grandes factos do espirito do homem, a Religião, o Direito, o Estado e a Arte, se encontra sempre a fatalidade de nossa natureza, a necessidade, e, ao mesmo tempo, o poder de manifestarmos na vida os sentimentos eternos do verdadeiro, do bello e do justo, por uma imagem material e finita, que os torna comprehensiveis fóra de nós.
Á faculdade creadora que nos faz achar nas cousas contingentes a caracteristica por onde se revela o sentimento, é ao que modernamente se chama poesia, noção profunda, proveniente do sentido primitivo da palavra, e tanto mais verdadeira, quanto a poesia de hoje tende continuamente a abranger todas as creações humanas. [...]
Um dia a intuição protentosa de Vico proferiu esta verdade eterna - a humanidade é obra de si mesmo. - É por isso que o verdadeiro estudo das instituições humanas está principalmente em tornal-o anthropologico. A Symbolica do Direito é o momento sentimental e poetico que primitivamente teve o direito que hoje encontramos logico, arrasoador, abstracto. A face poetica de que o direito se revestiu tem caracteres tão profundos e proprios, que é de uma importancia transcendente o seguir através do tempo e dos progressos, todas as modificações que o aperfeiçoamento e escolha das imagens lhe trouxe; como o espirito vai continuamente libertando-se do signal material que o occultava, até alcançar o explendor e determinação precisa, immutavel da idêa.
Abstrahindo da historia, o direito tem uma relação intima com a religião e a arte, fundada na vontade, elemento finito da intelligencia, que chega por si a determinar esses sentimentos eternos da vida. A fé, elemento de toda a religião por mais espiritual que seja, é um producto da vontade, por que exclue a rasão do conhecimento; o direito, a troca de egoismo por egoismo, consiste no accordo das vontades individuaes; o bello, realisado pela arte, é o ponto em que todas as vontades desisnteressadas se harmonisam. O direito no seu estado sentimental, symbolico, appresenta mais palpavel esta relaçõa; o espirito ainda não tem consciencia exacta de tudo que o eleva; confunde, não descrimina as impressões. Então o direito n'esta edade divina tem um caracter theocratico; as grandes individualidades para serem submettidas, precisam de uma força superior ao homem; o legislador conversa face a face com a divindade, entranha-se no deserto. O sacerdote e a casta communicam a sua immobilidade á lei. A lei, como não póde abranger as relações novas que se ampliam successivamente, é severa, insensivel, como as tabuas em que foi escripta. O sacerdote é o que a interpreta; solitario, occulto sob o véo que intercepta os resplendores da divindade, não vê, não comprehende a vida; a penalidade, quando o direito é absorvido pela religião, é atrocissima, tremenda: a estrangulação, a lapidação e o fogo; a pena tem uma importancia religiosa, de expiação, supplicamenta. [...]
Com o desenvolvimento das relações sociaes o direito vai abrangendo todos os factos da vida; não sendo ainda do dominio exclusivo da rasão, lucta com a fórma material que o traduz; a letra ainda o sacrifica á sua materialidade, si virgula cadit causa cadit. Toda a subtileza dos doutores consiste em interpretar, explicar, de modo que a letra se alargue para abranger o espirito da lei, primeiro por hypotheses, até que a ficção chega a prevalecer sobre a realidade. O Direito postliminio e a lei Cornelia são as fómas mais completas da ficção juridica. [...]
A ficção denota a humanisação do direito, a sua austeridade modificada pela vida; é a Equidade descoberta pela rasão. Eis pois as fórmas por que se revela o direito no seu estado sentimental, poetico:
1.º O Symbolo, em que o sentimento está dependente da imagem que o materialisa, e que só o póde fazer comprehender por uma realidade tangivel.
2.º A formula, em que o symbolo se vai tornando accessorio; uma cousa a que se allude.
3.º A ficção logica, em que por uma hypothese possivel o direito immovel se acommoda aos factos que se complicam."
(Excerto da Introducção)
Index:
Parte Primeira - Ensaio de generalisação da Symbolica do Direito Universal.
Parte Segunda - Origens poeticas do Direito portuguez procuradas no velho symbolismo juridico da Allemanha e da França.
Joaquim Teófilo Fernandes Braga (1843-1924). "Nasceu em Ponta Delgada Ponta Delgada, ilha de São Miguel, a 24 de Fevereiro de 1843, e faleceu em Lisboa a 28 de Janeiro de 1924. Cedo revela queda para a literatura e publica em 1859 na própria tipografia onde trabalhava o seu livro de estreia, Folhas Verdes. Em 1861 vai para Coimbra, onde frequenta o curso de Direito. Por essa altura, colabora em O Instituto e na Revista de Coimbra, entre outras, opondo-se frontalmente ao Ultra-romantismo e participando na Questão Coimbrã. Terminado o curso de Direito, vai viver para o Porto, tomando contacto com a filosofia positivista de Comte, que muito o irá influenciar. Em 1872 fixa-se em Lisboa, passando a leccionar Literatura no Curso Superior de Letras. Republicano militante, em 1910 é convidado para presidente do Governo Provisório, tendo sido mais tarde eleito Presidente da República (1915). Dedicou-se à história da literatura portuguesa e aos estudos etnográficos. Além de obras de carácter histórico-literário, escreveu também poesia, ficção, etnografia e filosofia."
(Fonte: http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/teofilo.htm)
Bonita encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
50€

