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30 abril, 2019

BASTO, A. J. Pinto - CRUZADOR S. GABRIEL. Viagem de Circumnavegação. Por... Lisboa, Livraria Ferreira : Ferreira, L.da-Editores, 1912. In-8.º (20,5cm) de 444, [4] p. ; [3] f. desdob. ; il. ; E.
1.ª edição.
Diário da viagem de circum-navegação do comandante António Pinto Basto (1862-1946).
Livro profusamente ilustrado com reproduções fotográficas e belíssimos desenhos do autor. Contém interessantes descrições dos lugares de aportamento, seus usos e costumes. Inclui ainda três folhas desdobráveis, representando uma delas o Canal do Panamá, outra, a vermelho e negro, um exemplar de caligrafia japonesa e ainda outra, de grandes dimensões, o Mappa-mundo com o percurso da viagem. Com referências a Wenceslau de Moares, então cônsul de Portugal em Kobe.
"Foi o S. Gabriel não só o primeiro navio de guerra portuguez que realisou uma viagem de circumnavegação, mas o primeiro navio portuguez que passou pelo estreito de Magalhães e Canaes da Patagonia, e entrou nos portos do Chili, Peru, Panamá, Mexico, California e ilhas de Hawai, fazendo, sem duvida, uma das mais interessantes, se não a mais interessante viagem, dos ultimos annos.
Como Commandante do S. Gabriel, entendemos que nos cabia a obrigação moral de informar o publico, e os nossos camaradas em especial, do que foi essa viagem, das difficuldades que encontrámos, e da maneira como ellas foram resolvidas, o que tudo pode ser vantajoso para os que tenham de desempenhar mais tarde uma commissão semelhante."
(Excerto do preâmbulo, Aos leitores)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas cansadas. Assinatura de posse na f. rosto. Mapa-mundo apresenta rasgões (sem perda de papel).

Invulgar.
35€

26 março, 2019

ANDRADE, Eugénio de - DAQUI HOUVE NOME PORTUGAL. Antologia de Verso e Prosa sobre o Porto, organizada e prefaciada por... Selecção artística e arranjo gráfico de Armando Alves. [Porto], Editorial Inova Limitada, [1968]. In-4.º (28cm) de 391, [11] p. il. ; E.
1.ª edição.

Desta Antologia de Verso e Prosa - Homenagem da Editorial Inova à Antiga, Mui Nobre, sempre Leal e Invicta cidade do Porto, nas comemorações dos dois mil e cem anos da presúria de Portugale por Viamara Peres - fizeram-se: Uma tiragem, rubricada por Eugénio de Andrade, de mil e quinhentos exemplares, numerados de 1 a 1500 [o presente exemplar leva o N.º 0725], e cem exemplares, fora do mercado, numerados de 1501 a 1600, encadernada em linho no formato 28x22,5 cm e ilustrada com 30 gravuras, 80 fotografias a preto e branco e 24 fotografias a cores. Destinados, exclusivamente, a acompanhar esta tiragem, reproduziram-se a cores dez quadros com motivos do Porto, apresentados em carteira própria. Na caixa reproduziram-se duas páginas do foral dado por D. Manuel I, em 1517, à cidade do Porto.
Belíssima antologia, edição de apurado sentido gráfico e estético, impressa em papel de superior qualidade, profusamente ilustrada a p.b. e a cores. Textos de Fernão Lopes, Gomes Eanes de Zurara, Luís de Camões, Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Eça de Queirós, Alberto Pimentel, João Chagas, António Nobre, Raul Brandão, Aquilino Ribeiro, Almada Negreiros, José Régio, Miguel Torga, Vitorino Nemésio, Agustina Bessa-Luís, entre outros.
Dez quadros com motivos do Porto da autoria de Henrique Pousão, Eduardo Viana, Abel Salazar, Dórdio Gomes, Alvarez, António Cruz, Augusto Gomes, Júlio Resende e Armando Alves.
Exemplar em bom estado de conservação. Caixa-estojo com defeitos.
Invulgar e muito apreciado.
115€

26 janeiro, 2015

OLIVEIRA, João Braz d' - PORTUGAL. Romance Cavalheiresco. Com um prologo por Xavier da Cunha. Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 1903. In-8º (19cm) de 157, [3] p. ; il. ; B.
1ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Bonita edição, impressa em papel de superior qualidade, ilustrada com cabeções de belo efeito a assinalar o início dos capítulos.
"Para nós o cyclo epico fechou-se, aos 4 de Agosto de 1578, gigantesco e glorioso, - glorioso mesmo e sobremaneira grandioso no proprio turbilhão da inesperada catastrophe. Os topicos d'essa epopéa maravilhosa, incontram-se artisticamente aproveitados e concatenados por João Braz de Oliveira no «romance» cavalheiresco (melhor talvez lhe chamariamos «romanceiro»), a que poz por titulo Portugal..."
(excerto do prólogo)
João Brás de Oliveira (1851-1917). Marinheiro português prestigiado, escritor e professor da Escola Naval, atingiu o posto de Almirante. "O interesse pela História, com especial destaque para a Arqueologia Naval, surge ligado à sua aptidão para o desenho rigoroso e para o minucioso estudo dos navios. Criado em meio literário e com acesso à rica biblioteca do seu pai, cultiva, paralelamente, o exercício das Letras, tendo chegado a integrar uma tertúlia da qual faziam parte distintos literatos da época, como Alexandre Herculano.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capss e lombadas com defeitos.
Invulgar.
Indisponível

