16 novembro, 2018

MAGNO, David - LIVRO DA GUERRA DE PORTUGAL NA FLANDRES. Descrição militar histórica do C. E. P. Recordação das trincheiras, da batalha e do cativeiro. Figuras, factos e impressões. Volume I [e Volume II]. Porto, Companhia Portugueza Editora, 1921. 2 vols in-8.º (18,5cm) de 270, [2] p. ; [7] f. il. (I) e 194, [6] p. ; [6] f. il. (II) ; E. num único tomo
1.ª edição.
Obra em 2 volumes (completa), dedicada pelo autor ao Presidente da República António José de Almeida, aos Generais Alves Roçadas, Ferreira Gil e Sousa Rosa, e aos Governadores Xavier de Castro e Massano de Amorim. Trata-se de uma das mais importantes obras coevas que se publicaram sobre a Grande Guerra e o esforço militar português em França.
Ilustrada com 13 estampas, impressas sobre papel couché, distribuídas pelos dois tomos, uma delas, um mapa em folha desdobrável, - "Sector português. Situação das nossas forças na manhã de 9 de Abril".
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do filho de David Magno, Júlio, "ao Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Ten.-Coronel Vences e Costa, Mui Digno Comandante do Regimento de Infantaria N.º 13, com a homenagem e gratidão ao Homem de Honra e ao Militar Insigne".
"Como oficial que ao meu batalhão mais assisti e como campeão do sofrimento da batalha, tendo as minhas fileiras dado à Grande Guerra o primeiro e o ultimo sangue de infantaria n.º 13 e os derradeiros mortos e feridos pela infantaria alemã na Flandres;
Como ajudante da Brigada do Minho e emfim como capitão que durante mais de dois anos fui obreiro e testemunha do Corpo Expedicionário (tendo ainda a minha assinatura ligada a um dos factos de mais benéfica influencia no C. E. P.); - publico estas Minhas Memórias, tendo escrupulisado em as produzir com a maior fidelidade possível, sem esquecer quanto se deve à Patria e a cada um.
Por espírito de justiça para com todos esses Esquecidos e Desconhecidos das trincheiras e mesmo da batalha, adicionei-lhe as monografias das unidades, as quais eram uma necessidade, não só porque muitos arquivos se perderam mas ainda porque se devem unir todos os valores e conciliar todos os interesses.
Constitue este dificilimo encadeamento de quanto vi e senti, e de quanto de positivo se passou na guerra, o primeiro estudo do C. E. P., espécie de codificação de todas as Figuras, de todos os Factos e de várias Impressões, o qual pretende corrigir muitas dessas desvairadas fantasias, lançadas à voracidade das multidões ignárias."
(Excerto de Palavras de apresentação)
David José Gonçalves Magno (1877-1957). "Nasceu em Lamego a 17 de Agosto de 1877. Seguiu carreira militar, sendo promovido a alferes em 22 de Dezembro de 1906. Começou por se distinguir em Angola, ao conseguir avançar para o interior e impor a presença portuguesa na região dos Dembos Orientais. Combateu depois em França, durante a Primeira Guerra Mundial, onde foi condecorado com a cruz de guerra e a cruz de Cristo com palma. A sua acção no CEP não foi, contudo, consensual nem isenta de polémica, levando-o a pedir julgamento pelas acusações de que foi alvo. Acabou por ser absolvido e confirmar a relevância dos seus serviços. Já no período de Ditadura Militar, e no contexto da revolta de 3 de Fevereiro de 1927, foi deportado para o Sul de Angola, passando pelos Açores e Guiné. Mais tarde foi reintegrado, sendo promovido a Major mas a 14 de Março de 1932 optou por passar à situação de reserva. Paralelamente à sua carreira militar exerceu intensa actividade literária, sendo autor de diversas obras, algumas das quais escritas com base na sua experiência de guerra, para além de ter sido membro da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, da Revista Militar e da Comissão de História Militar."
(Fonte: Fonte:http://www.portugal1914.org)
Índice do I Volume:
- A nossa intervenção. - A despedida. - A viagem. - A Flandres. - Em instrução. - Nas trincheiras. - Episódios das linhas. - O esforço do C. E. P. até 9 de abril. - A Divisão na batalha. - A acção das brigadas. - Vesperas da batalha do 13. - O avanço do 15. - As evoluções do 13 sob o vendaval. - As avançadas do 13 e 16. - No reduto de Lacouture. - Nos campos de Lawe. - Depois do 9 de abril. - Para a frente. - Os portugueses em Lille. - Os portugueses na Belgica. - A nossa infantaria na Belgica. - Resultados numericos. - Para sempre. - Conclusões.
Índice do II Volume:
- Legionarios da Flandres. - Metralhadoras, Morteiros e Pioneiros. - Detalhe da artilharia em 9 de abril. - A nossa artilharia na Belgica. - História dos batalhões. - O cativeiro.
Encadernação inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada. Conserva a capa de brochura do 1.º volume.
Exemplar em bom estado de conservação. Com sublinhados, notas e correcções ao longo do texto, por certo, obra do militar a que o autor ofertou o livro.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
65€

15 novembro, 2018

RODRIGUES, Ponte - COOPERAÇÃO AÉRO-TERRESTRE. Pelo Major de Aeronáutica com o curso do Estado Maior... Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nas Oficinas Gráficas do I. A. E. M., Caxias], 1950. In-8.º (21cm) de 168, [4] p. ; [5] desd. ; il. ; B.
1.ª edição.
Trabalho sobre a cooperação da Força Aérea nos combates terrestres, reflexo da crescente importância estratégica que este ramo das FA adquiriu no contexto da 2.ª Guerra Mundial, terminada poucos anos antes.
Ilustrado no texto com tabelas numéricas, e em separado com 5 desdobráveis: um croquis simulando situação de batalha com utilização da cooperação aéro-terrestre; quatro desenhos esquemáticos sobre organização militar.
"A falta de elementos de estudo sobre a «Aviação Militar» dificulta o desejo que muitos oficiais têm de actualizar os seus conhecimentos sobre este ramo, hoje importântíssimo, das Forças Armadas. [...]
Este livro destina-se especialmente, aos camaradas das Forças Terrestres, embora, seja possível que os meus camaradas aviadores nêle encontrem um ou outro pormenor que lhe possa ser útil. [...]
A doutrina aqui expressa não está regulamentada entre nós, ela é apenas o resultado dos ensinamentos colhidos em escola estrangeira de país que fez a guerra e num ou noutro ponto, adaptada à nossa maneira de ser, às nossas definições e sempre que possível aos nossos regulamentos."
Índice: Introdução. Capítulo Primeiro: Generalidades sobre as Forças Aéreas. I - Missões das Forças Aéreas. II - Características das Forças Aéreas. III - Especialidades das Forças Aéreas. IV - Aviação de Caça. V - Aviação de Bombardeamento. VI - Aviação de Informação. VII - Armamento de Aeronáutica. VIII - Transmissões de Aeronáutica. IX - Fotografia Aérea. Capítulo Segundo: Cooperação Aéro-Terrestre. I - Missões das Forças Aéreas em proveito das Forças Terrestres. II - Grandes Unidades Aéreas. III - Organização da Força Aérea de Cooperação. IV - Execução da Cooperação Aéro-terrestre. V - Serviço de Informações de Aeronáutica. VI - Cooperação das Forças Aéreas nas Diferentes Fases da Batalha. VII - Material da Aviação de Cooperação.
Exemplar brochado em bom estado de cooperação. Contracapa com pequenas imperfeições. Sublinhados a vermelho e apontamentos a lápis nas primeiras 40 páginas do livro.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Sem registo na BNP.
25€

