RIA DE AVEIRO: Que futuro? Painel realizado no IV Encontro Nacional de Saneamento Básico (Universidade de Aveiro, 25 a 28 de Junho de 1990). [Organização de: Carlos Borrego, Marco Ré, Mª Manuel Cruz, Mª Rafaela Matos, Mª de Cielo Adrian]. [S.l.], Comissão de Coordenação da Região Centro (CCRC), 1991. In-4.º (24cm) de 239, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante obra de teor ambiental com interesse para a bibliografia da Ria de Aveiro.
Muito ilustrada ao longo do texto com quadros, gráficos, tabelas, plantas e mapas da região.
Tiragem: 600 exemplares.
"Assume o risco de incorrer no pecadilho de sublinhar a afirmação de lugares comuns, quem se proponha assinalar as naturezas interdisciplinares e intersectorial de que se revestem as problemáticas do desenvolvimento de uma área territorial. [...]
São múltiplas as motivações que nos animaram a fazê-lo e que nos suscitaram aquelas considerações preambulares.
Sendo insofismável o relevo marcante da Ria na caracterização e na estruturação da sua área envolvente, em termos das actividades desenvolvidas, da organização espacial e da própria identidade histórico-cultural das populações e das comunidades, é também um facto que constitui um exemplo paradigmático de um sistema em que surge com particular acuidade a necessidade de promover a integração sobre que discorremos.
Inserida em áreas onde se situam centros de grande dinamismo económico, a Ria sofre os efeitos inerentes a esse enquadramento geográfico, em termos dos impactos gerados pelo volume e pela índole dos efluentes urbanos e industriais que daí decorrem. [...]
Pela importância determinante que a Ria de Aveiro assume na Região Centro, pelos efeitos colhidos de abordar estes problemas perante um auditório tão qualificado nas temáticas do âmbito dos recursos hídricos e em particular do saneamento básico, pelo facto de na sua origem se encontrarem unidades tão conhecedoras do meio e dos seus problemas como o são a Universidade de Aveiro e o Gabinete da Ria de Aveiro, afigura-se-nos oportuno e do maior interesse publicar a presente documentação."
(Excerto do Preâmbulo)
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
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24 julho, 2019
25 junho, 2019
CABRAL, Guilherme Read - GLORIAS E PRIMORES DE PORTUGAL. [Por]... Commendador da Ordem de Christo e Cavalleiro da Torre e Espada. Porto, Typ. da Casa Editora Alcino Aranha & C.ª, [1889]. In-8.º (22,5cm) de 292, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Obra rara e muito curiosa. É composta por uma parte poética - Glorias de Portugal - que inclui três pequenos poemas históricos ocupando apenas as primeiras 50 páginas do livro, e por outra parte em prosa - Primores de Portugal -, que descreve algumas vilas e cidades do continente e todas as ilhas dos Açores e a Madeira.
"Escrevi essa epopeia que occupa as primeiras paginas d'este livro: adicionei-lhe o - Infante D. Henrique impresso em Dezembro de 1887 e que se limitára a poucos exemplares distribuidos a alguns amigos, a que accrescentei a Visão de Camões que publiquei no Correio da Manhã de 9 d'Abril de 1888, por ser aquelle grande poeta uma das glorias legendarias do paiz.
Mas eu tinha ficado maravilhado com a grandeza e bellezas do Porto: vira Villa do Conde e Vianna do Castello: chegára a Valença e visitára Aveiro: tinha corrido em todo o seu littoral as nove ilhas dos Açores n'uma dupla commissão do Governo; demorara-me em cada uma d'ellas mais tempo do que ninguem; conhecia a de S. Miguel palmo a palmo desde a minha infancia, e pareceu-me que a descripção d'estas pérolas do atlantico seria uma novidade para continentaes, assim como a do Porto e outras cidades do norte do paiz o devia ser para insulanos que, só por excepção, passam da capiital.
Não podia exceptuar a Madeira que assenta em primeira plana no soberbo quadro insular, mas apenas posso apresentar um esboço muito incompleto d'esta formosa ilha por isso que só a conheço de passagem nas poucas horas em que o vapor da carreira ahi se demora."
(Excerto do Prologo)
Indice:
Glorias de Portugal: - Soldado e rei - (epopeia, seguida de epilogo e nota). - O infante D. Henrique (poemeto). - A visão de Camões. Primores de Portugal: Prologo. - O Porto; - Villa da Conde; - Vianna do Castello; - Aveiro; - Ilha de S. Miguel; - Ilha Terceira. - Nota. - Ilha do Faial; - Ilha do Pico; - Ilha das Flores; - Ilha do Corvo; - Ilha de S. Jorge; - Ilha Graciosa; - Ilha de Santa Maria; - Ilha da Madeira (em viagem de Lisboa); - Ilha da Madeira (em viagem dos Açôres).
Guilherme Read Cabral (1821?-1897). "[N. Portsmouth, Inglaterra, 1821 ? m. Ponta Delgada, 18.6.1897]. Veio menino para Ponta Delgada na companhia do pai, irmão do cônsul inglês, William Harding Read com quem foi educado devido à morte daquele. Estudou em S. Miguel e tornou-se cidadão português adoptando mesmo o apelido Cabral de seu cunhado, António Bernardo da Costa Cabral, futuro Marquês de Tomar. Fez uma carreira burocrática nas Alfândegas, tendo sido director das Alfândegas do Funchal, Horta e Ponta Delgada, tornando-se um especialista em matéria alfandegária, sobre a qual escreveu várias obras. Foi governador civil do distrito da Horta, entre 14.9.1893 e 4.1.1894, numa época difícil no referente a abastecimento de cereais, o que o levou a publicar uma proclamação justificativa. Comendador da Ordem de Cristo e Cavaleiro da Torre-Espada. No campo literário, fez parte da geração romântica de Ponta Delgada, que se desenvolveu na roda de Castilho, quando este habitou a cidade. Colaborou assiduamente no órgão do grupo, Revista dos Açores, principalmente como poeta. Foi, porém, poeta menor e como romancista também não saiu da mediocridade. Foi ainda tradutor. J. G. Reis Leite (Jan.2001). Obras Principais: (1870), Breves considerações sobre a simplificação do serviço das Alfândegas, seu pessoal e protecção ao comércio do distrito de Ponta Delgada. Ponta Delgada, Tip. Manuel Corrêa Botelho. (1890), Compêndio de Legislação fiscal. Ponta Delgada, Tip. Manuel Corrêa Botelho. (1893), Proclamação aos habitantes do distrito da Horta, Horta, Tip. Hortense. (s.d.), Glórias e primores de Portugal, Lisboa, Tip. Ed. Alcino Aranha. (1897), No interior da terra e nas profundezas do mar, Ponta Delgada, Tip. Elzeveriana."
