ROTEIRO DO ARTESANATO DE GRÂNDOLA. [S.l.], Câmara Municipal de Grândola (Serviços Sócio Culturais), 1986. In-4.º (20,5cm) de 67, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
As actividades tradicionais existentes no concelho de Grândola. Trabalho de recolha, incluindo o testemunho dos artesão que asseguram a produção de produtos típicos com interesse histórico e etnográfico para a região.
Muito ilustrado com reproduções fotográficas ao longo do texto, algumas em página inteira.
"A política da C.M.G. no domínio da Acção Cultural tem-se pautado pela intervenção nas mais diversas áreas, nomeadamente o Património Cultural Popular.
Na procura destes objectivos inscreve-se o Roteiro do Artesanato de Grândola numa perspectiva coerente da sua defesa através dos meios disponíveis, ou seja a sua inventariação, caracterização e divulgação.
É uma tentativa de valorizar actividades tradicionais, que a sociedade massificadora tem vindo a esquecer, preferindo o consumo que os meios de comunicação propõem em nome de valores que só por acaso contribuem para a nossa identidade cultural.
É também a homenagem da C.M.G. aos homens e mulheres do nosso concelho ainda depositários de uma cultura de que paulatinamente são guardiões."
(Preâmbulo)
"Foi percorrendo as localidades e montes deste concelho, com o método de quem procura, que este trabalho foi feito.
Junto dos artesãos obtivemos a informação da arte - técnicas materiais e funções - que sumariamente aqui descrevemos. Não estava nos nossos objectivos um tratamento diferenciado por cada tipo de produção o que implicaria um livro por cada uma delas, quando afinal, pretendemos um roteiro.
Muito está por dizer e alguns artesãos não foram incluídos por estarem temporariamente inactivos, ou terem escapado à nossa pesquisa.
Quando transcrevemos as palavras dos artistas, corre-se o risco, de um ou outro caso, a percepção não ser imediata, pela natureza de alguns termos específicos usados, no entanto pareceu-nos ser a forma mais rigorosa."
(Excerto de O levantamento - retirado da contracapa)
Índice:
A Cortiça. | Barro. | Madeira. | A Lã - O Linho e a Pesca. | Metal. | Tabua - Vime - Trigo - Palma.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€
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02 agosto, 2019
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13 junho, 2019
SANT'ANA, Henrique de - A RAÇA BRAVA E O SEU APROVEITAMENTO. Tese de... Escola Superior de Medicina Veterinaria. [S.l.], [s.n. - imp. na Tip. Henrique Torres, Lisboa], 1919. In-8.º (22cm) de 38, [4] p. ; B.1.ª edição.
Tese de final de curso sobre o touro bravo ribatejano, também conhecido por "boi da terra", cujas áreas de criação se estendiam, sobretudo pelo Ribatejo - de Vila Franca de Xira à Golegâ e da Chamusca a Alcochete -, e em menor número pelo Alentejo.
...........................................
"Existe no nosso paiz, como de todos é sabido, uma raça de bovinos, a raça brava ribatejana ou boi da terra.
Por esta ultima designação sómente é conhecida no Ribatejo mórmente nos concelhos de Coruche e Benavente.
Se a sua existencia é por demais conhecida, as suas aptidões são, pela maioria do nosso povo, ignoradas e por muitos depreciadas. Esta depreciação é filha da ignorancia que há nas demais regiões do paiz do quanto ela é util.
Muitas vezes ainda resulta de opiniões tacitamente concebidas. Não presta por que é bravo e porque é bravo não pode prestar.
Eis a maxima.
Outros, ainda, fulminam a sua existencia sentenciosamente: Deve desaparecer, porque duas coisas há improprias do seculo XX, a construção de uma egreja e a organisação de uma corrida de touros.
Para estes, os touros bravos servem tam sómente para touradas.
A despeito de tudo, estas e aquelas estão ainda de pé."
(Excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na capa frontal e na f. rosto.
Raro e muito curioso.
Peça de colecção.
35€
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18 maio, 2019
BARRADAS, Lereno Antunes - REGIÕES LATIFUNDIÁRIAS. [Por]... Engenheiro Agrónomo. Lisboa, Editorial Império, Limitada, 1935. In-4.º (24,5cm) de VII, [1], 87, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre a agricultura no Alentejo, elaborada e publicada nos alvores do Estado Novo.
"O presente trabalho, feito para o 1.º Congresso Alentejano, que não chegou a realizar-se, foi apresentado ao 2.º Congresso da Imprensa Alentejana em Maio de 1933.
Hoje, o problema agrário do Alentejo, o assunto principal de que vamos tratar, mercê de várias circunstâncias, sobretudo pela abundancia extraordinária das ultimas colheitas, apresenta um aspecto um pouco diverso do de então.
Naquela data, após o primeiro ano de superprodução de trigo, a lavoura lutava com os preços baixos do mercado, e neste momento, depois de outros anos de boas produções e com o preço de venda assegurado pela F. N. P. T., luta com o da colocação deste cereal.
Dantes era a auto-suficiencia do trigo, que principalmente se procurava; hoje pretende-se o barateamento do pão, além da resolução de muitos outros problemas que têm continuado por resolver, como o do desemprego rural, etc., etc. [...]
A baixa de preço do trigo, que acaba de se dar, impunha-se; e, diga-se de passagem, estamos convencidos de que a maior parte da lavoura aceitou esse sacrifício, como um dever a cumprir.
Não é oportuno tocarmos nas inumeras considerações que sobre este assunto se podem fazer, mas achamos necessário relacioná-lo com o ponto de vista que defendemos.
Como se sabe, uma das causas do excesso de trigo, é a demasiada área destinada a esta cultura. Em vista disto, de todos os lados preconizam a sua redução, pela exclusão das relvas, vinhas, montados, etc. Contudo há relvas que podem economicamente dar trigo; há montados, como os de azinho, que, necessitam ser semeados; e há alqueives, que só dão trigo caro."
(Excerto do preâmbulo, Palavras prévias)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
1.ª edição.
Interessante monografia sobre a agricultura no Alentejo, elaborada e publicada nos alvores do Estado Novo.
"O presente trabalho, feito para o 1.º Congresso Alentejano, que não chegou a realizar-se, foi apresentado ao 2.º Congresso da Imprensa Alentejana em Maio de 1933.
Hoje, o problema agrário do Alentejo, o assunto principal de que vamos tratar, mercê de várias circunstâncias, sobretudo pela abundancia extraordinária das ultimas colheitas, apresenta um aspecto um pouco diverso do de então.
Naquela data, após o primeiro ano de superprodução de trigo, a lavoura lutava com os preços baixos do mercado, e neste momento, depois de outros anos de boas produções e com o preço de venda assegurado pela F. N. P. T., luta com o da colocação deste cereal.
Dantes era a auto-suficiencia do trigo, que principalmente se procurava; hoje pretende-se o barateamento do pão, além da resolução de muitos outros problemas que têm continuado por resolver, como o do desemprego rural, etc., etc. [...]
A baixa de preço do trigo, que acaba de se dar, impunha-se; e, diga-se de passagem, estamos convencidos de que a maior parte da lavoura aceitou esse sacrifício, como um dever a cumprir.
Não é oportuno tocarmos nas inumeras considerações que sobre este assunto se podem fazer, mas achamos necessário relacioná-lo com o ponto de vista que defendemos.
Como se sabe, uma das causas do excesso de trigo, é a demasiada área destinada a esta cultura. Em vista disto, de todos os lados preconizam a sua redução, pela exclusão das relvas, vinhas, montados, etc. Contudo há relvas que podem economicamente dar trigo; há montados, como os de azinho, que, necessitam ser semeados; e há alqueives, que só dão trigo caro."
(Excerto do preâmbulo, Palavras prévias)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
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09 fevereiro, 2019
VIDA E MILAGRES DE S. JOÃO DE DEOS PATRIARCHA DA HOSPITALIDADE E FASTOS LITTERARIOS DE MONTEMOR-O-NOVO. Coimbra, Imprensa Litteraria, 1871. In-8.º (19,5cm) de 56, [2] p. ; [1] f. il. ; E.
1.ª edição.
Biografia em verso de S. João de Deus, santo natural de Montemor-o-Novo, pejada de notas e informações históricas em prosa ao longo do texto.
Ilustrada com uma bonita gravura em página inteira com inscrição no pé: Lith. R. do Correio - Coimbra 1871.
"A Provincia do Alemtejo, senão a mais formosa, é de certo uma das mais formosas do nosso paiz e n'ella floresceram grandes santos e veneraveis escriptores. [...]
Refere-se que S. João de Deos nascera a 8 (ou 25) de Março de 1495, e morrêra a 8 de Março de 1550.
Inflammado pelo amor de Deos e do proximo a sua vida foi um compendio de virtudes. [...]
Assim, resumidamente, sem esforço nem difficuldade poderão as almas piedosas contemplar na vida do bem-aventurado S. João de Deos um jardim de aromatisadas flores e dos fructos mais saborosos. [...]
Meditando em tão elevadas virtudes foi meu fim, versificando a vida do Santo de Montemór-o-Novo, não fazer uma obra d'arte, imaginaria e formalmente bella; mas tornar mais agradavel ás almas piedosas e leitura de tantas e tão grandes virtudes, de tamanhos prodigios, de tão viva oração e de tão rigorosa penitencia."
