31 dezembro, 2012

SARAMAGO, José – QUE FAREI COM ESTE LIVRO? Posfácio de Luiz Francisco Rebello. Lisboa, Editorial Caminho, 1980. In-8º (18,5cm) de 167, [1] p. ; B.
1ª edição.
“Peça de teatro publicada em 1980, dois anos antes da obra-prima Memorial do Convento, é um livro que define, já nessa fase inicial da sua carreira, o estilo ácido, corrosivo, de José Saramago. Não é exagero afirmar-se que o livro se resume a uma sátira aos vícios do reino, vícios de ontem e de hoje.”
Camões segura com ambas as mãos o primeiro exemplar [d’Os Lusíadas] saído dos prelos, e formula então a pergunta que dá o título à peça: «Que farei com este livro?». Mas logo a transforma noutra pergunta que é afinal a resposta justa àquela – e a única possível: «Que fareis com este livro?». Porque escrevendo Os Lusíadas, Camões fez o que lhe cumpria fazer – o resto é já com os seus leitores. […] No limiar de um tempo novo, é uma nova existência que começa. Um novo drama também, cujo protagonista já não é Luís Vaz de Camões, mas o destinatário do seu livro e a sua razão maior de ser (e agora também desta peça que o toma para ponto de partida): o povo português.” (excerto do posfácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

28 dezembro, 2012

GOMES, Leovigildo dos Santos – “COMISSÃO NO ARQUIPÉLAGO” (Episódio marítimo durante a Guerra de 1939-1945). Lisboa, Depositária: Parceria António Maria Pereira, [1959]. In-8º (19cm) de 126, [2] p. ; B.
Dramática narrativa do resgate dos náufragos de um navio mercante inglês – o «Roxburg-Castle» - torpedeado pelo submarino alemão U-107 ao largo dos Açores. O salvamento foi realizado pelo contra-tropedeiro da Armada Portuguesa, «Lima», comandado pelo capitão-tenente Sarmento Rodrigues, que no regresso a Ponta Delgada foi atingido por brutal tempestade, salvando-se miraculosamente.
Á velocidade de vinte e seis milhas o navio tenta ganhar a ilha de S. Miguel, antes da noite, fugindo ao tufão anunciado de oeste… […] O navio erguia a proa com esforço, estremecendo continuamente. Parecia estalar de encontro às ondas que o empenavam, resfolgando os pulmões o último arranque pedido. Galgada a vaga, caía como vencido na cruenta luta, mas em último sacrifício seus músculos de ferro faziam-no empinar, sacudindo dos flancos turbilhões de espuma. […] Mas uma vaga de maior dimensão ainda, eleva pela popa a unidade de guerra, obriga-a a descair sobre bombordo com uma inclinação que causa calafrios e quando toda a marinhagem esperava, fria como o mármore, ver o navio soerguer-se, nova vaga semelhante à anterior, sem dar tempo de reequilíbrio, impele-o mais para a bocarra imensa, pondo a descoberto todo o bombordo até à quilha. […] O corpo cinzento não reage; dobra-se num último estremeção, procura instintivamente a firmeza a fugir. Todo o bombordo assenta no mar cavado que entra pelas chaminés, sufocando o fumo por instantes…
Ainda relativamente a este episódio, refere o autor no apêndice: “Neste barco o aparelho de medir a inclinação registou uma terrível oscilação de oitenta graus, mas ergueu-se de novo. Não há memória de um navio registar semelhante inclinação e sobreviver.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa suja, com defeitos.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

27 dezembro, 2012

CASTRO, D. João de - REDEMPÇÃO. Lisboa, Empreza da Historia de Portugal, 1904. In-8.º (19cm) de 494, [2] p. ; E.
1.ª edição.
D. João de Vasconcelos Sousa Castro e Melo (1871-1955). "Ficou na história da literatura portuguesa com o nome de D João de Castro. Tornou-se inicialmente conhecido devido à inovadora obra poética, mas salientou-se no romance psicológico de carácteres e na investigação histórica. Fez parte de um grupo de escritores que na sua irreverente juventude foi conhecido pelos "Nefelibatas", de que faziam parte, entre outros, Júlio Brandão, Raúl Brandão, Justino de Montalvão, Alberto de Oliveira, Eduardo d'Artayett e, ainda, o pintor Inácio de Pinho e o caricaturista Celso Hermínio. Deixou vasta obra (poesia, romance, teatro, etc.), e colaborou desde 1926 até à sua morte, em 1955, com "O Primeiro de Janeiro", escrevendo quinzenalmente os "artigos de fundo", muitos deles dedica dos à história das famílias . Também foi o autor das notas históricas incluidas nos primeiros 80 números do "Boletim da D.G. dos Edifícios e Monumentos Nacionais."
Encadernação editorial inteira de sintético com ferros gravados a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
Reservado

