Mostrar mensagens com a etiqueta Anarquismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Anarquismo. Mostrar todas as mensagens

01 março, 2018

SALGADO, Heliodoro - A EGREJA E O PROLETARIADO. Por... Porto, Sociedade Cooperativa de Producção Typographica O Trabalho-Editora, 1888. In-8.º (15,5cm) de 61, [3] p. ; B. Col. Propaganda Popular
1.ª edição.
"A questão clerical, sendo breve mas proficientemente tratada como o é na presente publicação, á face da Historia e dos principios da escóla positivista, envolve uma questão scientifica cujas soluções necessario se torna vulgarisar, afim de promoverem a mais proficua e segura orientação sobre a absurdidade dos privilegios jesuiticos baseados na Igreja. Demais, tendo esta Sociedade [O Trabalho] em vista cooperar da maneira mais efficaz, na elevação do espirito popular a um ideal de Justiça que dispense a educação viciada que herdamos dos jesuitas, educação cimentada nas velhas theocracias, necessariamente, um dos primeiros cuidados d'esta Sociedade, deve ser a guerra sem quartel ao partido clerical, um dos mais antigos e irreconciliaveis inimigos da emancipação do Proletariado."
(Excerto da introdução, Duas palavras)
Summario:
I. A inquisição. II. Os martyres do livre-pensamento. III. Consequencias sociaes do ensino catholico. IV. Vista retrospeciva do christianismo. V. O catholicismo na peninsula. VI. Os Jesuitas. VII . O clericalismo e o progresso. VIII. Evolução historica do povo.
Heliodoro Salgado (1861-1906). "Começou a desenvolver a actividade de jornalista no jornal O Operário de tendências socialistas, porque nessa altura estava inscrito no Partido dos Operários Socialistas. No final da década de oitenta do século XIX começa a aproximar-se cada vez mais das ideias republicanas a que veio a aderir próximo do Ultimato inglês de 1890. Nas eleições realizadas em Março de 1890 apresentou-se como candidato a deputado, mas obteve um resultado decepcionante. Manifestou sempre fortes preocupações sociais destacando-se como defensor da instrução popular, da melhoria das condições de vida das classes trabalhadoras e a veemência dos seus textos valeram-lhe em diversas ocasiões a prisão e a censura dos seus escritos. [...] “Protótipo do proletário intelectual” [David Ferreira, Dicionário de História de Portugal, vol. V, dir. Joel Serrão, Livraria Figueirinhas, Porto, 1992, p. 425-426], Heliodoro Salgado acaba por morrer com 45 anos. Era considerado um grande orador nos comícios organizados pelos republicanos, para defender as causas dos mais fracos e injustiçados socialmente."
(Fonte: arepublicano.blogspot.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
15€

24 janeiro, 2018

SALGADO, Heliodoro - MENTIRAS RELIGIOSAS. Prefacio de Fernão Botto Machado. Lisboa, Typographia do Commercio, 1906. In-8.º (19,5cm) de 183, [9] p. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com um retrato do autor.
"Heliodoro Salgado, d'entre os maiores o maior luctador e apostolo da Causa da Justiça e da Liberdade merece todos os preitos que se lhe faça. Elle foi um homem que dedicou toda a sua vida á cuasa dos opprimidos, portanto, a estes cumpre o dever de propagar a sua obra, a maior e a mais sincera homenagem que se lhe pode dedicar. Bem novo ainda, comprehendeu a não existencia de Deus; desde então começou a sua vida revolucionaria. No nosso tempo não houve quem o igualasse. A mentira religiosa, foi por elle autopsiada, tão tenazmente, que conseguiu pôr a religião em decadencia."
(Excerto da introdução)
Heliodoro Salgado (1861-1906). Começou a desenvolver a actividade de jornalista no jornal O Operário de tendências socialistas, porque nessa altura estava inscrito no Partido dos Operários Socialistas. No final da década de oitenta do século XIX começa a aproximar-se cada vez mais das ideias republicanas a que veio a aderir próximo do Ultimato inglês de 1890. Nas eleições realizadas em Março de 1890 apresentou-se como candidato a deputado, mas obteve um resultado decepcionante. Manifestou sempre fortes preocupações sociais destacando-se como defensor da instrução popular, da melhoria das condições de vida das classes trabalhadoras e a veemência dos seus textos valeram-lhe em diversas ocasiões a prisão e a censura dos seus escritos. [...] “Protótipo do proletário intelectual” [David Ferreira, Dicionário de História de Portugal, vol. V, dir. Joel Serrão, Livraria Figueirinhas, Porto, 1992, p. 425-426], Heliodoro Salgado acaba por morrer com 45 anos. Era considerado um grande orador nos comícios organizados pelos republicanos, para defender as causas dos mais fracos e injustiçados socialmente."
(Fonte: arepublicano.blogspot.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Muito invulgar.
Indisponível