(Excerto da dedicatória, A uma alma devota de S. João de Deos, patricia do mesmo Santo)
Matérias:
A uma alma devota de S. João de Deos, patricia do mesmo Santo. Vida de S. João de Deos: 1.ª Parte - I. Juventude e mocidade; II. A puericia; III. Oração: - resolve-se a deixar a sua familia e a sua terra. 2.ª Parte - Renovação espiritual de S. João de Deos. 3.ª Parte - Santificação - fructos e flores: I. Visões mysticas; II. Profecias; III. Tentações; IV. Virtudes e boas obras - seu nome e habito; V. Conversões do caminho do vicio para o da virtude; VI. Penitencia e oração. 4.ª Parte - Doença mortal e passamento de S. João de Deos d'esta para melhor vida: I. Sáe do hospital; II. Enfermeira de S. João de Deos; III. Confissão e testamento de S. João de Deos; IV. Passamento; V. Depois do transito. Fastos litterarios de Montemor-o-Novo.
Encadernação inteira de percaina com ferros gravados a ouro na pasta frontal.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível
1.ª edição.
Biografia em verso de S. João de Deus, santo natural de Montemor-o-Novo, pejada de notas e informações históricas em prosa ao longo do texto.
Ilustrada com uma bonita gravura em página inteira com inscrição no pé: Lith. R. do Correio - Coimbra 1871.
"A Provincia do Alemtejo, senão a mais formosa, é de certo uma das mais formosas do nosso paiz e n'ella floresceram grandes santos e veneraveis escriptores. [...]
Refere-se que S. João de Deos nascera a 8 (ou 25) de Março de 1495, e morrêra a 8 de Março de 1550.
Inflammado pelo amor de Deos e do proximo a sua vida foi um compendio de virtudes. [...]
Assim, resumidamente, sem esforço nem difficuldade poderão as almas piedosas contemplar na vida do bem-aventurado S. João de Deos um jardim de aromatisadas flores e dos fructos mais saborosos. [...]
Meditando em tão elevadas virtudes foi meu fim, versificando a vida do Santo de Montemór-o-Novo, não fazer uma obra d'arte, imaginaria e formalmente bella; mas tornar mais agradavel ás almas piedosas e leitura de tantas e tão grandes virtudes, de tamanhos prodigios, de tão viva oração e de tão rigorosa penitencia."
(Excerto da dedicatória, A uma alma devota de S. João de Deos, patricia do mesmo Santo)
Matérias:
A uma alma devota de S. João de Deos, patricia do mesmo Santo. Vida de S. João de Deos: 1.ª Parte - I. Juventude e mocidade; II. A puericia; III. Oração: - resolve-se a deixar a sua familia e a sua terra. 2.ª Parte - Renovação espiritual de S. João de Deos. 3.ª Parte - Santificação - fructos e flores: I. Visões mysticas; II. Profecias; III. Tentações; IV. Virtudes e boas obras - seu nome e habito; V. Conversões do caminho do vicio para o da virtude; VI. Penitencia e oração. 4.ª Parte - Doença mortal e passamento de S. João de Deos d'esta para melhor vida: I. Sáe do hospital; II. Enfermeira de S. João de Deos; III. Confissão e testamento de S. João de Deos; IV. Passamento; V. Depois do transito. Fastos litterarios de Montemor-o-Novo.
Encadernação inteira de percaina com ferros gravados a ouro na pasta frontal.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível
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27 agosto, 2018
PAÇO, Afonso do - CASTELO DE ARRAIOLOS. Separata do «Boletim da Junta Distrital de Évora» - N.º 6. Évora, [s.n. - Comp. e imp. na Gráfica Eborense, Évora], 1967. In-4.º (24,5cm) de 5, [3] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante monografia sobre o castelo de Arraiolos e os vestígios arqueológicos nele encontrados.
Ilustrada em extratexto com 1 folha (papel couché) contendo os desenhos das peças descobertas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
1.ª edição independente.
Interessante monografia sobre o castelo de Arraiolos e os vestígios arqueológicos nele encontrados.
Ilustrada em extratexto com 1 folha (papel couché) contendo os desenhos das peças descobertas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
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18 março, 2018
CARY, Francisco Caldeira - A VIDA QUOTIDIANA NO MEU TEMPO : a maneira de viver, os usos e costumes na vila de Alter na década de 40. [S.l.], [Edição do Autor], 2010. In-8.º (20,5cm) de [4], 361, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história contemporânea da vila alentejana de Alter do Chão.
Edição "caseira", por certo com tiragem muitíssimo restrita. Ilustrada com diversas fotos juvenis do autor.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa de Francisco Cary a um seu familiar.
"O autor nasceu em Alter do Chão, em 1936 onde tem passado grande parte da sua vida e integralmente a sua infância.
Iniciou o presente trabalho em 1997; a sua conclusão foi sendo diferida, e só em 2010 o considerou terminado. Pretendeu recordar a sua infância, a maneira como viveu num meio rural com grandes assimetrias de desenvolvimento e acentuadas diferenciações entre as formas e níveis de vida da comunidade.
Os elementos que se apresentam não pretendem constituir uma monografia sócio económica sobre Alter, não tendo sido intenção do autor apoiar-se em elementos científicos e sociológicos, relativos aos factos que narra. Apenas procurou recordar, com base na sua memória, os usos e costumes de uma comunidade rural, como se vivia, convivia, brincava ou jogava naquela época.
Oriundo da classe dominante da vila, dotada de maior riqueza e por via disso com maior prestígio social, o autor teve sempre, ao longo da sua vida profissional e como cidadão, preocupações sociais que determinaram o seu comportamento. Essa preocupação manifestava-se já na infância pela forma como convivia com os «garotos» de então e pela sensibilidade que as diferenças das condições de vida marcaram na sua memória. Sem referências bibliográficas que o suportem, o texto, constitui um olhar sociológico sobre formas de viver e comportamentos que já não existem.
Ainda que o texto que agora apresenta, pouco tenha a ver com a sua formação em adulto, convém recordar que é licenciado em Agronomia e Doutorado em Ciências Agrárias."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
Apresentação. Alter nos anos 40. A classe rural. As sementeiras. A apanha da azeitona. As lavouras e os alqueives. As mondas e as sachas. Trabalhos indiferenciados. As ceifas e as colheitas. Acarretos e debulhas. As festas das colheitas. Os salários e os pagamentos. As condições de vida. O que comiam. As lojas e as mercearias. A doença e a saúde. A maneira de vestir. A convivência. O Natal e a Páscoa. Outras festas da religião. As festas mundanas. A classe média. A festa do casamento. As festas dos baptizados. As passagens de classe. As feiras. Os rapazes das sortes. As fogueiras dos santos populares. O futebol. Nós e os outros. Eu e os meus irmãos. A nossa casa. Como nós vivíamos. A nossa alimentação. Algumas coisas dos nosso dia a dia. Os jogos da minha infância. Os cheiros e os sabores. As doenças da família. As viagens dos meus pais. As minhas vindas a Lisboa. Os amigos que eu tinha. O meu avô. A Quinta do Peão. O tio Rafael. Os automóveis de Alter. As senhoras de Alter. Os piqueniques. Porque gosto de Alter.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Com grande interesse regional.
45€
1.ª edição.
Importante subsídio para a história contemporânea da vila alentejana de Alter do Chão.
Edição "caseira", por certo com tiragem muitíssimo restrita. Ilustrada com diversas fotos juvenis do autor.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa de Francisco Cary a um seu familiar.
"O autor nasceu em Alter do Chão, em 1936 onde tem passado grande parte da sua vida e integralmente a sua infância.
Iniciou o presente trabalho em 1997; a sua conclusão foi sendo diferida, e só em 2010 o considerou terminado. Pretendeu recordar a sua infância, a maneira como viveu num meio rural com grandes assimetrias de desenvolvimento e acentuadas diferenciações entre as formas e níveis de vida da comunidade.
Os elementos que se apresentam não pretendem constituir uma monografia sócio económica sobre Alter, não tendo sido intenção do autor apoiar-se em elementos científicos e sociológicos, relativos aos factos que narra. Apenas procurou recordar, com base na sua memória, os usos e costumes de uma comunidade rural, como se vivia, convivia, brincava ou jogava naquela época.
Oriundo da classe dominante da vila, dotada de maior riqueza e por via disso com maior prestígio social, o autor teve sempre, ao longo da sua vida profissional e como cidadão, preocupações sociais que determinaram o seu comportamento. Essa preocupação manifestava-se já na infância pela forma como convivia com os «garotos» de então e pela sensibilidade que as diferenças das condições de vida marcaram na sua memória. Sem referências bibliográficas que o suportem, o texto, constitui um olhar sociológico sobre formas de viver e comportamentos que já não existem.
Ainda que o texto que agora apresenta, pouco tenha a ver com a sua formação em adulto, convém recordar que é licenciado em Agronomia e Doutorado em Ciências Agrárias."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
Apresentação. Alter nos anos 40. A classe rural. As sementeiras. A apanha da azeitona. As lavouras e os alqueives. As mondas e as sachas. Trabalhos indiferenciados. As ceifas e as colheitas. Acarretos e debulhas. As festas das colheitas. Os salários e os pagamentos. As condições de vida. O que comiam. As lojas e as mercearias. A doença e a saúde. A maneira de vestir. A convivência. O Natal e a Páscoa. Outras festas da religião. As festas mundanas. A classe média. A festa do casamento. As festas dos baptizados. As passagens de classe. As feiras. Os rapazes das sortes. As fogueiras dos santos populares. O futebol. Nós e os outros. Eu e os meus irmãos. A nossa casa. Como nós vivíamos. A nossa alimentação. Algumas coisas dos nosso dia a dia. Os jogos da minha infância. Os cheiros e os sabores. As doenças da família. As viagens dos meus pais. As minhas vindas a Lisboa. Os amigos que eu tinha. O meu avô. A Quinta do Peão. O tio Rafael. Os automóveis de Alter. As senhoras de Alter. Os piqueniques. Porque gosto de Alter.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Com grande interesse regional.
