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28 julho, 2019

FLASCHE, Hans - COIMBRA NA OPINIÃO ALEMÃ. Coimbra, [Instituto Alemão da Universidade de Coimbra], 1938. In-4.º (25cm) de [4], 42, [2] p. ; [1] f. il. ; B. Publicações do Instituto Alemão da Universidade de Coimbra. Separata do Boletim do Instituto Alemão (vol. VIII).
1.ª edição independente.
Interessante subsídio para a história da Universidade Coimbra e o seu relacionamento com o exterior.
Ilustrada em separado com um fac-símile da página do relatório de Münster.
"Pelos fins do ano 1288 altos dignitários de Portugal tinham pedido ao rei D. Deniz que instituísse um studium generale. No dia 1 de Março de 1290 publicou o rei o estatuto da fundação da Universidade. Em 1377 foi transferida por D. Fernando de Coimbra para Lisboa, em 1357 por D. João III definitivamente para Coimbra. Durante todo o século XV esteve, portanto, Coimbra privada da sua Universidade. Quando Hieronymus Münster viajou em Portugal nos anos de 1494-1495 - tendo com três companheiros partido de Nurimberga em 1494 - visitou, como é natural, também Coimbra. No seu relatório chama-lhe cidade de grande beleza, porém, de Universidade não fala.
Já em 1460 comerciantes alemães de Nurimberga tinham estabelecido relações entre a Alemanha e Portugal. Comunicaram ao rei português a invenção da imprensa por Gutenberg e Fust. Foi um cardial ou o prior de um grande mosteiro de Coimbra quem mandou vir de Nurimberga para Portugal os primeiros tipos de imprensa. [...]
Quási um século após a viagem de Hieronymus Münsterveio a Portugal outro alemão do sul. Regressando de Lisboa para Regensburg êste, Nicolaus Schmidt, passa por Coimbra e não deixa de mencionar a sua Universidade.
Precisamente por esta altura, tinha a escola filosófica da Universidade de Coimbra alcançado fama europeia. E não tardou que entrassem na Alemanha as teorias filosóficas dos Conimbricenses!"
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos marginais.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

01 maio, 2019

GONZALÉZ-BLANCO, Edmundo - EL NACIONALSOCIALISMO EXPUESTO POR HITLER. Con una biografia del fundador del partido racista alemán, un análisis del ideario de este partido y un sumario de su programa, por... Madrid, Agencia General de Librería y Artes Gráficas, [1932?]. In-8.º (19cm) de 286, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do nacional socialismo alemão e para o pensamento ideológico e conquista do poder por Hitler.
Livro publicado pouco antes da Guerra Civil de Espanha (1936-1939), palco utilizado pela Alemanha para "testar" o seu poderio bélico, preparando a guerra mundial que se advinhava.
"Emprender el estudio imparcial y sereno de una personalidad preeminente de la politica revolucionaria de una nación extranjera que entre las más grandes figura, es, por todos conceptos, labor espinosíssima. Y lo es mucho más si se trata del jefe de un partido que, como el nacionalsocialista, se destaca notablemente entre las diversas fuerzas de la nueva Alemania, no sólo por la enérgica y decidida voluntad de cuantos comulgan en él, sino que, asimismo, por la chocante novedad de su credo, por la inaudita complicación. Nada hay más vivo ni más distante de los sistemas politicos de nuestros pueblos latinos, sistemas tan abstractos, tan regulares, tan artificiales, tan sencillos, pero al propio tiempo y por esta misma razón, tan faltos de energia, de emoción, de realismo y de impetuosidad. A uun politico latino le es muy difícil comprender ese sistema sin parangón y sin segundo, mezcla extraña de originalid y tradición, de socialismo y de patriotismo, de demagogia y de civilidad, y a cuyo frente figura un genio organizador incansable, tenaz, constante, incorruptible, indomable, intransigente.
Hablar del nacionalsocialismo sin hablar de Hitler seria un contrasentido de los mayores. El nacionalsocialismo quizá no hubiera nascido nunca, ni alcanzado el desarrollo y las proporciones que le han permitido ponerce por encima de todos los partidos alemanes, si no hubiese existido Hitler. Cierto que éste tuvo la suerte de encontrar, desde los comienzos de su carrera de luchador en lides politicas, colaboradores sinceros, fieles, activos y entusiastas. Hitler no es más que un guerrero en medio de un ejército, y en torno suyo se mueve una multitud de campeones."
(Excerto do Cap. I, Advertencias preliminares)
Indice:
I. - Advertencias preliminares. II. - Origen y juventud de Hitler. III. - El combatiente de la gran guerra. IV. - La derrota, el armisticio y la revolución. V. - Formación del partido nacionalsocialista. VI. - Vicisitudes del partido nacionalsocialista. VII. - Ideario del partido nacionalsocialista. VIII. - Programa del partido nacionalsocialista. IX. - Resumen y conclusión.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Lombada apresenta falha de papel nas extremidades.
Invulgar.
Com interesse histórico.
20€

