CARVALHO, A. Ferraz de - O MAGNETISMO TERRESTRE EM COIMBRA. Resumo das observações de 53 anos (1866-1918). [Por]... Director do Observatório Meteorológico e Magnético da Universidade. Coimbra, Imprensa Académica, 1919 [na capa, 1920]. In-8.º (22cm) de [4], 21, [1], IV, XV, [1] p. ; [1] f. desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa monografia de cariz científico sobre o magnetismo em Coimbra.
Ilustrada com tabelas e um gráfico desdobrável de dimensões generosas (28,5x42,5cm).
"A antiga Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra em 1 de Março de 1860 apresentou ao Govêrno o pedido de meios para a construção de edifícios, compra de instrumentos, despesas de expediente e pagamento ao pessoal dum Observatório meteorológico e magnético. Conseguiu apenas, de princípio, a verba anual de oitocentos mil réis, e que o Dr. Jacinto de Sousa fosse encarregado de visitar alguns observatórios europeus colhendo directamente os elementos indispensáveis para que se realizasse o desejo da Faculdade. [...]
Com a dotação anual já referida e um subsídio de quatro contos concedido pelo Govêrno em fins de 1862, foi adquirido o terreno, foram construídos os edifícios e ainda pôde ser pago o material do Observatório, que foi inaugurado em 1864, iniciando-se em 1 de Maio as observações meteorológicas de Dezembro de 1864 e Janeiro e Fevereiro de 1865.
As observações magnéticas começaram em 1866 com as determinações absolutas da Inclinação e Fôrça horisontal. A estas observações foram associadas em 1867 as observações absolutas de declinação.
Também em 1867 começaram os registos das variações, embora os magnetografos funcionassem irregularmente, por defeitos da iluminação a faz e em virtude da humidade ainda então apresentada pela casa subterrânea em que foram colocados."
(Excerto de A secção de magnetismo terrestre do Observatório... de Coimbra)
Matérias:
- A secção de magnetismo terrestre do Observatório Meteorológico, magnético e sísmico da Universidade de Coimbra. - Análise dos dados das observações absolutas. - Variação diurna da Declinação. - Registradores das variações dos elementos magnéticos. - Influência da tracção eléctrica em Coimbra.
Anselmo Ferraz de Carvalho (1878-1955). "Foi Professor da Universidade de Coimbra de 1902 a 1948 e um dos mestres mais notáveis que moldaram as primeiras décadas da sua Faculdade de Ciências, após as reformas da República. Dedicou-se, durante quase meio século, ao ensino e estudo das ciências geológicas num tempo em que, segundo o próprio, era reconhecida a importância da Geofísica no desenvolvimento da Geologia moderna. Em 1914, substituiu Santos Viegas na Direcção do Observatório Meteorológico e Magnético da Universidade de Coimbra, mais tarde Instituto Geofísico da Universidade de Coimbra, aí deixando o seu cunho iniludível."
(Fonte: https://www.academia.edu/12851231/ANSELMO_FERRAZ_DE_CARVALHO_NO_INSTITUTO_GEOF%C3%8DSICO_DA_UNIVERSIDADE_DE_COIMBRA)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Contracapa apresenta rasgão (sem perda de papel).
Raro.
20€
Reservado
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17 março, 2019
15 fevereiro, 2019
TERRAMOTOS E TSUNAMIS. Coordenação de Paula Teves Costa. Textos de: Maria Ana Baptista; João Cabral; Paula Teves Costa; Luís Matias; Miguel Miranda; Pedro Terrinha. Prefácio de: Luiz Mendes Victor. Lisboa, Livro Aberto, 2005. In-4.º (25x19,5cm) de 112 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Monografia de índole científica, obra de um grupo de investigadores integrados em Centros de Investigação da Universidade de Lisboa, cujo trabalho, além de fazer o ponto de situação relativo aos fenómenos sísmicos e suas consequências, pretende explicar os acontecimentos históricos mais importantes - alguns que directamente nos dizem respeito - à luz dos novos conhecimentos científicos e tecnológicos.
Livro ilustrado a p.b. e a cores ao longo do texto.
