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27 novembro, 2018

"CHARLOT NAS TRINCHEIRAS". [S.l.], [s.n.], [1918].
Dimensões: 65cm
Stand up recortada sobre madeira fina, alusiva à curta metragem muda, escrita, produzida, realizada e interpretada por Charlie Chaplin - "Shoulder Arms" (EUA, 1918), exibida em Portugal com o título Charlot nas Trincheiras.
Belíssimo artigo de época.

Peça de colecção.
Indisponível

03 novembro, 2018

NEGREIROS, José de Almada - DESENHOS ANIMADOS : realidade imaginada. Escrito expressamente a convite da emprêsa do cinema Tivoli para a apresentação do film de Walt Disney «Branca de Neve e os sete anões». Lisboa, Editorial Ática, Ltd, 1938. In-8.º (22,5cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição.
Capas desenhadas por Almada Negreiros.
"Uma grande alegria nos espera hoje, a nós que amamos o cinema e a todos a quem êle diverte: imos ver muito melhor do que o habitual em desenhos animados, imos ver nascer uma arte.
Entre os vários autores de desenhos animados, Walt Disney é justamente o mais famoso. E é digno de registar que seja o próprio Walt Disney, o qual todos julgaríamos esgotado pelo inédito da emprêsa dos desenhos animados, quem venha hoje muito para além da maneira como o conhecemos, demonstrar em alta classe de artista a alta categoria dos desenhos animados. Porque os valores de arte e de cinama de Walt Disney estão incomparàvelmente acima do melhor aprêço que lhe tenha sido dado até hoje. A América propõe o seu nome para prémio Nobel de literatura, mas a humanidade conta com êle desde já com mais uma arte. [...]
Personalidade eminentemente perspicaz, constante e coerente, Walt Disney viu primeiro do que ninguém que os desenhos animados iam àquém da missão que representavam, que se ficavam pelo acêrto do desenho, do colorido e música, dando já logar mais à fantasia do que pròpriamente à imaginação criadora. [...]
Esta é a história de «Branca de Neve e os sete anões», o melhor negócio de cinema até hoje realizado! Apenas em Hollywood e Estado de Nova-York o seu lucro foi de quatrocentos e cinqüenta mil contos líquidos!! É de esperar que êste resultado convença sobretudo os julgadores do cinema e principalmente aqueles que não querem ainda ver que o lucro é sempre proporcional à arte no espectáculo."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas com manchas de acidez.
Invulgar.
35€

28 setembro, 2018

NAZARÉ, Anibal - A ULTIMA AVENTURA DE MATA-HARI. Romance extraído do Film da «Métro-Goldwyn-Mayer». Ilustrado com fotografias do mesmo Film, e acompanhado dum estudo-critico sobre Greta Garbo. Adpatação de... Lisboa, João Romano Torres & C.ia : Livraria Editora, [193-}. In-8.º (18,5cm) de 151, [1] p. ; [20] p. il. ; B.
1.ª edição.
Romance baseado no filme americano de 1931, dirigido por George Fitzmaurice, com Greta Garbo no papel principal, sobre os últimos dias de Mata Hari, famosa dançarina exótica e cortesã, executada pelos franceses sob acusação de espionagem, em 1917.
Ilustrado em extratexto com cenas do filme, e alguma publicidade à literatura disponível na editora.
"Alexandre Rosanoff, oficial do serviço privado do Czar , e o coronel Schubin, adido militar á Embaixada da Russia, apearam-se dum automovel, em frente duma moradia particular.
Eram seis horas; a noite descera escura, envolvendo a grande cidade.
Na escuridão, os faróes do carro rasgavam na estrada dois sulcos de poeira luminosa.
Distinguia-se confusamente por entre a ramagem do arvoredo, a massa pardacenta do edifício.
Rosanoff, o mais novo e o mais impaciente dos dois, não esperou que se apagassem as luzes do carro, para se apear.
Atingido em cheio pela luz dos faróes, viu que se tinha precipitado e instintivamente, quiz confundir-se com a parede. E logo se fez ouvir a voz exasperada de Schubin:
- Tome cuidado que pode aparecer alguem! Não ha nenhum interesse em sermos vistos neste sítio, nas circunstâncias actuais.»
Ouvindo isto, Rosanoff sorriu.
No seu entender, tudo corria o melhor possivel. Pois não era chegado o momento de ele ver a celebre bailarina, cuja fama, galgando de capital em capital, chegara ás longinqúas casernas do seu país? [...]
Chegára nessa mesma tarde do "front". Que significava pois, para ele, o perigo? Nada, pelo habito."
(Excerto do Cap. I, A dança pagã)
Aníbal Nazaré (1909-1975). "Autor da revista e do fado, Aníbal Nazaré estreou-se em 1925 com a direcção da Revista de Arte e Sport: Publicação Mensal de Teatro, Literatura, Coreografia e Sport. Cedo trabalhou para o teatro de revista, sendo autor e co-autor de aproximadamente 140 peças. Colaborou neste âmbito com Henrique Santana e Nelson de Barros. Paralelamente à carreira na revista, foi autor de várias letras de fados, entre as quais se destacam «Tudo isto é fado», «Sempre que Lisboa canta», etc., sendo essa a actividade que mais o projectou. Publicou duas obras na Romano Torres, sendo a primeira A última aventura de Mata-Hari, romance inspirado no filme de mesmo nome que estreou em 1931 com Greta Garbo no papel principal. Em 1936, publicou na mesma editora a sua obra de maior relevo, As luzes da cidade. Trata-se de um livro onde estão compiladas crónicas de sua autoria, como «O pensamento», «No cinema, há cinco dias» e «O elogio da indiferença»."
(Fonte: http://fcsh.unl.pt/chc/romanotorres/?page_id=59)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Com interesse para a bibliografia da WW1.
20€

