HAECKEL, Ernesto - O PROBLEMA DO HOMEM E OS PRIMATAS DE LINNEU. Conferência realisada por Ernesto Haeckel, na Camara Municipal de Jena, em 17 de Junho de 1907. Traduzida do original alemão por João Maria Bravo. Lisboa, Imprensa Beleza, 1928. In-8.º (20,5cm) de 72 p. ; [3] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada no texto com quadros e desenhos esquemáticos e em separado com três estampas.
"Deu ocasião á conferencia de hoje o desejo que, por vezes, me foi manifestado, de que fosse discutido em público o «Problema do Homem», isto é: «a importantissima questão sobre o lugar que o homem ocupa na Natureza e a sua relação com o conjunto das cousas», segundo os meus conhecimentos técnicos em zoologia. [...]
Que significa a surpreendente semelhança exterior e completa homogeneidade interna existente entre o organismo humano e o daqueles animais, que lhe estão imediatamente próximos, os macacos antropomorfos (de forma humana)? Que significa, sôbre tudo, o lugar natural do homem na classe dos mamiferos?"
(Excerto da Conferência)
Ernst Heinrich Philipp August Haeckel (1834-1919). "Foi um biólogo, naturalista,
filósofo, médico, professor e artista alemão que ajudou a popularizar o
trabalho de Charles Darwin, e um dos grandes expoentes do cientificismo
positivista. Descreveu e nomeou várias espécies novas e elaborou uma
árvore genealógica que relaciona todas as formas de vida. As
contribuições de Haeckel para a zoologia eram uma mistura de pesquisa e
especulação; ampliou as ideias do seu mentor, Johannes Müller,
argumentando que os estágios embrionários num animal recapitulam a
história de sua evolução, e, portanto, a ontogenia é a recapitulação da
filogenia.
Foi médico e um artista versado em ilustração que se tornaria professor
em anatomia comparada. Foi dos primeiros a considerar a psicologia como
um ramo da fisiologia. Propôs alguns termos utilizados frequentemente
como filo, ecologia, antropogenia, filogenia e Reino Protista em 1866."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas, com pequena falha de papel no canto inferior dto da capa frontal.
Raro.
15€
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08 setembro, 2018
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*HAECKEL (Ernst),
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Ciência,
Conferências / Discursos,
Zoologia
19 setembro, 2017
FONSECA, Tomás - A ORIGEM DA VIDA. Por... (Prof. e director das Escolas Normaes de Lisboa). Lisboa, Empreza de Publicações Populares, 1913. In-8.º (19cm) de 151, [1] p. ; il. ; B. Bibliotéca d'Ensino Popular
1.ª edição.
Curiosíssimo título do autor, e um dos mais raros da sua extensa bibliografia. Trata-se de uma obra com forte pendor anticlerical, em que o autor procura desmistificar os ensinamentos do período monárquico, de que Deus estaria por trás da criação da vida.
Ilustrado em página inteira com as árvores genealógicas monofilética e polifilética dos seres organizados, cada qual em sua página.
"N'esta altura da vida portugueza, depois de tanta destruição, aliaz necessaria, bom é que se comece a construir.
Deitou-se por terra a monarquia, expulsaram-se os reis e os jesuitas, fecharam-se as congregações religiosas, dominou-se o clericalismo, neutralisou-se o ensino, mas isso só não basta. O principal, que é a formação do caracter, a educação do povo - aspiração e pensamento dominante dos que fizeram a Revolução e a Republica - isso está por fazer.
O nosso esforço, as nossas energias teem-se gasto combatendo e demolindo instituições nocivas, castas inimigas do progresso, grupos divorciados da Razão e da Patria.
É tempo de começarmos a ensinar, levando a mocidade á repulsão de preconceitos tolos, d'aspirações absurdas, d'habitos degradantes que fizeram a decadencia e a miseria moral dos que nos precederam. [...]
O que fazer portanto? Crear a ordem n'essa confusão.