13 abril, 2018

PAIVA, Prof. Almeida - O MITRAÍSMO : notas historicas e criticas sobre o Deus persa e o Deus judeu. Prefaciado pelo Ex.ᵐᵒ Sr. Dr. Teófilo Braga. Lisboa, José dos Santos, 1916. In-8.º (19cm) de 174, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Estudo sobre o Mitraísmo - antiga religião de mistérios desenvolvida por volta do século II a.C. na região do Mediterrâneo Oriental -, a sua rivalidade com o Cristianismo e a influência que exerceu sobre este.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Prof. José Rebelo de Melo Cabral.
"Comprehenderá o publico a importancia e opportunidade de um estudo historico sobre este phenomeno tão remoto, que se passou ha millenios na consciencia humana? Este phenomeno ainda hoje se reflecte no mundo moderno e na civilisação europêa assimilado e syncretisado no Christianismo. Ambas essas religiões resultaram de uma granda epoca da cultura humana, que procurou estabelecer o sentido moral dos mytos religiosos liberto do sentido physico do Naturalismo védico e avéstico, elevando-se á expressão universalista da concepção divina.
O Mithraismo surgiu seculos antes do Christianismo, desenvolvendo-se em seitas philosophicas e e associações asceticas, popularisou-se no Occidente degenerando do seu espirito para o sentido physico dos symbolos, das imagens, das cerimonias impostas pela exterioridade cultural. O Christianismo, vindo mais tarde, por meio das vencidos e escravos das guerras romanas, começou logo pela materialisação das ideias religiosas do Mediador e da Encarnação, revocando a mente vlgar á subordinação dos Symbolos e dos Mythos já decahidos das Religiões polytheicas. Por esta regressão a uma inferioridade racional, incrustou-se nos meios culturaes mythracistas, a que se deveu o exito da sua propaganda.
Os Padres da Egreja, não podendo occultar as semelhanças entre o Mithraismo e o Christianismo e apagando a successão historica, proclamavam como um embuste do Diabo essas semelhanças ou contrafacções do Christianismo."
(Excerto do prefácio, O problema christologico)
Encadernação em sintético com ferragem gravada a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto.
Invulgar.
Com interesse histórico e religioso.
15€
Reservado

