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09 outubro, 2017

SILVA, José Ignacio Dias da - A CAMARA MUNICIPAL DE LISBOA. (Primeiros trabalhos de vivisecção em um corpo administrativo). CARTA a Sua Magestade El-Rei o Senhor D. Carlos. Por... Lisboa, Typ. Adolpho de Mendonça, 1900. In-4.º (25,5cm) de 40 p. ; B.
1.ª edição.
Em carta aberta ao rei D. Carlos, o autor desanca a Câmara Municipal de Lisboa, não se esquecendo de zurzir no seu presidente e demais funcionários.
"Nao pareça estranho a Vossa Magestade, que alguem ouse dirigir-se-lhe por meio da imprensa. Communicar com Vossa Magestade é uma honra e é um direito; e a imprensa, ao mesmo passo que é um meio facil de exprimir ideias, é tambem uma formula moderna de civilisação, para significar o nosso sentir e para expôr os nossos queixumes. [...] A instituição municipal chegou em Lisboa ao ultimo descalabro. A Camara dos nossos dias foi composta de um modo verdadeiramente lastimoso. Sendo Lisboa a capital, imaginará Vossa Magestade que foram chamados a vereação homens de sciencia, artistas, professores, litteratos, hygienistas, industriaes, banqueiros ou capitalistas? Puro engano. Á frente da primeira municipalidade do paiz não se encontram homens n'essas condições, nem sequer um engenheiro, um medico, um advogado, um architecto ou um archeologo! Á parte quatro ou cinco proprietarios e commerciantes, homens de certo pezo, por sua independencia e austeridade de ideias, a Camara Municipal de Lisboa foi urnejada pelo sr. Conde do Restello, eleiçoeiro insigne, compondo-a de uns dois ou tres bons homens de mercearia, mais tres ou quatro bondosos boticarios, um excellente agente de funeraes, um professor de instrucção primaria, um mavioso picador e musico, cheio de flaccidezas, um amanuense de caixa, e um estudantinho vaidoso... Isto, Senhor, em Lisboa, na capital, na primeira e mais importante cidade, por sua situação geographica, pelo seu porto de primeira ordem, pelo seu commercio, e pela sua côrte!"
(excerto da Carta)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Raro e muito curioso.
Com interesse olisiponense.
15€

24 maio, 2014

CONTRACTO PARA A CONSTRUCÇÃO DO MERCADO DA PRAÇA DA FIGUEIRA - Camara Municipal de Lisboa. Lisboa, Companhia Typographica, 1906. In-4º (23cm) de [8] p. ; B.
Copia do contracto  celebrado pela Camara Municipal de Lisboa com os srs. Joaquim Lucio d'Araujo e Manuel José Ferreira Lima, para a construcção de um mercado de systema moderno no local do actual mercado da Praça da Figueira.
Reprodução do contrato celebrado em 3 de Agosto de 1882 para a substituição do mercado existente na Praça da Figueira por outro mais moderno. Este último, monumento da arquitectura do ferro, viria a ser demolido am 1949, recebendo a estátua equestre de D. João I já em 1971, mantendo desde então o aspecto presente.
"O mercado terá um só pavimento e esse terreo, e será construido com ferros, madeira, cantaria, vidro, ardosia ou telha de barro calcareo ferruginoso, envernisada, corrigindo se a irregularidade existente no actual mercado, na fachada voltada para o nascente, que não está no prolongamento do lado correspondente da rua nova da Princeza (vulgo dos Fanqueiros), devendo portanto a construcção obedecer ao principio do parallelismo entre a referida fachada e o alinhamento das casas fronteiras; dando-se ás ruas das Gallinheiras e do Amparo a largura de dez metros, e devendo haver nos quatro vertices do mercado outras tantas entradas para pedestres."
(cláusula Primeira)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com evidente interesse olisiponense.
Sem indicação de registo na Biblioteca Nacional (BNP).
15€

01 abril, 2012

POSTURA SÔBRE AFERIÇÕES DE PESOS E MEDIDAS. Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa : Serviços de Aferições : Serviços Industriais da C. M. L., 1938. In-8º (16,5cm) de 35 p. ; B.
Exemplar brochado, com orifícios (de arquivo?) na capa e selo na capa posterior.
Bom estado de conservação.
Curioso, com interesse olisiponense.
10€