(Fonte: http://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/Default.aspx?id=431)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capa com rasgão (sem perda de papel) e aparada no pé ficando mais curta relativamente ao miolo do livro. Contracapa apresenta pequenas falhas de papel no canto superior direito. Lombada fendida. Deve ser recuperado e encadernado.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
1.ª edição.
Obra rara e muito curiosa. É composta por uma parte poética - Glorias de Portugal - que inclui três pequenos poemas históricos ocupando apenas as primeiras 50 páginas do livro, e por outra parte em prosa - Primores de Portugal -, que descreve algumas vilas e cidades do continente e todas as ilhas dos Açores e a Madeira.
"Escrevi essa epopeia que occupa as primeiras paginas d'este livro: adicionei-lhe o - Infante D. Henrique impresso em Dezembro de 1887 e que se limitára a poucos exemplares distribuidos a alguns amigos, a que accrescentei a Visão de Camões que publiquei no Correio da Manhã de 9 d'Abril de 1888, por ser aquelle grande poeta uma das glorias legendarias do paiz.
Mas eu tinha ficado maravilhado com a grandeza e bellezas do Porto: vira Villa do Conde e Vianna do Castello: chegára a Valença e visitára Aveiro: tinha corrido em todo o seu littoral as nove ilhas dos Açores n'uma dupla commissão do Governo; demorara-me em cada uma d'ellas mais tempo do que ninguem; conhecia a de S. Miguel palmo a palmo desde a minha infancia, e pareceu-me que a descripção d'estas pérolas do atlantico seria uma novidade para continentaes, assim como a do Porto e outras cidades do norte do paiz o devia ser para insulanos que, só por excepção, passam da capiital.
Não podia exceptuar a Madeira que assenta em primeira plana no soberbo quadro insular, mas apenas posso apresentar um esboço muito incompleto d'esta formosa ilha por isso que só a conheço de passagem nas poucas horas em que o vapor da carreira ahi se demora."
(Excerto do Prologo)
Indice:
Glorias de Portugal: - Soldado e rei - (epopeia, seguida de epilogo e nota). - O infante D. Henrique (poemeto). - A visão de Camões. Primores de Portugal: Prologo. - O Porto; - Villa da Conde; - Vianna do Castello; - Aveiro; - Ilha de S. Miguel; - Ilha Terceira. - Nota. - Ilha do Faial; - Ilha do Pico; - Ilha das Flores; - Ilha do Corvo; - Ilha de S. Jorge; - Ilha Graciosa; - Ilha de Santa Maria; - Ilha da Madeira (em viagem de Lisboa); - Ilha da Madeira (em viagem dos Açôres).
Guilherme Read Cabral (1821?-1897). "[N. Portsmouth, Inglaterra, 1821 ? m. Ponta Delgada, 18.6.1897]. Veio menino para Ponta Delgada na companhia do pai, irmão do cônsul inglês, William Harding Read com quem foi educado devido à morte daquele. Estudou em S. Miguel e tornou-se cidadão português adoptando mesmo o apelido Cabral de seu cunhado, António Bernardo da Costa Cabral, futuro Marquês de Tomar. Fez uma carreira burocrática nas Alfândegas, tendo sido director das Alfândegas do Funchal, Horta e Ponta Delgada, tornando-se um especialista em matéria alfandegária, sobre a qual escreveu várias obras. Foi governador civil do distrito da Horta, entre 14.9.1893 e 4.1.1894, numa época difícil no referente a abastecimento de cereais, o que o levou a publicar uma proclamação justificativa. Comendador da Ordem de Cristo e Cavaleiro da Torre-Espada. No campo literário, fez parte da geração romântica de Ponta Delgada, que se desenvolveu na roda de Castilho, quando este habitou a cidade. Colaborou assiduamente no órgão do grupo, Revista dos Açores, principalmente como poeta. Foi, porém, poeta menor e como romancista também não saiu da mediocridade. Foi ainda tradutor. J. G. Reis Leite (Jan.2001). Obras Principais: (1870), Breves considerações sobre a simplificação do serviço das Alfândegas, seu pessoal e protecção ao comércio do distrito de Ponta Delgada. Ponta Delgada, Tip. Manuel Corrêa Botelho. (1890), Compêndio de Legislação fiscal. Ponta Delgada, Tip. Manuel Corrêa Botelho. (1893), Proclamação aos habitantes do distrito da Horta, Horta, Tip. Hortense. (s.d.), Glórias e primores de Portugal, Lisboa, Tip. Ed. Alcino Aranha. (1897), No interior da terra e nas profundezas do mar, Ponta Delgada, Tip. Elzeveriana."
(Fonte: http://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/Default.aspx?id=431)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capa com rasgão (sem perda de papel) e aparada no pé ficando mais curta relativamente ao miolo do livro. Contracapa apresenta pequenas falhas de papel no canto superior direito. Lombada fendida. Deve ser recuperado e encadernado.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
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*CABRAL (Guilherme Read),
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02 outubro, 2018
LOPES, António Maria - SONETOS REGIONAIS DE ÍLHAVO : notas de história local do século XVIII. Separata da Beira-Mar. Ílhavo, Tipografia Beira-Mar, 1927. In-8.º (22cm) de [2], 22 p. ; B.
1.ª edição independente.
Esta separata da «Beira-Mar» consta de cem exemplares numerados e rubricados pelo autor. Exemplar N.º 73.
Opúsculo duplamente valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"O soneto, o soneto que eu classifico soneto regional, também figura no património artístico que o passado nos legou, património bendito que a todos os ilhavenses incumbe venerar.
Por isso, numa humilde homenagem à minha Terra de Ílhavo, eu vou hoje exumar das fôlhas de um manuscrito de 1758, uns sonetos que se conservam inéditos, evocadores de factos que tiveram por scena as águas da nossa Ria, as areias da nossa Costa, as águas do nosso Mar."
(Excerto do preâmbulo)
"Na publicação dêstes sonetos não pretendo apreciar o valor literário de cada um, mas apenas relacionar a ideia que lhes serve de alicerce histórico com alguns factos da vida local de Ílhavo no século XVIII, que mais ou menos se prendem com o assunto a que os sonetos se referem.