"O sismo de 1 de Novembro de 1755 ocorreu cerca das 9h 30m, hora solar, em Lisboa, tendo sido sentido um pouco por toda a Europa. O tsunami foi observado, no Atlântico Norte, desde as Ilhas Barbados até à Escócia. No entanto as ondas mais destrutivas foram observadas em Portugal Continental, Espanha (Golfo de Cadiz) e no Norte de Marrocos. As dimensões catastróficas deste evento, deram origem a uma enorme quantidade de relatos escritos, como mostram os exemplos que se seguem. Lisboa é um dos locais onde está melhor documentada a destruição gerada pelo sismo e o tsunami de 1755.
[...]
A descrição da cidade e do seu porto antes e depois do sismo de 1755 pode ser ilustrada a partir dos seguintes extractos de testemunhos de cidadãos britânicos:
"[...] a cidade de Lisboa, situada na margem norte do rio Tejo, a cerca de seis milhas do mar sobre terreno irregular [...] no lado próximo do rio ficava o palácio do rei, com uma grande praça aberta para nascente, separada do cais principal da cidade por alguns edifícios baixos, um pequeno forte e uma muralha e uma praia muito frequentada [...]"
"[...] O porto pela sua situação no oceano ocidental, é um dos mais amplos da Europa: possui grandeza bastante para conter 10 mil navios com comodidade e mesmo os maiores navegam em segurança em frente das janelas do palácio real. Defendem a sua entrada dois fortes: o primeiro chamado de S. Julião, acha-se construído na margem; o outro, a torre do Bugio, fica defronte num banco de areia rodeado de água. A natureza forneceu também outra defesa, a barra, muito perigosa sem o auxílio dos pilotos acostumados ao local [...]"
O impacto do tsunami na baixa da cidade de Lisboa e no estuário do Tejo foi enorme:
"[...] De repente ouvi um clamor geral: " o mar está a subir" [...] De repente apareceu a uma pequena distância uma enorme massa de água a erguer-se como uma montanha [...] precipitando-se em direcção à terra tão impetuosamente que, não obstante termos imediatamente fugido [...] muitos foram arrastados para o largo. Os restantes ficaram com água acima das cinturas, a boa distância das margens [...] Em resumo, os dois primeiros abalos foram tão violentos que na opinião de vários pilotos a localização da barra da foz do Tejo foi alterada."
(Excerto de TSUNAMIS EM PORTUGAL, O Catálogo Português de Tsunamis, Tsunami de 1 de Novembro de 1755)
Matérias:
- A tectónica recente e a fonte do grande sismo de Lisboa de 1 de Novembro de 1755. - Tsunamis em Portugal [inclui o Catálogo Português de Tsunamis]. - Perigosidade e Risco sísmico. - Escala de Sieberg-Ambraseys : Escala de IIDA. Anexo I. - Escalas de Intensidade Macrossísmica. Anexo 2. - Glossário.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e científico.
20€
1.ª edição.
Monografia de índole científica, obra de um grupo de investigadores integrados em Centros de Investigação da Universidade de Lisboa, cujo trabalho, além de fazer o ponto de situação relativo aos fenómenos sísmicos e suas consequências, pretende explicar os acontecimentos históricos mais importantes - alguns que directamente nos dizem respeito - à luz dos novos conhecimentos científicos e tecnológicos.
Livro ilustrado a p.b. e a cores ao longo do texto.
"O sismo de 1 de Novembro de 1755 ocorreu cerca das 9h 30m, hora solar, em Lisboa, tendo sido sentido um pouco por toda a Europa. O tsunami foi observado, no Atlântico Norte, desde as Ilhas Barbados até à Escócia. No entanto as ondas mais destrutivas foram observadas em Portugal Continental, Espanha (Golfo de Cadiz) e no Norte de Marrocos. As dimensões catastróficas deste evento, deram origem a uma enorme quantidade de relatos escritos, como mostram os exemplos que se seguem. Lisboa é um dos locais onde está melhor documentada a destruição gerada pelo sismo e o tsunami de 1755.
[...]
A descrição da cidade e do seu porto antes e depois do sismo de 1755 pode ser ilustrada a partir dos seguintes extractos de testemunhos de cidadãos britânicos:
"[...] a cidade de Lisboa, situada na margem norte do rio Tejo, a cerca de seis milhas do mar sobre terreno irregular [...] no lado próximo do rio ficava o palácio do rei, com uma grande praça aberta para nascente, separada do cais principal da cidade por alguns edifícios baixos, um pequeno forte e uma muralha e uma praia muito frequentada [...]"