26 dezembro, 2012

MORAIS, Tenente Pina de – O SOLDADO-SAUDADE NA GUERRA-GRANDE. Rio de Janeiro, Renascença Portuguesa – Porto [imp. na Typographia do Annuario do Brasil], 1921. In-8º (18cm) de 157, [3] p. ; [7] f. il. ; E.
Ilustrado com 7 estampas em extratexto.
Conjunto de crónicas, episódios e histórias da Grande Guerra.
[…] “Era assim o peito do meu soldado!
Nunca esquecerei a sua figura heroica que vi sempre – recortada na neve branca da planície, na água lodosa dos drenos ou confundida nas crateras escuras das trincheiras.
Entardecia na Flandres, o Ocidente muito longe prás bandas de Portugal. As sombras dos combatentes esbatiam-se nas escarpas. O silêncio de um dia sem combater enchia a terra de meditações cristãs.
Ai do lusíada, coitado!...
Dobrava no convento das trincheiras….”
(excerto do Soldado-Saudade)
Índice:
O Soldado-Saudade. A Melhor Esmola. Panache. «O Ganga» bom soldado. Um Remorso. O Capitão dos «Souvenirs». Maçonaria de Trincheiras. Cauchemar. Madame la Baronne. A Morte de Pierrot. O «Lisboa». La Petite Viéve. O ultimo Natal da guerra. Madame la Fermière. Um como tantos. Médicos. O Medo. Ingleses e Americanos. A Caveira. Uma francesa famosa. Musa das Trincheiras: - Fado do Soldado – Fado do «Corned Beef» - A Carta do Soldado - * * * - Os Morteiros – Em Campanha 7-XII-917 – A Nevada – Balada da Neve na Trincheira – A Bala. Ultimas paginas d’um diário.
Encadernação editorial decorada com cercadura nas pastas e ferros a negro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Pasta anterior levemente descorada; assinatura de posse datada na 1ª p. em bco. (que antecede f. anterrosto).
Invulgar.
Indisponível

25 dezembro, 2012

MENDONÇA, Henrique Lopes de - TRADIÇÃO MARÍTIMA DE PORTUGAL. Conferência pronunciada a bordo do cruzador «Adamastor», no dia 5 de Novembro de 1915, por Henrique Lopes de Mendonça, capitão de mar e guerra reformado. Lisboa, Imprensa Nacional, 1915. In-8º (22,5cm) de 22, [2] p. ; B.
“Estamos a bordo de um navio cuja existência atesta o patriotismo dos portugueses, construído como foi à custa de uma espontânea subscrição nacional. Há-de êsse patriotismo ter desfalecências, quando se trata de  levantar aos olhos do mundo uma grande memória? Não o creio. O nome de Adamastor, dado a êste navio, prova que as grandes tradições, quer sejam históricas, quer poéticas, são sempre invocadas para alentar os espíritos e levantar os corações. […] Os portugueses precisam recordar a sua vitória sobre o Adamastor do passado para encararem sem medo todos os Adamastores do futuro.” (excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos. Assinatura possessória coeva na capa.
Raro.
10€

24 dezembro, 2012

RÉGIO, José - O NATAL NA ARTE PORTUGUESA. Lisboa, Artis, 1965. In-4.º (25cm) de 18, [2], VI, [2] p. ; [40] f. il. ; E.
1.ª edição.
Edição de luxo de grande esmero e apuro gráfico, impressa em papel encorpado, belíssimamente ilustrada com 40 estampas a p.b. e a cores que reproduzem quadros de várias gerações de pintores portugueses.
Estampas em heliogravura tiradas na Neogravura sobre fotografias de Mários Novaes, Castelo Branco, Teófilo Rego, Abreu Nunes, e outras cedidas pelo Museu Nacional de Arte Antiga.
"Se a arte não é senão uma certa forma de expressão do homem, na arte portuguesa hevia de repercurtir o encanto, o mistério e a alegria do Natal. Através da música, através da poesia, através da dança, através da escultura, através da pintura, através do teatro, - e quer nas suas manifestações populares quer nas cultas - foi e é comemorado o Natal pela gente portuguesa." (excerto do texto)
Encadernação editorial com acabamento em tela, ferros gravados a prata e aplicação manual de uma gravura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Defeito junto à extremidade superior da lombada.
Invulgar.
30€

23 dezembro, 2012

FIGUEIREDO, Candido de – O BACHAREL RAMIRES : historia de um dissidente. Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira, 1894. In-8º (18,5cm) de [6], 233, [1] ; E. Collecção Antonio Maria Pereira, 29.
1ª edição.
Conjunto de contos, alguns de índole histórica.
O Bacharel Ramires
A Mulher que ri
Um crime há cinco anos
O coração de um banqueiro
As Espingardeiras
A Estanqueira
O Carmelita
António Cândido de Figueiredo (1846-1925). “Foi um filólogo e escritor português, autor do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, originalmente publicado em 1899 e depois alvo de múltiplas reedições até ao presente. Publicou também inúmeros estudos de linguística e escritos de ficção e crítica, entre as quais Lisboa no ano 3000, obra de crítica social e institucional, saída a público em 1892. Também traduziu numerosas obras de filologia e linguística. Foi um dos fundadores da Sociedade de Geografia de Lisboa e sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras.”
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. anterrosto e carimbo no rosto.
Invulgar.
15€