O progresso ou a decadência de tôda a região que demora no âmbito da chamada Ria de Aveiro e Ria de Ílhavo dependeu sempre do bom ou do mau estado do seu Pôrto e Barra."
(Excerto do Cap. I)
António Maria Lopes (1877-1961). "Nasceu em Ílhavo, mas com apenas seis anos de idade foi para Lisboa onde ficou entregue aos cuidados do seu primo Filipe de Oliveira. Homem de grande cultura, para além de distinto professor, foi também publicista, poeta e investigador. Colaborou em jornais locais como o Brado, O Ilhavense, Beira-Mar, Terra dos Ílhavos, jornal de Ílhavo, o Nauta, os Sucessos e outros jornais nacionais como seja a Voz do Professor, a Academia, o Educador, a Folha da nação, Gazeta de Notícias, o Primeiro de Janeiro, etc. Amante de fotografia, usou este veículo para propaganda da sua terra natal, procurando dar destaque às suas belezas naturais. Sempre grande defensor da sua terra, dirigiu em 1928 alguns manifestos em que verberava as prestações da então Junta Autónoma da barra de Aveiro de querer anexar ao concelho de Aveiro as praias do farol e da Barra, pertencentes ao concelho de Ílhavo. Além de Oficial da Ordem de Instrução, era também sócio correspondente da Academia das Ciências de Portugal e do Instituto Etnológico da Beira. Faleceu em Lisboa no ano de 1961."
(Fonte: https://www.cm-ilhavo.pt/pages/2161)
Exemplar em bom estado de conservação. Capas algo sujas, manchadas por acção da luz.
Raro.
Com grande interesse regional.
30€
1.ª edição independente.
Esta separata da «Beira-Mar» consta de cem exemplares numerados e rubricados pelo autor. Exemplar N.º 73.
Opúsculo duplamente valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"O soneto, o soneto que eu classifico soneto regional, também figura no património artístico que o passado nos legou, património bendito que a todos os ilhavenses incumbe venerar.
Por isso, numa humilde homenagem à minha Terra de Ílhavo, eu vou hoje exumar das fôlhas de um manuscrito de 1758, uns sonetos que se conservam inéditos, evocadores de factos que tiveram por scena as águas da nossa Ria, as areias da nossa Costa, as águas do nosso Mar."
(Excerto do preâmbulo)
"Na publicação dêstes sonetos não pretendo apreciar o valor literário de cada um, mas apenas relacionar a ideia que lhes serve de alicerce histórico com alguns factos da vida local de Ílhavo no século XVIII, que mais ou menos se prendem com o assunto a que os sonetos se referem.
O progresso ou a decadência de tôda a região que demora no âmbito da chamada Ria de Aveiro e Ria de Ílhavo dependeu sempre do bom ou do mau estado do seu Pôrto e Barra."
(Excerto do Cap. I)
António Maria Lopes (1877-1961). "Nasceu em Ílhavo, mas com apenas seis anos de idade foi para Lisboa onde ficou entregue aos cuidados do seu primo Filipe de Oliveira. Homem de grande cultura, para além de distinto professor, foi também publicista, poeta e investigador. Colaborou em jornais locais como o Brado, O Ilhavense, Beira-Mar, Terra dos Ílhavos, jornal de Ílhavo, o Nauta, os Sucessos e outros jornais nacionais como seja a Voz do Professor, a Academia, o Educador, a Folha da nação, Gazeta de Notícias, o Primeiro de Janeiro, etc. Amante de fotografia, usou este veículo para propaganda da sua terra natal, procurando dar destaque às suas belezas naturais. Sempre grande defensor da sua terra, dirigiu em 1928 alguns manifestos em que verberava as prestações da então Junta Autónoma da barra de Aveiro de querer anexar ao concelho de Aveiro as praias do farol e da Barra, pertencentes ao concelho de Ílhavo. Além de Oficial da Ordem de Instrução, era também sócio correspondente da Academia das Ciências de Portugal e do Instituto Etnológico da Beira. Faleceu em Lisboa no ano de 1961."
(Fonte: https://www.cm-ilhavo.pt/pages/2161)
Exemplar em bom estado de conservação. Capas algo sujas, manchadas por acção da luz.
Raro.
Com grande interesse regional.
30€
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§ AUTÓGRAFOS,
*LOPES (António Maria),
1ª E D I Ç Ã O,
Aveiro,
Estudos históricos,
História,
Ílhavo,
Poesia,
Usos e Costumes
21 dezembro, 2017
CADORO (Carlos Faria), Barão de - DINIZ. Coimbra, Typographia França Amado, 1898. In-8.º (18cm) de 370, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Curioso romance do final do século XIX, cuja personagem central é Diniz, moço vaidoso e mimado, que encara todas as contrariedades e inimizades que vai coleccionando - por conta da sua língua vituperina - como perseguições à memória de seu pai, antigo combatente liberal de cepa. A presente obra, retrata com com graça e subtileza a fútil sociedade cosmopolita da época, com os seus vícios, "favores" e convenções.
"Eram de uma vez dois nobres à volta de uma herança pingue, e que vinha de uma parente longiquo, avaro e desestimado. Esse dinheiro não tinha o travo da saudade, a pena do morto; caía-lhes em casa como premio grande da loteria.
A liquidação da herança seria facil, se o testamento, qua a regulava, não tivesse deixado certas migalhas a um orfão e a uma Irmandade. Assim tinha de haver inventario orfanologico e a Boa Hora, logo que tal soube, qual alcoviteira dos ricos, começou a esfregar as gigantescas e aduncas mãos. Escrivão, procuradores, advogados e louvados deixaram de aparar as unhas sem temer a porcaria nem o padre Antonio Vieira que tanto se ocupou d'esses apendices corneos.
A Justiça, essa divinisada figurita de marmora armada de balança para pesar as faltas, e de espada para cortar as demasias, era vendada como Cupido por não querer conhecer a quem feria. Agora perdeu essas classicas caracteristicas, e apresenta-se grosseiramente de tamancos, de saia de serguilha, colete de pano cru cingindo a aspera camisa de estopa contra o seco peito esteril, na figura antipatica das cardadeiras.. Em logar de pesar certo e de cortar direito como a symbolica figurita de marmore, carda e guarda para si a estriga limpa, deixando aos outros a estopa, arestas, etc. Não usa espada nem balança, mas carda. Se traz venda é para velhacamente espreitar por baixo. [...]