15 agosto, 2016

KROPOTKINE, Pedro - Á GENTE NOVA. Versão de Affonso-Lopes Vieira. Lisboa, Livraria Editora: Viuva Tavares Cardoso, 1904. In-8.º (19cm) de 31, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Exortação à juventude do russo Piotr Kropotkin - célebre ideólogo do movimento anarquista mundial -, em versão traduzida por Afonso Lopes Vieira, ilustrativo de um aspecto menos conhecido da vida do poeta português.
A tradução do folheto de Kropotkine, cujas cópias subsistentes o autor tentou posteriormente recolher, é legitimada algo parodicamente: «Não tenho que me envergonhar. De resto, essa brochura explica-se ainda por uma paixoneta que tive pela sobrinha de Kropotkine que conheci em Paris. Não me arrastou ela até Londres?».
"É á gente nova que eu hoje quero falar.
Que os velhos, - os velhos de coração e de espirito, - ponham de parte, pois, esta brochura, para não fatigarem inutilmente os olhos com uma leitura que nada lhes dirá.
Supponho que vos aproximaes dos dezoito ou vinte annos; que acabastes agora a vossa aprendizagem ou os vossos estudos; que ides entrar na vida. Tendes, creio eu, o espirito desembaraçado das superstições que procuraram incutir-vos; não temeis o diabo e não ides ouvir curas e pastores. Sobretudo, não sois janotas, tristes productos de uma sociedade moribunda, que passeiam nas ruas as suas calças á moda e as suas faces de macacos, e que nesta idade não teem já senão appetites de gozo, custe o que custar...; acredito, pelo contrario, que tendes o coração muito no seu logar, e eis porque vos falo.
Uma pergunta, sei-o bem, a vós proprios fazeis:
- Que vou eu ser?"
(excerto do Cap. I)
MEDINA, João - AFONSO LOPES VIEIRA : anarquista. Introdução e notas de... Lisboa, Edições António Ramos, 1980. In-8.º (21cm) de 97, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo de João Medina sobre a faceta anarquista de Afonso Lopes Vieira. Ilustrado com um retrato do poeta.
"A evolução estético-ideológica de Afonso Lopes Vieira, a sua marcada inflexão conservadora, embora inconformista e sempre anti-salazarista, tendem a fazer esquecer a especial atmosfera um tanto nihilista, para não dizer libertária, que rodeia as suas primeiras produções literárias, nomeadamente um estranho livro invulgar que publicou em 1904, a novela «Marques». Colega e amigo do anarquista e bombista Alberto Costa, o Pad Zé coimbrão, com ligações de amizade e até profissionais com o tipógrafo e revisor anarquista Alexandre Vieira, tradutor de Kropotkine, o autor de Náufrago deixou-se fortemente impregnar por uma especial atmosfera finissecular composta de nihilismo, toslstoísmo, acracia e certas ideias eslavas muito em voga, que parece estar na base do seu romancezinho de 1904. Empenhado posteriormente em valores de casticismo e de «reaportuguesamento» anti-republicanos e, em geral, antidemocráticos, sequaz moderado das hostes do Pelicano, que ele mesmo, num banquete de homenagem a Sardinha, definira como «antiquários fanáticos», Lopes vieira deixa transparecer na sua obra de 1904, escrita quando tem ainda apenas vinte e sete anos e publicada no mesmo ano em que traduz Kropotkine, um ideário que só muito dificilmente se imagina conjugável com o do poeta e critíco que se empenhava em restituir à língua portuguesa o Romance de Amadis, dos Lobeiras, e a Diana de Jorge de Montemor, ao mesmo tempo que colaborava na revista Lusitânia e militava com crescente ardor contra a República, a ponto de se ver prisioneiro por algumas horas no Governo Civil, em 1921, por via dum poema Ao Soldado Desconhecido, de intenções claramente hostis à atitude política que ditara a nossa entrada na guerra de 14-18 ao lado das nações aliadas."
(excerto do Cap. II, A tentação anarquista)
Matérias:
I - Afonso Lopes Vieira anarquista: 1 - Estreia literária. 2 - A tentação anarquista. 3 - A novela eslava «MARQUES». 4 - Humilhados e ofendidos. Notas. II - Antologia: Da novela «MARQUES»: 1 - O nascimento de «Marques». 2 - O lusco-fusco lisboeta. 3 - A cidade do terramoto. 4 - Os sonhos do corcunda. 5 - Os varredores. 6 - Deus e os humilhados. 7 - O sonho de Marcos. 8 - Conto de Natal. Do livro de poemas «AR LIVRE»: 9 - À Cruz. Do «CONTO DE NATAL»: 10 - Um Pobre fala a Jesus.
Exemplares brochados em bom estado de conservação.
Invulgar conjunto.
Indisponível