11 dezembro, 2017

PIMENTA, Alfrêdo - ESTUDOS SOCIOLOGICOS. Prefacio de Theophilo Braga. Lisbôa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, 1911 [1913]. In-8.º (19,5cm) de 271, [1] p. ; E.
1.ª edição.
"Com o titulo de Estudos sociologicos, o Dr. Alfredo Pimenta reuniu em volume uma série de artigos politicos, que tiveram a sua urgente opportunidade e que hoje, alem do merito da sua comprovação doutrinaria, valorisam se como um importante documento historico. [...] Reconhecêmos a sua importancia applicando em Portugal essa doutrina [o positivismo de Comte] nas Soluções positivas da Politica portugueza, e sob o ponto de vista artistico no ideal da continuidade humana na Epopêa da Visão dos Tempos.
A improvisação jornalistica, quasi sempre animada pelas bellezas de estylo, adquire o seu verdadeiro destino social e sobrevive ao momento transitorio, quando é illuminada pelo criterio sociologico. No livro do Dr. Alfredo Pimenta, está representado esse periodo de instabilidade governamental e dissolução dos partidos do empirismo politico a que a Revolução de 5 de Outubro de 1910 pôz termo definitivo; mas os successos que ahi se consignam foram apreciados sob o ponto de vista sociologico, ficando por isso hoje integrados na crise que determinou a transformação do regimen da sophismação da Carta outorgada em um estado social democratico."
(excerto do prefácio)
Matérias:
- Da Magistratura. - A Politica. - A Publicidade do voto. - Republica. - Eleições municipaes. - Evolução e Revolução. - A pena de morte. - Balanço. - Congresso municipalista. - O congresso republicano de 1909. - Divorcio. - Divagando. - Latet anguis. - Catholicos. - A Ditadura. - Conservadores. - Jornalismo. - A obra. - A morte de Ferrer. - A verdadeira doutrina. - Caminho politico. - Christo. - A questão religiosa. - O alcoolismo e a questão social. - A acção do positivismo. - A Moral positiva. - Instrucção e Educação.
Encadernação cartonada recente com dourados na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Ausência da f. anterrosto.
Ex-libris de Luís de Castro Santos na f. de dedicatória.
Invulgar.
15€

18 julho, 2017

LISBÔA-PORTO : numero unico. Publicado pela Imprensa de Lisboa em beneficio das victimas sobreviventes do incendio do Theatro Baquet. Lisboa, Imprensa de Lisboa, 1888. In-folio (37x48,5cm) de [20] p. ; [6] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Belíssima edição publicada para efeitos de solidariedade com os sobreviventes do incêndio no Teatro Baquet, no Porto, ocorrido em 20 de Março de 1888.
Capas de Rafael Bordalo Pinheiro.
Obra colaborada pela família real, e por muitas personalidades do meio artístico e cultural da época.
Inclui 6 fac-símiles de desenhos em folhas separadas, respectivamente, do rei D. Luís I, da rainha D. Maria Pia, do príncipe D. Carlos, de D. Amélia, do infante D. Afonso e da actriz Sarah Bernhardt.
Ilustrações no interior da autoria de, entre outros: Columbano Bordallo Pinheiro; escultor Soares dos Reis; J. Moura Gyrão, Moreira Rato; Enrique Casanova; Alfredo Gameiro; Félix da Costa; Silva Porto; Maria Augusta Bordallo Pinheiro; Francisco Villaça; Malhôa; Hogan.
Textos de, entre outros: Luís Augusto Palmeirim; Eduardo Coelho; Jayme Victor; Theophilo Braga; Gervasio Lobato; Eça de Queiroz; Sousa Viterbo; Andrade Corvo; Conde de Sabugosa; Bento Moreno [Teixeira de Queiroz]; Jayme Batalha Reis; Eduardo Coelho Junior; Ramalho Ortigão; Bulhão Pato; Julio Cesar Machado; Brito Aranha; José Caldas; João de Deus.
"Um povo que durante dois seculos se entreteve a queimar gente em jubilosos magustos publicos, organisados pelos representantes da Egreja, precisava bem de todas as lagrimas do enternecimento e da piedade mundana, inspiradas pelo incendio do theatro Baquet, para dar a Deus offendido uma reparação de honra.
A julgar pelo dôce encanto excepcional com que ainda hontem á noite a moderna arte palpitava na scena e as lindas mulheres estremeciam na sala do theatro D. Maria, dentro do mesmo recinto em que com tanto applauso debutou a Companhia de Jesus um pouco antes da Companhia de Sarah Bernhardt, eu conjecturo que Deus se deve achar satisfeito.
Parabens, meu Deus! Parabens, meus senhores!"
(Ramalho Ortigão - texto que acompanha o desenho de Sarah Bernhardt)
Exemplar brochado em bom estado geral, com excepção das capas que estão separadas do corpo do livro e apresentam diversos defeitos, rasgões e falhas de papel. Também as primeiras folhas registam pequenas falhas de papel no pé e à cabeça. Pelo interesse e raridade a justificar restauro e encadernação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

