ENGELS, F. - PRINCÍPIOS DO COMUNISMO. [S.l.], Edições "O Grito do Povo", [197-]. In-8.º (21cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo policopiado, editado em 1974/1975, para propaganda do ideário comunista e “ilustração” da classe operária. Trata-se de um valioso exemplo da literatura de intervenção na época. As Edições “O Grito do Povo”, tiveram origem no Porto, sob responsabilidade editorial da OCMLP (Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa), de Pedro Baptista.
"Entre os papeis que Engels deixou ao morrer encontrou-se o texto destes "Princípios do Comunismo", publicado pela primeira vez no jornal Vorwärds (Avante), de Berlim, em 1914. Trata-se do projecto ou rascunho da profissão de fé comunista, que Engels redigiu entre 23 e 29 de Outubro de 1847, por encargo do grupo parisiense da Liga dos Justos."
(Excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
15€
Mostrar mensagens com a etiqueta Comunismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Comunismo. Mostrar todas as mensagens
01 agosto, 2018
Etiquetas:
*ENGELS (Friedrich),
1ª E D I Ç Ã O,
25 de Abril,
Comunismo,
Edições "O Grito do Povo",
Literatura de intervenção,
Política,
Propaganda
13 setembro, 2016
CUNHAL, Álvaro - A SUPERIORIDADE MORAL DOS COMUNISTAS. [Lisboa], Edições Avante!, 1974. In-8.º (18,5cm) de 16 p. (inc. capas) ; B.
1.ª edição independente.
Artigo do líder histórico do PCP publicado na revista Problemas da Paz e do Socialismo, N.º 1, Janeiro de 1974. O presente opúsculo seria impresso uns meses mais tarde, após a revolução, a 21 de Outubro de 1974.
"Os comunistas não se distinguem apenas pelos seus elevados objectivos e pela sua acção revolucionária. Distinguem-se também pelos seus elevados princípios morais.
A moral dos comunistas tem a sua base objectiva nas condições de trabalho e de vida do proletariado, no processo da sua luta contra o capital e, desde a vitória da revolução socialista, na nova sociedade libertada da exploração. Tem, como principal factor subjectivo, o papel educativo desempenhado pela vanguarda revolucionária guiada pelo marxismo-leninismo.
A moral dos comunistas é contrária e superior à moral burguesa. Constitui um elemento integrante da força revolucionária do proletariado e da sua vanguarda. Age como «força material» na transformação do mundo. E, voltada para o futuro, indica os traços essenciais da transformação do próprio homem."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€
1.ª edição independente.
Artigo do líder histórico do PCP publicado na revista Problemas da Paz e do Socialismo, N.º 1, Janeiro de 1974. O presente opúsculo seria impresso uns meses mais tarde, após a revolução, a 21 de Outubro de 1974.
"Os comunistas não se distinguem apenas pelos seus elevados objectivos e pela sua acção revolucionária. Distinguem-se também pelos seus elevados princípios morais.
A moral dos comunistas tem a sua base objectiva nas condições de trabalho e de vida do proletariado, no processo da sua luta contra o capital e, desde a vitória da revolução socialista, na nova sociedade libertada da exploração. Tem, como principal factor subjectivo, o papel educativo desempenhado pela vanguarda revolucionária guiada pelo marxismo-leninismo.
A moral dos comunistas é contrária e superior à moral burguesa. Constitui um elemento integrante da força revolucionária do proletariado e da sua vanguarda. Age como «força material» na transformação do mundo. E, voltada para o futuro, indica os traços essenciais da transformação do próprio homem."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€
Etiquetas:
*CUNHAL (Álvaro),
1ª E D I Ç Ã O,
Comunismo,
História,
Partido Comunista Português,
Política
23 julho, 2015
1.ª edição.
Obra em 3 volumes (completa).
Curioso estudo centenário sobre o socialismo em plena época de afirmação republicana.
