Mostrar mensagens com a etiqueta Agricultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Agricultura. Mostrar todas as mensagens

19 junho, 2019

CORVO, João de Andrade & MÁRTENS, João Baptista da Silva Ferrão de Carvalho & MELLO, Antonio Maria Fontes Pereira de - PROVIDENCIAS PARA O DESECCAMENTO DOS PANTANOS E EXTINCÇÃO DOS ARROZAES. Lisboa, Typographia Universal, 1868. In-8.º (22cm) de 16 p.
1.ª edição.
Lei que autoriza o Governo a proceder à secagem dos pântanos e arrozais, e que prevê as obras de encanamento do rio Mondego e seus afluentes para o melhoramento dos campos de Coimbra. Inclui a Circular do Ministerio das Obras Publicas Commercio e Industria, subscrita por Andrade Corvo, que sobre o mesmo tema se fez imprimir nas duas últimas páginas deste opúsculo.
"Em 1859, Andrade Corvo foi incumbido de uma missão oficial por Fontes Pereira de Melo, que ocupava então o cargo de ministro do reino no seguimento da formação de um governo dominado por elementos do Partido Regenerador. Tratava-se de um problema relativo ao ordenamento do território agrícola que se arrastava há décadas. A plantação de arrozais na proximidade de algumas povoações levara ao descontentamento dos seus habitantes, que protestavam ser esta a causa da maior incidência de doenças características de zonas paludosas. De facto, a necessidade de grandes quantidades de água para o cultivo do arroz, combinada com a ausência de mecanismos que permitissem a sua renovação frequente, transformava os campos em charcos de água estagnada."
(Fonte: https://run.unl.pt/bitstream/10362/14779/1/Marques_2015.pdf)
"A extincção dos pantanos e arrozaes ha de trazer tantas e tão notaveis vantagens á saude publica e á agricultura, que a administração publica deve empenhar desde já toda a sua actividade e zêlo em cumprir as prescripções da lei de 1 de julho de 1867."
(Excerto da Circular)
Exemplar desencadernado em bom estado geral de conservação. Apresenta manchas de oxidação. Aparado à cabeça.
Raro.
Indisponível

18 maio, 2019

BARRADAS, Lereno Antunes - REGIÕES LATIFUNDIÁRIAS. [Por]... Engenheiro Agrónomo. Lisboa, Editorial Império, Limitada, 1935. In-4.º (24,5cm) de VII, [1], 87, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre a agricultura no Alentejo, elaborada e publicada nos alvores do Estado Novo.
"O presente trabalho, feito para o 1.º Congresso Alentejano, que não chegou a realizar-se, foi apresentado ao 2.º Congresso da Imprensa Alentejana em Maio de 1933.
Hoje, o problema agrário do Alentejo, o assunto principal de que vamos tratar, mercê de várias circunstâncias, sobretudo pela abundancia extraordinária das ultimas colheitas, apresenta um aspecto um pouco diverso do de então.
Naquela data, após o primeiro ano de superprodução de trigo, a lavoura lutava com os preços baixos do mercado, e neste momento, depois de outros anos de boas produções e com o preço de venda assegurado pela F. N. P. T., luta com o da colocação deste cereal.
Dantes era a auto-suficiencia do trigo, que principalmente se procurava; hoje pretende-se o barateamento do pão, além da resolução de muitos outros problemas que têm continuado por resolver, como o do desemprego rural, etc., etc. [...]
A baixa de preço do trigo, que acaba de se dar, impunha-se; e, diga-se de passagem, estamos convencidos de que a maior parte da lavoura aceitou esse sacrifício, como um dever a cumprir.
Não é oportuno tocarmos nas inumeras considerações que sobre este assunto se podem fazer, mas achamos necessário relacioná-lo com o ponto de vista que defendemos.
Como se sabe, uma das causas do excesso de trigo, é a demasiada área destinada a esta cultura. Em vista disto, de todos os lados preconizam a sua redução, pela exclusão das relvas, vinhas, montados, etc. Contudo há relvas que podem economicamente dar trigo; há montados, como os de azinho, que, necessitam ser semeados; e há alqueives, que só dão trigo caro."
(Excerto do preâmbulo, Palavras prévias)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