16 fevereiro, 2017

BRAGA, Teophilo - SÁ DE MIRANDA E A ESCHOLA ITALIANA. Por... Porto, Livraria Chardron Casa editora : Successores Lello & Irmão, 1896. In-8.º (18,5cm)  de VIII, 400, [2] p. ; E. Col. Historia da Litteratura Portugueza, 9
1.ª edição.
Estudo literário sobre Sá de Miranda, poeta e dramaturgo quinhentista português.
Francisco de Sá de Miranda (1481-1558) nasceu em Coimbra, doutorou-se em Direito na Universidade de Lisboa e frequentou a Corte até 1521, data em que partiu para Itália. Regressou a Portugal em 1526, depois de um convívio com escritores e artistas italianos que iriam influenciá-lo. Fruto dessa viagem, trouxe para Portugal uma nova estética, introduzindo o soneto, a canção, a sextina, as composições em tercetos e em oitavas e os versos de dez sílabas. Além de composições poéticas várias, escreveu a tragédia Cleópatra, as comédias Estrangeiros e Vilhalpandos, e algumas Cartas em verso, sendo uma delas dirigida ao rei D. João III, de quem era amigo. Faleceu em Amares, no Minho, na quinta para onde se retirara por não se ter adaptado à vida da corte." (fonte: alfarrabio.di.uminho.pt)
Índice:
I - Na Universidade de Lisboa e nos Serões do Paço (1485 a 1521). II - A viagem á Italia e a actividade da Renascença (1521 a 1526). III - Regresso a Portugal e começo da Eschola Italiana (1526 a 1534). IV - Na vida da provincia, e a manifestação dos novos talentos (1534 a 1553). V - Annos de desalento e morte (1553 a 1558). VI - Historia externa do texto das Poesias de Sá de Miranda (1516 a 1885).
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Sem f. anterrosto. Assinatura de posse na folha de rosto. Páginas amareladas com manchas de oxidação. Última página (em branco) apresenta corte diagonal com perda de papel.
Invulgar.
Indisponível

23 outubro, 2015

[ESTUDOS SOBRE PERSONALIDADES AÇORIANAS]
                                           ..................................
LUZ, José Luís Brandão da  - A POSITIVIDADE DAS CIÊNCIAS SOCIAIS EM TEÓFILO BRAGA. Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1994. In-8º (21cm) de [2], [22], [2] p. (181-202 pp.) ; B. Separata da Revista "Insvlana"
"O desenvolvimento das ciências, a crescente industrialização da Europa e a instabilidade social que alastrava teriam feito sentir a necessidade de encontrar resposta à desarticulação dos esquemas tradicionais de abordagem da sociedade. Para Teófilo Braga estas motivações históricas teriam levado Augusto Comte a responder aos problemas de ordem teórica e às urgências de carácter prático, transpondo para a análise social o modelo das ciências positivas. Afastando do seu horizonte de pesquisa qualquer tipo de categorização de teor metafísico, procura subordinar o novo ramo da árvore do saber aos critérios metodológicos da positividade, em que sobressaem os ideais de quantificação que as pesquisas procuram calcular; a definição do índice de regularidade com que uma relação de fenómenos se manifesta e a sua filiação, segundo as exigências do determinismo causal das ciências da natureza."
Matérias:
1 - As Ciências Sociais no século XIX. 2 - Determinismo casual. 3 - Natureza orgânica da dinâmica social. 4 - Dedução em sociologia.
                                  .................................
PONTE, António Nunes da - O DR. JOSÉ NUNES DA PONTE : médico, político e homem de bem. Um açoriano da transição do século. Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada, 2000. In-8º (21cm) de [2], [22], [2] p. (75-96 pp.) ; B. Separata da Revista "Insvlana"
José Nunes da Ponte (1849-1924). Nascido na Vila da Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel, em 1849, falecido na cidade do Porto no ano de 1924. Foi um médico, político, filantropo e poeta português. Bacharel em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, em 1879, domiciliou-se no Porto, cidade onde exerceu Medicina. Membro do Partido Republicano Português e depois do Partido Unionista, desempenhou papel de vulto na divulgação dos ideais republicanos na cidade do Porto até à Revolução de 1910. Ocupou diversos cargos durante a Primeira República Portuguesa, entre os quais o de primeiro governador civil republicano do Distrito do Porto (1910), Presidente da Câmara Municipal do Porto interino de 14 de Dezembro de 1907 a 14 de Maio de 1908 e efectivo de 13 de Outubro de 1910 a 12 de Janeiro de 1911, Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, deputado da Nação e presidente da Câmara dos Deputados e 67.º Ministro das Obras Públicas e Ministro do Fomento durante o 9.º Governo Republicano de Pimenta de Castro (28 de Janeiro a 14 de Maio de 1915), etc. Foi também poeta de mérito."
(Fonte: wikipédia)
                                   ..................................
Exemplares brochados em bom estado de conservação.
Obras pouco vulgares.
10€