"Não nos propomos fazer uma historia das ideias sociaes.
Para isso faltar-nos-ia a competencia; e, ainda que a tivessemos de sobra, não seria em algumas dezenas de paginas que essa historia poderia ser feita.
O nosso fim é muito mais modesto, mais consentaneo com os nossos modestos recursos. Como divulgação de conhecimentos geraes pretendemos, neste ligeiro estudo, dar uma pequena ideia do estado actual da questão social e das phases por que ella tem passado.
Se esta questão exerceu, no seculo passado, um logar importante nas luctas politicas, não será temerario ajuizar que, no actual, tomará o logar preponderante: e, porisso, não será permittido a ninguem, por medianamente illustrado que seja, ignorar os termos em que a lucta, entre o passado e o presente, se vae travar. [...]
Todo o individuo que pretender definir os termos socialismo, collectivismo, communismo, anarquismo e syndicalismo, tanto em voga, sente-se sériamente embaraçado, porque os escriptores socialistas, em geral, entregam-se mais á critica do existente e a constatar os males de que soffre a sociedade do seu tempo do que a estabelecer o regime completo d'uma sociedade futura, mais perfeita, que substitua a actual."
(excerto da Explicação preliminar)
Encadernação da época em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Pastas com defeitos marginais.
Muito invulgar.
Indisponível
Etiquetas:
*BATISTA (Henrique),
1ª E D I Ç Ã O,
Comunismo,
Estudos históricos,
História,
República,
Socialismo,
Sociologia
09 julho, 2015
SOARES, Fernando Luso - O CASO DIAS COELHO. Alegações da Assistente Maria Teresa Tengarrinha Dias Coelho, no seu recurso para o Supremo Tribunal Militar. Por... Lisboa, [s.n. - imp. na Tip. Jornal do Fundão Editora], 1977. In-4º (24,5cm) de 69, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Recurso interposto pelo autor contra a sentença proferida pelo 1.º Tribunal Militar Territorial de Lisboa no caso do julgamento dos assassinos de Dias Coelho, conhecido artista plástico e membro do P.C.P.
"Acentua-se, dia a dia, a perplexidade dos portugueses perante os resultados dos sucessivos julgamentos em que são réus os elementos da organização terrorista que foi a PIDE-DGS. Os leigos na matéria, mas que são cidadãos com direito a compreender os fenómenos da vida deste país, interrogam-se, na sua perplexidade, sobre as causas dos tão meigos tratamentos judiciais que vão levando estes pides. Importa, todavia, marcar bem, e desde já, que os Tribunais não têm culpa desta suavidade. Eles estão também a ser vítimas, e com eles o próprio prestígio da justiça democrática, de um conjunto lamentável de circunstâncias e de condições que vamos passar a analisar."
(excerto da nota prévia)
Matérias:
José António Dias Coelho, por Margarida Tengarrinha
Nota prévia: A PIDE-DGS e a fábula do camponês e a víbora
Minuta do Recurso
I - Admissibilidade e objectividade geral deste recurso. II - A Justiça é feita pelos Tribunais em nome do Povo. III - A sentença recorrida ofendeu gravemente o Povo. IV - Foi o Tribunal vítima de estruturas em crise?... V - Os factos imputados e a aceitação hipotética de uma qualificação jurídica. VI - A verdadeira questão: o Tribunal errou na qualificação típica do facto criminoso. VII - A qustão do dolo. VIII - Algumas contradições do acordão recorrido. IX - Conclusões.
Anexos
- A Constituição não é inconstitucional. - Uma peça fundamental da estrutura monopolista.