14 novembro, 2018

CABRAL, Cesar Amadeu da Costa - ALELUIA PORTUGUÊSA! Alocução proferida na sessão solene realisada no Liceu Alves Martins em homenagem aos Herois Desconhecidos da Grande Guerra - Abril de 1921 - [S.l.], Typographia Visiense, 1921. In-8.º (20,5cm) de 8 p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"No 9 de abril, os soldados, os soldados de Portugal, bem sacrificados por arduo e aturado serviço, tinham a missão de guardar no sector e até á ultima extremidade, o sistema de entricheiramentos, em que consistia a linha de vigilancia do exercito inglês.
Não são os nossos aliados inglêses propensos a elogiar os estranhos, muito principalmente quando esses louvores lhes não possam dirimir responsabilidades; porém a imprensa britanica foi justa na apreciação dos factos. Assim o atestam O Times e o Daily Mail de 11 de abril de 1918.
No entanto deu-se o desastre, porque a frente, guarnecida pelos Portuguêses, tinha uma pequena divisão sem as competentes reservas a apoiá-la (pois de Portugal já não marchavam soldados) e sobre ela os alemães lançaram forças consideraveis ao ataque. Houve panico é certo, sobretudo para a rectaguarda; mas que de heroicidade não houve nos combatentes da frente!
Os inglêses dizem: «pequenos grupos de portuguêses mantiveram-se, porém, batendo-se desesperadamente, embora rodeados por forças consideraveis; em Lacouture os restos dum batalhão bateram-se homericamente»."
(Excerto da Alocução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
A BNP tem apenas um exemplar registado na sua base de dados.
20€
Reservado

13 novembro, 2018

SIMÕES, Coronel Alves - MANUAL DO ENFERMEIRO HÍPICO. Coordenado pelo... Inspector Geral do Serviço Veterinário, Membro correspondente da Société de Pathologie Comparée de Paris, Cavaleiro da Legião de Honra, etc. Ministério da Guerra. Lisboa, Imprensa Nacional, 1924 [na capa, 1925]. In-8.º (21cm) de 234, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada ao longo do livro com fotogravuras e desenhos exemplificativos.
"Denomina-se enfermagem a assistência aos doentes.
Enfermeiro é o indivíduo que se dedica à prática da enfermagem. Quando esta visa o tratamento dos animais, o profissional toma o nome de enfermeiro pecuário. Se a assistência se restringe aos solípedes, cabe-lhe a denominação de enfermeiro hípico. [...]
A profissão de enfermeiro obriga a fadigas, vigílias e trabalhos violentos, e requere, portanto, que o indivíduo seja novo, sàdio e robusto para suportar semelhante lida.
O asseio pessoal é uma qualidade que deve caracterizar o enfermeiro, em alto grau, tanto mais que pode, pelo fato, pelas mãos, calçado, etc., ser o transmissor de muitas doenças. O que não tiver amor à limpeza própria pouco se lhe dará do asseio dos doentes e da enfermaria, notando-se que a falta de limpeza é um obstáculo sério a vencer, no tratamento das doenças, mormente nas dos animais.
A outros requisitos, não menos importantes, deve satisfazer o enfermeiro, para merecer êste nome.
Precisa de possuir uma certa instrução a fim de compreender as prescrições do clínico, sagacidade para as executar, e memória para reter o que observar no doente e mais tarde o referir ao clínico.
A sinceridade e consciência são predicados que o bom enfermeiro possuirá, narrando ao clínico todos os factos ocorridos na sua ausência e de que tiver conhecimento, sem os alterar, embora daí lhe advenha qualquer compromisso.
Será um executor fiel das prescrições do clínico a quem deve a mais estrita obediência, confessando-lhe qualquer esquecimento ou engano.
A prática adquirida torná-lo há previdente, habituando-o a preparar tudo quanto o clínico necessita, para o exame dos doentes, para operar, etc., sem que o médico tenha necessidade de lhe fazer contínuas indicações.
O enfermeiro hípico, tendo de lidar incessantemente com irracionais, necessita de prudência, sem deixar de ser resoluto em caso de perigo.
Deve mostrar-se calmo no tratamento dos animais, revelando boa índole, não exercendo sôbre êles a menor violência nem agravando-lhes os sofrimentos; muito pelo contrário mostrar-se há caridoso e paciente e dará uma prova de abnegação servindo semelhante mester."
(Excerto de Preliminares)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas à cabeça.
Invulgar.
35€

12 novembro, 2018

MENEZES, Ayres Pinto de Souza Mendonça e - O MESTRE DE CALATRAVA : romance historico. Por… Lisboa, Typographia de Francisco Xavier de Souza, 1848. In-8.º (16cm) de [8], VI, 77, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Livro memorável. Considerado um dos primeiros romances históricos portugueses, foi também a primeira obra publicada pela casa livreira, também ela histórica, – Parceria António Maria Pereira.
“A «Livraria A. M. Pereira» (mais tarde «Parceria») fundada por António Maria Pereira em 1848, é considerada a mais antiga casa editora portuguesa. A primeira obra editada foi o romance histórico «O Mestre de Calatrava» de Aires Pinto de Sousa e Menezes (numa edição de 300 exemplares que custavam 7$200 réis).”
(fonte: aps-ruasdelisboacomhistoria)
Exemplar da restrita edição original, disponibilizado por ocasião das celebrações do centenário da histórica casa-editora, autografado pelo proprietário da mesma - António Maria Pereira, neto do fundador.
Com a seguinte indicação manuscrita na f. anterrosto: "Oferta e rubricado pelo sr. Ant. Mª Pereira. 18/8/948".
Contém ainda uma folhinha volante impressa com os seguintes dizeres: "Há cem anos foi esta a 1.ª edição da Livraria António Maria Pereira".
"O derradeiro dia de Outubro, do anno do Senhor de 1468 - tinha findado: já o sino da cathedral annunciára a hora das trindades: com o cerrar da noite, tinha acabado o tumultuar da antiga Toledo: tudo ahi jazia em profundo silencio, quebrado apenas pelas brisas nocturnas, que perpassando pelos torreões ameados, similhavam longos gemidos de quem carpe desventuras.
Em um dos extremos da cidade, erguia-se um edificio, que por sua grandeza mostrava ser habitação de pessoas de muita valia, e poder: a maior parte dos seus vastos aposentos estava na escuridão: e só na ultima sala, que era a de armas, se via á luz duvidosa de uma lampada, passear vagarosamente um homem: a claridade, que, a intervallos, se reproduzia, reflectida pelas polidas armaduras dava-lhe um aspecto sinistro. Com os braços cruzados sobre o peito, esse homem parecia aguardar algum grande acontecimento, ou meditar alguma façanha: o tinir dos seus çapatos de ferro era o unico som que se escutava, e que levado de abobada em abobada, ia perder-se na solidão, coado pelas estreitas frestas dos muros exteriores da grande quadra.”
(Excerto do Cap. I)
Aires Pinto de Sousa Mendonça e Meneses (Cambeses, Monção, 1804 - Lisboa, 1850). “Oriundo da família dos viscondes de Balsemão, Aires Pinto de Sousa de Mendonça e Menezes foi militar até à Convenção de Évora-Monte (1834), tendo sido depois colaborador de vários jornais literários e, especialmente, do periódico político «A Nação». Publicou alguns poemas, sob a forma de opúsculos, e quatro novelas históricas: O Mestre de Calatrava, D. Maria Telles de Menezes, Ruy de Miranda e Duplessis e o seu Castelão, este último editado postumamente. Faleceu com tuberculose, deixando inacabados diversos escritos.”
(Fonte: pedroalmeidavieira)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta rasgão (sem perda de papel).
Raro.
A Biblioteca Nacional possui apenas dois exemplares recenseados, um deles em versão microfilmada.
45€

