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04 novembro, 2018

CANCIONEIRO DO BAIRRO ALTO. Colecção de chistosas poesias de um patusco oferecidas às meninas finas da Baixa. [S.l.], Edições Vénus, [197-]. In-8.º (20,5cm) de 144 p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de poesias "impublicáveis" publicadas por um patusco 'sem nome', certamente após 25 de Abril de 1974. O autor procurou associar o título desta a uma obra obscena editada no século XIX, que pelo seu conteúdo indecoroso, a tornou conhecida e procurada; trata-se do Cancioneiro do Bairro Alto : collecção de chistosas poesias de um author patusco offerecidas a certas meninas que fazem certas coisas, Cadiz, 1864.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP, e sem qualquer outra referência bibliográfica.
Peça de colecção.
50€

21 janeiro, 2018

PASSOS, Vaz - CANCIONEIRO DA PRIMAVERA. [Por]... da Academia de Sciências de Portugal e do Instituto Histórico do Minho. Porto, Editor: Hygino J. Assumpção, 1919. In-8.º (17cm) de 94, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Colecção de poesias subordinadas ao tema da Primavera.
Livro valorizado pela dedicatória manuscrita do autor.

"Mês de maio. O sol inunda
a terra d'âureo esplendor,
a a Primavera fecunda
culmina em febre d'amor.

Há vida, côr, desafôgo
nos agros lindos de ver,
neste baptismo de fôgo
dos ceus altos a descer.

Que maravilha de seivas!
Que flavescência de luz!
Germinam todas as leivas,
colorem-se os troncos nús.

Das rosas esvoaçam asas
invisíveis de perfume.
O chão queima como brasas,
sob um flavo sol de lume.

É a fôrça da vida nova,
exuberante, a fremir,
que tudo abraça e renova
p'ra as colheitas do porvir."

(Excerto de Primavera florida)

Vaz Passos (1889-1922). Autor cuja produção poética, de acordo com a BNP, se resume a seis obras publicadas entre 1908 e 1919, fechando precisamente com este Cancioneiro da Primavera, o que não é de estranhar, dado ter falecido ainda jovem. De acordo com Jaime Cirne, em artigo publicado no «Magistério», e reproduzido na parte final da obra, "Vaz Passos, moço de talento e vontade, ficará para a alma nacional como o lírico adorável do amor à Vida, e como o bucólico ingénuo dêsse outro amor, cálido e profundo, à loira Ceres, que, na sua marcha forte, ubérrima e consoladora, tem o ritmo exuberante duma festa pagã.".
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falha de papel.
Raro.
Contém uma poesia que interessa à bibliografia da Grande Guerra - O elogio da Paz. Não consta no Catálogo da Liga dos Combatentes (1960).
15€

08 maio, 2017

REIS, Sebastião Martins dos - CANCIONEIRO DE FÁTIMA. [Lisboa], Editorial Centro de Estudos D. Manuel Mendes da Conceição dos Santos, [1957]. In-8.º (22cm) de 345, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Importante recolha de composições poéticas referentes a Fátima. No extenso prefácio, para além da apresentação da obra própriamente dita - a sua organização e o critério de selecção escolhido, - o autor tece algumas considerações sobre aspectos de índole política - nacional e internacional - relacionados com o fenómeno de Fátima.
"Atentando no papel transcendente que Fátima tem desempenhado e promete desempenhar na vida religiosa do mundo, será temerário afirmar que este século, no domínio espiritual mariano, é e será o século de Fátima?!...
Assim se compreende que, volvidos  apenas uns escassos quarenta anos sobre as Aparições, já seja possível, - caso único dentro de acontecimentos deste género, ... - apresentar um «Cancioneiro de Fátima», - resultado e prova da espantosa e vastíssima projecção mariana que, em 1917, começou a tomar corpo na Cova da Iria: a nascente que então surgiu na Serra de Aire, fez-se o mar fecudante de uma nova esperança, que ilumina a incerteza e a ansiedade do mundo em derrocada. [...]
Na organização deste «Cancioneiro de Fátima» procurou-se evitar o máximo de deficiências ocorrentes em publicações desta natureza: Procurou-se ser suficientemente completo e seguro nas fontes de informação, na identificação dos Autores, na procedência das suas composições, e na datação das obras. [...]
Se é certo que a quantidade importa, o que essencialmente importa é a qualidade. Ora, parece que o »Cancioneiro» nada omite de autênticamente representativo. Deve-se mesmo dizer que peca por uma abundância talvez excessiva. Temos assim, simultâneamente, antologia e documentário. [...]
O «Cancioneiro» representa o plebiscito da inspiração poética em louvor de Fátima, e seria injusto ou petulante recusar-lhe aquela sugestão de força e beleza, que não desdoira a Arte e cativa o espírito. Apesar de tudo o que se pode e possa dizer, é lícito afirmar que Fátima tem e fica a ter a sua História em verso."
(excerto do prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta um pequeno corte à cabeça.
Raro.
Indisponível

13 junho, 2016

TAVARES, Maria da Conceição B. Reis - CANCIONEIRO DAS GANSEAS GENTES. Lisboa, Casa Pia de Lisboa, 1992. In-8.º (21cm) de 264 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Cancioneiro casapiano.
A Capa: O fundo foi conseguido a partir de uma amostra de pano utilizado na confecção dos bibes das crianças da Casa Pia de Lisboa. O mesmo fundo suporta símbolos que identificavam os alunos dos diversos colégios:
- Os Gansos, Colégio de Pina Manique. - As Sacas, Colégio de Santa Clara. - Os Barris, Colégio de D. Maria Pia. - As Ratas, Colégio de Nossa Senhora da Conceição. - As Pombas, Colégio de 28 de Maio.
"A ideia de reunir e compilar num cancioneiro casapiano, as canções que nós antigos alunos e alunas das várias décadas e colégios da Casa Pia de Lisboa, cantávamos, surgiu numa das reuniões da Comissão da década de 50, de 91/92.
Durante todo o tempo que estivemos na Casa Pia de Lisboa , também o ensino da Música e Canto Coral, não foram descurados, para que os alunos e alunas, tivessem uma formação integral. Daí o gosto que todos nós temos, ainda hoje, pela música.
Sucede porém, que temos muitas vezes a música de canções no ouvido, cuja letra já esquecemos.
Como "recordar é viver", eis aqui a letra de algumas das muitas canções que nos são gratas.
Foi um trabalho de pesquisa demorado, mas esperamos que elas nos transportem aos velhos tempos e aos saudosos momentos de alegria e de solidariedade da nossa infância e juventude na Casa Pia.
Esperamos também que este livro sirva de ajuda a todos os pais, professores e educadores de infância."
(Nota prévia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar e muito curioso.
15€

26 fevereiro, 2014

OLIVEIRA, Francisco Xavier d’Athaide – ROMANCEIRO E CANCIONEIRO DO ALGARVE (Lição de Loulé). Acompanhado de importantes notas para esclarecimento do texto e onde se reproduz tudo quanto ha publicado neste genero pertencente ao Algarve. Por… Bacharel formado em Theologia e Direito Conservador privativo do registro predial da comarca de Loulé e socio do Instituto de Coimbra. Porto, Typographia Universal (a vapor), 1905. In-8.º (21,5cm) de 432 p. ; B. Col. Contos Tradiccionaes do Algarve em verso.
1.ª edição.
Obra com interesse histórico e regional. Consiste numa recolha de romances, lendas, canções e outros elementos da tradição oral algarvia.
“Muitas vezes as minhas boas velhinhas, para se distrair, deixavam os contos, e entoavam uma melopeia triste e cadenciada desses versos antigos, que eu mal percebia. Pedia-lhes que deixassem o canto e me recitassem os versos. Isso para ellas era quasi impossivel: não sabiam os versos, quando os queriam recitar; só cantando chegavam ao fim. Eram os seus romances que ellas tinham ouvido aos seus avôs e os cantavam na mesma musica em que eles lh’os tinham cantado. Desses romances fiz a presente collecção.”
(excerto do preâmbulo)
Francisco Xavier de Ataíde Oliveira (1842-1915). “Nasceu em Algoz, concelho de Silves, a 10 de outubro de 1842, e morreu em Loulé a 20 de novembro de 1915. Originário de uma família de pequenos proprietários agrícolas, frequentou os estudos preparatórios no Liceu de Faro e matriculou-se no Seminário de São José, a fim de seguir a vida eclesiástica, concluindo o curso em 1866. Em 1968 foi consagrado presbítero, desempenhando funções de Capelão da Universidade de Coimbra, na qual se formou em Direito (1874) e Teologia (1875). Em 1885 foi nomeado Conservador do Registo Predial de Loulé, serviço onde desempenhou as funções de Conservador adjunto desde 1882. Enquanto jornalista, desenvolveu uma colaboração regular com a imprensa regional, tendo sido autor de publicações que versaram os domínios da história, arqueologia e etnografia. Ainda neste âmbito fundou e dirigiu o primeiro jornal em Loulé, O Algarvio, periódico regionalista que manteve atividade entre 1889 e 1893. O seu contributo no domínio da etnografia portuguesa no final do século XIX centrou-se nos estudos pioneiros da literatura oral e tradições populares algarvias. Durante a sua passagem por Coimbra, que se prolongou até 1875, privou com algumas das personalidades proeminentes da “Geração de 70”, nomeadamente com Teófilo de Braga, reconhecendo-se as suas influências no domínio histórico e etnográfico relativo à recolha do romanceiro e do lendário algarvio, que constituiu o essencial das principais obras etnográficas de Ataíde Oliveira. Da sua produção etnográfica destaca-se a obra As Mouras Encantadas e os Encantos do Algarve (1898), considerado o seu primeiro ensaio sobre tradições populares, lendas e superstições. Publicou Contos infantis (1897) e Contos tradicionais do Algarve (2 vols., 1900 e 1905), Romanceiro e Cancioneiro do Algarve – Lição de Loulé (1905), estudos que resultaram da compilação da tradição oral regional, compreendendo contos, lendas, orações, superstições e ladainhas populares, entre outras formas de narrativas populares.” (in http://www.matrizpci.dgpc.pt/)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas com defeitos marginais; lombada cansada.
Muito invulgar.
Indisponível

29 novembro, 2013

LEMOS, João de – CANCIONEIRO : de… Primeiro Volume : Flores e Amores [e Segundo Volume : Religiao e Patria e Terceiro Volume : Impressões e  Recordações]. Lisboa, Escriptorio do Editor, 1858-1866. 3 vols in-8º (15,5cm) de XI, [1], 260, [2] p. (I), VII, [1], 273, [3] p. (II) e 277, [3] p. (III) ; E.
1.ª edição.
“Coleção de poesias de João de Lemos, dividida em três volumes, "Flores e Amores" [1858], "Religião e Pátria" [1859] e "Impressões e Recordações" [1866], que reúne, como o autor explica no prefácio, várias composições dispersas por periódicos literários como a Revista Universal Lisbonense ou O Trovador. O primeiro volume contém as composições de temática amorosa e ultrarromântica (incluindo a "Invocação" ao arcanjo da poesia que abriu O Trovador); o segundo acolhe os "versos políticos"; o terceiro, distanciado quase uma década dos anteriores, colige, como afirma o autor, "alguns de (seus( primeiros versos publicados" e "outros, que talvez ficassem melhor noutra parte, ou só agora (deu( com eles, ou foram feitos depois". Aqui se encontram algumas das composições mais famosas de João de Lemos, como a célebre "Lua de Londres", "O sino da minha terra", "Eu vivo só do passado" e "Na morte do proscrito", dedicado a D. Miguel.”
(in infopédia)
“Em duas diversas epochas, com dois títulos differentes, annunciei a publicação dos meus versos, e de ambas as vezes deixei o annuncio por mentiroso.
Não me arrependo; ainda me não arrependi até hoje.
De annunciar a publicação, sim; de deixar de publicar, não.
Quando deitei o primeiro pregão, estava ainda aos bancos da Universidade. Incitaram-me a isso applausos e instancias de amigos, talvez cegos pela mizade e de certo tão inexperientes como eu, que os attendi, ao principio, porque tambem a vaidade de criança me andava seduzindo para lhes dar ouvidos.
Por fortuna, depois, ora com a preguiça ora com a reflexão, resisti a mim e a elles. […]
Mas ainda bem que não publiquei tudo quanto então publicaria! N'essa parte morro impenitente. Sabem do que me tenho arrependido? É da publicidade que dei nos jornaes a muitos versos de então. Verdade, verdade, a fogueira estava chamando por grande parte delles. Entretanto a indulgencia do publico, que foi grande, os gabos com que, pela imprensa, me animaram pessoas, que já não faziam declinar a competência por suspeitas, visto que, a esse tempo, ou eram pouco, ou não eram, do meu conhecimento, tudo isto me ia fazendo mandar mais versos para os jornaes, e authorisava novas instancias. O amor-proprio já se sabe que repetia, e com maior força, as suas lisongeiras persuasões.
Não posso deixar de me referir principalmente ao senhor Antonio Feliciano de Castilho, que na REVISTA UNIVERSAL me coroou por tantas vezes com um favor mais que generoso. Tome para si a culpa que lhe cabe, que não a teve pequena, no segundo annuncio da collecção dos meus versos, alguns annos de pois do primeiro.
Metteu-se, porém, a politica de permeio a levar-me o tempo, foi-se-lhe ainda reunindo novamente a reflexão, e faltei outra vez á promessa.
Com a divisão que fiz nos tres volumes, quiz separar, até certo ponto, as epochas a que correspondem, embora em todos elles haja composições que, pelo rigor das datas, não lhes pertenciam. Mas são poucas, e, em todo caso, o genero de idéas exigia aquella collocação. Procurei, quanto pude, que as correcções não alterassem as feições características. No que, em vez dephysionomia, me pareceu deformidade, cortei sem do; o resto, onde ainda havia bastante que podar, cuidei que era de minha obrigação deixal-o. Intendi que no pequeníssimo logar que os meus versos hajam de tomar, se tomarem, nas lettras patrias, fazia mais serviço em assignalar o caminho com as minhas quedas, do que em pôr-me agora, com as minhas idéas de hoje, a querer endireitar de todo corcovas, que já me pareceram bellezas, que pertencem de nascença ao corpo em que estão, e que Deus sabe se por fim não ficariam como aquella gambia de que falia Bocage - tortas para o outro lado. Tem-se dito que introduzi, ou fiz correr, certa forma nova nas composições lyricas, e até com esta prioridade me argumentavam alguns para eu me não ficar atraz em reunir o que andava pelas folhas politicas e litterarias, receiando que tambem assim ficasse atraz dos mais na historia que se fizesse da nossa poesia moderna.
Não sei se se ha-de fazer tal historia, nem se lá hei-de ou devo entrar, como não sei se fui adiante ou atraz de ninguem. […]
Agora, os meus pobres versos que vivam ou morram como poderem.”
(excerto da introdução)
João de Lemos de Seixas Castelo Branco Nascimento (1819-1890). Poeta ultra-romântico português, natural do Peso da Régua. “O «trovador» João de Lemos, como era conhecido desde o tempo de Coimbra, onde se formou em direito, pela publicação do jornal poético O Trovador, interessantíssimo repositório das produções poéticas dum grupo de moços estudantes. Além dele, alma e director dessa publicação, faziam parte do Trovador Luís da Costa Pereira, António Xavier Rodrigues Cordeiro, José Freire de Serpa, Augusto Lima e Couto Monteiro.”
“Além de poesias de pendor ultra-romântico, escreveu o livro em prosa Serões da Aldeia. O seu lirismo piegas foi criticado pelos escritores realistas. O poema "A Lua de Londres" é ridicularizado numa passagem de Os Maias de Eça de Queirós.
Obras: Poesia – Cancioneiro (1858-1867); O Livro de Elisa: Fragmentos (1869); Canções da Tarde (1875); O Tio Damião (poema lírico, 1886); O Monge Pintor (1889). Prosa – Serões de Aldeia (1876). Teatro – Maria Pais Ribeira (drama em 4 atos); Um Susto Feliz (comédia).”
Encadernações coevas meias de pele com ferros gravados a ouro nas lombadas.
Exemplares em bom estado de conservação. Defeitos nas extremidades das lombadas; assinatura de posse nas f. anterrosto dos três volumes.
Muito invulgar.
35€

11 abril, 2013

MORAIS, Manuel - CANCIONEIRO MUSICAL DE BELÉM. Música Portuguesa Maneirista. Estudo introdutório e transcrição de... Edição bilingue. Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda : Correios e Telecomunicações de Portugal - Telefones de Lisboa e Porto, 1988. In-fólio (31,5cm) de 140, [4] p. ; E.
Na sobrecapa reproduz-se Coroação da Virgem (Sevilha, 1604) de Vasco Pereira Lusitano, Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, Açores.
"O Cancioneiro Musical de Belém, ou simplesmente Cancioneiro de Belém (Santa Maria de Belém, Lisboa), Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, Ms 3391) é um manuscrito português do início do século XVII contendo música e poemas da época renascentista.
Este pequeno cancioneiro de apenas 18 canções foi descoberto entre os códices do Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, em Belém, no final da década dos 60 pelos professores Arthur Lee-Francis Askins e Jack Sage, especialistas na lírica quinhentista ibérica. Posteriormente Manuel Morais estudou-o e publicou em 1988 uma edição crítica do cancioneiro, juntamente com a transcrição para notação musical moderna de todas as dezoito músicas.
O manuscrito chegou aos nossos dias com 77 fólios de tamanho 191x130 mm, sendo que as canções se estendem do fólio 58v ao 74. Em data ainda desconhecida, recebeu uma encadernação em pele castanha, em cuja lombada se lê o título Manuscriptos / Varios.
No interior do cancioneiro uma inscrição informa: Porto, dia de S. Miguel, [1]603. Entretanto, as músicas nele contidas são anteriores a 1603, tendo sido datadas como pertencentes à segunda metade do século XVI (c. 1560-1580). No cancioneiro estão registrados os únicos madrigais portugueses manuscritos de que se tem notícia, além de vilancetes, cantigas e dois raros exemplos de vilancicos religiosos, um para o Natal (Pues a Dios humano vemos) e outro para Corpus Christi (O manjar bivo, dulçe i provechoso). 
Algumas poucas canções encontram-se duplicadas em outros manuscritos portugueses, como por exemplo no Cancioneiro de Elvas, e em algumas edições impressas espanholas do século XVI, mas a maioria delas acham-se unicamente neste manuscrito. 
Entre os poetas identificados encontram-se Dom Manuel de Portugal (1520?-1601) e o poeta-músico Jorge de Montemor (c.1520-1561), bem como os castelhanos Garcilaso de la Vega (1503-1536) e a desconhecida poetisa Cetina «a monja»". (in wikipedia) 
Encadernação em tela de seda, com ferros gravados a seco e a negro nas pasta anterior e na lombada, protegida por sobrecapa policromada. 
Exemplar em bom estado de conservação. Esfoladela na sobrecapa, no canto superior direito, não desmerece. 
Invulgar e muito apreciado. 
Com interesse histórico. 
30€