21 maio, 2018

in ALFRED HITCHCOCK'S. Ciclo organizado pela Cinemateca Portuguesa e pela Fundação Calouste Gulbenkian com o alto patrocínio das Embaixadas Britânica e dos Estados Unidos da América em Lisboa No Teatro Municipal de S. Luís e no Grande Auditório da Fundação. De Fevereiro a Abril de 1982. [Lisboa], Edição da Cinemateca Portuguesa e da Fundação Calouste Gulbenkkian, 1982. In-4.º (26cm) de 220, [4] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Importante biografia de Alfred Hitchocock - o mestre do suspense - e a sua obra, publicada por ocasião do ciclo de cinema a si dedicado.
Índice: Da vida e obra de Alfred Hitchocock, por João Bénard da Costa. As aparições de Hitchocock, por Maurice Yacowar. Léxico mitológico para a obra de Hitchocock, por Philippe Demonsablon. It's only a film ou a face do nada, por Pascal Bonitzer. Alfred Hitchocock, por Luís Noronha da Costa. A cortina rasgada, por Jorge Alves da Silva. Plotting de Hitchocock family, por Susan Schenker. Filmografia. Bibliografia.
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a negro e aplicação manual de gravura colorida.
Muito invulgar.
20€

14 outubro, 2017

SOUSA, Ernesto de - O QUE É O CINEMA. Lisboa, Arcádia, [1960]. In-8.º (18cm) de 228, [4] p. ; [8] p. il. ; il. ; B. Colecção Arcádia, Série Arte, 5
1.ª edição.
Obra curiosa sobre cinema, das primeiras e mais interessantes edições populares que sobre este assunto se publicaram entre nós.
Ilustrada com desenhos no texto, e em separado com fotogravuras a p.b. distribuídas por 8 páginas intercaladas no texto.
"A cultura cinematográfica é um facto recente em Portugal. Com efeito, a preocupação por um cinema encarado como forma de arte e meio de expressão, só nos últimos anos atingiu o grande público. Até então apenas se verificara o interesse isolado de alguns intelectuais. Quando há cerca de dez anos começaram a aparecer os cine-clubes por todo o país, este movimento correspondeu a uma necessidade generalizada, a uma vontade de conhecimento e cultura. Esta evolução do gosto e da consciência pública terá o seu reflexo num cinema português novo. É neste sentido que a Arcádia, ao editar «O QUE É O CINEMA», de Ernesto de Sousa, preenche uma lacuna no panorama editorial cinematográfico, apresentando uma obra de divulgação que se caracteriza por solicitar do leitor interesse activo pela matéria tratada.
De acordo com este princípio, «O QUE É O CINEMA» contém não só a exposição dos aspectos mais importantes do cinema, quer do ponto de vista técnico, quer estético e histórico, mas também uma informação bastante detalhada sobre os métodos de cultura para e pelo cinema. O leitor entrará em contacto com os problemas suscitados pela invenção do cinema nas suas implicações culturais e sociológicas, e ser-lhe-ão fornecidos os elementos para que se interesse activamente pela cultura cinematográfica e pela produção de filmes experimentais."
(Contracapa, Apresentação)