Fernando Augusto de Freitas Mota Luso Soares (1924-2004). “Advogado de presos políticos perseguidos pela PIDE-DGS, polícia política do Estado Novo, foi além de disso prolifero ficcionista, ensaísta e dramaturgo. Foi assistente da Faculdade de Direito de Lisboa, contribuindo para a análise e estudo das ideias políticas, sem abdicar da sua perspectiva ideológica. Foi também magistrado do ministério público. Faleceu aos 80 anos, em 2004. Entre outras obras, publicou: Crimes e Criminosos na Divina Comédia de Dante (1954); O Banqueiro Anarquista e Outros Contos do Raciocínio de Pessoa (1964); Cadáver Adiado que Procria (1967); Teatro Vanguarda Revolução e Segurança Burguesa (1973); PIDE/DGS – Um Estado dentro do Estado.”
(in https://www.marxists.org/portugues/luso/index.htm)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
1.ª edição.
Recurso interposto pelo autor contra a sentença proferida pelo 1.º Tribunal Militar Territorial de Lisboa no caso do julgamento dos assassinos de Dias Coelho, conhecido artista plástico e membro do P.C.P.
“No dia 19 de Dezembro [de 1961] foi assassinado a tiro pela PIDE na
Rua dos Lusíadas em Alcântara o camarada José Dias Coelho, de 38 anos de idade,
membro da Direcção da Organização Regional de Lisboa do Partido Comunista
Português.
«O crime foi cometido por uma brigada de 5 agentes da PIDE
que saindo de um automóvel o assaltaram em plena rua, disparando dois tiros
contra o nosso camarada, que não tinha consigo qualquer arma. Um tiro à queima-roupa,
em pleno peito, deitou-o por terra e outro foi disparado com ele já no chão.
«Isto passou-se cerca das 8 horas da noite. Precipitadamente, os assassinos meteram o nosso camarada no automóvel e só 2 horas depois o foram entregar, já a expirar, no Hospital da CUF. Que fizeram os bandidos da PIDE a este homem moribundo, nas duas horas em que o tiveram em seu poder?"
(in http://www.dorl.pcp.pt)«Isto passou-se cerca das 8 horas da noite. Precipitadamente, os assassinos meteram o nosso camarada no automóvel e só 2 horas depois o foram entregar, já a expirar, no Hospital da CUF. Que fizeram os bandidos da PIDE a este homem moribundo, nas duas horas em que o tiveram em seu poder?"
"Acentua-se, dia a dia, a perplexidade dos portugueses perante os resultados dos sucessivos julgamentos em que são réus os elementos da organização terrorista que foi a PIDE-DGS. Os leigos na matéria, mas que são cidadãos com direito a compreender os fenómenos da vida deste país, interrogam-se, na sua perplexidade, sobre as causas dos tão meigos tratamentos judiciais que vão levando estes pides. Importa, todavia, marcar bem, e desde já, que os Tribunais não têm culpa desta suavidade. Eles estão também a ser vítimas, e com eles o próprio prestígio da justiça democrática, de um conjunto lamentável de circunstâncias e de condições que vamos passar a analisar."
(excerto da nota prévia)
Matérias:
José António Dias Coelho, por Margarida Tengarrinha
Nota prévia: A PIDE-DGS e a fábula do camponês e a víbora
Minuta do Recurso
I - Admissibilidade e objectividade geral deste recurso. II - A Justiça é feita pelos Tribunais em nome do Povo. III - A sentença recorrida ofendeu gravemente o Povo. IV - Foi o Tribunal vítima de estruturas em crise?... V - Os factos imputados e a aceitação hipotética de uma qualificação jurídica. VI - A verdadeira questão: o Tribunal errou na qualificação típica do facto criminoso. VII - A qustão do dolo. VIII - Algumas contradições do acordão recorrido. IX - Conclusões.
Anexos
- A Constituição não é inconstitucional. - Uma peça fundamental da estrutura monopolista.