Eram dois fidalgos mas havia tambem um plebeu, e todos trez deviam herdar com egualdade. A principi muito amigos, muito condescendentes, muito - essa é boa! o que tu quizeres! - depois em grupos de dois contra um que mudava segundo o interesse mais vivo de dum d'aquelles, em guerra dissimulada, em intrigas, em cambapés, qté que os fidalgos por maior communidade de ambições e maior audacia de meios se conluiaram contra o plebeu, e o despojaram, o mais que puderam, e tudo isto se fez ao abrigo da lei, sob a protecção da... cardadeira."
(Excerto do Cap. I, Son Altesse, Ma Vanité)
Carlos de Faria (1849-1917). “Escritor, jornalista, político e diplomata. Natural de Lisboa, Carlos de Faria e Melo fixou residência em Aveiro, cidade onde se notabilizou como jornalista e escritor, tendo sido agraciado pelo Rei D. Carlos com o título de 1.º Barão de Cadoro. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Carlos de Faria iniciou, ainda muito novo, a sua carreira jornalística, tendo fundado e dirigido diversos jornais, alguns de cariz literário. Como escritor, publicou vários livros. Para além disso, desempenhou cargos políticos, designadamente o de Administrador do Concelho de Aveiro e o de Governador Civil do Distrito de Aveiro, tendo sido também Cônsul de Espanha em Aveiro. Carlos Faria foi redator efetivo do jornal “O Povo de Aveiro”. Fundou e dirigiu o jornal “A Locomotiva” (que se autointitulava “Periódico dos Caminhos de Ferro”). Com Gervásio Lobato, fundou o periódico “Comédia Portuguesa”, tendo ainda integrado a redação do “Jornal do Norte”, de António Augusto Teixeira de Vasconcelos. Como escritor, Carlos de Faria publicou várias obras de ficção, nomeadamente os livros intitulados “Um Conto de Reis”, “O Piano”, “Portugueses Cosmopolitas” e “Diniz”. Em colaboração com Joaquim de Melo Freitas, publicou a obra “Homenagem ao distinto explorador de África Serpa Pinto”. Para além disso, cooperou em diversas iniciativas de relevo na vida social e cultural aveirense.”
(fonte: http://sites.ecclesia.pt/cv/carlos-de-faria-jornalista-e-escritor/)
Encadernação da época em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado; apresenta pequenos defeitos nas pastas e na lombada. Com algumas folhas soltas.
Raro.
25€
1.ª edição.
Curioso romance do final do século XIX, cuja personagem central é Diniz, moço vaidoso e mimado, que encara todas as contrariedades e inimizades que vai coleccionando - por conta da sua língua vituperina - como perseguições à memória de seu pai, antigo combatente liberal de cepa. A presente obra, retrata com com graça e subtileza a fútil sociedade cosmopolita da época, com os seus vícios, "favores" e convenções.
"Eram de uma vez dois nobres à volta de uma herança pingue, e que vinha de uma parente longiquo, avaro e desestimado. Esse dinheiro não tinha o travo da saudade, a pena do morto; caía-lhes em casa como premio grande da loteria.
A liquidação da herança seria facil, se o testamento, qua a regulava, não tivesse deixado certas migalhas a um orfão e a uma Irmandade. Assim tinha de haver inventario orfanologico e a Boa Hora, logo que tal soube, qual alcoviteira dos ricos, começou a esfregar as gigantescas e aduncas mãos. Escrivão, procuradores, advogados e louvados deixaram de aparar as unhas sem temer a porcaria nem o padre Antonio Vieira que tanto se ocupou d'esses apendices corneos.
A Justiça, essa divinisada figurita de marmora armada de balança para pesar as faltas, e de espada para cortar as demasias, era vendada como Cupido por não querer conhecer a quem feria. Agora perdeu essas classicas caracteristicas, e apresenta-se grosseiramente de tamancos, de saia de serguilha, colete de pano cru cingindo a aspera camisa de estopa contra o seco peito esteril, na figura antipatica das cardadeiras.. Em logar de pesar certo e de cortar direito como a symbolica figurita de marmore, carda e guarda para si a estriga limpa, deixando aos outros a estopa, arestas, etc. Não usa espada nem balança, mas carda. Se traz venda é para velhacamente espreitar por baixo. [...]
Eram dois fidalgos mas havia tambem um plebeu, e todos trez deviam herdar com egualdade. A principi muito amigos, muito condescendentes, muito - essa é boa! o que tu quizeres! - depois em grupos de dois contra um que mudava segundo o interesse mais vivo de dum d'aquelles, em guerra dissimulada, em intrigas, em cambapés, qté que os fidalgos por maior communidade de ambições e maior audacia de meios se conluiaram contra o plebeu, e o despojaram, o mais que puderam, e tudo isto se fez ao abrigo da lei, sob a protecção da... cardadeira."
(Excerto do Cap. I, Son Altesse, Ma Vanité)
Carlos de Faria (1849-1917). “Escritor, jornalista, político e diplomata. Natural de Lisboa, Carlos de Faria e Melo fixou residência em Aveiro, cidade onde se notabilizou como jornalista e escritor, tendo sido agraciado pelo Rei D. Carlos com o título de 1.º Barão de Cadoro. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Carlos de Faria iniciou, ainda muito novo, a sua carreira jornalística, tendo fundado e dirigido diversos jornais, alguns de cariz literário. Como escritor, publicou vários livros. Para além disso, desempenhou cargos políticos, designadamente o de Administrador do Concelho de Aveiro e o de Governador Civil do Distrito de Aveiro, tendo sido também Cônsul de Espanha em Aveiro. Carlos Faria foi redator efetivo do jornal “O Povo de Aveiro”. Fundou e dirigiu o jornal “A Locomotiva” (que se autointitulava “Periódico dos Caminhos de Ferro”). Com Gervásio Lobato, fundou o periódico “Comédia Portuguesa”, tendo ainda integrado a redação do “Jornal do Norte”, de António Augusto Teixeira de Vasconcelos. Como escritor, Carlos de Faria publicou várias obras de ficção, nomeadamente os livros intitulados “Um Conto de Reis”, “O Piano”, “Portugueses Cosmopolitas” e “Diniz”. Em colaboração com Joaquim de Melo Freitas, publicou a obra “Homenagem ao distinto explorador de África Serpa Pinto”. Para além disso, cooperou em diversas iniciativas de relevo na vida social e cultural aveirense.”
(fonte: http://sites.ecclesia.pt/cv/carlos-de-faria-jornalista-e-escritor/)
Encadernação da época em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado; apresenta pequenos defeitos nas pastas e na lombada. Com algumas folhas soltas.