45€
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§ AUTÓGRAFOS,
*CARY (Francisco Caldeira),
1ª E D I Ç Ã O,
Agricultura,
Alentejo,
Alter do Chão,
Autobiog./Memórias,
Etnografia,
História,
Monografias,
Sociologia,
Usos e Costumes
29 janeiro, 2018
A ROTA DO MÁRMORE DO ANTICLINAL DE ESTREMOZ. Coordenação, inestigação e textos: Alfredo Tinoco; Carlos Filipe; Ricardo Hipólito. [Prefácio: Prof. Jorge Custódio]. Lisboa, Centro de Estudos de História Contemporânea, Instituto Universitário de Lisboa, 2014. In-4.º (24cm) de 71, [1], [72] p. ; il. , B.
1.ª edição.
Importante estudo cultural e turístico, e histórico e geológico, sobre o Anticlinal de Estremoz.
Ilustrado a p.b. e a cores com fotografias, tabelas, desenhos, plantas e mapas.
Tiragem: 500 exemplares.
"A obra que agora se publica integra as três partes constituintes do referido projecto, antecedidas de uma introdução. A primeira parte consta de um pequeno estudo sobre as relações entre património cultural, turismo e desenvolvimento, essencial para a compreensão do significado das rotas turísticas. Segue-se um capítulo sobre a história e geologia do Anticlinal de Estremoz e da sua localização geológica e geográfica, onde se atende ao papel histórico que desempenhou na sub-região alentejana, quer do ponto de vista da extracção do mármore, como da sua exploração oficinal e industrial, como ainda do seu consumo histórico enquanto material de construção utilizado na arquitectura monumental e artística e de uso doméstico. Finalmente, uma terceira parte contém a própria Rota do Mármore proposta para os principais concelhos da sub-região."
(Excerto do prefácio)
"O presente estudo teve como principal objectivo a criação de um roteiro turístico e a valorização do seu recurso endógeno - o mármore -, enquanto elemento identitário da Zona dos Mármores (concelhos de Alandroal, Borba, Estremoz, Sousel e Vila Viçosa) e enquanto principal elemento dinamizador da economia local.
Recurso natural de excelência, os mármores alentejanos são aqueles que mais se destacam no contexto nacional, conseguindo ombrear com os melhores mármores do mundo, conquistando, assim, prestígio e popularidade assinalável.
Do ponto de vista turístico, a região dispõe de um património digno de registo e a Rota do Mármore do Anticlinal de Estremoz tem uma vertente marcadamente de roteiro industrial. Embora a temática do turismo industrial seja cada vez mais um produto apetecível, o projecto que desenvolvemos não se limita a abordar o lado industrial do sector sob pena de este se esgotar rapidamente, correndo o risco de se tornar um produto pouco atractivo e pouco apetecível, exceptuando, talvez, o interesse de um público especializado. [...]
Embora tratando-se de um trabalho académico, o leitor é convidado a percorrer e descrição de algum do património existente numa sub-região bem identificada culturalmente, procurando enriquecer o seu conhecimento e o debate de ideias."
(Excerto da apresentação)
Índice:
Prefácio. Agradecimentos. Introdução. I - Património, Turismo e Desenvolvimento. II - História e Geologia. III - Rota do Mármore do Anticlinal de Estremoz. Bibliografia e webgrafia. Cartografia. Anexos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
Com interesse histórico e regional.
15€
1.ª edição.
Importante estudo cultural e turístico, e histórico e geológico, sobre o Anticlinal de Estremoz.
Ilustrado a p.b. e a cores com fotografias, tabelas, desenhos, plantas e mapas.
Tiragem: 500 exemplares.
"A obra que agora se publica integra as três partes constituintes do referido projecto, antecedidas de uma introdução. A primeira parte consta de um pequeno estudo sobre as relações entre património cultural, turismo e desenvolvimento, essencial para a compreensão do significado das rotas turísticas. Segue-se um capítulo sobre a história e geologia do Anticlinal de Estremoz e da sua localização geológica e geográfica, onde se atende ao papel histórico que desempenhou na sub-região alentejana, quer do ponto de vista da extracção do mármore, como da sua exploração oficinal e industrial, como ainda do seu consumo histórico enquanto material de construção utilizado na arquitectura monumental e artística e de uso doméstico. Finalmente, uma terceira parte contém a própria Rota do Mármore proposta para os principais concelhos da sub-região."
(Excerto do prefácio)
"O presente estudo teve como principal objectivo a criação de um roteiro turístico e a valorização do seu recurso endógeno - o mármore -, enquanto elemento identitário da Zona dos Mármores (concelhos de Alandroal, Borba, Estremoz, Sousel e Vila Viçosa) e enquanto principal elemento dinamizador da economia local.
Recurso natural de excelência, os mármores alentejanos são aqueles que mais se destacam no contexto nacional, conseguindo ombrear com os melhores mármores do mundo, conquistando, assim, prestígio e popularidade assinalável.
Do ponto de vista turístico, a região dispõe de um património digno de registo e a Rota do Mármore do Anticlinal de Estremoz tem uma vertente marcadamente de roteiro industrial. Embora a temática do turismo industrial seja cada vez mais um produto apetecível, o projecto que desenvolvemos não se limita a abordar o lado industrial do sector sob pena de este se esgotar rapidamente, correndo o risco de se tornar um produto pouco atractivo e pouco apetecível, exceptuando, talvez, o interesse de um público especializado. [...]
Embora tratando-se de um trabalho académico, o leitor é convidado a percorrer e descrição de algum do património existente numa sub-região bem identificada culturalmente, procurando enriquecer o seu conhecimento e o debate de ideias."
(Excerto da apresentação)
Índice:
Prefácio. Agradecimentos. Introdução. I - Património, Turismo e Desenvolvimento. II - História e Geologia. III - Rota do Mármore do Anticlinal de Estremoz. Bibliografia e webgrafia. Cartografia. Anexos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
Com interesse histórico e regional.
15€
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Cultura,
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Geologia,
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Teses/Dissertações Universitárias,
Turismo
20 novembro, 2017
PICÃO, José da Silva - A CAMINHO DA CEGONHA (Crónica de Aldeia). Elvas, Tipografia Progresso : Ernesto A. Alves e Almeida, 1940. In-4.º (23cm) de 47, [1] p. ; B. Colecção «Correio Elvense», 2.ª série : N.º 3
Reedição restrita desta castiça obra de José da Silva Picão, originalmente publicada em 1894, conjuntamente com outros autores no Número brinde aos senhores assignantes d'O Elvense.
Tiragem: 200 exemplares.
"José da Silva Picão foi lavrador e escritor. Fruto expontâneo do meio em que nasceu e labutou, sem preparação literária erudita, pôz-se a escrever à-cêrca da sua terra e da sua gente com o à-vontade de quem para alem daquele mundo não vislumbrava mais mundo e foi assim, no rude contato com a natureza e os homens que vivem à semelhança desta, que produziu prosa forte e sàdia, despida de galas postiças, mas realista e saborosa como no género outra não houve em Portugal. [...]
O trabalho que ora se publica é uma das primeiras e, para o efeito, nêste momento, a última rutilação do espirito literário de José da Silva Picão.
Nêle de descreve a odisseia de uma aldeia alentejana - Santa Eulalia - condenada ao martirio periodico da falta de água, que dificilmente se adquiria em poços ou escassos mananciais, donde era tirada por meio de um chocalho. Á-cerca dêste costume, - que José da Silva Picão descreve pitorescamente - diz o etnografo Antonio Tomaz Pires, no seu trabalho Tradições Populares Transtaganas, Elvas, 1927:
«Á beira dos poços, em vez de caldeiros para tirar água, veem-se frequentemente grandes chocalhos a isso destinados». Por isso o povo opina, em seus motejos, que em Santa Eulalia quem não tem chocalho não bebe...
A novela A Caminho da Cegonha é uma pequena obra prima de literatura regional, pelo valor do estilo, acêrto no emprego dos vocábulos e rigor descritivo. [...]
Santa Eulalia paga assim uma divida de gratidão a um seu filho ilustre, pois que José da Silva Picão - filho de lavradores, era natural daquela localidade, onde nasceu a 10 de Março de 1859 e onde faleceu a 18 de Maio de 1922."
(excerto da introdução de Domingos Lavadinho)
"Era aí pelos introitos do S. Mateus. As chuvas outonais ainda não tinham aparecido e a estiagem do verão, que fôra comprida e aspérrima, ameaçava prolongar-se indefinidamente, para flegêlo das mulheres da aldeia, que se viam em palpos de aranha para obterem agua suficiente às necessidades de consumo.
Os quatro poços contíguos à povoação, de ha muito que estavam absolutamente sêcos. No fundo de todos, como que a atestar as diabruras do rapazio, amontoavam-se pedras de diferentes tamanhos, misturadas com vários fragmentos de origens diversissimas. Mas, a respeito de amostras de agua, que era naturalmente o que nêles devia haver, nem sequer uma gôta! [...]
Nestas circunstâncias, a população feminina andava num vai-vem constante a caminho da «Cegonha», - uma nascente bem reles, mas a melhor das imediações, principalmente quanto à qualidade da agua, que asseveravam ser optima. Até se dizia que o Santos, mestre das letras, que viera de Campo Maior sofrendo atrozmente da bexiga, depois que bebera da Cegonha, nunca mais importunara o Dr. Vicetto com a massada gratuita da introdução da algália."
(excerto do início da novela)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
Reedição restrita desta castiça obra de José da Silva Picão, originalmente publicada em 1894, conjuntamente com outros autores no Número brinde aos senhores assignantes d'O Elvense.
Tiragem: 200 exemplares.