Fernando Augusto de Freitas Mota Luso Soares (1924-2004). “Advogado de presos políticos perseguidos pela PIDE-DGS, polícia política do Estado Novo, foi além de disso prolifero ficcionista, ensaísta e dramaturgo. Foi assistente da Faculdade de Direito de Lisboa, contribuindo para a análise e estudo das ideias políticas, sem abdicar da sua perspectiva ideológica. Foi também magistrado do ministério público. Faleceu aos 80 anos, em 2004. Entre outras obras, publicou: Crimes e Criminosos na Divina Comédia de Dante (1954); O Banqueiro Anarquista e Outros Contos do Raciocínio de Pessoa (1964); Cadáver Adiado que Procria (1967); Teatro Vanguarda Revolução e Segurança Burguesa (1973); PIDE/DGS – Um Estado dentro do Estado.”
(in https://www.marxists.org/portugues/luso/index.htm)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
29 junho, 2015
GOUVEIA, Fernando - MEMÓRIAS DE UM INSPECTOR DA P. I. D. E. 1. A Organização Clandestina do P. C. P. Lisboa, Roger Delraux, 1979. In-8º (21cm) de 486, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com 4 esquemas e um mapa em páginas inteiras.
Fernando Gouveia foi considerado o maior especialista da P. I. D. E., no P. C. P. Este é um livro de memórias dedicado pelo autor à luta contra o Partido Comunista enquanto funcionário superior da P. I. D. E. Num plano que comportaria vários volumes, este livro «1» sobre o P. C. P. é tudo quanto foi publicado.
"O Povo Português está a sentir bem, mais de quatro anos após o «25 de Abril», os efeitos da ditadura comunista gonçalvista culminada com a tentativa de insurreição felizmente frustrada em 25 de Novembro de 1975.
Não tem interesse, por isso, descrever, neste primeiro volume de memórias, a teoria comunista. Interessará, sim, fazer a história do que foi a organização clandestina do Partido Comunista Português, no período decorrido entre 28 de Maio de 1926 e 25 de Abril de 1974.
Daremos a conhecer como essa organização subversiva iniciou a sua actividade em Portugal e assim trataremos dos seguintes assuntos:
- funcionamento dos aparelhos e as suas várias evoluções; - disciplina partidária; - regras conspirativas; - quadros legais e ilegais; - métodos e tácticas; - mobilização e agitação de massas; - imprensa clandestina e respectivo aparelho distribuidor; - sistemas de ligação (cifras e «credenciais»); - casas clandestinas; - aparelhos de fronteira; - falsificaaçção de passaportes, bilhetes de identidade e outra documentação; - congressos legais e ilegais; - lutas intestinas; - casos picarescos e trágicos (liquidações); - organizações subsidiárias; - organização sindical; - juventude comunista; trabalhadores, estudantes, «mudistas»; - cursos na U. R. S. S. e em Cuba, etc."
(excerto da Nota prévia)
Fernando de Sousa de Araújo Gouveia. "Nasceu em Lisboa em Julho de 1904. Ingressou como agente na Polícia de Informação do Ministério do Interior em Junho de 1929, ascendendo a chefe de brigada e, por distinção, a subinspector. Inspector da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (P. I. D. E.) em 1962, e inspector adjunto em 1973, era, finalmente, técnico superior da Direcção-Geral de Segurança (D. G. S.) quando eclodiu o «25 de Abril».
Apesar de se encontrar ainda em convalescença de grave doença, esteve presente na sede da D. G. S. desde a madrugada do dia 27, quando respeitou a ordem de recolher a casa.
A fim de compartilhar da sorte dos seus camaradas detidos, apresentou-se voluntariamente na Cova da Moura, no dia 29, ficando preso durante 28 meses, primeiro no Forte de Caxias, e, depois, e sucessivamente, na Penitenciária de Lisboa, no Forte de Peniche e, novamente, no Forte de Caxias.
Em 30 de Agosto de 1976, beneficiou do regime de liberdade provisória, aguardando julgamento pelo Tribunal Militar por ter sido membro da polícia política do antigo regime e se ter destacado na luta contra a organização clandestina do P. C. P.
