ECOS DA SEMANA DE BOTELHO : 1928-1950. Apresentado por José-Augusto França. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian-Centro de Arte Moderna, 1989. In-fólio (30cm) de [230] p. ; todo il. ; B. Tiragem: 3.000 exemplares.
Catálogo publicado por ocasião da exposição "Ecos da Semana de Botelho 1928-1950”, realizada no CAM de 20 de Julho a 3 de Setembro de 1989. O catálogo apresenta desenhos de Carlos Botelho. Contém uma selecção dos «Ecos da Semana», publicados no Sempre Fixe entre 1928 e 1950. Contém texto de apresentação. Editado em português.
“Durante vinte e dois anos e meio, de 17 de Maio de 1928 ao fim do ano de 1950, Carlos Botelho publicou os seus «Ecos da Semana» na oitava (salvo algumas excepções) página d’«O Sempre Fixe» que viera à luz em meados de 26, justamente no fim da I República. […] «Ecos da Semana» são um duplo, e triplo, diário - do autor, entre os seus 29 e 51 anos de idade, e dum país (ou dum mundo), ao longo dum regime político firmando-se, firmado e abalado já, ao fim dos «Ecos», e duma história universal cortada por guerras, do Japão, a Etiópia, de Espanha, a nova Grande Guerra. Mas também, e sobretudo, um diário no não-dito. Menos pelo que as tesouras da Censura cortam do que pelo que o autor não desenha, no seu discurso tácito - que é o discurso nacional possível, para além de oficial, sempre, por natureza historiográfica, falso, e ainda para mais obrigações de totalitarismo instituído.” (excerto de prefácio)
Exemplar estimado com as capas plastificadas; assinatura de posse no anterrosto.
Pouco comum.
Indisponível