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11 abril, 2019

FESTIVAL INTERNACIONAL DO PURO-SANGUE LUSITANO. III Campeonato Internacional : XI Campeonato Nacional Oficial do Cavalo Lusitano. [Homenagem a Fernando d'Andrade]. - Festas de Lisboa : 1991. Hipódromo do Campo Grande : 21, 22, 23 Junho. Lisboa, APSL : Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Puro-Sangue Lusitano, 1991. In-4.º (29,5cm) de 70, [34] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Cavalo Lusitano impresso por ocasião do festival internacional dedicado ao cavalo de raça portuguesa, circunstância aproveitada pela organização para homenagear Fernando Sommer de Andrade, recentemente falecido. A última parte do livro é dedicado às coudelarias nacionais criadoras do Puro-Sangue Lusitano. Contém ainda um pequeno artigo  consagrado à Charanga a cavalo do RC da GNR, que só utiliza «Lusitanos».
Muito ilustrado ao longo do texto com gravuras e fotografias a p.b. e a cores, representando maioritariamente belos exemplares da raça.
"O actual lusitano é, como todos sabem, o ramo português daquele que foi célebre nos séculos XVII e XVIII, no Ocidente, com a designação de «Genet d'Espagne».
Conhecido desde a mais alta antiguidade (grutas de Pileta, Malaga, XX milénio A.C.); tido como melhor cavalo na época mitológica grega (Homero, Ilíada, mais de 1 000 A.C.), historicamente assinalado na Grécia (Xenofonte, Guerra do Peloponeso, 369 anos A.C.); valorizado como melhorador por excelência das pesadas raças cavalares do Império Romano, (Columela; Varrão; Paládio; Virgílio; Isidoro;........), foi o melhor cavalo de sela da antiguidade.
Os mouros ao entrarem na Península, reconhecem a superioridade dele em relação aos seus próprios cavalos, (Tarif Ben Tarick, século VIII da nossa Era).
Aperfeiçoado através das lutas constantes entre as diversas tribos Ibéras; entre Ibéros e outros povos de além fronteiras, invasores Cartagineses e Romanos; levado a combater fora da Península pelos mercenários na Grécia, na Itália e na Numidia, ele é, pode dizer-se, a própria essência da Gineta.
A Gineta é a forma de combate a cavalo por meio de evoluções apropriadas para o duelo com a lança contrapesada dos Ibéros (Gymnetes, tribo ibéra do SW da Península Ibérica).
A luta contra os Mouros, do oitavo século da nossa era até ao fim do décimo quinto século e à conquista de Granada, deu-lhe a sua forma definitiva.
Porque a Andalusia dispõe das melhores terras e do melhor clima para a criação cavalar; porque aí perdurou, até mais tarde, a selecção funcional do cavalo ginete, uma vez o último reduto da moirama peninsular, considera-se esta como o berço do cavalo ibérico de tipo sub-convexo, também conhecido como Cavalo Andaluz.
A Península Ibérica, designada pelos Romanos como Hispania, era composta por diversos reinos, cada um como o seu nome, (Leão, Castela, Navarra, Aragão, etc, e Portugal).
Portugal, independente desde 1147, partilhava, pois, com Aragão e Castela, o território Hispânico, em 1492. [...]
«Genet d'Espagne», Andaluz ou Espanhol é, pois, o mesmo cavalo que nós, portugueses, designámos até 1492, como «Cavalo Peninsular», sem mais, acrescentando-lhe a origem - Andaluz, Entremenho ou Português - e, somente quando os espanhóis impuseram a designação de Cavalos de Pura Raça Espanhola àqueles nascidos em Espanha e registados no seu stud book, nos vimos obrigados a designar os nossos como Lusitanos.
Como se sabe, a Lusitania era para os Romanos a quasi totalidade do actual território de Portugal.
O cavalo lusitano é, pois, o ramo português do velho «Ginete Ibérico».
(Excerto de O Cavalo Lusitano, por Fernando d'Andrade)
Índice: - O Cavalo Lusitano, Fernando d'Andrade. - Histoire du Cheval Iberique, Fernando d'Andrade. - The rise of the Lusitano Horse in Great-Britain, Sylvia Loch. - Esgrima de Lança à Gineta, Ruy d'Andrade. - Arte Equestre: Notícia das Festas que os Duques do Cadaval fizeram em 1720 na sua Quinta de Sintra, José Teixeira. - Escola Portuguesa de Arte Equestre, Guilherme Borba. - Programa. - Padrão da Raça Lusitana. - The Standard for the Lusitano Breed. - Modèle de la Race Lusitanienne. - Selecção Funcional dos Cavalos Novos, Fernando d'Andrade. - Regulamento.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
30€