11 novembro, 2018

FREITAS, Pedro de - AS MINHAS RECORDAÇÕES DA GRANDE GUERRA. Por... Ex-contra-mestre de clarins do Batalhão de Sapadores de Caminhos de Ferro. [Prefácio do Coronel Tirocinado de Engenharia Raul Esteves]. Lisboa, Tipografia da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, 1935. In-4.º (24cm) de 409, [3] p. ; [13] p. il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada em separado com diversas fotogravuras distribuídas por 13 páginas impressas sobre papel couché, incluindo o retrato do autor.
"Quando em 1916 o Govêrno Português resolveu tomar parte na Grande Guerra, no front dos aliados, em França, as tropas de Sapadores de Caminhos de Ferro eram representadas, na nossa arma de engenharia, por uma Companhia, aquartelada então na cidadela de Cascais.
Passado algum tempo, pelos fins daquele ano, era recebida uma requisição da nossa antiga aliada que pedia o envio para França, fazendo parte do contingente português em mobilização, de um Batalhão de Sapadores de Caminhos de Ferro a 4 Companhias. 
Em satisfação daquele pedido foi ordenada a mobilização daquele Batalhão, tomando como base a Companhia já existente.
Alargaram-se os quadros, desdobraram-se as unidades, as secções passaram a Companhias, e tudo se preparou para receber os reforços que vieram completar o efectivo de guerra do Batalhão.
Nesse efectivo contavam-se todas as praças do activo e licenciadas  da antiga Companhia, atingindo até à classe de 1914, e ainda os importantes contingentes das Brigadas de Caminhos de Ferro, que para o Batalhão foram então transferidos.
Chamaram-se também ao serviço todos os oficiais milicianos licenciados e foram nomeados alguns oficiais do activo para o comando das novas Companhias e para subalternos das mesmas Companhias.
Com todos êstes elementos se formou assim o Batalhão de Sapadores de Caminhos de Ferro, que nos primeiros meses de 1917 embarcou para França e que, chegado ali, foi desde logo empregado nos trabalhos da sua especialidade, nas zonas de 1.ª linha, e sob a acção do fogo do inimigo.
Da forma como todos se desempenharam da sua missão, podem atestar bem alto todos os honrosos diplomas que constituem o Livro de Ouro do Batalhão, e nos quais se encontram os mais lisongeiros louvores e as mais apreciadas distinções que lhe foram conferidas pelas autoridades militares portuguezas e aliadas.
Sem esmorecimentos que lhe diminuissem a sua capacidade de trabalho, e sem desvios que lhe empanassem o brilho do seu nome, o Batalhão de Sapadores de Caminhos de Ferro soube cumprir o seu dever por forma a que a sua acção concorresse para o lustre e bom conceito do exército português a que sempre se honrou de pertencer.
Essa acção decorreu quási sempre longe da zona do C. E. P., e portanto completamente destacada no meio das tropas dos nossos aliados britânicos.
Tal facto ainda mais lhe impunha o dever de manter uma impecável correcção no proceder, e uma inabalável coragem em actuar.
Assim se fez, e isso representa para todos nós, os que pertencemos ao Portuguese Railway Battalion, como os ingleses nos denominaram, a mais suprema consolação a que podia aspirar o nosso espírito de soldados e o nosso coração de portuguezes."
(Excerto do Prefácio)
Índice: 1.ª Parte: Prefácio. Explicação aos leitores. I - Mobilização e primeiras horas de embarque. II - Embarque - Viagem para França - Chegada a Brest. III - A caminho da zona de guerra; nos campos de batalha. IV - O 21 de Março - O 9 de Abril de 1918, e suas conseqüências. 2.ª Parte: I - Razões da entrada de Portugal na Guerra Europeia. II - Em plena guerra funda-se no Batalhão uma Banda de Música. III - Momentos de ócio e diversos motivos oriundos da guerra. IV - O armistício e o regresso à Pátria.
Pedro de Freitas (1894-1987). Natural de Loulé. "Escritor, jornalista e musicógrafo. Em 1916 era ferroviário, guarda-freio dos comboios e, no ano seguinte, parte para a guerra, em França. Aí narra um dos episódios de guerra numa carta que alguns meses mais tarde acaba por ser publicada num jornal. Fez toda a Campanha em França como membro do Corpo Expedicionário Português, integrando o Batalhão de Sapadores de Caminhos-de-Ferro. Todos os acontecimentos vividos a partir do momento do desembarque na Flandres seriam rigorosamente apontados por Pedro de Freitas e estão presentes no seu livro “As Minhas Recordações da Grande Guerra”, um livro que constitui “um manancial de descrições, informações e sentimentos de carácter pessoal, baseado nas experiências concretas vividas por Pedro de Freitas durante a Primeira Grande Guerra Mundial”. “Este livro apresentou detalhe histórico e coerência relativamente às datas dos eventos presenciados por Pedro de Freitas. Nesse sentido, o autor conferiu alguma ênfase na evolução das batalhas do dia 21 de março e do 9 de abril de 1918. Pelo realismo e sentimentalismo expresso no mesmo foi possível reajustar uma interpenetração entre a visão particular do interlocutor da história com uma análise histórica mais distanciada e, por isso mesmo, mais crítica dos acontecimentos”, refere Susana Barrote, na sua tese “Pedro de Freitas: A vida e a obra de um escritor e musicógrafo nacionalista”.
(Fonte: http://www.avozdoalgarve.pt/detalhe.php?id=4058)
Raúl Augusto Esteves (1878-1955). Natural de Lisboa. "Igualmente conhecido como General Raul Augusto Esteves OTE • MSVM • ComC • GCA • MPBS • MOBS • MPCE • MOCE. Foi um engenheiro, militar e ferroviário português. Foi Comandante no Regimento de Sapadores dos Caminhos de Ferro, que entrou em acção na Flandres, durante a Primeira Guerra Mundial. Promovido, a major, em 1918, regressou a Portugal no dia 1 de Maio de 1919; neste ano, foi promovido a tenente-coronel para o grupo de Caminhos de Ferro, e comandante do Batalhão."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam falhas de papel marginais.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
45€
Reservado