A ciencia augmenta, dia a dia, os seus triumfos; as ideias de emancipação e de egualdade tomaram conta dos espiritos, e fazem, gloriosamente, a sua marcha."
(excerto da introdução)
Matérias:
A Origem da Vida. I - As velhas teorias; II - Luta entre a religião e a ciencia; III - A geração expontanea; IV - Experiencias biologicas; V - Influencias do meio; VI - Aparecimento da vida; VII - Desenvolvimento das especies; VIII - Nosce te ipsum.
O Transformismo e a Intolerancia. I - A um professor primario; II - A uma aristocrata; III - [Resposta a uma carta que defende os milagrosos textos de Moises].
«Aparecimento da Vida sobre a Terra» (3.ª lição da Universidade Livre de Lisboa, realisada por Tomás da Fonseca).
Tomás da Fonseca (1877-1968). "Nasceu em Laceiras, Mortágua, a 10 de Março de 1877. Escritor, poeta, jornalista, professor e propagandista, professou desde cedo ideias liberais e republicanas. Frequentou Teologia no seminário de Coimbra, escrevendo 'Evangelho de um seminarista', após a sua saída em 1903. Pertenceu à Maçonaria, sendo iniciado em 1906. Foi um dos mais activos propagandistas republicanos, estando presente na organização de várias associações de carácter cultural e social. Jornalista, escreveu em vários órgãos de imprensa, nomeadamente O Mundo, Pátria, Vanguarda, Voz Pública, Norte, República, Povo, Batalha, Alma Nacional, sendo director do Arquivo Democrático. Escreveu também em jornais estrangeiro (España Nueva e Lanterna, do Brasil). Depois da implantação da República em 5 de Outubro de 1910, foi chefe do gabinete de Teófilo Braga, em 1910-1911, foi eleito em 1911 para a Assembleia Constituinte, por Santa Comba Dão, deputado na primeira legislatura e, em 1915, senador por Viseu, pelo Partido Democrático. Muito ligado à questão da educação e do ensino, foi vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, director das Escolas Normais de Lisboa e da Universidade Livre de Coimbra. Foi presidente do Conselho de Arte e Arqueologia de Coimbra. Em 1920 visitou a França, a Bélgica e a Inglaterra, numa missão de estudo a escolas, museus e bibliotecas. Da sua vasta obra, de cariz essencialmente pedagógico e de propaganda anti-clerical (especialmente contra a exploração de Fátima), cumpre referir os seguintes títulos: Sermões da Montanha (1909), Cartilha Nova para o Zá Povinho ler à noite ao serão (1911), Origem da vida (1912), Memórias do Cárcere (1919), Cartas Espirituais A mulher e a Igreja (1922), História da Civilização, relacionada com a História de Portugal (1922), Ensino Laico (1923), No Rescaldo de Lourdes (1932), A igreja e o Condestável (1933), Fátima (1955), Na Cova dos Leões (1958), Bancarrota (1962). Morreu em Lisboa a 12 de Fevereiro de 1968."
(fonte: http://www.fmsoares.pt/aeb/crono/biografias?registo=Tom%C3%A1s%20da%20Fonseca)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas com defeitos; lombada reforçada. Assinatura de posse (duas) na f. rosto. Algumas páginas (poucas) soltas, e outras com sublinhados a lápis.
Raro.
25€
Reservado
1.ª edição.
Curiosíssimo título do autor, e um dos mais raros da sua extensa bibliografia. Trata-se de uma obra com forte pendor anticlerical, em que o autor procura desmistificar os ensinamentos do período monárquico, de que Deus estaria por trás da criação da vida.
Ilustrado em página inteira com as árvores genealógicas monofilética e polifilética dos seres organizados, cada qual em sua página.
"N'esta altura da vida portugueza, depois de tanta destruição, aliaz necessaria, bom é que se comece a construir.
Deitou-se por terra a monarquia, expulsaram-se os reis e os jesuitas, fecharam-se as congregações religiosas, dominou-se o clericalismo, neutralisou-se o ensino, mas isso só não basta. O principal, que é a formação do caracter, a educação do povo - aspiração e pensamento dominante dos que fizeram a Revolução e a Republica - isso está por fazer.