28 abril, 2019

BETTENCOURT, Aníbal Jardim - GUIA DO CAFEICULTOR DE MOÇAMBIQUE. [Por]... Engenheiro Agrónomo. Lisboa, Junta de Exportação do Café, 1956. In-4.º (23m) de 95, [1] p. ; [2] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Junta-se carta do autor, de Maio de 1957, assinada, com a chancela da Junta de Exportação do Café : Delegação de Moçambique, dirigida ao sr. Amadeu da Silva e Costa, informando-o do envio dum exemplar da presente obra e anexando um questionário: "Café : Ficha para ser preenchida pelos agricultores interessados na sua cultura".
Livro muito ilustrado ao longo do texto com desenhos, mapas e tabelas, alguns em página inteira, e duas estampas a cores em separado.
"A cafeicultura é uma exploração agrícola que só agora começa a expandir-se com uma certa segurança em Moçambique, onde a actual escassa produção de café provém, na sua quase totalidade, da colheita dos frutos dos cafèzeiros que vegetam espontâneamente na faixa arenosa do litoral.
Por circunstâncias várias entre as quais avulta a falta de conhecimentos basilares sobre a forma racional de aproveitar esta planta, fracassaram todas as tentativas de cultivo quer aproveitando as espécies cafeeiras autóctenes quer as exóticas.
Quando as altas cotações do café, nos últimos anos, levaram os agricultores a interessar-se em estabelecer novos cafèzais, a Junta de Exportação do Café decidiu proporcionar-lhes logo de início a orientação a seguir e criar em Moçambique uma delegação em condições de assegurar à cultura a indispensável assistência técnica. [...]
Tentamos através do presente trabalho fornecer esses conhecimentos técnicos, contribuindo para a formação de plantações estáveis e de exploração económica mesmo durante os períodos em que os preços do café forem menos favoráveis, e evitar que os agricultores recorram a dados fornecidos por publicações versando sobre cafeicultura noutros países, onde as condições ecológicas são completamente diferentes das de Moçambique, levando-os a adoptar normais culturais que, vantajosas nessas regiões, podem conduzir a resultados desastrosos naquela Província."
(Excerto da Introdução)
Sumário: Introdução. I - Espécies cafeeiras cultiváveis em Moçambique e áreas aproximadas de expansão de cada uma delas. II - Solos favoráveis às diferentes espécies cafeeiras. III - Obtenção de semente da espécie ou variedade a cultivar. IV - Viveiros. V - Plantação no local definitivo. VI - Sombreamento. VII - Operações culturais: Capina; Adubação; Poda; Rega. VIII - Doenças e pragas do cafèzeiro: Die-back; Doenças de carência; Doença dos olhos pardos; Ferrugem do café; Podridões do pé e raízes; Broca do tronco; Percevejo do café; Cochonilhas; Larvas de Parasa, sp., etc. IX - Colheira e preparação do café. Bibliografia. Índice dos assuntos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Peça de colecção (nestas condições, e com o Questionário).
Indisponível

16 abril, 2019

LAVERGNE, Léonce de - PORTUGAL. Estudo de Economia Rural. Por... Lisboa, Imprensa Nacional, 1870. In-8.º (20,5cm) de 24, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio histórico e estatístico sobre a indústria agrícola nacional.
"Os estudos de economia rural attrahem a attenção da Europa. São numerosos na Inglaterra e na Allemanha os escriptos sobre a materia. [...]
Hoje apresenta-se seguindo o mesmo caminho, com louvavel emulação, um pequeno paiz. Não ha povo, que ha trinta annos tenha empenhado maiores esforços para se regenerar, do que Portugal, e a tudo o que tem emprehendido juntou agora uma notavel tentativa para o estudo da economia rural. [...]
Portugal foi muito bem e muito mal dotado pela natureza. Alternam-se no seu territorio planicies e valles de admiravel fertilidade. A parte cultivada ostenta o aspecto de um verdadeiro jardim, porém mais de um terço do paiz é crespo de montanhas escarpadas, e n'outros pontos desdobram-se planuras aridas, que a cultura ainda não arroteou. Nas costas gosa-se um clima abençoado. A vizinhança do Oceano torna os invernos extremamente suaves, e tempera os ardores dos verões; mas nas localidades mais favorecidas existem pantanos, que lançam até muito longe as emanações da sua insalubridade. Os ventos de oeste trazem abundantes chuvas, o solo é regado por numerosos rios; mas estes cursos de agua têem o leito entulhado pelas areias, que impossibilitam a navegação e as irrigações. Offerece esta terra todas as contraposições, desde os cimos nevados da serra da Estrella até ás praias meridionais, que parecem desmembradas da costa de Africa. [...]
O reino mede uma superficie de 9.000:00 de hectares, sem contar as ilhas, quasi a sexta parte da França. [...]
Segundo este ensaio de estatistica rural existem apenas 2.000:00 de hectares cultivados; 7.000:00, sobre 9.000:00, mais das tres quartas partes do solo, estão incultas."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

06 fevereiro, 2019

NEUPARTH, Augusto Eduardo - APONTAMENTOS PARA A HISTORIA DA COMPANHIA AGRICOLA DE CAZENGO. Publicação reservada aos accionistas da mesma companhia. Por... Lisboa, Typographia do Commercio, 1904. In-8.º (21cm) de 45, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história da Companhia Agrícola de Cazengo (1900-1946), importante empresa angolana exportadora de café fundada por portugueses em 1900. O objectivo do autor é explicar aos accionistas da companhia a sua exoneração do cargo de Director Técnico que desempenhava desde Agosto de 1902.
"Foi em agosto de 1902 que por proposta do meu intimo amigo, engenheiro Poças Leitão, fui nomeado para o cargo de Director technico d'esta companhia.
Parti para o Cazengo animado da melhor vontade e, embora de antemão conscio das difficuldades com que teria a luctar, ia certo que com perseverança e muito trabalho se conseguiria levantar a companhia a um estado de prosperidade a que ella poderia aspirar em harmonia com os recursos de que dispunha.
O solo uberrimo do Cazengo não me era desconhecido. A enorme extensão dos terrenos fazia acreditar que com uma boa orientação e algum dinheiro, ella podia em breve entrar n'um periodo de opulencia que compensaria os esforços e os capitaes empregados. [...]
Passados alguns mezes já Poças Leitão e eu, estavamos orientados no caminho a seguir. O peior era ter que desfazer umas certas utopias que tinham germinado nos cerebros dos srs. do Conselho. Entre ellas a da cultura do cacau e a das grandes extensões de terreno para a cultura de canna sacharina em Cazengo. [...]
Voltemos pois ao assumpto e vejamos se a perda da esperança de cultivar cacau e canna em Cazengo, seria causa para desanimo. Não decerto; aquella região tem recursos enormes se fôrem applicadas aos seus terrenos as culturas de que é susceptivel.
É essencialmente apropriada para a cultura do café, o que já por si é uma enorme riqueza. Objectar-me-hão que o café de Cazengo tem uma cotação muito baixa e que não paga o trabalho. Um verdadeiro engano, porque o que se exporta de Angola nem merece o nome de café. É terra, casca e pedras com alguns bagos de café á mistura.
Admirado estou eu, que ainda haja quem o compre.
Pois não tem o café de outras regiões uma cotação verdadeiramente remuneradora? Porque não hade succeder o mesmo ao café de Cazengo?"
(Excerto de Apontamentos...)
Matérias:
 - Explicação prévia. - Apontamentos para a Historia da Companhia Agricola de Cazengo. - Uma exautoração. - Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta falha de papel no canto inferior esquerdo.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