10 novembro, 2018

REGO, José Teixeira - NOVA TEORIA DO SACRIFÍCIO. Fixação do texto, prefácio e notas de Pinharanda Gomes. Lisboa, Assírio & Alvim, 1989. In-8.º (22cm) de 203, [5] p. ; il. ; B.
Interessante e pouco conhecido conjunto de ensaios histórico-filosóficos sobre religião, muito valorizado pela análise e notas do pensador e ensaísta Jesué Pinharanda Gomes.
"Teixeira Rego (1881-1934) escreveu a sua Nova teoria do sacrifício em fascículos entre 1912-1915 publicados como artigos na revista Águia. Três anos depois foram editados em livro na Renascença Portuguesa [cujo registo a BNP não possui]. Este trabalho foi levado a cabo na condição de autodidata com todos os riscos que isso comporta.
A sua teoria do sacrifício tenta contestar as teses do fervoroso portuense Roberto Guilherme Woodhouse (1828-1876) presidente da Associação Católica em 1872 que tentava adequar as teorias evolucionistas com o livro dos Génesis. Teixeira Rego serve-se das investigações que se tinham começado a desenvolver com a história comparada das religiões a partir do final século XIX. Ao ler os seus textos saltam imediatamente à vista a sua cultura e a abrangência de pontos de interesse, de curiosidade e de leituras. No caso que aqui nos atém, Teixeira Rego tenta aplicar ao texto genesíaco os novos conhecimentos da história comparada das religiões. A este nível considerámo-lo verdadeiramente inovador na medida em que conseguiu sair do panbabilonismo da exegese bíblica de então e espelhar o texto bíblico numa enorme variedade de tradições literárias e culturais que não apenas as do médio oriente antigo2 , contexto mais próximo (e normalmente até o único) a ser considerado quando se trata de aplicar os métodos histórico-críticos ao texto bíblico. A teoria do sacrifício de Teixeira Rego tenta compaginar os pontos comuns de várias tradições culturais e literárias. [...]
A sua grande tese, enquanto mitólogo e filósofo da história comparada das religiões, leva-o a considerar o mito apenas do ponto de vista fenomenológico enquanto repetição ritual de uma ação, «a reprodução mais ou menos alterada de um facto»."
(fonte: http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/19008/1/A%20teoria%20do%20sacrif%C3%ADcio%20de%20Teixeira%20Rego%20revisitada.pdf)
"O rito do sacrifício, já de si singularíssimo, ainda apresenta de estranho o ser praticado por todos os povos, desde os tempos mais remotos até hoje. A causa, pois, que o determina deve ser universal, impressionante, terrível, para produzir tal duração e generalidade. As hipóteses tendentes a explicá-lo, embora algumas engenhosíssimas, com indiscutíveis verosimilhanças, tais as de Tyler, Robertson Smith e escola de Durkheim, têm o direito comum de justificarem o sacrifício em alguns povos somente, pois que não é de crer que as mesmas aproximações, mais ou menos remotas, mais ou menos subtis, fossem feitas em toda a parte; e, se se recorre à irradiação dessas ideias do povo ou povos que as pensaram para os restantes povos, não se vê em tais ideias suficiente importância e evidência para serem universalmente adoptadas com um cerimonial rigoroso e complexo, e acatadas com o máximo respeito."
(excerto do Cap. I, O problema do sacrifício)
José Augusto Ramalho Teixeira Rêgo (1881-1934). "Nascido em Matosinhos em 1881, conviveu desde jovem com algumas das mais importantes figuras do círculo intelectual portuense, tornando-se discípulo de Sampaio Bruno e aprofundando a sua predileção intelectual no âmbito das línguas orientais, da filosofia, da religião e dos temas da cultura geral em sentido lato. Diretor do jornal "O Debate" e membro da "Renascença Portuguesa", movimento cultural que despontara no Porto, estreitou laços de amizade com Leonardo Coimbra, de quem partiu o convite para exercer o magistério na recém-criada Faculdade de Letras do Porto. A sua entrada como Professor Contratado do 2.º Grupo (Filologia Românica), em 1919, rodeou-se de polémica nos meios académicos portugueses, uma vez que José Teixeira Rêgo apenas possuía os estudos liceais. Porém, essa questão foi facilmente resolvida com os argumentos de se tratar uma nomeação governamental e de se basear no critério legal do reconhecimento da idoneidade científica e cultural do candidato."
(fonte: sigarra.up.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

09 novembro, 2018

LONGUS - DAFNIS E CLOÉ. Versão de Ferreira Martins. Lisboa, Guimarães & C.ª - Editores, 1912. In-8.º (16,5cm) de 140, [4] p. ; [5] f. il. ; B.
1.ª edição.
Romance erótico ao gosto da época. Versão livre de um clássico da literatura grega.
Ilustrado com cinco bonitas estampas intercaladas no texto, impressas sobre papel couché.
Dáfnis e Cloé, também chamado As pastorais, é um romance escrito por Longo de Lesbos no século II ou III d.C. O romance, ao estilo bucólico, conta a história de dois jovens pastores que vivem no campo e se apaixonam intensamente, em plena harmonia com a natureza e sob a bênção dos deuses. (Wikipédia)
"A cabeleira negra como ebano, caía sobre o pescoço brunido pela brisa, podendo dizer-se que a sombra dos cabelos escurecia a pele. Cloé que olhava para elle, achou-o formoso. E como até então não havia reparado na sua beleza, imajinou que era o banho que lh'a dava. Ela propria lhe lavou as costas, encontrando tão suave a pele, que dissimuladamente tocou muitas vezes na sua, duvidando qual dos dois teria corpo mais delicado.
Já o sol ia no ocaso quando ambos regressaram aos estabulos com seus rebanhos. Desde então Cloé não tinha maior desejo do que ver Dafnis banhar-se de novo."
(Excerto do Livro Primeiro)
Longo (gr. Λόγγος, lat. Longus). "Escritor grego do século II d.C, autor do romance pastoral Dáfnis e Cloé, sem dúvida o mais bem sucedido dos romances gregos conhecidos, e que goza da maior estima na Europa, desde o barroco até os nossos dias. Como acontece com todos os romancistas gregos, não sabemos quase nada sobre este Longo; não é mesmo certo que era de Lesbos, porque embora, no século II, houvesse uma família romana com esse apelido na ilha, as suas descrições geográficas têm muito de literário e algumas imprecisões óbvias. Em termos de datação, tanto para a retórica do seu estilo como para certos paralelos com a pintura mural romana entre 130 e 160 d.C, os estudiosos são unânimes em colocar a obra em meados ou final do segundo século, começo do século III."
(Fonte: http://www.mcnbiografias.com/app-bio/do/show?key=longo-de-lesbos)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos. Lombada apresenta falhas de papel. Deve ser encadernado.
Raro.
Sem registo na BNP.
35€