A apreciação superior da acção de Fernando Gouveia como funcionário da P. I. D. E./D. G. S. valeu-lhe a concessão de dez louvores. É condecorado com a Cruz de Ouro da Ordem da Fénix, concedida pelo rei Paulo da Grécia."
(apresentação biográfica do autor)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco comum.
15€
1.ª edição.
Ilustrada com 4 esquemas e um mapa em páginas inteiras.
Fernando Gouveia foi considerado o maior especialista da P. I. D. E., no P. C. P. Este é um livro de memórias dedicado pelo autor à luta contra o Partido Comunista enquanto funcionário superior da P. I. D. E. Num plano que comportaria vários volumes, este livro «1» sobre o P. C. P. é tudo quanto foi publicado.
"O Povo Português está a sentir bem, mais de quatro anos após o «25 de Abril», os efeitos da ditadura comunista gonçalvista culminada com a tentativa de insurreição felizmente frustrada em 25 de Novembro de 1975.
Não tem interesse, por isso, descrever, neste primeiro volume de memórias, a teoria comunista. Interessará, sim, fazer a história do que foi a organização clandestina do Partido Comunista Português, no período decorrido entre 28 de Maio de 1926 e 25 de Abril de 1974.
Daremos a conhecer como essa organização subversiva iniciou a sua actividade em Portugal e assim trataremos dos seguintes assuntos:
- funcionamento dos aparelhos e as suas várias evoluções; - disciplina partidária; - regras conspirativas; - quadros legais e ilegais; - métodos e tácticas; - mobilização e agitação de massas; - imprensa clandestina e respectivo aparelho distribuidor; - sistemas de ligação (cifras e «credenciais»); - casas clandestinas; - aparelhos de fronteira; - falsificaaçção de passaportes, bilhetes de identidade e outra documentação; - congressos legais e ilegais; - lutas intestinas; - casos picarescos e trágicos (liquidações); - organizações subsidiárias; - organização sindical; - juventude comunista; trabalhadores, estudantes, «mudistas»; - cursos na U. R. S. S. e em Cuba, etc."
(excerto da Nota prévia)
Fernando de Sousa de Araújo Gouveia. "Nasceu em Lisboa em Julho de 1904. Ingressou como agente na Polícia de Informação do Ministério do Interior em Junho de 1929, ascendendo a chefe de brigada e, por distinção, a subinspector. Inspector da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (P. I. D. E.) em 1962, e inspector adjunto em 1973, era, finalmente, técnico superior da Direcção-Geral de Segurança (D. G. S.) quando eclodiu o «25 de Abril».
Apesar de se encontrar ainda em convalescença de grave doença, esteve presente na sede da D. G. S. desde a madrugada do dia 27, quando respeitou a ordem de recolher a casa.
A fim de compartilhar da sorte dos seus camaradas detidos, apresentou-se voluntariamente na Cova da Moura, no dia 29, ficando preso durante 28 meses, primeiro no Forte de Caxias, e, depois, e sucessivamente, na Penitenciária de Lisboa, no Forte de Peniche e, novamente, no Forte de Caxias.
Em 30 de Agosto de 1976, beneficiou do regime de liberdade provisória, aguardando julgamento pelo Tribunal Militar por ter sido membro da polícia política do antigo regime e se ter destacado na luta contra a organização clandestina do P. C. P.
A apreciação superior da acção de Fernando Gouveia como funcionário da P. I. D. E./D. G. S. valeu-lhe a concessão de dez louvores. É condecorado com a Cruz de Ouro da Ordem da Fénix, concedida pelo rei Paulo da Grécia."
(apresentação biográfica do autor)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco comum.
15€
Etiquetas:
*GOUVEIA (Fernando),
1ª E D I Ç Ã O,
Autobiog./Memórias,
Comunismo,
Estado Novo,
História,
História de Portugal,
Polícia / Investigação,
Política
12 abril, 2015
SUDOPLATOV, Pavel & SUDOPLATOV, Anatoli. Com Jerrold L e Leona P. Schecter - OPERAÇÕES ESPECIAIS : memórias de uma testemunha indesejada. Prefácio de Robert Conquest. Mem Martins, Publicações Europa-América, 1994. In-8º (21cm) de 540, [8] p. ; il. ; B.