11 janeiro, 2015

CAMILO CASTELO BRANCO : PÁGINAS QUASE ESQUECIDAS. Recolha, prefácio e notas de Alexandre Cabral. Primeiro Tomo [e Segundo]. Porto, Editorial Inova Sarl, [1972-1973]. 2 vols in-4º grd. (28cm) de 285, [12] p. e 309, [12] p. ; il. ; B. Biblioteca Camiliana.
1.ª edição.
Excelente peça camiliana, numa bonita edição especial fora do mercado.
A direcção gráfica é da responsabilidade de Armando Alves.
"Uma das muito bem tratadas edições da Editorial Inova, esta ilustrada com um retrato de Camilo, antecedida de um texto de Aquilino Ribeiro e com um extenso prefácio de Alexandre Cabral. Recolha de 59 textos dispersos publicados sob a forma de prefácios de obras por si traduzidas e de autores diversos."
Tiraram-se em papel Vergé creme de 100 gramas. no formato de 280 X 175 mm, duzentos e cinquenta exemplares numerados de 1 a 250, e cinquenta exemplares fora do mercado numerados de I a XXV e os restantes marcados F.M., com sobrecapa reproduzindo uma monotípia de Abel Salazar [e de Júlio Resende - 2º Tomo], todos assinados por Alexandre Cabral.
Os presentes exemplares levam, respectivamente, os n.ºs 215 (1.ºTomo) e 129 (2.ºTomo).
Exemplares brochados, com sobrecapa, em bom estado de conservação. Sobrecapas com defeitos, ambas alvo de tosco restauro com fita gomada, sobretudo no segundo tomo; miolo em excelente estado de conservação com as páginas a apresentarem-se muito limpas e frescas.
Obra invulgar e muito apreciada.
30€

31 dezembro, 2014

ALVES JÚNIOR (Zé di Mélo), José Ribeiro - PORQUE SE ASSASSINA : contos. Lisboa, [Edição do Autor], 1938. In-8º (18cm) de 104 p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória manuscrita do autor.
Obra raramente citada na bibliografia do autor, trata-se de um conjunto de interessantes contos, espécie de ensaios, tendo como pano de fundo a natureza e a condição humana.
"É um facto incontestável o de qualquer animal vir ao mundo no estado selvagem. O irracional, pela sua própria condição de irracional, ficará sempre no estado em que nasceu. Nem mesmo a domesticação fará com que êle modifique as suas tendências naturais. A-pesar do que se diz e escreve a respeito da sua inteligência, o animal irracional não discerne nunca o bem do mal. Se receia, os que receiam, o castigo corporal, é apenas por instinto de conservação.
Vem isto a propósito do assunto que escolhi para os contos que seguem.
Coloquem o homem, ao nascer, numa selva: e se as feras não o devorarem, tornar-seá como elas. A sua garganta não emitirá mais que guinchos. Andará nu. Os cabelos da cabeça e do corpo crescerão de tal forma que lhes dará a semelhança de um bicho. Comerá do que apanhar à mão; e a carne das caçadas que fizer será ingerida crua. Nas lutas que tiver de sustentar, defender-se-á com as unhas e com os dentes. A sua inclinação será tôda para praticar o mal. E isto independentemente do axioma tam verdadeiro que diz ser o homem o pior inimigo do homem.
O que o distingue dos brutos é ùnicamente a faculdade que tem de discorrer e de se exprimir por gestos ou por palavras. No entanto, estes predicados só os pode desenvolver quando transplantado ao meio da chamada civilização.
A sua bestialidade, porém, não morreu. Está adormecida pela convivência. O mais pequeno choque a despertará quebrando o verniz que a sociedade lhe impôs. A êste despertar chama-lhe a maior parte da gente: excitação nervosa, cólera, ira, raiva, maldade, mau génio, má hora, má sina... que sei eu! O seu verdadeiro nome é que quási ninguém lhe dá: ancestralidade.
Conjugados estes pontos de vista, teremos plenamente justificado o título do presente livro - Porque se assassina."
(preâmbulo)
Contos:
- Um monstro. - Um fraco que queria viver. - Pela honra e conservação da vida. - Pelo dinheiro. - Por vingança. - Tragédia conjugal. - Conseqüências de uma leviandade de estudante. - O vício da luxúria. - O vício do jôgo. - O vício da bebida. - O perigo vermelho.
José Ribeiro Alves Júnior (1887-1973). Escritor algarvio, natural de Vila Real de Santo António. Utilizou o pseudónimo literário "Zé di Melo". Tem obra publicada, sobretudo como cronista. Colaborou na imprensa periódica, onde se salienta o jornal O Século.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Ex-libris de posse colado na f. anterrosto.
Raro e muito curioso.
A Biblioteca Nacional (BNP) tem registado apenas um exemplar.
20€