08 novembro, 2018

ALMEIDA, Alberto Augusto de - A ARTILHARIA PORTUGUESA NA GRANDE GUERRA (1914-1918). [Pelo] Tenente-Coronel de Artilharia... Prefácio do Ex.ᴹᴼ General Carlos Vidal de Campos Andrada, Director da Arma de Artilharia. Separata da Revista de Artilharia (1967-1968). In-8.º (22,5cm) de 286, [2] p. ; [5] mapas desd. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Obra de referência sobre a intervenção da artilharia portuguesa na Grande Guerra. Trata-se talvez da obra mais completa que sobre este assunto se publicou entre nós.
Ilustrada no texto com fotogravuras, quadros, tabelas e diagramas, e em separado, com os seguintes mapas desdobráveis:
- Zona do Norte da França e da Bélgica onde estiveram as tropas do C. E. P.  durante a Grande Guerra (30,5x63cm). Escala: 1/320 000.
- O sector do C. E. P. (22,5x30cm). Escala: 1/100 000.
- Dispositivo da infantaria e da artilharia da 2.ª Divisão no dia 9 de Abril de 1918 : Sectores de Fauquissart - Neuve-Chapelle - Ferme du Bois (40x43cm). Escala: 1/30 000.
- Teatro das operações de Angola (1914-1915) (23x30cm).
- Teatro das operações de Moçambique (1914-1915) (17x22,5cm).
"Na primeira parte do trabalho começa por ser explicado como, em consequência do pedido feito pela França, sem Setembro de 1914, da cedência de algum do nosso material de artilharia de campanha de modelo bastante recente para a época (peça de 7,5 cm em T. R. m/904), o Governo português, de acordo com a opinião do Ministro da Guerra, o General Pereira d'Eça, resolveu não fornecer aquele material sem que fosse guarnecido por artilheiros portugueses; e como o Exército não veria com bons olhos a cooperação de uma só Arma, propôs o envio de uma Divisão. Como esta proposta tivesse sido aceite pelo Governo inglês, começou a ser organizada, em fins de Novembro de 1914, a chamada «Divisão Auxiliar» à França.
Por vários motivos, entre os quais avultam as perturbações internas da natureza política, a organização dessa Divisão parou em Março de 1915, e só depois da declaração de guerra pela Alemanha, em 9 de Março de 1916, é que os respectivos trabalhos voltaram a ter andamento com a criação da chamada «Divisão de Instrução» concentrada em Tancos, da qual nasceu depois o «Corpo Expedicionário Português (C. E. P.)». A seguir indica a organização do C. E. P., em Artilharia, e faz uma descrição do C. E. P. para melhor compreensão dos acontecimentos que ocorreram durante o tempo em que as nossas tropas o ocuparam.
Descreve depois a acção da nossa artilharia ligeira e pesada do C. E. P., desde o início da sua instrução em França e Inglaterra, até ao armistício em 11 de Novembro de 1918.
Por fim é feita a história do Corpo de Artilharia Pesada Independente (C. A. P. I.) destinado a cooperar com o Exército francês, mas que, por vários motivos, acabou por ser fraccionado em 2 Grupos que, depois de receberem instrução do respectivo material inglês, se destinavam a ser incorporados no C. A. P. do C. E. P., o que não chegou a efectivar-se devido ao armistício.
Na segunda parte deste trabalho, descreve-se a acção da nossa artilharia que fez parte das expedições a Angola, Moçambique e Cabo Verde, nas quais se destacou o Regimento de Artilharia de Montanha, que nelas tomou parte muito activa."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
90€
Reservado

07 novembro, 2018

ALVES, Rafael - VAE ALTA A LUA... OU UMA TRAGÉDIA EM BARRÔNHOS! Tragi-comédia de capa (de borracha) e espada. Peça Guigñolesca cinematrografica em prologo e 1 acto dividido em 18 scenas, parte em prosa e parte n'uma «COISA...» que ás vezes até parece verso. Lisboa, Livraria Portugueza de Ferreira & Franco Ltdª. : Livreiros editores, 1926. In-8.º (19cm) de 54, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa (e estranha) peça de teatro, porventura a mais insólita da bibliografia Inesiana.
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse para a bibliografia geral de Inês de Castro.
A BNP possui apenas um exemplar registado no seu acervo.
15€

06 novembro, 2018

ALVES, Adelino - AS "VISÕES" DA LADEIRA : realidade ou mistificação? [S.l.], [s.n. - Gráfica Almondina, Torres Novas], 1978. In-8.º (21cm) de 64 p. ; B.
1.ª edição.
Trabalho de investigação levado a cabo pelo autor visando desmistificar o fenómeno da Ladeira do Pinheiro protagonizado por Maria da Conceição, a vidente, publicado em artigos no jornal O Dia, e neste livro reunidos.
"Natural de Riachos, Torres Novas, Maria da Conceição Mendes Horta tinha 39 anos quando, internada no Hospital da Misericórdia, na Golegã, com uma leucemia, viu uma imagem do Senhor dos Passos a mexer-se. Terá ficado curada, afirmando desde então que tinha visões e falava com os Santos, reunindo ao seu redor um grupo de fiéis que chegou a trazer à Ladeira do Pinheiro pessoas do outro lado do Atlântico. Morreria em 2003, aos 72 anos, poucas semanas depois de ter sido excomungada por um ramo da Igreja Ortodoxa polaca, a única que apoiou o culto.
É uma história feita de vários episódios e uma certa mística de mártir que sempre rodeou Maria da Conceição, conhecida entre os fiéis por “Mãe Maria” ou “Santa da Ladeira” e pelos céticos como “bruxa da Meia Via”. Casada por duas vezes, tendo ficado viúva do primeiro marido, teve as suas primeiras visões nos anos 60, procurando desde então que o seu culto fosse aceite pela Igreja Católica. Não só nunca foi aceite como Maria da Conceição entrou em litígio com o pároco local.
A sua casa foi fechada pela GNR em 1972 e só depois do 25 de Abril, e com o fim do Estado Novo, a Igreja Católica Ortodoxa de Portugal deu o seu apoio a Maria da Conceição, criando-se o início da institucionalização do culto."
(fonte: www.mediotejo.net)
"Unicamente movido pelo interesse de servir a verdade, propus-me escrever, no jornal onde trabalho («O Dia»), um simples artigo sobre o famigerado «caso» da Ladeira do Pinheiro, mas, a breve trecho, verifiquei que me encontrava perante tarefa de maior fôlego, pelo que, durante dezassete dias, fui discorrendo sobre o assunto.
Muitos foram os leitores que me incitaram a publicar, em opúsculo, este trabalho, para que não morresse nas páginas fugazes dum jornal. Convicto, pois, de que prestarei um contributo, ainda que modesto, à verdade, aqui o ofereço a todas as pessoas bem intencionadas; a todas as pessoas que desejem ser esclarecidas."
(Palavras prévias do autor)
"Foi «O Dia» contactado para publicar o texto de uma carta que vários «peregrinos» da Ladeira do Pinheiro decidiram enviar ao Sr. Bispo de Santarém, a propósito da sua recente nota em que, mais uma vez, se declaravam não dignas de crédito as supostas aparições naquele local.
Nessa carta, que se diz ter sido assinada por cerca de 2 200 pessoas, os «signatários (...) vêm manifestar o mais veemente protesto contra a publicação da dita nota, a quel se apresenta isenta de razão e consciência, com total desrespeito por aqueles que há longos anos têm acompanhado muito perto todos os acontecimentos e casos sobrenaturais manifestados na Ladeira do Pinheiro». E prossegue a carta enviada ao prelado escalabitano: «Seria longa, mas muito longa, a nossa descrição sobre os principais acontecimentos lá ocorridos; e, até agora, como resposta, apenas tentativas de destruição se têm deparado da parte dalguns eclesiásticos. É pena haver quem afirme factos que não conhece ou dizer o que concretamente não sabe. A resposta concreta já teria aparecido se da parte dos responsáveis da Igreja Católica tivesse havido um inquérito consciencioso, isento de quaisquer subterfúgios. [...] A Ladeira do Pinheiro, como há muito se tem dito, é a continuação da mensagem de Fátima; local de penitência e oração; onde se canta e reza fervorosamente e onde a união de milhares de fiéis com Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, é uma constante. No meio de tanta confusão que vai por esse mundo além, é uma felicidade sentirmos a presença de Deus neste santo local»."
(Excerto de Cristãos em rebeldia contra a Igreja)
Matérias:
- Palavras prévias. - Cristãos em rebeldia contra a Igreja. - Mais de duzentas «aparições» desde 1930 até aos nossos dias... - Quando é verdadeira ou falsa uma aparição sobrenatural. - Quem é a «vidente». - Historietas para noites de Inverno. - O «milagre dos milagres». - Os satélites eram a luz do «Divino Espírito Santo»... - Só desgraças e tragédias. - Filmou o céu... e viu a Santíssima Trindade. - No restaurante «Garrafinhas». - «Clemente XV» foi hóspede da «vidente»! - O tribunal não absolveu a «vidente». Os «exorcismos». - Decidiu fazer «milagres». - São deste nível as «mensagens» da «vidente». - «Todos são chamados à pedra!». - Algo na sombra sustenta a Ladeira. - Surge no processo a Igreja Ortodoxa. - Pela vitória do bom senso! - O Bispo de Leiria exorta os peregrinos de Fátima a que não visitem a Ladeira.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse local e religioso.
Sem registo na BNP.
30€