"[...] O porto pela sua situação no oceano ocidental, é um dos mais amplos da Europa: possui grandeza bastante para conter 10 mil navios com comodidade e mesmo os maiores navegam em segurança em frente das janelas do palácio real. Defendem a sua entrada dois fortes: o primeiro chamado de S. Julião, acha-se construído na margem; o outro, a torre do Bugio, fica defronte num banco de areia rodeado de água. A natureza forneceu também outra defesa, a barra, muito perigosa sem o auxílio dos pilotos acostumados ao local [...]"
O impacto do tsunami na baixa da cidade de Lisboa e no estuário do Tejo foi enorme:
"[...] De repente ouvi um clamor geral: " o mar está a subir" [...] De repente apareceu a uma pequena distância uma enorme massa de água a erguer-se como uma montanha [...] precipitando-se em direcção à terra tão impetuosamente que, não obstante termos imediatamente fugido [...] muitos foram arrastados para o largo. Os restantes ficaram com água acima das cinturas, a boa distância das margens [...] Em resumo, os dois primeiros abalos foram tão violentos que na opinião de vários pilotos a localização da barra da foz do Tejo foi alterada."
(Excerto de TSUNAMIS EM PORTUGAL, O Catálogo Português de Tsunamis, Tsunami de 1 de Novembro de 1755)
Matérias:
- A tectónica recente e a fonte do grande sismo de Lisboa de 1 de Novembro de 1755. - Tsunamis em Portugal [inclui o Catálogo Português de Tsunamis]. - Perigosidade e Risco sísmico. - Escala de Sieberg-Ambraseys : Escala de IIDA. Anexo I. - Escalas de Intensidade Macrossísmica. Anexo 2. - Glossário.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e científico.
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*COSTA (Paula Teves),
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Ciência,
Ciências geodésicas,
Estudos científicos,
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Estudos técnicos,
História,
História de Portugal
24 dezembro, 2016
SERRA, Antonio M. C. Carvalho - A ORIGEM DOS CICLONES. Demonstração física experimental deste fenómeno e forma pratica de calcular as datas do seu inicio. LEI DA PERIODICIDADE e experiência comprovativa do movimento da Terra em volta do Sol. Divulgação Científica. [S.l.], [Edição do Autor - imp. Tip. A. Candido Guerreiro, Setúbal], 1933. In-8.º (18,5cm) de 72 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa obra de divulgação científica sobre os ciclones.
Muito ilustrada no texto com desenhos esquemáticos, tabelas e gráficos.
"Ciclone ou tufão é o termo com que se designam os meteoros que se apresentam redemoinhando na destruição das cidades e sementeiras, sobretudo nas costas orientais dos grandes continentes que constituem a parte sólida da superfície do globo terrestre.
A sua formação deve-se sempre a um máximo de tensão (forte depressão), que, no seu movimento, de translação, marcha em sentido contrário de outro movimento, ou pelo menos com velocidade bastante desigual."
(excerto de A formação dos ciclones)
Matérias:
Prefácio. - Perigeu solar. - Perigeu dum planeta. - Origem dos ciclones. - A formação dos ciclones. - Confecção dos cálculos das datas. - Progressão dos valores que contrariam a velocidade das matérias na orbita lunar. - A escolha dos valores para a confecção do calculo e a sua correcção. - Construção. - Cálculo. - Leitura dos gráficos. - Lei da Periodicidade: A Periodicidade, das datas e posições que as perturbações meteorológicas devem ocupar na superfície do globo terrestre. - Periodicidade : máximos. - Periodicidade : mínimos. - O movimento de translação da terra e as experiências comprovativas desse movimento. - Previsões de Meteorologia
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
10€
1.ª edição.
Curiosa obra de divulgação científica sobre os ciclones.
Muito ilustrada no texto com desenhos esquemáticos, tabelas e gráficos.
"Ciclone ou tufão é o termo com que se designam os meteoros que se apresentam redemoinhando na destruição das cidades e sementeiras, sobretudo nas costas orientais dos grandes continentes que constituem a parte sólida da superfície do globo terrestre.
A sua formação deve-se sempre a um máximo de tensão (forte depressão), que, no seu movimento, de translação, marcha em sentido contrário de outro movimento, ou pelo menos com velocidade bastante desigual."