Raro.
25€
09 novembro, 2017
ARAUJO, Norberto de - MURTOSA. Trecho de luz apoteotica dando na soberba marinha da ria; oração da natureza complacente e prodiga acorrendo ao festejamento da obra administrativa dos homens com a sua graça toda poderosa e a sua original ternura. [S.l.], [s.n. - imp. Ottosgrafica, Lisboa], [1927]. In-8.º (18,5cm) de XV, [1] p. ; B.
Junto com:
GIL, Augusto - CINTURINHAS DA MURTOSA. [Poema]. Pagela (10x17,5cm)
(Do livro «Avena Rustica» no prelo)
"Não é uma aldeia que renasceu, como as que vieram dos romanos, e tiveram termas, e atrios, e ainda tem, sob os nossos pés, os mosaicos onde os cristãos desenhavam peixes. Não é uma vila que tenha historia, tombo, brazão e pergaminhos nos frontais dos solares de ricos senhores, perdidos, nos romances e nos manuscritos, e cujo castelo roqueiro se restaurasse. A Murtosa, como Perdelhas, como a Gafanha, como Pardilhó, não renasceu.
Criou-se! Havia a areia e havia o mar. O sol, e o fundo da ria. Desceram da montanha os homens robustos; enquadraram o seu sangue no sangue nomada e lendario dos fenicios, de fronte alta e costumes airosos, quasi elegancia de cisnes, que ficaram na prôa dos barcos esveltos no andar da laguna, e no talhe das mulheres, que são anforas postas a pisar ao compasso intimo do seu destino.
E deu isto. Esta terrinha, esta cidade - fez-se por si, como uma menina que não tivesse conhecido pai ou resto de solar e que uma fada tivesse fadado princesa. A Murtosa - é um simbolo da raça portuguesa, eu não sei porque misterio de cruza ou porque beijos da sorte, um simbolo de trabalho humilde, de amor á terra e ao mar, que deu expontaneamnete marinheiros e pescadores, lavradores e jardineiros, proas de barcos de fundo chato e navios de alto bordo, engalanados de velas, que vão dali perto para a conquista dos Bancos da Terra Nova."
(excerto de Murtosa, de Norberto de Araújo)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas manchadas. Capa com pequena falha de papel no canto inferior dto.
Raro.
Indisponível
Junto com:
GIL, Augusto - CINTURINHAS DA MURTOSA. [Poema]. Pagela (10x17,5cm)
(Do livro «Avena Rustica» no prelo)
"Não é uma aldeia que renasceu, como as que vieram dos romanos, e tiveram termas, e atrios, e ainda tem, sob os nossos pés, os mosaicos onde os cristãos desenhavam peixes. Não é uma vila que tenha historia, tombo, brazão e pergaminhos nos frontais dos solares de ricos senhores, perdidos, nos romances e nos manuscritos, e cujo castelo roqueiro se restaurasse. A Murtosa, como Perdelhas, como a Gafanha, como Pardilhó, não renasceu.
Criou-se! Havia a areia e havia o mar. O sol, e o fundo da ria. Desceram da montanha os homens robustos; enquadraram o seu sangue no sangue nomada e lendario dos fenicios, de fronte alta e costumes airosos, quasi elegancia de cisnes, que ficaram na prôa dos barcos esveltos no andar da laguna, e no talhe das mulheres, que são anforas postas a pisar ao compasso intimo do seu destino.
E deu isto. Esta terrinha, esta cidade - fez-se por si, como uma menina que não tivesse conhecido pai ou resto de solar e que uma fada tivesse fadado princesa. A Murtosa - é um simbolo da raça portuguesa, eu não sei porque misterio de cruza ou porque beijos da sorte, um simbolo de trabalho humilde, de amor á terra e ao mar, que deu expontaneamnete marinheiros e pescadores, lavradores e jardineiros, proas de barcos de fundo chato e navios de alto bordo, engalanados de velas, que vão dali perto para a conquista dos Bancos da Terra Nova."
(excerto de Murtosa, de Norberto de Araújo)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas manchadas. Capa com pequena falha de papel no canto inferior dto.
Raro.
Indisponível
Etiquetas:
*ARAÚJO (Norberto de),
1ª E D I Ç Ã O,
Aveiro,
Monografias,
Murtosa,
Poesia,
Prosa
09 fevereiro, 2017
PERALTA, Elsa - A MEMÓRIA DO MAR. Património, Tradição e (Re)imaginação Identitária na Contemporaneidade. Lisboa, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas : Universidade Técnica de Lisboa, 2008. In-4.º (24cm) de 455 p. ; B.1.ª edição.
Capa: More Sail, foto Alan Villiers/Museu Marítimo de Ílhavo
Interessante estudo entnográfico sobre Ílhavo e a ligação das suas gentes ao mar, sobretudo à pesca do bacalhau.
Tiragem: 1.000 exemplares.
"A presente obra debruça-se sobre a temática da memória cultural, procurando contribuir para a clarificação do corpo teórico específico de um âmbito de estudo vasto que atravessa diferentes áreas disciplinares e que tem vindo a receber uma atenção crescente por parte da academia. Tendo por base empírica o processo de construção de uma memória do mar em Ílhavo, com especial incidência sobre a activação patrimonial das vivências associadas à pesca do bacalhau à linha, este trabalho sublinha igualmente a preponderância do mar, na sua expressão histórica e simbólica, na construção da identidade nacional portuguesa."
(excerto da apresentação)
Elsa Peralta. "É doutorada em Ciências Sociais (na
especialidade de Antropologia Cultural) pelo ISCSP-UTL, em 2006.
Licenciou-se em Antropologia no ISCP-UTL em 1997 e fez o Master 1999 em
Património Cultural na Universidade Complutense de Madrid (com
reconhecimento do grau de Mestre pela Faculdade de Letras da
Universidade de Coimbra). Foi Assistente (2000-2006) e Professora
Auxiliar (2006-2009) no ISCSP-UTL, tendo leccionado matérias de
antropologia geral e metodologia das ciências sociais e regido a unidade
curricular de "Património e Identidade". Actualmente é Investigadora de
Pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade
de Lisboa e Honorary Research Fellow na Universidade de Manchester.