22 dezembro, 2014

GRAVE, João - OS FAMINTOS (episodios da vida popular). Porto, Livraria Chardron, 1903. In-8º (19cm) de 289, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor ao ímpar caricaturista Celso Hermínio.
Trata-se do primeiro romance do autor, na época, por muitos considerado, um digno sucessor do realismo de Eça de Queiroz.
Teve os Famintos», "na época em que foi publicado, uma larga e funda repercussão. Livro que, quer sob o ponto de vista do estilo, quer sob os domínios da análise psicológica, se pode considerar pouco cuidado e traduzindo as verduras do estreante, o certo é que a obra tem grande significado na nossa literatura. Não sendo – como não é – marcado por grande força impressiva nem aberto em grande cerne artístico, pode, contudo, considerar-se importante na sua trajectória literária, porque ele é um precursor da literatura neo-realista que caracterizou a nossa década de quarenta. Na verdade «Os Famintos» deve ser considerado como neo-realista avant Ia lettre, por ser nele tão patente a preocupação do social, tão viva a mensagem de protesto contra as injustiças da sociedade burguesa, tão carregado das sombras de miséria da vida dos operários numa «Ilha» do Porto; porque o pendor socializante do discorrer da história salta aos olhos do leitor mais desatento."
(in www.prof2000.pt)
"Foi n'um sabbado ao entardecer que Manoel adoeceu de repente, abandonando o trabalho, com as faces cavadas n'uma funda ruga d'amargura e os olhos accesos d'um intenso brilho de febre. Sentira uma dôr tão aguda dentro do peito, que teve d'encostar-se quasi desfallecido a uma parede para não cair desamparadamente. Perdera a noção das coisas exteriores e todos os objectos andavam á sua volta, em movimentos vertiginosos. A essa hora, na fabrica, ia um alegre rumôr de vida. Rangiam os teares seccamente e as machinas arfavam com vigor resfolegando como pulmões potentes. Os companheiros, ao vêrem-n'o assim afflicto, de bocca muito aberta n'uma insoffrida anciedade d'ar vivo, a respiração offegante e os dedos crispados n'uma angustia subita, accudiram-lhe em sobresalto, alarmando as officinas com os seus gritos de socorro."
(excerto do Cap.I)
João José Grave (1872-1934). “Foi um escritor e jornalista português. Autor de obras de ficção, crónica, ensaio e poesia. Como jornalista chefiou a redacção do Diário da Tarde e colaborou nos jornais Província, Século e Diário de Notícias e em vários órgãos da imprensa brasileira. Foi director da Biblioteca Municipal do Porto e dirigiu o dicionário enciclopédico Lello Universal. A nível literário, esteve inicialmente próximo dos naturalistas, notando-se influências de Emílio Zola. Depois enveredou pelo romance de costumes.”
Encadernação inteira de pele, ricamente decorada a ouro nas pastas e na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
40€

13 dezembro, 2014

FEIJÓ, Ruy de Menezes de Castro - CARTA ABERTA A AQUILINO RIBEIRO. Separata do jornal «A Aurora do Lima» do número 93 de 29 de Novembro de 1957. [Viana do Castelo], [s.n. - imp. Tip. Aurora do Lima, Viana do Castelo], [1957]. In-4º (23cm) de 13, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Rara peça aquiliniana, cuja tiragem se resume a 200 exemplares. Muito valorizada pela assinatura de posse de Aquilino na f. rosto.
Trata-se de uma polémica relacionada com o romance de Aquilino, «A Casa Grande de Romarigães». O autor corrige Aquilino e faz alguns reparos acerca do perfil psicológico dos personagens que integram o romance, seus antepassados.
"Ao seu último trabalho literário deu V. Ex.ª, senhor Aquilino Ribeiro, o título de «A Casa Grande de Romarigães» e classifica-o de «Crónica Romanceada».
Esta designação acusa um contraste que o decorrer do livro nos mostra pondo o romance em contradição completa com a crónica que tem de ser verdadeira. [...]
Agora permita-me V. Ex.ª que no «gamelo que estava a fazer para o cão» eu toque um pouco de viola para defender a memória de meus avós. [...]
Porque V. Ex.ª designou com nomes autênticos e situando-os no meio onde realmente viveram os personagens da sua obra, eu, tomando a defesa deles, quero apenas honrar o nome dos meus antepassados e repor a verdade onde ela falta. A ninguém agrada ouvir a respeito de sua família aquela quadra de Augusto Gil:
Quando tu foste gerada
Pôs-se o sol, nasceu a Lua
Estava tua Mãe deitada
Andava teu pai na Rua..."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Cadernos soltos da encadernação. Ausência f. anterrosto(?).
Raro e muito curioso.
Indisponível