(excerto de A formação dos ciclones)
Matérias:
Prefácio. - Perigeu solar. - Perigeu dum planeta. - Origem dos ciclones. - A formação dos ciclones. - Confecção dos cálculos das datas. - Progressão dos valores que contrariam a velocidade das matérias na orbita lunar. - A escolha dos valores para a confecção do calculo e a sua correcção. - Construção. - Cálculo. - Leitura dos gráficos. - Lei da Periodicidade: A Periodicidade, das datas e posições que as perturbações meteorológicas devem ocupar na superfície do globo terrestre. - Periodicidade : máximos. - Periodicidade : mínimos. - O movimento de translação da terra e as experiências comprovativas desse movimento. - Previsões de Meteorologia
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
10€
10 junho, 2016
FOLQUE, Filippe - DICCIONARIO DO SERVIÇO DOS TRABALHOS GEODESICOS DO REINO.
Lisboa, Imprensa Nacional, 1861. In-4.º (24cm) de 19, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual geodésico.
"Sendo indispensavel introduzir nos diversos ramos do serviço dos trabalhos geodesicos do reino methodos claros e faceis, que produzam a maior economia de tempo; por isso, para abreviar a formação do diario mensal, exigido no artigo X § 3.º das instrucções, organisámos o seguinte diccionario, em que se acham todas as especialidades do serviço d'esta direcção geral, e os assumptos em cada uma d'ellas de decompôe."
(excerto da introdução)
Matérias:
- Geodesia. - Geographia. - Chorographia. - Topographia. - Nivelamento Topographico. - Hydrographia. - Trabalhos Extraordinarios. - Distribuição do Tempo. - Tabella das Especialidades do Serviço [relativa a todas as matérias anteriores].
Filipe de Sousa Folque (1800-1874). "General de Divisão, nascido em Portalegre, a 28 de novembro de 1800. Filho do General Pedro Folque, em 1817 assentou praça voluntariamente na Armada como Aspirante de Piloto, sendo mais tarde sido promovido a Oficial. Ingressou na Universidade de Coimbra onde, em 1826, se doutorou em Matemática. Foi nomeado Director das Obras do Rio Mondego e, em 1827, Ajudante do Observatório da Universidade de Coimbra. Em 1833, o Doutor Filipe Folque, 2.º Tenente da Armada Real da Marinha, Opositor na Faculdade de Matemática na Universidade de Coimbra, foi transferido para o Exército, sendo promovido a 1.º Tenente adido ao Real Corpo de Engenheiros, onde fez toda a sua carreira militar.
Lisboa, Imprensa Nacional, 1861. In-4.º (24cm) de 19, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual geodésico.
"Sendo indispensavel introduzir nos diversos ramos do serviço dos trabalhos geodesicos do reino methodos claros e faceis, que produzam a maior economia de tempo; por isso, para abreviar a formação do diario mensal, exigido no artigo X § 3.º das instrucções, organisámos o seguinte diccionario, em que se acham todas as especialidades do serviço d'esta direcção geral, e os assumptos em cada uma d'ellas de decompôe."
(excerto da introdução)
Matérias:
- Geodesia. - Geographia. - Chorographia. - Topographia. - Nivelamento Topographico. - Hydrographia. - Trabalhos Extraordinarios. - Distribuição do Tempo. - Tabella das Especialidades do Serviço [relativa a todas as matérias anteriores].
Filipe de Sousa Folque (1800-1874). "General de Divisão, nascido em Portalegre, a 28 de novembro de 1800. Filho do General Pedro Folque, em 1817 assentou praça voluntariamente na Armada como Aspirante de Piloto, sendo mais tarde sido promovido a Oficial. Ingressou na Universidade de Coimbra onde, em 1826, se doutorou em Matemática. Foi nomeado Director das Obras do Rio Mondego e, em 1827, Ajudante do Observatório da Universidade de Coimbra. Em 1833, o Doutor Filipe Folque, 2.º Tenente da Armada Real da Marinha, Opositor na Faculdade de Matemática na Universidade de Coimbra, foi transferido para o Exército, sendo promovido a 1.º Tenente adido ao Real Corpo de Engenheiros, onde fez toda a sua carreira militar.