22 dezembro, 2012

EPIFANIA, Fr. Manoel da – VERDADEIRO METHODO // DE // PREGAR, // PRATICADO EM VARIAS // Oraçoens Funebres, Sermoens Panegyri- // nos, e Discursos Moraes de Pro- // fissoens Religiosas // POR // Fr. MANOEL DA EPIFANIA, // Religioso de S. Francisco da Observante // Provincia de Portugal, e Leitor // Jubilado // LISBOA: // Na Officina de Antonio Vicente da Silva. // Anno de MDCCLIX. // Com todas as licenças necessárias, // e Privilegio Real. In-8º (20cm) de [8], 419, [1] p. ; E.
Obra de referência do movimento renovador, pela simplificação do discurso moral barroco.
“A oratória sacra adquiriu na época barroca uma intensidade retórica, seja no enquadramento paroquial ou conventual, que dimana da piedade prevalecente. Proferida do púlpito, a pregação religiosa cumpria a dupla função de ensinar e exortar os fiéis. Expressividade gestual e eloquência potenciavam a mensagem. No âmbito do ministério eclesiástico, o pregador transmitia, defendia e incitava os ouvintes aos artigos da fé, à palavra da salvação. […] Do predomínio de delectare caminha-se para o privilégio de docere. Os sinais de crítica e renovação encontram-se no entender de Pinto de Castro, na Nova arte de conceitos (1718-1721), Francisco Leitão Ferreira, que propõe uma moderação conceitual: retórica perceptível, sóbria, equilibrada e verdadeira. Todavia, é consensual, que só com Luís António Verney se desencadeou uma plena reacção anti-barroca. Publicado em 1746, O Verdadeiro Método de Estudar sugere uma renovação do sistema pedagógico nacional, em todos os níveis de ensino, seja no domínio dos métodos ou no das matérias. […] A propensão para o “vício do ambíguo” foi reconhecida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida, na pastoral de 2 de Julho de 1742, publicada nas igrejas da vila de Santarém no domingo, 12 de Agosto. Na qual se adverte os pregadores para a moderada aplicação engenhosa das expressões, de sorte que “nam elejam paradoxos por assumptos, que se costumam ordenar com subtilezas, sem fundamento de verdade”, que só “servem de ostentar vaidade do Pregador em confuzam e detrimento das almas”. O discurso deve ter clareza e verdade. Para isso, lê-se, façam-se “discursos moraes”, mas “despreze-se o noscivo, e superfluo”, as “palavras exquizitas” e os “estylos affectados, e artificiozos”. Instrução que se situa já num momento renovador do estilo parenético: pedagogia sem teatralidade retórica. A teorização da parénese renovada é da autoria de Frei Manuel da Epifania, com o seu Verdadeiro Método de Pregar (1759)…” (Maria de Fátima REIS, A parenética scalabitana: piedade e estética barrocahttp://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/7558.pdf)
“Chegou a epoca feliz, em que Portugal se esforça para sahir do antigo cativeiro, a que o tinha reduzido a falta do bom, e verdadeiro methodo nas artes, e nas sciencias. Todos principiaõ a trabalhar para o bem comum da Republica: as ideas adimraveis, que se formaõ, prometem hum Imperio florente, e fazem utilidade á nossa Naçaõ; o aparato brilhante, que se prepara, nos fornece os meyos para chegarmos á perfeiçaõ das bellas letras. Isto he concorrer para o bem comum de Portugal. Neste tempo, em que tanto se zela a prefeiçaõ dos estudos da nossa Patria, naõ he justo que o ministério sagrado do púlpito fique no antigo estado: o bem espiritual das almas he mais necessário do que o bem temporal da Republica. Este ministério sagrado tem duas enfermidades inveteradas, que necessitaõ de remedio: eu naõ sou medico com as qualidades necessárias para remediar este damno, nem reformador, que possa contribuir para formar a estatura brilhante da eloquência do púlpito: o mais que posso fazer he debuxar este tosco desenho, a fim de que os homens de bom caracter possaõ levar esta idéa á sua perfeiçaõ, ficando-me a honra do desejo, que me acompanha de ver entre nós em melhor estado a eloquência sagrada.” (excerto da introdução – “Ao Leytor”)
Encadernação coeva inteira de carneira com nervuras e ferros a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Observam-se alguns defeitos nas pastas; mancha de humidade antiga, marginal, no canto inferior, com especial incidência nas folhas iniciais e finais.
Raro.
Com interesse histórico.
85€