15 janeiro, 2019

ESCOLA PROFISSIONAL DA PAIÃ - JUNTA GERAL DO DISTRITO DE LISBOA. Lisboa, Casa Portuguesa, 1933. In-4.º (24cm) de 16 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Capa de Amaro. Artes na Lito-Salles, Lisboa.
Opúsculo raríssimo sobre a Escola Profissional da Paiã, estabelecimento criado em 1917 que, na sua génese, recebeu e educou filhos dos mortos, feridos e estropiados nos campos de batalha na Grande Guerra.
Muito ilustrado com fotogravuras, incluindo a planta da Escola em página inteira.
“Na sua sessão de 22 de Março de 1917 a Junta Geral do Distrito de Lisboa aprovou as bases gerais para a criação de uma escola de agricultura, que se denominaria Escola Profissional de Agricultura do Distrito de Lisboa, a qual era especialmente destinada a receber alunos de ambos os sexos, filhos de cidadãos pobres, mortos ou inutilizados nos campos de batalha.
Seriam preferidos os órfãos de cidadãos pobres do Distrito, mortos combatendo o inimigo, e, dentre eles, em primeiro lugar, os de descendência imediata de operários rurais. Seriam também admitidos, se os recursos da Junta Distrital assim permitissem, os filhos de cidadãos mutilados na guerra e em último lugar de outros distritos, dando-se preferência aos daqueles que tivessem contribuído para a guerra com maior contingente militar. Na falta de educandos nestas condições, seriam admitidos órfãos de operários rurais ou indivíduos invalidados por desastre em trabalhos agrícolas.
Mais tarde seriam também admitidos os expostos, abandonados ou desvalidados, nascidos no Distrito de Lisboa.
Em 1919 foram publicadas as bases regulamentares da Escola, aprovadas pela comissão administrativa da Junta Geral do Distrito de Lisboa, bases essas que serviram de regulamento provisório, até que fosse publicado o regulamento geral.
O primeiro regulamento só foi publicado em 1926, seguindo-se outro publicado em 1928.
Em Agosto de 1917, iniciaram-se os trabalhos de instalação da Escola começando por serem arrecadadas as propriedades onde ficaria instalada, mais tarde adquirias pela Junta.
A Escola ocupou assim, nos sítios da Paiã uma área aproximada de 220 hectares, mais tarde reduzidos a 180.
Realizaram-se as obras necessárias nos edifícios, a fim de se adaptarem às condições mínimas exigidas para um novo fim, pois tratava-se de velhas casas apalaçadas e suas dependências agrícolas.
As demoras consequentes permitiram que a Escola apenas se inaugurasse oficialmente em Outubro de 1919, tendo os primeiros alunos dado entrada a 20 de Maio desse ano.
O ensino ministrado era essencialmente prático, baseado na exploração agrícola regional. Também era ministrado aos alunos o ensino da música, constituindo-se uma banda que se notabilizou e muito contribuiu para que a Escola se tornasse conhecida.
Embora a Escola desempenhasse um papel de grande utilidade na vida nacional tornou-se contudo um pesado encargo para a Junta Geral o Distrito de Lisboa, o que a par de outras dificuldades, contribuiu bastante para a extinção da Escola na sua primeira base, o que se verificou em 1929.
Reformada, foi reaberta em 1930, passando a designar-se Escola Profissional da Paiã, correspondendo esta nova designação a modificações introduzidas na sua organização.
Nesta segunda fase, conservou a Escola a sua índole fundamental, alargando-se as suas funções de assistência, criando-se para isso duas secções, uma infantil outra profissional.
O ensino agrícola continuou, mais ou menos nos moldes anteriores, adaptando-se o ensino profissional a diversas artes e ofícios aos quais se dedicariam os alunos conforme as naturais aptidões, continuando-se a ministrar o ensino da música.
Esta Escola funcionou até 1939, ano em que foi criada a Escola Prática de Agricultura D. Dinis.”

(Fonte: Maria Máxima Vaz, "A Escola Profissional Agrícola D. Dinis na Paiã. A protecção aos filhos e órfãos dos combatentes na Primeira Guerra Mundial", A Guerra de 1914 - 1918, www.portugal1914.org)
"No ano de 1917 a Junta Geral do Distrito de Lisboa no desejo de contribuir com a sua acção e o seu esfôrço para a formação dum Portugal Maior, sádio de corpo e de espírito, lançava nos arredores de Lisboa a primeira pedra duma obra levantada hoje - A Escola Profissional da Paiã."
(Excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com pequenos defeitos marginais.
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Peça de colecção.
30€