A
sua pesquisa tem incidido sobre processos de activação e materialização
de memórias colectivas. Assumindo uma orientação interdisciplinar que
emerge da intersecção entre a antropologia, a história e os estudos
culturais, tem-se interessado particularmente pela forma como as noções
de identidade e pertença são construídas e articuladas na esfera pública
por recurso à fixação de imagens selectivas do passado. Tem também
focado a sua investigação nas temáticas do património, da cultura
material e dos estudos de museus. É autora do livro A Memória do Mar: Património, Tradição e (Re)imaginação Identitária na Contemporaneidade
(ISCSP, 2008), no qual procura problematizar a relação entre memória e
identidade na contemporaneidade tendo por base empírica o processo de
activação de uma memória do mar em Ílhavo, onde realizou prolongado
trabalho de campo."(fonte: www.ics.ul.pt)
Exemplar brochado em bom exemplar.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
20€
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08 dezembro, 2016
A REACÇÃO E O CONVENTO D'AVEIRO : por um amigo da liberdade. Lisboa, [s.n. - Imprensa de Sousa Neves, Lisboa], Dezembro, 1869. In-8.º (22,5cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo publicado sob anonimato de apoio às Irmãs da Caridade contra as arbitrariedades dos governantes.
"Que singular época de desvarios, esta pela qual vamos passando! Quantas contradicções se apresentam na apreciação dos acontecimentos, e quantas aberrações no juizo dos homens! Que transições tão subitas como discrepantes, se deixam vêr no capricho e na parcialidade, com que são considerados certos assumptos! [...]
Assim o estão dizendo as theorias da venda suprema:
«Popularisem-se os vicios nas multidões; respirem-o pelos cinco sentidos; bebam-o, fartem-se d'elle. Fazei corações viciosos, e não tereis mais catholicos.» [...]
Tanta celeuma, tanta acrimonia, tanto sentimentalismo, só é devido... caso estupendo!... a que cinco senhoras portuguezas, todas de maior edade, todas excepto uma, orfans de pae e mãe, todas desprotegidas da fortuna, tendo sahido de um convento em Aveiro, onde eram educadas ou moças do côro, vieram a Lisboa, e queriam seguir para França, afim d'alli irem aprender o systema de educação das pessoas do seu sexo, e virem depois estabelecer em Portugal casas de educação feminina, em beneficio proprio e de suas conterraneas."
(excerto da 1.ª parte da obra).
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam falha de papel.
Raro.
Sem registo na BNP.
15€
1.ª edição.
Opúsculo publicado sob anonimato de apoio às Irmãs da Caridade contra as arbitrariedades dos governantes.
"Que singular época de desvarios, esta pela qual vamos passando! Quantas contradicções se apresentam na apreciação dos acontecimentos, e quantas aberrações no juizo dos homens! Que transições tão subitas como discrepantes, se deixam vêr no capricho e na parcialidade, com que são considerados certos assumptos! [...]
Assim o estão dizendo as theorias da venda suprema:
«Popularisem-se os vicios nas multidões; respirem-o pelos cinco sentidos; bebam-o, fartem-se d'elle. Fazei corações viciosos, e não tereis mais catholicos.» [...]
Tanta celeuma, tanta acrimonia, tanto sentimentalismo, só é devido... caso estupendo!... a que cinco senhoras portuguezas, todas de maior edade, todas excepto uma, orfans de pae e mãe, todas desprotegidas da fortuna, tendo sahido de um convento em Aveiro, onde eram educadas ou moças do côro, vieram a Lisboa, e queriam seguir para França, afim d'alli irem aprender o systema de educação das pessoas do seu sexo, e virem depois estabelecer em Portugal casas de educação feminina, em beneficio proprio e de suas conterraneas."
(excerto da 1.ª parte da obra).
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam falha de papel.
Raro.
Sem registo na BNP.
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22 abril, 2016
HOMENAGEM A MÁRIO SACRAMENTO. Textos de Mário Castrim; Ferreira de Castro; Óscar Lopes. [Aveiro], [s.n. - comp. e imp. na Tipografia «A Lusitania», [197-]. In-8.º (20,5cm) de 66, [8] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem ao ilustre médico e escritor ílhavense, Mário Sacramento.
Ilustrada com 5 fotogravuras em página inteira, impressas sobre papel couché.
"Assinalando o primeiro aniversário da morte de Mario Sacramento, ocorrido em Março de 1970, uma comissão de democratas aveirenses tomou a iniciativa de prestar condigna e pública homenagem ao grande cidadão. [...]
Para concluir a grata tarefa que se impôs, a Comissão de Democratas Aveirenses reúne, no presente volume, os textos dos homens de letras que, a seu convite, participaram na mais que justa homenagem."
(excerto da nota explicativa)
Índice:
- Nota explicativa. - Mário Sacramento antiprovinciano, por Mário Castrim. - Um Homem exemplar, por Ferreira de Castro. - Sentido do ensaísmo de Mário Sacramento, por Óscar Lopes.
Mário Sacramento (1920-1969). "Ensaísta português, de nome completo Mário Emílio de Morais Sacramento, nascido em 1920, em Ílhavo, e falecido em 1969, no Porto. Tendo frequentado as Faculdades de Medicina de Coimbra, Porto e Lisboa, especializou-se em Gastroenterologia em Paris. De formação marxista e neorrealista, participou no Movimento de Unidade Democrática e foi o impulsionador do I Congresso Republicano de Aveiro em 1957. Com uma atitude crítica e exigente, colaborou em jornais, revistas e páginas literárias, tendo publicado diversas obras, entre as quais Retrato de Eça de Queirós (1944), Fernando Pessoa - Poeta da Hora Absurda (1953), Lendo Raul Brandão (1967), Fernando Namora - O Homem e a Obra (1967) e Uma Estética Neorrealista? (1968)."
(fonte: http://www.infopedia.pt/$mario-sacramento)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
1.ª edição.
Homenagem ao ilustre médico e escritor ílhavense, Mário Sacramento.
Ilustrada com 5 fotogravuras em página inteira, impressas sobre papel couché.
"Assinalando o primeiro aniversário da morte de Mario Sacramento, ocorrido em Março de 1970, uma comissão de democratas aveirenses tomou a iniciativa de prestar condigna e pública homenagem ao grande cidadão. [...]
Para concluir a grata tarefa que se impôs, a Comissão de Democratas Aveirenses reúne, no presente volume, os textos dos homens de letras que, a seu convite, participaram na mais que justa homenagem."
(excerto da nota explicativa)
Índice:
- Nota explicativa. - Mário Sacramento antiprovinciano, por Mário Castrim. - Um Homem exemplar, por Ferreira de Castro. - Sentido do ensaísmo de Mário Sacramento, por Óscar Lopes.