13 março, 2019

WIART, Henry Carton de - O EXILIO DA BELGICA. Paginas actuaes : 1914-1915 [na capa, 1917]. Por... Ministro da Justiça. Traducção de X. Paris-Barcelona, Bloud  & Gay, éditores, 1917. In-8.º (18,5cm) de 59, [5] p. ; B.
1.ª edição.
"Direito! ao enunciado desta palavra, chegam-me aos ouvidos protestos insultuosos e por vezes sarcasticos.
Direito! dizem honestas gentes que tiveram seuus lares destruidos, cujas familias desappareceram no tormenta e que assistem á insolente occupação de nossas cidades e nossa aldeias, o Direito! que logro! que irrisão! Como! Uma grande potencia de accordo com outras, havia exigido, antes de tudo que a Belgica se conservasse eternamente neutra, bruscamente, em seguida, exigiu que violassemos esta neutralidade em seu proveito e contra os seus co-signatarios. Havia assumido o dever de nos garantir! Ora, covardemente, salta-nos á garganta! Na historia nunca se viu tão flagrante perjurio. Cynicamente, o imperio allemão o reconheceu pela voz de seu chanceller, a 4 de agosto de 1914, da Tribuna do Reichstag."
(Excerto de O direito)
Índice:
- O Respeito ás nacionalidades. - A nacionalidade belga atravez a Historia : o seu espirito de independencia. - A honra na politica. - O Direito. - O soldado belga. - As sympathias brazileiras.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
Reservado

23 janeiro, 2019

CARVALHO, Torres de - "NAZIS" : aspectos citadinos e políticos da Alemanha. [Prefácio de António da Costa Cabral, Ministro Plenipotenciário, antigo Ministro de Portugal em Berlim]. Lisboa, Henrique Torres : Editor, 1933. In-8.º (18,5cm) de 167, [1] p. ; [9] f. il. ; B.
1.ª edição.
Reportagem efectuada por um jornalista português na Alemanha nazi seis anos antes da eclosão da 2.ª Guerra Mundial. Trata-se de um importante documento histórico que inclui, além das impressões de viagem do autor - conhecido germanófilo -, um conjunto de entrevistas aos principais líderes alemães - todos homens da confiança de Hitler: Rudolf Hess, Adjunto do Führer; Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda do Reich; Alfred Rosenberg, principal teórico do Nacional-Socialismo; Ernst Röhm, Chefe da milícia alemã; Hans Frank, Advogado, Ministro da Justiça da Baviera; Arthur Schumann, Chefe do Serviço de Inteligência Política do NSDAP, Ministério das Relações Exteriores do PNS; Dr. E. Pflaumer, Cirurgião e professor da Faculdade de Medicina de Enlangen, Baviera. Vem ainda reproduzido o último discurso de Hitler, pronunciado no Reichstag, na noite de 14 de Outubro de 1933, por ocasião da renúncia da Alemanha à Sociedade das Nações.
Livro ilustrado com nove fotogravuras extratexto, impressas sobre papel couché, reproduzindo os retratos de Hitler e dos entrevistados, e de uma parada militar em Nuremberga.
O jornalista Torres de Carvalho, no livro intitulado Nazis - que constitui um notável documento sobre a Alemanha dos anos 30, com curiosos comentários aos importantes acontecimentos que então ali se verificavam, e que constituíram marcos importantes da ascensão do Nazismo, e com entrevistas a alguns responsáveis máximos do governo nacional-socialista (Hess, Goebbels, Rosenberg, Ernst Rohm, Hans Frank) - manifesta um tom aparentemente desapaixonado, em que mesmo se nota algum receio pelos excessos de alguns partidários de Hitler, não é de admirar que acabe por manifestar alguma admiração pelo Führer e que, no prefácio, o embaixador em Berlim, António da Costa Cabral, revele alguma compreensão por esses excessos, admitindo que eles acabarão por ser sanados.