13 novembro, 2018

SIMÕES, Coronel Alves - MANUAL DO ENFERMEIRO HÍPICO. Coordenado pelo... Inspector Geral do Serviço Veterinário, Membro correspondente da Société de Pathologie Comparée de Paris, Cavaleiro da Legião de Honra, etc. Ministério da Guerra. Lisboa, Imprensa Nacional, 1924 [na capa, 1925]. In-8.º (21cm) de 234, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada ao longo do livro com fotogravuras e desenhos exemplificativos.
"Denomina-se enfermagem a assistência aos doentes.
Enfermeiro é o indivíduo que se dedica à prática da enfermagem. Quando esta visa o tratamento dos animais, o profissional toma o nome de enfermeiro pecuário. Se a assistência se restringe aos solípedes, cabe-lhe a denominação de enfermeiro hípico. [...]
A profissão de enfermeiro obriga a fadigas, vigílias e trabalhos violentos, e requere, portanto, que o indivíduo seja novo, sàdio e robusto para suportar semelhante lida.
O asseio pessoal é uma qualidade que deve caracterizar o enfermeiro, em alto grau, tanto mais que pode, pelo fato, pelas mãos, calçado, etc., ser o transmissor de muitas doenças. O que não tiver amor à limpeza própria pouco se lhe dará do asseio dos doentes e da enfermaria, notando-se que a falta de limpeza é um obstáculo sério a vencer, no tratamento das doenças, mormente nas dos animais.
A outros requisitos, não menos importantes, deve satisfazer o enfermeiro, para merecer êste nome.
Precisa de possuir uma certa instrução a fim de compreender as prescrições do clínico, sagacidade para as executar, e memória para reter o que observar no doente e mais tarde o referir ao clínico.
A sinceridade e consciência são predicados que o bom enfermeiro possuirá, narrando ao clínico todos os factos ocorridos na sua ausência e de que tiver conhecimento, sem os alterar, embora daí lhe advenha qualquer compromisso.
Será um executor fiel das prescrições do clínico a quem deve a mais estrita obediência, confessando-lhe qualquer esquecimento ou engano.
A prática adquirida torná-lo há previdente, habituando-o a preparar tudo quanto o clínico necessita, para o exame dos doentes, para operar, etc., sem que o médico tenha necessidade de lhe fazer contínuas indicações.
O enfermeiro hípico, tendo de lidar incessantemente com irracionais, necessita de prudência, sem deixar de ser resoluto em caso de perigo.
Deve mostrar-se calmo no tratamento dos animais, revelando boa índole, não exercendo sôbre êles a menor violência nem agravando-lhes os sofrimentos; muito pelo contrário mostrar-se há caridoso e paciente e dará uma prova de abnegação servindo semelhante mester."
(Excerto de Preliminares)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas à cabeça.
Invulgar.
35€