09 dezembro, 2014

SOARES, Fernando Luso - O MAIS INTELIGENTE DOS ESTÚPIDOS. Novelas para uma trilogia de perdição. [S.l.], [s.n. - Comp. e imp. na Soc. Ind. Gráfica, Lisboa], 1956. In-8º (19,5cm) de 65, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Conjunto de 3 curtas novelas.
"Novelas para uma trilogia da perdição.
São três pequenas histórias as deste pequeno livro.
Existe em todas uma ideia central, sempre a mesma, que unifica a diversidade dos conteúdos numa essência comum.
O ser humano decaíu, originàriamente, pelo pecado. A perdição constitui, daí, o perigo eterno, o corrosivo latente.
No desenrolar de cada história o homem perde sempre alguma coisa - a juventude e o sentido missional em «Desencontros»; a energia criadora em «O mais inteligente dos estúpidos»; a salvação eterna em «Dá-me o teu ser, mulher...».
(excerto da Síntese)
Novelas:
- Desencontro
1.º Tema - Quando os caminhos se cruzam, as almas conjugam-se, embora isso aconteça tarde e longe.
- O mais inteligente dos estúpidos
2.º Tema - Todos os que vivem criam alguma coisa no modo singular como vivem.
- Dá-me o teu ser, mulher...
3.º Tema - Filho de Deus, o Homem ou se salva ou lamenta não se ter salvo.
Fernando Luso Soares (1924-2004). Foi um advogado, ficcionista, ensaísta e dramaturgo português.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€

22 novembro, 2014

OZORIO, Luis - UM GRITO! Lisboa, Typ. do Commercio de Portugal, 1890. In-4º (25,5cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor a Magalhães Lima, maçom, e ilustre figura da República.

Poema de forte intenção nacionalista - "dedicado á juventude das escolas portuguezas" -, publicado no seguimento do Ultimatum inglês, em 1890, que viria a por termo ao "sonho" africano do Mapa Cor-de-Rosa.
Conforme outras publicações da época, consagradas ao mesmo assunto, somos informados que "o producto liquido da venda d'esta poesia reverte em favor da Grande Subscripção Nacional."
Luís Osório da Cunha Pereira de Castro (1859-1900). "Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, poeta, escritor, deputado, etc. Veio para Lisboa ainda muito novo para cursar os primeiros estudos, indo depois para a Universidade de Coimbra, matriculando‑se na faculdade de Direito, em que se formou. Era sócio do Instituto de Coimbra, sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa. Foi deputado pela primeira vez em 1884, sendo eleito por Santarém; ainda foi eleito em outras legislaturas pelo mesmo círculo e pelo do Fundão. Era um mimoso poeta. Deixou os seguintes escritos: Neblinas, 1880-1884, publicado em Lisboa em 1886; este volume de poesias era dedicado a seu pai; Poemas portuguezes, Lisboa, 1890; Um grito! poema publicado por ocasião do ultimato inglês de 11 de Janeiro de 1890, escrito para ser recitado pelos estudantes de Coimbra; Alma lyrica, Lisboa, 1891; Espirito gentil; Canções ao vento, etc. Por ocasião do centenário do marquês de Pombal, em 1882, publicou A Tromba, poemeto dedicado à sua memória."
(in arqnet.pt)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Folhas com manchas de acidez.
Menção especial para a belíssima capa colorida, cuja autoria não foi possível apurar.
Raro.
A BNP tem apenas um exemplar em mau estado, com acesso condicionado.
15€

08 novembro, 2014

PINTO, Manoel de Sousa - PORTUGAL E AS PORTUGUEZAS EM TIRSO DE MOLINA. (Conferencia lida pelo auctor na recita classica do Theatro Nacional Almeida Garrett em Maio de 1914). Paris-Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand : Rio de Janeiro, Livraria Francisco Alves, 1914. In-8º (19cm) de 70, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Augusto de Vasconcelos.
"Tirso de Molina é, minhas senhoras, o poeta estrangeiro em cujas obras, com maior enthusiasmo, constancia e gentileza se cantam as portuguezas!
Apezar de ter nascido numa terra em que a belleza das mulheres não teme, sequer, o confronto com as louçanias da huerta valenciana ou com a frescura dos carmens granadinos, Tirso de Molina, em muitas e importantes passagens do seu valiosissimo theatro, jámais se cansa de exaltar a formusura das portuguezas, de applaudir-lhes a lealdade briosa, e de frisar o seu ciumento, nobre e honesto modo d'amar."
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas apresentam cantos restaurados.
Invulgar.
10€