Ainda
decorria a Guerra Civil entre Liberais e Absolutistas, quando em 1833,
começou a trabalhar com o seu pai, Pedro Folque que dirigia
superiormente a Comissão para os Trabalhos de Triangulação Geral e
Levantamento da Carta Corográfica do Reino (Ministério da Guerra). Em
1849, após a morte de seu pai, foi encarregado de dar continuidade aos
trabalhos, e em 1852, em pleno período da Regeneração, com a criação do
novo Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, passa a
chefiar a Comissão Geodésica e Topográfica do Reino. Mais tarde, esta
grande estrutura administrativa e científica cresce, denominando-se
Direcção-Geral. As suas competências e designações foram-se alterando ao
longo dos anos e, no final da sua vida Filipe Folque era Director-Geral
dos Trabalhos Geodésicos, Topográficos, Hidrográficos e Geológicos do
Reino.
Além de grande impulsionador da Cartografia em Portugal, colocando-a ao nível do que de melhor se fazia na Europa (como foi pública e internacionalmente reconhecido por sucessivos prémios), foi responsável pela adoção dos novos métodos de reprodução e divulgação da mesma, quer seja com a contratação do Mestre polaco Jan Lewicki para introdução da Litografia na Cartografia portuguesa; quer, já na década de 70, na criação dentro da estrutura orgânica da Direcção-Geral, da nova Secção Fotográfica (chefiada pelo Lente de Química José Júlio Rodrigues, e que atuava no edifício da Real Academia das Ciências de Lisboa), que se impõe como primeiro organismo oficial de fotografia em Portugal. Apadrinhou, ainda, o desenvolvimento dos estudos geológicos (Presidente da Comissão Directora dos Trabalhos Geológicos do Reino) e hidrográficos, tendo sido o responsável pela criação da classe de Oficiais Engenheiros Hidrográficos, na Marinha.
Além de grande impulsionador da Cartografia em Portugal, colocando-a ao nível do que de melhor se fazia na Europa (como foi pública e internacionalmente reconhecido por sucessivos prémios), foi responsável pela adoção dos novos métodos de reprodução e divulgação da mesma, quer seja com a contratação do Mestre polaco Jan Lewicki para introdução da Litografia na Cartografia portuguesa; quer, já na década de 70, na criação dentro da estrutura orgânica da Direcção-Geral, da nova Secção Fotográfica (chefiada pelo Lente de Química José Júlio Rodrigues, e que atuava no edifício da Real Academia das Ciências de Lisboa), que se impõe como primeiro organismo oficial de fotografia em Portugal. Apadrinhou, ainda, o desenvolvimento dos estudos geológicos (Presidente da Comissão Directora dos Trabalhos Geológicos do Reino) e hidrográficos, tendo sido o responsável pela criação da classe de Oficiais Engenheiros Hidrográficos, na Marinha.
Em termos
de grandes marcos da cartografia nacional, é responsável pelo
levantamento da Carta Geral do Reino ou Carta Corográfica de Portugal na
escala 1: 100.000 (não obstante não ter tido tempo para assistir à sua
conclusão, com a publicação das últimas folhas); pela Carta Topográfica
da Cidade de Lisboa, na escala 1: 1.000, em 65 folhas manuscritas e
coloridas, que permitiram a elaboração da excelente Carta de Lisboa,
litografada, na escala 1: 5.000; do Plano Hidrográfico da barra do Porto
de Lisboa, na escala 1: 10.000, entre muitos outros trabalhos.
Com a criação da Escola Politécnica de Lisboa foi nomeado Lente de Astronomia. Foi mestre de Matemática dos filhos da Rainha D. Maria II e acompanhou estes, D. Pedro V e seu irmão Luiz, Duque do Porto (mais tarde Rei D. Luiz I) nas duas viagens que estes efetuaram à Europa em 1854 e 1855, já com a patente de Brigadeiro.
Social e politicamente muito ativo, foi Deputado da Nação pelo ciclo de Portalegre, sua terra natal, e pelo ciclo de Lisboa.
Com a criação da Escola Politécnica de Lisboa foi nomeado Lente de Astronomia. Foi mestre de Matemática dos filhos da Rainha D. Maria II e acompanhou estes, D. Pedro V e seu irmão Luiz, Duque do Porto (mais tarde Rei D. Luiz I) nas duas viagens que estes efetuaram à Europa em 1854 e 1855, já com a patente de Brigadeiro.
Social e politicamente muito ativo, foi Deputado da Nação pelo ciclo de Portalegre, sua terra natal, e pelo ciclo de Lisboa.
