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04 julho, 2019

VILLAS FORTES, Visconde de - CRISTOVAM COLOMBO. Lisboa, Empreza Luzitana Editora, [190-]. In-8.º (17,5cm) de 168 p. ; E.
1.ª edição.
Narrativa romanceada, histórico-biográfica, de Cristóvão Colombo (1451-1506) pelo Visconde de Villas Fortes, pseudónimo de Manuel Júlio de Torres Mangas.
A acção deste romance-narrativa ocorre desde os primeiros tempos de Colombo em Espanha, onde porfiou em busca de patrocínio para a sua expedição marítima (depois de ignorado em Génova e Portugal), desiderato que viria a conseguir em 1492 por influência da monarca castelhana Isabel I, a Católica (1451-1504), até ao momento da sua morte, em Valhadolid, Espanha. A primeira parte da obra é dedicada à Guerra de Granada e o seu epílogo, ponto de partida para a viagem aventurosa do navegante.
"Aben-Hámet era o joven mais galante que havia em Granada.
Quando os mouros sahiam em escaramuças com as avançadas do exercito sitiador, Aben-Hámet tambem sahia e era dos ultimos que se retiravam a Granada.
Valente, e mais que valente, temerario, era preciso que alguem contivesse o seu arrojo, porque senão, em mais de uma occasião, teria penetrado impetuosamente no acampamento do inimigo sem considerar o risco a que se expunha.
Este joven musulmano pertencia á nobre e poderosa tribo dos abencerrajes. [...]
Certa manhã, quando o sol não havia ainda desvanecido completamente as sombras da madrugada, Aben-Hámet sahiu de Granada pela porta do Genil, acompanhado só d'um escudeiro e armado como para entrar em batalha.
Cavalgando a passo por baixo das frondosas folhagens das laranjeiras e dos limoeiros que o exercito christão não havia talado, dirigiu-se para o real acampamento em Santa Fé.
Despertára n'aquelle dia com um vivissimo desejo de medir as armas com as d'um cavalleiro christão."
(Excerto do Cap. IV da Primeira Parte - O Rei desthronado)
"Cristovão Colombo, conforme já dissemos, seguia por toda parte a cõrte de Castella, haveria seis annos; seis annos mortaes que não tinham extinguido a fé que lhe ardia na alma, e que inspirada por Deus, lhe segredava a cada instante - oh! e com que magia! - que cheagria emfim a triumphar de todos os obstaculos.
Colombo tambem combatera nos campos granadinos.
Durante a batalha viram-n'o, sempre figurar nos logares mais arriscados, nos postos de maior perigo, nas situações mais criticas.
Então era o guerreiro de animoso coração, de nobilissimo arrojo, de inexplicavel bravura, que não poupa o seu sangue, que não teme perder a vida.
Nos triumphos permanecia mudo e silecioso, volvendo a abysmar-se nas suas meditações, nos seus profundos pensamentos."
(Excerto do Cap. I, da Segunda Parte - O navegante famoso)
Matérias:
Primeira Parte - O Rei desthronado. Segunda Parte - O navegante famoso.
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto.
Visconde de Villas Fortes (pseud. de Manuel Júlio de Torres Mangas) (1835-?). Pouco se sabe acerca deste autor. A BNP possui em acervo quatro títulos seus: o romance histórico O rei dos navegantes e um opúsculo sobre a «Questão Rattazzi», ambos publicados sob pseudónimo, e dois folhetos de 16 páginas assinados com o seu nome: Vida do Beato João de Brito, martyr da Asia (natural de Lisboa) e Vida do Visconde d'Almeida Garrett, principe dos poetas portuguezes do seculo XIX, seguido de um artigo á morte do mesmo illustre poeta.
Raro.
A BNP possui apenas um exemplar registado na sua base de dados.
25€
Reservado

29 janeiro, 2017

VILLAS FORTES, Visconde de - O REI DOS NAVEGANTES. Versão do hespanhol pelo... Romance historico-maritimo. Porto, Livraria Civilisação de E. da Costa Santos, Editor, 1878. In-8.º (18cm) de [8], 203, [5] p. ; [1] f. il. ; E.
1.ª edição.
Biografia romanceada de Cristovão Colombo.
Ilustrada extratexto com uma gravura de Colombo enriquecida com um fac-símile do seu autógrafo.
A título de curiosidade, refira-se ser a presente obra a primeira a sair dos prelos desta livraria-editora.
"A pouco mais de duas leguas de Granada, existe uma cidade cujo nome é Santa Fé.
A sua fundação, como os nossos leitores não ignoram, data do tempo dos reis catholicos.
Quartel general, ou para melhor dizer, quartel de inverno d'aquelles monarchas reconquistadores, dispostos apenas em dois mezes as suas obras de defeza, podiam repellir vantajosamente o inimigo. [...]
Figurava tambem na côrte de Santa Fé um homem de aspecto grave e pensador.
Era conhecido pelo nome de - o Genovez -, e alguns chegavam a acreditar que estava louco.
Todavia, aquelle modesto homem, então obscuro, e que se confundia nas ultimas filas dos guerreiros - cortesãos que compunham simultaneamente o exercito e a côrte dos reis catholicos, trazia já gravado na elevada fronte um sêllo glorioso - o sêllo que distingue os grandes homens.
O Genovez não era outro senão Christovão Colombo, que tanta gloria havia de dar á nossa patria.
Dedicado desde a mais tenra idade ao estudo das mathematicas e da astronomia, tinha já percorrido todo o mundo conhecido na epocha em que vivia.
Impellido por um secreto pressentimento, pelo desejo de chegar á India sem dobrar o Cabo da Boa Esperança, dirigiu-se malogradamente ao rei de Portugal e á republica de Genova para que lhe facilitassem os meios necessarios para emprehender a viagem de exploração.
O Genovez era pobre, e tão pobre que por mais de uma vez chegou abatido e esfaimado ás portas dos conventos.
Tanto o rei de Portugal como a republica de Genova, sorriram dos seus offerecimentos e despresaram os seus serviços.
Então Colombo, desesperado... mas tendo ainda mais fé do que nunca no seu grandioso pensamento, veio á Hespanha."
(excerto do Cap.II, A real cidade de Santa Fé...)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gavados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Lombada apresenta pequenas esfoladelas.
Raro.
20€