21 dezembro, 2012

MOURÃO-FERREIRA, David – O VIÚVO. Desenhos de António Pimentel. [S.l.], Estúdios Cor, 1962. In-8º (19,5cm) de 46, [2] p. ; il. ; B.
Ilustrado com bonitos desenhos de página inteira.
1ª edição.
“A morte é, possivelmente, a grande temática deste conto. Viúvo é aquele cuja cônjuge está morta, é aquele que sofre a morte da mulher amada. Um dos estranhamentos causados pela narrativa é patente, uma vez que a esposa de Adriano, Elsa, não está morta, mas sua amante, Paula.”
David de Jesus Mourão-Ferreira (1927-1996). Foi um escritor português. “É conhecido essencialmente como poeta do amor mas o alcance da sua obra vai além disso. David Mourão-Ferreira é também poeta da perturbação existencial e dos Natais; é poeta da claridade e da sombra. Dialoga com as várias épocas, evoca a mitologia e “transforma-a” no presente.”
Exemplar brochado com defeitos. Livro manchado de humidade, com particular incidência na capa e páginas iniciais.
Invulgar.
10€

20 dezembro, 2012

FALCÃO, Garibaldi - A BATALHA DO MARNE. A Grande Guerra. (Illustrada com 2 mapas). Lisboa, Guimarães & C.a, 1916. In-8º (22cm) de 128, [4] p. ; [1] mapa desdob. ; il. ; B.
Contém dois mapas, um dos quais, desdobrável.
“Para os que teem seguido de perto o desenrolar dos acontecimentos que constituem a horrível tragedia que há dois anos vem ensanguentando a Europa, não constitue elle uma novidade.  Servirá apenas para rememorar os antecedentes da batalha do Marne, a primeira grande victoria alcançada pelos exércitos aliados e que contituiu para muitos – para que occultal-o? – uma verdadeira surpresa, pois que imaginavam já vêr a França completamente aniquilada, esmagada sob o poderio das hordas teutónicas, a cujo avanço parecia impossível oppôr um dique.
Para aquelles, porem, cujas ocupações lhes não permitem seguir dia a dia, com o devido desenvolvimento, as operações militares, n’uma rápida leitura ficarão a par d’esse grande acontecimento, que marca uma étape na historia da Grande Guerra.” (excerto do prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa ligeiramente oxidada.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível
LEMOS, Vítor Hugo de – MARCAS DE NIVELAMENTO DA CIDADE DE LISBOA. Lisboa, [Câmara Municipal de Lisboa], 1941. In-4.º (24cm) de 107, [4] p. ; [2] mapas ; B.
1.ª edição.
Contém dois mapas desdobráveis:
Esquemas das Linhas de Nivelamento de Lisboa (escala = 1 : 25.000)
Marcas de Nivelamento da Cidade de Lisboa (escala = 1 : 25.000)
“Na Cidade de Lisboa colocaram-se, em 1939, 580 marcas de nivelamento, solidamente fixadas nas sapatas de monumentos, em soleiras de portas, nas cantarias de algumas construções, nas faixas dos passeios, etc. As cotas foram determinadas por operações de nivelamento geométrico.
Devem as marcas, de futuro, prestar grandes serviços às obras municipais, para o que é indispensável que se torne fácil o aproveitamento dos resultados obtidos.
É o que se pretende conseguir com esta publicação, tornando prático: 1.º - Conhecer as marcas de nivelamento que existem em qualquer zona da Cidade. 2.º - Encontrar as marcas que interessem em cada caso. 3.º - Conhecer as cotas correspondentes.”
(excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Leve sombreado nas capas.
Raro.
Indisponivel

19 dezembro, 2012

PIRES, José Cardoso – O HÓSPEDE DE JOB : romance. Lisboa, Arcádia, 1963. In-8º (19cm) de 253, [5] p. ; E.
1ª edição.
José Cardoso Pires (1925-1998). «Homem, nem de certezas nem de incertezas, nem olímpico nem angustiado, o autor de O Delfim investiu-se, como uma espécie de predestinação, no papel de detective por conta própria, apostado na descoberta de enigmas ou crimes, secularmente sepultados, sob o espesso silêncio português, raiz e matriz do tempo sonâmbulo (a frase é dele) que lhe coube viver. Viver e reviver em contos e romances inseparavelmente realistas e alegóricos, onde em quem os ler respirará um pouco aquele ar refeito de um passado português que foi o da sua geração e, eminentemente, o seu.» (Eduardo Lourenço, in Público, 27/10/98)
Encadernação editorial com sobrecapa.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar e apreciado.
20€