Ainda em
1834, foi feito Sócio efetivo da Academia Real das Ciências de Lisboa,
de que veio a ser Director de classe, em 1850. Lente jubilado da Escola
Politécnica de Lisboa e da Escola do Exército, e devido aos seus grandes
conhecimentos musicais (exímio flautista), colaborou ativamente com
Almeida Garrett na fundação do Conservatório Nacional, chegando a ser
Director da Secção de Música. Foi ainda colaborador assíduo da altamente
prestigiada Revista Militar e escreveu várias obras científicas, que
serviram de base a muitos estudiosos da matéria.
Recebeu a
mercê régia de ser nomeado Fidalgo da Casa Real e Par do Reino. Foi
agraciado com a Ordem Militar de Santiago da Espada, grau de Grã-Cruz; e
com o grau de Comendador das seguintes Ordens: Real Ordem de S. Bento
de Aviz, Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Ordem de
Leopoldo (da Bélgica), Ordem da Coroa de Carvalho e Ordem do Leão (ambas
dos Países-Baixos), Legião de Honra (de França) e da Ordem de S. Jorge
(do Reino das Duas Sicílias)."
(fonte: ftp.igeo.pt)
Encadernação cartonada revestida de tecido. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
(fonte: ftp.igeo.pt)
Encadernação cartonada revestida de tecido. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
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*FOLQUE (Filipe),
1ª E D I Ç Ã O,
Ciências geodésicas,
Hidrologia,
Livros antigos,
Livros séc. XIX,
Manuais / Compêndios,
Marinha,
Topografia
26 maio, 2016
FOLQUE, Filippe - INSTRUCÇÕES PARA OS TRABALHOS HYDROGRAPHICOS DOS RIOS, PORTOS E BARRAS E OBSERVAÇÕES DE MARÉS, SONDAS E NIVELAMENTOS COM A DESCRIPÇÃO E RECTIFICAÇÕES DO THEODOLITO. Por... do Conselho de Sua Magestade Fidelissima, Brigadeiro Director Geral dos referidos trabalhos. Lisboa, Imprensa Nacional, 1864. In-4.º (24cm) de [2], 28 p. ; [4] f. desdob. ; E.
1.ª edição.
Ilustrado com 4 desdobráveis no final da obra.
"Os trabalhos das plantas hydro-topographicas devem ter sempre por base pontos trigonometricos ligados com e triangulação geral do paiz, formando-se, na falta d'esta, uma triangulação especial sobre uma base medida.
A planta de qualquer rio será levantada de um determinado ponto a montante até á sua foz na escala de 1/2500, abrangendo as margens até 200 metros proximamente de distancia da linha da maior cheia; e bem assim a parte da costa na extensão de 1:250 metros para a direita e esquerda da barra, e o terreno para o interior da costa a uma distancia não menor de 200 metros, alem do preamar das maiores aguas.
Como estas plantas têem geralmente de ser reduzidas para os usos da navegação, será conveniente levantar então na escala de 1/10000 todo o terreno das margens e costa que tiver de fazer parte dos planos hydrographicos, até 500 metros, alem dos limites acima para a escala de 1/2500."
(excerto do texto)
Filipe de Sousa Folque (1800-1874). "General de Divisão, nascido em Portalegre, a 28 de novembro de 1800. Filho do General Pedro Folque, em 1817 assentou praça voluntariamente na Armada como Aspirante de Piloto, sendo mais tarde sido promovido a Oficial. Ingressou na Universidade de Coimbra onde, em 1826, se doutorou em Matemática. Foi nomeado Director das Obras do Rio Mondego e, em 1827, Ajudante do Observatório da Universidade de Coimbra. Em 1833, o Doutor Filipe Folque, 2.º Tenente da Armada Real da Marinha, Opositor na Faculdade de Matemática na Universidade de Coimbra, foi transferido para o Exército, sendo promovido a 1.º Tenente adido ao Real Corpo de Engenheiros, onde fez toda a sua carreira militar.
1.ª edição.
Ilustrado com 4 desdobráveis no final da obra.
"Os trabalhos das plantas hydro-topographicas devem ter sempre por base pontos trigonometricos ligados com e triangulação geral do paiz, formando-se, na falta d'esta, uma triangulação especial sobre uma base medida.