15 setembro, 2018

PACHECO, Dr. José Praxedes Pereira - O UTIL CULTIVADOR INSTRUIDO EM TODO O MANEJO RURAL E ACCOMODADO A QUALQUER CLIMA. Tentativa do brazileiro... O maior introductor e propagador de vegetaes uteis ao solo do Brazil, o instituidor dos primeiros catalogos agricolas em portuguez, e assim considerado ainda pelos estrangeiros, Membro das principaes Sociedades de Botanica e Cultura, em Londres, Paris, Bruxellas, Amsterdam, e de mais corporações scientificas na Europa, etc. Rio de Janeiro, Missão reservada á Casa da China, 1855.
Junto com:
MINHA TENTATIVA DIRIGIDA PARA REMEDIAR A MAIOR NECESSIDADE DO BRAZIL. Rio de Janeiro, Missão dada á Casa da China, [1855].
2 vols in-8.º (20cm) de 196 p. (I) e XLII, [2] p. (II) ; E. num único tomo.
1.ª edição.
Obras curiosas sobre generalidades agrícolas - produtos e produção. Inclui um singular apontamento autobiográfico do autor.
José Praxedes Pereira Pacheco (1813-1865). “Nasceu no Rio de Janeiro a 21 de julho de 1813, e faleceu na côrte do imperio a 23 de agosto de 1865. Fez uma viagem á Europa, d’onde voltou em 1853 com um titulo de doutor em philosofia ou em outra sciencia, e então começou a assignar-se doutor. Foi negociante, professor de portuguez, de francez e outras materias, e por fim acabou corretor de fundos, annunciando-se como tal e demonstrando desarranjo das faculdades mentaes, que talvez mesmo nunca regulassem com acerto. Escreveu:
- L’istoire expliquée par la philosophie. Paris, 1852;
- Minha tentativa, dirigida para remediar a maior necessidade do Brazil [a falta de alimentos]. Rio de Janeiro, 1855;
- O util cultivador, instruido em todo o manejo rural e accomodado a qualquer clima, Rio de Janeiro, 1855
- Elementos de fallar para correctamente se ler com melhor pronuncia em conformidade com os preceitos publicados na real universidade de Coimbra, approvados pela real Academia das sciencias e adoptados pelas instucções publicas de Portugal e do Brazil, seguidos pela propaganda das praxes de mestres, Rio de Janeiro, (s.d.)."
(Fonte: https://pt.scribd.com/document/317476448/000011472-05-pdf)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. O vol. I apresenta no entanto algumas falhas dignas de registo: não tem folha de anterrosto; a folha de rosto e as duas primeiras folhas encontra-se rasgadas no canto inferior esquerdo afectando a mancha tipográfico, e por conseguinte parte do texto.
Invulgar.
15€

31 agosto, 2018

 REGO, João da Motta - OLIVAES E LAGARES. Andaluzia, Catalunha, Nice, Toscana, Bari. Portugal. Lisboa, Typ. da Livraria Ferin, 1902. In-8.º (18cm) de 489, [3] ; p. ; [4] mapas desd. ; [9] plantas desd. ; il. ; E.
1.ª edição.
Importante trabalho sobre a cultura da oliveira e o seu aproveitamento industrial, sendo ainda hoje, reconhecidamente, um dos mais completos que sobre o tema se publicou entre nós.
Muito ilustrado no texto com fotogravuras e desenhos, e em separado (com folhas desdobráveis), 4 mapas estatísticos e 9 mapas de instalações transformadoras da azeitona.
"Uma portaria de 15 de Novembro de 1901, do Ministerio das Obras Publicas , incumbiu-me de ir á Italia contractar um pratico lagareiro que viesse para o nosso paiz ensinar a technica da fabricação do azeite.
Solicitei eu do Ministerio essa missão com o duplo fim, não só de fazer o modesto contracto com o pratico, mas sobretudo porque, aproveitando a occasião de me ausentar do paiz na epoca da apanha da azeitona, eu poderia fazer directamente o estudo dos differentes processos de fabricação do azeite usados nas mais afamadas regiões oleicolas da Hespanha, da França e sobretudo da Italia, pondo-me em condições de conscenciosamente poder informar a oleicultura portugueza d'esses varios processos, instruindo-a nas praticas que eu entendesse poderem ser proveitosamente adoptadas por ella. [...]
Das impressões recebidas de lagares e olivedos durante a minha viagem, dou conta detalhada na primeira parte d'este trabalho.
Porém, se julguei ser altamente vantajoso o estudo dos differentes processos da fabricação do azeite lá fóra, considerei como um indispensavel complemento a esse estudo, a adaptação ao nosso paiz das praticas e dos systemas que pudessem produzir incontestaveis resultados para a industria oleicola portugueza."
(Excerto do Prefácio)
Índice: Prefacio. Primeira Parte: I - Andaluzia. II - Catalunha. III - Marselha. IV - Nice. V - Nice. VI - Pisa. VII - Pisa. VIII - Luca. IX - Luca. X - Portici. XI - Bari. XII - Bari. Segunda Parte: XIII - Cultura da oliveira em Portugal. XIV - Multiplicação da oliveira. XV - Plantação e pódas. XVI - Adubação dos olivaes. XVII - Cultura dos olivaes. XVIII - Doenças das oliveiras. Terceira Parte: XIX - Fabricação do azeite. XX - Depuração do azeite. XXI - Lagares portuguezes. XXII - Experiencias sobre a fabricação do azeite. XXIII - Tratamentos do azeite. XXIV - Adaptação das installações oleicolas antigas a uma ffabricação racional. XXV - Planos e orçamentos de tres installações oleicolas modernas. XXVI - Commercio de azeite.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Pastas cansadas com defeitos.
Pouco comum.
Indisponível