"José da Silva Picão foi lavrador e escritor. Fruto expontâneo do meio em que nasceu e labutou, sem preparação literária erudita, pôz-se a escrever à-cêrca da sua terra e da sua gente com o à-vontade de quem para alem daquele mundo não vislumbrava mais mundo e foi assim, no rude contato com a natureza e os homens que vivem à semelhança desta, que produziu prosa forte e sàdia, despida de galas postiças, mas realista e saborosa como no género outra não houve em Portugal. [...]
O trabalho que ora se publica é uma das primeiras e, para o efeito, nêste momento, a última rutilação do espirito literário de José da Silva Picão.
Nêle de descreve a odisseia de uma aldeia alentejana - Santa Eulalia - condenada ao martirio periodico da falta de água, que dificilmente se adquiria em poços ou escassos mananciais, donde era tirada por meio de um chocalho. Á-cerca dêste costume, - que José da Silva Picão descreve pitorescamente - diz o etnografo Antonio Tomaz Pires, no seu trabalho Tradições Populares Transtaganas, Elvas, 1927:
«Á beira dos poços, em vez de caldeiros para tirar água, veem-se frequentemente grandes chocalhos a isso destinados». Por isso o povo opina, em seus motejos, que em Santa Eulalia quem não tem chocalho não bebe...
A novela A Caminho da Cegonha é uma pequena obra prima de literatura regional, pelo valor do estilo, acêrto no emprego dos vocábulos e rigor descritivo. [...]
Santa Eulalia paga assim uma divida de gratidão a um seu filho ilustre, pois que José da Silva Picão - filho de lavradores, era natural daquela localidade, onde nasceu a 10 de Março de 1859 e onde faleceu a 18 de Maio de 1922."
(excerto da introdução de Domingos Lavadinho)
"Era aí pelos introitos do S. Mateus. As chuvas outonais ainda não tinham aparecido e a estiagem do verão, que fôra comprida e aspérrima, ameaçava prolongar-se indefinidamente, para flegêlo das mulheres da aldeia, que se viam em palpos de aranha para obterem agua suficiente às necessidades de consumo.
Os quatro poços contíguos à povoação, de ha muito que estavam absolutamente sêcos. No fundo de todos, como que a atestar as diabruras do rapazio, amontoavam-se pedras de diferentes tamanhos, misturadas com vários fragmentos de origens diversissimas. Mas, a respeito de amostras de agua, que era naturalmente o que nêles devia haver, nem sequer uma gôta! [...]
Nestas circunstâncias, a população feminina andava num vai-vem constante a caminho da «Cegonha», - uma nascente bem reles, mas a melhor das imediações, principalmente quanto à qualidade da agua, que asseveravam ser optima. Até se dizia que o Santos, mestre das letras, que viera de Campo Maior sofrendo atrozmente da bexiga, depois que bebera da Cegonha, nunca mais importunara o Dr. Vicetto com a massada gratuita da introdução da algália."
(excerto do início da novela)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível
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*PICÃO (José da Silva),
Alentejo,
Contos / Novelas,
Elvas,
Literatura Portuguesa
16 novembro, 2017
CÂMARA, João de Souza da - O ALCAIDE-MOR DE PORTALEGRE, GONÇALO VAZ DE CASTELBRANCO. Coimbra, [s.n. - Comp. e imp. na Tip. «Atlântida», Coimbra], 1961. In-4.º (27cm) de 9, [3] p. ; B. Separata do Arquivo de Bibliografia Portuguesa : Ano VI - N.º 23-24
1.ª edição independente.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Gonçalo Vaz de Castelbranco recebeu, por meados de Abril de 1497, um alvará de El-Rei D. Manuel com o imperativo de fazer a entrega imediata da fortaleza de Portalegre ao seu mordomo-mor, Diogo da Silva Menezes.
Semelhante ordem, patente hoje através de um traslado de 1622, coaduna-se perfeitamente com o célebre incidente que provocou, nos fins do século XV, a mais obstinada sublevação da cidade de Portalegre.
Desta forma, o presente trabalho, lembrando esse acontecimento e as causas que o determinaram, traz essencialmente um novo elemento, a que adiante nos referiremos, para a história de Portalegre."
(excerto do estudo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
10€
1.ª edição independente.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Gonçalo Vaz de Castelbranco recebeu, por meados de Abril de 1497, um alvará de El-Rei D. Manuel com o imperativo de fazer a entrega imediata da fortaleza de Portalegre ao seu mordomo-mor, Diogo da Silva Menezes.
Semelhante ordem, patente hoje através de um traslado de 1622, coaduna-se perfeitamente com o célebre incidente que provocou, nos fins do século XV, a mais obstinada sublevação da cidade de Portalegre.
Desta forma, o presente trabalho, lembrando esse acontecimento e as causas que o determinaram, traz essencialmente um novo elemento, a que adiante nos referiremos, para a história de Portalegre."
(excerto do estudo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
10€
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§ AUTÓGRAFOS,
*CÂMARA (João de Sousa da),
1ª E D I Ç Ã O,
Alentejo,
D. Manuel I,
Estudos históricos,
História,
História de Portugal,
Portalegre
25 setembro, 2017
1.ª edição.
Bonito
livrinho dedicado ao Alentejo. Ilustrado na sua totalidade com a
reprodução de pinturas dos mais conceituadas artistas portugueses sobre
motivos alentejanos - as pessoas, os usos e costumes, cenas rurais e
paisagens campestres.
Vilas e cidades consideradas:
Lavre, Vendas Novas, Viana do Alentejo, Estremoz, Évoramonte, Vila
Viçosa, Évora (Azaruja), Arronches (Alto Alentejo), Arraiolos, Évora e
Montemor-o-Novo.
Colaboraram com uma ou mais obras:
Simão da Veiga, rei D. Carlos I, Raquel Roque Gameiro, Alfredo de
Morais, Alberto Sousa, Alfredo Roque Gameiro, Alves de Sá, José Campas,
Dórdio Gomes, António Ramalho, José Malhoa e Adriano de Sousa Lopes.
Exemplar
brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com
defeitos. No interior, algumas páginas apresentam pequenas manchas de
humidade, e outras contêm observações manuscritas e um poema, também
manuscrito.
Raro e muito curioso.
Com interesse regional.
20€
Reservado
Reservado
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1ª E D I Ç Ã O,
Alentejo,
Arte,
Curiosidades,
Etnografia,
Pintura,
Tradição,
Usos e Costumes
17 junho, 2017
BRITO, J. M. Soeiro de - VIMIEIRO. Elvas, Editor - Antonio José Esteves de Carvalho, 1911. In-8.º (19cm) de 22, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Intereressante subsídio para a história do Vimieiro, vila alentejana do concelho de Arraiolos.
Ilustrado em página inteira com uma bonita gravura aberta em cobre.
Tiragem: 105 exemplares.
"Ha muitos annos que temos na mente escrever alguma coisa ácerca d'esta bonita villa do Alemtejo que nos foi berço. [...]
Demora o Vimieiro a 30 kilometros nordeste da cidade d'Evora, dezasete e meio a leste d'Arrayollos, a velha Callancia, cujo concelho pertence, distando uns vinte e quatro d'Estremoz para o oeste.
Compõe-se de casas, em grande parte abarracadas, formando umas onze ruas, quatro largos, e algumas travessas e beccos. Além de muitas casas de um andar, tem uma de dois, alguns predios bem construidos, sendo um apalaçado, e um velho palacio que foi solar dos condes do Vimieiro."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
15€
1.ª edição.
Intereressante subsídio para a história do Vimieiro, vila alentejana do concelho de Arraiolos.
Ilustrado em página inteira com uma bonita gravura aberta em cobre.
Tiragem: 105 exemplares.
"Ha muitos annos que temos na mente escrever alguma coisa ácerca d'esta bonita villa do Alemtejo que nos foi berço. [...]
Demora o Vimieiro a 30 kilometros nordeste da cidade d'Evora, dezasete e meio a leste d'Arrayollos, a velha Callancia, cujo concelho pertence, distando uns vinte e quatro d'Estremoz para o oeste.
Compõe-se de casas, em grande parte abarracadas, formando umas onze ruas, quatro largos, e algumas travessas e beccos. Além de muitas casas de um andar, tem uma de dois, alguns predios bem construidos, sendo um apalaçado, e um velho palacio que foi solar dos condes do Vimieiro."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
15€
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*BRITO (J. M. Soeiro de),
1ª E D I Ç Ã O,
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História,
Monografias,
Vimieiro
11 maio, 2017
VASCONCELLOS, D.or J. Leite de - FILOLOGIA BARRANQUENHA. Apontamentos para o seu estudo publicados pelo... Lisboa, Imprensa Nacional, 1955. In-4.º (23cm) de XVII, [1], 217, [1] p. ; B. História - Ciência - Arte : Colecção de estudos publicados pela Imprensa Nacional de Lisboa, V
1.ª edição.
Edição original deste importante trabalho filológico sobre Barrancos, vila raiana portuguesa do concelho de Beja.
"Barrancos, no Alentejo Baixo, está pôsto em sítio montuoso, e de constituição xistenta, a 300 ou 400 metros de distância da raia, tomada em linha recta; e o seu território, ou concelho de Barrancos, penetra na Hespanha, como uma cunha, que fica pois delimitada por território hespanhol ao Norte, Nascente e Sul, e tem de superfície 189,5 quilómetros quadrados. Do que resultam, naquele ponto, especiais relações sociais entre as duas nações vizinhas, e acção recíproca, maior, já se vê, da de lá na de cá, do que ao invés, atenta a pequenez e insulamento do nosso rincão."