07 agosto, 2018

TIERNO, João Henriques Barroso - A INDUSTRIA DO CAVALLO EM PORTUGAL. Dissertação inaugural. Apresentada e defendida por... Julho de 1911. Lisboa, Instituto Geral das Artes Graphicas : Sociedade Cooperativa - Limitada, 1911. In-8.º (21,5cm) de [2], 50, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor a Lourenço Cayolla.
"Desejariamos ao começar o nosso trabalho, dizer n'este capitulo alguma coisa de positivo ácerca da estirpe primitiva do cavallo e marcar nitidamente a epocha do apparecimento do cavallo no territorio, hoje Portugal. [...] Bastante se tem discutido ácerca da estirpe primitiva do cavallo, se foi uma só ou mais do que uma para as differentes raças que hoje se conhecem. Ha sectarios da unidade e tambem os ha da pluralidade de estirpes em differentes centros de creação, e de algum modo filiadas, a especies ou raças equinas fosseis da fauna terciaria. [...]
Como quer que seja formou-se a raça peninsular, bem distincta das do centro da Europa, pela sua ligeireza, elegancia de formas e resistencia, e quer elle proceda d'uma ou d'outra ou do cruzamento das duas, o facto é que acompanhou na peninsula os celtas e os iberos assim como depois os cartaginezes e os romanos durante as suas respectivas ocupações.
Estes ultimos tinham já no no fim da republica em grande apreço os cavallos d'estas região, e assim se mantiveram até ao meado do seculo XVIII, como os melhores cavallos para alta escola, servindo de lustre e ostentação de cavallos de estado, ás principaes côrtes europeas.
Hoje pouco ou nada se fala do cavallo peninsular."
(Excerto da dissertação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis, ligeiramente oxidadas, com pequenos defeitos.
Raro.
A BNP tem apenas um exemplar registado.
Indisponível

20 junho, 2018

ARTHUS-BERTRAND, Yann - CAVALOS. Texto: Jean-Louis Gouraud. Lisboa, Edições Inapa, [2005?]. Oblongo (41x29cm) de 232 p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Obra luxuosa de grande esmero e apuro gráfico, profusamente ilustrada com fotogravuras a p.b. e a cores.
Inclui um capítulo dedicado ao cavalo Puro Sangue Lusitano.
"Yann Arthus-Bertrand (o mesmo fotógrafo da obra e exposição A Terra Vista do Céu percorreu o mundo durante quinze anos para conceber este livro. Quinze anos de momentos únicos captados pela sua objectiva que nos apresentam um singular atlas mundial do cavalo, onde para além da beleza e da diversidade das raças, podemos admirar os fascinantes laços que desde as nossas origens unem homens e cavalos. Este extraordinário trabalho fotográfico e o texto de Jean-Louis Gouraud, famoso estudioso do cavalo que o completa, fazem desta obra uma verdadeira bíblia da espécie equina. Ao levarmos até si este magnífico livro pensamos fornecer-lhe uma obra que irá enriquecer ainda mais o seu conhecimento sobre o Cavalo."

(Apresentação)
Encadernação editorial com sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Esgotado.
25€