O nosso esforço, as nossas energias teem-se gasto combatendo e demolindo instituições nocivas, castas inimigas do progresso, grupos divorciados da Razão e da Patria.
É tempo de começarmos a ensinar, levando a mocidade á repulsão de preconceitos tolos, d'aspirações absurdas, d'habitos degradantes que fizeram a decadencia e a miseria moral dos que nos precederam. [...]
O que fazer portanto? Crear a ordem n'essa confusão.
A ciencia augmenta, dia a dia, os seus triumfos; as ideias de emancipação e de egualdade tomaram conta dos espiritos, e fazem, gloriosamente, a sua marcha."
(excerto da introdução)
Matérias:
A Origem da Vida. I - As velhas teorias; II - Luta entre a religião e a ciencia; III - A geração expontanea; IV - Experiencias biologicas; V - Influencias do meio; VI - Aparecimento da vida; VII - Desenvolvimento das especies; VIII - Nosce te ipsum.
O Transformismo e a Intolerancia. I - A um professor primario; II - A uma aristocrata; III - [Resposta a uma carta que defende os milagrosos textos de Moises].
«Aparecimento da Vida sobre a Terra» (3.ª lição da Universidade Livre de Lisboa, realisada por Tomás da Fonseca).
Tomás da Fonseca (1877-1968). "Nasceu em Laceiras, Mortágua, a 10 de Março de 1877. Escritor, poeta, jornalista, professor e propagandista, professou desde cedo ideias liberais e republicanas. Frequentou Teologia no seminário de Coimbra, escrevendo 'Evangelho de um seminarista', após a sua saída em 1903. Pertenceu à Maçonaria, sendo iniciado em 1906. Foi um dos mais activos propagandistas republicanos, estando presente na organização de várias associações de carácter cultural e social. Jornalista, escreveu em vários órgãos de imprensa, nomeadamente O Mundo, Pátria, Vanguarda, Voz Pública, Norte, República, Povo, Batalha, Alma Nacional, sendo director do Arquivo Democrático. Escreveu também em jornais estrangeiro (España Nueva e Lanterna, do Brasil). Depois da implantação da República em 5 de Outubro de 1910, foi chefe do gabinete de Teófilo Braga, em 1910-1911, foi eleito em 1911 para a Assembleia Constituinte, por Santa Comba Dão, deputado na primeira legislatura e, em 1915, senador por Viseu, pelo Partido Democrático. Muito ligado à questão da educação e do ensino, foi vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, director das Escolas Normais de Lisboa e da Universidade Livre de Coimbra. Foi presidente do Conselho de Arte e Arqueologia de Coimbra. Em 1920 visitou a França, a Bélgica e a Inglaterra, numa missão de estudo a escolas, museus e bibliotecas. Da sua vasta obra, de cariz essencialmente pedagógico e de propaganda anti-clerical (especialmente contra a exploração de Fátima), cumpre referir os seguintes títulos: Sermões da Montanha (1909), Cartilha Nova para o Zá Povinho ler à noite ao serão (1911), Origem da vida (1912), Memórias do Cárcere (1919), Cartas Espirituais A mulher e a Igreja (1922), História da Civilização, relacionada com a História de Portugal (1922), Ensino Laico (1923), No Rescaldo de Lourdes (1932), A igreja e o Condestável (1933), Fátima (1955), Na Cova dos Leões (1958), Bancarrota (1962). Morreu em Lisboa a 12 de Fevereiro de 1968."
(fonte: http://www.fmsoares.pt/aeb/crono/biografias?registo=Tom%C3%A1s%20da%20Fonseca)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas com defeitos; lombada reforçada. Assinatura de posse (duas) na f. rosto. Algumas páginas (poucas) soltas, e outras com sublinhados a lápis.