(excerto do Cap. I, Informação geográfico-histórica)
José Leite de Vasconcellos Pereira de Melo (1858-1941). "Foi a maior autoridade do seu tempo, a nível nacional e internacional, nos domínios da Etnologia e Filologia. Nasceu em Ucanha (ao tempo vila de Ucanha, concelho de Mondim) no actual concelho de Tarouca, a 7 de Julho de 1858. Embora descendente da Casa Nobre de Resende, dificuldades económicas impediram a continuação dos estudos, após o ensino primário. Frequenta, no entanto, a biblioteca de um seu tio, adquirindo conhecimentos que lhe servirão para o seu posterior trabalho de etnólogo. Consegue emprego como amanuense, no Porto, e completa o curso do liceu. Forma-se, depois, em Medicina, na Escola Médica da mesma cidade com a tese A Evolução da Linguagem (1886). Dedica-se aos estudos etnográficos e funda a Revista Lusitana (1887), a revista O Arqueólogo Português (1895) e o Museu Nacional de Etnografia e Etnologia, instalado em dependências do Mosteiro do Jerónimos (1893), catalogando pessoalmente os 20 mil objectos que constituíam o espólio do museu. Aos 40 anos, fixa-se em Paris onde prepara o doutoramento em Filologia Românica que tem por título Esquisse d'une Dialectologie Portugaise, aprovada «avec la mention très honorable». Em 1887, é Conservador da Biblioteca Nacional. A sua obra fundamental – Etnografia Lusitana – é a história do Povo Português. Só começou a ser escrita aos 70 anos, tendo, até então, compilado todos os elementos que lhe serviram de suporte. Tem mais de trezentos títulos, alguns deles inéditos. Faleceu, em Lisboa, a 17 de Janeiro de 1941."
(fonte: www.quintadoterreiro.com/j-leite-de-vasconcelos)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€
1.ª edição.
Edição original deste importante trabalho filológico sobre Barrancos, vila raiana portuguesa do concelho de Beja.
"Barrancos, no Alentejo Baixo, está pôsto em sítio montuoso, e de constituição xistenta, a 300 ou 400 metros de distância da raia, tomada em linha recta; e o seu território, ou concelho de Barrancos, penetra na Hespanha, como uma cunha, que fica pois delimitada por território hespanhol ao Norte, Nascente e Sul, e tem de superfície 189,5 quilómetros quadrados. Do que resultam, naquele ponto, especiais relações sociais entre as duas nações vizinhas, e acção recíproca, maior, já se vê, da de lá na de cá, do que ao invés, atenta a pequenez e insulamento do nosso rincão."
(excerto do Cap. I, Informação geográfico-histórica)
José Leite de Vasconcellos Pereira de Melo (1858-1941). "Foi a maior autoridade do seu tempo, a nível nacional e internacional, nos domínios da Etnologia e Filologia. Nasceu em Ucanha (ao tempo vila de Ucanha, concelho de Mondim) no actual concelho de Tarouca, a 7 de Julho de 1858. Embora descendente da Casa Nobre de Resende, dificuldades económicas impediram a continuação dos estudos, após o ensino primário. Frequenta, no entanto, a biblioteca de um seu tio, adquirindo conhecimentos que lhe servirão para o seu posterior trabalho de etnólogo. Consegue emprego como amanuense, no Porto, e completa o curso do liceu. Forma-se, depois, em Medicina, na Escola Médica da mesma cidade com a tese A Evolução da Linguagem (1886). Dedica-se aos estudos etnográficos e funda a Revista Lusitana (1887), a revista O Arqueólogo Português (1895) e o Museu Nacional de Etnografia e Etnologia, instalado em dependências do Mosteiro do Jerónimos (1893), catalogando pessoalmente os 20 mil objectos que constituíam o espólio do museu. Aos 40 anos, fixa-se em Paris onde prepara o doutoramento em Filologia Românica que tem por título Esquisse d'une Dialectologie Portugaise, aprovada «avec la mention très honorable». Em 1887, é Conservador da Biblioteca Nacional. A sua obra fundamental – Etnografia Lusitana – é a história do Povo Português. Só começou a ser escrita aos 70 anos, tendo, até então, compilado todos os elementos que lhe serviram de suporte. Tem mais de trezentos títulos, alguns deles inéditos. Faleceu, em Lisboa, a 17 de Janeiro de 1941."
(fonte: www.quintadoterreiro.com/j-leite-de-vasconcelos)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€
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*VASCONCELOS (Dr. José Leite de),
1ª E D I Ç Ã O,
Alentejo,
Barrancos,
Etnografia,
Filologia,
História,
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Usos e Costumes
10 maio, 2017
MONOGRAFIA DA COLÓNIA CORRECIONAL DE VILA FERNANDO - MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E DOS CULTOS : Serviços Juricionais e Tutelares de Menores. [S.l.], Composto e impresso na Tipografia do Reformatório Central de Lisboa «Padre António de Oliveira» - Caxias, [1931]. In-4.º (23cm) de 37, [3] p. ; [6] f. il. ; B.
1.ª edição.
1.ª edição.
Trabalho promovido pelo director do reformatório de Vila Fernando à época, Henrique Caldeira Queirós. Ilustrado em separado com 6 estampas reproduzindo 12 fotografias das instalações e do dia a dia dos menores.
"A Escola Agrícola de Vila Fernando é pensada como um
projeto reabilitador dirigido,essencialmente, ao menor delinquente. Esta
instituição surgiu com o objetivo central de desenvolver “a feição escolar
[mais] do que a de instrumento de penalidade” (Câmara dos Senhores Deputados, 1880). Nesta instituição
havia, efetivamente, um programa formativo e “tutelar” pensado com o intuito de
reeducar estes jovens marginais. O programa formativo assentava em três pilares:
formação moral, intelectual e profissional. Presente em todo o contexto técnico-institucional
encontrava-se a necessária disciplina.
A criação desta instituição deveria toda ela contribuir para o mesmo objetivo. Assim, era necessário encontrar uma localização adequada para implementar tal programa regenerador. O Alentejo foi escolhido como o local indicado para instalar a Escola Agrícola respondendo, simultaneamente, a um ideal de desenvolvimento e povoamento da região. O local de implantação foi o distrito de Portalegre, concelho de Elvas (Vila Fernando) onde se iniciaram as obras desta instituição numa região claramente rural.
A criação desta instituição deveria toda ela contribuir para o mesmo objetivo. Assim, era necessário encontrar uma localização adequada para implementar tal programa regenerador. O Alentejo foi escolhido como o local indicado para instalar a Escola Agrícola respondendo, simultaneamente, a um ideal de desenvolvimento e povoamento da região. O local de implantação foi o distrito de Portalegre, concelho de Elvas (Vila Fernando) onde se iniciaram as obras desta instituição numa região claramente rural.
Encontrado um local com características apropriadas, destacando-se entre elas a
proximidade a uma estação de via-férrea, um terreno com grande extensão (777
hectares) e água em abundância, o rei Dom Luís, por carta de lei de 22 de Junho
de 1880, autorizou a criação da “Escola de Reforma” destinada a acolher menores
marginais."
(fonte: http://www.academia.edu/17463069/A_COLÓNIA_CORRECIONAL_DE_VILA_FERNANDO_1880_D%C3%89CADA_DE_30_S%C3%89C._XX_REGENERAR_EDUCAR_E_TRABALHAR)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
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*QUEIRÓS (Henrique Caldeira),
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Prisão / Penitenciária,
Reformatórios / Casas de Correcção
16 novembro, 2016
PLANO DE VALORIZAÇÃO DO ALENTEJO. Rega de 170 000 hectares : notas - MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS : Direcção Geral dos Serviços Hidráulicos : Direcção dos Serviços de Aproveitamentos Hidráulicos. Lisboa, [s.n.], Abril de 1959. In-4.º (23cm) de 61, [3] p. ; [1] f. desd. ; B.
1.ª edição.
Importante trabalho sobre o Plano de Rega do Alentejo, desenvolvido nos anos 50/60 do século XX.
"Como o Professor Marcelo Caetano ainda recentemente escreveu, a irrigação do Alentejo é mencionada, desde há cinquenta anos, em todos os estudos dos economistas, e até nos programas políticos, como condição essencial da transformação das condições de vida nacionais."
(excerto do Cap. I, A irrigação do Alentejo...)
Matérias:
I - A irrigação, nomeadamente no Alentejo, preconizada por políticos, por economistas e por técnicos. II - Os benefícios da rega apontados por ilustres lavradores. III - Demonstração do reconhecimento das vantagens da rega dada pelo elevado número de pequenos aproveitamentos que a Lavoura tem mandado realizar, principalmente no Alentejo. IV - Críticas formuladas ao Plano de Rega do Alentejo. V - O abastecimento de água às populações não deverá prejudicar a execução do Plano de Rega do Alentejo, antes será facilitado por este. VI - Os pequenos aproveitamentos hidroagrícolas não podem produzir os efeitos que só as grandes obras de rega possibilitam, não se confirmando que àqueles correspondam custos unitários inferiores aos destas. VII - Os anteriores planos de obras de hidráulica agrícola e os projectos dessas obras têm sido largamente divulgados e criteriosamente apreciados. VIII - O Plano da Rega do Alentejo constitui apenas uma parte do Plano de Valorização do Alentejo, tendo sido elaborado mediante uma estreita colaboração entre os Serviços de vários Ministérios. IX - Resultados económicos previstos no Plano de Rega do Alentejo. X - Análise das bases dos resultados económicos previstos no Plano de Rega do Alentejo. XI - Existência de possibilidades de consumo para os produtos. XII - Os regimes de sequeiro e de regadio no Alentejo. XIII - A terminar.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
20€
1.ª edição.
Importante trabalho sobre o Plano de Rega do Alentejo, desenvolvido nos anos 50/60 do século XX.