06 agosto, 2018

BARACHO, M. A. de M. - ARTE DE ENXERTAR TODA A QUALIDADE DE ARVORES FRUCTIFERAS. Segundo o methodo usado pelos melhores arboricultores praticos. Lisboa, Typographia na Rua do Arco, 1867. In-8.º (20,5cm) de 48, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso tratado de enxertia.
"A agricultura é a melhor riqueza de uma nação, sem ella não ha prosperidade alguma, e por estar convencido d'esta verdade me proponho dar n'esta arte algumas regras e preceitos, que habilitem melhor o agricultor a poder exercer a enxertia; operação, pela qual se faz dar a uma avore outros e bellos fructos, o que antes não dava. [...] Poderia fazer mais algumas reflexões sobre esta materia, porém vamos escrever para quem pela maior parte não possue os elementos necessarios para ir mais alem; portanto não posso deixar de muito me limitar no desenvolvimento d'esta arte, porque ordinariamente quem faz a enxertia são trabalhadores do campo, ou cazeiros, e muito faltos de instrucção, ppor conseguinte serei conciso e claro para d'esta sorte poder ser melhor entendido no fim a que me proponho.
Tratarei das arvores, e suas divisões, e arranjal-as-hei em dez classes segundo sua homogeneidade ou analogia; mostrarei os preceitos, regras e tempos mais proprios de se fazer a enxertia em cada uma das ditas arvores: finalmente darei tambem uma relação dos nomes e qualidades dos fructos das arvores enxertadas de que fazemos uso para que sejam mais bem conhecidos de todos."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
A BNP refere a obra, mas sem registo de qualquer exemplar.
30€

23 junho, 2018

BEIRÃO, Caetano Maria Ferreira da Silva - MEMORIA ACADEMICA. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ÁCERCA DAS RESTRICÇÕES, A QUE É NECESSARIO SUGEITAR A CULTURA DO ARROZ EM PORTUGAL PARA CONCILIAR O MAXIMO PROVEITO DESTA INDUSTRIA AGRICOLA COM O MENOR RISCO POSSIVEL PARA A SAUDE DOS POVOS. Lidas em sessões de primeira classe da Academia Real das Sciencias de Lisboa, e mandadas imprimir em 8 de Janeiro de 1856. Pelo Doutor..., Socio Effectivo da mesma Academia. . Lisboa, Typ. da Academia Real das Sciencias, 1857. In-4.º (26cm) de 89, [1] p. ; [1] desd.
1.ª edição.
Importante trabalho sobre a cultura do arroz nos doze concelhos administrativos de Lisboa, que constituíam na época, uma das mais importantes áreas de cultivo do cereal em Portugal: Álcacer do Sal; Santiago do Cacém, Sines; Setúbal; Alcochete; Moita - Alhos Vedros; Palmela; Sesimbra; Alenquer; Azeitão; Alcoentre; Grândola. O presente estudo baseia-se na divulgação dos relatórios de campo elaborados sobre esta grande área de cultivo.
Contém em separado um desdobrável de grandes dimensões (43x53cm) com um inquérito sociológico realizado nos doze concelhos acima referidos, que inclui recolha de dados sobre salubridade e o meio envolvente.
Exemplar desencadernado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse agrícola, histórico e sociológico.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
Indisponível

20 maio, 2018

MOTA, Miguel - PROBLEMAS DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA. Problemas da Agricultura. Artigos publicados no Jornal do Comércio : 1960-1969. [Por]...Engenheiro Agónomo : Departamento de Genética da Estação Agronómica Nacional. Lisboa, Federação Nacional dos Produtores de Trigo, 1969. In-4.º (24,5cm) de 268, [4] p. ;il. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de artigos publicados pelo autor no Jornal do Comércio ao longo de dez anos, sobre a investigação científica em Portugal e a sua aplicação à agricultura nacional.
Livro ilustrado com quadros no texto.
Miguel Eugénio Galvão de Melo e Mota (1922-2016). Agrónomo, investigador e cientista português, doutor honoris causa pela Universidade de Évora e pioneiro da Genética e da Biologia Celular em Portugal. "Estudou no Instituto Superior de Agronomia, Universidade Técnica de Lisboa, de 1940 a 1948, quando recebeu o título de Engenheiro Agrónomo. O seu Relatório de Tirocínio, "Factores que comandam a cor e o comprimento do pêlo no coelho" foi classificado com 18 valores. A dissertação, cujo trabalho de investigação foi realizado de 1946 a 1948 no Departamento de Genética da Estação Agronómica Nacional e se intitulou "O Trigo Sarraceno (Fagopyrum esculentum Moench)", foi classificado com 17 valores. A classificação final de curso foi de 14 valores."

(Fonte: http://miguelmota.planetaclix.pt/cv.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