05 novembro, 2018

CRUZ, Frederico - CARVALHO ARAÚJO CONTRA VON ARNAULD DE LA PERIERE. [Por]... Capitão de fragata. Conferência proferida no Teatro do S. N. I. em 14/X/953. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Tipografia da L. C. G. G., Lisboa], 1953. In-4.º (23cm) de 24 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Ilustrada com uma fotogravura, impressa sobre papel couché, dos contendores após o combate.
Narrativa do combate naval entre o caça-minas Augusto de Castilho, comandado por Carvalho Araújo, e o U-boat alemão, capitaneado por Von Arnauld de la Perière. Finalizada a refrega, os sobreviventes portugueses foram abandonados à sua sorte, num bote, tendo percorrido 200 milhas até terra firme, odisseia também aqui descrita, bem como a sua recepção em Lisboa, presidida por Sidónio Pais, que os promoveu e condecorou. A narrativa propriamente dita, é precedida pelas reflexões do autor acerca da heroicidade e das causas que contribuíam para a conflagração mundial.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Desempenhou o Augusto de Castilho várias missões com galhardia. [...] E um dia - 13 de Outubro de 1918 - ei-lo que em nova missão largou do Funchal a caminho dos Açores comboiando o paquete São Miguel. [...]
Carvalho Araújo tinha um ar cansado; estava pálido, desfigurado. Olhou para o condutor Simões e respondeu num tom de voz estranho: «O Sr. acaba as suas derrotas. Mas quem fica derrotado sou eu».
A frase tem o seu quê de enigmático e Luís Simões nunca pôde concluir se alguma soturna premonição assaltara o Comandante, ou se este se referia apenas à sua imensa fadiga. Seja como for ainda não tinha decorrido uma hora quando se ouviu o grito fatidico: Submarino! Submarino!
O imediato Ferraz correu à ponte mesmo descalço. Pela popa dos dois navios surgira o comprido fuso anegrado, sobre o dorso do qual se erguia a torre de comando, guardada a vante e à ré, por duas formidáveis peças de 150 mm de calibre - mais do dobro da maior das peças do Augusto de Castilho."
(Excerto da Conferência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
25€
Reservado

04 novembro, 2018

CANCIONEIRO DO BAIRRO ALTO. Colecção de chistosas poesias de um patusco oferecidas às meninas finas da Baixa. [S.l.], Edições Vénus, [197-]. In-8.º (20,5cm) de 144 p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de poesias "impublicáveis" publicadas por um patusco 'sem nome', certamente após 25 de Abril de 1974. O autor procurou associar o título desta a uma obra obscena editada no século XIX, que pelo seu conteúdo indecoroso, a tornou conhecida e procurada; trata-se do Cancioneiro do Bairro Alto : collecção de chistosas poesias de um author patusco offerecidas a certas meninas que fazem certas coisas, Cadiz, 1864.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP, e sem qualquer outra referência bibliográfica.
Peça de colecção.
50€

03 novembro, 2018

NEGREIROS, José de Almada - DESENHOS ANIMADOS : realidade imaginada. Escrito expressamente a convite da emprêsa do cinema Tivoli para a apresentação do film de Walt Disney «Branca de Neve e os sete anões». Lisboa, Editorial Ática, Ltd, 1938. In-8.º (22,5cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição.
Capas desenhadas por Almada Negreiros.
"Uma grande alegria nos espera hoje, a nós que amamos o cinema e a todos a quem êle diverte: imos ver muito melhor do que o habitual em desenhos animados, imos ver nascer uma arte.
Entre os vários autores de desenhos animados, Walt Disney é justamente o mais famoso. E é digno de registar que seja o próprio Walt Disney, o qual todos julgaríamos esgotado pelo inédito da emprêsa dos desenhos animados, quem venha hoje muito para além da maneira como o conhecemos, demonstrar em alta classe de artista a alta categoria dos desenhos animados. Porque os valores de arte e de cinama de Walt Disney estão incomparàvelmente acima do melhor aprêço que lhe tenha sido dado até hoje. A América propõe o seu nome para prémio Nobel de literatura, mas a humanidade conta com êle desde já com mais uma arte. [...]
Personalidade eminentemente perspicaz, constante e coerente, Walt Disney viu primeiro do que ninguém que os desenhos animados iam àquém da missão que representavam, que se ficavam pelo acêrto do desenho, do colorido e música, dando já logar mais à fantasia do que pròpriamente à imaginação criadora. [...]
Esta é a história de «Branca de Neve e os sete anões», o melhor negócio de cinema até hoje realizado! Apenas em Hollywood e Estado de Nova-York o seu lucro foi de quatrocentos e cinqüenta mil contos líquidos!! É de esperar que êste resultado convença sobretudo os julgadores do cinema e principalmente aqueles que não querem ainda ver que o lucro é sempre proporcional à arte no espectáculo."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas com manchas de acidez.
Invulgar.
35€