14 maio, 2012

BRAGA, Theophilo – A PATRIA PORTUGUEZA : O Territorio e a Raça. Porto, Livraria Internacional de Ernesto Chardron : Casa Editora : Successores Lello & Irrmão, 1894. In-8º (19cm) de XV, 320 p. ; B. Obras Completas
1ª edição.
“[…] Mais do que tudo, é necessario n’este momento histórico, em que a anarchia dos poderes públicos lançou esta nação no esgotamento economico, no desprezo moral das nações da Europa, e no isolamento, que a expõe aos conflictos internacionais d’onde saímos expoliados e sem dignidade, é necessário revivificar o sentimento de Patria, porque só elle é que poderá suscitar os altos caracteres e as capacidades reorganizadoras. O sentimento de Patria, apenas limitado ás frases pomposas do jornalismo e do parlamento, dá-nos o deplorável espectaculo de vêrmos aquelles que mais cooperaram para a decadência da nação serem os que mais alto protestam pela autonomia portugueza, que eles proprios comprometeram pelas inconfessáveis veniagas e por uma politica egoista ou palaciana.” (excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos.
Muito invulgar.
35€

09 novembro, 2011

BRAGA, Theophilo - FILINTO ELYSIO e os dissidentes da Arcadia : A Arcadia Brasileira : Francisco de Mello Franco, José Basilio da Gama, Frei José de Santa Rita Durão, Alvarenga Peixoto, Gonzaga : por... Porto, Livraria Chardron : Casa Editora : Sucessores de Lelo & Irmão, 1901. In-8º (18,5cm) de 735 p. ; E. Obras Completas : Historia da Litteratura Portugueza.
Com um retrato de Teófilo Braga em extratexto.
1ª edição.
"O poder de um só despota com intelligencia [Mq. Pombal] foi dividido entre imbecis e mesquinhos caracteres, como o Visconde de Villa Nova da Cerveira, o Marquez de Angeja, o Arcebispo Confessor, o Intendente Pina Manique. A soma de desconcertos da sua acção sem plano produziu em um ditado popular esta synthese espontanea de bom senso: Mal por mal, antes o Marquez de Pombal. Só se avaliam bem as obras dos poetas e escriptores pela sua vida; mas esta nunca será bem comprehendida sem o conhecimento do meio social, da epoca dentro da qual se desenvolveram, ou em que foram comprimidos. Este ultimo quartel do seculo XVIII é medonho pela inconsciencia com que Portugal chegou quasi a achar-se alheio aos interesses da civilização, podendo symbolisar-se a sua existencia n'essa deploravel e prolongada loucura da rainha. A litteratura torna-se um documento historico da epoca, e a vida dos escriptores um eloquente protesto." (do prefácio do autor)
Encadernação em meia de pele com ferros a ouro na lombada; s/ guardas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação; assinatura de posse no anterrosto.
Invulgar. 
Indisponível

05 agosto, 2011

BRAGA, Theofilo - SPINOSA : Conferencia philosofica e historica realizada na Academia de Estudos Livres em 8 de dezembro de 1905 : Por... Lisboa, [Academia de Estudos Livres], 1906. In-8º grd. (22cm) de 23, [1] p. ; B.
Com um retrato de Teófilo Braga em extratexto.
"Edição Unica (600 exemplares)" [o presente leva o Nº 328]
"No dia 24 de Novembro passaram-se duzentos e setenta e tres annos sobre a data memoranda de 1632, em que nasceu em Amsterdam o extraordinario philosofo Baruch Spinosa, oriundo de uma familia de Judeus portuguezes, dos que foram barbara e estupidamente expulsos de Portugal pelo rei Dom Manoel. [...]" (do 1º parágrafo do texto)
Exemplar em irrepreensível estado de conservação.
Raro.
10€

03 fevereiro, 2011

BRAGA, Theofilo - AS LENDAS CHRISTÃS. Porto, Livraria Internacional de Ernesto Chardron, 1892. In-8º [12], 400 p. ; E.
Raro.
Meia-encadernação com lombada e cantos em pele azul e ferros a ouro; pequenos sinais de desgaste na lombada; preserva capa original.
Bom exemplar.
40€