Ernesto de Sousa (1921-1988). "No início dos anos 40 estuda na Faculdade de Ciências, sem terminar o curso de físicoquímicas. Em 1946 inicia a actividade como crítico de arte na Seara Nova, e nos anos seguintes escreve também para a Vértice e Colóquio/Artes, entre outras publicações. No mesmo ano funda o Círculo de Cinema, primeiro cineclube português. Entre 1949-52 dá continuidade aos estudos em Paris: História do Cinema, Filmologia, técnica de som e aulas de iniciação às artes plásticas. Nesta primeira fase encontra-se principalmente comprometido com o Neo-realismo através da actividade crítica e cinematográfica, sendo importante destacar o filme Dom Roberto realizado em 1962. Os anos 70 são marcados por um novo interesse, a promoção das vanguardas em defesa do experimentalismo e o conceptualismo. Contacta com o movimento Fluxus, cruza-se em 1972 com Joseph Beuys na Documenta 5, e desenvolve uma forte amizade com Robert Filliou e Wolf Vostell, tornando-se uma figura frequente nos Encontros em Malpartida de Cáceres. Estas relações terão impacto no momento pós-25 de Abril quando comissaria a exposição Alternativa Zero (1977). Artista, cineasta, curador, crítico, professor e historiador de arte, Ernesto Sousa foi principalmente um agente catalisador no campo das artes plásticas, cinema e fotografia, promovendo a troca de informação entre o contexto português e internacional."
(fonte: http://www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/artistas/ver/133/artists)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
Sem registo na BNP.
20€

11 outubro, 2015

ALMEIDA, Manuel Faria de - CINEMA DOCUMENTAL. História, estética e técnica cinematográfica. [Porto], Edições Afrontamento, 1982. In-4º (24cm) de 156, [4] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre cinema documentário.
Matérias:
1 - Os meios de cultura. 2 - O documentário nasceu com o cinema. 3 - O documentário na história do cinema. 4 - O desenho animado. 5 - A informação pela imagem. 6 - A linguagem do cinema. 7 - Câmaras de Super 8. e de 16 mm. 8 - Noções gerais de fotografia. 9 - Composição. 10 - A planificação. Da ideia à pesquisa e ao guião. 11 - As fases pré-produção, filmagem e pós-produção. 12 - A sonorização e montagem. 13 - Glossário.
Manuel Faria de Almeida (n. 1934). "Foi autor do filme que mais cortes sofreu na história do cinema. Ainda o filme Catembe não tinha começado a ser rodado e já o seu destino estava traçado. Apesar do apoio financeiro do SNI, conseguido pelas Produções Cunha Telles, o filme foi censurado, remontado e, finalmente, proibido durante o Estado Novo. Os 103 cortes a que foi sujeito fizeram-no entrar no Guiness Book of Records na categoria de filme com mais cortes feitos pela censura na história do cinema. Manuel Faria de Almeida nunca mais fez nenhum filme, embora tenha realizado diversos documentários. Foi membro fundador do Cine Clube de Lourenço Marques em 1957. Mais tarde, contou com o apoio do Fundo do Cinema Nacional para estudar cinema na London School of Film Technique e ganhou o primeiro prémio do Festival Cinestud de Amesterdão, com o filme feito durante o curso, Streets of Early Sorrow, inspirado no massacre de Sharpeville na Africa do Sul. Estagiou em França, no IDHEC (Instituto de Altos Estudos Cinematográficos) e trabalhou nos arquivos da Cinemateca. Foi presidente da Tobis Portuguesa e do Instituto Português de Cinema, chefiou o Centro de Formação da RTP – Radiotelevisão Portuguesa e participou na criação da Televisão de Macau. Trabalhou ainda no lançamento da Europa TV e da RTP Internacional e passou pela Direcção de Programas e Direcção de Cooperação. Tem várias obras sobre a história do cinema e sobre realização."
(in http://www.prof2000.pt/users/secjeste/recortes/cinema/FariAlmei01.htm)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco vulgar.
Indisponível