18 dezembro, 2012

VIDA MUNDIAL – 9 DE ABRIL DE 1918
Ano XXX – N.º 1504 – 5 de Abril de 1968
Director e Editor: Francisco Eugénio Martins.
Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1968. In-4.º (27cm) de 62, [2] p. ; mto il. ; B.
Revista de reportagem e actualidades nacionais e internacionais; contém neste número dois artigos com interesse histórico relacionados com a Grande Guerra:
Um artigo de fundo de homenagem a Bento Roma, herói de La Lys – «Um perfil e uma obra : 9 de Abril de 1918 – Bento Roma».
O testemunho do Dr. Agostinho de Sá Vieira, por ele próprio, – «No 50º aniversário do 9 de Abril de 1918 : testemunho do único oficial sobrevivente de Lacouture».
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
ALVES, Ricardo António – EÇA E OS VENCIDOS DA VIDA EM CASCAIS. Fragmentos de uma memória local. Estudo e antologia por… Cascais, Câmara Municipal de Cascais, 1998. In-8º (19,5cm) de 154, [2] p. ; [16] p. ; il. ; il. ; B. Col. Memória de Cascais, nº 4
Ilustrado no texto e em separado.
“Na sociedade de corte que Cascais foi, os actores estavam conscientes da comédia que representavam. Mas possivelmente alheados da iminente tragédia pessoal que significaria o fim do seu mundo – e, para alguns, o seu próprio fim.
Reunimos neste volume alguns escritos de protagonistas dessa época, textos que têm Cascais como pano de fundo.” (excerto da introdução)
Exemplar brochado, com as capas plastificadas, em bom estado de conservação. Assinatura de posse datada, na f. guarda (em bco).
Invulgar.
15€

17 dezembro, 2012

TAVARES, Silva – TRINCHEIRAS DE PORTUGAL. 3ª edição remodelada. 5º milhar. Porto, [Livraria de J. Pereira da Silva] – composto e impresso na Tipo-Lit. de «A Industrial Gráfica, Limitada», 1924. In-8º (20cm) de 88 p. ; il. ; B.
Ilustrado com bonitas vinhetas a assinalar o final de cada poema.
“Este livro é o fruto duma grande ansiedade de cantar o espírito da nossa Raça; o seu fogôso temperamento; a sua nobre sensibilidade e a pureza da sua alma. Escrito para depôr em reverencia no Altar da Patria, os seus assuntos são os rasgos do nosso Povo e, nomeadamente, a sua expressão de alto sacrifício e heroicidade, na grande guerra, que assolou o mundo.” (excerto do prefácio da 1ª edição)

Há na frente portuguesa,
sempre beijado de luz,
um Cristo, imerso em tristeza,
sobre tosca e negra cruz.

Ergue-se dentre os escombros
duma capela arrazada…
A neve cobre-lhe os hombros.
Silencio… Noite fechada!

Tem cinco Chagas Divinas
e sofreu a vida inteira,
p’ra que elas fôssem as Quinas
que estão na nossa bandeira!...
[…]
Soldados: - P’la noite enorme
refazei-vos das canceiras,
que a sentinela não dorme:
- véla o Cristo das Trincheiras!

(excerto do poema Nas trincheiras)

Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Lombada e capas apresentam defeitos; miolo em bom estado.
Invulgar.
Indisponível

15 dezembro, 2012

ABREU, Dr. Paulo Cancella d' - OS TRANSPORTES MARITIMOS DO ESTADO. Discurso proferido nas sessões de 14 e 16 de junho de 1922 da Camara dos Deputados pelo Deputado Monarchico... [S.l.], Edição das Juventudes Monarchicas Conservadoras, 1922. In-8.º (21cm) de 51, [1] p. ; B. Col. Os Grandes Encandalos da Republica, 1
1.ª edição.
Esta Colecção, «Os Grandes Escandalos da Republica», seria parte de um projecto de divulgação dos "pecados" da governação republicana; tanto quanto se sabe, este opúsculo não teve continuidade, o n.º 1 é tudo quanto foi publicado.
"SR. PRESIDENTE: Conforme as prescripções regimentaes, vou enviar para a meza a minha moção, concebida nos seguintes termos: «A Camara, reconhecendo a ruinosa administração do Estado em tudo o que respeita á utilização dos navios aprehendidos aos subditos inimigos, durante a guerra, de onde advieram para o thesouro publico prejuizos de algumas centenas de milhares de contos, passa á ordem do dia.»..."
Matérias:
I – Uma sessão histórica!...
- A apreensão dos navios alemães e austriacos. Suas causas. - O que foi o contracto Furness?! - Quanto rendeu o contracto Furness. - Um contracto ruinoso. - Erro na tonelagem. Prejuizos: - dezenas de milhares de contos!...
- Falta de actualização. Prejuizos: - dezenas de milhares de contos! - Total dos prejuízos. - Um navio transformado em horta!... - O contracto Furness não foi cumprido. Prejuizos: - dezenas de milhares de contos! - Os salvados… para elles!... - Prejuizos de centenas de milhares de contos.
II – Os escândalos dos Transportes Maritimos
- Compra e venda de cambiaes. - Roubos. - Emfarruscadelas… - Armazens. - Contabilidade e Escripta. - Agentes. - Pessoal. - Arrestos… e vergonhas. - Fretamentos. Tremendas responsabilidades dos governos da Republica
O Psichiatra dr. Camoezas! – Os boatos.
Continua o sudário!... Vexames de toda a ordem! A proposta de liquidação. T. M. E!…
“Pra nós, sr. Presidente, o ponto capital é este: acabar imediatamente com aquella vergonha nacional, que é, na phrase do sr. Presidente do Ministerio, um fóco de infecção.
Nada mais de Transportes Maritimos do Estado.
Transportes… Maritimos… do Estado!...
T… M… E!…
Estas três letras fatídicas serão o seu epithaphio. Devem ser gravadas ao alto no Pelourinho a que, na Historia para todo o sempre, há-de ficar amarrado a administração republicana!” (excerto do texto)
Paulo Cancela de Abreu (1885-1974). "Foi um jurista português, licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, dirigente da Ordem dos Advogados. Monárquico assumido. Presidente da Assembleia-geral das Juventudes Monárquicas Conservadoras e dirigente da Causa Monárquica. Secretário do Ministro da Justiça, Artur Montenegro (1909); Subdelegado do Procurador Régio em Águeda e Lisboa (1909-1910); Deputado (1922-1925). Corajoso, interventivo e batalhador, participou como deputado em seis legislaturas, sempre pelo círculo de Aveiro."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