17 outubro, 2014

CAMPOS, Ezequiel de - A GREI. Subsidios para a Demografia Portuguesa. Lições efectuadas na Universidade Popular do Porto em novembro de 1913. Porto, Edição da Renascença Portuguesa, [1915]. In-8º (19cm) de 273, [7] p. ; B.
1.ª edição. Muito valorizada pela curiosa dedicatória manuscrita do Prof. Ezequiel de Campos: - Se leio o "Janeiro", não deixo de ler "A Tribuna Livre". E gosto. Por isso lhe of. o Autor estas páginas amargas.
Importante trabalho sobre a demografia portuguesa. Ilustrado nas folhas do texto com mapas de Portugal continental.
Matérias:
I - Evolução numerica da População portugueza metropolitana atravez da vida nacional. A Evolução demografica de 1864 a 1911. II - A crise demografica actual: 1911, 1912 e 1913. III - Terras Estacionarias e em Despovoamento. Desproporção do numero de fêmeas para o dos varões. IV - Terras em povoamento progressivo. V - O Povoamento e o Clima. VI - A Concentração da População. VII - As causas da Emigração. VIII - A Economia Nacional e o Povoamento do Paiz. IX - A Emigração e o Futuro Nacional. 
Ezequiel de Campos (1874-1965). Engenheiro e professor português. “No ano lectivo de 1892/93 ingressou na Academia Politécnica do Porto, no curso de Engenharia Civil, que viria a concluir em 1898. Em 1899, por falta de oportunidades de trabalho em Portugal, aceitou um contrato para as obras públicas em São Tomé e Príncipe, iniciando, assim, a sua vida profissional como engenheiro. Aí desenvolveu um trabalho meritório, em prol dessas Ilhas, projectando reformas agrícolas e de viação ferroviária, bem como um programa de educação destinado às populações locais. Em 1911, após a proclamação da República, foi eleito deputado à Assembleia Constituinte pelo Círculo de Santo Tirso. Em 1918 foi nomeado pelo ministro Francisco Xavier Esteves para dirigir os Estudos Hidráulicos do Douro, Cávado e Tejo. Entre 1922 e 1939 desempenhou o cargo de director dos Serviços Municipalizados de Gás e Electricidade do Porto. Foi Ministro da Agricultura durante alguns meses do ano de 1924, no breve governo de José Domingues dos Santos. Durante o Estado Novo, foi Procurador à Câmara Corporativa. Entre 1957 e 1964 pertenceu ao Conselho da Presidência. Ezequiel de Campos exerceu, ainda, funções docentes no Ensino Superior: no Instituto Superior do Comércio do Porto, entre 1925 e 1927; na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, entre 1928 e 1944. Proferiu a sua última lição em 12 de Dezembro de 1944, intitulada "A Ideia, a Produção mais Valiosa do Mundo”. Ezequiel de Campos pertenceu ao grupo da Renascença Portuguesa e, em 1921, foi um dos fundadores do Grupo Seara Nova, cujo primeiro número data de 16 de Outubro de 1921. Ezequiel de Campos deixou uma vasta obra. Para além dos seus estudos sobre os recursos naturais de Portugal - o aproveitamento hidroeléctrico (Carrapatelo foi projecto da sua autoria) e vários projectos na área da agricultura, o Engenheiro Ezequiel de Campos apresentou soluções para diversos problemas do país. A sua produção bibliográfica é extensa, assim como a sua colaboração na imprensa da época, nomeadamente no jornal "O Comércio do Porto" e no "Jornal de Notícias".
(in http://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?P_pagina=1000761)

Exemplar brochado em bom estado de conservação. Pequena falha de papel na base da lombada; falha de papel no canto superior esq. da capa posterior.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

15 outubro, 2014

SOARES, Fernando Luso - OS CAVALOS MARINHOS : drama. Lisboa, Guimarães Editores, [1963]. In-8º (18cm) de 103, [1] p. ; B. Colecção de Teatro.
Peça de estreia do autor.
Valorizada pela sua dedicatória autógrafa.
Fernando Luso Soares (1924-2004). “Foi um advogado, ficcionista, ensaísta e dramaturgo português.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequenas imperfeições. 
Invulgar.
Indisponível

06 outubro, 2014

MAIA, Samuel - TRATAMENTO DA PRISÃO DE VENTRE. Lisboa, Ofic. Ilustração Portugueza, 1915. In-8º (20cm) de 195, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor incluída na f. rosto.
"O assumpto d'este livro poderia ter sido reservado aos profissionaes da medicina, se a publicação de um trabalho n'essas condições em Portugal, não representasse um sacrificio demasiado para o seu auctor. Quando a obra literaria se destina a todo o publico letrado, o numero de leitores é bastantes escasso, para não estimular a sua produção. [...]
Não existindo a pretensão de fazer um tratado, ou de esgotar o assumpto em vista, mas tão sómente o desejo de apresentar um certo numero de casos, distinguindo-os pela fórma e aspectos que apresentaram, bem como os tratamentos a que foram sujeitos e resultados obtidos, as longas divagações, com a historia e enumeração de estudos efectuados sobre a materia, não seriam mais que um pedantismo descabido."
(excerto da nota prévia)
Matérias:
I - Definição da prisão de ventre. II - Importancia do cecum nos estados da atonia intestinal. III - A emotividade como causa de prisão de ventre. IV - Profilaxia e tratamento de nervosismo. V - Prisão de ventre por insuficiencia muscular. VI - Atonia de causa alimentar. VII - A alimentação dos presos de ventre. VIII - A prisão de ventre nos anemicos e arterio-esclerosos. IX - A entero-colite muco-membranosa. X - A cirurgia no tratamento da prisão de ventre.
Samuel Maia (1874-1951). "Médico, romancista, poeta e dramaturgo português, de nome completo Samuel Domingos Maia de Loureiro, nascido em 1874, em Ribafeira, Viseu, e falecido em 1951, em Lisboa. A ficção de Samuel Maia reflete uma evolução da tradição naturalista para a narrativa regionalista, centrada no contexto social e geográfico beirão. Colaborou em publicações periódicas como O Século, Jornal de Notícias, Diário Populare Ilustração.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