19 julho, 2015

COSTA, José Manuel - DAVID WARK GRIFFITH. Ciclo apresentado pela Cinemateca Portuguesa em colaboração com o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Outubro de 1980. [Introdução de M. Felix Ribeiro]. [Lisboa], Cinemateca Portuguesa, 1980. In-8º (21cm) de 131, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Monografia publicada por ocasião do ciclo dedicado ao conhecido cineasta americano, David W. Griffith.
Ilustrações no texto, com fotografias a p.b., algumas em página inteira.
"A Cinemateca ao reiniciar a sua actividade normal agora sob a designação mais expressiva de Cinemateca Portuguesa e após, recentemente, ter projectado na sua nova sala um importante e representativo ciclo a que se deu o título Panorama do Cinema Português, por ventura a mais extensa «mostra» do filme português, desde os seus primórdios até à actualidade tem, a partir de agora, o privilégio de apresentar uma ampla retrospectiva da obra de David W. Griffith, sem alguma dúvida uma das mais marcantes e incontroversas personalidades que a história do cinema universal aponta, o homem que viria a revolucionar a linguagem do cinema e que deu às imagens animadas o seu primeiro estatuto como forma de arte, portador de verdadeiras inovações no âmbito de uma expressividade própria das imagens em movimento.
De facto já ele poderá dizer ser o primeiro a utilizar como elemento expressivo, o grande plano para uma maior valorização psicológica e dramática; o primeiro a servir-se da luz e das sombras; o primeiro a empregar os efeitos de contra-luz, utilizando ainda, sabiamente, a planificação e a montagem. São também inovações suas as cenas alternadas, as acções paralelas, e tantos outros efeitos que lhe permitiram criar uma verdadeira sintaxe de linguagem cinematográfica."
(excerto da introdução)
David Wark Griffith (1875-1948). Realizador americano. Inovador, foi considerado o criador da linguagem cinematográfica. "Impossível dizer o que seria o cinema sem Griffith. Na descrição heróica do escritor americano James Agee, ele "atingiu a indústria do cinema como um tornado. Antes de ter entrado num estúdio, os filmes eram, de facto, estáticos". Mas é possível dizer como era antes dele: um cinema menos interessado em contar uma história do que em montar um espectáculo, demasiado próximo do "vaudeville". Com Griffith, a narrativa cinematográfica aburguesou-se. Somos todos "griffithianos". Até os filhos de "Matrix".
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco vulgar.
15€

19 outubro, 2014

ANTÓNIO, Lauro - O CINEMA ENTRE NÓS. [Lisboa], Publicações Dom Quixote, [1970]. In-8º (18cm) de 269, [3] p. ; [6] p. il. ; B. Cadernos de Cinema, 8
Recolha de artigos do autor publicados em diversos periódicos portugueses.
Ilustrado com fotografias a p.b. em folhas separadas do texto.
Matérias:
- Introdução. - Estreias. - Algumas reposições. - Actividade da Cinemateca Nacional durante 1968. - V Ciclo Cinematográfico da Casa da Imprensa. - Prémios do cinema nacional - 1967. Oscars - 1967. - Fichas técnicas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Contracapa apresenta pequeno defeito na margem inferior. 
Invulgar.
Indisponível

14 outubro, 2014

SOUSA, Abreu e - MANUAL DO PERFEITO CINÉFILO. Porto, Livraria Progredior, [1946]. In-8º (19,5cm) de 86, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa paródia cinéfila.
"O cinema é o único género de espectáculo que só se pode ver estando tudo às escuras. É por isso que é o mais concorrido.
No cinema temos a considerar: o átrio, os salões e a sala de espectáculo.
O átrio é habitado por um espécime zoológico, mais perigoso que qualquer das sete pragas do Egipto, o contratador «vulgaris de Lineu». A fera esconde-se muito bem escondida. E quando vê entrar um cinéfilo, cai-lhe em cima com promessas de uma coxia no meio da sala e chupa-lhe dez por cento em cada bilhete. Estes exemplares da classe dos madraços são migradores. Emigram de cinema para cinema, conforme os êxitos.
No átrio estão as bilheteiras. E dentro delas uns senhores mal encarados que dizem sempre que não: quando os filmes são maus que não têm troco, quando são bons que não há bilhetes..."
(excerto do Cap. I, Generalidades)
Matérias:
I - Generalidades.
II - Como se faz um filme.
- O capitalista. - O argumento. - A planificação. - O pessoal. - Os artistas. - Vedeta, precisa-se! - A primeira volta da manivela.
III - Classificação e estudo dos filmes.
- Classificação dos filmes. - Estudo dos filmes.
IV - Como devem ser vistos os filmes.
- Género cómico. - Género dramático. - Género semi-dramático. - Filmes musicais. - Género documentário.
V - Deveres do bom cinéfilo.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€

