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15 maio, 2019

INSTRUÇÕES PARA O USO DA METRALHADORA LIGEIRA 7ᵐᵐ,7 ᵐ/931 - MINISTÉRIO DA GUERRA. 3.ª Direcção Geral - 1.ª Repartição (Direcção da Arma de Infantaria). Lisboa, Imprensa Lucas & C.ª, [1932]. In-12.º (14,5cm) de 122, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com quadros e tabelas ao longo do texto.
"A metralhadora ligeira 7ᵐᵐ,7 m/931 é uma arma colectiva, de tiro tenso, destinada a fazer o tiro directo às pequenas e médias distâncias. Pode ainda fazer o tiro marchando e o tiro contra aviões voando a menos de 600 metros de altitude.
(Está em estudo um tripé para esta arma com as características do tripé Jessen utilizado pela metralhadora ligeira 7ᵐᵐ,7 m7/930.
É uma arma de tiro automático de cano fixo, sistema «tomada de gases num ponto do cano», com travamento da culatra por «inclinação».
A cadência de tiro é de 500 tiros por minuto (regulador de gases no «zero»). A velocidade prática do tiro é de 150 tiros por minuto, no tiro normal por rajadas curtas com rectificação de pontaria nos intervalos, podendo atingir o máximo de 200 tiros por minuto. Esta velocidade máxima não deve ser mantida por mais de um minuto.
O mecanismo de disparar é construído de fórma a permitir, por uma simples mudança do fecho de segurança, a execução do tiro simples (tiro a tiro) ou do tiro contínuo (automático)."
(Excerto do Cap. I, Características)
Índice:
I - Características. II - Munições. III - Organização geral da arma. IV - Organização balística da arma. V - Organização mecânica da arma. VI - Ferramentas e peças de reserva. VII - Manejo da metralhadora. VIII - Companhia de atiradores.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
20€

22 novembro, 2018

GODINHO, Vitorino - ALGUMAS PALAVRAS SOBRE METRALHADORAS. [Por]... Capitão de Infantaria e do Estado Maior. Lisboa, Composto e impresso na Typ. La Bécarre de Francisco J. Carneiro, [1912]. In-8.º (22,5cm) de 63, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre as metralhadoras, arma de guerra que principiava a ser produzida em massa na época, e cujo balão de ensaio seria a 1.ª Guerra Mundial (1914-1918).
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Apezar de se ter escrito já hoje bastante sobre «Metralhadoras», não só nas revistas militares, como em livros especialmente destinados ao assunto, e todos os paizes procurarem dotar os seus exercitos o mais largamente possivel com estas maquinas de guerra, é certo haver ainda por toda a parte alguma hesitação sobre o seu emprego tactico, bem como sobre o seu agrupamento organico."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
I - Breve noticia historica. II - Principaes caracteristicas e propriedades tacticas das metralhadoras. III - A moderna metralhadora de guerra: Campanhas coloniaes; Guerra de Cuba; Guerra anglo-boer; Guerra russo-japoneza. IV - Emprego das metralhadoras: Ofensiva; Defensiva; Alguns casos especiaes: Metralhadora na guarda avançada; Metralhadora na guarda da rectaguarda; Metralhadora em ligação com a cavalaria; Metralhadora em ligação com a artilharia. V - Agrupamento de metralhadoras: A metralhadora arma especial; Constituição das unidades de metralhadoras; Subordinação das unidades tacticas de metralhadoras.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Com interesse histórico e militar.
Indisponível