A planta de qualquer rio será levantada de um determinado ponto a montante até á sua foz na escala de 1/2500, abrangendo as margens até 200 metros proximamente de distancia da linha da maior cheia; e bem assim a parte da costa na extensão de 1:250 metros para a direita e esquerda da barra, e o terreno para o interior da costa a uma distancia não menor de 200 metros, alem do preamar das maiores aguas.
Como estas plantas têem geralmente de ser reduzidas para os usos da navegação, será conveniente levantar então na escala de 1/10000 todo o terreno das margens e costa que tiver de fazer parte dos planos hydrographicos, até 500 metros, alem dos limites acima para a escala de 1/2500."
(excerto do texto)
Filipe de Sousa Folque (1800-1874). "General de Divisão, nascido em Portalegre, a 28 de novembro de 1800. Filho do General Pedro Folque, em 1817 assentou praça voluntariamente na Armada como Aspirante de Piloto, sendo mais tarde sido promovido a Oficial. Ingressou na Universidade de Coimbra onde, em 1826, se doutorou em Matemática. Foi nomeado Director das Obras do Rio Mondego e, em 1827, Ajudante do Observatório da Universidade de Coimbra. Em 1833, o Doutor Filipe Folque, 2.º Tenente da Armada Real da Marinha, Opositor na Faculdade de Matemática na Universidade de Coimbra, foi transferido para o Exército, sendo promovido a 1.º Tenente adido ao Real Corpo de Engenheiros, onde fez toda a sua carreira militar.
Ainda decorria a Guerra Civil entre Liberais e Absolutistas, quando em 1833, começou a trabalhar com o seu pai, Pedro Folque que dirigia superiormente a Comissão para os Trabalhos de Triangulação Geral e Levantamento da Carta Corográfica do Reino (Ministério da Guerra). Em 1849, após a morte de seu pai, foi encarregado de dar continuidade aos trabalhos, e em 1852, em pleno período da Regeneração, com a criação do novo Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, passa a chefiar a Comissão Geodésica e Topográfica do Reino. Mais tarde, esta grande estrutura administrativa e científica cresce, denominando-se Direcção-Geral. As suas competências e designações foram-se alterando ao longo dos anos e, no final da sua vida Filipe Folque era Director-Geral dos Trabalhos Geodésicos, Topográficos, Hidrográficos e Geológicos do Reino.
Além de grande impulsionador da Cartografia em Portugal, colocando-a ao nível do que de melhor se fazia na Europa (como foi pública e internacionalmente reconhecido por sucessivos prémios), foi responsável pela adoção dos novos métodos de reprodução e divulgação da mesma, quer seja com a contratação do Mestre polaco Jan Lewicki para introdução da Litografia na Cartografia portuguesa; quer, já na década de 70, na criação dentro da estrutura orgânica da Direcção-Geral, da nova Secção Fotográfica (chefiada pelo Lente de Química José Júlio Rodrigues, e que atuava no edifício da Real Academia das Ciências de Lisboa), que se impõe como primeiro organismo oficial de fotografia em Portugal. Apadrinhou, ainda, o desenvolvimento dos estudos geológicos (Presidente da Comissão Directora dos Trabalhos Geológicos do Reino) e hidrográficos, tendo sido o responsável pela criação da classe de Oficiais Engenheiros Hidrográficos, na Marinha.
Além de grande impulsionador da Cartografia em Portugal, colocando-a ao nível do que de melhor se fazia na Europa (como foi pública e internacionalmente reconhecido por sucessivos prémios), foi responsável pela adoção dos novos métodos de reprodução e divulgação da mesma, quer seja com a contratação do Mestre polaco Jan Lewicki para introdução da Litografia na Cartografia portuguesa; quer, já na década de 70, na criação dentro da estrutura orgânica da Direcção-Geral, da nova Secção Fotográfica (chefiada pelo Lente de Química José Júlio Rodrigues, e que atuava no edifício da Real Academia das Ciências de Lisboa), que se impõe como primeiro organismo oficial de fotografia em Portugal. Apadrinhou, ainda, o desenvolvimento dos estudos geológicos (Presidente da Comissão Directora dos Trabalhos Geológicos do Reino) e hidrográficos, tendo sido o responsável pela criação da classe de Oficiais Engenheiros Hidrográficos, na Marinha.