01 abril, 2017

FIGUEIRA, Francisco - EXTERIOR DO CAVALLO. Por... Medico veterinario militar. Lisboa, Typographia Universal, 1899. In-8.º (21,5cm) de 160 p. ; E.
1.ª edição.
Interessante tratado de Exterior do cavalo.
"Como medico-veterinario da Escola pratica de cavallaria pertenceu-nos reger, nos annos lectivos de 1894-95 e 1895-96, a aula de hippologia do curso de sargentos.
No exclusivo proposito de facilitar e simplificar o ensino, pois que ao regular e proficuo cumprimento do nosso dever se oppunham duas serias difficuldades - o limitado numero de lições em que o curso tinha de ser feito e, por parte dos alumnos, a ausencia completa de conhecimentos especiaes que os auxiliassem no estudo da hippologia -, preparámos este trabalho."
(excerto da introdução)
"Em Hippologia entende-se por Exterior o estudo da configuração apparente do cavallo debaixo do ponto de vista da sua utilidade e do seu valor.
Este estudo póde resumir-se no seguinte problema:
Dado um cavallo, determinar pelo exame da sua conformação exterior o genero de serviço para que é mais proprio (utilidade), e avaliar a somma e a duração dos effeitos que a sua machina é capaz de produzir (valor).
Na superficie do corpo do cavallo encontram-se signaes, que exprimem, de uma maneira mais ou menos clara, a boa ou má disposição interior; que indicam o genero de serviço para que o cavallo é mais proprio, e permittem que, com uma tal ou qual certeza, se calcule a somma e a duração dos effeitos que a sua machina é capaz de produzir. A utilidade e o valor do cavallo acham-se, portanto, cifrados na superficie do corpo, e é o estudo do Exterior que ensina a saber vêr e interpretar esses signaes exteriores, a resolver o problema enunciado."
(excerto do preâmbulo, Exterior)
Matérias:
I - Regiões. II - Proporções e compensações. III - Taras especiaes dos membros. IV - Aprumos. V - Attitudes e andamentos. VI - Idade. VII - Pellagens. VIII - Exame do cavallo em venda.
Encadernação da época em tela com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Manuseado, com defeitos nas pastas e na lombada. Sem f. anterrosto. F. rosto apresenta assinatura de posse e pequena falha de papel no canto sup. dto. Sublinhados a lápis ao longo do texto.
Raro.
Indisponível

17 novembro, 2016

ANDRADE, Ruy d' - O CAVALO DO SORRAIA. Lisboa, [s.n.], 1945. In-4.º (26cm) de [2] 13, [1] p. ; [18] p. il. ; B. Separata do Boletim Pecuário - Ano XIII - N.º 3
1.ª edição independente.
Monografia sobre o Cavalo do Sorraia, o último descendente do cavalo selvagem do sul da Península Ibérica. Ilustrada com tabelas de mensuração no texto, e 18 páginas extratexto que incluem 1 mapa e 47 fotografias a p.b., na sua grande maioria, de cavalos adultos e potros do Sorraia.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Os Cavalos do Sorraia são os últimos descendentes do cavalo selvagem do sul da Península Ibérica que, aparentemente, sobreviveram no então inacessível vale do rio Sorraia em Portugal. O hipólogo português Dr. Ruy d'Andrade descobriu em 1920, enquanto caçava, a última manada existente desta raça, tornando-se o responsável pela sua preservação. Chamou-os de "Sorraia", por causa do Rio Sorraia, local onde os descobriu. Admite-se que no passado em Portugal, estes cavalos selvagens tenham sido conhecidos por "zebro" ou mesmo "zebra".
Os Cavalos do Sorraia medem aproximadamente entre 1,40 m e 1,48 m na cernelha e são sempre de coloração baia ou rato. Quando domados, podem-se tornar nuns obedientes animais de sela. Actualmente existem aproximadamente 200 cabeças, encontrando-se a maior parte em Portugal, embora a Alemanha também detenha um bom número. Nos dias de hoje, esta espécie já não vive em regime selvagem, mas é criada de maneira natural pela família d'Andrade. Contudo, os que pertencem à Coudelaria Nacional são normalmente mantidos em estábulos e tratados como se fossem apenas mais uma criação de cavalos.
Ainda hoje existe uma manada selvagem, que sobrevive sem qualquer ajuda humana no "Refúgio do Vale de Zebro Sorraia" a nordeste de Lisboa.
É frequente os Sorraias, serem erradamente apresentados como uma raça domesticada. O seu salvador, Dr. Ruy d'Andrade, zoologista, paleontólogo, um dos mais conceituados criadores de cavalos Lusitanos e um especialista de renome em Cavalos Ibéricos, considera-os como uma subespécie selvagem e um antepassado do cavalo Lusitano, teoria entretanto comprovada através de pesquisas moleculares e genéticas. Ao criar Sorraias como uma raça domesticada, não se contribui para a sua preservação, mas antes para a sua mudança contrariando os ideais do Dr. Ruy d'Andrade."
(fonte: www.sorraia.org)
"Os terrenos que circundam o vale do Sorraia na sua parte inferior, arenosos e hoje cobertos de sôbro, estavam antigamente revestidos de matos e arbustos silvestres e eram aproveitados para cria de bovinos de raça brava (reses de lide), apenas ficando aos cavalos os restos dos pastos que aquêles ruminantes deixavam.
O trabalho dêsses cavalos na guarda e condução dos touros de uma para outra parte, de um para outro redondel taurino, faina dura e perigosa, era no Verão alternado com a debulha dos calcadoiros de cereais e leguminosas a pé de gado e no Outono, atrelados às grades, com a mobilização e semeadura dêsses terrenos. [...]
Em tal ambiente, absolutamente despovoado até às primeiras décadas do século XIX e onde os nossos reis até essa época caçavam veados, gamos e javalis fora de tôda a convivência humana, se manteve êste tipo equino primitivo. Sujeitos a êste regime de mau trato, só animais adaptados a semelhante ambiente puderam perseverar; e como os mais adaptados eram naturalmente autóctones, portanto os mais antigos, êste tipo primitivo pôde sobreviver."
(excerto de O Cavalo do Sorraia, Habitat)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