20 julho, 2014

ROSA, Vitoriano - O MODERNO CINEMA ITALIANO. Olhão, [s.n.], 1953. In-8º (19,5cm) de 64 p. ; il. ; B.
1.ª edição; publicada em Olhão.
Ilustrada no texto com fotografias a p.b. de cenas de rodagem de diversos filmes.
"O cinema, seja real ou fantástico, é um mundo novo. Ele, leitor amigo, deu-nos uma visão nova dos seres e das coisas; levou-nos ao Texas, a Paris, a Atenas, mostrou-nos a China, a Argentina ou Angola; fez-nos conhecer o mundo que habitamos, desde o Polo Norte ao Polo Sul..."
(excerto do prólogo)
"Quando Mussolini assumiu o poder, o cinema italiano viu ruir, desde logo, o esforço esperançoso dos seus cineastas para a reconquista dos êxitos aureos da época 1910/1915.
De facto, escravisados por Mussolini, os cineastas italianos tiveram de se ajoelhar como quaisquer lacaios da propaganda fascista. Enquanto a Censura impunha as suas leis, enquanto os cineastas inconformistas eram atirados para os campos de concentração, Mussolini aproveitava as possibilidades do cinema na propaganda do seu regime."
(excerto do texto)
Vitoriano Rosa (1931-2008). "Nasceu em Olhão a 23 de Dezembro de 1931 e faleceu em Lisboa a 15 de Fevereiro de 2008, aos 76 anos. Desde muito cedo dedicou-se à escrita sobre cinema, colaborando em jornais algarvios. Ainda em Olhão, foi membro fundador nessa vila do primeiro cineclube do Algarve, mantendo-se associado aos cineclubes do Porto, Santarém e Lisboa. Colaborou na primeira publicação dedicada ao realizador Manoel de Oliveira, numa iniciativa do cineclube de Estremoz. Em 1953 publica “O Moderno Cinema Italiano”, em edição de autor com a ajuda financeira de amigos. Um ano depois veio viver para Lisboa, trabalhando na distribuidora Sonoro Filmes. Trabalhou em seguida na Agência Portuguesa de Revistas e foi subdirector da revista Plateia. Em 1979 foi um dos fundadores e accionistas do diário Correio da Manhã, jornal em que passou a trabalhar e onde se manteve como crítico de cinema. Participou durante décadas em festivais de cinema nacionais e internacionais, tanto na qualidade de enviado especial como enquanto membro de júri. Nos anos 1970, foi fundador e redactor da revista Cinema 15."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Carimbo de posse na f. rosto e na p. 31.
Invulgar.
10€

17 maio, 2014

GEADA, Eduardo - O IMPERIALISMO E O FASCISMO NO CINEMA. Lisboa, Moraes Editores, 1977. In-4º (23cm) de 220, [4] p. ; B. Colecção Temas e Problemas, Série: Teatro, Cinema
1.ª edição.
Contém 46 quadros estatísticos.
Matérias:
1.ª Parte: Concentração e expansão capitalistas
Cap. I. O nascimento de Hollywood. Cap. II. O sonho americano. Cap. III. A colonização da Europa. Cap. IV. A institucionalização da crise.
2.ª Parte: Orgânica do filme em Portugal
Cap. V. O cinema durante o fascismo. Cap. VI. A distribuição e a exibição. Cap. VII. Abril e a revolução desejada. Epílogo: um poema-manifesto de Maiakovski.
Eduardo Geada (n. 1945). “Licenciado em Estudos Anglo-Americanos pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, ganhou formação cinematográfica, como outros cineastas da sua geração, através do movimento cineclubista. Desenvolveu a partir de 1968 intensa actividade como crítico de cinema em diversas publicações. Como realizador tem dividido a sua actividade entre o cinema e a televisão."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Páginas sublinhados a caneta de feltro, com algumas anotações a tinta nas margens (apenas na 1.ª Parte).
10€