Mário Sacramento (1920-1969). "Ensaísta português, de nome completo Mário Emílio de Morais Sacramento, nascido em 1920, em Ílhavo, e falecido em 1969, no Porto. Tendo frequentado as Faculdades de Medicina de Coimbra, Porto e Lisboa, especializou-se em Gastroenterologia em Paris. De formação marxista e neorrealista, participou no Movimento de Unidade Democrática e foi o impulsionador do I Congresso Republicano de Aveiro em 1957. Com uma atitude crítica e exigente, colaborou em jornais, revistas e páginas literárias, tendo publicado diversas obras, entre as quais Retrato de Eça de Queirós (1944), Fernando Pessoa - Poeta da Hora Absurda (1953), Lendo Raul Brandão (1967), Fernando Namora - O Homem e a Obra (1967) e Uma Estética Neorrealista? (1968)."
(fonte: http://www.infopedia.pt/$mario-sacramento)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
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31 março, 2016
DUARTE, Joaquim Nunes - HIDRO-AVIÕES NOS CÉUS DE AVEIRO. Aveiro, Revista «Aveiro e o seu Distrito», 1984. In-8.º (21cm) de 142, [6] p. ; il. ; B.
1ª edição.
Ilustrada com fac-símiles de documentos, desenhos e fotografias dos hidroaviões e suas tripulações, e diversos eventos oficiais.
"Duma feliz reunião, em S. Jacinto, de antigos elementos da Aviação Naval, nasceu a ideia de se escrever algo sobre a existência dos hidro-aviões naquela praia do concelho de Aveiro.
Pouco ou nada se sabia de quase quatro décadas da permanência das asas com a Crus de Cristo, período compreendido entre a guerra de 1914/1918 até fins do ano de 1952. Sobretudo, do convívio com a população de S. Jacinto, escasseavam elementos. E, no entanto, existiam ainda provas documentais, não só dos aviadores e marinheiros portugueses, mas também dos franceses, os seus iniciadores, e até da própria população civil."
(excerto da introdução, Abertura)
"A gestão da Aviação da Marinha deu-se no período que decorreu entre 1916 e 1918, na segunda metade da I Grande Guerra. Portugal declarara guerra à Alemanha e tornava-se urgente pensar na vigilância e defesa da costa atlântica, em especial da barra de Lisboa, tendo em vista a presença de submarinos inimigos, que não deixariam de lançar os seus ataques aos navios aliados. Foram adquiridos pequenos hidro-aviões franceses SCHRECK F.B.A., fuselagem tipo coque, equipado com um motor de 100 H.P. Tratava-se de um biplano, construído em madeira, qua ainda hoje pode ser admirado na secção da Aviação Naval do Museu da Marinha junto ao Mosteiro dos Jerónimos.
Porém, como é natural, a falta de meios não permitia ao nosso País garantir a vigilância da Costa. Não tínhamos pessoal e material para acudir aos três centros criados. Foi então que, ainda por iniciativa de Sacadura Cabral, se estabeleceu um acordo com o Governo Francês para a instalação de uma pequena esquadrilha em S. Jacinto, com a finalidade de combater a acção submarina desde a Mancha ao Mediterrâneo."
(excerto do Cap. I, 1. Nasce a aviação marítima)
Matérias:
Abertura: o primeiro avião de instrução em Portugal.
I - Apontamentos para a História dos Hidro-Aviões
1. Nasce a Aviação Marítima. 2. São franciús; ninguém os entende. 3. Os Franceses retiram-se. 4. S. Jacinto e a Traulitânia. 5. O Centro de Aviação de Aveiro consolida-se. 6. O maior hangar da Península Ibérica. 7. Coutinho e Sacadura em S. Jacinto. 8. Um campo de aterragem. 9. O primeiro curso de pilotagem. 10. Inauguração da Escola de Aviação Naval de Aveiro. 11. A primeira pista iluminada do País. 12. A última escola de hidro-aviões na Torreira.
II - Figuras e Factos
1. Dos Junkers em S. Jacinto. 2. Dois mecânicos; Duas figuras. 3. Dr. Ginja Brandão - Médico e Humanista. 4. Machadão - ás do pedal. 5. O último piloto da aviação naval. 6. Mestre Rocha - o Rocha das Asas. 7. O bombardeamento do Desertas. 8. Recordar é viver. 9. A viagem Madrid - Manila teve ajuda de marinheiro. 10. Anos depois. 11. Surgem os sobreviventes. 12. A história do monumento. 13. Uma iniciativa única no nosso País. 14. A reunião de 1982. 15. Selos a mais... selos a menos. 16. A aviação naval e o pessoal civil. 17. A história de uma legenda. 18. Dr. Mário Duarte ligado à Aviação Naval. 19. Vida sócio-militar em S. Jacinto. 20. Especialistas da Força Aérea.
Joaquim Nunes Duarte (1923-1996). “Foi militar, fomentador da actividade desportiva, jornalista em Aveiro e Angola e historiador da Aviação Naval. Com os livros “Hidro-aviões nos céus de Aveiro” e “A mística de Aveiro na Aviação Naval”, Joaquim Nunes Duarte deixou um valiosíssimo contributo para a história da Aviação Naval em terras aveirenses, muito em especial em S. Jacinto. Para além dessa faceta de divulgador, Joaquim Duarte foi militar, atingindo a patente de capitão, jornalista (da escrita e da rádio), desportista (em diversas modalidades) e dirigente associativo."
(fonte: www.portal.ecclesia.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas e lombada cansadas, com defeitos. No interior, algumas páginas encontram-se sublinhadas a caneta, e outras riscadas por intervenção infantil(?). Na f. rosto o antigo proprietário inscreveu a ocasião em que o livro lhe foi oferecido (50.º aniversário da Escola de Aviação Naval, 1984). Assinatura de posse igualmente na f. anterrosto.
Invulgar.
Indisponível
1ª edição.
Ilustrada com fac-símiles de documentos, desenhos e fotografias dos hidroaviões e suas tripulações, e diversos eventos oficiais.
"Duma feliz reunião, em S. Jacinto, de antigos elementos da Aviação Naval, nasceu a ideia de se escrever algo sobre a existência dos hidro-aviões naquela praia do concelho de Aveiro.
Pouco ou nada se sabia de quase quatro décadas da permanência das asas com a Crus de Cristo, período compreendido entre a guerra de 1914/1918 até fins do ano de 1952. Sobretudo, do convívio com a população de S. Jacinto, escasseavam elementos. E, no entanto, existiam ainda provas documentais, não só dos aviadores e marinheiros portugueses, mas também dos franceses, os seus iniciadores, e até da própria população civil."