20 julho, 2018

SANTOS, N. Valdez dos – MANUEL BOCARRO O GRANDE FUNDIDOR. Lisboa, Comissão de História Militar, 1981. In-4.º (23,5cm) de 138, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio sobre Manuel Bocarro, famoso fundidor de canhões português seiscentista que possuía oficina em Macau, e é considerado pelos especialistas como “o maior fundidor de artilharia que Portugal teve.
Livro ilustrado com fotografias de canhões emblemáticos em página inteira.
"Em 1625, Manuel Tavares Bocarro, filho de Pedro Tavares Bocarro, chefe dos fundidores de Goa, de onde partiu, chegou a Macau para reformular e dirigir uma fundição. A fábrica ficou localizada numa zona designada por Chunambeiro, junto à Fortaleza do Bom Parto e no sopé da colina da Penha. O encontro das técnicas metalúrgicas ocidentais e orientais tornou famosa a oficina tendo produzido inúmeros canhões, sinos e estátuas.
Já em 1635, o cronista António Bocarro, falando de Macau, escrevia: «Este lugar possui uma das melhores fundições de canhões no mundo, quer de bronze, que já tem ha muito ou de ferro, que foi feita por ordem do Vice-rei, Conde de Linhares, e onde é fundida continuamente artilharia para todo o seu Estado (da India), a preço muito razoável»."
(Fonte: http://macauantigo.blogspot.com/2017/07/o-canhao-milagre.html)
“Para que a história da vida de Manuel Tavares Bocarro fique completa não basta pesquisar velhos arquivos na mira de se encontrarem documentos ainda inéditos. Torna-se necessário, também, conhecer a sua obra, estudá-la sob os aspectos técnicos e artísticos e, ainda, saber que destino tiveram os seus canhões, sinos e âncoras – quais os que foram destruídos pelo tempo e pelos homens, quais os que chegaram aos nossos dias e quais os que jazem ignorados nas ruínas de algumas fortalezas de outrora ou nos seculares destroços de velhas naus e galeões."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e militar.
Indisponível

28 maio, 2017

REPÚBLICA PORTUGUÊSA : IV aniversário - XVI CONCURSO NACIONAL DE TIRO. De 1 a 15 de Outubro de 1914. Carreira de Tiro de Pedrouços. Programa oficial. Lisboa, Tipografia Corrêa & Raposo, [1914]. In-8.º (17cm) de 68 p. , il. ; B.
1.ª edição.
Regulamento do XVI Concurso Nacional de Tiro, cuja portaria é subscrita pelo Ministro da Guerra, o gen. Pereira d'Eça.
Ilustrado com 6 figuras representando os Modelos dos Alvos do Concurso.
Inclui ainda em extratexto uma curiosíssima folhinha onde, a pretexto do concurso, o Estado "convida" todos os portugueses a pegar em armas... fornecendo ainda, gratuitamente, a todo o cidadão 150 cartuchos para se intruir no tiro com armas de guerra - «Todos os portuguezes são obrigados a sustentar a independencia e integridade da Patria e a defendel-a dos seus inimigos internos e externos - saber pegar em armas é portanto condição essencial para o cumprimento d'aquelle dever.».
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis, com pequenas manchas e defeitos.
Raro.
Peça de colecção.
20€

06 novembro, 2016

OS TANKS : publicada pelo Bureau da Imprensa Britanica em Lisboa. Lisboa, Typographia do Annuario Commercial, 1917. In-8.º (18cm) de 12 p. (inc. capas). Série de Notas sobre a Guerra, N.º 83
1.ª edição.
Curioso opúsculo de propaganda britânica sobre os carros de assalto, arma-novidade da Grande Guerra. Descrição dos Tanques e algumas das suas peripécias em combate, aproveitando o Serviço de Propaganda Britânico para caricaturar o esforço alemão em espiar e desenvolver esta arma. Inclui a lista de "alcunhas" utilizadas para baptizar o engenho, e a história que está por trás do nome Tank.
"Qual é a maquina de guerra a mais engenhosa e ao mesmo tempo a mais eficaz que se tem produzido até hoje? Provavelmente os peritos em geral, á excepção dos alemães, dirão que é o Tank fabricado em Inglaterra e inventado por inglezes.
O alemão nunca o poderia ter ideado porque lhe falta em absoluto a bossa humoristica. A idéa do tank só podia nascer no cerebro dum homem que vê em tudo um lado extravagante e que depois o construiu na firme convicção que havia de servir um dia para inspirar terror ao soldado alemão.
A aparencia do tank é tudo quanto ha de mais absurdo. É um objecto monstruoso, desastrado, impossivel. Ao fazer a sua entrada no front Ocidental, o exercito Britanico extorceu-se de riso; e quando pela primeira vez o exercito alemão o enxergou, os soldados pediram misericordia e fugiram espavoridos."
(excerto de Os Tanks, Como tratam o exercito alemão)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