11 abril, 2014

FONSECA, Teixeira da - CINEMANIA : documentário maluco, de enredo ligeiro, sôbre a vida cinematográfica no imenso reino das aves. Uma realização de... Capa desenhada por Servais Tiago. Lisboa, Distribuídores e Depositários: Romero, L.da, 1945. In-8.º (19,5cm) de 94, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Invulgar e curiosa paródia cinematográfica.
"[...] Quando realizei o meu documentário, procurei contar em imagens alegres, um rascunho de argumento. Os «enquadramentos» que «filmei», não têm silhuetas tristonhas ou poentes melancólicos. Busquei, numa sucessão normal de planos, apresentar fotografias claras, cheias de vida.
Não é portanto um documentário cultural que vos apresento. Tão pouco é o descritivo massudo de como se fabrica a palha ou como se empalham múmias egipcias. Simplesmente, um documentário de enrêdo ligeiro, sobre a vida cinematográfica no imenso reino das aves."
(excerto do prólogo, Cineasta amigo)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
15€

18 abril, 2013

PINA, Luís de – PANORAMA DO CINEMA PORTUGUÊS (das origens à actualidade). Lisboa, Terra Livre, 1978. In-8º (21cm) de 166, [] p. ; il. ; B. Colecção Breviários de Cultura
Ilustrado com fotografias a p.b.
“O cinema português começou bem e começou cedo, antes doutros países mais desenvolvidos. Em 12 de Novembro de 1896, um ano depois de Lumière, o portuense Aurélio Paz dos Reis, fotógrafo, comerciante e revolucionário do 31 de Janeiro, apresenta na cidade do Porto os primeiros filmes nacionais, integrados num conjunto a que chamou «Kinetographo Português»: Saída do pessoal operário da Fábrica Confiança, Feira de gado na Corujeira, Chegada de um comboio americano a Cadouços, O Zé Pereira na romaria de Santo Tirso, Azenhas no Rio Ave, etc. Exibe os seus filmes com êxito no Porto e Braga, viaja até ao Brasil e cai no silêncio, logo depois.” (excerto do texto, Os Pioneiros)
Exemplar em bom estado de conservação. Contém anotações e sublinhados a lápis e e caneta.
10€

12 fevereiro, 2013

COSTA, Alves - BREVE HISTÓRIA DO CINEMA PORTUGUÊS (1896-1962). Lisboa, Instituto de Cultura Portuguesa : Secretaria de Estado da Investigação Científica :  Ministério da Educação e Investigação Científica, 1978. In-8º (19cm) de 143, [5] p. ; [16] p. il. ; B. Col. Biblioteca Breve, Série Artes Visuais, Volume 11
Ilustrado em separado com fotografias a p.b.
1ª edição.
"Os caminhos do cinema português nos primeiros decénios da sua história estão assinalados por êxitos e malogros, por heroísmos e mediocridades, num panorama de contrastes que constitui, sob muitos aspectos, imagem eloquente da vida nacional nesse período. Mas da experiência dos melhores, no passado, desvenda-se o rumo para um novo cinema português que seja a expressão fiel da nossa realidade contemporânea e futura." (apresentação)
Matérias:
- Aurélio da Paz dos Reis - O pioneiro português.
- Os passos incertos dos «primitivos» - O florescimento do espectáculo cinematográfico em Portugal.
- A «Invicta Film» - O cinema português feito por estrangeiros.
- Ainda na era do cinema português feito por estrangeiros.
- Tempo de transição - 1924/1931.
- Nota marginal (1) - Imprensa cinematográfica  e primeira associação de cinéfilos.
- Manuel de Oliveira - A sua primeira obra «Douro, Faina Fluvial».
- Leitão de Barros - Esperança e desilusão do cinema português.
- Os anos trinta.
- Os anos quarenta.
- Do teatro filmado de Lopes Ribeiro ao neo-realismo de Manuel Guimarães (1956-1956).
- O regresso de Manuel de Oliveira.
- Nota marginal (2) - O «Fundo do Cinema», a Censura e o Mercado.
- Transição para um novo cinema.
- Notas.
- Filmografia Portuguesa (1896-1962).
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