(excerto da introdução, Abertura)
"A gestão da Aviação da Marinha deu-se no período que decorreu entre 1916 e 1918, na segunda metade da I Grande Guerra. Portugal declarara guerra à Alemanha e tornava-se urgente pensar na vigilância e defesa da costa atlântica, em especial da barra de Lisboa, tendo em vista a presença de submarinos inimigos, que não deixariam de lançar os seus ataques aos navios aliados. Foram adquiridos pequenos hidro-aviões franceses SCHRECK F.B.A., fuselagem tipo coque, equipado com um motor de 100 H.P. Tratava-se de um biplano, construído em madeira, qua ainda hoje pode ser admirado na secção da Aviação Naval do Museu da Marinha junto ao Mosteiro dos Jerónimos.
Porém, como é natural, a falta de meios não permitia ao nosso País garantir a vigilância da Costa. Não tínhamos pessoal e material para acudir aos três centros criados. Foi então que, ainda por iniciativa de Sacadura Cabral, se estabeleceu um acordo com o Governo Francês para a instalação de uma pequena esquadrilha em S. Jacinto, com a finalidade de combater a acção submarina desde a Mancha ao Mediterrâneo."
(excerto do Cap. I, 1. Nasce a aviação marítima)
Matérias:
Abertura: o primeiro avião de instrução em Portugal.
I - Apontamentos para a História dos Hidro-Aviões
1. Nasce a Aviação Marítima. 2. São franciús; ninguém os entende. 3. Os Franceses retiram-se. 4. S. Jacinto e a Traulitânia. 5. O Centro de Aviação de Aveiro consolida-se. 6. O maior hangar da Península Ibérica. 7. Coutinho e Sacadura em S. Jacinto. 8. Um campo de aterragem. 9. O primeiro curso de pilotagem. 10. Inauguração da Escola de Aviação Naval de Aveiro. 11. A primeira pista iluminada do País. 12. A última escola de hidro-aviões na Torreira.
II - Figuras e Factos
1. Dos Junkers em S. Jacinto. 2. Dois mecânicos; Duas figuras. 3. Dr. Ginja Brandão - Médico e Humanista. 4. Machadão - ás do pedal. 5. O último piloto da aviação naval. 6. Mestre Rocha - o Rocha das Asas. 7. O bombardeamento do Desertas. 8. Recordar é viver. 9. A viagem Madrid - Manila teve ajuda de marinheiro. 10. Anos depois. 11. Surgem os sobreviventes. 12. A história do monumento. 13. Uma iniciativa única no nosso País. 14. A reunião de 1982. 15. Selos a mais... selos a menos. 16. A aviação naval e o pessoal civil. 17. A história de uma legenda. 18. Dr. Mário Duarte ligado à Aviação Naval. 19. Vida sócio-militar em S. Jacinto. 20. Especialistas da Força Aérea.
Joaquim Nunes Duarte (1923-1996). “Foi militar, fomentador da actividade desportiva, jornalista em Aveiro e Angola e historiador da Aviação Naval. Com os livros “Hidro-aviões nos céus de Aveiro” e “A mística de Aveiro na Aviação Naval”, Joaquim Nunes Duarte deixou um valiosíssimo contributo para a história da Aviação Naval em terras aveirenses, muito em especial em S. Jacinto. Para além dessa faceta de divulgador, Joaquim Duarte foi militar, atingindo a patente de capitão, jornalista (da escrita e da rádio), desportista (em diversas modalidades) e dirigente associativo."
(fonte: www.portal.ecclesia.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas e lombada cansadas, com defeitos. No interior, algumas páginas encontram-se sublinhadas a caneta, e outras riscadas por intervenção infantil(?). Na f. rosto o antigo proprietário inscreveu a ocasião em que o livro lhe foi oferecido (50.º aniversário da Escola de Aviação Naval, 1984). Assinatura de posse igualmente na f. anterrosto.
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08 outubro, 2014
VILHENA, Firmino de – MULHERES DA CRUZ VERMELHA. Episodio da conflagração europeia. Aveiro, Of. Tip. Do «Campeão das Províncias», 1916. In-8º (20,5cm) de 7, [1] p. ; il. ; B.
1.ª (e única) edição.
Capa e desenhos de José Pinho, “distinto pintor aveirense”.
Opúsculo dedicado “á ilustre Presidente da «Cruzada das Mulheres Portuguezas», a Ex.ma Senhora D. Alzira Dantas Machado” (refere-se a D. Elzira Machado, mulher do então Presidente da República, Dr. Bernardino Machado)
Peça de teatro representada em Lisboa, Aveiro e Viseu por “distintas senhoras da Cruzada”.
Publicação que “tem por fim exclusivo contribuir, pelo produto da sua venda, para a obra humanitária da simpática instituição que é a Cruzada das Mulheres Portuguezas.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível
1.ª (e única) edição.
Capa e desenhos de José Pinho, “distinto pintor aveirense”.
Opúsculo dedicado “á ilustre Presidente da «Cruzada das Mulheres Portuguezas», a Ex.ma Senhora D. Alzira Dantas Machado” (refere-se a D. Elzira Machado, mulher do então Presidente da República, Dr. Bernardino Machado)
Peça de teatro representada em Lisboa, Aveiro e Viseu por “distintas senhoras da Cruzada”.
Publicação que “tem por fim exclusivo contribuir, pelo produto da sua venda, para a obra humanitária da simpática instituição que é a Cruzada das Mulheres Portuguezas.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível
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06 fevereiro, 2014
CORREIA, Dr. Vergílio & GIRÃO, Dr. A. De Amorim &
SOARES, Dr. Torquato de Souza – EXCURSÕES NO CENTRO DE PORTUGAL. Coímbra, Publicação subsidiada pelo Instituto para a
Alta Cultura [Comp. e imp. na Companhia Editora do Minho, Barcelos], 1939.
In-8º (19,5cm) de 160, [2] p. ; [1] mapa desd. ; B. Faculdade de Letras de
Coimbra : Curso de Férias
1.ª edição.
Bonito guia paisagístico e cultural, impresso totalmente
sobre papel couché.
Ilustrado com 101 fotogravuras no texto e um mapa
desdobrável da Região Centro do país.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Falha
de papel atinge metade da lombada.
Invulgar.
Indisponível
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*SOARES (Torquato de Sousa),
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