Em termos de grandes marcos da cartografia nacional, é responsável pelo levantamento da Carta Geral do Reino ou Carta Corográfica de Portugal na escala 1: 100.000 (não obstante não ter tido tempo para assistir à sua conclusão, com a publicação das últimas folhas); pela Carta Topográfica da Cidade de Lisboa, na escala 1: 1.000, em 65 folhas manuscritas e coloridas, que permitiram a elaboração da excelente Carta de Lisboa, litografada, na escala 1: 5.000; do Plano Hidrográfico da barra do Porto de Lisboa, na escala 1: 10.000, entre muitos outros trabalhos.
Com a criação da Escola Politécnica de Lisboa foi nomeado Lente de Astronomia. Foi mestre de Matemática dos filhos da Rainha D. Maria II e acompanhou estes, D. Pedro V e seu irmão Luiz, Duque do Porto (mais tarde Rei D. Luiz I) nas duas viagens que estes efetuaram à Europa em 1854 e 1855, já com a patente de Brigadeiro.
Social e politicamente muito ativo, foi Deputado da Nação pelo ciclo de Portalegre, sua terra natal, e pelo ciclo de Lisboa.
Com a criação da Escola Politécnica de Lisboa foi nomeado Lente de Astronomia. Foi mestre de Matemática dos filhos da Rainha D. Maria II e acompanhou estes, D. Pedro V e seu irmão Luiz, Duque do Porto (mais tarde Rei D. Luiz I) nas duas viagens que estes efetuaram à Europa em 1854 e 1855, já com a patente de Brigadeiro.
Social e politicamente muito ativo, foi Deputado da Nação pelo ciclo de Portalegre, sua terra natal, e pelo ciclo de Lisboa.
Ainda em 1834, foi feito Sócio efetivo da Academia Real das Ciências de Lisboa, de que veio a ser Director de classe, em 1850. Lente jubilado da Escola Politécnica de Lisboa e da Escola do Exército, e devido aos seus grandes conhecimentos musicais (exímio flautista), colaborou ativamente com Almeida Garrett na fundação do Conservatório Nacional, chegando a ser Director da Secção de Música. Foi ainda colaborador assíduo da altamente prestigiada Revista Militar e escreveu várias obras científicas, que serviram de base a muitos estudiosos da matéria.
Recebeu a mercê régia de ser nomeado Fidalgo da Casa Real e Par do Reino. Foi agraciado com a Ordem Militar de Santiago da Espada, grau de Grã-Cruz; e com o grau de Comendador das seguintes Ordens: Real Ordem de S. Bento de Aviz, Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Ordem de Leopoldo (da Bélgica), Ordem da Coroa de Carvalho e Ordem do Leão (ambas dos Países-Baixos), Legião de Honra (de França) e da Ordem de S. Jorge (do Reino das Duas Sicílias)."
(fonte: ftp.igeo.pt)
Encadernação cartonada revestida de tecido. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
(fonte: ftp.igeo.pt)
Encadernação cartonada revestida de tecido. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
40€
20 dezembro, 2012
LEMOS, Vítor Hugo de – MARCAS DE NIVELAMENTO DA CIDADE DE
LISBOA. Lisboa, [Câmara Municipal de Lisboa], 1941. In-4.º (24cm) de 107, [4] p.
; [2] mapas ; B.1.ª edição.
Contém dois mapas desdobráveis:
Esquemas das Linhas de Nivelamento de Lisboa (escala = 1 :
25.000)
Marcas de Nivelamento da Cidade de Lisboa (escala = 1 :
25.000)
“Na Cidade de Lisboa colocaram-se, em 1939, 580 marcas de
nivelamento, solidamente fixadas nas sapatas de monumentos, em soleiras de
portas, nas cantarias de algumas construções, nas faixas dos passeios, etc. As cotas foram determinadas por operações de nivelamento
geométrico.
Devem as marcas, de futuro, prestar grandes serviços às
obras municipais, para o que é indispensável que se torne fácil o
aproveitamento dos resultados obtidos.
É o que se pretende conseguir com esta publicação, tornando prático:
1.º - Conhecer as marcas de nivelamento que existem em qualquer zona da Cidade.
2.º - Encontrar as marcas que interessem em cada caso. 3.º - Conhecer as cotas
correspondentes.”
(excerto da introdução)
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Leve
sombreado nas capas.
Raro.
Indisponivel
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*LEMOS (Vítor Hugo de),
1ª E D I Ç Ã O,
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Lisboa,
Monografias,
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