14 abril, 2012

RIBEIRO, M. Felix – OS MAIS ANTIGOS CINEMAS DE LISBOA : 1896-1939. A DISTRIBUIÇÃO DE FILMES EM PORTUGAL : 1908-1939. [Lisboa], Instituto Português de Cinema : Cinemateca Nacional, 1978. In-8º grd. (24cm) de 264, [4] p. ; mto il. ; B.
“O tempo, inexoravelmente, faz com que aos poucos se vão delindo da lembrança das pessoas os nomes dos cinemas que foram, na sua época própria, espelho de realidades ou fábricas de sonhos; recintos modestos uns, sumptuosos ou de ampla representatividades outros… […] Projecto a que há muito ambicionávamos dar a conveniente concretização, este nosso trabalho de agora procurará ser como que um levantamento dos recintos cinematográficos da capital cuja existência se verificou no lapso de tempo a que, antes, foi feita referência. […] Por outro lado, já que de cinemas vamos falar, não nos pareceu descabido abordar, também, um outro sector estreitamente ligado à exibição cinematográfica – a distribuição de filmes. Com efeito, por ser esse um elemento de primordial importância e porque, julgamo-lo, será deveras interessante falar dos primeiros passos da distribuição em Portugal – como ainda da presença entre nós, a partir de certo momento de filiais de empresas americanas – julgámos útil também a esse elo da indústria do cinema, fazer a devida referência.”
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Apreciado, com interesse histórico e cultural.
Indisponível

03 setembro, 2011

SICLIER, J. e LABARTHE, A. S. - CINEMA E FICÇÃO CIENTÍFICA. Lisboa, Editorial Aster, [19--]. In-8.º (18cm) de 164, [16] p. il. ; B. Col. Filme, 5.
1.ª edição.
Curiosa abordagem cinematográfica da ficção científica realizada no final da década de 50 do século passado. Ilustrada a p.b. em extratexto.
"O cinema tem-se debruçado desde as suas origens sobre a ficção científica, conseguindo algumas obras notáveis a par de uma generalidade privada de interesse. [...] Muitos filmes são apenas hipóteses científicas e técnicas, mas pode encontrar-se uma mão-cheia deles com grande interesse humanístico, na medida em que contribuem para o esclarecimento do homem do futuro ou para certos aspectos menos conhecidos do homem actual. [...] Cinema e ficção científica é assim um livro de indispensável leitura para todos os que sabem ser modernos."
(excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas.
Invulgar.
10€

20 agosto, 2011

FONSECA, Quirino da - LUÍS DE CAMÕES O "TRINCA FORTES" : Novela Heróica em Acção Cinematográfica, Musicada. Vila-Nova-de-Famalicão, Tip. «Minerva» de Gaspar Pinto de Sousa & Irmão, 1934. In-8º (19cm) de 356 p. ; E.
Com um retrato de Camões em extratexto.
Tentativa de Quirino da Fonseca, alicerçada na biografia de Camões da autoria de Henrique Lopes de Mendonça - A Alma do Trinca Fortes -, de verter para filme a vida aventurosa de Camões para melhor compreensão do povo.
Bonita encadernação cartonada em azul com ferros a ouro na lombada; conserva as guardas de brochura.
Excelente exemplar.
Curioso.
20€

16 abril, 2011

FRANCIS FORD COPPOLA. Organização e Texto de M. S. Fonseca. Lisboa, Cinemateca Portuguesa / Fundação Calouste Gulbenkian / Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, 1987. In-fólio (32cm) de 223, [1] p. ; mto. il. ; E.
Catálogo editado por ocasião do Ciclo "Francis Ford Coppola em Contexto" com o alto patrocínio da Embaixada dos Estados Unidos da América em Lisboa.
Tiragem: 2.000 ex.
Além da biografia e filmografia de F. F. Coppola, no presente livro é abordado com pormenor alguns clássicos realizados pelo Mestre, como O Padrinho (The Godfather), Apocalipse NowJardins de Pedra (Gardens of Stone)...

 








Encadernação do editor em tela de seda vermelha, com letras em baixo-relevo gravadas a azul; sobrecapa plastificada com estrelas a ouro.
Edição esmerada, muito ilustrada, dirigida a coleccionadores.
Excelente exemplar - como novo.
50€