"Como o Professor Marcelo Caetano ainda recentemente escreveu, a irrigação do Alentejo é mencionada, desde há cinquenta anos, em todos os estudos dos economistas, e até nos programas políticos, como condição essencial da transformação das condições de vida nacionais."
(excerto do Cap. I, A irrigação do Alentejo...)
Matérias:
I - A irrigação, nomeadamente no Alentejo, preconizada por políticos, por economistas e por técnicos. II - Os benefícios da rega apontados por ilustres lavradores. III - Demonstração do reconhecimento das vantagens da rega dada pelo elevado número de pequenos aproveitamentos que a Lavoura tem mandado realizar, principalmente no Alentejo. IV - Críticas formuladas ao Plano de Rega do Alentejo. V - O abastecimento de água às populações não deverá prejudicar a execução do Plano de Rega do Alentejo, antes será facilitado por este. VI - Os pequenos aproveitamentos hidroagrícolas não podem produzir os efeitos que só as grandes obras de rega possibilitam, não se confirmando que àqueles correspondam custos unitários inferiores aos destas. VII - Os anteriores planos de obras de hidráulica agrícola e os projectos dessas obras têm sido largamente divulgados e criteriosamente apreciados. VIII - O Plano da Rega do Alentejo constitui apenas uma parte do Plano de Valorização do Alentejo, tendo sido elaborado mediante uma estreita colaboração entre os Serviços de vários Ministérios. IX - Resultados económicos previstos no Plano de Rega do Alentejo. X - Análise das bases dos resultados económicos previstos no Plano de Rega do Alentejo. XI - Existência de possibilidades de consumo para os produtos. XII - Os regimes de sequeiro e de regadio no Alentejo. XIII - A terminar.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
20€
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*AAVV,
1ª E D I Ç Ã O,
Agricultura,
Alentejo,
Estado Novo,
Estudos estatísticos,
Estudos técnicos,
Hidrografia,
Hidrologia,
Monografias,
Obras Públicas
28 setembro, 2016
JOANNA, Maria - UM PASSEIO IDEAL : diario e impressões de viagem : 1911. Lisboa, Papelaria e Typographia Franco & C.ª, [1911]. In-8.º (21,5cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Descrição de uma viagem de automóvel, num magnifico Brazier, de Évora a Sevilha (e regresso), realizada entre os dias 26 de Abril e 2 de Maio de 1911.
"A 26 d'Abril um magnifico automovel Brazier atravessava impetuoso a cidade d'Evora levando na sua carreira vertiginosa 5 passageiros, que eram:
O proprietario do carro Snr. Antonio Paquete (o Padrinho), os Esposos Formosinho, eu (a Afilhada) e o chauffeur. Dirigiamo-nos a Badajoz e, para esse fim, percorremos as estradas Alemtejanas marginadas pelos seus campos fertilissimos, semeados de explendidas searas, que nos produziram optima impressão.
Atravessamos, entre outras terrinhas, Extremoz que achei alegre, Borba que é pittoresca e, por fim, Elvas que achei agradavel com o seu lindo jardim do Snr. da Piedade e a sua fortaleza. Depois d'alguns kilometros d'avanço chegámos á fronteira onde se cumpriram as formalidades do estylo; passada esta estavamos emfim em terras d'Hespanha que eu, anciosa, esperava visitar."
(excerto do Cap. I, D'Evora a Sevilha)
Índice:
I - D'Evora a Sevilha: - Em Badajoz. - Dia 27; Uma surpreza. - Em Sevilha. - Dia 28. - Dia 29. - Dia 30.
II - De Sevilha a Evora: - Dia 2; Badajoz. - Dia 2; Regresso a Evora, Por Olivença e Alconchel; Mourão; Reguengos; Em Evora.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com uma dedicatória manuscrita (da autora?).
Raro e muito curioso.
Sem registo na BNP.
20€
1.ª edição.
Descrição de uma viagem de automóvel, num magnifico Brazier, de Évora a Sevilha (e regresso), realizada entre os dias 26 de Abril e 2 de Maio de 1911.
"A 26 d'Abril um magnifico automovel Brazier atravessava impetuoso a cidade d'Evora levando na sua carreira vertiginosa 5 passageiros, que eram:
O proprietario do carro Snr. Antonio Paquete (o Padrinho), os Esposos Formosinho, eu (a Afilhada) e o chauffeur. Dirigiamo-nos a Badajoz e, para esse fim, percorremos as estradas Alemtejanas marginadas pelos seus campos fertilissimos, semeados de explendidas searas, que nos produziram optima impressão.
Atravessamos, entre outras terrinhas, Extremoz que achei alegre, Borba que é pittoresca e, por fim, Elvas que achei agradavel com o seu lindo jardim do Snr. da Piedade e a sua fortaleza. Depois d'alguns kilometros d'avanço chegámos á fronteira onde se cumpriram as formalidades do estylo; passada esta estavamos emfim em terras d'Hespanha que eu, anciosa, esperava visitar."
(excerto do Cap. I, D'Evora a Sevilha)
Índice:
I - D'Evora a Sevilha: - Em Badajoz. - Dia 27; Uma surpreza. - Em Sevilha. - Dia 28. - Dia 29. - Dia 30.
II - De Sevilha a Evora: - Dia 2; Badajoz. - Dia 2; Regresso a Evora, Por Olivença e Alconchel; Mourão; Reguengos; Em Evora.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com uma dedicatória manuscrita (da autora?).
Raro e muito curioso.
Sem registo na BNP.
20€
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§ AUTÓGRAFOS,
*JOANA (Maria),
1ª E D I Ç Ã O,
Alentejo,
Automobilismo,
Curiosidades,
Espanha,
Évora,
Turismo,
Viagens
12 setembro, 2016
BARROSO, Joaquim Dias - OS MOTINS EM BARBACENA. Elvas,
Typographia Progresso, 1899. In-8.º (22cm) de 89, [5] p. ; B.
1.ª edição.
1.ª edição.
Importante peça bibliográfica sobre os tumultos de
Barbacena, em 1898. Trata-se do relato dos acontecimentos pela boca pelo antigo
rendeiro geral das terras ocupadas pelos habitantes daquela vila alentejana,
numa questão que deu brado na época.
"Muitas vezes confundido com a questão dos baldios ou
terras não agricultadas de uso comunitário característica dos séculos XIX e XX,
confusão praticada sobretudo pela imprensa da época, mas também por alguns dos
múltiplos juízes que intervieram na longa sucessão dos processos judiciais e,
até, pelos protagonistas, a verdade é que o caso de Barbacena me pareceu, e
parece agora por maioria de razão, um caso diverso. Por um lado, pela natureza
das terras em disputa: um conjunto de herdades cujo chamado “domínio directo”,
ou direito de perceber um foro ou uma renda, pertencia desde a Idade Média aos
senhorios, ou proprietários, mas sobre as quais pesava, de facto, o ónus do
“domínio útil” em benefício dos pequenos foreiros, implicando este o uso da
terra contratada e a possibilidade de o transmitir por herança, ou até de o
vender ou trocar, uma vez obtido o beneplácito da entidade senhorial. Por outro
lado, pela natureza da resistência oferecida desde tempos remotos pelos
habitantes de Barbacena sempre que se viram ameaçados de espoliação deste
direito, num impulso pela defesa dos meios da sua subsistência que terá
modelado uma identidade colectiva coesa e sentimentos de pertença e de
solidariedade. […]
Pude, também, [entre outras obras que se escreveram sobre o
assunto], socorrer‑me da revisão histórica da autoria de Joaquim Dias Barroso,
que fora por vários anos o rendeiro geral das propriedades em disputa e,
talvez, um dos correspondentes anónimos dos diários lisboetas de então. É o
opúsculo saído em Elvas em 1899, com o título Os Motins em Barbacena, ditado
pelo desígnio de provar a bondade da razão dos senhores das terras e dos seus
rendeiros no litígio contra os camponeses da região."
(SÉRVULO CORREIA, Margarida, "O caso de Barbacena : um
pároco de aldeia entre a Monarquia e a República" – Centro de Estudos
Históricos da UCP)
"Em o mez de julho de 1898, parte da populaça da villa
de Barbacena, no concelho d'Elvas, instigada por uns taes Canello, Gadanha,
Fanico, Cordeiro, Borrego, e outros, invadiu com os gados da povoação varios
ferregiaes e outros tractos de terreno proximos d'aquella villa - pertencentes
á antiga Casa do Conde de Barbacena - que trazia arrendados o sr. Alfredo de
Andrade, e expulsou violentamente das mesmas terras os gados do rendeiro,
praticando assim essa populaça um acoto de espoliação contra individuos de quem
os moradores de Barbacena só teem recebido beneficios, concessões e favôres,
como adeante demonstrarei.
Semelhante invasão foi precedida e acompanhada de grandes
tumultos e alvorotos por parte de mulheres da villa, de rapazio, e de alguns
homens, que praticaram então os maiores desafôros, bramindo insultos contra o
cobrador dos fôros e contra o rendeiro geral das Terras de Barbacena, - e a tal
ponto chegaram os amotinamentos, que teve a auctoridade administrativa da séde
do concelho de requisitar uma força armada a fim de ser mantida a ordem
n'aquella povoação.
Do dominio publico foi, porem, que, apesar de haver
destacado para ali uma força militar, o estado anarchico continuou, pois que os
amotinadores, se bem que aconselhados a respeitar o direito de propriedade, não
abriram mão do esbulho, allegando que os terrenos invadidos eram do povo e só
do povo."
(excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Sem o mapa
que integra a obra. Capa apresenta falha de papel junto ao canto inferior esq.
Lombada restaurada.
Raro.
Com interesse regional.
30€
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14 julho, 2016
ZARCO, Henrique - IMAGENS DO ALENTEJO (Documentário da Vida Alentejana). [S.l.], [s.n. - imp. na Imprensa Artística, Limitada, Lisboa], 1936. In-8.º (19cm) de 151, [9] p. ; [3] f. il. ; B. Colecção "Amanhã", 2
Capa de Clímaco.
1.ª edição.
Conjunto de crónicas dedicadas ao Alentejo e às precárias condições de vida da sua população.
Livro ilustrado com belíssimas estampas intercaladas no texto da autoria de Manuel Ribeiro de Pavia, naquela que terá sido a primeira obra literária a que o Mestre emprestou a sua colaboração artística.
Imagens do Alentejo é um "documentário vivo e calcinante, sem grandes preocupações literárias, da fecundante região dos grandes senhores e dos grandes escravos, é uma obra essencialmente regionalista, onde são cantadas as belezas do seu solo, e as grandezas e misérias do seu povo, pelo joven alentejano Henrique Zarco.
Êste novel escritor, ao delinear esta obra, quis chamar a atenção dos homens de letras, artistas e governantes da nossa terra para essa fecundante região que se estende ao longo duma planície tam vasta, que se perde de vista na imensidade do dourado das espigas trazidas à superfície pelo esfôrço hercúleo dos seus filhos e... que não lhes garante o pão para o seu sustento.
É, pois, para êsse manancial de beleza ardente e artística, em cujo solo escaldante se abrasa a e esquece êste nobre povo alentejano, que apelamos para todos os corações sensíveis, que auscultem a vida desta dolente gente que revolve a terra em busca do minério e do pão."
(excerto da nota dos editores)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas, lombada e f. anterrosto frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Muito invulgar.
Indisponível
Capa de Clímaco.
1.ª edição.
Conjunto de crónicas dedicadas ao Alentejo e às precárias condições de vida da sua população.
Livro ilustrado com belíssimas estampas intercaladas no texto da autoria de Manuel Ribeiro de Pavia, naquela que terá sido a primeira obra literária a que o Mestre emprestou a sua colaboração artística.
Imagens do Alentejo é um "documentário vivo e calcinante, sem grandes preocupações literárias, da fecundante região dos grandes senhores e dos grandes escravos, é uma obra essencialmente regionalista, onde são cantadas as belezas do seu solo, e as grandezas e misérias do seu povo, pelo joven alentejano Henrique Zarco.
Êste novel escritor, ao delinear esta obra, quis chamar a atenção dos homens de letras, artistas e governantes da nossa terra para essa fecundante região que se estende ao longo duma planície tam vasta, que se perde de vista na imensidade do dourado das espigas trazidas à superfície pelo esfôrço hercúleo dos seus filhos e... que não lhes garante o pão para o seu sustento.
É, pois, para êsse manancial de beleza ardente e artística, em cujo solo escaldante se abrasa a e esquece êste nobre povo alentejano, que apelamos para todos os corações sensíveis, que auscultem a vida desta dolente gente que revolve a terra em busca do minério e do pão."
(excerto da nota dos editores)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas, lombada e f. anterrosto frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Muito invulgar.
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21 setembro, 2015
FONSECA, Fr. João Marianno de N. Senhora do Carmo - MEMORIA HISTORICA DA JUNTA DE CAMPO-MAIOR OU HISTORIA DA REVOLUÇÃO DESTA LEAL E VALOROSA VILLA. Por... Elvas, Antonio José Torres de Carvalho, 1912. In-8.º (19cm) de 326, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Tiragem de 100 exemplares.
Importante subsídio para a história da 1.ª das Invasões Francesas. Obra ilustrada com bonitas capitulares e vinhetas tipográficas. Contém reprodução de ordens, proclamações, ofícios, cartas, etc.
Matérias: [Dedicatória]. [Nota explicativa]. Introducção - Campo maior: sua topoggraphia; conjecturas sobre a origem do seu nome: do seu timbre: trasmudação do seu dominio de Castella a Portugal: sua Fortificação, e suas differentes alteraçoens em differentes tempos, e suas causas, e seu estudo até á epoca da Revolução.
I - Estado de Campo-maior relativo ao do Reino: transito dos Hespanhoes, e commisão do Sargento-mór da Praça João José Antunes Gaivão. II - Revolução de Campo-maior: sua origem e Authores. III - Entrafa das tropas Hespanholas: Proclamação de Moreno: seu governo, e estado apparatoso. IV - Acclamação solemne de S. A. R.: benção das bandeiras, Portugueza e Hespanhola: juramento ás mesmas: seu levantamento e descubrimento das Armas Reaes. V - Congresso geral, e seu objecto. VI - Estabelecimento da Junta: reflexoens sobre a mesma: sua necessidade. VII - Investidura da Junta de governo provisional: origem de independencia. Surpresa de Michel. VIII - Deputação da Junta a Badajoz: seu objecto e resultado. IX - Disposiçoens ácerca da organisação dos Corpos Militares: obstaculos á sua execução: do novo Regulamento de Cavallaria; ordem inhibitoria dos abuso dos laços; das Ordenanças de pé, e Companhias de Egoas; erecção da Caixa Nacional; nomeação do Inspector de viveres, e suas funcçoens. X - Estabelecimento da Junta Militar: seu regimento, e motivo delle; entrada dos Artilheiros Portuguezes: nomeação do Aposentador mór, e sua causa. XI - Do hospital militar, e providencias a elle relativas, e a outros objectos interessantes. XII - Expedição do Capitão João Couceiro da Costa: progressos da Restauração. XIII - Continuação do mesmo sujeito. XIV - Prisão do Brigadeiro João Barreiros Garro Tavares, e do Major de Ordenanças, José Dias Alão, e do genro deste, Antonio Joaquim dos Santos: sua causa e circunstancias. Impetração da sua justificação, e livramento. XV - Continuação do mesmo sujeito, e seu resultado. Cezario, e Xara são mandados a Coimbra. XVI - Ordem para marchar de Campo-maior a Tropa Portugueza; obstaculo á sua execução: conselho de guerra dos Hespanhoes, e seu objecto. XVII - Divulga-se a desgraça de Evora: precauçoens da Junta: Concelho militar, e seu objecto. XVIII - Segunda Deputação: seu objecto, e resultado Entrada do Regimento N.º 8, do novo de Voluntarios de Portalegre, e de Millicias desta Cidade em Campo-maior. XIX - Intimação de Loison: sua ardileza na occultação da sua marcha. Procedimento honrado de Moreno, e vigilancia da Guarnição. Eleição do Juiz de Fora em Deputado residente em Badajoz. XX - Estabelecimento da Junta de Finanças: Amplidão dos seus puderes e suas funcções. XXI - Junta de Policia, e suas funcções. XXII - Cezario e Xara voltão da sua dilligencia: descripção della. Recebimento de Cezario por Moreno. XXIII - Instrucçoens do General Bernardim Freire de Andrada. XXIV - Commissão de Cezario a Badajoz, e sujeito da mesma. XXV - Desavenças de Moreno com Cezario, seus motivos, e resultado. XXVI - Terceira e ultima Deputação. XXVII - Retirada de Moreno: anecdotas do seu governo, e outras particularidades. XXVIII - Entrada de Trias, e seu recebimento. XXIX - Presidencia da Junta de Governo. XXX - Continuação do mesmo sujeito. XXXI - Inspecção do Major Bilstein. XXXII - Pretençoens do General Galluzo. XXXIII - Tomadias de effeitos dos Francezes. XXXIV - Extremidades da Junta de Governo, e seus ultimos recursos. XXXV - Entrada do General Leite em Campo-maior, e seu recebimento. Tornada de Cezario, e Xara. XXXVI - Movimento das tropas Portuguezas. Presidencia de Vasconcellos. XXXVII - Movimento das tropas Hespanholas. Governo de Vasconcellos. XXXVIII - Resolução do Supremo Governo. XXXIX - Regimento da Junta de Governo, e seus feitos. Seu zelo. XL - Sessão ultima.
Fr. João Mariano de Nossa Senhora do Carmo da Fonseca. "Religioso dos Menores observantes da Provincia do Algarve, Prégador da Real Capella de Villa Viçosa. Líder da população e ídolo das gentes de Campo Maior, na sua tomada de posição colectiva apoiando D. Miguel I. Chefe do partido absolutista, escreveu Relação Abreviada dos Factos mais Recomendáveis da Revolução de Campo Maior e Memória Histórica da Junta de Campo Maior."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa suja com defeitos. Sem contracapa.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível
1.ª edição.
Tiragem de 100 exemplares.
Importante subsídio para a história da 1.ª das Invasões Francesas. Obra ilustrada com bonitas capitulares e vinhetas tipográficas. Contém reprodução de ordens, proclamações, ofícios, cartas, etc.
Matérias: [Dedicatória]. [Nota explicativa]. Introducção - Campo maior: sua topoggraphia; conjecturas sobre a origem do seu nome: do seu timbre: trasmudação do seu dominio de Castella a Portugal: sua Fortificação, e suas differentes alteraçoens em differentes tempos, e suas causas, e seu estudo até á epoca da Revolução.
I - Estado de Campo-maior relativo ao do Reino: transito dos Hespanhoes, e commisão do Sargento-mór da Praça João José Antunes Gaivão. II - Revolução de Campo-maior: sua origem e Authores. III - Entrafa das tropas Hespanholas: Proclamação de Moreno: seu governo, e estado apparatoso. IV - Acclamação solemne de S. A. R.: benção das bandeiras, Portugueza e Hespanhola: juramento ás mesmas: seu levantamento e descubrimento das Armas Reaes. V - Congresso geral, e seu objecto. VI - Estabelecimento da Junta: reflexoens sobre a mesma: sua necessidade. VII - Investidura da Junta de governo provisional: origem de independencia. Surpresa de Michel. VIII - Deputação da Junta a Badajoz: seu objecto e resultado. IX - Disposiçoens ácerca da organisação dos Corpos Militares: obstaculos á sua execução: do novo Regulamento de Cavallaria; ordem inhibitoria dos abuso dos laços; das Ordenanças de pé, e Companhias de Egoas; erecção da Caixa Nacional; nomeação do Inspector de viveres, e suas funcçoens. X - Estabelecimento da Junta Militar: seu regimento, e motivo delle; entrada dos Artilheiros Portuguezes: nomeação do Aposentador mór, e sua causa. XI - Do hospital militar, e providencias a elle relativas, e a outros objectos interessantes. XII - Expedição do Capitão João Couceiro da Costa: progressos da Restauração. XIII - Continuação do mesmo sujeito. XIV - Prisão do Brigadeiro João Barreiros Garro Tavares, e do Major de Ordenanças, José Dias Alão, e do genro deste, Antonio Joaquim dos Santos: sua causa e circunstancias. Impetração da sua justificação, e livramento. XV - Continuação do mesmo sujeito, e seu resultado. Cezario, e Xara são mandados a Coimbra. XVI - Ordem para marchar de Campo-maior a Tropa Portugueza; obstaculo á sua execução: conselho de guerra dos Hespanhoes, e seu objecto. XVII - Divulga-se a desgraça de Evora: precauçoens da Junta: Concelho militar, e seu objecto. XVIII - Segunda Deputação: seu objecto, e resultado Entrada do Regimento N.º 8, do novo de Voluntarios de Portalegre, e de Millicias desta Cidade em Campo-maior. XIX - Intimação de Loison: sua ardileza na occultação da sua marcha. Procedimento honrado de Moreno, e vigilancia da Guarnição. Eleição do Juiz de Fora em Deputado residente em Badajoz. XX - Estabelecimento da Junta de Finanças: Amplidão dos seus puderes e suas funcções. XXI - Junta de Policia, e suas funcções. XXII - Cezario e Xara voltão da sua dilligencia: descripção della. Recebimento de Cezario por Moreno. XXIII - Instrucçoens do General Bernardim Freire de Andrada. XXIV - Commissão de Cezario a Badajoz, e sujeito da mesma. XXV - Desavenças de Moreno com Cezario, seus motivos, e resultado. XXVI - Terceira e ultima Deputação. XXVII - Retirada de Moreno: anecdotas do seu governo, e outras particularidades. XXVIII - Entrada de Trias, e seu recebimento. XXIX - Presidencia da Junta de Governo. XXX - Continuação do mesmo sujeito. XXXI - Inspecção do Major Bilstein. XXXII - Pretençoens do General Galluzo. XXXIII - Tomadias de effeitos dos Francezes. XXXIV - Extremidades da Junta de Governo, e seus ultimos recursos. XXXV - Entrada do General Leite em Campo-maior, e seu recebimento. Tornada de Cezario, e Xara. XXXVI - Movimento das tropas Portuguezas. Presidencia de Vasconcellos. XXXVII - Movimento das tropas Hespanholas. Governo de Vasconcellos. XXXVIII - Resolução do Supremo Governo. XXXIX - Regimento da Junta de Governo, e seus feitos. Seu zelo. XL - Sessão ultima.
Fr. João Mariano de Nossa Senhora do Carmo da Fonseca. "Religioso dos Menores observantes da Provincia do Algarve, Prégador da Real Capella de Villa Viçosa. Líder da população e ídolo das gentes de Campo Maior, na sua tomada de posição colectiva apoiando D. Miguel I. Chefe do partido absolutista, escreveu Relação Abreviada dos Factos mais Recomendáveis da Revolução de Campo Maior e Memória Histórica da Junta de Campo Maior."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa suja com defeitos. Sem contracapa.
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Com interesse histórico.
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26 julho, 2015
EXPOSIÇÃO DE CRISTOS POPULARES - Comemorações do VII Centenário da Reconquista Cristã da Cidade de Évora. 15 de Maio - 15 de Junho de 1966. Évora - Palácio de D. Manuel. Évora, [s.n.], 1966. In-4º (23,5cm) de [20] p. ; [20] p. il. ; B.
1.ª edição.
Catálogo ilustrado com 20 estampas extratexto, representando outros tantos Cristos crucificados.
"Tempos houve, pelo menos cá no Alentejo, em que as noivas incluíam no mobiliário do seu lar em início o que chamavam a mesa do Senhor. Era uma pequena mesa simples, mais ou menos rústica, sobre a qual modestamente se entronizada um Cristo crucificado. Quem fazia estes Cristos? Um carpinteiro, um marceneiro, um curioso ou jeitoso qualquer da localidade, aliás já especializado em fazer Cristos. Os seus Cristos pareciam-se todos uns com os outros, marcados por certos pormenores ou a configuração geral.
Assim se multiplicaram os Cristos pelo Alentejo. Mas não só o Alentejo e sim Portugal inteiro se povoou de Cristos pela fé de outrora: Cristos em todos os estilos e de todas as matérias, desde os Cristos de marfim dos mais ricos oratórios de pau-santo aos Cristos de pinho ou castanho das mais humildes mesas do Senhor. Entre estes Cristos pobres - ousaremos dizer mais cristãos? - se encontram, sem dúvida, algumas das mais expressivas e originais peças da nossa escultura popular. Espalhados por todo o país, como já notamos, grande é a sua diversidade, e nem sempre será fácil reduzir o seu popularismo a caracteres perfeitamente definidos e rigorosos."
(excerto da introdução, Escultura popular de Cristo crucificado)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
1.ª edição.
Catálogo ilustrado com 20 estampas extratexto, representando outros tantos Cristos crucificados.
"Tempos houve, pelo menos cá no Alentejo, em que as noivas incluíam no mobiliário do seu lar em início o que chamavam a mesa do Senhor. Era uma pequena mesa simples, mais ou menos rústica, sobre a qual modestamente se entronizada um Cristo crucificado. Quem fazia estes Cristos? Um carpinteiro, um marceneiro, um curioso ou jeitoso qualquer da localidade, aliás já especializado em fazer Cristos. Os seus Cristos pareciam-se todos uns com os outros, marcados por certos pormenores ou a configuração geral.
Assim se multiplicaram os Cristos pelo Alentejo. Mas não só o Alentejo e sim Portugal inteiro se povoou de Cristos pela fé de outrora: Cristos em todos os estilos e de todas as matérias, desde os Cristos de marfim dos mais ricos oratórios de pau-santo aos Cristos de pinho ou castanho das mais humildes mesas do Senhor. Entre estes Cristos pobres - ousaremos dizer mais cristãos? - se encontram, sem dúvida, algumas das mais expressivas e originais peças da nossa escultura popular. Espalhados por todo o país, como já notamos, grande é a sua diversidade, e nem sempre será fácil reduzir o seu popularismo a caracteres perfeitamente definidos e rigorosos."
(excerto da introdução, Escultura popular de Cristo crucificado)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
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30 agosto, 2013
PIRES, Antonio Thomaz – ADIVINHAS PORTUGUEZAS. Recolhidas da
tradição oral na Provincia do Alemtejo : por… Elvas, Antonio José Torres
Carvalho, 1921. In-4º (23cm) de 19 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso opúsculo impresso em Elvas de uma tiragem restrita a
apenas 200 exemplares.
Valorizado pela dedicatória manuscrita do autor na
parte superior da capa.
“Catrocentos soldados,
Formados ‘num campo branco,
Nós nã sâmos distimidos,
Sâmos das damas q’ ridos,
Que nos trazem em salvos lugares,
Dond’ andâmos ‘scondidos. – (Os alfinetes)”
António Thomaz Pires (1850-1913). “Nasceu e morreu em Elvas,
onde foi Secretário da Câmara Municipal. Notabilizou-se também como um notável
estudioso da história e da etnografia de Elvas e, do Alto Alentejo em geral.
Colaborou com Teófilo Braga, José Leite de Vasconcelos,
Gonçalves Viana, Adolfo Coelho, entre outros. As suas investigações foram
publicadas em jornais e revistas regionais como -O Elvense, O Progresso d’Elvas,
Correio Elvense, O Boémio, A Pérola, O Liberal- como de outras localidades e
até de circulação nacional- Gazeta de Portugal, Boletim da Sociedade de
Geografia, O Arqueólogo Português, A Tradição.
Da sua incansável pesquisa das riquezas folclóricas de Elvas
e da sua região -canções, rimas populares, adivinhas, adágios, rifões e
anexins, romances e orações, contos e jogos, destacamos: Estudos e Notas
Elvenses; Cantos Populares Portugueses; Cancioneiro Popular Político.
De entre os etnógrafos dos fins do século XIX, foi dos que
maior simpatia científica e humana concitaram, pela seriedade das suas obras e
fidelidade à tradição. Embora não tivesse utilizado uma metodologia «moderna»
de transcrição exacta das versões ouvidas aos seus informadores, já que, como
era hábito na época, eliminou as hesitações e os enganos ocorridos habitualmente
na narração oral, tudo faz supor que os seus textos se aproximem muito do que
lhe contaram.
Era o “Antoninho das cantigas” no dizer da gente simples que
“recolheu o dom que deixa ouvir o silêncio, que na alma impalpável,
esfrangalhada, dos Sítios e das Ruínas, decifra os letreiros que ensinam a
contemplar no que a nós nos parece transitório, o que, em essência, é eterno” (António
Sardinha).”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito Invulgar.
Com interesse regional.
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