19 setembro, 2014

FERREIRA, Eduardo da Costa - ELOGIO HISTÓRICO DO GENERAL BERNARDINO DE FARIA. Proferido pelo Prof. Major de Artilharia,... Padrões da Grande Guerra. Porto Lito. Nacional, 1928. In-4º (24,5cm) de 78, [2] p. ; [1] f. il. ; B.
Contém em extratexto reprodução de uma fotografia do General, em traje civil, com fac-símile da sua assinatura.
Edição numerada: exemplar n.º 71 de uma tiragem desconhecida,  seguramente reduzida. Impressa em papel de superior qualidade.
Muito valorizada pela dedicatória manuscrita do autor a Henrique José Monteiro de Mendonça.
Homenagem à memória do General Bernardino de Faria, organizada pela Comissão dos Padrões da Grande Guerra, apresentada pelo General (à época coronel) Ferreira Martins, num elogio proferido pelo Major Costa Ferreira, seu subordinado durante anos no Regimento de Artilharia de Abrantes e seu adjunto no C. E. P. em campanha.
"O clarim do armistício soara, entretanto, pondo termo à guerra.
Não importa!
A quási totalidade da 1.ª Divisão do C. E. P. encontra-se em armas. Andou em contacto com o inimigo. Sentiu-o. Segui-o de perto. Participou do impulso que o escorraçou de terra francesa, assistiu à sua capitualção em terra belga. Sofreu perdas, viveu a guerra.
Quam longe nos achamos nêste alegre de 11 de novembro de 1918 dos taciturnos dias de setembro em que o snr. General Bernardo de Faria e Silva assumira o comando da Divisão! Paira no ambiente a alegria da victória e esses bons soldados que sentiram a crueldade do abandono moral a que os votaram saúdam neste momento o chefe eminente que lhes inoculara a fé perdida! Glória eterna ao nome do snr. General Bernardo de Faria, obreiro do milagre!"
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. F. rosto apresenta trabalho de traça marginal e um pequeno orifício, sensívelmente a meio. 
Invulgar.
Indisponível

04 setembro, 2014

FERREIRA, Antonio Aurelio da Costa - CRANIOS PORTUGUÊSES. II. Suturas. (Separata do Instituto). Coimbra, Imprensa da Universidade, 1899. In-4º (24,5cm) de 72 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Estudo sobre os crânios portugueses. O presente trabalho é dedicado às Suturas. A Biblioteca da Universidade de Coimbra refere uma primeira parte "publicada in Aula de Antropologia, V. 1, p. 105.", e a Biblioteca Nacional (BNP), refere apenas um 3.º volume dedicado à Capacidade. Ilustrado no texto com desenhos, quadros, tabelas e gráficos.
"As variações que o grau de complicação das linhas suturaes experimenta de raça para raça e de individuo para undividuo, a epocha e a marcha da sua synostose são, póde-se dizer, verdadeiros indices de um maior ou menor desenvolvimento encephalico, e devem ter-se na conta de um caracter anthropologico de muita importancia, por isso que permittem, até certo ponto, ajuizar da superioridade intellectual d'essas raças ou d'esses individuos."
(excerto do texto)
António Aurélio da Costa Ferreira (1879-1922). "Nasceu no Funchal a 18 de Janeiro de 1879. Formou-se na Faculdade de Filosofia em 1899 e na Faculdade de Medicina em 1905, ambas na Universidade de Coimbra. Foi vereador na Câmara Municipal de Lisboa entre 1908 e 1911, deputado por Setúbal nas eleições legislativas de 28 de Agosto de 1910, e director da Casa Pia em 1911. Sobraçou a pasta do Fomento de 16 de Junho de 1912 a 4 de Janeiro 1913. Em 1914, criou, em Santa Isabel, o primeiro Instituto Médico-Pedagógico destinado ao ensino de deficientes mentais. Foi responsável pela organização de um serviço de assistência aos mutilados portugueses (selecção e orientação profissional e uma secção de reeducação, fisioterapia e próteses) que funcionava no Instituto de Reeducação dos Mutilados de Guerra, em Arroios. Leccionou na Escola Normal de Lisboa entre 1915 e 1918; em 1917 foi assistente voluntário de Anatomia na Faculdade de Medicina de Lisboa e naturalista do Museu Bocage. Foi sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia. Partiu para Moçambique, para realizar estudos antropológicos e, sob influência de uma grave depressão nervosa, suicidou-se, em Lourenço Marques a 15 de Julho de 1922." (in fmsoares.pt)
Exemplar brochado, por aparar, sem a capa frontal, em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
20€