No Prefácio, que se intitula "Palavras de verdade", diz o embaixador de Portugal na Alemanha: "A mocidade do Führer e dos seus sequazes, longe de se me afigurar perigosa, julgo-a favorável à instauração de um novo estado de coisas. Se xenofobia existe nas juventudes nacionalsocialistas alemãs, esse excesso de patriotismo deve sanar-se mercê da clarividente actuação dos seus Chefes supremos, que apenas procuram o bem público pelos processos que a mentalidade germânica mais favoriza e que nós, latinos, repudiaríamos e não compreendemos".
(Luís Reis Torgal. Salazarismo, Alemanha e Europa, Revista de Historia das Ideias Vol. 16 1994)
"Para compreender a transcendência do movimento que vem transformando a Alemanha são indispensaveis livros como êste. Quotidianamente tem o simples leitor de gazêtas ou o estudioso ensejo de conhecer o desenrolar dos acontecimentos e tudo o que o Partido Nacional-Socialista tem demolido, substituido ou criado no «Terceiro Reich». Mas a rapida leitura da imprensa diaria não é, por certo, informação suficiente por desconnexa e, em geral, pouco profunda.O livro, sim, esse compendia e metodisa o que convem ou interessa sabêr.
A grande massa de pessôas que já hoje, entre nós, se preocupa com o que se passa além fronteiras, isto é, que acompanha com curiosidade e ainda com desejo de aprender e perceber a evolução das instituições dos Estados que adoptaram novas formulas para resolução dos problemas políticos e sociais da hora presente, merecia que pela penna de um jornalista experimentado e de justa visão, lhe fôssem servidas, sôb forma atrahente e de suma elegancia estilistica, algumas verdades sôbre o Hitlerismo."
(Excerto do Prefácio)
"Vais lêr um livro que fala da Alemanha actual, dêsse país onde Hitler domina, dêsse ponto da Europa que provoca as atenções do mundo inteiro.
É um livro escrito por um jornalista que esteve na Alemanha, fazendo reportagem, que ali foi alheio à política, tratar de política, colhêr impressões, relatando os acontecimentos tais como o são, imparcialmente, naturalmente, sem coacções nem facciosismos.
A Alemanha atravessa um dos momentos mais melindrosos.
Todas as apreciações, ácêrca dela, são, por enquanto, extemporâneas.
Hitler procura-a restabelecer do mal que a ia victimando: o comunismo.
Os mesmos remédios que curam, tomados em excesso, muitas vezes provocam a morte. Aguardemos, portanto.
Hitler pretende despertar a Alemanha, purificar a raça, impedir aos judêus o direito de cidadãos, criar uma nova Alemanha... Para isso dispende uma actividade sobrehumana; discursa, faz prelecções, entusiasmando, estimulando o povo a acompanhá-lo nos seus ideais."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias: - Prefácio. Palavras de Verdade. - [Preâmbulo]. - Hamburgo. - Berlim. - Munich. - O Congresso de Nürnberg. - Bremen. - O pensamento de Hitler, atravez um dos seus discursos. - [Entrevistas]. - O ultimo discurso de Hitler, pronunciado, na noite de 14 de Outubro, por ocasião da saida da Alemanha, da Sociedade das Nações.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

24 outubro, 2018

CASTELO BRANCO, Holbeche - PORQUE ADMIRO A ALEMANHA. Da teoria aos factos. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Imprensa Barreiro, Lisboa], 1940. In-8.º (18cm) de 26, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo pró regime nazi. O autor foi um conhecido germanófilo.
"Atingimos a altura de atacar de frente o assunto que nos levou a escrever o presente folheto.
Referimo-nos à Nova Ordem Económica que a Alemanha promete estabelecer na Europa, logo que termine a guerra a favor das suas armas. Dela, da nova ordem, vamos dar uma ideia que, embora resumida, servirá para elucidar quantos, de boa fé, fazem apreciações injustas em conseqüência do desconhecimento dos factos."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com alguns sublinhados a lápis no texto.
Invulgar.
10€

17 outubro, 2018

HITLER, Adolf - A MINHA LUTA : MEIN KAMPF. Comentários de: Prof. A. H. de Oliveira Marques; José Martins Garcia; Rolão Preto; Sanches Osório. [Lisboa], Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite, 1976. In-8.º (21cm) de LIII, [3], 510, [6] p. ; B.
1.ª edição.
"Em 1 de Abril de 1924, o Tribunal Popular de Munique ordenava o meu encarceramento em Landsberg-am-Lech.
Pela primeira vez, após anos de trabalho incessante, eu tinha assim a possibilidade de me entregar a uma obra que muitos instavam comigo para que escrevesse e que eu próprio sentia oportuna para a nossa causa. Decidi-me, então, nestes dois volumes (a edição original alemã saiu em Munique, em dois volumes publicados respectivamente em 1925 e 1927), a expor não só os objectivos do nosso movimento, mas ainda a sua génese. Uma tal obra será mais fecunda do que um tratado puramente doutrinário.
Além disso, tinha assim a ocasião de mostrar a minha própria formação, tanto mais que isso é necessário para a compreensão do livro, e quanto pode servir para a destruição da lenda construída em torno da minha pessoa pela imprensa judaica.
Não me dirijo, aqui, a estranhos, mas a esses militantes do movimento que a ele aderiram de todo o coração e cujo espírito procura agora uma explicação mais aprofundada.
Não ignoro que é pela palavra muito mais do que por livros que se ganha os homens: todos os grandes movimentos que a história registou ficaram a dever muito mais aos oradores do que aos escritores.
Mas nem por isso é menos verdade que uma doutrina não pode salvaguardar a sua unidade e a sua uniformidade se não for fixada por escrito duma vez para sempre. Estes dois volumes serão as pedras com que contribuo para o edifício comum.
O autor"
(Prefácio)
Índice:
Tomo primeiro - Balanço: I - A casa familiar. II - Anos de estudos e de sofrimentos em Viena. III - Considerações políticas gerais sobre a minha estada em Viena. IV - Munique. V - A Guerra Mundial. VI - Propaganda de guerra. VII - A revolução. VIII - O começo da minha actividade política. IX - O partido trabalhista alemão. X - As causas da ruína. XI - O povo e a raça. XII - A primeira fase do desenvolvimento do partido operário alemão nacional-socialista.
Tomo segundo - O Movimento Nacional-Socialista: I - Opinião filosófica e partido. II - O Estado. III - Súbditos do Estado e cidadãos. IV - A personalidade e a concepção racista do Estado. V - Concepção filosófica e organização. VI - A luta dos primeiros tempos - O valor da palavra. VII - A luta com a frente vermelha. VIII - O forte é mais forte quando fica só. IX - Do significado e da organização das secções de assalto. X - O federalismo não passa de uma máscara. XI - Propaganda e organização. XII - A questão sindical. XIII - A política alemã das alianças pós-guerra. XIV - Orientação para leste ou política de leste. XV - O direito da legítima defesa. Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Alguns (poucos) sublinhados e anotações nas margens a tinta vermelha ao longo do texto.
Invulgar.
Com interesse histórico.
40€

03 julho, 2018

LEONE, Metzner - NAZIS (dez mêses na Alemanha em guerra). Lisboa, Livraria Portugal, 1941. In-8.º (18cm) de 309, [3] p. ; B.
1.ª ediçao.
Capa de Cândido.
Visão da Alemanha "por dentro" durante o 3.º ano de guerra, no apogeu do seu domínio militar. O autor era um conhecido germanófilo.
"Vivi dez mêses na Alemanha em guerra como jornalista estrangeiro adido ao Ministério das Relações Exteriores do III Reich, em Berlim; no desempenho das minhas funções fiz uma viagem de quatro semanas através de todo o país, durante a qual atravessei alguns territórios anexados pelos Nazis, uns ainda antes da guerra, como a Áustria, e outros já em consequência das vitórias militares alemãs, como a Alsácia. O que vi, o que ouvi e o que senti durante a minha permanência na Alemanha Nacionalsocialista é o que constitue êste livro, que mais não pretende ser que um relato da vida alemã, sob as directrizes que os Nazis lhes imprimiram e sob os imperativos criados pelas circunstâncias da guerra."
(Excerto da introdução)
Índice:
Introdução. Primeira Parte - Na capital do III Reich: Tempelhof; Uma cerimónia militar; Quando caiem bombas em Berlim; A rectaguarda; A vida na capital alemã; Ersatz - milagre alemão; Racionamento; Os Nazis e os Católicos; O meu amigo judeu; Duelo aéreo; Porque foi Rudolf Hess para Inglaterra? A «bota prussiana»; Os Nazis e a Europa. Segunda Parte - Atravez da Alemanha em guerra: Nürnberg; Heidelberg; Strassburg; Munique; Braunau; Viena - e a história duma camisa...
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€
Reservado

26 junho, 2018

SANTOS, João Antonio Correia dos - IMPRESSÕES DE UMA VIAGEM DE ESTUDO. A instrução, a vida militar e as grandes industrias na França e Alemanha. Por... Capitão de Infantaria com o curso de Estado Maior, professor assistente na Universidade de Lisboa e no Colegio Militar. Lisboa, Tipografia da Cooperativa Militar, 1914. In-4.º (23cm) de 184, [4] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo/relatório contendo as impressões colhidas pelo capitão Correia dos Santos durante a sua visita à França e Alemanha - nações à beira da guerra, e futuros contendores no conflito que eclodiria poucos meses após esta sua viagem - onde teve oportunidade de visitar, e ver de perto, a indústria bélica de ambos os países.
Livro totalmente impresso sobre papel couché, muitíssimo ilustrado ao longo do texto com quadros, tabelas e fotogravuras, algumas das quais em página inteira.
Muito valorizado pela dedicatória manuscrita do autor.
"Num país como o nosso, onde se adormeceu á sombra de uma pás estoliante, com a despreocupação completa do que se passava por esse mundo fóra em todas as grandes conquistas democráticas no prodigiôso e heróico seculo XIX, não póde passar indiferente qualquer depoimento sincéro, ácêrca da vida progressiva dos outros póvos, quando se entre numa era nova de transformação profunda na vida portuguêsa. É por isso que, após uma viagem de estudo realisada na França e Alemanha, resolvemos comunicar ao público as nossas impressões. O curto periodo que permanecêmos no estrangeiro não nos permitiu alcançar maior número de pormenores ineditos, entre nós, sôbre os assuntos que mais possam interessar a uma sociedade em perfeito estado de reconstituição e a que não deve ser indiferente a fórma como lá por fóra se tem levado a efeito a associação do trabalho, do capital e do talento e como se tem atendido ás reivindicações das classes trabalhadôras. Todavia, obtivémos algumas informações ácêrca da vida militar na França e Alemanha, sôbre o papel que a instrução desempenha nestes dois países e o desenvolvimento das grandes indústrias, que, em um periodo relativamente curto, atingiram um tão elevado grau de esplendôr."
(Excerto do prefácio)
Indice: Prefacio. De Fuentes de Oñoro a Paris. Impressões de uma visita ao Liceo Louis le Grand. Preparação para as Escolas do Estado em França. Tarifas pagas em França pelos alunos de instrução secundária. Vencimento dos professores de instrução secundária em França. Visita á Sorbonne. Vencimentos dos professores da Sorbonne. O exército francês. Recrutamento de oficiais em França. A  Escola de artelharia em Fontainebleau. Aumento dos soldos dos oficiais em França. O centro Nacional do Exército e da Armada em Paris. Os Inválidos. Algumas indústrias francêsas. O metropolitano em Paris. A fábrica de artelharia Schneider. O Hotel Popular de Paris. Impressões de Colonia. Real Ginasio de Lindental. O Instituto Superior do Comercio de Colonia. A fabrica de E. Leybold's Nachfolger. A fabrica de produtos quimicos Friedr Bayer & C.º. A Universidade de Bonn. Impressões de Berlim. O Instituto Quimico da Universidade de Berlim. O Instituto Superior de Técnico de Charlotenburgo. A fabrica Goerz. Os cursos livres na Alemanha. As fabricas Siemens Halske e Siemens Schuckerl. A provincia do Rheno e Westhphalia. A fabrica Ströhlein & C.º. A fabrica Krupp em Essen. O exército alemão. Recrutamento dos oficiais alemães. Os casinos e os soldos dos oficiais na Alemanha. A Escola de Guerra de Potsdam. A Escola Superior Técnica de oficiais em Berlim. A questão dos cereais na França e na Alemanha. Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta falhas de papel na lombada.
Raro e muito interessante.
Com interesse histórico.
Indisponível

19 junho, 2018

LETTOW-VORBECK, General von - AS MINHAS MEMORIAS DA AFRICA ORIENTAL. Pelo... Tradução de Abilio Pais de Ramos, capitão de cavalaria. Subsidios para a Historia de Portugal na Guerra. Evora, Minerva Comercial, [1923]. In-8.º (22cm) de XXVI, 382, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do conflito africano durante a Grande Guerra. Apesar da Alemanha ter declarado guerra a Portugal apenas em 1916, na sequência do aprisionamento dos navios alemães em portos portugueses, efectivamente, já existiam confrontos militares entre os dois países no norte de Moçambique desde 1914. No terreno, as forças portuguesas (e Aliadas) defrontaram as forças alemães, maioritariamente constituídas por indígenas, sob as ordens de von Lettow Vorbeck, o astuto e respeitado chefe militar alemão.
Ilustrado em página inteira com um retrato do autor, 13 gravuras e 21 croquis militares.
"É um livro de interesse geral e absorvente. Durante quatro anos e quatro mêses da Guerra, Lettow Vorbeck combateu honesta e cavalheirescamente, ganhando o respeito, publicamente expresso, dos Generais Smuts, Northey e van Deventer. Sob este ponto de vista, o seu nome está em completo contraste com o de muitos outros generais alemães.
As suas Memorias são um relatorio interessante e valorôso de toda a Campanha. Alem dos detalhes puramente militares, contem descrições intimas e cativantes das regiões, e principalmente da vida extraordinaria que os alemães do Leste Africano se viram obrigados a passar.
O notavel caracter de de von Lettow dá um valor especial ás suas Memorias. Entre outras caracteristicas do livro, são essencialmente dignas de nota as inúmeras aventuras das patrulhas e a descrição dos combates no mato."
(excerto da transcrição do jornal The Times acerca do presente livro e do seu autor)

MatériasParte I - Acontecimentos anteriores á chegada dos sul-africanos. I: - Antes da declaração da guerra. II: - No comêço da guerra. III: - Os primeiros combates. IV: - Os combates de Novembro em Tanga. V: - Na expectativa de novos acontecimentos. VI: - Luta renhida a nordeste. VII: - A guerra de guerrilhas e ultimos preparativos. VIII: - Esperando a grande ofensiva. Aproveitamento energetico do tempo. IX: - Os teatros subsidiarios da guerra. A guerra de guerrilhas, em terra e no mar, até ao ano de 1916.
Parte II - O ataque concentrico das forças superiores (desde a chegada dos sul-africanos até á perda da colonia). I - O ataque inimigo á Montanha Oldorobo. II - Continuação do avanço inimigo e o combate de Reata. III - A retirada perante a superioridade esmagadora do inimigo. IV - O avanço inimigo na zona do Caminho de Ferro do Norte. V - Entre os Caminhos de Ferro do Norte e Centtral. VI - Combates continuos junto do Rufiji. VII - Os ataques inimigos no sudoeste da Colonia. VIII - Anciedade e fadigas durante a permanencia na região do Rufiji. IX - O fim da defeza da fronteira nos teatros subsidiarios. X - Lindi e Kilwa. XI - No angulo sudeste da Colonia. XII - As ultimas semanas em territorio alemão.
Parte III - Combatendo em terra estranha (desde a entrada na colonia oriental portuguêsa até ao armisticio). I : - Atravez do Rovuma. II: - A leste da Ludjenda. III: - Nas regiões do Lurio e Likungo. IV: - Continuando a marcha para o Sul. V: - De volta para o norte do rio Namacurra. VI: - Retirando para o rio Lurio. VII: - Mais uma vez em territorio alemão. VIII: - A invasão da Rhodesia. IX: - O armisticio e o regresso á Patria.
Paul Emil von Lettow-Vorbeck (1870-1964). “Foi um general alemão, comandante da campanha da África Oriental Alemã na Primeira Guerra Mundial, a única campanha colonial dessa guerra onde a Alemanha não foi derrotada. Também foi o único comandante a invadir solo britânico na Primeira Guerra Mundial. No princípio de 1914, von Lettow-Vorbeck foi escolhido para comandante da pequena guarnição alemã de 300 soldados e doze companhias de askari [combatentes indígenas] que guarneciam a África Oriental Alemã, actual Tanzânia. Com o início da guerra na Europa, em Agosto daquele ano, ignorou as ordens recebidas do governo de Berlim e do governador da colónia, o Dr. Heinrich Schnee, que insistiam na necessidade de manter a neutralidade da África Oriental Alemã e preparou-se para a guerra, que teve início com um ataque anfíbio à cidade de Tanga, entre 2 e 5 de Novembro de 1914, repelindo os britânicos e os seus aliadas na acção que ficou conhecida pela Batalha de Tanga, uma das mais violentas de toda a campanha. As vitórias que foi conseguindo permitiram-lhe capturar armamento moderno e outros abastecimentos, fundamentais dado o isolamento das forças alemães em relação à metrópole, consequência do bloqueio naval aliado ao Império Alemão. O plano de von Lettow-Vorbeck era simples: sabendo que no contexto da Guerra, a África Oriental não passaria de um palco periférico, decidiu manter o máximo de pressão sobre as forças Aliadas, enfraquecendo-as, pois a necessidade de renovação dessas tropas, impediria a sua utilização na Frente Ocidental, contribuindo dessa forma para para vitória alemã na Europa. Von Lettow-Vorbeck sabia que podia contar com os seus oficiais, altamente motivados e competentes (as baixas inflingidas nos adversários eram prova disso). Como consequência das perdas de pessoal, ele passou a evitar confrontos directos com soldados britânicos, em vez disso comandou os seus homens em invasões de guerrilha nas províncias britânicas do Quénia e da Rodésia, atacando os fortes britânicos, ferrovias e comunicações, com o objectivo de forçar a Entente a desviar o efectivo do teatro de guerra na Europa. Ele convocou 12.000 soldados, a maioria deles askari, mas todos bem treinados e bem disciplinados. Os askari ganharam uma especial reputação pela sua capacidade de luta e lealdade. Von Lettow-Vorbeck também servia como comandante-modelo, ganhando pelo exemplo o respeito e lealdade dos seus homens. Percebeu as necessidades críticas da guerra de guerrilha em que ele usou tudo o que conseguia, como o grupo e artilharia do cruzador alemão SMS Königsberg (afundado no delta do Rio Rufiji em 1915) que possuía uma tropa treinada sob o comando de Max Looff, bem como suas numerosas armas, que foram convertidas em peças de artilharia para a luta em terra, que seria o mais alto padrão de peças de artilharia de terra usadas na guerra. Paul von Lettow-Vorbeck foi considerado um comandante audaz, embora prudente, que mostrou habilidade incomum na condução de uma guerra de guerrilha em terreno desconhecido. Com poucos homens e virtualmente sem abastecimentos, reteve forças britânicas dez a doze vezes maiores. Conseguiu, contra todas as expectativas, permanecer invicto, tendo desviado forças britânicas de outros campos de batalha, sendo surpreendido pelo fiim da guerra quando marchava para atacar a ferrovia e as minas Aliadas em Katanga."
(fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas manchadas com defeitos; lombada apresenta falhas de papel; mancha de humidade na contracapa que se prolonga, de forma ténue, pelas derrdaeiras folhas do livro. Pelo interesse e raridade, a justificar restauro.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Indisponível

07 maio, 2018

HURD, Archibald - OS ASSASSINATOS MARITIMOS. Por... Autor de "Command of the Sea", "Naval Efficiency", etc. Londres, Eyre and Spottiswoode, Limited. 1916. In-4.º (24,5cm) de [2], 32, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de propaganda anti-alemã sobre os afundamentos de barcos de passageiros por submarinos da armada germânica no decorrer da 1.ª Guerra Mundial, com especial relevância para o naufrágio do «Lusitania», e o impacto e reacções de ambos os lados à tragédia.
Livro ilustrado com uma gravura tendo por título As crianças victimas do "Lusitania.", com a seguinte legenda: "Não desejamos a amizade dos americanos mas sim o respeito, e este vae o caso do 'Lusitania' alcancal-o melhor que uma centena de victorias sobre a terra." - O "Lokalanzeiger" de Berlim, 9 de Maio, 1915.
"Tudo ia bem durante a travessia do Atlantico, e já o vapor se approximava da costa irlandeza. Alguns dos passageiros tinham apenas acabado o seu lunch, e outros estavam ainda á meza nos grandes salões, quando o capitão, que se achava postado a bombordo na ponte inferior ouviu o grito: "Lá vem um torpedo, senhor!" Resolvido a preparar-se para o peior das contingencias, capitão Turner - marinheiro veterano de mais de trinta annos de experiencia - já tinha expedido ordens para cerrar os compartimentos e portinholas quanto fosse possivel, e os barcos salvavidas estavam prestes.
O vapor ia a dezoito milhas por hora. Fazia bom tempo, com mar calmo, quando se avistou o primeiro torpedo. Não havia sequer uma outra embarcação qualquer á vista; não se deu nenhuma intimação para parar, nem aviso qualquer. Ainda submerso, o submarino allemão expedia o torpedo, bem que o seu commandante sabia que isso significaria a morte de duas mil pessoas.
O grande navio foi alcançado ao estibordo entre a terceira e quarta chaminé; e um dos barcos salvavidas, no qual repousavam as esperanças dos que estavam a bordo, foi instantaneamente reduzido em estilhaços. Um grande rombo foi feito no casco do navio. Logo depois um segundo torpedo deu o seu golpe esmagador."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Contracapa apresenta pequena falha de papel.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

20 abril, 2018

DIAS, Joaquim Prata - O JOGO DA GUERRA NA ALLEMANHA. Conferencia por... Capitão de infanteria da Rainha. Lisboa, Typ. da Cooperativa Militar, 1910. In-4.º (23cm) de 24 p. ; B.
1.ª edição.
"O producto d'esta edição reverte em beneficio da Associação Philantropica dos Alumnos do Real Collegio Militar."
Curiosíssimo opúsculo. Conferência sobre o «Jogo da Guerra», jogo de estratégia militar para instrução da oficialidade, inventado na segunda década do século XIX por um oficial prussiano.
"O jogo da guerra é uma manobra de acção dupla realisada sobre a carta e que tem por fim, figurando-se o melhor possivel as tropas de dois partidos, collocar os officiaes em condições de terem de resolver de prompto os problemas communs que se apresentam na guerra, ignorando os projectos do aniversario.
Terminada a guerra da independencia, designação dada na Allemanha ás suas campanhas de 1813, o exercito d'aquella nação reconhecera a necessidade de olhar attentamente para a questão da instrucção militar. Foi n'essa epoca que o tenente prussiano von Reisswitz implantou o jogo da guerra, como maior succêsso.
Depois de um largo periodo de annos, em que se conservou com as suas primitivas regras minuciosas e complicadas, coarctada a liberdade de acção dos chefes dos partidos, e a sorte d'estes, em grande parte, entregues ao acaso, foi o jogo profundamente modificado em 1873-75 por Meckel, professor da Escola militar do Hannover, e em 1876 por Verdy du Vernois, o eminente general auctor dos Estudos de Guerra e de tantas outras obras militares, hoje classicas.
O jogo da guerra, preconisado tambem no nosso regulamento de campanha, está hoje implantado em differentes exercitos, que o consideram uma verdadeira escola de applicação e não um simples brinquedo theorico, como em França, n'outro tempo, pretenderam ridiculamente classifical-o.
Na Allemanha constitue a parte essencial do programma de instrucção do periodo de inverno, para os officiaes de todas as armas."
(Excerto da conferência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Sem registo na BNP.
Peça de colecção.
20€

07 abril, 2018


LETTOW-VORBECK, General von - MEINE ERINNERUNGEN AUS OSTAFRIKA. Von... Leipzig, Verlag von K. F. Koehler, 1920. In-8.º (22cm) de XIV, [2], 302, [2] p. ; [1] f. il. ; [1] bolsa c/ mapas e croquis ; E.
1.ª edição absoluta (em alemão).
Importante subsídio para a história do conflito africano durante a Grande Guerra. Trata-se da edição original, publicada em 1920.
Ilustrado no texto com bonitas vinhetas tipográficas representando cenas de guerra, e em separado, um retrato do autor a cores e 20 gravuras. Inclui ainda, em bolsa à parte, 2 mapas a cores (continente africano e África Oriental em pormenor), e 11 folhas contendo 20 croquis militares.
Livro muitíssimo valorizado pelo autógrafo do General von Lettow-Vorbeck.
Apesar da Alemanha ter declarado guerra a Portugal apenas em 1916, na sequência do aprisionamento dos navios alemães em portos portugueses, efectivamente, já existiam confrontos militares entre os dois países no norte de Moçambique desde 1914. No terreno, as forças portuguesas (e Aliadas) defrontaram as forças alemães, maioritariamente constituídas por indígenas, sob as ordens de von Lettow Vorbeck, o astuto e respeitado chefe militar alemão. Estas são as suas memórias, publicadas pouco tempo após o final do conflito, e incluem capítulos dedicados a Moçambique e às refregas com os portugueses.
Paul Emil von Lettow-Vorbeck (1870-1964). “Foi um general alemão, comandante da campanha da África Oriental Alemã na Primeira Guerra Mundial, a única campanha colonial dessa guerra onde a Alemanha não foi derrotada. Também foi o único comandante a invadir solo britânico na Primeira Guerra Mundial. No princípio de 1914, von Lettow-Vorbeck foi escolhido para comandante da pequena guarnição alemã de 300 soldados e doze companhias de askari [combatentes indígenas] que guarneciam a África Oriental Alemã, actual Tanzânia. Com o início da guerra na Europa, em Agosto daquele ano, ignorou as ordens recebidas do governo de Berlim e do governador da colónia, o Dr. Heinrich Schnee, que insistiam na necessidade de manter a neutralidade da África Oriental Alemã e preparou-se para a guerra, que teve início com um ataque anfíbio à cidade de Tanga, entre 2 e 5 de Novembro de 1914, repelindo os britânicos e os seus aliadas na acção que ficou conhecida pela Batalha de Tanga, uma das mais violentas de toda a campanha. As vitórias que foi conseguindo permitiram-lhe capturar armamento moderno e outros abastecimentos, fundamentais dado o isolamento das forças alemães em relação à metrópole, consequência do bloqueio naval aliado ao Império Alemão. O plano de von Lettow-Vorbeck era simples: sabendo que no contexto da Guerra, a África Oriental não passaria de um palco periférico, decidiu manter o máximo de pressão sobre as forças Aliadas, enfraquecendo-as, pois a necessidade de renovação dessas tropas, impediria a sua utilização na Frente Ocidental, contribuindo dessa forma para para vitória alemã na Europa. Von Lettow-Vorbeck sabia que podia contar com os seus oficiais, altamente motivados e competentes (as baixas inflingidas nos adversários eram prova disso). Como consequência das perdas de pessoal, ele passou a evitar confrontos directos com soldados britânicos, em vez disso comandou os seus homens em invasões de guerrilha nas províncias britânicas do Quénia e da Rodésia, atacando os fortes britânicos, ferrovias e comunicações, com o objectivo de forçar a Entente a desviar o efectivo do teatro de guerra na Europa. Ele convocou 12.000 soldados, a maioria deles askari, mas todos bem treinados e bem disciplinados. Os askari ganharam uma especial reputação pela sua capacidade de luta e lealdade. Von Lettow-Vorbeck também servia como comandante-modelo, ganhando pelo exemplo o respeito e lealdade dos seus homens. Percebeu as necessidades críticas da guerra de guerrilha em que ele usou tudo o que conseguia, como o grupo e artilharia do cruzador alemão SMS Königsberg (afundado no delta do Rio Rufiji em 1915) que possuía uma tropa treinada sob o comando de Max Looff, bem como suas numerosas armas, que foram convertidas em peças de artilharia para a luta em terra, que seria o mais alto padrão de peças de artilharia de terra usadas na guerra. Paul von Lettow-Vorbeck foi considerado um comandante audaz, embora prudente, que mostrou habilidade incomum na condução de uma guerra de guerrilha em terreno desconhecido. Com poucos homens e virtualmente sem abastecimentos, reteve forças britânicas dez a doze vezes maiores. Conseguiu, contra todas as expectativas, permanecer invicto, tendo desviado forças britânicas de outros campos de batalha, sendo surpreendido pelo fiim da guerra quando marchava para atacar a ferrovia e as minas Aliadas em Katanga."
(fonte: wikipédia)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a branco e negro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
125€