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*FONSECA (Tomás da),
1ª E D I Ç Ã O,
Anticlericalismo,
Biologia,
Educação,
História,
História de Portugal,
Política,
República
22 dezembro, 2013
MORATO, M. J. Xavier – LIÇÕES DE BIOLOGIA MÉDICA. Lisboa,
[s.n.], 1957. In-8º (22cm) de [2], 395, [3] ; [30] f. il. ; E.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Prof. Xavier
Morato ao Prof. Luís Botelho.
Impressão em stencil de uma obra que viria a ser publicada
em livro, com o mesmo título, anos mais tarde, em 1961. Ilustrado com tabelas,
quadros, etc. ao longo do texto, e em separado com desenhos esquemáticos de
página inteira.
“Iniciativa amiga fez gravar e reproduzir as lições que, no
ano lectivo de 1955-56, foram por mim pronunciadas no curso de Biologia Médica
da Faculdade de Medicina de Lisboa. Concluo que essa iniciativa obteve o êxito
a que aspirava, pois se esgotaram todos os exemplares. Resolvi por isso rever
as lições de 1955-56 e ampliá-las onde me pareceu indispensável e corrigi-las
no que era essencial. Mantendo-se como se mantém o mesmo processo de impressão
[…] entendeu-se também que era indispensável ilustrar o texto com um mínimo de
esquemas; sem eles certas matérias tornam-se ininteligíveis.”
(excerto do prefácio)
“A Biologia tem por objecto o estudo dos seres vivos. Bios
significa vida, logos discurso ou estudo.
Importa, naturalmente, definir os limites da Biologia. Nesta
cadeira, intitulada Biologia Médica, os senhores aprenderão uma série de noções
de Biologia; mas, devemos confessar, desde já, que não há uma Biologia Médica,
como não há uma Biologia Farmacêutica, nem quaisquer outros tipos particulares
de Biologia.
A Biologia é só uma e quando dizemos Biologia Médica queremos
apenas dizer noções de Biologia dedicadas àqueles que pretendem fazer o curso
de Medicina.”
(excerto da introdução)
Manuel João Xavier Morato (1906-1989). “O Professor Xavier
Morato, que foi o 50.º Presidente da Sociedade de Ciências Médicas, exerceu um
mandato influenciado pelos caminhos que o seu próprio percurso cruzou: a
emergente importância da biologia na medicina moderna, na explicação dos seus
fundamentos e nas promessas de aplicação prática no seu futuro. Foi o primeiro
professor dessa nova disciplina – a Biologia Celular – na Faculdade de Medicina
de Lisboa.
Xavier Morato foi um internista
respeitado pelos seus conhecimentos médicos muito vastos, pelo seu espírito
arguto e pelo seu sentido clínico. Todavia, foi como morfologista que a sua intervenção
académica e científica e a sua carreira adquiriram justa proeminência.
Descendente da escola de microscopia de Lisboa, que teve em May Figueira,
Celestino da Costa e Roberto Chaves os seus mais iluminados cultores, Xavier
Morato acrescentou-lhe prestígio
como virtuoso na aplicação das impregnações argênticas no estudo da hipófise e
no uso da microscopia electrónica, metodologia de que foi um dos primeiros
utilizadores em Portugal. As suas investigações ultra-estruturais deram origem
a uma obra científica que se dispersa por um amplo campo de interesses.
Na Faculdade de Medicina de Lisboa,
a sua direcção ficou assinalada por uma marcada evolução na organização
administrativa da Escola, que muito foi beneficiada pelo prestígio de que
gozava junto do poder político.
O Professor Xavier Morato foi um
notável pedagogo: as suas exposições possuíam invulgar clareza e uma apurada
elegância. Os textos das suas aulas originaram publicações didácticas de
referência, constituindo peças modelares de actualidade, rigor de escrita e
elegância formal.” (in www.scmed.pt)
Encadernação em meia de pele com
ferros gravados a ouro na lombada, recoberta por protecção de plástico.
Exemplar em bom estado de
conservação.
Raro.
35€
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