30 agosto, 2014

COSTA, Ferreira da - CINCO NOITES DE TORMENTA. Lisboa, Editorial do Povo, [1945]. In-8º de 140, [20] p. ; B. Col. Antologia de Grandes Reportagens, 1
1ª edição. 
Valorizada pela dedicatória autografa do autor.
Conjunto de interessantes crónicas.
"«Cinco noites de tormenta». O título não será excessivo, nem deslocado. Nenhuma delas foi escrita friamente. Nos momentos em que as vivi, houve tormenta em meu redor, ou agitação nos meus nervos. Sou daquêles que não conseguem presenciar sem funda emoção a menor cena da tragédia humana. Vibro, sofro, torno-me, afinal de contas, comparsa do espectáculo que quero observar. Mas suspeito que só assim - sentindo plenamente o assunto - poderemos transmitir impressões sinceras, libertos do risco de cair numa narrativa incolor e fria."
(excerto do prefácio)
Matérias:
- Carta à maneira de prefácio. - O farol dos «três loucos». - Duas horas debaixo de terra. - Os homens da barra. - Peregrinação entre cem mil mortos. - Quando os sinos dobram.
Ferreira da Costa (1907-1974). Jornalista e repórter português. Aos 17 anos, entrou como redactor no jornal «A Tarde», de Lisboa. Fez parte das redacções de outros jornais diários e, em 1928, seguiu para África. No regresso entrou para O Século, onde conquistou, mercê da sua actividade infatigável e das suas excepcionais qualidades, uma posição de justo relevo. Publicou importantes obras de literatura colonial, donde se destacam «Na Pista do Marfim e da Morte» e «Pedra do Feitiço».
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura possessória na capa. Capas oxidadas.
Invulgar.
10€

14 agosto, 2014

SANTOS, Cezar dos – O DESPRESADO. Lisboa, Edição do Auctor [Comp. e imp. na Tipografia Formosa – Lisboa], 1924. In-8º (19,5cm) de [2], 113, [3] p. ; [2] f. il. ; il. ; B.
Memorias do auctor do Marquez da Bacalhôa. - A sua conversão. - Carta a S. M. a rainha D. Amélia. - O Regicídio. - Os políticos. - Quem instigou o Marquez da Bacalhôa? - Cartas e autógrafos sensacionais.
Ilustrado com uma carta fac-símile e um retrato de António de Albuquerque em folhas separadas e fac-símiles de cartas no texto. 
Valorizado pela dedicatória escrita pelo punho do autor.
Curiosa e rara edição, com interesse para a história da República. Trata-se das memórias de António de Albuquerque, o autor de O Marquês da Bacalhôa, romance polémico, com abundantes referências à família real e em particular ao Rei D. Carlos, publicado em 1908, e que deu brado na época.
César dos Santos (1907-1974). “Jornalista, ensaísta e ficcionista. Escreveu várias crónicas e reportagens sobre Lisboa. A sua atenção recaiu também sobre o Oriente e o Japão, sendo autor de diversos livros sobre estas temáticas.”
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Miolo em bom estado. Capas, f. rosto e lombada apresentam falhas de papel de relevo. Pelo interesse e raridade a justificar encadernação.
Raro.
15€

11 agosto, 2014

SALDANHA, Marechal Duque de - O Senhor Dr. Bernardino Antonio Gomes e o seu Folheto. Pelo... Lisboa, Imprensa Nacional, 1859. In-4.º (23cm) de 61, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Polémica entre o Marechal Saldanha e o médico da Família Real, Bernardino António Gomes, a propósito do folheto Estado da Medicina em 1858, publicado pelo primeiro, defendendo o lugar da homeopatia na medicina, e que  provocou a reacção do médico através do opúsculo O Sr. Duque de Saldanha e os Médicos. O presente trabalho é a réplica a esse opúsculo.
Opúsculo muitíssimo valorizado pela dedicatória manuscrita do Duque de Saldanha na capa, à cabeça.
"Antes de entrar na analyse do folheto, que o Sr. Dr. Bernardino Antonio Gomes acaba de publicar, com o titulo «O Sr. Duque de Saldanha e os Medicos» não posso deixar passar desapercebido o titulo do referido folheto.
Eu não escrevi sobre os medicos, escrevi sobre a medicina. Não me passou pela mente discutir as pessoas; discuti a sciencia, os systemas, as cousas. Por mais respeitaveis que possam ser os membros de qualquer corporação, medicos, legistas, militares; por mais importantes que devam reputar-se os serviços que elles prestem, os escriptos que publiquem, ou os trabalhos que emprehendam, os homens significam muito pouco diante do complexo dos factos, diantes das verdades eternas, diante da obra de Deus."
(excerto da introdução)
João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun, 1.° conde, 1.° marquês e 1.° duque de Saldanha (1790-1876). "Marechal general do exército, par do reino, conselheiro de estado efectivo, presidente do Conselho de Ministros, ministro da Guerra e ministro plenipotenciário em Londres, mordomo-mor da Casa Real, vogal do Supremo Conselho de Justiça Militar, etc."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas empoeiradas.