15 abril, 2018

CASTEL-BRANCO, João Bentes - ENSAIOS SOBRE O ESTUDO DA CRISE AGRICOLA E INVESTIGAÇÃO DAS SUAS CAUSAS. Por... Bacharel em Philosophia e Medicina, proprietario rural no concelho de Lagôa. Porto, Typographia da Empreza Litteraria e Typographica, 1889. In-8.º (21cm) de 343, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para o estudo da crise agrícola que assolou o país no final do século XIX, e as consequências sociais daí resultantes.
"Do norte ao sul do paiz se ouvem queixar os lavradores da diminuição no valor dos generos agricolas, do augmento no preços dos salarios e dos encargos tributarios.
Nos ultimos vinte annos, temos assistido ao flagello dos campos, pelo desenvolvimento do oidium, pela morte de valiosos pomares de laranjas e soutos de castanheiros, pelas seccas e inundações, pelo progressivo desenvolvimento da phyloxera, etc.
Presenciamos a depreciação gradual dos principaes generos agricolas, taes como: trigo, azeite, gado, figo e uva, até metade e menos do seu valor; presentemente, estamos ameaçados, não só d'uma baixa mais sensivel dos mesmos generos, mas ainda nos que, até aqui, teem florescido. [...]
Sentindo o que nos vae por caza, desejando do coração o progresso do ppaiz e da classe em que nascemos, onde apesar de tudo nos conservaremos, resolvemos saltar por cima das conveniencias e dizer quanto sentimos sobre a crise e os seus remedios, tal como se nos afigura, dôa a quem doer, sem intuito, mas tambem sem receio de offender ninguem."
(Excerto da Introducção)
Índice:
Introducção. PRIMEIRA PARTE. Investigação da crise agricola: I - Selecção regressiva nas provincias. II - Producção e remuneração do trabalho na provincia. III - Estado das classes sociais. IV - Situação dos agricultores na sociedade. V - Situação actual da agricultura em relação a um periodo anterior. SEGUNDA PARTE. Causas da crise: VI - Leis da producção da terra. VII - Leis da producção humana. VIII - Alguns pontos de economia social. IX - Economia agricola. X - Influencia da vida agricola sobre o homem. XI - Consequencias sociaes. XII - Synthese.
João Bentes Castel-Branco (Lagoa, 21 de Setembro 1850 - 15 de Julho de 1940). “Foi um médico e escritor algarvio. Formou-se em filosofia e medicina e exerceu clínica em várias terras do Algarve. Estudou diversos métodos de cura, entre os quais os de Sebastian Kneipp (que estudou com o próprio). Em 1890 foi nomeado guarda-mor de Saúde em Lisboa, funções que desempenhou até 1918. Foi director do estabelecimento termal e concessionário das Caldas de Monchique, desde 1895 até 1920. Foi um fervoroso adepto do vegetarianismo e dos métodos de cura pela natureza. Escreveu diversos livros e colaborou em revistas como «O Vegetariano e A Saúde» e participou em vários congressos em Portugal e no estrangeiro. Também colaborou na «Revista de Turismo» iniciada em 1916. Obras: Estabelecimento thermal de Monchique (1885); Ensaios sobre o estudo da crise agricola e investigação das suas causas‎ (1889); O ideal portuguez (1890); Guia do colono para a Africa portugueza‎ (1891); A Cultura da Vida: Emprego dos Agentes Físicos em Medicina, Sociedade Vegetariana Editora, (1912)."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação cartonada com a lombada revestida de tecido. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Pastas com sinais de uso.
Raro.
Indisponível

18 março, 2018

CARY, Francisco Caldeira - A VIDA QUOTIDIANA NO MEU TEMPO : a maneira de viver, os usos e costumes na vila de Alter na década de 40. [S.l.], [Edição do Autor], 2010. In-8.º (20,5cm) de [4], 361, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história contemporânea da vila alentejana de Alter do Chão.
Edição "caseira", por certo com tiragem muitíssimo restrita. Ilustrada com diversas fotos juvenis do autor.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa de Francisco Cary a um seu familiar.
"O autor nasceu em Alter do Chão, em 1936 onde tem passado grande parte da sua vida e integralmente a sua infância.
Iniciou o presente trabalho em 1997; a sua conclusão foi sendo diferida, e só em 2010 o considerou terminado. Pretendeu recordar a sua infância, a maneira como viveu num meio rural com grandes assimetrias de desenvolvimento e acentuadas diferenciações entre as formas e níveis de vida da comunidade.
Os elementos que se apresentam não pretendem constituir uma monografia sócio económica sobre Alter, não tendo sido intenção do autor apoiar-se em elementos científicos e sociológicos, relativos aos factos que narra. Apenas procurou recordar, com base na sua memória, os usos e costumes de uma comunidade rural, como se vivia, convivia, brincava ou jogava naquela época.
Oriundo da classe dominante da vila, dotada de maior riqueza e por via disso com maior prestígio social, o autor teve sempre, ao longo da sua vida profissional e como cidadão, preocupações sociais que determinaram o seu comportamento. Essa preocupação manifestava-se já na infância pela forma como convivia com os «garotos» de então e pela sensibilidade que as diferenças das condições de vida marcaram na sua memória. Sem referências bibliográficas que o suportem, o texto, constitui um olhar sociológico sobre formas de viver e comportamentos que já não existem.
Ainda que o texto que agora apresenta, pouco tenha a ver com a sua formação em adulto, convém recordar que é licenciado em Agronomia e Doutorado em Ciências Agrárias."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
Apresentação. Alter nos anos 40. A classe rural. As sementeiras. A apanha da azeitona. As lavouras e os alqueives. As mondas e as sachas. Trabalhos indiferenciados. As ceifas e as colheitas. Acarretos e debulhas. As festas das colheitas. Os salários e os pagamentos. As condições de vida. O que comiam. As lojas e as mercearias. A doença e a saúde. A maneira de vestir. A convivência. O Natal e a Páscoa. Outras festas da religião. As festas mundanas. A classe média. A festa do casamento. As festas dos baptizados. As passagens de classe. As feiras. Os rapazes das sortes. As fogueiras dos santos populares. O futebol. Nós e os outros. Eu e os meus irmãos. A nossa casa. Como nós vivíamos. A nossa alimentação. Algumas coisas dos nosso dia a dia. Os jogos da minha infância. Os cheiros e os sabores. As doenças da família. As viagens dos meus pais. As minhas vindas a Lisboa. Os amigos que eu tinha. O meu avô. A Quinta do Peão. O tio Rafael. Os automóveis de Alter. As senhoras de Alter. Os piqueniques. Porque gosto de Alter.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Com grande interesse regional.
45€

20 fevereiro, 2018

CIRNE, António de Carvalho - A ENFITEUSE. [Por]... Presidente da Liga Agrária do Norte. [Porto], Oficinas Gráficas de O Comércio do Porto, 1931. In-8.º (18cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho sobre a enfiteuse publicado em O Comércio do Porto, de 11 a 14 de Abril de 1931.
Valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao Ministro da Justiça da época, José de Almeida Eusébio (1881-1945).
"Esta antiga instituição prestou, em tempos idos, assinalados serviços à Pátria portuguesa, como tôda a gente sabe.
Iniciada a guerra de conquista, ou digamos, de reivindicação, dos Cristãos contra os Agarenos, guerra não só política como religiosa e que, portanto, neste duplo carácter, era uma guerra de extermínio, as terras passavam naturalmente das mãos dos seus ocasionais detentores para as dos seus definitivos donos, os cristãos vencedores.
Mas é de todos sabido que as terras só valem pelo que produzem; terra improdutiva não tem valor. Mas para a terra produzir é necessário revolvê-la, trabalhá-la, e para isso é necessário tempo, dinheiro, gente e paz, e de nenhuma destas coisas se podia dispôr durante o largo período da reconquista, que, começando no reinado de D. Afonso Henriques só viu o seu termo em tempo de D. Afonso III."
(Excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom eado geral de conservação. Mancha de humidade antiga transversal a toda a obra à cabeça e no centro, sem contudo prejudicar a mancha tipográfica.
Raro.
A BNP tem apenas um exemplar recensado na sua base de dados.
Indisponível

11 fevereiro, 2018

ENSILAGEM. Methodos Modernos. Tratado pratico sobre silos, sua construcção e processos de enchimento; noções exactas e completas sobre a Ensilagem e sua composição; alimentação e rações. Guia do creador e do industrial de lacticionios. Publicado por The Silver Manufacturing Co. Salem, Ohio, U. S. A. Traduzido por Diamantino Diniz Ferreira, Professor de linguas na Escola Nacional de Agricultura, proprietario, director e professor do collegio «Mondego» de Coimbra. Lisboa, Livraria Classica Editora-A. M. Teixeira & Com.ᵗᵃ, 1907. In-8.º (19cm) de XV, [5], 322, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante tratado sobre ensilagem, o primeiro que sobre este assunto se publicou entre nós, exceptuando talvez, uma curta dissertação inaugural sobre o mesmo tema apresentada por Teodoro van Zeller ao Conselho do Instituto de Agronomia e Veterinaria (1892).
Ilustrado ao longo do texto com desenhos, quadros e tabelas.
"Dar noções precisas e fidedignas sobre a construcção do silo e processos de ensilagem; demosntrar com dados positivos e seguros, baseádos no testemunho de auctoridades e no asserto das estações experimentaes, que o estabelecimento de uma granja para exploração de gados não póde ser completo sem que se comprehenda um ou dous silos: tal é o fim que nos propusemos com a publicação d'este livro, cujo assumpto explanaremos d'uma maneira clara, sem flôres de rhetorica nem vôos de imaginação.
Depois do ultimo capitulo inserimos um pequeno vocabulario de termos techicos, afim de que um livro d'esta natureza possa mais facilmente ser comprehendido por todos os leitores."
(Prefácio)
"Poucos lavradores sabiam ha vinte annos o que era um silo e menor ainda era o numero dos que tinham visto um silo ou alimentado o seu gado com silagem.
Hoje os silos são tão vulgares como os celleiros, em muitos districtos agricolas da America e milhares de lavradores abandonariam a lavoura se não pudessem obter silagem para o seu gado, durante a maior parte do anno."
(Excerto da introdução)
Quadro das materias:
I - Vantagem do silo. II - Construcção dos silos. III - Plantas próprias para ensilagem. IV - Ensilagem. V - Alimentação do gado pela ensilagem. VI - Guia do creador de gado.
Exemplar brochado em bom etstado de conservação. Contracapa apresenta pequenas falhas de papel.
Raro.
A BNP tem apenas um exemplar recenseado na sua base de dados.
Indisponível

18 agosto, 2017

MARIA, F.ᴿ Theobaldo de Jesu - AGRICULTOR // INSTRUIDO // COM AS PREVENC,OENS // necessarias para os annos futuros, // RECUPILADO DE GRAVES AUTORES, // E dividido em tres partes, na primeira se tra- // ta das sementeiras, virtudes das sementes, e // de como se prezervaraõ da corrupaçaõ; na se- // gunda dos arvoredos, e vinhas; Breve Tra- // tado da Cultura dos Jardins; na terceira // de todo o gado maior, e menor, e mais ani- // maes domesticos, suas virtudes, e cura de // suas infirmidades, e das colmeas. Etc. // PELO P. M. ... LISBOA. // Na Offic. de LINO DA SILVA GODINHO. // ANNO M. DCC. LXXXX. [1790] // Com licença da Real Mesa da Commissaõ Geral // sobre o Exame, e Censura dos Livros. // Foi taixado este Livro em Papel a du- // zentos réis. Meza 4 de Novembro de 1790. // Com tres rubricas. In-8.º (15cm) de 171, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Curioso manual agrícola setecentista. Inclui um interessante "Breve Tratado da cultura dos jardins, em que se trata da variedade das Flores, com que se ornaõ os Jardins, e Quintaes", e um capítulo dedicado à apicultura.
"He a terra, segundo todos os Naturaes, hum dos quatro Elementos, á qual pelos grandes, e continuos beneficios, que della recebemos, chamamos mãi; ella de sua natureza he fria, e secca; e se algumas vezes naõ está assim, he por causa de algum accidente, que a muda.
As terras, ou saõ fortes, grossas, e muito boas; ou saõ de todo estéreis, e infructiferas: os saõ medianamente boas, ou más: ou saõ muito quentes, ou frias por participaçaõ do ar, ou temperadas por participarem de ares temperados.
As terras, que saõ em extremo seccas, ou húmidas, cálidas, ou frias; saõ inuteis para a producçaõ dos fructos, e sementeiras, e o cultivallas será trabalho perdido: como o he os Medicos o curarem enfermidades incuraveis."
(LIVRO PRIMEIRO, Cap. I, Da eleiçaõ das terras para as sementes fructificarem bem)
Encadernação inteira de carneira com dourados na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Trabalho de traça, a partir do último terço do livro, no pé e à cabeça; por vezes, afectando as duas últimas linhas, com pouca expressão no entanto.
Raro.
Indisponível

19 dezembro, 2016

VASCONCELLOS, João de Carvalho e - A VIDA DO TRIGO. Por... Engenheiro-Agrónomo, Professor do Instituto Superior de Agronomia. Lisboa, Federação Nacional dos Produtores de Trigo, 1945. In-8.º (22,5cm) de 183, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante trabalho sobre o trigo de João de Carvalho Vasconcelos, professor catedrático do ISA. Muito ilustrado com desenhos esquemáticos no texto, alguns em página inteira.
"O interêsse do conhecimento, tanto quanto possível perfeito, dos fenómenos vitais da planta do trigo, desde a sementeira à floração e produção de frutos, contendo a semente, é grande, tanto para os técnicos, como para os agricultores. Igualmente tem a maior importância considerar os aspectos, intimamente relacionados com aqueles fenómenos, da morfologia, quer externa, quer interna, da mesma planta nas diversas fases do seu desenvolvimento.
A falta dum trabalho em português sôbre este assunto, apesar das dificuldades e responsabilidades a arcar, encoraja-nos a escrever o presente estudo, que de futuro poderá vir a ser ampliado com contribuições provenientes de investigação realizada entre nós e que actualmente quási não existem, motivo êste pelo qual nos fundamentamos apenas na observação própria e em literatura estrangeira sôbre a matéria.
Na nossa exposição vamos seguindo a evolução do desenvolvimento da planta, considerando sucessivamente, para cada fase, os aspectos mais importantes na morfologia externa, anatomia e fisiologia."
(excerto da introdução, Palavras prévias)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

30 novembro, 2016

VASCONCELLOS, João de Carvalho e - A COPRA. Subsidios para O estudo das copras das nossas Colonias. Relatorio final do curso de engenheiro-agronomo, apresentado ao Conselho Escolar do Instituto Superior de Agronomia. Lisboa, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos), 1925. In-8.º (19cm) de 125, [3] p. ; il. ; E. Col. Pequenas Fontes de Riqueza, XXIII
1.ª edição.
Primeiro trabalho do autor. Trata-se de um importante estudo sobre o derivado mais relevante do coco - a copra, que é a polpa ou miolo de coco, seco e dividido em bocados.
Ilustrado no texto com tabelas, desenhos esquemáticos e fotogravuras a p.b.
"Das plantas de flora tropical é sem duvida o coqueiro (Cocus nucifera, L.) uma das mais interessantes pelas numerosas utilidades que nos fornece. Por este motivo esta palmeira tem sido designada com o nome de «Rei da Flora Tropical», por alguns dos eminentes tratadistas das plantas tropicaes. [...]
Tenho eu agora o ensejo de apresentar mias detalhadamente no que diz respeito ás nossas Colonias o estudo que fiz dum dos mais importantes productos do coqueiro - a copra - no trabalho que me serviu de relatorio final do curso de engenheiro-agronomo no Instituto Superior de Agronomia..."
(excerto do preâmbulo)
Matérias:
I - Estudo do fruto do coqueiro. II - Produção e colheita. III - A copra. IV - Manteiga de coco. V - Bagaço de coco. VI - Coco ralado. VII - Estudo comparativo de algumas copras das nossas Colonias. VIII - Dados estatisticos sobre o comercio e produção de copra nas nossas Colonias.
João de Carvalho e Vasconcelos (1897-1972). "Nasceu em Lisboa, em 17 de Novembro de 1897. Faleceu em Lisboa a 25.02.1972. Curso completo dos liceus. Curso de Engenheiro-Agrónomo pelo Instituto Superior de Agronomia. Possui todas as cadeiras do curso de Silvicultura e de engenheiro agrónomo colonial. Engenheiro-Agrónomo do quadro do Ministério da Agricultura. Adjunto da 8ª Secção da Estação Agrária Nacional. Delegado do Governo e presidente da União Vinícola Regional de Carcavelos. Grupo de trabalho de forragens da Comissão Nacional da F. A. O. Professor Auxiliar (1931), Professor Catedrático (1944) e Professor Jubilado (1967) do Instituto Superior de Agronomia. Cadeiras que regeu: Botânica Agrícola. Thrematologia. Botânica Sistemática e Fitogeografia. Desenho Organográfico.” Pertenceu a diversas Sociedades Científicas. A sua bibliografia é extensa; publicou inúmeros trabalhos académicos, em livro e sob a forma de artigos e lições.
(fonte: www.isa.ulisboa.pt)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€