11 agosto, 2016

OLIVEIRA, Augusto Soares de - METRALHADORA VICKERS BERTHIER DE 7mm,7. Descrição. Organização dos Serviços e Combate. [Por]... Primeiro tenente. Lisboa, Imprensa da Armada, 1930. In-8.º (16,5cm) de 64, [2] p. ; [10] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo técnico sobre a Metralhadora Vickers 7mm,7.
Ilustrada com desenhos esquemáticos nas páginas de texto e com 10 estampas em separado, uma delas, em folha desdobrável.
"O fornecimento de metralhadoras ligeiras Vickers à Brigada de Artelheiros da Armada em 1926, levaram-me ao estudo desta arma, das condições do seu emprêgo e da sua adaptação à nossa marinha.
Resumiu-se êste estudo a uma méra curiosidade e possivelmente a uma aplicação dos princípios nos regulamentos que decerto iriam aparecer sôbre o emprêgo  dêste armamento, novo para a armada.
Própriamente sôbre espingardas metralhadoras, e a Vickers é uma espingarda metralhadora, não encontrei referências desenvolvidas nos livros citados [cuja lista é divulgada no interior], mas deduzi deles tudo que me pareceu adaptável a esta arma."
(introdução)
Metralhadora Vickers Berthier de 7mm,7 : descrição
"Compõe-se esta metralhadora das seguintes partes: Cano, caixa da culatra e dos maquinismos, culatra móvel, aparelho imflamador, extractor, ejector, aparelho motor, alimentador, maquinismo de repetição, aparelho de segurança, aparelho de pontaria, coronha e acessórios."
(excerto da descrição da arma)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse datada na f. rosto. Capa apresenta pequenas falhas de papel no terço superior, junto à lombada.
Raro.
Indisponível

17 junho, 2016

LOPES, David & PEREIRA, F. M. Esteves - A PEÇA DE DIU. Memoria destinada á X Sessão do Congresso Internacional dos Orientalistas. Por... Sociedade de Geographia de Lisboa. Lisboa, Imprensa Nacional, 1892. In-4.º (25cm) de [4], 18 p. ; [2] desd. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com duas litografias desdobráveis extratexto:
- A Peça de Diu (Alçado e Planta). Escala 1:20.
- Inscrições em caracteres arábicos reproduzidos da parte superior da bolada da Peça.
A Peça de Diu, também conhecida por «Tiro de Diu», é um impressionante canhão em bronze do século XVI com cerca de 6m de comprimento e um peso aproximado de 20 toneladas. Fundido em 1533, pertenceu a Bahâdur, sultão de Cambaia, tendo sido encontrado pelos portugueses, nos armazéns da cidade de Diu, durante a sua ocupação.
"Tem de comprimento 27 palmos e 3 pollegadas: a sua circumferencia na culatra é de 9 palmos e 9 pollegadas, e na parte mais grossa da moldura da bôca 7 palmos e 7 pollegadas. Póde levar balas de ferro de 110 arrateis, tendo de diametro na bôca 8 pollegadas e 8 linhas. A sua materia é uma liga de cobre e estanho: vê-se que não foi torneada depois de fundida, porque apresenta vestigios da fôrma; porém a fundição está excellentemente feita. Esta peça foi achada pelos portuguezes em Diu, quando tomaram posse da cidade, tendo morto o sultão Badur. Eis o que a este respeito diz o historiador João de Barros no livro 8.º da sua 4.ª Decada.
"Os artilharia assi dos navios, como dos almazens, era de grande numero de peças de metal mui grandes, em que havia tres basiliscos de admiravel grandesa, dos quaes um que fôra do Sultão de Babylonia, que Rumechan trouxe quando veio a Dio, por ser peça notavel, Nuno da Cunha mandou a el-rei a Portugal, e as peças de ferro eram sem numero, e dellas mui fermosas e grandes."
Segundo uma nota de João Baptista Lavanha, editor da 4.ª Decada de Barros, este basilisco estava no castello de Lisboa, em tempo dos Philippes. Murphy, na viagem a Portugal, refere que estando para se fundir a estatua equeste d'elrey D. José, fôra esta peça trazida com outras, para ser derretida: mas que um embaixador de Tunes, então residente em Lisboa, vendo-a, fizera notar ao interprete, Fr. João de Sousa, a inscripção arabe que está sobre a peça, e que assim foi salva e depositada no arsenal do exercito, onde hoje está."
(fonte: O Panorama, Vol. I - 24 Junho, 1837)
"A bocca de fogo, conhecida pelo nome de Peça de Diu, que actualmente está depositada no pateo do Museu do Commando Geral de Artilharia com o n.º 18, é um basilisco segundo a antiga denominação, e segundo a moderna nomenclatura é classificada como peça de sitio e de praça. [...]
A peça é de carregamento pela bocca, e pode arremessar balas de ferro de 110 libras (50 kilogrammas).
Esta peça, formada de uma liga de cobre e estanho, está bem fundida; mas não foi depois torneada, conservando ainda as escabrosidades da fôrma. Proximo da extremidade anterior do refôrço a peça tem dois munhões, que entram em uma caixa de forma especial, e permittem dar inclinação ao eixo da peça no plano vertical."
(excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