1.ª edição portuguesa.
Ilustrada com fac-símiles de documentos secretos - relatórios e correspondência diversa.
Documento histórico sobre a U. R. S. S. estalinista. Interessante conjunto de entrevistas feitas a Pavel Sudoplatov durante um ano, pessoalmente e por interposta pessoa, que resultaram em 20 horas de gravações. Sudoplatov era um agente do Serviço de Informações soviético. Foi o responsável pelo assassinato de Trotsky, e teve a seu cargo durante a 2.ª Guerra Mundial toda a Informação e Contra-Informação na Alemanha e nos territórios ocupados, tendo continuado a dirigir as redes clandestinas no estrangeiro após a guerra, com o propósito de sabotar instalações americanas e da NATO. Após a morte de Estaline, foi apanhado na luta pelo poder entre Khruschov e Beria, de quem era subordinado; foi preso e acusado de conspiração e traição. A sua reclusão na "célebre" Lubyanka durou 15 anos.
"Esta é a mais sensacional, a mais devastadora e, em muitos aspectos, a mais informativa autobiografia que alguma vez emergiu do meio estalinista.
É talvez o contributo individual mais importante para a nossa informação desde o Discurso Secreto de Khrushchov.
Não é absolutamente verdadeiro que o nome de Pavel Sudoplatov fosse pouco conhecido, pelo menos pelos historiadores. O seu papel como organizador do assassinato de Trotsky já fora estabelecido, de um modo geral, há alguns anos. Porém, o conhecimento que se tinha desta operação era imperfeito e o resto da sua diversificada carreira era obscuro."
(excerto do prefácio)
"A carreira de Pavel Anatolievitch Sudoplatov no Serviço de Informações coincidiu, quase exactamente, com os trinta anos de reinado de Estaline na União Soviética. Sudoplatov trabalhou longos anos na Administração para as Operações Especiais, uma unidade de élite do Serviço de Informações soviético, tornando-se o seu director durante a guerra. Definiu o significado da palavra «especial» com sangue, veneno e terrorismo. [...]
A autobiografia de Pavel Anatolievitch Sudoplatov, contando setenta anos de manipulação e assassínio, não é um acto de contrição ou uma confissão. Ele viu-se como «um soldado em guerra» num combate justificável contra os fascistas ucranianos, Trotsky e os trotskistas, inimigos do povo, invasores germânicos, NATO e imperialistas americanos."
(excerto da introdução)
ÍNDICE:
Prefácio de Robert Conquest.
Introdução por Jerrold L. e Leona Schecter.
Evolução do Serviço de Segurança Soviético.
PRÓLOGO: Revelando um Segredo.
I - As Origens. II - Espanha: Cadinho para a Revolução e Saneamentos. III - Os Anos dos Saneamentos. IV - O Assassinato de Trotsky. V - Estaline e Hitler: Prelúdio de Guerra. VI - A Grande Guerra Patriótica: Jogos de Simulação e Guerra de Guerrilhas. VII - Espiões Atómicos. VIII - A Guerra Fria. IX - Raoul Wallenberg, LAB X e Outras Missões Especiais. X - Os Judeus: A Califórnia na Crimeia. XI - Os últimos Anos de Estaline, 1946-1953. XII - A Queda de Beria e a Minha Prisão. XIII - O Julgamento.
Apêndices:
I - Os Visitantes de Estaline em 21 e 22 de Junho de 1941. II - Documentos relativos a Espionagem Atómica., 1941-1946. III - Aspectos Técnicos do Projecto da Bomba Atómica Americana. IV - O Teste da Primeira Bomba Atómica Americana. V - Bases para o Massacre da Floresta de Katin. VI - Documentos de Reabilitação de Pavel Sudoplatov.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
Reservado
1.ª edição portuguesa.