Na parte inferior da capa podem observar-se 2 selos postais incompletos.
Raro.
45€

06 agosto, 2014

CENÁRIOS DO TEATRO DE S. CARLOS. Publicação do Ministério da Educação Nacional, preparada pelo Comissariado do Govêrno junto do Teatro Nacional de S. Carlos e subsidiada pelo Instituto para a Alta Cultura. [Introdução de João Pereira Dias]. Lisboa, Ministério da Educação Nacional, 1940. In-4º grd. (29cm) de [4], 51, [7], [3], [4] p. ; [50] p. il. ; B.
Bonita edição impressa em papel de qualidade superior. Ilustrada com 59 estampas a p.b., em 50 p. extratexto impressas sobre papel couché.
Valorizada pela dedicatória manuscrita do introdutor, acompanhada do seu cartão pessoal, ao distinto professor e escritor Agostinho de Campos.
História dos cenários e apontamento biográficos dos mestres que neles trabalharam, ao longo da história do Teatro de S. Carlos.
"Dispunha Lisboa de três teatro públicos acanhados e de aspecto miserável quando, em 1792, o grupo de negociantes e capitalistas Joaquim Pedro Quintela, Anselmo José da Cruz Sobral, Jacinto Fernandes Bandeira, António Francisco Machado, João Pereira Caldas e António José Ferreira Sola decidiu edificar um teatro lírico com a grandeza e dignidade correspondentes à gloriosa tradição do meio do século. [...]
"Procuram as páginas dêste volume mostrar a grande altura a que pairou a cenografia entre nós por mais de século e meio; mas cabe-lhes também a ingrata missão de apontar a descida brusca dos últimos quarenta anos."
(excertos da introdução)
Matérias:
Introdução
1 - Origem e objecto da presente publicação. 2 - Resenha histórica da cenografia. 3 - A cenografia em Portugal antes da abertura do Real Teatro de S. Carlos. 4 - A cenografia no Teatro de S. Carlos. 5 - Conclusões.
Catálogo dos Cenários do teatro de S. Carlos
Bibliografia
Estampas
I Parte - Alguns cenários arquivados no Teatro Nacional de S. Carlos.
II Parte - Documentos vários.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Manchado na parte inferior da capa. Carimbo da Sociedade de Língua Portuguesa nas primeiras folhas do livro, incluindo a f. rosto.
Invulgar.
20€

29 julho, 2014

SANCHES, José Dias - RELIQUIAS DO PASSADO. [S.l.], [s.n. - Comp. e imp. na Sociedade Industrail de Tipografia, Limitada - Lisboa], [193-]. In-8º (19,5cm) de [6], 125, [6] p. ; [21] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição. Ilustrada com desenhos no texto e 21 estampas em folhas separadas.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Obra dedicada sobretudo a aspectos de Lisboa.
"Nestes tempos desordenados e alucinantes, em que a vida se embriaga de modernismos exóticos, e um egoismo doentio sufoca tôda a pureza dos caracteres, nesta saramanda endemoninhada, onde as virtudes tombam para o lado entontecidas de vicios, nesta algazarra turbulenta e confusa, onde a humanidade pinoteia sem um ideal de beleza que a dignifique, nem uma moral que a torne respeitada, sabe bem rebuscar na papelada referente ao nosso passado estético, elementos que suscitem ao nosso espírito um interêsse vivo por motivos que tanto enobreceram os tempos de antanho. Com essas peregrinações formei êste feixe singelo e despretencioso, de pequenas relíquias do passado, tendo em vista apenas uma vontade, a de acertar."
(introdução)
Matérias:
- Relíquias do passado [introdução]. - O Rossio de ontem. - A vila do silencio. - O Mosteiro dos Jeronimos. - O alto da Ajuda. - O Restelo velho . - Candeias. - Figurinhas de barro. - Da vida e obra do escritor Pedro Diniz. - Vulcanos nacionais. - João de Ruão. - Chaminés alentejanas.
José Rodrigo Dias Sanches (1903-1972) Foi um diplomata e genealogista português. Escreveu sobre diversos assuntos. Os Sanches de Vila Viçosa (1970) é a sua obra mais conhecida.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas algo sujas, com defeitos marginais.
Invulgar.
Com interesse olisiponense.
Indisponível