25 julho, 2016

CORRÊA, João Pedro - MANUAL DE SIDEROTECHNIA PRATICA OU ARTE DE FORJAR E FERRAR. Por... Veterinario lavrador, Chefe de Clinica Cirurgica do Hospital Veterinario do Instituto de Agricultura de Lisboa etc. Lisboa, Typographia de Coelho & Irmão, 1869. In-8.º (22cm) de [4], III, [1], 55, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra dedicada pelo autor ao Marquês de Castelo Melhor, seu protector. 
Curioso tratado novecentista, muito ilustrado com desenhos relacionados com esta arte ao longo das páginas do texto, sobretudo de ferraduras.
"A arte de forjar em Portugal, está apenas reduzida ás regras, boas ou más, segundo o mestre que as tem ditado possue mais ou menos senso commum, ou uma ligeira, deficiente, e ás vezes falsa doutrinação, recebida da leitura de alguns tratados de alveitaria, pela maior parte elaborados no tempo em que eram reduzidos a quatro todos os elementos da natureza.
Não desejamos arrogar-nos absolutamente a distincção honrosa de auctor d'esta obra, que vamos traçar, porque nem mesmo teriamos os requisitos necessarios para tanto; todavia, n'este ensaio temo-nos servido mais da observação pratica, e da reminiscencia de parte do nosso curso, do que compilações e traducções, mais ou menos fieis, dos livros já escriptos sobre a arte de ferrar.
No decurso d'este trabalho tencionámos sacrificar os termos mais scientificos á linguagem usada na pratica: só onde a não podermos absolutamente empregar, designaremos as cousas e os factos, por palavras technicas, explicando seguidamente qual a sua significação."
(excerto da introdução)
Matérias:
Introducção. I - Definição e Historia da ferradura. II - Organisação e funcções do pé do cavallo e do boi. III - Ferradura normal e cravo. IV - Forjar. V - Ferrar. VI - Ferrar a quente e a frio, e pelo processo Charlier. VII - Ferradura correctiva. VIII - Ferradura pathologica. IX - Hygiene dos pés dos animaes. X - Formulario siderotechnico. Erratas.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com importantes falhas de papel. Falha de papel, igualmente, no canto inferior dto das duas primeiras e duas últimas folhas do livro.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