Ilustrada com fac-símiles de documentos secretos - relatórios e correspondência diversa.
Documento histórico sobre a U. R. S. S. estalinista. Interessante conjunto de entrevistas feitas a Pavel Sudoplatov durante um ano, pessoalmente e por interposta pessoa, que resultaram em 20 horas de gravações. Sudoplatov era um agente do Serviço de Informações soviético. Foi o responsável pelo assassinato de Trotsky, e teve a seu cargo durante a 2.ª Guerra Mundial toda a Informação e Contra-Informação na Alemanha e nos territórios ocupados, tendo continuado a dirigir as redes clandestinas no estrangeiro após a guerra, com o propósito de sabotar instalações americanas e da NATO. Após a morte de Estaline, foi apanhado na luta pelo poder entre Khruschov e Beria, de quem era subordinado; foi preso e acusado de conspiração e traição. A sua reclusão na "célebre" Lubyanka durou 15 anos.
"Esta é a mais sensacional, a mais devastadora e, em muitos aspectos, a mais informativa autobiografia que alguma vez emergiu do meio estalinista.
É talvez o contributo individual mais importante para a nossa informação desde o Discurso Secreto de Khrushchov.
Não é absolutamente verdadeiro que o nome de Pavel Sudoplatov fosse pouco conhecido, pelo menos pelos historiadores. O seu papel como organizador do assassinato de Trotsky já fora estabelecido, de um modo geral, há alguns anos. Porém, o conhecimento que se tinha desta operação era imperfeito e o resto da sua diversificada carreira era obscuro."
(excerto do prefácio)
"A carreira de Pavel Anatolievitch Sudoplatov no Serviço de Informações coincidiu, quase exactamente, com os trinta anos de reinado de Estaline na União Soviética. Sudoplatov trabalhou longos anos na Administração para as Operações Especiais, uma unidade de élite do Serviço de Informações soviético, tornando-se o seu director durante a guerra. Definiu o significado da palavra «especial» com sangue, veneno e terrorismo. [...]
A autobiografia de Pavel Anatolievitch Sudoplatov, contando setenta anos de manipulação e assassínio, não é um acto de contrição ou uma confissão. Ele viu-se como «um soldado em guerra» num combate justificável contra os fascistas ucranianos, Trotsky e os trotskistas, inimigos do povo, invasores germânicos, NATO e imperialistas americanos."
(excerto da introdução)
ÍNDICE:
Prefácio de Robert Conquest.
Introdução por Jerrold L. e Leona Schecter.
Evolução do Serviço de Segurança Soviético.
PRÓLOGO: Revelando um Segredo.
I - As Origens. II - Espanha: Cadinho para a Revolução e Saneamentos. III - Os Anos dos Saneamentos. IV - O Assassinato de Trotsky. V - Estaline e Hitler: Prelúdio de Guerra. VI - A Grande Guerra Patriótica: Jogos de Simulação e Guerra de Guerrilhas. VII - Espiões Atómicos. VIII - A Guerra Fria. IX - Raoul Wallenberg, LAB X e Outras Missões Especiais. X - Os Judeus: A Califórnia na Crimeia. XI - Os últimos Anos de Estaline, 1946-1953. XII - A Queda de Beria e a Minha Prisão. XIII - O Julgamento.
Apêndices:
I - Os Visitantes de Estaline em 21 e 22 de Junho de 1941. II - Documentos relativos a Espionagem Atómica., 1941-1946. III - Aspectos Técnicos do Projecto da Bomba Atómica Americana. IV - O Teste da Primeira Bomba Atómica Americana. V - Bases para o Massacre da Floresta de Katin. VI - Documentos de Reabilitação de Pavel Sudoplatov.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
Reservado
Etiquetas:
*SUDOPLATOV (Pavel),
1ª E D I Ç Ã O,
2ª Guerra Mundial,
Comunismo,
Espionagem,
História,
Rússia,
U. R. S. S.
26 novembro, 2013
SOLDADOS DE PORTUGAL. [S.l.], [s.n. – comp. e imp. na
Editorial Imperio, Lda., Lisboa], Maio : 1935. In-8º (19cm) de 16 p. (inc.
capas) ; B.