02 novembro, 2018

BYRON, Lord - MANFREDO. Traducção do original por Augusto Carlos Xavier, Bacharel formado em Direito. Lisboa, Lallemant Fréres, Typ. : Fornecedores da Casa de Bragança, 1883. In-8.º (21,5cm) de 46, [2] p. ; B.
1.ª edição.
"Manfredo (em inglês: Manfred: A dramatic poem) é um poema escrito entre 1816 e 1817 por Lord Byron. Contêm elementos sobrenaturais, de acordo com a popularidade das histórias de fantasmas na Inglaterra da época. É um exemplo típico de um drama do Romantismo. Byron escreveu este "drama metafísico", como ele o classificava, depois do seu casamento fracassado e um escândalo relativo a acusações de impropriedades sexuais e um caso incestuoso entre o poeta e a sua meia-irmã Augusta Leigh. Atacado pela imprensa e condenado ao ostracismo por parte da sociedade londrina, Byron fugiu de Inglaterra e foi para a Suíça, em 1816, e nunca mais voltou. Pelo facto de Manfredo ter sido escrito logo após este acontecimento, alguns críticos consideram a obra autobiográfica, ou até mesmo confessional. A natureza sem nome, mas proibida do relacionamento de Manfredo com Astarte é acreditado para representar o relacionamento de Byron com sua meia-irmã Augusta. Byron iniciou esta obra no final de 1816, apenas alguns meses após as famosas sessões de histórias de fantasmas que deram impulso inicial para Frankenstein de Mary Shelley. As referências sobrenaturais são esclarecidas ao longo do poema."
(Fonte: wikipédia)
"O Manfredo, (Manfred), pertence ás mais sublimes inspirações do poeta inglez.
É um poema dramatico, escripto sob a impressão de funda misantropia e uma das creações de lord Byron, que revelam, em todo o vigor, a feição principal da sua originalidade, - e descripção inimitavel dos sentimentos mais melancolicos e dos factos mais lugubres.
Um home de genio, consumido por paixões violentas, procurou na sciencia o esquecimento. Despresava a humanidade e anteviu na morte a quietação. Um caçador de camurças o susteve, nos Alpes, á beira de um precipicio e quando o accommeteu a morte, não a do suicida, mas a que é termo inevitavel da existencia, recebeu-a com a coragem de quem só tinha exultado entre os perigos.
Astarté dir-se-hia uma visão quasi incomprehensivel. A personalidade e a morte de Astarté subsistem na obscuridade e a obscuridade é talvez o defeito d'este poema, ou porque o assumpto seja em si mysterioso ou por alguma pequena incuria da parte do auctor.
Manfredo desce ao inferno; ahi, pela evocação dos espiritos que rodeiam Arimanes, surge Astarté, formosa ainda e sem a pallidez da morte, «mas tendo nas faces as côres estranhas dos hecticos, o rubor, fóra do natural, que o outono deposita nas folhas amortecidas.»
Astarté, piedosa e resignada, perdoando a quem a arrastou ao crime e á morte, é o symbolo da expiação. Tinha sido a innocencia, consumida pelas paixões; era a alma immortal, revivendo em um horisonte de pureza. Manfredo, pantheista e sceptico, morre convencido de que a alma é immortal e de que parte, de sobre a terra, com a serenidade ou a inquietação, devidas ao bem ou ao mal, que se praticou na vida."
(Excerto do preâmbulo, A quem lêr)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
20€

01 novembro, 2018

RECOPILAÇÃO DO DIREITO CANONICO E DOUTORES SOBRE A QUESTÃO DE JURISDICÇÃO ECCLESIASTICA. POR UM SACERDOTE SECULAR DO BISPADO DE VISEU. Coimbra: Imprensa de Trovão, & Comp.ª - 1840. In-8.º (21,5cm) de 47, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante obra sobre a disciplina eclesiástica, incidindo sobretudo na legitimidade dos vigários capitulares em substituir os Bispos ausentes das suas dioceses - das suas obrigações e afazeres.
"Ha cinco annos que constantemente se falla e se escreve sobre a legitimidade canonica dos Vigarios Capitulares; e para se dar valor e legalidade aos seus actos, por diversas causas se tem pretendido mostrar as Sés vagas, ou impedidas: e quando se tem querido espalhar a luzes da evidencia sobre tão importante materia, pelo contrario se tem obscurecido e desfigurado, offerecendo-se argumentos em que se descobrem antes motivos de capricho, do que razões de Direito bem fundadas. Sempre a paixão cega: e não é por isso muito facil ao homem voltar sobre seus passos, e marchar desembaraçado de prevenções, e ainda de condescendencias pouco airosas pelo caminho seguro das Leis e da Justiça, até deparar com a verdade, posto que fugitiva, sempre augusta. Pessoas aliás de merecimento e literatura tem sustentado e deffendido aquellas vacaturas ou quasi vacaturas, e pennas igualmente bem apparadas as tem negado, produzindo razões e principios incontrastaveis; mas infelizmente até'gora sem effeito, ou porque se tem tido em pouco materia de tamanha gravidade, ou porque se lhe não tem querido dar o devido assenso. Não posso eu, nem devo por todos os motivos, esperar melhor fortuna; entretanto tocarei neste objecto, tanto quanto permittir a minha pequena capacidade, apontando as fontes, e extrahindo a doutrina Canonica respectivamente ás obrigações e direitos dos Bispos, e dos seus Cabidos assim como qual a pratica seguida neste Reino desde tempos mais remotos."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Aparado à cabeça. Capas simples, frágeis, com defeitos. Para encadernar.
Muito raro.
Com interesse jurídico, histórico e religioso.
Sem registo na BNP, ou outra fonte bibliográfica.
Indisponível

31 outubro, 2018

LAND, Carsten & HÜCKING, Klaus J. & TRIGUEIROS, Luiz - ARQUITECTURA EM LISBOA E SUL DE PORTUGAL DESDE 1974 : ARCHITECTURE IN LISBON AND THE SOUTH OF PORTUGAL SINCE 1974. Lisboa, Editorial Blau, Lda., 2005. In-fólio (15x30cm) de 719, [2] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Exaustiva pesquisa de referência que apresenta mais de 630 obras e projectos de arquitectura, sistematizando os autores e as obras de várias gerações activas desde 1974 até 2005.
Encadernação do editor em tela vermelha gravada a seco com sobrecapa policromada. Excelente exemplar.
Esgotado.
35€

 