08 fevereiro, 2016

PEREIRA, A. E. Victoria - A RAÇA EQUINA EM PORTUGAL E CATALOGO DOS FERROS OU MARCAS dos Creadores portuguezes e hespanhoes, localidades onde os cavallos foram creados e sangue predominante. Por... Tenente d'Infanteria. Lisboa, Typographia de Eduardo Roza, 1887. In-4.º (23,5cm) de 160 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Obra valiosa, precursora sobre o tema em Portugal. Dedicada pelo autor a Sua Alteza O Serenissimo Senhor Infante D. Augusto, Duque de Coimbra, General de Divisão, Inspector Geral de cavallaria. Profusamente ilustrada com a maioria das marcas ou ferros das coudelarias portuguesas e espanholas existentes à época na Península. O livro está organizado alfabeticamente por concelhos. Além do desenho do ferro ou marca, é prestada informação relevante: o nome do criador; a localidade; o nome dos garanhões; o sangue predominante.
                                              .................
"Em Hespanha aonde se olha com alguma atenção para o desenvolvimento da raça cavallar, e aonde esta industria dá bons resultados; o governo obriga os creadores a enviarem ás Juntas dos Concelhos Provinceaes d'Agricultura, Industria e Commercio, um exemplar estampado a fogo do ferro com que marcam os seus cavallos, publicando estas, catalogos impressos, com todo o esmero e cuidado.
D'este systema resultam, alem d'outras vantagens, o serem procurados de preferencia os cavallos com ferro reconhecido bom, e o creador empregar todos os meios para obter garanhões de bom sangue, e o apuramento da raça equina.
Entre nós, vergonha é confessal-o, nem sequer existe um livro com ferros portuguezes! E a não ser algum particular muito versado na escolha de poldros, limitado é o numero dos que conhecem bem os poucos ferros dos creadores portuguezes, e o sangue dos seus garanhões.
D'aqui as fraudes dos alquiladores e os enganos de muitos outros.
Parece-nos, pois, que este livro, despido da mais leve pretensão, e longe de ser perfeito, vem comtudo preencher uma grande lacuna, e tornar bem conhecidos do paiz os creadores que bastantes esforços empregam no melhoramento de tão util e necessaria creação, qual é a da raça equina.
Foram grandes as difficuldades que tivemos para vencer a reluctancia d'alguns dos nossos lavradores, em nos enviarem os esclarecimentos de que careciamos, mas enfim... depois de muito insistir, sempre os alcançámos. [...]
Procurámos obter a copia fiel de todos os ferros, e poucos apresentamos que não satisfaçam cabalmente ao nosso intento."
(excerto da introdução, Aos creadores de gado cavallar em Portugal)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos, apresentando falhas de papel, sobretudo nas margens. Lombada alvo de tosco restauro. Miolo em bom estado, com excepção da 2.ª folha (dedicatória), que apresenta mancha de humidade. Pelo interesse e raridade a justificar encadernação.
Raro e muito procurado.
Peça de colecção.
Indisponível

06 janeiro, 2016

RÉS, Joaquim Ferreira - O GADO CAVALLAR EM PORTUGAL. Por... Medico-veterinario. Lisboa, Administração do Portugal Agricola, 1898. In-8.º (17,5cm) de [4], 147, [5] p. Bibliotheca do Portugal Agricola
1.ª edição.
Interessante monografia sobre o Cavalo em Portugal.
"É nos tempos geologicos, nos fins da epoca terciaria, que foram encontrados os primeiros antepassados do cavallo. O solipede mais antigo, approximando-se verdadeiramente do cavallo, é, na Europa, o equus stenonis do plioceno medio; mas n'outras regiões, sobretudo na India, houve outros equideos pertencentes a differentes especies, consideradas por Grandy como passagens entre o hipparion e o cavallo."
(excerto do Cap. I, O cavallo considerado em geral: - Antiguidade geologica)
                                    ..........................
"Merece-nos agora especial menção a coudelaria d'Alter, por ter sido a primeira e ultima, até hoje, onde se alcançou crear e firmar a unica raça cavallar do paiz, fixa, selecta e distincta, cujos echos de fama chegam até nós nuns tremulos de cruciante saudade, e, diremos mesmo, onde se fabricou a materia prima a empregar na reconstituição d'essa miscellanea hippica, que ora para ahi se recria. Os productos da coudelaria d'Alter chegaram a ser considerados os mais fieis representantes da raça antiga do alfarás peninsular de ascendencia oriental."
(excerto do Cap. II, Coudelaria Real d'Alter do Chão)
Matérias:
I. O cavallo considerado em geral:
- Antiguidade geologica. - Classificação zoologica. - Origem, segundo a lenda arabe. - Sentimentos de rancor, d'affeição, de brio, de enthusiasmo.
II. Resumo historico da producção cavallar portugueza desde a fundação da monarchia até ao presente.
- Coudelaria real de Alter do Chão. - Estado actual da producção hippica do paiz. - Meios actualmente empregados para melhorar a producção cavallar, e pricipaes fins a que visam.
III. Cavallo inglez puro sangue:
- Origens e caracteres physicos. - Boas qualidades. - Defeitos. - Influencia como agente melhorador do gado cavallar portuguez.
IV. Cavallo arabe puro sangue:
- Origem. - Caracteres morphologicos. - Boas qualidades. - Defeitos. - Importancia como elemento melhorador da gado cavallar portuguez.
V. Confronto dos dois typos cavallares, inglez e arabe, considerados como sementaes melhoradores da producção equina portugueza.
VI. Conclusão.
Exemplar em desencadernado bom estado de conservação. Sem capas. Assinatura de posse nas f. rosto e anterrosto.
Raro.
A BNP possui apenas um exemplar registado na sua base de dados.
Indisponível