14 dezembro, 2012

MOURÃO-FERREIRA, David - O IRMÃO. Peça em 2 actos. [Lisboa], Guimarães Editores, 1965. In-8.º (19cm) de 101, [3] p. ; B. Colecção de Teatro.
1.ª edição.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Só um leitor apressado da obra anterior de David Mourão-Ferreira (e refiro-me tanto à obra de ficção como à poética) poderá surpreender-se com a vigorosa afirmação dramatúrgica testemunhada por esta sua peça. [...] Escrever teatro em Portugal nos tempos escuros que vão correndo, é quase um acto de loucura. Abençoada loucura, quando o resultado é uma peça com esta de David Mourão-Ferreira."
(excerto da apresentação de Luiz Francisco Rebello)
"Primeira edição da única peça dramática do autor até então aparecida, galardoada com o Prémio de Teatro da Casa da Imprensa e pela primeira vez representada no Teatro da Estufa Fria, «de modo quase confidencial»."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

13 dezembro, 2012

PIRES, José Cardoso – O ANJO ANCORADO. 8ª edição com textos de António Tabucchi e Mário Dionísio. Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1990. In-8º (21cm) de 155, [5] p. ; B.
Valorizado pelo autógrafo do autor.
José Cardoso Pires (1925-1998). Escritor português. “Unanimemente considerado um dos maiores escritores portugueses do século XX, […] a sua carreira literária está marcada pela pela inquietação e pela deambulação. Autor de dezoito livros, publicados entre 1949 E 1997, não se identifica com nenhum grupo, nem se fixa em nenhum género literário, apesar de ser considerado sobretudo como um romancista.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

12 dezembro, 2012

COSTA, Cunha e – A EGREJA CATHOLICA E SIDONIO PAES. Coimbra, Coimbra Editora, l.da (Antiga Casa França & Armenio), 1921.. In-8º (20cm) de 157, [3] p. ; B.
Importante estudo sobre as relações da Igreja Católica com o Estado durante a efémera presidência de Sidónio Pais.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Capa ligeiramente enrugada e oxidada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€

10 dezembro, 2012

MIGUÉIS, José Rodrigues – O NATAL DO CLANDESTINO. Desenhos de Bernardo Marques. [S.l.] Estúdios Cor, 1957. In-8º (19,5cm) de 34, [2] p. ; il. ; B.
Ilustrado com bonitos desenhos de página inteira.
1ª edição.
José Claudino Rodrigues Miguéis (1901-1980). “Romancista, novelista, contista, dramaturgo, desenhador, cronista, licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa, em 1924, e, como bolseiro da Junta de Educação Nacional, obteve uma pós-graduação em Ciências Pedagógicas, na Universidade de Bruxelas, em 1933. Ligado ao grupo literário da Seara Nova, colaborou em periódicos como Alma Nova, O Diabo e Revista de Portugal, e dirigiu, com Bento de Jesus Caraça, o semanário Globo, apreendido em 1932...”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.
Invulgar e apreciado.
10€

08 dezembro, 2012

BRANDÃO, Fiama Hasse Pais – ÁREA BRANCA. Lisboa, Arcádia, 1978. In-8.º (20,5cm) de 160, [4] p. ; B. Colecção Licorne, 8
1.ª edição.
Tiragem de 1.000 exemplares.
Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007). O seu primeiro livro, Em Cada Pedra Um Voo Imóvel, é de 1958. Em 1961, com Morfismos, participou na publicação colectiva Poesia 61 (designação dada a um conjunto de cinco «plaquettes» de poesia então publicadas, com a intenção de contribuir para a renovação da linguagem poética). No mesmo ano, foi editada a sua primeira peça de teatro, distinguida com o Prémio Revelação da Sociedade Portuguesa de Escritores. Além da poesia e do teatro, a obra de Fiama estende-se aos domínios do ensaio, da ficção e também da tradução. Fiama foi distinguida por duas vezes com o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1996 e 2000)."
(Fonte: cvc.instituto-camoes.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto. Pequeno rasgão na contracapa, à superfície, sem perda de papel.
Invulgar.
Indisponível