Fotos: capa e contracapa.
Curioso opúsculo de propaganda anti-comunista.
“Com certeza que certos «cavalheiros», já têm chegado ao pé
de Vocês e dito que, «não há o direito de não sermos todos ricos, de não sermos
todos patrões, que não há o direito disto, que não há o direito daquilo, que
devia ser tudo igual, que não devia haver exército, que só no Comunismo é que
está a salvação desta coisa toda, etc., etc., e em geral acabam sempre por vos
aconselhar a revoltarem-se contra tudo isto, a faltarem ao respeito aos vossos
superiores e a não cumprirem as ordens dêles. […]
Querem apoiar-se em vós para subirem ao poder e assim que
estão estabelecidos no poleiro, fazem ouvidos de mercador às vossas
reclamações. A maior parte dos indivíduos que vos aliciam e organizam
revoluções, se elas triunfam, êles mesmo se elevam aos altos postos; se não
triunfam «cavam» como poltrões, deixando abandonados e a sofrer as conseqüências,
as pessoas que êles aliciaram e atiraram para a desgraça. […]
Os comunistas apregoam O AMOR DOS HOMENS, mas nunca se
mataram friamente tantos homens como na Rússia comunista, país onde estão em
vigor essas ideias de igualdade, onde a miséria continua a ser miséria e onde
se mata e desterra uma pessoa por «dá cá aquela palha». […]
Os comunistas apregoam o AMOR LIVRE que é como quem diz a
prostituição das vossas irmãs, filhas e noivas, isto é, o desprezo absoluto
pela honra delas, como acontece na Rússia, onde não há respeito pelos altos
sagrados e invioláveis direitos da família… Com certeza que quereis que vos
respeitem as vossa irmãs e as vossas filhas e não gostaríeis que elas amanhã
mudassem de marido como quem muda de camisa. […]
SOLDADOS! Quási todos vós tendes lá nas vossas aldeias, um
bocado de terra, um bocado de horta e uma casita que estimais como coisa
sagrada e que é o produto de muitas canceiras e muitos trabalhos. Gostarieis
que amanhã vo-la tirassem, que fôsse repartida e cedida a indivíduos, que vós
sempre conhecestes lá na aldeia como vádios e ladrões, ou então que quási tudo
que nela se produzisse fôsse entregue ao Estado? Decerto que não. […]
Não há classes exploradoras, nem há classes exploradas.
Assim temos um exemplo: o sr. Dr. Oliveira Salazar que, sendo filho de um
honrado e humilde feitor de uma quinta em Santa Comba, é hoje o Presidente do
Govêrno… O Destino é que se encarrega de fazer subir uns e descer outros e para
tudo é preciso sorte.
SOLDADOS! Quando alguns dêsses cavalheiros, comunistas,
anarquistas, anarco-sindicalistas ou quaisquer outros, vos aliciarem para
faltardes ao respeito aos vossos superiores, a revoltar-vos, prometendo-vos a
uns licenciamento breve, e a outros promoções e outras coisas que depois não
cumprem, ou então se vos distribuirem algum panfleto ou folheto clandestino,
não hesiteis: - prendei-os imediatamente, dai logo parte da ocorrência,
entregando os folhetos que por acaso por distribuírem.”
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito raro.
20€
Etiquetas:
*ANÓNIMO,
1ª E D I Ç Ã O,
Autores Anónimos,
Comunismo,
Estado Novo,
História,
Militaria,
Política,
Propaganda
Subscrever:
Mensagens (Atom)










