07 dezembro, 2012

LIMA, S. de Magalhães – PELA PATRIA E PELA REPUBLICA. Com o retrato do author e um prefacio do eminente publicista J. M. Latino Coelho. Porto, Casa Editora Alcino Aranha & C.ª, [1891]. In-8º (19cm) de XXI, [1], 239, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
Com um retrato do autor em extratexto.
1ª edição.
Obra escrita no seguimento do Ultimatum inglês, em época de forte contestação ao rei e à monarquia.
“[…] Attentemos no que sucede em Portugal. Sômos um Estado autónomo, independente, orgulhoso das memorias gloriosas e do brilhante contingente, com que por nossas maritimas aventuras contribuimos para a civilisação universal. Pois bem. Levanta-se n’um momento de cubiça exacerbada a nossa «alliada» imemorial, a Inglaterra, e estampa na fronte do caduco Portugal o stygma de uma cobarde e brutalissima intimação. Que recursos restam a este povo pequeno, pobre, decaído, para vingar a sua afronta e reprimir a audacia do flibusteiro?...” (excerto do prefácio)
Sebastião de Magalhães Lima (1850-1928). “Nasceu no Rio de Janeiro no dia 30 de Maio de 1850, tendo ido morar para Aveiro aos cinco anos. Em 1870, inscreveu-se no curso de Direito da Faculdade de Coimbra, que terminou com distinção em 1875. Exerceu advocacia, mas sempre a par com uma actividade política intensa, pois tinha aderido ao Partido Republicano Português e à Maçonaria, organização de que viria a tornar-se Grão-Mestre. No período final da Monarquia foi um jornalista infatigável, colaborou em dezenas de jornais e revistas, tendo sido fundador do jornal O Século.
Na qualidade de dirigente do Partido Republicano Português efectuou várias viagens a países estrangeiros – Espanha, Itália, Bélgica e França – a fim de obter apoios para a causa republicana. As suas qualidades pessoais e o facto de pertencer à Maçonaria Portuguesa abriram-lhe facilmente portas, contribuindo para o êxito das muitas funções que desempenhou. Durante o governo de João Franco (1906 - 1908) exilou-se em França para escapar às perseguições de que foi alvo. Regressou depois do regicídio e, em 1910, o Congresso do Partido Republicano Português, então reunido no Porto, encarregou-o de voltar ao estrangeiro, acompanhado por José Relvas para efectuar conversações destinadas a conseguir que os governos francês e inglês aceitassem a revolução que entretanto se preparava em Portugal e que veio a rebentar a 5 de Outubro.
Nessa data Magalhães Lima ainda se encontrava em Paris, donde regressou para participar nos festejos da vitória. No novo regime foi deputado às Constituintes, tendo sido o relator da comissão encarregada de redigir a Constituição de República Portuguesa. Depois disso continuou sempre a efectuar contactos no estrangeiro para obter a simpatia e a aceitação dos países europeus. Em 1915 integrou o governo como Ministro da Instrução Pública. Durante o Sidonismo foi preso e mais tarde os seus opositores chegaram a acusá-lo de cumplicidade no atentado que vitimou Sidónio Pais.
Magalhães Lima foi também um escritor de mérito, tendo publicado grande número de ensaios de carácter político e social, mas também alguns romances. Morreu em Lisboa a 7 de Dezembro 1928.” (www.centenariorepublica.pt)
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas apresentam mancha de humidade; falha de papel na base da lombada.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

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