07 dezembro, 2012

LIMA, S. de Magalhães – PELA PATRIA E PELA REPUBLICA. Com o retrato do author e um prefacio do eminente publicista J. M. Latino Coelho. Porto, Casa Editora Alcino Aranha & C.ª, [1891]. In-8º (19cm) de XXI, [1], 239, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
Com um retrato do autor em extratexto.
1ª edição.
Obra escrita no seguimento do Ultimatum inglês, em época de forte contestação ao rei e à monarquia.
“[…] Attentemos no que sucede em Portugal. Sômos um Estado autónomo, independente, orgulhoso das memorias gloriosas e do brilhante contingente, com que por nossas maritimas aventuras contribuimos para a civilisação universal. Pois bem. Levanta-se n’um momento de cubiça exacerbada a nossa «alliada» imemorial, a Inglaterra, e estampa na fronte do caduco Portugal o stygma de uma cobarde e brutalissima intimação. Que recursos restam a este povo pequeno, pobre, decaído, para vingar a sua afronta e reprimir a audacia do flibusteiro?...” (excerto do prefácio)
Sebastião de Magalhães Lima (1850-1928). “Nasceu no Rio de Janeiro no dia 30 de Maio de 1850, tendo ido morar para Aveiro aos cinco anos. Em 1870, inscreveu-se no curso de Direito da Faculdade de Coimbra, que terminou com distinção em 1875. Exerceu advocacia, mas sempre a par com uma actividade política intensa, pois tinha aderido ao Partido Republicano Português e à Maçonaria, organização de que viria a tornar-se Grão-Mestre. No período final da Monarquia foi um jornalista infatigável, colaborou em dezenas de jornais e revistas, tendo sido fundador do jornal O Século.
Na qualidade de dirigente do Partido Republicano Português efectuou várias viagens a países estrangeiros – Espanha, Itália, Bélgica e França – a fim de obter apoios para a causa republicana. As suas qualidades pessoais e o facto de pertencer à Maçonaria Portuguesa abriram-lhe facilmente portas, contribuindo para o êxito das muitas funções que desempenhou. Durante o governo de João Franco (1906 - 1908) exilou-se em França para escapar às perseguições de que foi alvo. Regressou depois do regicídio e, em 1910, o Congresso do Partido Republicano Português, então reunido no Porto, encarregou-o de voltar ao estrangeiro, acompanhado por José Relvas para efectuar conversações destinadas a conseguir que os governos francês e inglês aceitassem a revolução que entretanto se preparava em Portugal e que veio a rebentar a 5 de Outubro.
Nessa data Magalhães Lima ainda se encontrava em Paris, donde regressou para participar nos festejos da vitória. No novo regime foi deputado às Constituintes, tendo sido o relator da comissão encarregada de redigir a Constituição de República Portuguesa. Depois disso continuou sempre a efectuar contactos no estrangeiro para obter a simpatia e a aceitação dos países europeus. Em 1915 integrou o governo como Ministro da Instrução Pública. Durante o Sidonismo foi preso e mais tarde os seus opositores chegaram a acusá-lo de cumplicidade no atentado que vitimou Sidónio Pais.
Magalhães Lima foi também um escritor de mérito, tendo publicado grande número de ensaios de carácter político e social, mas também alguns romances. Morreu em Lisboa a 7 de Dezembro 1928.” (www.centenariorepublica.pt)
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas apresentam mancha de humidade; falha de papel na base da lombada.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

06 dezembro, 2012

RODRIGUES, Thomaz – OS MISTERIOS DA INQUISIÇÃO : os crimes da egreja. Interessante descripção sobre todos os horrorosos crimes organizados pelos tribunaes da Companhia de Jesus. Pelo ex-capelão… Lisboa, Livraria Barateira, [s.d.]. In-8.º (19,5cm) de [2], 74 p. ; B.
1.ª edição.
Episódios de padecimentos e confissões, sob tortura, às mãos da Inquisição portuguesa e espanhola.
“A historia da Inquisição é incompleta em todos os auctores os mais desenvolvidos e os mais conhecedores das paginas tragicas deste tribunal. É natural que assim suceda, lembrando-nos que morriam no esquecimento e na sepultura os processos – de toda essa vasta criminalogia. No entanto alguma coisa irradiou até nós de dentro das paredes soturnas do Santo Oficio, e essa infima parte conhecida tem tanto interesse, pelo revoltoso e infame que contem, que nunca é demais um livro a fazer reviver esses tétricos casos.”
(Excerto do prólogo)
Tomás Rodrigues. Do autor pouco se sabe, a não ser que utiliza a referência “ex-capelão”, e a autoria de outra obra, registada na Biblioteca Nacional com o título «Os Crimes dos Padres e a Luxúria das Freiras». Será o nome fictício, utilizado em jeito de homenagem ao cristão-novo Tomás Rodrigues que, com a sua família, morreu ás mãos da Inquisição portuguesa no séc. XVII? (v. «Razia de uma família inteira», http://www.arlindo-correia.com/021212.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa vincada nos cantos; lombada com defeitos.
Raro.
Indisponível