15 outubro, 2015

BRANDÃO, Liberato Eugénio de Sá Viana - MANUAL PARA O EMPREGO DA METRALHADORA LIGEIRA LEWIS PARA A INSTRUÇÃO DE OFICIAIS E MAIS GRADUADOS. Elaborado pelo capitão do estado maior de infantaria,... proposto pela Ex.ma Comissão Técnica da Arma de Infantaria para ser impresso como «Manual» para instrução dos oficiais e mais graduados, e aprovado por S. Ex.ª o Ministro da Guerra, em seu despacho de 3 de Março de 1919. 2.ª edição (Revista). Autorisada por Sua Ex.ª o Ministro da Guerra (Nota n.º 3436-19 de 2.ª S. da 4.ª R, da 1.ª D. G. da S. G. de 15 10-1920). Lisboa, Papelaria e Tipografia Fernandes & C.ª, LD.ª, [1920].
In-8º (20,5cm) de 132 p. ; [2] f. desd. ; il. ; B.
Curioso manual da conhecida metralhadora Lewis que equipou vários exércitos durante a Grande Guerra, incluindo o Exército Português, através do Corpo Expedicionário Português, em França.
Ilustrado no texto e em folhas desdobráveis à parte com desenhos esquemáticos.
"Nome: metralhadora ligeira Lewis.
Calibre: 7mm,7.
Modêlo: 1914.
Pêso: 11k,800.
Pêso do depósito vazio: 0k,680.
Pêso do depósito cheio: 1k,970.
É de invenção belga, com modificações feitas por um dentista americano e, já depois da guerra actual, com outras inglesas e uma portuguesa, sendo actualmente fabricada em Inglaterra, na The Birmingham Small Arms Cº Ld.
É posta em movimento por duas fôrças:
a) Acção dos gases da pólvora que produzem todo o movimento para a rectaguarda;
b) Acção da mola recuperadora, que produz o movimento para a frente."
(excerto do Cap. I, Descrição geral)
"De uma maneira geral aumenta valiosamente a potência do tiro da infantaria, contrabatendo metralhadoras inimigas que tenham ficado em posição, apesar da barragem feita pela nossa artilharia e morteiros ligeiros; avança com as vagas de assalto e pode atacar pontos fortes nas trincheiras inimigas onde o nosso avanço se achar impedido, para o que as secções de metralhadoras ligeiras se devem conservar em constante ligação com os respectivos comandantes de pelotão, que as empregarão no momento oportuno, fazendo cooperar com elas os grupos de granadeiros de espingarda."
(excerto de Emprego da metralhadora Lewis, Na ofensiva, a) No ataque de trincheira a trincheira)
Matérias:
1.ª Parte
1 - Descrição geral elementar. 2 - Desarmar e armar. 3 - Funcionamento da metralhadora. 4 - Limpêsa e conservação. 5 - Substituição de peças. 6 - Inspéção da metralhadora. 7 - Precauções a tomar com uma metralhadora. 8 - Avarias (interrupções). 9 - Caracteristicos da metralhadora. 10 - Peças de reserva e acessorios. 11 - Nomenclatura.
2.ª Parte
1 - Organisação dos serviços. 2 - Tática elemetar abstráta. 3 - Instrução preliminar de tiro, indicação de alvos e referenciação do campo de tiro. 4 - Telémetro Barr & Stroud. 5 - Emprêgo da metralhadora. 6 - Local da metr.ª no pelotão, abrigos. Efeitos dos gazes asfixiantes sobre a metr.ª e munições. 7 - Periscopios.
3.ª Parte
1 - Serviço anti-aéreo. 2 - Alças anti-aéreas. 3 - Suportes destinados ao tiro anti-aéreo. 4 - Abrigos. 5 - Organisação dos serviços. 6 - Tàtica. 7 - Tipos e espécies de aeroplanos. Identificação. 8 - Stadia indicadôra das distancias. 9 - Emprêgo da metr.ª contra os aeroplanos. 10 - Cartucho a empregar no tiro anti-aéreo.
Apendice
1 - Instrução, métodos de ensino e programas de instrução no C. E. P. Alvos empregados na instrução.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis, com defeitos, apresentando toscos restauros com fita gomada.
Raro.
Indisponível

23 abril, 2014

ALVES, Ferro - OS BUDAS : o contrabando de armas. Lisboa, [s.n. - Comp. e imp. na Imprensa Lucas & C.ª, Lisboa], 1935. In-8.º (19cm) de 157, [3] p. ; B.
1.ª edição.
"Grupo dos Budas (ou Grupo de Madrid) é a designação pela qual ficou conhecido um grupo de opositores ao regime ditatorial português saído do Golpe de 28 de Maio de 1926 que se refugiou em Madrid. A designação de Grupo dos Budas foi uma alcunha que terá sido criada por Ferro Alves. O grupo era liderado por Jaime Alberto de Castro Moraes (1882-1973), Alberto Moura Pinto (1883-1960) e Jaime Zuzarte Cortesão (1884-1960) e incluía, entre outros, Nuno Cerqueira Machado Cruz (1893-1934), Ernesto Carneiro Franco (1886-1965), Francisco Oliveira Pio (1897-1972), Júlio César de Almeida (1892-1977), Inocêncio Matoso da Câmara Pires (1898-1966), Alexandrino dos Santos (n. 1891). Outras personalidades ligadas ao Grupo foram João Maria Ferreira Sarmento Pimentel (1888-1987) e Armando Cortesão."
(fonte: www.questpedia.org)
"Em 28 de Maio de 1926, um golpe militar implanta em Portugal um regime ditatorial que, ganhando contornos fascistizantes nas décadas seguintes, perdurará 48 anos. Comandado por oficiais, defensores de um exército intervencionista, o movimento vai gerar oposições; quer no seio das próprias forças armadas, inclusive dos próprios participantes do movimento, quer no seio da sociedade civil, criando uma vaga de inúmeras tentativas de derrube do regime. Os opositores possuem os mais diferentes matizes, incluindo republicanos, egrégios do antigo Estado, anarquistas, comunistas e monárquicos. [...]
Tornam-se conhecidos pelo epíteto de "Budas". O grupo passa esta denominação graças às críticas de "imobilismo" que lhe são lançadas por um
suposto companheiro de exílio, Leonel Ferro Alves, mas, que, na verdade,
actua como "espião" do governo de Salazar. Numa obra publicada em Portugal,
Os Budas e o contrabando de armas, Ferro Alves acusa o grupo de não
levar a cabo acções concretas contra o regime, denegrindo a sua imagem
como «profissionais da revolução»"

(in H. PAULO, PORTUGUESE STUDIES REVIEW 14 (2) (2006/7) 125-142)
"A razão de ser deste livro é fácil de explicar. Quando em Setembro do ano passado surgiu dum modo fulminante a questão do contrabando das armas, para os republicanos portugueses residentes em Madrid não havia duas soluções.
Adoptar uma atitude passiva de silêncio e resignação equivalia a declarar tacitamente uma cumplicidade, que não existia. Repudiar clara e rotundamente a solidariedade, com os implicados no contrabando, além de ser a expressão da verdade, era simultaneamente a salvação da causa republicana social, pela qual lutamos há tantos anos.
No momento em que as despropositadas declarações do deputado Teodomiro Menendez vieram colocar em foco a origem e procedência do armamento apreendido nas Astúrias, não havia já possibilidade de ocultar o facto."
(excerto do preâmbulo)
Matérias:
- O negócio das revoluções. - Os manejos iberistas. - Nas horas dramáticas do exílio. - Os profissionais da revolução. - A eufonia na emigração. - Nefandos processos de ataque. - As angústias dos contrabandistas. - As tenebrosas operações financeiras. - Em plena pletora monetária. - Malabarismos do armamento. - A Sangria. - A dança das pesetas. - Em resposta aos Bazilios. - Os novos negociantes de especiarias.
Exemplar brochado, maioritariamente por abrir, em bom estado de conservação. Capas levemente oxidadas.
Invulgar.
Indisponível

16 novembro, 2013

FUNCIONAMENTO DO PREDITOR “SPERRY” – Grupo de Artilharia contra Aeronaves Nº.1 : Centro de Instrução. Cascais, [s.l.], Abril 1945. In-4º (23,5cm) de [2], 52 p. ; [6] p. ; [9] desdob. ; il. ; B.
Publicação técnica, impressa em stencil, ilustrada com desenhos esquemáticos ao longo do texto e em apêndice.
“Chama-se posição presente (Ap) à posição do aéreo no espaço no momento em que sobre ele é feita a pontaria com o preditor.
Chama-se posição futura (Af) à posição do aéreo no espaço ao fim do tempo T, duração do trajecto.
O preditor tem, portanto, de determinar os elementos de tiro relativos à posição futura do aéreo em função dos elementos topográficos relativos à posição presente.
Para isso, baseia-se este preditor na hipótese restrita do movimento dos aéreos, isto é, supõe que o avião segue uma rota rectilínea, horizontal e a percorre com velocidade constante durante o tempo que medeia entre o início da predição e o rebentamento da granada.
Este problema tem de ser pronta e ininterruptamente resolvido pelo preditor, em função dos elementos presentes, sempre variáveis.
Os elementos a determinar e a transmitir para as peças são a direcção, a elevação e a graduação da espoleta futuras.”
(Cap. I - Generalidades)
Durante a Grande Guerra surgiu a AA, que conheceu um grande desenvolvimento a partir dos anos 20. “Era sabido que para se conseguir bater um alvo aéreo com velocidade de, pelo menos, 50 m/s a 60 m/s, era necessário dotar a Artilharia Antiaérea de um sistema eficaz, que permitisse simplificar ao máximo as funções das guarnições em serviço nas bocas de fogo, reduzindo ao mínimo as operações a executar pelos serventes. Tornava-se, igualmente, primordial, sistematizar os procedimentos relativos à correcção contínua dos elementos de tiro, uma vez que, e dada a grande velocidade da aeronave, era repetidamente necessário calcular e introduzir o chamado ângulo de perdição. Tudo isto foi conseguido com a invenção de um aparelho, o Preditor que ficou mais conhecido por Corrector; que se encontrava no Posto de Comando da Bateria Antiaérea e permitia seguir continuadamente o movimento da aeronave e registar a variação dos elementos indicativos da sua posição futura. Entre este aparelho e cada uma das peças da bateria, haviam cabos de ligação eléctricos que permitiam realizar a operação que ficou conhecida como tele-pontaria.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
20€

18 setembro, 2013

CONCLUSÃO DO REGULAMENTO PARA O SERVIÇO DAS BOCAS DE FOGO : B. E. S. 12ᶜ ᶬ/1884. Approvado por Portaria de 22 de Fevereiro de 1888. Lisboa, Typographia - Rua da Rosa, 309, 1889. In-8º (21cm) de 46 (p. 63 a 108), [4] p. ; [4] f. il. ; B.
Ilustrado com 4 estampas em extratexto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Mancha de humidade antiga, vertical, junto à lombada. Selos de biblioteca na capa.
Carimbo da biblioteca da Fábrica de Barcarena no 1.ª p. de texto.
Invulgar.
Com interesse histórico e militar.
10€

27 novembro, 2012

COELHO, Adolfo - A INTERNACIONAL DO DINHEIRO. Como os fabricantes de armas preparam a guerra. 2ª edição inteiramente refundida. Lisboa, Livraria Clássica Editora : A. M. Teixeira & C.ª (Filhos), 1937. In-8º (19cm) de 336 p. ; B. Colecção «Os Grandes Documentários», IX
Matérias:
I - As provas do conluio
II - Corrupção
III - Contrabando de armas
IV - Os homens
V - A imprensa ao serviço dos fabricantes de armas
VI - Tocando a rebate
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Discreto carimbo de posse na f. rosto. Anotações a lápis nalgumas páginas.
Invulgar.
10€