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22 outubro, 2018

Rocha, , Julio - A ROSA BRANCA DE LISBOA. Romance original precedido de uma carta do Sr. Augusto Pereira de Castro Soromenho. Lisboa,  Typographia da Mocidade, 1874. In-8.º (19,5cm) de 173, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Romance histórico, cuja acção decorre em meados do século XVIII. Sobre a obra, diz-nos o autor na dedicatória: "Não tive em mira o apresentar bom estylo e erudição, porque a minha penna a isso se não presta, mas sim escrever um facto historico que me narraram e para o qual me enviaram os documentos com que me guiei no dedalo do romance."
"O leitor, que tem percorrido, talvez, o pequeno territorio do nosso paiz e dirigido as suas excursões para o lado das Caldas, a nossa Vichy, ha de certeza lembrar-se de ter encontrado um pequeno lugarzinho, sem nada que o recommende ou o torne notavel, a que os moradores dos arredores dão o nome de Bombarral. É ahi que deve principiar o enredo da nossa historia. Á direita e caminhando pela estrada havia uma casinha branca onde deveria ter-se passado como n'um paraizo a primavera de 1760.
Era rodeada de alguns castanheiros e oliveiras e guarnecida com profuzão por trepadeiras, que com os seus aromas prendiam a attenção do viajante e o encantavam.
Era n'um domingo de tarde.
Os derradeiros clarões do sol poente iam-se extinguindo.
No terreno, junto á casa, um rumor de cantares festivos, o prepassar continuo dos pés sobre a relva, e os sons d'uma guitarra, indicavam-nos o divertimento, a que se entregavam alguns camponezes d'aquelle logar.
Dançavam com entusiasmo, quando um incidente inexperado os veiu surprehender.
Foi, que d'um extremo da estrada vinham dois mancebos correndo para o mesmo logar, como que guiados pelo mesmo intento, e nos quaes se fitaram com alegria os olhares de todos os que estavam presentes.
Tracemos um breve esboço d'estes personagens, que devem ser os principaes da nossa narrativa.
Eram companheiros nos trabalhos agricolas, e entregavam-se nas horas do ocio a estudos primarios; chamavam-se: um Sylvano, outro Daniel.
Sylvano era grosseiro de feições, tez morena, olhos castanhos, cabellos alourados, typo a que na nossa Lisboa se dá o nome de feio.
Daniel, ao contrario do seu companheiro, era bonito, feições delicadas, olhos verdes claros e cabello da côr do ebano; e tão claro, que parecia viver sempre abrigado do ardente sol do campo."
(Excerto do Cap. I, A primavera)
Encadernação de tela com a lombada em pele gravada a ouro. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação, com excepção da lombada que apresenta desgaste.
Raro.
A BNP tem apenas um exemplar recenseado na sua base de dados.
Indisponível

03 agosto, 2014

A FABRICA DO SANGUINHAL E O SEU PROPRIETARIO. Lisboa, Typ. Franco-Portugueza de Lallemant & C.ª, 1856. In-8º (19,5cm) de 50, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo de desagravo a Francisco António da Fonseca, patriarca da família que deu origem à firma «Abel Pereira da Fonseca». Ofendido na sua honra, por um artigo publicado sob anonimato no jornal Municipio d'Obidos, suscitou o repúdio e solidariedade de inúmeras personalidades da região, que fizeram questão de o apoiar através de cartas dirigidas ao periódico Leiriense, testemunhando a sua bondade e idoneidade.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta mancha de humidade antiga. Ausência(?) da f. rosto(?) - a paginação do livro está correcta e coincide com o exemplar existente na BNP.
Raro.
Com interesse para a região do Bombarral e para a história desta família que desenvolveu a sua actividade no sector agrícola e vitivinícula.
15€