30 outubro, 2018

ABRAM OS OLHOS! 2.ª edição (aumentada). [S.l.], Oficinas Gráficas da Companhia Editora do Minho - Barcelos, 1949. In-8.º (18,5cm) de 68, [1] p. ; B.
Folheto de propaganda anti comunista, publicado pouco após o final da 2.ª Guerra Mundial, numa época em que a União Soviética procurava expandir a sua influência planetária.
"Portugueses. O folheto que ides ler deverá esclarecer-vos, abrindo bem os vossos olhos à luz da Verdade.
Vereis como é preciso desconfiar de quantos, ao falar-se de perigo comunista, dizem, sorrindo, que tal perigo não existe em Portugal.
Os que assim falam, procedem como servidores do comunismo e, como tais, os deveis tratar, não esquecendo que os comunistas dirigentes de maior categoria nunca dizem que o são, até negam.
Desconfiar, também, de quantos dizem não querer saber de política, que querem estar bem com todos, que respeitam todas as ideias e atitudes. É outra forma de servir o Inimigo.
Desconfiar, ainda, dos que mudam de assunto quando são comentadas atitudes comunistas ou comunisantes e, quando não podem deixar de ouvir os comentários, se retraem ao silêncio.
Desconfiar mais, se mais é possível, de quantos se dizem católicos, até ostensivamente praticantes de culto externo, e acrescentam, intencionalmente, nada ter a religião com a política, e que toda a política é legítima aos católicos desde que respeite a religião dentro do campo das crenças, único próprio da religião. [...]
O comunismo apresenta-se como democratismo, que, na verdade, é caminho para ele.
Ainda há poucos meses em Portugal o vimos. O democratismo português é tão aliado do comunismo que até por este é absorvido.
Por isso desconfiar dos que se afirmam só democráticos mas, pràticamente, são servidores do comunismo com o qual estão aliados na luta contra o Estado Novo português.
E os aliados estão incursos na mesma condenação do Santo Padre."
(Excerto da introdução)
Matérias:
 - [Preâmbulo]. - «Se eles vencessem»... : O que eles já teriam feito em Portugal, Artigo de Correia Marques. - Se eles vencessem... : Pior que a Gestapo. O Conselho Superior de Defesa da RRepública com poderes descricionários e «livre trânsito» iniciaria o trabalho de depuração política, tanto nos sectores oficiais como particulares. - Se eles vencessem... : Preparava-se a perseguição civil e religiosa em todos os ponto do País e em todas as províncias ultramarinas. A igreja seria submetida a um regime especial muito parecido ao que impuseram os déspotas de Praga e Budapeste. O governo nomearia os funcionários que quisesse e escolheria os altos postos do Exército, da Armada e da Justiça. Para preenchimento das «vagas» seriam nomeados em chusma os perfeitos republicanos. Voltaria a vigorar com todo o seu rigor a lei de separação, a lei de «garras e colmilhos». - Continua o perigo! : A Hidra das Sete Cabeças jactando-se de que são a maior e melhor força anti-fascista organizada. - Se eles vencessem... : Reflexos & Reflexões. - Texto do Decreto do Santo Ofício sobre os católicos e o comunismo. - A Igreja perante o comunismo : Incorrem "ipso facto" no perigo de excomunhão os católicos que professem as doutrinas materialistas e anticristãs do comunismo e especialmente os que as defendem e propagam. - Contra a grande heresia do nosso tempo : Ser comunista para os católicos equivale a abandonar voluntariamente a Igreja. - Segundo a interpretação dada no Vaticano à recente decisão do Sumo Pontífice,o decreto do Santo Ofício não excomunga apenas os católicos comunistas mas também os católicos que apoiarem o comunismo embora não filiados no Partido. - O Santo Padre dirigiu a palavra aos berlinenses "Os Estados não erigidos na crença em Deus estão destinados a cair". - O que eles chamam paraíso : "O trabalho forçado" na Russia Soviética. - O que lá acontece. Como é a vida. Coisas do mundo. - Cuidado com as infiltrações e as máscaras! O inimigo espreita... Lavradores do Alentejo e Ribatejo, alerta! - As mulheres do Partido : não as haverá entre as mulheres que conheceis? Nos bastidores de uma tenebrosa organização. Sequestradas do mundo, terrivelmente escravizadas ao Partido as mulheres comunistas perguntam impacientes: - Quando é que as mulheres deixam de depender dos homens?!!! - Os novos expedientes de Moscovo : O Movimento pela Paz representa tentativa comunista destinada a enfraquecer a resistência dos países do Ocidente. - Os comunistas vistos de perto : Documento Sensacional dos processos usados pelo Partidos para a escravização dos seus filiados. - Novo organismo comunista - MDN - destinado a substituir o MUD e o MUNAF pretende a unidade da Oposição - dizendo-se independente em religião política - mas foi organizado pelo Cominforme e só obedece a Moscovo. - Preciosas confissões... : No seu manifesto mais recente o Partido Comunista Português confessa «ser a alma das oposições democráticas». - O Cominforme faz projectos para a Península Ibérica para chefiar os comunistas portugueses e espanhóis. - Reflexos & Reflexões : Em Portugal, democracia quer dizer Cavalo de Tróia. - Tácticas comunistas... «Adormecer a desconfiança dos comerciantes médios, dos proprietários e dos lavradores médios». - Abram os olhos!
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

29 outubro, 2018

MONTEIRO, Rafael - ALGUNS MAREANTES DESCONHECIDOS DA TERRA DE SESIMBRA. (Comunicação apresentada ao Congresso Internacional de História dos Descobrimentos - Lisboa, 1960). Sesimbra, [Edição do Autor - Composto e impresso na Neogravura, Lda., Lisboa], 1962 [na capa, 1961]. In-4.º (25cm) de 37, [3] p. , [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa de Rafael Monteiro ao "Boletim da Descendência Portuguesa de Ex-Libris. 
Ilustrado com uma fotogravura do "Velho Arrais de Sesimbra", impressa sobre papel couché.
Edição de 300 exemplares não destinados à venda.
"Animou-nos, neste estudo, o desejo de, no ano da evocação do Infante, associar Sesimbra à obra daqueles que, como cantou o poeta, andaram mar inteiro / sem achar mar que bastasse! Infelizmente a memória deles não mereceu então (nem mereceu ainda!) ao Município de Sesimbra a glorificação que ajudasse a despertar a consciência da Terra e da Raça a que pertencemos, nos ensinasse a continuar."
(Excerto da introdução)
"Ao estudo objectivo da história - compilando datas, discutindo a hora de determinado acontecimento, corre paralelo o estudo subjectivo - montrando-nos as raízes últimas, profundas do caso histórico: tudo, afinal, quanto importa conhecer. Só assim poderemos encontrar a «linha de rumo» [...]
O que de Sesimbra conhecemos, o já conhecido, mostra-nos essa linha, a profanos oculta: «linha de fé, usando a terminologia singular e simbólica dos nossos navegadores.
Não há hoje sombra de dúvida de que o povo sesimbrense foi - muito antes da nacionalidade - povo de navegadores: homens fortes e livres, ùnicamente sujeitos a Deus - a quem serviam, e ao Mar - que submetiam. Desse povo nasceram os mareantes dos descobrimentos; deles descendem, sem quebra de linha varonil, os velhos «arraizes» de hoje - caso particular no agregado português, que em outras regiões encontra paralelo, mas não identidade."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
- Preâmbulo. - Espaço e tempo. - Portugalidade. - Universalidade. - Mareantes do século XV. - Mareantes do século XVI. - Mareantes do século XVII. - Conclusão. - Anotações.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
25€