29 setembro, 2014

LUSITANO. O Cavalo ancestral do Sudoeste da Europa : Coudelarias de Portugal. Ensaio histórico de João Costa-Ferreira. Estrutura e textos de Pedro Castro Henriques. Fotografia de Francisco Matias, Pedro Bettencourt, Pedro Ferreira Miguel Serradas Duarte. Lisboa, Iconom, 2001. In-fólio (32cm) de 369, [7] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Muito ilustrada com desenhos e fotografias a cores, no texto e em página inteira. Impressa em quadricromia, com tecnologia CTP e acabamento e verniz de máquina, sobre papel Creator Silk de 150gr.
Obra de fôlego sobre o Cavalo Lusitano. São 376 páginas que representam a maioria das coudelarias portuguesas criadoras de cavalo lusitano. A paginação cria um ritmo variado e garante diversidade a cada criador, numa publicação cujo tema é constante. Além dos separadores por região, cada criador foi retratado em 4 páginas, onde se procurou manter uniforme a componente tipográfica da abertura, mas onde a fotografia foi enquadrada das mais diversas formas.
"Foi necessária muita persistência e um grande esforço para reunir nesta obra o essencial acerca das coudelarias portuguesas onde se cria o "Lusitano", o cavalo ancestral do sudoeste da Europa.
Para além de muita andança - percorreram-se mais de 150.000 km para se obterem alguns milhares de imagens das quais se seleccionaram cerca de setecentas - dos inúmeros contactos com os criadores..."
(excerto da nota do editor)
Encadernação editorial.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
45€

24 outubro, 2013

SOUSA, Alfredo d'Almeida Ferreira de - BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O MELHORAMENTO DAS RAÇAS CAVALLARES EM PORTUGAL. Instituto de Agronomia e Veterinaria. Dissertação inaugural apresentada e defendida por... Outubro 1907. Lisboa, Typographia de Eduardo Rosa, 1907. In-8º (21,5cm) de 99, [1] p. ; [1] mapa ; B.
Contém mapa desdobrável da distribuição dos cavalos reprodutores pelos postos hípicos no ano de 1907.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"É bello todo o cavallo em que ha uma perfeita harmonia adaptação dos orgãos ou regiões ás suas funcções, e do conjuncto ao serviço a que o animal é destinado.
Belleza é em hippologia synonimo de bondade.
Descrever um cavallo é, pois, descrever as suas bellezas, já a absoluta, que deve existir em todos seja qual fôr o serviço a que são destinados, já a relativa, que constitue uma aptidão para um serviço especial."
(excerto do texto)
Matérias abordadas:
- Introducção. - Historico. - O cavallo: Antemão. Membros anteriores. Corpo. Postmão. Membros posteriores. Aprumos. Apreciação do conjuncto, da energia e temperamento do cavallo. Cavallo de sella. Cavalo de tiro. - Raças portuguezas e mestiços. - Reproductores: Typos francezes. Typos inglezes. Typo hespanhol. Typos portuguezes. Typos orientaes. Raça aficana. - Eguas fantis. - Regiemen alimentar. - Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Falha de papel no topo e na parte inferior da capa.
Raro.
Indisponível

11 novembro, 2012

BRANCO, Amarel... y - JOÃO NUNCIO (O Bandarilheiro Equestre). Lisboa, [s.n. - comp. e imp. Imprensa Lucas & C.ª], 1930. In-8º (15,5cm) de 80 p. ; mto. il. ; B.
Muito ilustrado com reproduções de desenhos e fotografias a p.b.
Contém tabela com a relação das corridas que João Branco Núncio levava toureadas como profissional à data.
Rara biografia de Mestre João Branco Núncio: inclui extensa entrevista onde o cavaleiro fala de si e da profissão, na intimidade da sua quinta, em Alcácer do Sal.
“A arte não cabe, inteiramente, nos curtos limites dos tratados; a arte não se fica, solemnemente, nos paramos altivos da sciencia, da exactidão. Os tratados anotaram e a sciencia estudos e explicou, só depois da criação se ter efectuado. Mas sim, na verdade, João Nuncio, criou, revolucionou; orientado pelas regras, pelo estabelecido, pelo consagrado pela sciencia, não se limitou a imitar friamente, classicamente, conscientemente, - foi alem disso porque sentiu, interpretou, sofreu, entregou-se, criou, fez arte.
Não estava escrita por certo aquela forma nova, aparentemente facil, as filigranas na cara dos toiros, os recortes, as saídas falsas extraordinarias, aparentemente sem perigo, por tão suaves e templadas, nem os galheios, as sortes novas – não estava escrito tudo isso senão em sua alma superior de artista completo e raro.” (excerto do texto)
Matérias:
Alcacer do Sal : os quatro azes do seu baralho [figuras gradas da terra] . O cavaleiro João Nuncio, Dr. José Gentil, Dr. Francisco Gentil e maestro Rui Coelho.
Toureiro de conjuntos.
Como fala João Nuncio [entrevista].
Notas bibliográficas.
Opiniões da afición e da critica.
A opinião de D. Bernardo da Costa [Mesquitela].
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

20 setembro, 2012

OLIVEIRA, Domingos Augusto Alves da Costa – RAÇAS CAVALLARES DA PENINSULA E MARCAS A FERRO : que usam nas suas coudelarias os criadores e productores portuguezes e hespanhoes. Por… Tenente de Cavallaria. Lisboa, Typographia Belenense de José Maria Borges Lousada, 1906. In-4.º (25cm) de 286 p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Muito ilustrado no texto com os ferros das coudelarias portuguesas e espanholas.
Contém 5 desdobráveis:
- Carta genealógica do garanhão «Rumboso», premiado com a medalha de ouro na exposição de solípedes realizada na Real Tapada da Ajuda em 1905.
- Principais mercados de gado portugueses.
- Mercados mensais de gado de pequena importância.
- Principais mercados de gado espanhóis.
- Mapa indicativo das localidades onde existem coudelarias cujos ferros são conhecidos. 
Domingos Augusto Alves da Costa Oliveira (1873-1957) “Foi um militar e político que, entre outras funções foi Presidente do Conselho de Ministros do último governo da Ditadura Militar, governando de 21 de Janeiro de 1930 a 25 de Junho de 1932. Passou à reserva como general do Exército Português em 1938. Foi entusiasta do hipismo, sendo autor de algumas obras sobre raças cavalares e a sua história.”
Encadernação recente cartonada com dourados na lombada.
Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Capa manchada, e alvo de restauro no canto superior esquerdo. 
Raro e muito apreciado.
Indisponível