04 dezembro, 2012

GARRETT, J. B. de Almeida - MEROPE. - GIL VICENTE. Theatro de... II. Lisboa, Typographia de José Baptista Morando. 1841. In-8º (15,5cm) de [6], 311, [1] p. ; E. Obras de J. B. de Almeida Garrett, III (segundo do theatro).
1ª edição.
"Tinha dezoito annos quando fiz ésta tragedia; foi nos meus últimos tempos de Coimbra, tempos de memoria saudosa porque eram todos de innocencia e de esperança. Não sei se é por isso que ainda tenho tanto amor a tam perfeito insaio, e me não atrevo a queimá-lo, como fiz a tantos versos e a tantas prosas da minha criancice. Mas parece-me que não, e que so o conservo pela sincerea vontade de mostrar como comecei a ingatinhar na carreira dramatica com as andadeiras classicas e aristotelicas que a ninguem se tiravam ainda em Portugal. 
Romantismo, ca o houve sempre; esse molestia, se tal é, esse andaço de bexigas, como ja lhe ouvi chamar, nunca sahiu da nossa peninsula. Mas a vaccina, como a prepararam Goëthe e Scott, essa é que não havia; e creio que fui eu que a introduzi.
Deus me perdoe se fiz mal. Já coméço a desconfiar que sim..." 
(excerto da introdução)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Folhas de anterrosto, rosto e 1º caderno solto; algumas páginas apresentam manchas de oxidação; inscrição coeva com assinatura de posse na f. de guarda (em bco).
Raro.
45€

03 dezembro, 2012

OLIVEIRA, César - A REVOLUÇÃO RUSSA NA IMPRENSA PORTUGUESA DA ÉPOCA. Lisboa, Daibril, 1976. In-8º (18,5cm) de 171, [5] p. ; il. ; B.
1ª edição.
Contém gráficos e mapas de Portugal relativos aos periódicos vs. analfabetização da população desde o final do século XIX até 1930.
Matérias:
- Imprensa operária no Portugal oitocentista: de 1825 a 1905.
- Os limites e a ambiguidade: o movimento operário português durante a guerra de 1914-18.
- A revolução russa na imprensa portuguesa da época.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

02 dezembro, 2012

BARREIRA, Isaque - PASSOU FAZENDO O BEM. Lisboa, Vice-Postulação da Causa do P.e Cruz, 1964. In-8º (17cm) de 252, [4] p. ; il. ; B.
Ilustrado com bonitos desenhos de página inteira.
Biografia do Padre Cruz.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa vincada nos cantos; inscrição a esferográfica no topo.
Invulgar.
10€

01 dezembro, 2012

CARVALHO, Major Vasco de – A 2.ª DIVISÃO PORTUGUESA NA BATALHA DO LYS (9 de Abril de 1919). Prefácio do Sr. General F. Tamagnini, Comandante do Corpo Expedicionário a França. Com 2 cartas e 15 gravuras extra-texto. Lisboa, Lusitania Editora, Limitada, 1924. In-4.º (24cm) de XV, [1], 414, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada no texto e em separado com mapas desdobráveis, fotografias da frente, retratos de insignes figuras do Exército Português, etc.
Livro muito valorizado pela assinatura possessória do coronel Bento Roma, um dos bravos de La Lys, respectivamente, na capa, na f. anterrosto e na f. rosto do livro, e no interior, nas p. XIII e 1.
“[…] Cincoenta e cinco mil portuguezes foram mandados para a França, constituindo um Corpo de Exercito a duas divisões, cujos quadros nunca se completaram e que não recebeu os depositos indispensáveis para suprir as baixas, ocasionadas pelas doenças e pelo inimigo, e substituir os repatriados, na maior parte minados pela implacável tuberculose adquiridas nas pantanosas planícies da Flandres. As tropas embarcaram para a França, não mantendo o grau de disciplina, que seria mistér, nalguns batalhões do primeiro troço expedicionário.
[…] Mas em pouco dias, graças á dedicação e atitude enérgica d’alguns oficiaes das missões, que precederam as tropas em frança, e de uma minoria de optimos graduados dos quadros das unidades, a disciplina foi gradualmente melhorada e estava perfeitamente assegurada, quando as tropas entraram nas linhas. […] Não pretendo fazer aqui a historia do C. E. P.. Essa far-se há um dia completa, quando forem conhecidos factos a que as publicações, que bastantes são já, sobre a acção das nossas tropas em França se não referem, e que preciso é cheguem ao conhecimento do Paiz. Escrevi estas mal alinhavadas paginas a pedido do auctor do trabalho que vae seguir-se, que teve para comigo a gentileza de me escolher para lhe prefaciar o seu livro, onde o leitor vae encontrar uma descripção minuciosa do ataque de 9 de Abril, a narrativa circunstanciada da acção das unidades das diferentes armas que constituiam a nossa divisão, e um estudo analytico da situação durante os dias que precederam o ataque. Pelo menos, que eu conheça, não há publicada descripção mais completa e verdadeira e que deve merecer todo o credito, pois o seu auctor foi testemunha presencial do ataque, fazendo parte do Estado maior da Divisão Portugueza.” (excerto do prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível