Marginália com dois ensaios críticos:
Antonio Botto e o problema da sinceridade, por João Gaspar Simões;
Palavras, de José Régio
1.ª edição.Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do poeta, datada de 1934, ao seu "ilustríssimo camarada Eugénio Navarro".
Apreciado livro de poesias de António Botto.
"Não mintas dessa maneira.
Vê-se -
Muito claramente,
Que é mentira quanto dizes,
E a mentira, muitas vezes,
- Quando não tem convicção
Em ves de afirmar, destroi
Toda a ilusão.
Mente com outro sorriso, -
Mas mente!,
Porque mentir
Infelizmente é preciso."
(poema 8)
António Tomás Botto (1897-1959). "Nasceu em Concavada,
Abrantes, no dia 17 de Agosto de 1897, e morreu atropelado no Rio de Janeiro a
16 de Março de 1959. Foi muito novo para Lisboa na companhia dos pais.
Trabalhou numa livraria, indo depois para África como funcionário público. Em
1947 partiu para o Brasil. A sua obra poética, admirada por Fernando Pessoa e
pelo grupo da Presença, é vasta. No entanto, a sua obra mais conhecida é
Canções, publicada em 1921 e desde logo causa de escândalo nos meios
intelectuais portugueses por ser uma obra explicitamente pederasta.
Obras: Poesia – Trovas (1917); Cantigas de Saudade
(1918); Cantares (1919); Canções (diversas edições, acrescentadas
e revistas pelo autor, publicadas entre 1921 e 1932); Canções do Sul; Motivos
de Beleza (1923); Curiosidades Estéticas (1924); Pequenas
Esculturas (1925); Olimpíadas (1927); Dandismo (1928); Ciúme
(1934); Baionetas da Morte (1936); A Vida Que te Dei (1938); Sonetos
(1938); O Livro do Povo (1944); Ódio e Amor (1947); Fátima -
Poema do Mundo (1955); Ainda Não se Escreveu (1959). Ficção – António
(1933); Isto Sucedeu Assim (1940); Os Contos de António Botto
(literatura infantil, 1942); Ele Que Diga Se Eu Minto (1945). Teatro – Alfama
(1933)."
(in http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/botto.htm)
(in http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/botto.htm)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Corte lateral das folhas do livro, incluindo as capas, apresenta vestígios de humidade.
Invulgar.
35€




